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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Hebreus 4 - Comentários Selecionados

1 Sendo-nos deixada a promessa. A promessa de entrar no "descanso" de Deus não foi retirada como resultado dos repetidos erros de Israel. A promessa continua válida e se repete a cada geração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 448.

Tenha falhado. Ou seja, assim como o antigo Israel não havia conseguido entrar no prometido descanso de Deus. CBASD, vol. 7, p. 449.

3 Descanso. 0 descanso em que os cristãos, incluindo os de origem judaica, entram é o mesmo ao qual Deus tinha convidado o antigo Israel a entrar. É um descanso de alma que resulta da entrega total a Cristo e da integração da vida ao propósito eterno de Deus. CBASD, vol. 7, p. 449.

6 Não entraram. A geração de israelitas que deixou o Egito "não entrou" na terra da promessa, e os que entraram em Canaã, como nação, nunca entraram no descanso espiritual que Deus lhes propôs. CBASD, vol. 7, p. 452.

Povo de Deus. Ou seja, os cristãos, que agora são o povo escolhido de Deus tão verdadeiramente quanto os israelitas o foram no passado. CBASD, vol. 7, p. 455.

11 Esforcemo-nos. Ou, "sejamos zelosos", "façamos todo o esforço". É necessário esforço diligente e determinado a fim de entrar no "descanso" de Deus. CBASD, vol. 7, p. 455.

A fim de que ninguém. Aquele que se esforça para "entrar naquele descanso" se desvia da armadilha da descrença em que o antigo Israel caiu. CBASD, vol. 7, p. 455.

12 Pensamentos e propósitos. Ou, "pensamentos e motivos", "pensamentos e intenções". Como uma lâmina afiada que separa "juntas" de "medulas", os claros princípios da "palavra de Deus" discernem entre o bem e o mal, entre os pensamentos e motivos certos e errados. CBASD, vol. 7, p. 456.

14 Conservemos firmes. Do gr. krateõ"ter a posse de", "reter", como a própria vida. Cristo é digno de nossa plena fé e confiança, e nada deve ser permitido entre nós e Ele. CBASD, vol. 7, p. 457.

15 A nossa semelhança. Em todos os aspectos, a não ser pelo pecado.Ele Se tornou um conosco. CBASD, vol. 7, p. 457.

16 Para socorro em ocasião oportuna. Isto é, em tempos de tentação. Precisamos da graça para suportar as dificuldades e o sofrimento, bem como para vencer a tentação. Aquele que vai diariamente ao trono da graça para novos suprimentos de misericórdia e graça entra no "descanso" que Deus provê a todo crente sincero. CBASD, vol. 7, p. 458.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Gálatas 4

Gálatas 4 - Comentário devocional:

Tenho certeza que você já ouviu aquele velho ditado: "Se fizermos o nosso melhor, Deus fará o resto." No entanto, esse ditado é tão absolutamente errado quanto comum quando se trata de salvação. Assim como os Gálatas, muitas vezes, perdemos de vista esse fato nas realidades do dia-a-dia da vida. Ficamos tão acostumados a confiar em nós mesmos para chegar a algum lugar neste mundo que às vezes agimos do mesmo modo espiritualmente. Numa última tentativa para mostrar aos gálatas a loucura dessa mentalidade, Paulo lembra-lhes que Abraão também falhou em confiar na promessa de Deus.

Depois de esperar 10 anos pela chegada do prometido, Abrão e Sara concluíram que Deus devia estar esperando que eles fizessem algo. Olhando para os costumes antigos de utilizar uma escrava como mãe de aluguel para uma esposa estéril, Abrão e Sara decidiram ter um filho através de sua serva egípcia, Hagar (Gn 16:1-6). O plano deles, no entanto, estava condenado ao fracasso desde o início. Em vez de resultar em uma bênção, esse plano causou nada mais do que tumulto e sofrimento. Quando a criança nasceu, o único elemento "milagroso" no nascimento de Ismael foi a disposição de Sara em compartilhar seu marido com outra mulher! Somente cerca de 15 anos depois Abraão finalmente percebeu que a promessa de salvação de Deus era algo que só Deus poderia efetuar - como o nascimento milagroso do filho Isaque através de sua esposa estéril Sara.

Olhando para trás é fácil e claro ver quão tola havia sido a tentativa de Abraão e Sara de tentar ajudar a promessa de Deus se cumprir. No entanto, quão frequentemente fazemos a mesma coisa? Em vez de esperar no Senhor para que Ele faça o que prometeu - seja em nossa própria vida ou na vida de familiares e amigos - ficamos impacientes e tentamos fazer com que as promessas se cumpram por nossos esforços resultando na maior confusão.

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/4/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 4

Comentários em áudio 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Atos 12

Comentário devocional:

A igreja cristã enfrentava sua pior crise desde a crucificação de Jesus. O Rei Herodes tinha executado o primeiro apóstolo, Tiago, e aprisionado a Pedro com a intenção de matá-lo em breve. 

Pouco antes de sua planejada execução Pedro dormia "entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere" (verso 6, ARA). Talvez ele imaginasse que esta poderia ser sua última noite. A fé de Pedro entretanto era forte e permitia que ele dormisse naquelas circunstâncias. Mas o tempo de Pedro ainda não havia chegado e um anjo o conduziu para fora da prisão. 

Tendo perdido um apóstolo para executar, Herodes explodiu em raiva e ordenou que os guardas da prisão fossem mortos. Pedro foi libertado por um anjo e os guardas foram mortos. Isto oferece uma lição para nós. Assim como pessoas são abençoadas pela associação com os justos, pessoas sofrem por se associarem com os ímpios.

Querido Deus, dá-me discernimento para andar com os sábios e evitar a companhia dos tolos. Aumenta a minha fé de tal maneira que eu consiga dormir, mesmo quando cercado por lutas e dificuldades, por saber que estás assentado no trono do Céu e diriges todo o universo. Amém.

Andrew McChesney 
Editor de notícias da Adventist Review



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/12/ 

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Atos 12  

Comentários em áudio  

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mateus 11

Comentário devocional:

Quando leio a Bíblia, procuro descobrir o que ela está a me dizer. Eu sinto que cada capítulo tem algo que se aplica a mim como esposa e mãe. Este não é apenas um livro antigo de histórias. É muito mais. Todos os dias eu busco nela por paciência e paz da parte de meu Pai celestial para me fortalecer.

Em Mateus 11, João Batista está à procura de mais discernimento espiritual a respeito de Jesus. Ele está na prisão e ainda assim seu coração ainda está repleto de amor para com o Salvador do Mundo. Ele havia seguido diligentemente o caminho que Deus havia planejado para ele e, então, foi preso. Jesus continuou o Seu ministério e quando os seguidores de João O encontraram, Jesus elogia João pelo trabalho que ele tinha feito em preparar o caminho para Ele. João era diferente do que as pessoas esperavam. Ele não usava roupas finas nem se alimentava das melhores comidas. Mas o que ele fez não foi sem importância para Deus. Não devemos nunca pensar que o que fazemos para Deus não é importante. 

Enquanto Paulo refletia sobre suas limitações, o Senhor lhe disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Cor. 12:9, NVI). A mensagem também para nós é: apesar de nossas debilidades somos valiosos para Deus.

Costumo cantar em escolas, igrejas e retiros de mulheres e dar o meu testemunho pessoal. Desde muito jovem tenho cantado em louvor a Jesus. Sentir-se inadequada é uma sensação que está sempre presente: "Quem estaria interessado em meu testemunho?" Então lembro a mim mesma que isto é o que Deus quer que eu faça. Todos nós somos chamados a apresentar a história de como Jesus tem trabalhado em nossas vidas. O que realmente importa é como interagimos com os outros e como representamos a Jesus em nosso lares e na comunidade em que vivemos.  

Quando leio Mateus 11, duas mensagens me vem a mente: 1. Jesus quer que mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida busquemos saber mais sobre Ele, porque Ele é quem verdadeiramente nos ama. 2. Jesus promete dar-nos paz e descanso quando colocamos a nossa confiança nEle. 

Mantenhamos firmes a nossa confiança, pois nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus! (Romanos 8:39).

Joey Norwood Tolbert
Cantora e compositora cristã



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 11 

Comentário em áudio 

domingo, 5 de outubro de 2014

Naum 2

Comentário devocional:

Como os orgulhosos governantes de Nínive Senaqueribe  e Assurbanipal, um grande número de líderes arrogantes afirmaram que seus reinos durariam para sempre. Nabucodonosor, a "cabeça de ouro" (Dan 2:38), fez para si mesmo uma estátua inteiramente coberta de ouro (Dan 3:1), proclamando que seu reino não teria fim. Hitler declarou que seu Terceiro Reich duraria mil anos, mas este durou apenas mil dias, e trouxe enorme sofrimento e inúmeras morte para o mundo. Khrushchev prometeu "enterrar o Cristianismo", mas em vez disso foi enterrado em uma cova bastante comum.

As profecias de Naum sobre a destruição de Nínive e do poder assírio tem também uma aplicação secundária, descrevendo o fim de todos os reinos da terra, cidades e riqueza. Eles vão ficar devastados, destruídos, desolados (Naum 2:10) durante o período de mil anos  após a Segunda Vinda de Cristo. 

É surpreendente como os homens confiam em alianças, poder militar e riqueza para a segurança! No entanto, em tudo isso, eles exibem uma sensação de insegurança e erguem torres de Babel para se protegerem, ignorando Aquele que lhes deu a inteligência e a força para realizar grandes coisas (Deut 8:11-20). 

Quando os homens confiam em conquistas, falsos deuses, governos, força militar, riquezas ou tecnologia a fim de alcançarem "paz e segurança", ao invés de buscarem ao Senhor, para eles vem a advertência: "...a destruição virá sobre eles de repente, ... ; e de modo nenhum escaparão" (I Tess 5: 3 NVI).

A paz e a segurança originam-se no Senhor e vem de conhecer e confiar no Criador. Seu maior interesse é pelo nosso bem estar. Lancemos todos os nossos cuidados sobre Ele, porque Ele cuida de nós (I Pedro 5: 7).

Gary Councell
Capelão aposentado do Exército dos EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/nah/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 2 

Comentário em áudio  

sábado, 16 de agosto de 2014

Daniel 2 - Comentários selecionados

1 sonho. Os antigos consideravam os sonhos com temor, tratavam-nos como revelações de suas divindades, e buscavam descobrir sua verdadeira interpretação. ...Deus se aproximou do rei Nabucodonosor por meio de um sonho porque, evidentemente, esse era o meio mais eficaz de impressionar a mente dele com a importância da mensagem transmitida, ganhar a confiança e assegurar a cooperação dele. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 843, 844.

2 feiticeiros. A lei mosaica ordenava pena de morte sobre os que praticavam magia negra (Lv 20:27; cf. 1Sm 28:9). CBASD, vol. 4, p. 844.

4 aramaico. Do heb 'aramith. A família real e a classe governante do império eram caldeus do sul da mesopotâmia e falavam aramaico. Portanto, não é de se surpreender que os cortesãos do rei falassem com ele em aramaico e não em babilônico, a língua da população nativa da Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 844.

Como os astrólogos tinham diferentes antecedentes, comunicaram-se em aramaico, idioma que todos entendiam. Daqui ao fim do cap. 7, a narrativa inteira está escrita em aramaico. Esses seis capítulos tratam de questões de importância para as nações gentílicas do Oriente Médio, tendo sido escritas em idioma que todas elas conseguiam entender. Os cinco últimos capítulos (8-12), no entanto, voltam ao hebraico, porque tratam de assuntos de interesse especial para o povo escolhido. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 uma coisa é certa. O sonho era tão importante para ele e seu império, que a única prova da exatidão das interpretações era consultar os sábios para verificar se estes poderiam contar primeiro os sonhos do rei. Bíblia Shedd.

O assunto me tem escapado (ACF). O sonho foi tirado do rei propositadamente, para que os sábios não lhe dessem uma falsa interpretação (ver FEC, 412). CBASD, vol. 4, p. 844.

despedaçados. Literalmente, "desmembrados". Eles seriam cortados membro por membro (ver 2 Macabeus 1:16; Josefo, Antiquidades, xv.48). Tal crueldade era comum no mundo antigo. Os assírios e os babilônios eram famosos pela severidade e barbaridade com que tratavam seus ofensores. CBASD, vol. 4, p. 844.

13 buscaram a Daniel. O profeta e seus amigos não teriam sido procurados se ainda não fizessem parte do grupo dos "sábios". Portanto, a opinião de que ainda estavam em treinamento não é correta. ... O rei e os próprios sábios não chamaram Daniel e seus três amigos, assim como médicos especialistas, diante de uma enfermidade do rei, também não consultam colegas inexperientes e recém-formados. É infundada a suposição de que o treinamento de Daniel incluísse cursos sobre exorcismo e adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 845, 846.

16 Foi Daniel ter com o rei. Visto que Daniel não tinha sido consultado previamente, o rei deve ter julgado justo dar-lhe uma oportunidade. E seu contato prévio com esse jovem judeu cativo, com certeza Nabucodonosor tinha ficado impressionado positivamente com a sinceridade de Daniel. A fidelidade prévia de Daniel nas pequenas coisas abriu as portas para as maiores. CBASD, vol. 4, p. 846.

17 Daniel, tendo falado ao oficial, ao rei e aos seus amigos, vai consultar ao Rei dos reis, o supremo amigo dos fiéis, v. 18. Bíblia Shedd.

18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu. Daniel e seus amigos podiam se aproximar de Deus com fé e confiança porque, até onde sabiam e podiam, eles viviam conforme sua vontade revelada (ver 1Jo 3:22). Tinham a consciência de estar onde Deus queria que estivessem e faziam a obra que o Céu desejava. Se na experiência anterior tivessem comprometido seus princípios e sucumbido às tentações que os rodeava na corte, não poderiam ter esperado uma intervenção divina tão direta nesta crise. A experiência deles contrastava-se com a do profeta de Judá que, por sua desobediência, perdeu a proteção divina (1Rs 13:11-32). CBASD, vol. 4, p. 846.

Daniel bendisse. Ao receber a revelação divina, a primeira atitude de Daniel foi louvar o Revelador de segredos, um exemplo digno para todos que recebem bênçãos do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 846.

22 trevas. Aquilo que o ser humano é incapaz de ver não está oculto à vista de Deus (ver Sl 139:12; 1Jo 1:5). CBASD, vol. 4, p. 847.

24 não mates os sábios. Os ímpios não sabem o quanto devem aos justos. Contudo, com frequência os ímpios ridicularizam e perseguem aqueles a quem deveriam agradecer pela preservação de sua vida. CBASD, vol. 4, p. 847.

25 achei. A posição de Arioque no palácio dependia do favor do rei, e por isso tomou todo o crédito para si mesmo. Bíblia Shedd.

33 barro. ...vaso ou pedaço de barro, em vez do barro em si do qual se formam esses objetos. ... "barro de oleiro" ou "cerâmica". CBASD, vol. 4, p. 848.

38 tu és a cabeça. Nabucodonosor era a personificação do império neobabilônico. As conquistas militares e  esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas. CBASD, vol. 4, p. 849.

De ouro. Usou-se ouro em abundância para embelezar Babilônia. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor de ouro nos vários templos sagrados da cidade. A imagem do seu deus, seu trono, a mesa e o altar eram feito de ouro... O profeta Jeremias compara Babilônia a uma taça de outro (Jr 51:7). Plínio diz que as vestes dos sacerdotes eram entrelaçadas com ouro. CBASD, vol. 4, p. 849.

39 Depois de ti, se levantará outro reino. O fato de que um reino viria após a cabeça de ouro de Nabucodonosor indica que a cabeça também representava um reino, que incluía Nabucodonosor (605-562 aC) e vários governantes neo-babilônicos menores que se seguiram a ele (562-539 aC). Andrews Study Bible.

Esse segundo reino da profecia é, às vezes, chamado de império medo-persa porque começou como uma coligação da Média e da Pérsia. Ele incluía o mais antigo império medo e as novas aquisições do conquistador persa, Ciro. ... Em 553 ou 550 aC, Ciro, que tinha se tornado rei da Pérsia como vassalo do império medo, derrotou Astíages, da Média. Assim os outrora subordinados persas se tornaram o poder dominante no que havia sido o império medo. ... Mas o antigo prestígio da Média refletiu-se na frase "medos e persas", aplicada aos conquistadores de Babilônia nos dias de Daniel e mesmo depois (Et 1:19; etc.). ... Anos antes, sob inspiração divina, o profeta Isaías descreveu a obra de Ciro (Is 45:1).  CBASD, vol. 4, p. 850, 851.

O último rei do império persa foi Dario III (Codomano), que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 aC), Isso (333 aC) e Arbela ou Gaugamela (331. aC). CBASD, vol. 4, p. 851
Inferior ao teu. Esta inferioridade, representada pelo valor decrescente dos metais ... poderia ser referir à glória de sua capital (Babilônia é lendária), cultura, e especialmente, dignidade moral, à medida que os governantes humanos se tornaram progressivamente mais corruptos, arrogantes e rebeldes contra Deus. Andrews Study Bible.

Um terceiro reino. A palavra hebraica para Grécia é Yawan (Javã), que é o nome de um dos filhos de Jafé. ... Quando se pensa na Grécia antiga visualiza-se principalmente a era áurea da civilização grega, sob a liderança de Atenas, no 5º século aC. Esse florescimento da cultura grega aconteceu após o período de maior esforço unido das cidades-estados autônomas: a exitosa defesa da Grécia contra a Pérsia por volta da época da rainha Ester ... . "Grécia" (Dn 8:21) não se refere às cidades-estado autônomas da Grécia clássica, mas ao reino macedônico posterior que conquistou a Pérsia. A Macedônia, uma nação consanguínea situada ao norte da Grécia propriamente dita, conquistou as cidades gregas e as incorporou pela primeira vez a um estado forte e unificado. Alexandre, o Grande, depois de ter herdado de seu pai o recém expandido reino grecomacedônico, se pôs em marcha para estender o domínio macedônico e a cultura grega em direção ao Oriente, e venceu o império persa. CBASD, vol. 4, p. 851. 

de bronze. Ver com. [CBASD] sobre 2Sm 8:8. Os soldados gregos se distinguiam por suas armaduras de bronze. Seus capacetes, escudos e machadinhas eram feitos de bronze. CBASD, vol. 4, p. 851, 852.

o qual terá domínio sobre toda a terra. O império de Alexandre foi conhecido por sua vasta extensão. Mas "toda a terra" não se refere à totalidade do planeta. Nem significa "o mundo conhecido de então". ... os impérios em Daniel 2 eram aqueles que controlavam a terra de Israel. Andrews Study Bible.

A história registra que o poder de Alexandre se estendeu sobre a Macedônia, Grécia e o império persa, incluiu o Egito e se expandiu pelo Oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo até aquela época. CBASD, vol. 4, p. 852.

40 quarto reino. Esta não é a etapa posterior quando o império de Alexandre se dividiu, mas o império seguinte, que conquistou o império macedônico. Daniel representa as monarquias helenísticas, as divisões do império de Alexandre, por meio dos quatro chifres do bode que simboliza a Grécia (Dn 8:22), não por um animal separado (comparar com as quatro cabeças do leopardo). ... Desde então [após conquistar Cartago e dominar o mediterrâneo ocidental], Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a pós outro, os três reinos que restaram dos sucessores de Alexandre (ver com. de Dn 7:6) e, assim, tornou-se o poder mundial seguinte, depois do império de Alexandre. Esse quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, sendo que, no 2º século da era cristã, estendia-se desde a Grã-Bretanha até o Eufrates. CBASD, vol. 4, p. 852.

será forte como o ferro. Entre 168 e 30 aC, Roma conquistou os reinados gregos nos quais o império de Alexandre foi dividido (comparar 8:8, 22). Roma foi o mais forte e o que durou mais dos reinos representados na estátua de Daniel. Andrews Study Bible.

Roma conquistou seu território pela força ou pelo medo que inspirava seu poder armado. CBASD, vol. 4, p. 852.

41 o reino será dividido. O imperador romano Constantino dividiu o império em duas partes: a ocidental e a oriental (326 dC). A parte ocidental [capital Roma] caiu perante os bárbaros e foi dividido nos vários países da Europa, diferentes em poder. A parte oriental do império romano continuou como Império Bizantino, conquistado pelos muçulmanos em 1453 dC. Andrews Study Bible.

Barro de lodo. No 5º século dC, Roma tinha perdido sua força e tenacidade de ferro, e seus sucessores eram fracos, como a mistura de barro com ferro. CBASD, vol. 4, p. 853.

Haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro. Esses reinos bárbaros diferiam grandemente em poder militar, como declara Edward Gibbon quando se refere às "poderosas monarquias dos francos e visigodos, e os reinos dependentes dos suevos e burgúndios". CBASD, vol. 4, p. 853.

misturar-se-ão com semente humana (ARC). Muitos comentaristas aplicam isso aos matrimônios da realeza. ...podem também se tratar de uma indicação geral de migrações de população, mas que mantém fortes vínculos com o nacionalismo. CBASD, vol. 4, p. 853.

não se ligarão. Tentativas de unir em um império as diferentes nações que surgiram do quarto poder fracassaram. Temporariamente, algumas partes se uniram, mas a união não se provou pacífica ou permanente. ... No final, Satanás conseguirá uma união temporária de todas as nações (Ap 17:12-18; cf Ap 16:14; GC, 624), mas esta será breve, e num curto período os elementos que a compõem se votarão um contra o outro (GC, 656; PE, 290). CBASD, vol. 4, p. 853, 854.

44 subsistirá para sempre. Finalmente, a estabilidade e a imutabilidade virão quando o próprio Deus, no fim dos tempos, estabelecer Seu reino, que jamais será destruído (v. 44). CBASD, vol. 4, p. 843.

46 o rei ... se inclinou. Do aramaico segad, palavra que normalmente parece indicar adoração verdadeira. ... Segad é usado no cap. 3 para descrever a adoração à imagem de outro exigida pelo rei, mas recusada pelos hebreus. CBASD, vol. 4, p. 854.

oferta de manjares e suaves perfumes. Aparentemente o rei tentou tratar Daniel como se fosse divino (comparar At 14:11-18), embora louvasse o Deus de Daniel (v. 47). Andrews Study Bible.

47 vosso Deus é o Deus dos deuses. Nabucodonosor, que chamava seu principal Deus, Marduque, de "senhor dos deuses", reconhece que o Deus de Daniel é infinitamente superior a qualquer dos deuses babilônicos. ... O rei, ano a ano, recebia novamente seu reinado de Marduque no festival de ano novo. ... Embora fosse imperfeito o conceito de Nabucodonosor sobre o verdadeiro Deus, ele teve prova irrefutável de que o Deus de Daniel era infinitamente mais sábio do que todos os sábios e deuses de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 855.

49 a pedido de Daniel, constituiu... Daniel não se iludiu com as grandes honras que lhe foram conferidas. Ele se lembrou de seus companheiros. Eles tinham compartilhado seus momentos de oração (v. 18), e também compartilhariam a recompensa. CBASD, vol. 4, p. 855.

Palestra sobre Daniel 2

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ezequiel 31

Comentário Devocional:

A mensagem de aviso de Deus, através de Ezequiel, para o Egito é: Não acredite que a mesma desgraça não possa acontecer com você! Pense na Assíria, uma grande árvore, mais maravilhosa do que qualquer outra no jardim de Deus. No entanto, ela caiu e isso afetou toda a floresta!

Que bênção uma árvore pode ser! Frutas, sombra, moradia para os pássaros e madeira. As Escrituras não se opõem aos governos humanos. Deus simplesmente pede para que eles ocupem o seu verdadeiro lugar na floresta e evitem o orgulho.

Esta história é familiar para outros reinos. Nabucodonosor também foi cortado como uma árvore. Ferro e bronze foram amarrados ao redor do toco restante para preservar a sua vida. Após sete anos de insanidade, ele foi restaurado ao trono (Dan 4).

Não aconteceu diferente com a casa de Davi. Os reis de Israel e Judá foram depostos e mortos. Contudo, a partir do tronco de Jessé brotará nova vida (Is 11:1). Isto se aplica ao verdadeiro filho de Davi, Jesus de Nazaré, o Messias. Seu reino jamais terá fim.

Jesus também falou de reinos e plantas. Lembre-se que Ele comparou Seu reino à mostarda: “O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se uma das maiores plantas, e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos.” (Mat 13:31,32 NVI).

O quê? Uma frágil semente de mostarda pode se tornar a mais importante vegetação da floresta, mais ainda que os poderosos cedros? Na verdade, pode. Segundo as palavras de Jesus em Mateus 13, o reino de Deus vem sem demonstração de força humana ou exibição de qualquer tipo. No entanto, traz bênçãos sem medida.

Quando os cedros nos atrairem, que a nossa fé permaneça em Jesus Cristo, o verdadeiro filho de Jessé.

Ross Cole
Avondale College, Australia


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/31/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 31 

Comentáriuo em áudio   

sábado, 26 de julho de 2014

Ezequiel 29

Comentário devocional:

Babilônia não foi o único poder com quem a Jerusalém da época de Ezequiel havia se prostituído. O Egito foi outro. Quando você sofre debaixo de duas nações, às vezes você tem que escolher um dos opressores para que este o defenda do outro. No entanto, quando os judeus buscaram a proteção dos egípcios, estes traíram Judá. Para Jerusalém, o Egito tornou-se como um dos juncos ao longo das margens do Nilo. Quando Judá se inclinou para ele, o Egito se quebrou.

O Egito vai pagar o preço. Ele é como um dos crocodilos gigantes pelos quais ele se tornou famoso. Ele é terrível, mas será levado cativo pelos maxilares e seu corpo será deixado como carne para os animais selvagens. 

Ele atribuiu a si mesmo os poderes do Criador. No entanto todo mundo saberá que Yawheh é o criador do Nilo, não o Egito, quando suas cidades sofrerem por quarenta anos, assim como as cidades de Judá, por setenta anos.

Contudo, Deus restaurou o Egito, assim como Ele restaurou Judá. Quão gracioso Ele é! Mas nunca Seu povo confiaria neste junco. Os egípcios serão curados de seus caminhos idólatras.

Este capítulo é composto por dois oráculos com um intervalo entre eles de quase 17 anos. Os versos 1 a 17 pintam um quadro geral; os versos 17 a 21 são mais específicos. O cerco de Tiro por Nabucodonosor estendeu-se por um período longo demais, deixando um despojo muito pequeno para ele e para o seu exército. No entanto, o Egito constituiria uma recompensa compensatória mais do que adequada. Mas Israel recuperaria o poder e saberia quem o Senhor realmente é! (v. 20).

Na ascensão e queda de nações, vemos a mão divina. Seus caminhos são misteriosos, mas eles não são arbitrários ou impulsivos. No final, todos saberão quem é verdadeiramente o Senhor.

E nós, o que faremos em nossas vidas, onde cada aliado falso é como um junco quebrado? Aprendamos a nos apoiar no braço forte invisível de Deus e não deixemos que a visibilidade dos seres humanos fortes nos esmague.

Ross Cole
Avondale College, Austrália



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/29/

Traduzido por JDS/GASQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 29 

Comentário em áudio

domingo, 20 de julho de 2014

Ezequiel 23

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha - e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha - você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ezequiel 21

Comentário devocional:

Jerusalém e o santuário serão punidos. Não haverá escapatória para justos ou ímpios. O terror alcançará a todos. A espada está fora de sua bainha e não será colocada de volta até que os caldeus retornem para a Mesopotâmia, lugar de onde Abraão viera.

Ezequiel geme pelas ruas e quando as pessoas perguntam: "Por quê?", ele explica que todos os corações se derreterão de medo, toda força de vontade se esvairá, e todos os joelhos se tornarão fracos quando esse dia chegar. A espada é afiada e ceifa em todas as direções. Não há nenhuma maneira de escapar. Os sinais e as previsões podem fazê-los se sentir seguros, continua Ezequiel, mas os sinais são mentirosos e as previsões falsas. É você, Jerusalém, que o rei de Babilônia vai atacar primeiro. E depois, os amonitas.

"Mas a coroa", a multidão grita, "a coroa [ou o cetro, v. 13] certamente nos salvará. O Senhor não prometeu que um filho de Davi governará Israel para sempre?" E Ezequiel responde: “Você acha que os príncipes escaparão da espada? O cetro é apenas um pedaço de pau que a espada cortará. A coroa será removida e não será recolocada, até que Aquele a quem ela realmente pertence venha.

Sim, a coroa permanecerá para sempre, mas somente na cabeça de Jesus, o verdadeiro Filho de Davi, o único que é perfeito. 

A mensagem de Deus para nós, hoje, através de Ezequiel, é: não confie no poder dos homens porque ele é ilusório e passageiro. Mas confie no Messias, o Filho perfeito. Aquele que se achega de forma suave, pedindo entrada em nosso coração, é o Único que tem poder e méritos para salvar. 

Que a nossa oração hoje, e em todos os nossos dias neste mundo seja: "Filho de Davi, tem misericórdia de nós!" (Mt 9:27 NVI).

Ross Cole
Avondale College, Austrália



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/21/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 21 

Comentário em áudio 

sábado, 5 de julho de 2014

Ezequiel 8

Comentário devocional:

Neste capítulo, Ezequiel, que se encontrava exilado na Babilônia, vê abominações sendo cometidas em Jerusalém, cada uma pior que a anterior. Na primeira visão (v. 1-6), Ezequiel viu um ídolo sendo adorado publicamente no portão norte de Jerusalém. O norte era a direção típica de onde os inimigos de Judá se aproximavam. Em vez de colocar a sua esperança e confiança em Deus, eles confiavam nesse ídolo para sua proteção.

A situação piora. Na segunda visão (v. 7-13), Ezequiel é levado para um local mais privado, a entrada para o pátio do Templo. Ali Ezequiel vê 70 líderes adorando ídolos semelhantes aos ídolos egípcios, desenhados em uma parede. Você pode imaginar Ezequiel vendo os líderes de Judá adorando ídolos egípcios e declarando que o Senhor não os vê e os abandonou (v. 12)? Isso é terrível, mas tamanha perversidade fica ainda pior na próxima visão.

Ezequiel vê mulheres que praticam um ritual babilônico, chorando para o deus Tamuz. O ritual tinha como objetivo apressar a ressurreição dentre os mortos do deus Dumuzu (o nome babilônico para Tamuz). Esse ritual marcava o fim do inverno e simbolizava fertilidade e vida nova. Essas mulheres estão de luto pelo deus do inverno que estava morto, em vez de adorarem ao Deus vivo.

A visão final do capítulo oito é a mais abominável. Esta visão tem lugar no próprio Templo. Ezequiel vê 25 homens de costas para o templo, olhando para o oriente, adorando o sol. Eles dão as costas para o Criador e adoram a Sua criação.

Estas visões não deixam ninguém de fora. As visões de idolatria incluíam a todos - homens e mulheres, povo e líderes, ídolos e deuses de todas as regiões. A idolatria se espalhara por toda a Jerusalém e até mesmo para o interior do Templo.

É importante notar que nessas visões da idolatria de Judá, esses adoradores de ídolos nunca diziam que Deus não existia. Na verdade, o povo de Judá e seus líderes reconheciam a sua existência, mas negavam sua relevância em suas vidas.

O mesmo pode ser dito de nós, às vezes. Professamos, nominalmente, nossa fé e raramente questionamos a existência de Deus ou Seu cuidado por nós. No entanto, quando enfrentamos problemas - uma doença grave, dificuldades financeiras devido a cortes nas horas de trabalho, desemprego ou problemas em nossos relacionamentos -, nosso comportamento, muitas vezes, nega o que professamos. Agimos como aqueles que não esperam no Senhor.

Mas aqui estão as boas notícias: Deus quer nos ajudar e tem todo o poder no céu e na terra para fazer isso! Você e eu podemos confiar nele acima de tudo. Amém.

Pr Eric Bates
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 8 

Comentário em áudio 

domingo, 15 de junho de 2014

Jeremias 45

Comentário devocional:

O capítulo anterior (Jer. 44) tratava de acontecimentos ocorridos dez anos após a destruição de Jerusalém pela Babilônia (586-576 a.C.). Este capítulo (Jer. 45) está fora de sequência e complementa o capítulo 36, que é um registro da mensagem de Deus que Jeremias deveria entregar ao rei Joaquim de Judá anos antes, em 604 aC. Por alguma razão, Jeremias não pôde ir, então ele pede que Baruque leia a mensagem de Deus ao rei impenitente e aos seus servos. 

Jeremias 45:3 deixa claro que Baruque tinha um medo terrível de executar seu dever: "Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso." (NVI). Baruque deve ter desejado alguma palavra de Deus assegurando-lhe Sua proteção contra o ímpio rei Joaquim.

Há pelo menos quatro pontos que Deus deixa claro. Em primeiro lugar, Deus iria permitir a destruição de Jerusalém (Jer 36:29). Em segundo lugar, Deus também se sentia triste por destruir o que Ele mesmo tinha construído, e arrancar o que Ele mesmo havia plantado (Jer 45:4). Em terceiro lugar, Baruque não deveria esperar bons resultados nesta tarefa (v. 4, 5). Por fim, Deus garantia a segurança da vida de Baruque após a entrega desta mensagem (v. 5).

De fato, o rei Joaquim queimou o rolo que Baruque escreveu (Jer 36:23) e ordenou aos seus servos que prendessem Baruque e Jeremias, mas Deus os escondeu dos olhos do rei e dos seus servos (Jer 36:26). Após Joaquim queimar o livro, Deus ordenou a Baruque que reescrevesse a mesma mensagem em um novo rolo (Jer 36:28, 32).

Após este incidente, o etíope Ebede-Meleque recebeu uma mensagem divina de incentivo (Jer 39:16-18), assim como Baruque também recebeu (Jer 45:4,5).

O que podemos aprender com este capítulo? "O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas — homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção" (A Ciência do Bom Viver, 476.2)

Precisamos orar para sermos como Jeremias e Baruque, cumprindo o nosso dever independente das circunstâncias, sem esperar recompensa.

Yoshitaka Kobayashi
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/45/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 45 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Jeremias 32

Comentário devocional:

Neste capítulo existe uma questão de importantes implicações teológicas: Jeremias compra de um primo uma propriedade na cidade natal de ambos, Anatote, próxima a Jerusalém. Aparentemente, este poderia parecer mais um assunto comum de família. Jeremias era o parente mais próximo e teve a primeira oportunidade para a compra da propriedade. Mas, se olharmos melhor, este realmente não era um bom momento para investir em imóveis, porque os babilônios estavam prestes a ocupar a terra. Jeremias, portanto, não era obrigado a comprar essa propriedade.

A vinda dos babilônios para ocupar a terra tinha sido profetizada pelo próprio Jeremias ao rei Zedequias e aos habitantes de Jerusalém e da terra de Judá. Mas Deus se envolve na compra da propriedade (v. 6-15). Jeremias é informado antecipadamente que Hananel, seu primo, lhe fará um pedido para que ele compre essa propriedade. Mesmo que não seja o melhor momento para investir em imóveis, Deus queria ensinar uma lição através desta compra da propriedade pelo profeta: quando Deus faz promessas, Ele garante que elas se cumpram. As pessoas irão retornar à terra, ocuparão novamente as suas casas, e isto é garantido através da experiência pessoal do profeta em comprar uma propriedade.

Deus gosta de nos ajudar nas escolhas que fazemos, não somente nas grandes decisões, mas também nas pequenas. Quando vamos comprar uma casa ou uma propriedade nem sempre recebemos um claro "assim diz o Senhor". Mesmo assim é importante buscarmos a Sua orientação.

Portanto, fazemos bem em passar tempo em oração antes de comprar uma casa ou fazer qualquer investimento substancial. Poderá ser necessário investir algum tempo revendo os princípios da Palavra de Deus e como eles se relacionam com o negócio que estamos planejando. Em seguida, com base nestes princípios, podemos considerar os demais fatores envolvidos. Não há dúvida de que quando Jeremias atendeu à ordem de Deus e adquiriu o campo do seu primo em Anatote, ele estava concedendo a Deus o primeiro lugar. 

Não fazia muito sentido comprar um terreno numa época em que Jerusalém estava prestes a ser invadida e subjugada pelos babilônios. Mas o profeta obedeceu, mesmo sem entender tudo o que estava envolvido. Através desta ação Jeremias demonstrou a sua confiança na promessa de Deus de que um dia o seu povo voltaria do cativeiro e propriedades voltariam a ser negociadas na terra. 

Fazemos bem em obedecer a Deus em todas as coisas, pois suas orientações são seguras e visam apenas o nosso bem.

"Querido Deus, ajuda-me a ser fiel e obediente a Ti em todas as ocasiões, nas pequenas e grandes decisões da vida. Amém."

Michael Sekupa
África do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/32/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 32 

domingo, 18 de maio de 2014

Jeremias 17

Comentário devocional:

Certo dia eu estava no Museu Britânico em Londres, olhando para uma grande pedra que faz parte da história antiga, protegida por uma caixa de vidro. Uma pedra escura, com inscrições em três línguas antigas. Era nada menos que a pedra de Rosetta, descoberta no Egito por uma expedição arqueológica em 1799. Fiquei me perguntando: porque eles tiveram tanto trabalho nesta tarefa tão delicada quanto difícil de preservar tão perfeitamente estes escritos na pedra dura? Obviamente, para eles o texto era tão importante que eles procuraram fazer um registro permanente do mesmo.

O Espírito Santo de Deus, através do profeta Jeremias (Jer 17:1) está aqui usando um poderoso contraste para transmitir uma dolorosa realidade. Os pecados da nação de Judá – o próprio povo escolhido de Deus – estavam permanentemente escritos nas pontas dos seus altares e em seus corações. 

Faz sentido imaginar inscrições nas pontas (chifres) dos altares idólatras. Mas como escrever na carne macia do coração? Aqui, o profeta está dizendo que nossa rebeldia e  maldade são permanente registradas em nossa memória afetiva – nosso coração – tão permanente quanto as inscrições feitas nos altares de pedra. 

Como isso aconteceu? Simples: “Maldito o homem (ou mulher) que confia no homem” (Jer 17:5 ARA). Qual é o resultado inevitável disto? O coração daquele que confia no homem se afasta do Senhor.

Porém, aqui, mais uma vez, nos é colocado o contraste, como esperança e saída: “Mas bendito é o homem (ou mulher) cuja confiança está no Senhor!” (Jer 17:7 NVI). Que incrível diferença! Eu preciso ter esses resultados na minha vida!

Este é o desejo de um coração que começa a conhecer a santidade e glória de Deus. Porém, somos constantemente atraídos pelos encantos e prazeres deste mundo: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”! (v. 9a ARA). O grito doloroso: "quem o conhecerá?" (v 9b) ecoa através dos tempos e em nossa própria consciência despertada.

Alguma vez você já desejou tanto alguma coisa ruim que chegou a conversar consigo mesmo sobre isto? E se arrependeu depois por isso? Eu já. Descobri, nesta ocasião, que se você disser algo a você mesmo por muito tempo (mesmo que esteja mentindo para si próprio) você vai acabar acreditando!

No final do capítulo (v. 19-27), a palavra vinda diretamente do Senhor recrimina especificamente os negociantes que, no afã do lucro das vendas na feira de domingo, transportavam suas cargas portas adentro da cidade no sábado, dia reservado pelo Senhor para que o povo O conhecesse de maneira especial. Esta admoestação do Senhor não surtiu efeito nenhum, como podemos ver nas medidas de Neemias (Neemias 13:15-22) para corrigir o mesmo problema, que também incluía a todos, incluindo os nobres (Nm 13:17). Isso mais de 60 anos depois, após o retorno do exílio babilônico!

Não importa quem somos, nós realmente não conhecemos a nós mesmos. "Só de um modo o verdadeiro conhecimento do próprio eu pode ser alcançado. Precisamos olhar a Cristo. O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa fraqueza, pobreza e defeitos, como realmente são. Ver-nos-emos perdidos e sem esperança, vestidos com o manto da justiça própria, como qualquer pecador. Veremos que se afinal formos salvos, não será por nossa própria bondade, mas pela graça infinita de Deus" Parábolas de Jesus, 79. 

Não é à toa que nos versos 13 e 14 ouvimos Jeremias proclamar sua necessidade da graça divina em uma significativa oração! E, assim, também, oramos: "Querido Pai, ’cura-me, ... e serei curado; salva-me, e serei salvo, pois Tu és aquEle a Quem eu louvo’ (v. 14 NVI). Tu és minha única esperança! Amém".

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart - http://www.hartresearch.org/
Califórnia, EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 17 

sábado, 17 de maio de 2014

Jeremias 16

Comentário devocional:

Quando eu comecei a buscar a vontade de Deus em minha vida, as pessoas me cumprimentavam com curiosidade durante minhas primeiras semanas na igreja: "Qual o seu nome?"; "De onde você é?"; "Quantos anos você tem?"; "Você é casado?" 

Quando perceberam que eu tinha 33 anos e ainda solteiro, as perguntas se tornaram mais diretas: "Como você pode ser tão velho e não ter se casado?"

Expliquei que na situação em que estava, ser solteiro era até bom porque somente naquele momento eu começava a procurar seriamente a Deus e provavelmente estaria enfrentando grandes problemas se tivesse empreendido esta busca por Deus já casado, muito provavelmente com uma mulher não-cristã.

A resposta satisfez meus novos amigos. Por aproximadamente seis meses. Então eles disseram: "Você já está frequentando a igreja por seis meses. Este tempo é mais do que suficiente para encontrar uma boa esposa cristã!"

Agora, quase uma década já se passou, e eu ainda estou solteiro. Eu gostaria de saber a vontade de Deus para a minha tão claramente quanto Jeremias soube. Aqui está o que Deus disse a Jeremias: "Então o Senhor me dirigiu a palavra, dizendo: ‘Não se case nem tenha filhos ou filhas neste lugar’ ” (Jeremias 16:1, 2 NVI).

Deus então passou a explicar que Jeremias deveria permanecer solteiro por que um destino horrível aguardava todos os pais e crianças daquela terra: “Eles morrerão de doenças graves; ninguém pranteará por eles; não serão sepultados, mas servirão de esterco para o solo. Perecerão pela espada e pela fome, e os seus cadáveres serão o alimento das aves e dos animais” (v. 4).

Não sei ainda por quanto tempo Deus quer que eu fique sem casar. Talvez eu permanecer solteiro seja uma maneira de evitar que alguma tragédia caia sobre a minha potencial família. Mesmo que Deus não tenha revelado Sua vontade quanto a este aspecto da minha vida, sei que Ele tem um plano para mim - assim como Ele tinha para Jeremias.

No primeiro capítulo de seu livro Jeremias relata que o Senhor lhe disse: "Antes de formá-lo no ventre Eu o escolhi; antes de você nascer, Eu o separei e o designei profeta às nações” (Jer 1:5).

Antes que nos transformássemos em fetos no útero de nossa mãe, Deus nos conhecia. Antes de nascermos, Deus nos abençoou e nos convidou a partilhar com os outros a mensagem de arrependimento do pecado e de esperança na Sua vinda.

Oração: "Querido Deus, nem sempre sei exatamente qual o Seu plano.  Mas sei que Tens um plano para mim. Mantenha-me no centro da Tua vontade, independente de eu ser solteiro, casado, divorciado ou viúvo. Meu desejo é descobrir e seguir esse plano para a Tua glória. Amém".

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/16/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 16 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Jeremias 12

Comentário devocional:

Como jornalista na Rússia, tenho tido a oportunidade de me encontrar com alguns dos mais ricos e poderosos homens de negócio do país. Esses milionários são inteligentes, astutos e perspicazes. Alguns até mesmo professam o cristianismo. Mas muitas dessas pessoas ricas construíram suas fortunas através de táticas cruéis, incluindo roubo e assassinato. Suas vidas públicas podem ser objeto de inveja, mas suas vidas pessoais estão sendo destruídas por suas táticas imorais.

Às vezes me pergunto por que esses líderes da indústria receberam tanta prosperidade. Por que Deus permite que eles possuam e desperdicem dinheiro que poderia ser usado, por exemplo, para construir igrejas e alimentar os famintos?

Jeremias fez uma pergunta semelhante no capítulo 12: "Tu és justo, Senhor, quando apresento uma causa diante de Ti. Contudo, eu gostaria de discutir contigo sobre a Tua justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem sem problemas? Tu os plantaste, e eles criaram raízes; crescem e dão fruto. Tu estás sempre perto dos seus lábios, mas longe dos seus corações” (v. 1, 2 NVI).

Não há nada de errado em questionar os caminhos de Deus. Deus acolhe nossos questionamentos como oportunidades dEle revelar o Seu amor e misericórdia: "Peçam, e lhes será dado; busquem e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta"(Mat. 7:7 NVI).

Oração: "Querido Deus, eu não entendo por que ímpios prosperam, enquanto justos passam por dificuldades. Eu não consigo entender por que uma pessoa má vive até os 90 anos de idade, enquanto uma pessoa justa morre jovem. Mas estou feliz porque estás disposto a me ouvir e a dialogar sobre minhas perguntas. Abre meus olhos enquanto procuro entender os Teus juízos e mantenha firme a minha fé em Ti. Amém".

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/12/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Jeremias 12

sábado, 12 de abril de 2014

Isaías 47

Comentário devocional:

Temos visto um crescendo desde Isaías 40: Judá está em um momento de grande angústia e incerteza - a nação deve esperar no Senhor (Isa 40); Ciro, um dia libertará o oprimido povo de Deus (Isa 41); Ciro é um tipo do Messias por vir, nosso poderoso libertador do pecado! (Isa 42); O remédio para o pecado de Israel incluiu o cativeiro na Babilônia (Isa 43); Deus derramará o Seu Espírito sobre Seus filhos! Eles não precisam confiar nos ídolos feitos pelo homem (Isa 44). Deus prometeu agir através de Ciro - lembre-se que foi Ele quem criou todas as coisas! (Isa 45). Os deuses dos babilônios serão carregados após a derrota da nação, enquanto o povo de Deus será carregado no colo   pelo Senhor (Isa 46).

Finalmente, Isaías 47 descreve a queda de Babilônia. A "filha virgem" de Babilônia (as prostitutas cultuais dos templos pagão eram muitas vezes chamados de "virgens sagradas") cairia e finalmente acabaria sentada no pó (v.1). Se este capítulo soa familiar é porque muitas de suas frases, palavras e pedaços são também mostrados no livro do Apocalipse. Isaías e Jeremias falam da Babilônia histórica, enquanto Apocalipse refere-se à Babilônia espiritual no tempo do fim.

Babilônia vive "na glória e luxo" (Ap 18:7 NVI), mas agora ela "não será mais chamada mimosa e delicada" (Isa 47:1 NVI). Ela se vangloriava: “jamais ficarei viúva nem sofrerei a perda de filhos” (v. 8 NVI; ver Apoc 18:7), mas Deus a fará desolada (v.11). E tudo isso acontecerá “num mesmo instante, num único dia” (v.9 NVI), de fato, "em apenas num só dia ... em apenas uma hora” (Apoc 18:8, 10 e  17, 19).

Uma das coisas mais intrigantes a respeito de Deus é como Ele usa os maus para cumprir Seus propósitos, em benefício de Seus filhos. Como é importante guardarmos isso em nossas mentes. Grande parte da miséria que nos cerca pode ser o meio que Deus usará para o nosso bem. Não é de admirar que sejamos aconselhados a não nos preocuparmos, pois ”a ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio." (O Desejado de Todas as Nações, p.330). 

E agora, atente e aplique à sua vida o encerramento deste pensamento: "Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra de Deus o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés."

Confie nEle. Confie nEle! Fale para si mesmo as promessas de Deus até que você confie nEle. Faça isto hoje.

Ron E M Clouzet
EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/47/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 47 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Isaías 36

Comentário devocional:

Encontramos aqui a história da invasão de Judá pelo Rei Senaqueribe. A narrativa histórica encontrada neste capítulo e em Isaías 37-38 é quase idêntica, palavra por palavra, a partes encontradas em 2 Reis 18-20, aonde podemos encontrar mais detalhes.

Após a queda espiritual do Rei Salomão, a nação israelita se dividiu em dois reinos: o reino de Israel, ao norte, e o reino de Judá, ao sul. Israel foi vítima de nações hostis devido a seus reis corruptos e liderança. Embora também houvessem reis corruptos em Judá, houve alguns reis piedosos, o que manteve um pouco mais de tempo a bênção sustentadora de Deus sobre este reino. Ezequias foi um desses bons reis.

Quando o rei Ezequias chegou ao poder, em contraste com seu ímpio pai, o rei Acaz, ele imediatamente começou a remover os "lugares altos" e cortou os bosques e ídolos. Na verdade, ele confiava tanto no Senhor que a Bíblia nos diz que nem antes nem depois de Ezequias houve um rei como ele em Judá, porque ele se apegou ao Senhor (2 Reis 18:5,6).

No quarto ano de Ezequias como rei de Judá, a Assíria cercou a capital Samaria de Israel, ao norte. Menos de 10 anos depois a Assíria subiu contra Judá. Neste ponto algumas das cidades fortificadas foram tomadas e, em seguida, Jerusalém, a capital, foi cercada. Parecia a todos que Judá estava a ponto de cair. Mas a Bíblia nos diz: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31 ARA).

Vamos refletir sobre como Rabsaqué, o arrogante porta-voz do Rei Senaqueribe, falou com os homens do rei Ezequias, na tentativa de levá-los a se render. É bastante surpreendente. Parafraseando :

- Em quem você está confiando? ( v. 4)
- Você não está confiando no Senhor, está? ( v. 7)
- Não deixe que Ezequias ou seu Deus enganem vocês! (vs. 14-15)
- Prefiram fazer um acordo conosco e vamos levá-los a uma terra que mana milho e vinho, pão e de vinhas! (vs. 17)
- Não vos engane Ezequias dizendo que o Senhor vai libertar vocês! (vs. 18)
- Outros deuses já livraram alguém do rei da Assíria? (vs. 18)
- Não! Por isso não esperem que o Senhor liberte vocês! (vs. 19)
- Nós somos mais poderosos do que qualquer deus ! (vs. 19-20)

Quanta blasfêmia! Não temos ouvido ainda hoje as mesmas palavras? E o pior: às vezes essas vozes de escárnio vem de cristãos professos! 

Que voz que estamos ouvindo: a voz da dúvida e ceticismo ou a voz da fé? "Cuidemos de nossas palavras. Falemos de fé, e teremos fé. Não deis nunca lugar a um pensamento de desânimo na obra de Deus. Nunca deixeis escapar uma palavra de dúvida. Isto é qual semente semeada, tanto no coração do que a profere, como no dos ouvintes, para produzir uma colheita de desânimo e incredulidade" Evangelismo, p. 633.

Não importam as circunstâncias, não importam os exércitos ou montanhas diante de nós, coloquemos nossa confiança em Deus e assistamos o que Ele fará!

Melodious Echo Mason
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/36/

Traduzido por JAQ

Texto bíblico: Isaías 36