sexta-feira, 25 de maio de 2012

Gênesis 39 - sexta, 25.05.2012 - comentado



1 José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.
2 O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.
3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos,
4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha.
5 E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo.
6 Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.
7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.
8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos.
9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?
10 Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela,
11 sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente.
12 Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.
13 Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela,
14 chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.
15 Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora.
16 Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa.
17 Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me;
18 quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora.
19 Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira.
20 E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.
21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro;
22 o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali.
23 E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o SENHOR era com ele, e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava.


Blog da Bíblia
Este capítulo gira em torno de uma segunda história sedutora, porém diferente daquela do capítulo 38. No capítulo 38, a relação sexual de Onã com Tamar, evitando assumir responsabilidade completa dá um tom de sexo visto principalmente para o prazer pessoal. A aquisição por Judá dos serviços de uma prostituta reforça ainda mais ainda mais esta característica no capítulo 38. A sra. Potifar parece para ver a expressão sexual da mesma forma. Ela "pôs os olhos" em José, porque ele era "bonito e de boa aparência" (vs 6-7) e este olhar está diretamente correlacionado com seu repetido e aberto oferecimento para sexo recreativo com José. Ela é a mulher mais velha com ardente desejo pelo homem mais jovem. Ela quer saciar-se em José como Judá e Onan fizeram com Tamar. Mas enquanto a Sra. Potifar, Judá, e Onã exemplificam a abordagem de lazer para o sexo, com Tamar foi diferente. Ela estava lá para conseguir um bebê e herdeiro, não por prazer como tal. Mas para Tamar, enquanto mulher não casada, o sexo com fins apenas de procriação, sem estabelecer e manter os bons laços relacionais do sexo que se esperam ocorrer no casamento - ainda é moralmente deficiente.

A resposta de José à sra. Potifar é, na minha opinião, o ápice de uma teologia da sexualidade no Pentateuco, e talvez toda a Escritura. Lemos em vs 8 que a Sra. Potifar  se oferecia a ele "dia após dia" (vs 10), talvez um dos primeiros casos registrados de assédio sexual na história. O raciocínio moral resposta de José é espantosa. Nos vs 8-9 ele argumenta que Potifar confiava nele totalmente. Nada foi retido de José e funcionalmente Potifar não era maior na casa do que José. Ele constrói o seu caso, apelando para o dever moral de não violar a confiança de Potifar. Assim, quando ele começa a finalizar sua apelação, nós esperamos que ele diga: "como posso fazer este grande pecado contra Potifar?" E isto teria sido um raciocínio moral excelente. José, no entanto, de repente levanta a aposta, mudando subitamente de Potifar a Deus.
Como isso é um pecado contra Deus?

No versículo 9, José raciocina que Potifar e ele são iguais na casa, exceto por uma coisa: Potifar dorme com a sra. Potifar e José não. Que uma coisa Potifar coloca fora da mão de José. José reconheceu este elemento como verdadeiro ideal de Deus para a expressão sexual. Prazer e os bebês não são o objetivo principal de expressão sexual. Eles são deliciosos bônus. O propósito da expressão sexual é promover e manter um sentido de unicidade entre marido e mulher. Ceder aos avanços da sra. Potifar não só violaria a confiança de seu marido em José (e nela!), mas seria subverter a singularidade ordenada por Deus entre marido e mulher. Eu acredito que é essa teologia de promover a singularidade conjugal que leva Paulo a afirmar que o marido e a mulher precisam ser regulares na expressão sexual um com o outro para evitar cair em tentação de cometer imoralidade sexual (1 Co 7:2-5). José, assim, prova-se moralmente superior a Judá, quando confrontado com a mesma tentação. Isso é especialmente verdade no fato de que Judá não tinha nada a perder sendo moral, enquanto como um escravo, José não tinha maneira de vencer, agindo moralmente. E ele de fato parece perder, falsamente acusado de coisa que ele defendeu de forma tão eloquente contra.


Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA




Comentário bíblicos selecionados:


1 Retorna ao enredo de 37:26. José chegou agora ao Egito (Andrews Study Bible).


2-6 Enquanto as circunstâncias de José mudam, Deus nunca muda. Ele está sempre com Seus filhos (Jos. 1:5; Is. 41:10; Jer. 1:8, 19; Mat 28:20) e os habilita para grandes desafios (Andrews Study Bible).

2 O Senhor era com José do mesmo modo como nosso Senhor Jesus prometera estar conosco (Mt 28.20). Sabemos que Ele cumpre Sua promessa. Nosso dever e nosso privilégio é reconhecer e corresponder ao companheirismo que o Senhor nos proporciona. No caso de José, tal correspondência está evidente em seu espírito serviçal, alegre e criterioso (v 4; cf Cl 3.23), sua fidelidade absoluta (vv 5, 6) e sua resistência em face da tentação (vs 7-15). Constraste-se com este procedimento de José o que se menciona de Judá no capítulo anterior (Bíblia Shedd).
O benefício da presença de Deus foi experimentado até mesmo na escravidão, fora da terra da bênção (Bíblia de Genebra).

próspero. Uma das palavras chave deste capítulo (vs, 2-3; 23), sempre ligadas à bênção especial de Deus. A rápida ascensão de José na casa de Potifar se deve ao reconhecimento do mestre de que este escravo é diferente (Andrews Study Bible).


4 servia.O termo hebraico aqui denota serviço pessoal, como Josué servia a Moisés (Êx. 24:13) ou Elise servia a Elias (1 Reis 19:21) (Andrews Study Bible).


7-10 O texto bíblico sugere um longo período de sedução e o firme comprometimento de José de fidelidade e integridade moral. A longa resposta de José ao convite da mulher reconhece que o pecado não destrói apenas as relações humanas mas - e principalmente - é uma afronta a Deus (Sal. 51:4) (Andrews Study Bible).


9 O adultério era considerado um grande pecado no antigo Oriente Próximo (20.9), porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus (cf 2Sm 12.13; Sl 51.4) (Bíblia de Genebra).


11-19 Outra recusa deixa a roupa de José (note novamente a importância da roupa na narrativa de José) na mão da mulher de seu mestre, que rapidamente cria uma história plausível visando punir aquele que a recusou (Andrews Study Bible).


12 pegou. O termo hebraico aqui implica violência (Deut. 9:17; 22:28; 1 Reis 11:30) (Andrews Study Bible).


17 servo. Clara calúnia racial (Andrews Study Bible).


20 Mesmo que Potifar pareça furioso, a punição surpreende, tendo em vista que a lei bíblica exigia que estupradores convictos fossem sumariamente executados (Deut. 22:23-27). Potifar parece não acreditar em sua mulher, mas para manter as aparências colocou José na prisão. O foco agora muda para a prisão (o que reflete claramente um ambiente egípcio, tendo em vista que o Egito tinha prisões antes de outros povos ao redor), o próximo local das experiências positivas e negativas de José (Andrews Study Bible).
Embora a ira de Potifar fosse incidente sobre José, sua ação posterior indica que ele duvidou da acusação de sua esposa. Uma tentativa de estupro da esposa de um senhor por um escravo certamente resultaria em sentença de morte, mas a punição de José (aprisionamento com os prisioneiros do rei) foi relativamente suave (Bíblia de Genebra).
[Potifar] Queria tão somente preservar o nome da família. Tudo se ajustava, perfeitamente, nos planos providenciais de Deus com relação a José e ao seu povo escolhido (Bíblia Shedd).


21 Há um paralelismo muito estreito entre o comportamento de José e o de Cristo, quando diante de situações adversas e de falsas acusações, ambos as recebiam sem murmurações, como expressões da vontade de Deus (cf Is 53.7). Como Cristo, José não sofrera por erro algum cometido, mas sim, em virtude da retidão da conduta (Bíblia Shedd).





Devocional sexta: O sábado preservado



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Date: 2012/5/25
Subject: O sábado preservado

O sábado preservado

Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. Aqui [estão] [...] os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:7, 12.


O profeta indica a ordenança que tem estado esquecida: "Levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado Reparador de Brechas e Restaurador de Veredas para que o país se torne habitável. Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor". Isaías 58:12-14.
Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó. Quando o povo escolhido esteve em cativeiro no Egito, muitos, em meio da idolatria imperante, perderam o conhecimento da lei de Deus; mas, quando o Senhor libertou Israel, proclamou-a com terrível majestade à multidão reunida, para que conhecesse a Sua vontade, e a Ele temesse e obedecesse para sempre.
Desde aquele dia até o presente, o conhecimento da lei de Deus tem-se preservado na Terra, e o sábado do quarto mandamento tem sido guardado. Posto que o "homem do pecado" conseguisse calcar a pés o santo dia de Deus, houve, contudo, mesmo no período de sua supremacia, ocultas nos lugares solitários, pessoas fiéis que lhe dispensavam honra. Desde a Reforma, alguns tem havido, em cada geração, a manterem-lhe a observância. Embora freqüentemente em meio de ignomínia e perseguição, constante testemunho tem sido dado da perpetuidade da lei de Deus e da obrigação sagrada relativa ao sábado da Criação.
Essas verdades, conforme são apresentadas no Capítulo 14 de Apocalipse, em relação com "o evangelho eterno", distinguirão a igreja de Cristo ao tempo de Seu aparecimento. Pois, como resultado da tríplice mensagem, é anunciado: "Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". Apocalipse 14:12. E essa mensagem é a última a ser dada antes da vinda do Senhor. Seguindo-se imediatamente à sua proclamação, pelo profeta é visto o Filho do homem vindo em glória, para ceifar a colheita da Terra. — O Grande Conflito, 452-454.
Este texto é do livro Ser como Jesus escrito por Ellen White.



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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Gênesis 38 - quinta, 24.05.2012 - comentado




1 Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira.
2 Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.
3 E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.
4 Tornou a conceber e deu à luz um filho; a este deu a mãe o nome de Onã.
5 Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá; ela estava em Quezibe quando o teve.
6 Judá, pois, tomou esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar.
7 Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o SENHOR, pelo que o SENHOR o fez morrer.
8 Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão.
9 Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10 Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.
11 Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.
12 No correr do tempo morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, consolado Judá, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13 E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.
14 Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher.
15 Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto.
16 Então, se dirigiu a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora. Ela respondeu: Que me darás para coabitares comigo?
17 Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?
18 Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.
19 Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez.
20 Enviou Judá o cabrito, por mão do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher; porém não a encontrou.
21 Então, perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Enaim? Responderam: Aqui não esteve meretriz nenhuma.
22 Tendo voltado a Judá, disse: Não a encontrei; e também os homens do lugar me disseram: Aqui não esteve prostituta cultual nenhuma.
23 Respondeu Judá: Que ela o guarde para si, para que não nos tornemos em opróbrio; mandei-lhe, com efeito, o cabrito, todavia, não a achaste.
24 Passados quase três meses, foi dito a Judá: Tamar, tua nora, adulterou, pois está grávida. Então, disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.
25 Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26 Reconheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.
27 E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre.
28 Ao nascerem, um pôs a mão fora, e a parteira, tomando-a, lhe atou um fio encarnado e disse: Este saiu primeiro.
29 Mas, recolhendo ele a mão, saiu o outro; e ela disse: Como rompeste saída? E lhe chamaram Perez.
30 Depois, lhe saiu o irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e lhe chamaram Zera.
http://biblia.com.br/joaoferreiraalmeidarevistaatualizada/genesis/gn-capitulo-38/


Texto do Blog de hoje (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/38/):
Blog da Bíblia
Este é um capítulo incomum nas Escrituras. Primeiramente, ele é emoldurado pelo anúncio no verso final de Gen 37 de que os midianitas venderam José a Potifar como um escravo, e por uma repetição do mesmo anúncio em Gn 39:1. Se Gên 38 fosse excluído do manuscrito, poucos, se houvessem, teriam sentido que algo estava faltando. Esta conclusão é reforçada pelo fato de que José não é mencionado em Gn 38. No entanto, esta história é fundamental para a história de José. O significado de Gn 38, parece que é porque este capítulo traça um perfil da experiência de Judá durante o início da escravidão de José. Judá deixa o clã de Jacó e casa-se com alguém de fora, uma adulamita. Enquanto o texto não diz o motivo, há uma tradição judaica que defende que os irmãos perseguiram a Judá devido à tristeza de seu pai sobre a perda de José, tanto que ele fugiu. Judá, o líder dos irmãos aparece agora alienado deles e da família patriarcal em geral. Assim, ele se casa com uma mulher cananéia e teve três filhos com ela. Judá parece estar indo para baixo moralmente. Proponho que Moisés incluiu este registro de Judá como em antagonismo à história de José para melhor revelar o caráter de Judá, em contraste com o herói, José.

As revelações fundamentais de caráter de Judá vêm em sua resposta à perda de dois filhos, casados com Tamar. Ele promete a ela o terceiro filho como marido quando ele chegar à idade, mas torna-se claro Judá não tem a intenção de arriscar um terceiro filho aos cuidados de Tamar. Judá é enganoso. Seu caráter é revelado na história de Tamar. Parece que ela teve uma chance de pegar Judá de surpresa, selecionando a tática mais provável para superar suas defesas e ter sucesso. Ao escolher se postar como uma prostituta na estrada depois que a esposa de Judá morreu, Tamar nos diz algo sobre a moralidade de Judá. Ele deve ter tido o hábito de buscar prostitutas. Ele a convida e negocia os termos com ela como um veterano. Judá era sexualmente imoral. O fato de Judá ter enviado um representante para pagar a prostituta, e que nesta busca seu enviado a tenha referenciado como prostituta cultual parece ser uma tentativa de proteger a imagem pública de Judá. Além disso, chama Judá encerrou suas tentativas de pagamento porque temia o ridículo. Isso reflete seu método em Gn 37, onde ele condena José à escravidão, para que a escravatura mate José. Judá era politicamente astuto em realizar atividades ilícitas durante a tentativa de preservar sua imagem pública.

Cada uma das falhas de caráter de Judá magnificadas em Gn 38 - falsidade, imoralidade sexual, e manter uma boa imagem pública embora agindo maliciosamente, será vitoriosamente superada por José nas passagens seguintes. José vai brilhar onde Judá falhou, e nosso primeiro exemplo será em Gn 39 com uma história sedutora correspondente.


Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA


Comentários bíblicos selecionados:
1-30 À primeira leitura, este capítulo parece fora de lugar. Contudo, existem nele importantes ligações para a circundante história de José. Vocabulário similar, a importância de símbolos de status (roupa, selo, equipe) e a importância crescente (e transformação) de Judá conecta este capítulo aos circundantes (Andrews Study Bible).

1-5 Judá sai da casa de Jacó e se casa com uma cananita e se torna amigo de um líder cananita. Todos estes elementos sugerem que Judá está perdendo sua visão da linhagem  como povo especial de Deus (Andrews Study Bible).

6-10 A apresentação de Tamar, a esposa cananita de Er, é significativa. Apesar de que o fato de ser canaanita a coloca de fora das promessas especiais da família de Abraão, ela se torna a real heroína da história (Andrews Study Bible).

8 O casamento do levirato é conhecido das leis dos hititas e medo-assírias. A diferença principal é que na lei bíblica o cunhado é responsável em prover um herdeiro (Deut. 25:5-10). Onan tem relações sexuais com Tamar mas rejeita sua responsabilidade com ela e com seu falecido irmão (Andrews Study Bible).

11 Judá envia Tamar para a casa de seu pai para viver como viúva (Lev 22:13; Rute 1:8). Ele não parece estar comprometido a ter Tamar como membro de sua casa (Andrews Study Bible).

12-13 Note a diferença entre Tamar e Judá. Tamar está vestindo suas roupas de viúva enquanto Judá, por sua vez, está a caminho de atividades festivas (Andrews Study Bible).

23 Judá está preocupado com respeito à vergonha de não haver redimido sua promessa, mas ignora os direitos de Tamar (Andrews Study Bible).

24-25 Adultério exigia a morte do ofensor (Lev 20:10; Deut 22:22) (Andrews Study Bible).

26 A justiça de Tamar é contrastada com a semi justiça de Judá. A história se foca mais nos motivos do que nos atos e os motivos de Tamar estão alinhados com a lei do do levirato, que visava preservar famílias. Como resultado, Tamar é parte da linhagem messiânica (Rute 4:12,  18-22; Mat 1:3-6) (Andrews Study Bible).


Em breve, mais comentários bíblicos. 

Devocional quinta: A confiabilidade da palavra


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Date: 2012/5/24
Subject: A confiabilidade da palavra


A confiabilidade da palavra

As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. Deuteronômio 29:29.
Tem sido a obra especial de Satanás levar o homem caído a rebelar-se contra o governo de Deus, e tem tido muito sucesso em seus esforços. Ele tem procurado obscurecer a lei de Deus, a qual, em si, é bem clara. Tem manifestado especial aversão ao quarto preceito do Decálogo, porque este define o Deus vivo, o Criador dos céus e da Terra. Há um desvio dos mais claros preceitos de Jeová, para a aceitação de fábulas de ateus.
O homem ficará sem desculpa. Deus lhe deu suficientes evidências em que basear a fé, se quiser crer. Nos últimos dias a Terra quase estará destituída de verdadeira fé. Pelo mais insignificante pretexto, a Palavra de Deus será considerada indigna de confiança, ao passo que se aceitarão os argumentos humanos, embora estejam em oposição aos claros fatos das Escrituras. Homens procurarão explicar a obra da criação, que Deus nunca revelou, pelas causas naturais. Mas a ciência humana não pode descobrir com mais facilidade os segredos do Deus do Céu. [...]
Seres humanos professando serem ministros de Deus erguem a voz contra a investigação da profecia, e dizem às pessoas que as profecias, especialmente as de Daniel e Apocalipse, são obscuras e que não podemos entendê-las; contudo estas mesmas pessoas recebem avidamente as suposições dos geólogos, em contradição com o registro mosaico. Mas se aquilo que Deus revelou é tão difícil de entender, quão incoerente é aceitar meras suposições com relação àquilo que Ele não revelou! Os caminhos de Deus não são como os nossos caminhos, nem os Seus pensamentos como os nossos pensamentos. [...] Mas os homens, com o seu vão raciocínio, fazem mau uso dessas coisas que, de acordo com o desígnio de Deus, deviam levá-los a exaltá-Lo. Caem no mesmo erro do povo antediluviano — as coisas que Deus lhes deu para bênção tornaram-se maldição, pelo mau uso delas. — The Signs of the Times, 20 de Março de 1879.
Este texto é do livro Ser como Jesus escrito por Ellen White.



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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Gênesis 37 - quarta, 23.05.2012 - comentado



1 Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
3 Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.
4 Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.
5 Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.
6 Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive:
7 Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu.
8 Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.
9 Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim.
10 Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
11 Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.
12 E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém,
13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
14 Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?
16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho?
17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã.
18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.
19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador!
20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos.
21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai.
23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.
24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água.
25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.
28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.
29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes.
30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?
31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.
32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.
33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.
34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.
35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.
36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.



Texto do Blog de hoje (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/37/):
Blog da Bíblia
Este capítulo começa uma extensa história centrada em José. Somos notificados imediatamente que Jacó amava José mais do que os outros irmãos, lançando-nos, assim, no meio de uma severa disfunção da dinâmica familiar. Esta é mais complexa do que um simples problema de favoritismo paterno em favor de José.
Os três primeiros filhos de Lia haviam se comportado de uma maneira que os havia desqualificado para a bênção da primogenitura. Como Absalão tentou mostrar sua vontade de destituir Davi tomando suas concubinas, assim Rúben, o primogênito de Lia, deitou-se com a concubina de Jacó em um aparente esforço para suplantar seu pai como líder do clã. Isso eliminou Rúben do reconhecimento de Jacó para o direito de primogenitura.
Levi e Simeão eram os próximos na linha, mas o seu tratamento traiçoeiro dos homens de Siquém deixaram Jacó ofendido e eles foram adicionados à lista de candidatos desqualificados para o direito de primogenitura.
Como o quarto filho, Judá deve ser o próximo na linha, Jacob altera a linha e favorece o primogênito de sua esposa favorita, Raquel, fazendo José o herdeiro óbvio para a bênção da primogenitura. Jacó sinalizou essa nomeação através do casaco especial e por manter José em casa, enquanto enviava os outros irmãos para cuidar das ovelhas. Este favoritismo aberto foi fundamental para a dinâmica disfuncional registrada no capítulo.

José também mostra julgamento pobre enquanto favorito óbvio, contando más notícias sobre seus irmãos para continuar a se valorizar perante seu pai. Ele também mostrou ostensivamente seus sonhos a seus irmãos e os pais em vez de se aproximar de seu pai em particular para obter conselhos sobre como lidar sabiamente com essas mensagens. As ações de José irritaram seus irmãos e pais, inflamando ainda mais uma situação que já estava ruim.
É possível que possamos ser tão insensatos como José, reclamando a identidade do remanescente de Apocalipse 12, enquanto somos igualmente insensatos, ostentando o que achamos que é um status privilegiado ao mesmo tempo em que alienamos no processo aqueles que não são de nossa fé?

Quando José foi verificar seus irmãos, a pedido de Jacó, as disfunções familiares vieram à tona. Os irmãos planejaram matar José.
Rúben, vendo uma oportunidade de restaurar seu favor com o seu pai tentou redirecionar a situação de modo que ele pudesse salvar José e livrá-lo de volta para Jacó vivo e bem.
Judá astutamente percebeu a situação. Tendo sucesso em convencer os outros irmãos a se unirem a ele na venda de José, Judá assegurou o seu silêncio, frustrando as chances de redenção de Rúben, e retirou José de seu caminho, colocando-se como o aparente natural herdeiro para o direito de primogenitura.
Judá, deste modo, surge na história como o líder e porta-voz para seus irmãos, tornando-se o adversário vilão do futuro herói, José.
Judá representa um poder dinâmico, que usa sua influência primariamente para promover o auto-interesse em vez de proteger desinteressadamente o bem maior.

Os líderes de hoje devem observar cuidadosamente os danos que pode ser feitos a grupos familiares e da igreja  quando buscar o interesse próprio torna-se a motivação do uso do nosso poder.

Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA




Comentários bíblicos selecionados:


1-28 A história de José, que livrou sua família e todo o Egito da fome e da morte, prefigura a vinda do Messias, que tem o poder de nos salvar da condenação eterna quer sejamos judeus, quer gentios. José era muitíssimo favorecido pelo seu pai (v. 3). Israel mandou José aos campos para encontrar seus irmãos e os encontrou (vs. 13,14). Mas quando os irmãos de José o viram chegar, conspiraram para matá-lo (vs. 18-20). Eles tiraram sua túnica (v. 23) e, por fim, o venderam como escravo por 20 moedas de prata (v. 28). Jesus foi também favorecido por Seu Pai celestial (Mat 3.17 e Mc 1.11), que enviou Jesus ao mundo para buscar a nós, seus irmãos e irmãs ( ver Rm 8.17; Gl 4.7; Mt 12.50; 25.40). No entanto, quando Jesus "veio para o que era Seu,[...] os Seus não O receberam" (Jo 1.11). Aqueles que pertenciam à mesma linhagem de Jesus (Mt 1.1-17) exigiram que Ele fosse crucificado (Jo 19.6,15). Jesus foi despido e surrado (Mt 27.26,28). E em troca de moedas de prata, ele foi traído por seu próprio discípulo (Mt 26.15; 27.9) (Bíblia NVI).
O restante de Gênesis é dedicado à história de José e liderança de Deus (Andrews Study Bible).

1 Habitou. Enquanto Abraão e Isaque somente jornadearam em Canaã (12:10; 20:1; 26:3), Jacó se estabeleceu (Andrews Study Bible).

2 história. Heb. toledoth. Esta palavra hebraica, às vezes traduzida como "as gerações de" ou "a genealogia de", introduz os principais acontecimentos da narrativa de Gênesis (5.1; 6.9; 10.1; 11.10,27; 25.12,19; 36.1,9; 37.2) (Bíblia de Genebra).
más notícias. José era o mais novo e, pelo costume, era o que tinha menos direitos na família. Ele age como um fofoqueiro. O termo é usado em outras passagens para indicar falsos relatórios (Num. 13:32; 14:36-37), apesar de que, conhecendo o passado dos filhos de Jacó, estas notícias podem ter sido verdadeiras (Andrews Study Bible).
Transparece aqui que Dã e Naftali, Gade e Aser se fizeram mui notórios pelo péssimo comportamento que tiveram por causa do quase inerradicável paganismo das duas mães, Bila e Zilpa. A influência materna ficou bem evidente no caráter dos filhos (Bíblia Shedd).

3 Jacó ama a José mais do que a qualquer outro filho, portanto, plantando a semente da inveja e rancor. Jacó dá a José uma roupa especial. O hebraico não é claramente entendido. As versões grega e latina traduzem a frase como "túnica de muitas cores". Roupas desempenham importante papel na história de José (vs. 3, 23; 39:12; 41:14) (Andrews Study Bible).
Tudo indica que Jacó estivesse planejando deixar José como sucessor. Como prova dessa sua intenção, distinguira-o dando-lhe a túnica principesca, ou de cores variadas (Bíblia Shedd).
Um sinal da posição de José como filho preferido (cf. 2Sm 13.18) e um sinal irritante aos irmãos de José do seu favoritismo (Bíblia de Genebra).
É um erro dos pais mostrarem predileção por certos filhos; mas não nos surpreende essa parcialidade de Jacó para com o rapaz que lhe recordava tão vividamente a amada Raquel. [...] O casaco de muitas cores era uma túnica longa de delicada tessitura, com mangas, e própria para jovens príncipes ou nobres, que não eram designados para o trabalho subalterno do campo ou da casa (Comentário Bíblico Devocional - Velho Testamento).

4 e já não lhe podiam falar pacificamente. Ou "não podiam saudá-lo com a paz". A saudação era um elemento crucial nas boas maneiras de comportamento antigo (cf 1Sm 25.6). Tal falha em não estender a saudação ao irmão indicava um alto grau de animosidade (Bíblia de Genebra).

5 Os sonhos do rapaz são notórios e proféticos. No caso de José teria sido mais sábio que o rapaz tivesse conservado seus segredos trancados em seu próprio coração, embora a revelação deles fosse um tributo à sua simplicidade e inocência confiantes. A sugestão da grandeza futura suscitou uma inveja terrível por parte de seus irmãos, mas as mãos do Todo-Poderoso o sustentaram (49.23,24) (Comentário Bíblico Devocional - Velho Testamento).

7-11 Primeira introdução ao sonhador. Ele não somente é favorecido pelo seu pai, mas também por Deus. Note a clara implicação do sonho para a hierarquia da família, que foi entendida pelos irmãos de José. Jacó guarda o assunto em sua mente (Lucas 2:19, 51) (Andrews Study Bible).

8 Reinarás. A questão retórica foi posteriormente respondida quando José veio a governar "sobre toda a terra do Egito" (41.43) e, então, sobre a família da aliança vivendo no Egito. A posição de José como cabeça da família da aliança foi confirmada quando ele recebeu o "direito de primogenitura" de seu pai Jacó "1Cr 5.2; cf Dt 33.16) (Bíblia de Genebra).

10 mãe. Provavelmente uma referência à madrasta de José, Lia, porque sua mãe, Raquel, já havia morrido no parto de Benjamim (35.16-20) (Bíblia de Genebra).

11 considerava o caso consigo mesmo. Esta declaração talvez antecipe a decisão posterior de Jacó de dar a José o direito de primogenitura e porção dobrada (v. 8; 48.5-6) (Bíblia de Genebra).

12-22 A idílica cena pastoral é manchada por um plano maldoso para se livrarem de José. Como primogênito, Ruben procura salvar o irmão. Contudo, após seu incesto com Bila (35:22), ele perdeu autoridade (Andrews Study Bible).

14 De Hebrom a Siquém a distância seria pouco mais que 100 km. A solicitude de Jacó por saber como estariam os filhos certamente se relacionava com o que havia acontecido em Siquém (cf 34.25-30). A mesma razão teria determinado a retirada dos jovens pastores para Dotã (Bíblia Shedd).

15 andava errante pelo campo. Por causa deste atraso ordenado por Deus, os ismaelitas chegaram bem a tempo (vs. 21-28) (Bíblia de Genebra) [provavelmente um enviado de Deus, homem ou anjo].
Não foi o acaso, mas a providência, que encaminhou esses midianitas ao poço naquela hora. Naturalmente, eles tinham fixado a hora da partida de sua terra natal [...] sem levar em conta quaisquer outras considerações, que não seu próprio interesse e conveniência. Todavia, sem que o soubessem, estavam viajando segundo uma programação divina. [...] Podemos estar num poço de negra infelicidade, mas Deus sabe que estamos ali e cronometra os momentos. Continuemos a confiar e não tenhamos medo! Bem-aventurados os que creem; para eles haverá precisa providência. Uma caravana já partiu há meses e chegará aqui na hora exata em que a presença dela será mais proveitosa e necessária (Comentário Bíblico Devocional - Velho Testamento).

20 A mentira teria, forçosamente, de seguir-se ao assassínio planejado. É extremamente raro conseguir-se que um pecado ocorra isolado, relativamente a outros pecados (Bíblia Shedd).

23-28 José é despido de sua roupa e jogado em um poço seco, provavelmente uma cisterna vazia (Andrews Study Bible).

25 sentando-se para comer pão. Os irmãos, mais tarde, reconhecem o seu comportamento impiedoso (veja 42.21) (Bíblia de Genebra).

Ismaelitas. Nesta seção, o autor usa dois termos para os mercadores. Ismaelitas e midianitas são ou tribos aparentadas ou diferentes clãs da mesma tribo (Jz. 8:24). Dotã se situa próximo às principais rotas que atravessam Canaã a caminho do Egito (Andrews Study Bible).
Os Ismaelitas e os midianitas (36) eram descendentes de Abraão. A aparência de ambas as tribos e suas características eram tão comuns que uma dada caravana poderia receber tanto um nome como outro (Bíblia Shedd).

28 vinte siclos. Aproximadamente 0,2 kg (8 onças). O Código Babilônico de Hamurabi também atesta este preço para um escravo (veja também Lev. 27:5) (Andrews Study Bible).
Os vinte ciclos de prata corresponderiam próximo ao salário que então se pagava por dois anos e meio de trabalho. (Bíblia Shedd).

31-33 Observe a ironia desses versos. Tendo enganado a seu pai Isaque com pele de cabritos (27.9) e com a roupa de Esaú, (27.27), Jacó é agora enganado com o sangue de cabritos sobre a roupa de seu filho (Bíblia de Genebra).

35 sepultura. Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte (Bíblia NVI).

36 O favorito de seu pai se torna um escravo. Potifar. Um alto oficial da corte de Faraó. O nome significa "aquele a quem Ra [o deus sol] deu". Esta forma de nome é confirmada em fontes extrabíblicas da época de Moisés (Andrews Study Bible).


Devocional quarta: O poder criador de Deus



---------- Forwarded message ----------
From: Revival and Reformation <reavivamentoereforma@ministerialassociation.org>
Date: 2012/5/23
Subject: O poder criador de Deus


O poder criador de Deus

Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a Sua grandeza é insondável. Salmos 145:3.


Geólogos ateus afirmam que o mundo é muito mais velho do que indica o relato bíblico. Eles rejeitam o relato bíblico devido a certas coisas que para eles são evidências, da própria Terra, de que o mundo tem existido por dezenas de milhares de anos. E muitos que professam crer no relato da Bíblia não sabem como explicar maravilhosas coisas que se encontram na Terra, com o conceito de que a semana da Criação consistiu apenas de sete dias literais e de que o mundo tem agora apenas cerca de seis mil anos. Estes, para se livrarem de dificuldades lançadas em seu caminho por geólogos irreligiosos, adotam a visão de que os seis dias de Criação foram seis vastos e indefinidos períodos, e que o dia de descanso de Deus foi outro período indefinido, tornando sem sentido o quarto mandamento da santa lei de Deus. Alguns impulsivamente aceitam essa visão, pois ela destrói a força do quarto mandamento e assim se sentem livres de sua reivindicação sobre eles.


Ossos humanos e de animais são encontrados na terra, em montanhas e vales, mostrando que seres humanos e feras muito maiores um dia existiram. Instrumentos de guerra são às vezes encontrados e também madeira petrificada. Uma vez que os ossos encontrados são maiores do que os de homens e animais que vivem atualmente, ou que existiram durante as gerações passadas, alguns concluem que a Terra foi habitada antes do registro da criação por uma raça de seres muito superiores em tamanho aos dos homens de hoje. Os que raciocinam dessa maneira têm idéias limitadas sobre o tamanho das pessoas, animais e árvores antes do dilúvio, e sobre as grandes mudanças que têm ocorrido na Terra.


Sem a história da Bíblia, a geologia não pode provar nada. [...] Quando os homens deixam a Palavra de Deus a respeito da história da Criação e procuram explicar as obras criadas por Deus valendo-se de princípios naturais, eles se encontram num ilimitado oceano de incertezas. Deus nunca revelou aos mortais exatamente como realizou a obra da Criação em seis dias literais. As obras criadas por Ele são tão incompreensíveis como Sua existência. — The Signs of the Times, 20 de Março de 1879.


Este texto é do livro Ser como Jesus escrito por Ellen White.
  


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terça-feira, 22 de maio de 2012

Plano 777

Nós já estamos lendo a Bíblia juntos - Vamos também orar juntos!

777 - Grupo de Oração Mundial pelo Espírito Santo


Adventistas do Sétimo Dia de todo o mundo estão orando sete dias por semana, às 7 da manhã e às 7 da noite pelo derramamento do poder e presença do Espírito Santo.
Ao horar em qualquer momento dentro desta hora, você estará se unido a milhares de outros em outras zonas de tempo do mundo, trazendo unidade.


De: http://www.revivalandreformation.org/prayer#tab7


777 - Worldwide Holy Spirit Prayer Fellowship
Seventh-day Adventists are praying seven days a week at 7 a.m. and 7 p.m. for the outpouring of the Holy Spirit's power and presence. Praying any hour on the hour a person will join with thousands of others in another time zone around the world bringing unity.


Download a printable flyer to share with your church.
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