Comentário devocional:
Poderíamos nos perguntar do porquê de Lucas ter inserido tantos detalhes desta viagem de navio e seu naufrágio, em detrimento aos demais incidentes, presumivelmente mais significativos na vida de Paulo. Lucas utilizou 44 versos para contar esta história – fascinante, com certeza – enquanto que para o ministério em Icônio, Listra e Derbe foram apenas 28 versos, e para o ministério de 18 meses em Corinto foram apenas 17 versos.
Ellen White sugere que a razão para a longa descrição foi registrar como a tripulação e os presos do navio foram capazes de "testemunhar o poder de Deus através de Paulo e que os pagãos também pudessem ouvir do nome de Jesus" (Primeiros Escritos, p. 207). Paulo não estava indo para Roma da maneira que planejara inicialmente, mas Deus esteve com ele por todo o caminho, e isto se tornou claro para os incrédulos. Lucas, o médico amado, acompanhou o homem de Deus, porque a saúde de Paulo havia se deteriorado. No caso de Aristarco, estudiosos sugerem que a única maneira dele poder ter acompanhado Paulo em sua viagem a Roma, foi se houvesse se tornado um escravo de Paulo por sua própria escolha. Uma vez em Roma, Paulo refere-se a este amigo da Macedônia como seu companheiro de prisão (Col 4:10).
Paulo interveio quatro vezes durante a viagem. Sua primeira intervenção foi enquanto estavam ancorados em Bons Portos, na ilha de Creta. Ele foi contrário a navegar para Roma nas condições climáticas do inverno que havia começado. O problema era que o porto não era adequado para se atracar por lá durante o inverno. Uma vez que o navio transportava prisioneiros, o centurião que era o responsável pela viagem, mais do que inclusive o capitão ou o proprietário do barco, decidiu ir em frente. Isto se provou ser um grande erro. Os ventos eram contrários e o medo de naufrágio era tão grande real que tiveram que amarrar cordas em torno do navio para que não se despedaçasse (v.17). As coisas estavam muito ruins e todos perderam a esperança.
Depois veio uma segunda intervenção de Paulo. Ele disse a todos que um anjo de Deus lhe tinha assegurado de que iriam chegar a Roma e não haveria nenhuma perda de vida (vv.21-24). Isto deve ter sido um real encorajamento tanto para a tripulação quanto para os soldados. Isso também mostra que Paulo estivera orando pelas vidas dos que estavam a bordo do navio.
Duas semanas depois, porém, ainda sob tempestade, pareceu que a viagem iria chegar a um fim trágico. Os marinheiros estavam tentando escapar. Então, Paulo interveio novamente. E disse ao centurião que eles precisavam manter os marinheiros a bordo. E que todos deveriam comer para recuperar as forças. Devido à preocupação ou enjoo, ninguém tinha se alimentado adequadamente durante duas semanas. Comer novamente deu-lhes força para aliviar a carga do navio.
A última intervenção de Paulo não foi com palavras. Quando o navio atingiu a costa da ilha de Malta e começou a quebrar-se, os soldados estavam prontos para matar os prisioneiros para que nenhum escapasse, porque eles teriam que pagar por isso com suas vidas. Mas o centurião encarregado determinou-se a salvar a Paulo e, assim, todos os presos foram salvos. A vida de uma pessoa verdadeiramente piedosa pode fazer a diferença de vida ou morte para todos aqueles ao seu redor.
Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/27/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 27
Comentário em áudio
Plano mundial de Reavivamento e Reforma, pela leitura devocional de um capítulo da Bíblia por dia. De abril de 2012 a julho de 2015.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Atos 27
Atos 27 - Comentários Selecionados
1 Navegássemos para a Itália. Finalmente, embora em circunstancias bem distintas das que ele havia pretendido, Paulo estava prestes a realizar seu antigo desejo de "ver [...] Roma". Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia,
vol. 6, p. 479.
2 Adramitino. Adramítio era um porto na costa noroeste da Mísia, na Asia Menor. Era um centro comercial com alguma importância. Seu nome atual é Edremit. Parece que era o porto de origem do navio e seu destino nesta viagem. CBASD, vol. 6, p. 479.
Indo conosco. As palavras subentendem que tanto Aristarco quanto Lucas, o autor da narrativa, estavam na companhia de Paulo. A lei romana estabelecia que os cidadãos romanos viajando como prisioneiros podiam ser acompanhados por um escravo e um médico pessoal. Talvez Aristarco atuasse como servo de Paulo, e Lucas, como seu médico. CBASD, vol. 6, p. 479.
3 Tratando. Paulo deixava uma impressão favorável sobre todos os que entravam em contato com ele. CBASD, vol. 6, p. 479.
7 Navegando vagarosamente. Certamente por causa dos fortes ventos contrários. CBASD, vol. 6, p. 481.
9 Tendo-se tornado a navegação perigosa. O inverno se aproximava. Só se tentava navegar pelo Mediterrâneo em clima favorável. CBASD, vol. 6, p. 481.
11 Dava mais crédito. Literalmente, "era persuadido". Nestas questões, o centurião confiava mais no capitão e no mestre do navio do que em Paulo. Por ser oficial da guarda imperial, o centurião exerceria influência sobre os homens do mar. CBASD, vol. 6, p. 482.
15 Deixando levar. Literalmente, "abrimos caminho e fomos arrastados". Era impossível conduzir o navio. Não havia nada a fazer, a não ser se deixar levar pelo vento, na direção sudoeste. CBASD, vol. 6, p. 483.
20 Alguns dias. Quase duas semanas, conforme os acontecimentos demonstraram. CBASD, vol. 6, p. 484.
23 De quem eu sou. A religião é algo pessoal. Trata-se de consagração, adoração e serviço pessoais prestados a um Deus pessoal. Aos pagãos temerosos na embarcação condenada, Paulo deu um testemunho retumbante. O apóstolo sabia que o Senhor estava prestes a intervir em favor de todos a bordo do navio, pois era o Deus de Paulo e Paulo era dEle na comunhão mútua do serviço. O apóstolo tomou sobre si o jugo do serviço e havia se tornado íntimo daquele com quem dividia o jugo. CBASD, vol. 6, p. 484.
27 Pressentiram os marinheiros. Talvez tenham detectado as gotículas da arrebentação que se chocava contra as rochas. CBASD, vol. 6, p. 485.
29 Lançaram da popa quatro âncoras. A escuridão da noite tornava impossível escolher a melhor parte da praia para ancorar o navio. As âncoras foram lançadas da popa a fim de manter a proa do navio em direção á terra firme. CBASD, vol. 6, p. 485.
33 Que se alimentassem. A nutrição era essencial por causa do esforço e do abandono ás intempéries que todos enfrentariam quando deixassem o navio. CBASD, vol. 6, p. 486.
Estais sem comer. Uma provável referencia a refeições regulares. A rotina da vida a bordo do navio fora completamente alterada e ficara impossível comer mais do que bocadinhos de comida de vez em quando. Além disso, sem dúvida muitos estavam sofrendo com enjoos. CBASD, vol. 6, p. 486.
36 Cobraram ânimo. A esperança, fé e coragem de Paulo eram contagiantes. Todos se animaram a despeito do perigo que os espreitava nas rochas ao longo da praia. CBASD, vol. 6, p. 486.
41 A popa se abria. Ou, "a popa começava a se romper". Com a proa do navio bem segura, as violentas correntes secundárias gradualmente quebraram a popa. CBASD, vol. 6, p. 489.
43 Querendo salvar. Literalmente, "desejando salvar". O centurião tinha grande respeito por Paulo e por seus companheiros de viagem. Ele também reconhecia que todos a bordo deviam a vida ao apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 489.
44 Todos se salvaram. Isto é, todos escaparam com segurança, em cumprimento da promessa de Deus a Paulo e da garantia que o apóstolo dera a todos no navio. CBASD, vol. 6, p. 489.
3 Tratando. Paulo deixava uma impressão favorável sobre todos os que entravam em contato com ele. CBASD, vol. 6, p. 479.
7 Navegando vagarosamente. Certamente por causa dos fortes ventos contrários. CBASD, vol. 6, p. 481.
9 Tendo-se tornado a navegação perigosa. O inverno se aproximava. Só se tentava navegar pelo Mediterrâneo em clima favorável. CBASD, vol. 6, p. 481.
11 Dava mais crédito. Literalmente, "era persuadido". Nestas questões, o centurião confiava mais no capitão e no mestre do navio do que em Paulo. Por ser oficial da guarda imperial, o centurião exerceria influência sobre os homens do mar. CBASD, vol. 6, p. 482.
15 Deixando levar. Literalmente, "abrimos caminho e fomos arrastados". Era impossível conduzir o navio. Não havia nada a fazer, a não ser se deixar levar pelo vento, na direção sudoeste. CBASD, vol. 6, p. 483.
20 Alguns dias. Quase duas semanas, conforme os acontecimentos demonstraram. CBASD, vol. 6, p. 484.
23 De quem eu sou. A religião é algo pessoal. Trata-se de consagração, adoração e serviço pessoais prestados a um Deus pessoal. Aos pagãos temerosos na embarcação condenada, Paulo deu um testemunho retumbante. O apóstolo sabia que o Senhor estava prestes a intervir em favor de todos a bordo do navio, pois era o Deus de Paulo e Paulo era dEle na comunhão mútua do serviço. O apóstolo tomou sobre si o jugo do serviço e havia se tornado íntimo daquele com quem dividia o jugo. CBASD, vol. 6, p. 484.
27 Pressentiram os marinheiros. Talvez tenham detectado as gotículas da arrebentação que se chocava contra as rochas. CBASD, vol. 6, p. 485.
29 Lançaram da popa quatro âncoras. A escuridão da noite tornava impossível escolher a melhor parte da praia para ancorar o navio. As âncoras foram lançadas da popa a fim de manter a proa do navio em direção á terra firme. CBASD, vol. 6, p. 485.
33 Que se alimentassem. A nutrição era essencial por causa do esforço e do abandono ás intempéries que todos enfrentariam quando deixassem o navio. CBASD, vol. 6, p. 486.
Estais sem comer. Uma provável referencia a refeições regulares. A rotina da vida a bordo do navio fora completamente alterada e ficara impossível comer mais do que bocadinhos de comida de vez em quando. Além disso, sem dúvida muitos estavam sofrendo com enjoos. CBASD, vol. 6, p. 486.
36 Cobraram ânimo. A esperança, fé e coragem de Paulo eram contagiantes. Todos se animaram a despeito do perigo que os espreitava nas rochas ao longo da praia. CBASD, vol. 6, p. 486.
41 A popa se abria. Ou, "a popa começava a se romper". Com a proa do navio bem segura, as violentas correntes secundárias gradualmente quebraram a popa. CBASD, vol. 6, p. 489.
43 Querendo salvar. Literalmente, "desejando salvar". O centurião tinha grande respeito por Paulo e por seus companheiros de viagem. Ele também reconhecia que todos a bordo deviam a vida ao apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 489.
44 Todos se salvaram. Isto é, todos escaparam com segurança, em cumprimento da promessa de Deus a Paulo e da garantia que o apóstolo dera a todos no navio. CBASD, vol. 6, p. 489.
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