Gálatas 4 - Comentário devocional:
Tenho certeza que você já ouviu aquele velho ditado: "Se fizermos o nosso melhor, Deus fará o resto." No entanto, esse ditado é tão absolutamente errado quanto comum quando se trata de salvação. Assim como os Gálatas, muitas vezes, perdemos de vista esse fato nas realidades do dia-a-dia da vida. Ficamos tão acostumados a confiar em nós mesmos para chegar a algum lugar neste mundo que às vezes agimos do mesmo modo espiritualmente. Numa última tentativa para mostrar aos gálatas a loucura dessa mentalidade, Paulo lembra-lhes que Abraão também falhou em confiar na promessa de Deus.
Depois de esperar 10 anos pela chegada do prometido, Abrão e Sara concluíram que Deus devia estar esperando que eles fizessem algo. Olhando para os costumes antigos de utilizar uma escrava como mãe de aluguel para uma esposa estéril, Abrão e Sara decidiram ter um filho através de sua serva egípcia, Hagar (Gn 16:1-6). O plano deles, no entanto, estava condenado ao fracasso desde o início. Em vez de resultar em uma bênção, esse plano causou nada mais do que tumulto e sofrimento. Quando a criança nasceu, o único elemento "milagroso" no nascimento de Ismael foi a disposição de Sara em compartilhar seu marido com outra mulher! Somente cerca de 15 anos depois Abraão finalmente percebeu que a promessa de salvação de Deus era algo que só Deus poderia efetuar - como o nascimento milagroso do filho Isaque através de sua esposa estéril Sara.
Olhando para trás é fácil e claro ver quão tola havia sido a tentativa de Abraão e Sara de tentar ajudar a promessa de Deus se cumprir. No entanto, quão frequentemente fazemos a mesma coisa? Em vez de esperar no Senhor para que Ele faça o que prometeu - seja em nossa própria vida ou na vida de familiares e amigos - ficamos impacientes e tentamos fazer com que as promessas se cumpram por nossos esforços resultando na maior confusão.
Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/4/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Gálatas 4
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Plano mundial de Reavivamento e Reforma, pela leitura devocional de um capítulo da Bíblia por dia. De abril de 2012 a julho de 2015.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
Gálatas 4
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Lucas 18 - Comentários selecionados
1-8 Disse-lhes Jesus uma parábola. A data devia ser março de 31 d.C., pouco depois da ressurreição de Lázaro ... e algumas semanas antes da última Páscoa. E o local devia ser alguma parte da Pereia. CBASD - Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 930.
Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd.
3 viúva. No AT representa (com os órfãos) os desamparados e destituídos de todos os recursos (Sl 68.5; Lm 1.1). Bíblia Shedd.
5 molestar-me. Literalmente, "dar-me um olho preto [roxo]" (Jesus conta a estória com humor). Andrews Study Bible.
7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra.
13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra.
batia no peito. Literalmente, "continuava a bater no peito". As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.
tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 vende tudo. Este desafio revelou que aquele homem não tinha realmente entendido os mandamentos. Quando ele se defrontou com a escolha, tornou-se claro que seus bens vinham antes de Deus. Bíblia de Genebra.
Jesus viu que este governante precisava, literalmente, abandonar todas as suas posses para ser completamente comprometido com Deus (ver 3:10; 19:8-9). Andrews Study Bible.
26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible.
Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd.
7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra.
8 depressa. Isto é, no tempo de Deus (2Pe 3.8) e não segundo o nosso [Sem demora = com certeza, cf. Ap. 22:20]. Bíblia de Genebra.
9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos. Embora eles não sejam mencionados diretamente, fica claro que Jesus estava pensando nos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 932.
por se considerarem justos. Isto é, segundo os próprios padrões de justiça, que os fariseus, de modo geral, colocavam em prática meticulosamente, ou pelo menos fingiam fazê-lo. O padrão farisaico de justiça consistia na observância estrita das leis de Moisés e da tradição rabínica. Em essência, era a justificação pelas obras. O conceito farisaico e legalista de justiça operava com base na premissa de que a salvação deve ser merecida por meio da observância de determinado padrão de conduta. Esses líderes davam pouca ou nenhuma atenção à devoção necessária a Deus e à transformação dos motivos e objetivos da vida do ser humano. os fariseus enfatizavam a letra da lei, ignorando seu espírito. CBASD, vol. 5, p. 932, 933.
desprezavam. Aqueles que se consideram modelos de virtude costumam olhar para as outras pessoas com desprezo. CBASD, vol. 5, p. 933.
10 Dois homens. Um deles se considerava santo e subiu com o propósito de se engrandecer diante de Deus e dos semelhantes. O outro olhava para si como um pecador e subiu para confessar suas faltas ao Senhor, clamar por misericórdia e obter perdão. CBASD, vol. 5, p. 933.
subiram ao templo. A palavra deve ser usada em referência à subida das regiões mais baixas da cidade até o monte Moriá [do templo]. CBASD, vol. 5, p. 933.
um, fariseu. Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época. CBASD, vol. 5, p. 933.
outro, publicano. Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica. CBASD, vol. 5, p. 933.
11 de si para si mesmo. Ou seja, de maneira inaudível, talvez mexendo os lábios ou sussurrando. Aparentemente, o fariseu estava se dirigindo a si mesmo, não a Deus.
Ó Deus, graças Te dou. Sem dúvida, o que ele queria dizer seria: "Senhor, Tu deves ser grato por ter uma pessoa como eu entre aqueles que vêm Te adorar. Sou bem superior ao povo comum. ... O povo comum ficava muito distante de seu exaltado padrão de justiça própria. CBASD, vol. 5, p. 933, 934.
nem ainda como este publicano. Quando os olhos do fariseu detectaram a presença daquele vigarista da sociedade, orou dizendo mais ou menos assim: "Senhor, é deste tipo que estou falando, aquele detestável cobrador de impostos. Alegro-me por não sr como ele." CBASD, vol. 5, p. 934.
12 jejuo duas vezes por semana. O jejum não era ordenado na lei mosaica, a não ser o jejum do Dia da Expiação. Os fariseus, no entanto, também jejuavam nas segundas e nas quintas-feiras (v. 5.33; Mt 6.16; 9.14; Mc 2.18; At 27.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
De acordo com a teologia dos fariseus, um crédito suficiente de atos supostamente meritórios cancelava a dívida de atos de maldade. CBASD, vol. 5, p. 934.
13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra.
batia no peito. Literalmente, "continuava a bater no peito". As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.
tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
pecador. A consciência da própria necessidade é a primeira condição para ser aceito por Deus, numa percepção de que, sem Sua misericórdia, estaríamos completamente perdidos (ver PJ, 158). Em contraste com o fariseu, sem dúvida, o publicano pensou em muitos vícios e sabia que já os praticara todos; pensou nas virtudes e reconheceu que não possuía nenhuma delas. Assim como o apóstolo Paulo, ele sabia que era pecador (ver 1Tm 1:15) e necessitava da graça divina. ... O publicano fala como se não existissem outros pecadores e ele fosse o único. Assim como o fariseu, ele se coloca numa classe totalmente separada. Não era virtuoso como as outras pessoas; era um pecador. O fariseu se considerava muito acima dos "demais homens" (Lc 18:11); o publicano se considerava muito abaixo dos outros. CBASD, vol. 5, p. 935.
14 este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Isto é, por Deus (Rm 1.17n; 5.1). O fariseu, justificando-se a si mesmo, rejeita a justiça gratuita de Deus (cf Rm 3.20). Bíblia Shedd.
O fariseu confiou nos seus próprios méritos, não tendo descoberto que nenhuma justiça humana é suficiente diante de um Deus que exige perfeição (Mt 5.48). O publicano confiou na graça de Deus e a encontrou. Bíblia de Genebra.
O publicano sabia que era pecador (ver v. 13) e essa percepção abria caminho para que Deus o declarasse "sem pecado" - um pecador justificado pela misericórdia divina. ... Era a atitude dos dois homens em relação a sia próprios e ao Senhor que fazia a diferença. CBASD, vol. 5, p. 935.
exalta. O problema do orgulho em oposição à humildade está no centro do grande conflito. CBASD, vol. 5, p. 935.
Lucas 18:14 encerra a "grande inserção" de Lucas, nome às vezes dado ao trecho de Lucas 9:51-18:14 (ver com. de Lc 9:51), pelo fato de os outros evangelhos não registrarem a maior parte dos eventos e ensinos desta seção. CBASD, vol. 5, p. 935.
17 pequeninos... dos tais é o reino de Deus. Receber o reino requer: 1) Humildade, 2) Confiança, 3) proximidade e 4) Uma relação pessoal, como a da criança, que revela maior receptividade diante do amor de Cristo. Bíblia Shedd.
18 homem de posição. Uma expressão geral para significar alguém da classe superior. Bíblia de Genebra.
19 Bom Mestre. Esta não era uma forma comum de tratamento no Judaísmo; era mera bajulação. O homem presumiu que seus feitos lhe assegurariam a vida eterna. Bíblia de Genebra.
Por que me chamas bom? Isto é, "sabes o que dizes? Só aquele que reconhece quem Eu sou, pode chamar-Me bom sem ser hipócrita". Bíblia Shedd.
26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible.
27 Os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Deus, apenas, é capaz de salvar. Andrews Study Bible.
30 no presente. Os seguidores de Jesus não precisam esperar até que cheguem "ao céu" para começar a receber Suas bênçãos, porque algumas podem ser recebidas mesmo agora. Andrews Study Bible.
34 Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas [sobre vv 31-33, os sofrimentos e morte próximos]. Lucas reflete mais do que os outros sinóticos sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do reino que Cristo viera fundar. Parece que eles não tiravam da cabeça [melhor: "não admitiam"] qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias pré-concebidas sobre o assunto (ver DTN, 547, 548). CBASD, vol. 5, p. 936.
35 Ao aproximar-se Jesus de Jericó, um homem cego. Lucas dá a entender que Jesus estava entrando em Jericó, enquanto Mateus e Marcos dizem que o incidente ocorreu quando eles saíam de Jericó (Mt 20.30; Mc 10.46). Parece ter havido duas "Jericós" que distavam aproximadamente em 1,5 km uma da outra; as ruínas da cidade do Antigo Testamento, conquistada por Josué (Js 6), e a cidade construída por Herodes, o Grande. O encontro pode ter acontecido quando Jesus estava deixando a cidade antiga e entrando na nova. Bíblia de Genebra.
Mateus relata que dois cegos foram curados (ver nota em Mt 20.30). É provável que, pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar, Marcos e Lucas não mencionam o outro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 todo o povo. Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam o milagre. em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo (ver com. de Mt 12.24), o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 936.
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sábado, 22 de novembro de 2014
Mateus 21
Comentário devocional:
Este capítulo nos leva aos acontecimentos finais da vida de Jesus, pouco antes de Seu julgamento e crucificação. O capítulo se inicia com a entrada triunfal em Jerusalém e introduz um tema que nos leva a Mateus 22:14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (ARA). Na entrada triunfal, Jesus publicamente se identifica como o Rei messiânico de Zacarias 9:9. As pessoas se animam e há uma grande profissão pública de amor e apoio, por parte do público em geral. Em seguida, Jesus entra no templo como Rei messiânico e assume o controle. Ele expulsa os cambistas e se congratula com os cegos e coxos, a quem Ele então cura. Ele permite que as crianças gritem hosanas de louvor.
Tais ações continuariam a exaltá-Lo junto ao povo, mas os sacerdotes e escribas não gostaram do rompimento da “ordem” que tinham estabelecido, bem como se irritaram por Jesus ter expulsado os cambistas que lhes traziam altos lucros.
Em seguida, Jesus deixa o Templo a caminho de Betânia e passa por uma figueira. Suas folhas vistosas proclamam que ela deveria ter frutos, mas a árvore era estéril. Isso equivale a alguém que faz uma profissão vistosa de amor e apoio a Cristo, mas que se revela sem fruto. Exatamente igual aos que receberam triunfalmente a Jesus e, menos de uma semana depois, pediram a Sua crucificação. Deus não está à procura de vistosas demonstrações públicas de apreço, mas busca pelos tranquilos frutos de piedade na vida pessoal.
Jesus ressalta a importância do "fruto verdadeiro" em contraste com o discurso dos líderes religiosos, quando eles desafiavam a Sua autoridade em assumir o controle do Templo. Ele ilustra isso apresentando a parábola de um filho que proclama a sua vontade de realizar um trabalho ordenado por seu pai, mas que não o realiza. Como a figueira vazia, ele produz palavras, mas nenhuma ação significativa. Por contraste, o outro filho deste homem parece inicialmente rebelde, recusando-se a ir, mas depois se arrepende e produz resultados práticos. Ele não faz grandes demonstrações públicas, mas, na verdade, cumpre a vontade do pai.
A esta parábola se seguem mais duas em que palavras e ação são contrastadas. Primeiro, temos a vinha arrendada, aonde os arrendatários inicialmente professam lealdade para com o proprietário, mas depois maltratam os servos do proprietário e matam Seu filho. Este capítulo termina com a parábola do banquete de casamento. Jesus conta uma história em que pessoas comuns são convidadas a uma festa de casamento em lugar dos aristocratas que se recusaram a ir. No entanto, uma das pessoas do povo se recusa a colocar a roupa de casamento que foi concedida de graça.
A lição é clara: o elogio público vistoso a Deus não tem sentido sem uma prática que o acompanhe. Uma árvore que produz mais folhas vistosas que frutos não é uma árvore completa. Se estamos produzindo mais elegantes demonstrações públicas de culto do que frutos piedosos, isto é um sinal que nossa vida espiritual é deficiente. Somente nos ligando a Deus, a Videira verdadeira, pela Sua graça, é que produziremos frutos de justiça que agradam ao nosso Criador e pregam de Sua atuação em nossas vidas.
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Mateus 21
Comentário em áudio
Este capítulo nos leva aos acontecimentos finais da vida de Jesus, pouco antes de Seu julgamento e crucificação. O capítulo se inicia com a entrada triunfal em Jerusalém e introduz um tema que nos leva a Mateus 22:14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (ARA). Na entrada triunfal, Jesus publicamente se identifica como o Rei messiânico de Zacarias 9:9. As pessoas se animam e há uma grande profissão pública de amor e apoio, por parte do público em geral. Em seguida, Jesus entra no templo como Rei messiânico e assume o controle. Ele expulsa os cambistas e se congratula com os cegos e coxos, a quem Ele então cura. Ele permite que as crianças gritem hosanas de louvor.
Tais ações continuariam a exaltá-Lo junto ao povo, mas os sacerdotes e escribas não gostaram do rompimento da “ordem” que tinham estabelecido, bem como se irritaram por Jesus ter expulsado os cambistas que lhes traziam altos lucros.
Em seguida, Jesus deixa o Templo a caminho de Betânia e passa por uma figueira. Suas folhas vistosas proclamam que ela deveria ter frutos, mas a árvore era estéril. Isso equivale a alguém que faz uma profissão vistosa de amor e apoio a Cristo, mas que se revela sem fruto. Exatamente igual aos que receberam triunfalmente a Jesus e, menos de uma semana depois, pediram a Sua crucificação. Deus não está à procura de vistosas demonstrações públicas de apreço, mas busca pelos tranquilos frutos de piedade na vida pessoal.
Jesus ressalta a importância do "fruto verdadeiro" em contraste com o discurso dos líderes religiosos, quando eles desafiavam a Sua autoridade em assumir o controle do Templo. Ele ilustra isso apresentando a parábola de um filho que proclama a sua vontade de realizar um trabalho ordenado por seu pai, mas que não o realiza. Como a figueira vazia, ele produz palavras, mas nenhuma ação significativa. Por contraste, o outro filho deste homem parece inicialmente rebelde, recusando-se a ir, mas depois se arrepende e produz resultados práticos. Ele não faz grandes demonstrações públicas, mas, na verdade, cumpre a vontade do pai.
A esta parábola se seguem mais duas em que palavras e ação são contrastadas. Primeiro, temos a vinha arrendada, aonde os arrendatários inicialmente professam lealdade para com o proprietário, mas depois maltratam os servos do proprietário e matam Seu filho. Este capítulo termina com a parábola do banquete de casamento. Jesus conta uma história em que pessoas comuns são convidadas a uma festa de casamento em lugar dos aristocratas que se recusaram a ir. No entanto, uma das pessoas do povo se recusa a colocar a roupa de casamento que foi concedida de graça.
A lição é clara: o elogio público vistoso a Deus não tem sentido sem uma prática que o acompanhe. Uma árvore que produz mais folhas vistosas que frutos não é uma árvore completa. Se estamos produzindo mais elegantes demonstrações públicas de culto do que frutos piedosos, isto é um sinal que nossa vida espiritual é deficiente. Somente nos ligando a Deus, a Videira verdadeira, pela Sua graça, é que produziremos frutos de justiça que agradam ao nosso Criador e pregam de Sua atuação em nossas vidas.
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Mateus 21
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Mateus 19 - Comentários selecionados
7-8 Ouvindo o ponto de vista de Jesus a respeito do casamento, os fariseus pensaram que podiam colocá-Lo contra Moisés. Porém Jesus mostra que Moisés, em Dt 24.1-4, não estava dando justificativas para o divórcio, mas oferecendo providências no caso de divórcio. Dr 24.1-4 consiste de uma longa afirmação condicional introdutória ("se acontecer"), terminando com a proibição para um homem casar novamente com uma mulher de quem ele já havia se divorciado anteriormente. Bíblia de Genebra.
9 não sendo por causa de relações sexuais ilícitas. A palavra grega para "relações sexuais ilícitas" é bastante ampla e inclui, além do adultério, vários pecados de natureza sexual. Bíblia de Genebra.
Dos ensinamentos de Jesus aqui, pode-se inferir que a parte inocente está livre para escolher se o relacionamento conjugal deve continuar ou não. A reconciliação é sempre ideal, especialmente se envolve filhos. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 481.
10 Não convém casar. Evidentemente, os discípulos argumentaram que, sendo a natureza humana o que é e havendo tantas circunstâncias em que o marido e mulher se mostram incompatíveis, não seria melhor renunciar à vida de casado por completo? sem dúvida, à primeira vista, o padrão que Jesus proclamou parecia muito elevado até mesmo para os discípulos, como, por vezes, fazem os cristãos de hoje, O que os discípulos esqueciam, e o que os cristãos de hoje são propensos a esquecer, é que Cristo oferece outra solução para a infidelidade conjugal. Se acordo coma fórmula de Cristo, onde as disposições e personalidades não são adequadas, a solução é mudar as disposições, o coração e a vida (ver com. de Rm 12.2), não o cônjuge. ... Não há problema conjugal que não possa ser resolvido para a satisfação de ambos, marido e mulher, em que os dois estejam dispostos a seguir os princípios estabelecidos por Cristo no Sermão do Monte. E, quando um dos cônjuges está disposto a fazê-lo, mesmo que o outro não esteja, é possível atingir um grau verdadeiramente notável de paz conjugal, resultando na conquista daquele que não está disposto. Essa recompensa vale mais do que a paciência e o sacrifício necessários. CBASD, vol. 5, p. 481.
12 que ... se fizeram eunucos. O casamento é desejável. A formação do caráter pode ser muito mais eficaz e completa em estreita associação com outro ser humano do que quando a pessoa está solteira. ... O celibato não é um estado comum, normal, e é um engano dizer que, por si só, ele pode levar a um estado superior de santidade do que seria possível de outra forma. Entre os judeus, o celibato era desaprovado ou digno de pena, e era praticado somente por grupos ascéticos extremos, como os essênios. CBASD, vol. 5, p. 482.
14 Deixai os pequeninos ... vir a mim. Os discípulos consideravam as crianças como um embaraço na obra de Jesus, mas Jesus as acolhe como súditos do reino e as abençoa. Bíblia de Genebra.
16 que farei eu de bom? Essa questão reflete o típico conceito farisaico de justiça pelas obras como passaporte para a "vida eterna". O jovem rico tinha cumprido conscienciosamente todos os requisitos da lei (PJ, 391), pelo menos de maneira formal, e também todos aqueles impostos pelos rabinos, mas estava consciente que algo faltava em sua vida. Ele admirava Jesus e pensava seriamente em se tornar um de Seus discípulos (DTN, 518). CBASD, vol. 5, p. 483.
23-26 A riqueza era considerada evidência da aprovação de Deus e o rico parecia ser o mais provável candidato ao reino. Jesus inverteu esta ideia e o resultado não passou despercebido aos discípulos: "quem pode ser salvo?" (v. 25). Bíblia de Genebra.
24 Camelo. Jesus trata de uma impossibilidade humana, como afirma claramente (v. 26). A verdade declarada foi precisamente o oposto do que as pessoas, mesmo os discípulos, criam ... Os fariseus pensavam e ensinavam que a riqueza constituía uma prova do favor divino (ver com. de Lc 16.14). Quando Jesus discutiu as riquezas nessa ocasião, Ele pode ter tido em mente particularmente Judas Iscariotes, que, por amor ao dinheiro, estava prestes a vendê-Lo (Jo 12:6; 13:29). O problema de Judas era fundamentalmente o mesmo que o do jovem rico (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 486.
Fundo de uma agulha. Há uma explicação de que o "fundo de uma agulha" se refere a um portão menor aberto em um grande portão da cidade, pelo qual as pessoas poderiam passar quando a grande porta fosse fechada para o tráfego principal. Contudo, essa explicação se originou séculos depois da época de Cristo. Não existe, portanto, base válida para essa explicação, por mais plausível que pareça. Jesus estava lidando com impossibilidades (v. 26), e não há nenhum proveito em maquinar uma explicação pela qual tornar possível o que Jesus apontou especificamente como impossível. CBASD, vol. 5, p. 486
9 não sendo por causa de relações sexuais ilícitas. A palavra grega para "relações sexuais ilícitas" é bastante ampla e inclui, além do adultério, vários pecados de natureza sexual. Bíblia de Genebra.
Dos ensinamentos de Jesus aqui, pode-se inferir que a parte inocente está livre para escolher se o relacionamento conjugal deve continuar ou não. A reconciliação é sempre ideal, especialmente se envolve filhos. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 481.
10 Não convém casar. Evidentemente, os discípulos argumentaram que, sendo a natureza humana o que é e havendo tantas circunstâncias em que o marido e mulher se mostram incompatíveis, não seria melhor renunciar à vida de casado por completo? sem dúvida, à primeira vista, o padrão que Jesus proclamou parecia muito elevado até mesmo para os discípulos, como, por vezes, fazem os cristãos de hoje, O que os discípulos esqueciam, e o que os cristãos de hoje são propensos a esquecer, é que Cristo oferece outra solução para a infidelidade conjugal. Se acordo coma fórmula de Cristo, onde as disposições e personalidades não são adequadas, a solução é mudar as disposições, o coração e a vida (ver com. de Rm 12.2), não o cônjuge. ... Não há problema conjugal que não possa ser resolvido para a satisfação de ambos, marido e mulher, em que os dois estejam dispostos a seguir os princípios estabelecidos por Cristo no Sermão do Monte. E, quando um dos cônjuges está disposto a fazê-lo, mesmo que o outro não esteja, é possível atingir um grau verdadeiramente notável de paz conjugal, resultando na conquista daquele que não está disposto. Essa recompensa vale mais do que a paciência e o sacrifício necessários. CBASD, vol. 5, p. 481.
12 que ... se fizeram eunucos. O casamento é desejável. A formação do caráter pode ser muito mais eficaz e completa em estreita associação com outro ser humano do que quando a pessoa está solteira. ... O celibato não é um estado comum, normal, e é um engano dizer que, por si só, ele pode levar a um estado superior de santidade do que seria possível de outra forma. Entre os judeus, o celibato era desaprovado ou digno de pena, e era praticado somente por grupos ascéticos extremos, como os essênios. CBASD, vol. 5, p. 482.
14 Deixai os pequeninos ... vir a mim. Os discípulos consideravam as crianças como um embaraço na obra de Jesus, mas Jesus as acolhe como súditos do reino e as abençoa. Bíblia de Genebra.
16 que farei eu de bom? Essa questão reflete o típico conceito farisaico de justiça pelas obras como passaporte para a "vida eterna". O jovem rico tinha cumprido conscienciosamente todos os requisitos da lei (PJ, 391), pelo menos de maneira formal, e também todos aqueles impostos pelos rabinos, mas estava consciente que algo faltava em sua vida. Ele admirava Jesus e pensava seriamente em se tornar um de Seus discípulos (DTN, 518). CBASD, vol. 5, p. 483.
23-26 A riqueza era considerada evidência da aprovação de Deus e o rico parecia ser o mais provável candidato ao reino. Jesus inverteu esta ideia e o resultado não passou despercebido aos discípulos: "quem pode ser salvo?" (v. 25). Bíblia de Genebra.
24 Camelo. Jesus trata de uma impossibilidade humana, como afirma claramente (v. 26). A verdade declarada foi precisamente o oposto do que as pessoas, mesmo os discípulos, criam ... Os fariseus pensavam e ensinavam que a riqueza constituía uma prova do favor divino (ver com. de Lc 16.14). Quando Jesus discutiu as riquezas nessa ocasião, Ele pode ter tido em mente particularmente Judas Iscariotes, que, por amor ao dinheiro, estava prestes a vendê-Lo (Jo 12:6; 13:29). O problema de Judas era fundamentalmente o mesmo que o do jovem rico (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 486.
Fundo de uma agulha. Há uma explicação de que o "fundo de uma agulha" se refere a um portão menor aberto em um grande portão da cidade, pelo qual as pessoas poderiam passar quando a grande porta fosse fechada para o tráfego principal. Contudo, essa explicação se originou séculos depois da época de Cristo. Não existe, portanto, base válida para essa explicação, por mais plausível que pareça. Jesus estava lidando com impossibilidades (v. 26), e não há nenhum proveito em maquinar uma explicação pela qual tornar possível o que Jesus apontou especificamente como impossível. CBASD, vol. 5, p. 486
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