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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Atos 14 - Comentários Selecionados

1 Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.

Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.

3 Muito tempo. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.

6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.

9 Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.

Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.

12 Júpiter [...] Mercúrio. Do gr. Zeus [...] Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.

13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.

14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo.  CBASD, vol. 6, p. 309.

15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.

18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as "coisas vãs" e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.

19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor "Seja crucificado!" (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos, tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.

Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.

20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.

22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: "Tu,pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.

26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.

28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Malaquias 1

Comentário devocional:

"Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria eu aceitá-los de suas mãos?”, pergunta o Senhor. (Malaquias 1:13 NVI).

Eu fui uma vez convidado a dar alguns conselhos para um grupo de estudantes de 18 anos de idade. Disse-lhes que, nesta idade, eles estavam em um momento da vida em que provavelmente começariam a ouvir um monte de conselhos como: "Siga seu coração! Sacrifique tudo por seus sonhos! Nunca, nunca, nunca desista!"

Mas eu disse a eles que o meu conselho era diferente. Eu disse aos alunos que o meu conselho era: "Desista de seus sonhos!" E eles olharam surpresos para mim.

Eu reconheço que o meu conselho foi um pouco incomum. Quando eu digo aos estudantes que devem desistir de seus sonhos, eu não quero dizer que eles não devem ter sonhos e desejos em seus corações. Eles devem. E devem trabalhar duro para realizá-los. Mas também temos de ter cuidado de não agarrar com força demais os nossos próprios planos e sonhos, porque eles podem acabar se tornando a razão de nossa vida. Eles podem se tornar um deus.

Convidei os alunos a lerem Malaquias 1 naquela noite, ao voltarem para casa. Este texto tem a ver com desistir de coisas que, com o coração natural, você deseja manter para si. Os judeus em Jerusalém deveriam trazer seus melhores animais para o sacrifício. No entanto, eles estavam oferecendo animais defeituosos ao Senhor e mantendo os animais perfeitos consigo.

Deus disse: “Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não veem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não veem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá?”, pergunta o Senhor dos Exércitos." (Mal 1:8 NVI).

Por que é que Deus se importa com o tipo de animais que as pessoas ofereciam em sacrifício? Porque, ao eles Lhe oferecerem o seu melhor, eles estavam demonstrando fé em Deus e gratidão pelo perdão dos pecados.

Aqui está a parte interessante: Quando um animal era sacrificado ao Senhor, uma parte da carne ficava para o sacerdote e o próprio adorador participava dela, juntamente com sua família. Então, o adorador comia daquilo que oferecia. Espiritualmente falando, isto quer dizer que se você oferecer a Deus o que tem de melhor, receberá o melhor em paz, alegria e clareza de propósito. Se oferecer a Deus uma adoração defeituosa, colherá também uma vida defeituosa.

Quando oferecemos a Deus o melhor do nosso tempo, de nossas emoções e de nossos recursos financeiros estamos oferecendo sacrifícios dignos da grandeza de nosso Deus e trazendo alegria ao Seu coração. Aquele que aprende a adorar a Deus corretamente não perde, mas ganha em todas as áreas de sua vida e ainda recebe a vida eterna!

Andy Nash
Southern Adventist University, USA




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mal/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Malaquias 1 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Oséias 13

Comentário devocional:

Efraim, a mais influente das tribos que compunham Israel do norte, era a mais forte das doze tribos. Inicialmente, Efraim e todo o Israel do norte, contrariamente à vontade de Deus, O adoravam através de bezerros de ouro. Após a introdução do culto a Baal por Acabe e Jezabel, o pecado de Israel do norte aumentou ainda mais. Não só os bezerros passaram a representar Baal, mas Jezabel deu início a uma contínua perseguição contra os que não o adoravam. Na época de Elias, pelo menos 7.000 pessoas restavam que não dobravam seus joelhos a Baal (I Reis 19:18). Assim, Israel cometeu pecados cada vez maiores e morreu espiritualmente (13: 1).

No tempo do profeta Oséias o pecado da nação aumentou ainda mais, ao fazerem imagens adicionais para a adoração a Baal. Eles sacrificavam animais a esses ídolos em forma de bezerro e os beijavam (13:2, ARA). Deus, portanto, não permitiria que estes israelitas ficassem na terra, contaminando-a. Eles desapareceriam como o orvalho da manhã ou o joio levado por uma tempestade (13:3). 

Deus livrou Israel da escravidão no Egito, e eles aceitaram o Deus vivo como o seu Deus. Nenhum outro Deus poderia tê-los salvo (13:4). O Deus do céu mostrara o seu amor e cuidado para com eles no deserto e por 40 anos foram protegidos dos perigos (13:5). 
No entanto, quando Deus lhes deu prosperidade e comida suficiente, eles se afastaram dEle. Suas mentes se tornaram arrogantes e eles se esqueceram de Deus (13:6). Os sentimentos divinos se tornaram semelhantes aos de uma ursa cujos filhotes foram levados. A íntima relação entre Deus e Israel foi despedaçada e quebrada (13:7, 8). Deus queria fazer Israel conhecer a realidade da sua situação espiritual e que Ele era a única fonte de vida, prosperidade e proteção (13:10, 15). No entanto, Israel se recusou a ouvir. 

O afastamento do reino do norte de Israel se deu desde a sua fundação, quando o primeiro rei, Jeroboão I, desobedeceu a Deus e cometeu três pecados: (1) impedir que o povo do norte fosse a Jerusalém adorar, construindo bezerros de ouro como alternativa para adorar a Deus; (2) a expulsão dos levitas do país e a nomeação de não levitas para o sacerdócio; e (3) a nomeação de um novo dia festivo, sem a aprovação de Deus (1Rs 12:25-33). 

A única solução para melhorar a situação era permitir a deportação de Israel de Canaã para seu cativeiro na Assíria (13:11). A rebelião espiritual deles foi a razão de perderem o seu país em Canaã e sua capital Samaria (13:16). Era necessário que Israel sentisse dor em um país estrangeiro (13:13). Este tipo de castigo era a única maneira de fazer o reino do norte de Israel perceber sua trágica situação e trazê-los à razão e a Deus (Os 11:11). E assim, à semelhança de Judá, sob a liderança de Ezequiel e Daniel, serem, mais tarde, restaurados em Canaã. Porém, mesmo o cativeiro não trouxe seus corações de volta a Deus e eles se tornaram "as tribos perdidas de Israel".

Senhor,  
livra-nos da rebelião. Sensibiliza o nosso coração e lembra-nos, sempre, que és O nosso único Criador e Sustentador e de seguirmos felizes as Tuas instruções!

Yoshitaka Kobayashi 
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/13/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Oseias 13 

Comentário em áudio

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oséias 10

Comentário devocional:

Israel era uma videira que produzia frutos apenas para si mesma. À medida que sua prosperidade aumentava, também aumentavam os altares a Baal, assim como o adorno das suas colunas de fertilidade (10:1). Eles eram culpados aos olhos de Deus e estes altares e pilares seriam destruídos pelos assírios (10:2).

Por causa da maldade de Israel o juízo de Deus viria logo como uma planta amarga e venenosa nascendo nos sulcos arados dos campos (10:4). O povo de Samaria e os sacerdotes que se orgulhavam do bezerro de ouro em Betel em breve chorariam porque seriam levados para a Assíria (10:5). O bezerro de ouro também seria levado.

Num período de trinta anos, desde que o rei Jeroboão II morreu, em 753 aC, até o fim do reino de Israel (722 aC), seis reis reinaram um após o outro. Ao tempo da invasão assíria contra Israel, o último rei morreria, e a cidade de Betel seria destruída, tornando-se um lugar onde somente os espinhos e ervas daninhas cresceriam. 

Oséias profetizou que na época da invasão o povo desejaria ser sepultado pelos montes e colinas, o que de fato aconteceu durante o cerco de três anos que sofreram (10:7, 8).

Quando a cidade benjamita de Gibeá cometeu seu pecado, outras tribos israelitas a castigaram. Agora, as dez tribos de Israel seriam castigadas por causa de seu pecado por intermédio da invasão da Assíria e outras nações (10:9, 10).

Israel era amado por Deus e foi por Ele colocado na terra prometida, como uma jovem novilha colocada em uma boa pastagem. No entanto, por causa de seus pecados, Israel iria experimentar as agruras da invasão. Soldados assírios submeteriam Israel ao seu jugo como a um boi atrelado ao arado (10:11).

Porém, se Israel se voltasse para Deus, praticando justiça, veria o amor fiel de Deus. Esta era a última chance para que eles buscassem a Deus. Se eles mudassem sua forma de pensar e voltassem para Deus em arrependimento, receberiam dEle a salvação de forma abundante, como a chuva (10:12).

Que Deus misericordioso nós servimos. Será que existe algum pecado que nos está separando dEle? Se existe, voltemo-nos para Ele a fim de sermos perdoados e curados! 

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 10 

Comentário em áudio 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Oséias 9

Comentário devocional:

A religião cananéia era um culto à fertilidade onde se adorava o deus natureza que se supunha trazer bem-estar e boas colheitas. Os israelitas abandonaram o verdadeiro Deus e esperando boas colheitas, seguiram a religião cananéia, que incluia a prostituição no templo durante seus cultos (Oséias 9:1). Uma vez que Deus decidira fazer da terra de Canaã "a terra do Senhor" (9:3), as pessoas descrentes deveriam ser dela retiradas, porque Jerusalém e Israel deveriam ser uma cidade e uma terra de santos.

Então, o Senhor permitiu que os israelitas fossem levados para a Assíria como prisioneiros onde eles teriam que viver em um estado semelhante à sua antiga escravidão no Egito, tendo que comer animais imundos e viver como os que lá viviam (9:3). No cativeiro assírio eles não seriam autorizados a adorar o Deus verdadeiro (9:4), nem celebrar as festas do Senhor (9:5). Suas casas deixadas para trás ficariam vazias e cobertas de ervas daninhas (9:6).

Oséias era o vigia de Israel, mas era odiado pelos sacerdotes dos adoradores do bezerro de ouro, e armadilhas foram colocadas em seu caminho (9:8). O povo do Israel do norte era tão abominável e corrompido quanto o povo de Gibeá que havia abusado da concubina do levita (9:9; Jz 19).

A condição espiritual de Israel durante a sua estada no deserto, no Êxodo, era como uvas inesperadas ou os primeiros figos. No entanto, ao final de seus 40 anos no deserto eles começaram a adorar Baal-Peor (9:10). Deus teria que ensinar o povo de Israel que Ele era o verdadeiro Sustentador, não Baal. Assim, Deus impediu o aumento de nascimentos de pessoas e de gado. Só então eles iriam perceber que as bênçãos não perduram quando o Sustentador e Guardião se afasta (9:11b-12).

O profeta Oséias sabia que a destruição de Samaria e o cativeiro de Israel do norte eram inevitáveis. Por não ouvirem ao Senhor, se tornariam peregrinos entre as nações (9:17).

Ajuda-nos, Senhor, para que possamos aprender com a história de Israel e reconhecer que és o nosso Criador e Sustentador o tempo todo.

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/9/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 9 

Comentário em áudio 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Oséias 8

Comentário devocional:

Oséias 8:1-3 descreve o pecado de Israel, ao norte, e a iminência da invasão estrangeira. Isto aconteceria porque eles romperam sua aliança com Deus e agiram contra os Seus ensinamentos (8:1). Eles diziam: "Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos!" (8:2 ARA), mas aos olhos de Deus eles haviam rejeitado o bem. Portanto, Deus não iria mais protegê-los da invasão dos seus inimigos (8:3).

Houveram ainda alguns bons reis ao sul, no reino de Judá, mas ao norte não houve nenhum bom rei no reino de Israel, que andasse com Deus. Em vez disso, “fizeram ídolos ... para a sua própria destruição” (8:4 NVI). Todos os reis de Israel apoiaram a adoração do bezerro de ouro em locais como Betel e Dã (8:4). E também fizeram uma imagem de bezerro na capital Samaria (8:5, 6), em flagrante afronta à proibição à adoração de ídolos, escrita destacadamente por Deus em Sua Lei.

Eles semearam o vento da descrença e colheriam a tempestade de destruição. O trabalho sem a bênção de Deus resultaria no fracasso das colheitas e o pouco resultado obtido seria devorado por estrangeiros (8:7), para quem o desobediente Israel não teria qualquer valor (8:8). 

Como um jumento selvagem incontrolável e que faz o que quer, eles tentaram por conta própria garantir a sua segurança contra a Assíria (8:9). Mesmo que pudessem garantir aliança com nações mais fortes, sua segurança não duraria por muito tempo. Israel sofreria muito sob a mão pesada da Assíria e os tributos anuais que ela imporia (8:10).

Israel erigiu muitos altares para Deus em vários lugares, mas isso era um grave pecado, pois Ele autorizara um só altar para ofertas de sacrifício, em Jerusalém (8:11). Deus proporcionara muitas instruções escritas para guiá-los, mas os ensinamentos de Deus eram estranhos para eles (8:12).

Eles apreciavam suas ofertas de sacrifício porque amavam satisfazer nessas festas o seu apetite, comendo toda a carne que podiam. Deus desejava arrependimento e obediência a Seus ensinamentos, em vez de abundância de sacrifícios (8:13). 

Os reis de Israel se esqueceram do seu Criador e construíram muitos palácios e templos para si. Judá esqueceu a proteção de Deus e multiplicou suas cidades fortificadas (8:14).

Por que Israel e Judá falharam em reconhecer a Deus como seu Criador e Sustentador? 
E nós, nos lembramos de Deus como nosso Criador, Salvador e Redentor todos os dias? 

Reconheçamos que Deus é quem nos sustenta e abençoa. Que nossas escolhas e ações se harmonizem com nossa profissão de fé. 

Yoshitaka Kobayashi
Japão.




Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 8 

Comentário em áudio 

domingo, 31 de agosto de 2014

Oséias 5

Comentário devocional:

A mensagem profética contra os pecados dos sacerdotes do Israel do norte começa em Oséias 4:4. Neste quinto capítulo, começando com o versículo 1, esta mensagem de julgamento não é dirigida apenas aos sacerdotes, mas também ao rei e os altos oficiais do reino de Israel. Era um anúncio do juízo vindouro.

Eles tinham feito locais de adoração de ídolos em Mispa e na encosta do Monte Tabor (5:1). Aqueles que inventaram a adoração do bezerro de ouro e o rei que introduziu a adoração de Baal em Israel não hesitaram em abater os verdadeiros adoradores de Deus (5:2). A causa desta maldade e degradação era a adoração de ídolos e o espírito de devassidão sexual. Sua desobediência intencional contra Deus em fazer o bezerro de ouro e a introdução em Israel do culto ao Baal de Sidom eram uma rejeição direta das instruções de Deus e Sua lei. E eles ainda queriam que Deus os escutasse! Tais adoradores não tinham capacidade de estabelecer uma verdadeira relação de amor com Deus (5:4).

O final do versículo 7 [Agora suas festas de lua nova os devorarão, NVI] pode ser lido: "Um mês os devorará e à sua herança." Um mês judaico tinha 30 dias e estes 30 dias poderiam ser interpretados profeticamente como 30 anos, cada dia por um ano. De fato, do final do reinado de Jeroboão II (753 aC) até a destruição de Samaria (722 aC) e cidades circunvizinhas se passaram cerca de 30 anos. Oséias 5:8-9 ressalta a certeza da vinda da Assíria para destruir o reino do norte de Israel (5:13).

Por outro lado, Judá, o reino do sul, também se tornara uma nação de adoradores de ídolos como Israel (5:10, 12, 14). Para eles, Deus seria como uma traça que se alimenta de roupas, e tornar-se-ia a causa da podridão que faria a comida intragável. Ele também seria como um leão forte, que ataca pessoas e gado, e ninguém seria capaz de salvá-los deste Leão.

Enquanto eles não reconhecessem seus pecados e buscassem o perdão de Deus, Ele não poderia abençoá-los, nem poderia restaurar um bom relacionamento com eles como seu Criador e Redentor (5:15).

Deus está sempre disposto a Se relacionar conosco. Precisamos reconhecer que santidade como um povo significa nossa dedicação total a ele.

Yoshitaka Kobayashi
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 5 

Comentário em audio 

sábado, 30 de agosto de 2014

Oséias 4

Comentário devocional:

Sem amor, conhecimento de Deus e veracidade, o povo de Israel só cresceu na prática da mentira, assassinato, roubo, falar palavrões e adultério (4:1, 2). Deus viu que a prosperidade sem piedade e justiça  não trazia benefício algum  para as pessoas (4:3). A idolatria foi progressiva: inicialmente o primeiro rei de Israel do Norte fez bezerros de ouro para supostamente adorar o Deus de Israel. Depois, o rei Acabe e sua esposa Jezabel introduziram a adoração de Baal em Israel. Na época de Jeroboão II iniciou-se a adoração ao bezerro de ouro e a Baal dos sidônios.

Os falsos sacerdotes deveriam conhecer a vontade de Deus mais do que o povo de Israel. Mas esses sacerdotes não se preocupavam com Deus. Eles não eram levitas, tinham sido escolhidos de qualquer tribo e de entre todo o povo por Jeroboão I, o primeiro rei (1 Reis 12:31).

Deus permitiu a prosperidade do reino. Mas à medida que prosperaram também aumentou o pecado contra Deus (4:7). Oséias 4:10-14 destaca o mal do culto a Baal. A prostituição religiosa era realizada durante esses cultos na esperança de estimular Baal a abençoá-los e aumentar o seu gado e a produção agrícola. No entanto, Deus iria interromper sua prosperidade crescente, na esperança de que se arrependessem dos seus pecados e parassem o que eles estavam fazendo (4:10).

Deus se preocupava também com a outra parte do seu povo, isto é, o reino do sul. Ele queria manter Judá à distância do culto ao bezerro de ouro e da adoração de Baal e de ser influenciado por sua nação fraterna, Israel (4:15). Gilgal, Betel e Dã eram centros de culto religioso no norte de Israel. Qualquer um desses templos era nada mais do que um "templo de problemas", como era Betel (ou Bete-Aven, como era chamado), que significa "Templo de problemas" ou "Casa de impiedade."

Deus não suportava chamar essas pessoas idólatras e adúlteros de Seus. Eles prosperaram sem arrependimento. Eles amavam os cultos de prostituição de fertilidade. Viria sobre eles o julgamento divino representado pela palavra "redemoinho" (4:19 NVI).

Deus é paciente, mas também é justiça. Disponhamo-nos a amá-Lo e obedecê-lo sabendo que isto será para o nosso próprio bem!

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oséias 4

Comentário em áudio 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Oséias 1

Comentário devocional:
  
Ao tempo de Jeroboão II, em tempos de paz, o reino do norte prosperou e o território de Israel ampliou seu território a um tamanho quase igual àquele do tempo de Salomão (2 Reis 14:25). 

Neste tempo em que Elias e Eliseu trabalharam fielmente para Deus, Ele escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar em favor do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar com as pessoas de lá. A idólatra e corrompida adoração dos bezerros de ouro e Baal foram predominantes, e os males sociais se tornaram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). Neste período, durante cerca de 30 anos, as mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel (755-725 aC).

Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel ("Voltarei a estar com o meu marido como no início", 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram

Deus disse a Oséias para dar a seu primeiro filho o nome Jezreel (1:4). Mais tarde, Jeú matou Jezabel, mulher de Acabe, e todos os que ficaram da casa de Acabe, em Jezreel (2 Rs 9: 30-37; 10:14). Assim, o nome do filho de Oséias, "Jezreel" ["Deus espalha", NVI] representava um sinal de que Deus iria punir Israel, incluindo Jeú que não obedeceu a Deus nem se afastou dos pecados de Jeroboão (2 Reis 10:31). A filha de Oséias, lo’-ruhamah, significa “Desfavorecida” [Ou: "Não-amada”, NVI].. Isto profeticamente representava a destruição do reino do Norte de Israel pela Assíria. Aqueles que desobedecem a Deus são lo-ami, "Não meu povo", o nome de outro filho de Oséias.

No entanto, Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).

Yoshitaka Kobayashi
Japão.




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 1

Comentário em áudio 

domingo, 17 de agosto de 2014

Daniel 3

Comentário devocional:

Daniel 3 poderia ser resumido pela frase: “Ouse fazer a diferença”. Quando tivermos este direcionamento, Deus nos sustentará e nos ajudará, mesmo que um milagre seja necessário. 

Nabucodonosor erigiu uma imensa estátua de ouro (ao menos inteiramente folheada de ouro) em desafio à estátua de quatro materiais que vira no sonho, anos atrás, significando os reinos que se sucederiam. A ideia de poder total e eterno sempre seduziu os ditadores. O maior pesadelo deles, por outro lado, era serem eles vítimas de conspirações ou de envenenamento. A maioria tinha provadores de comida e chegavam a dormir cada noite em uma cama diferente para evitar o assassinato. Possivelmente Nabucodonosor temia que houvesse alguma rebelião em curso e uma adoração apoteótica de todos os seus liderados serviria para afirmar seu poder. O castigo para a não demonstração de sujeição seria a morte na fornalha.

A falsa adoração geralmente anda de mãos dadas com música alta e envolvente de forma a utilizar as emoções para envolvimento total dos adoradores. Assim aconteceu na planície de Dura. Todos os instrumentos conhecidos foram trazidos para que a adoração ao rei fosse total.

Os três amigos de Daniel perceberam que estavam sendo impelidos para uma zona de adoração que pertence somente ao verdadeiro Deus e decidiram firmemente não se curvar a outro deus. Seus inimigos, provavelmente invejosos pelos destaque deles na administração do reino, aproveitaram imediatamente a oportunidade para acusá-los perante o rei.

O fato de Nabucodonosor, apesar de irado, dar uma nova chance aos três hebreus indica que ele os conhecia e os respeitava. Porém seu ego falou mais forte ao ser novamente contrariado em público e ordenou que fossem jogados na fornalha, extremamente aquecida.

Da plataforma onde estava, o rei contemplou assustado que os três hebreus não morreram, mas estavam passeando dentro do fogo, acompanhado por um quarto ser de aparência celestial (v. 23). A compreensão de estar diante de uma manifestação divina fez com que Nabucodonosor caísse em si e percebesse que não era nada diante do poder e majestade de Deus (v. 24). Então o rei aproximou-se da abertura da fornalha, a uma distância segura, e chamou os hebreus para fora: "Servos de Deus Altíssimo, saiam!" (v. 26 NVI).

A fidelidade dos três hebreus mesmo correndo o risco de serem mortos teve forte impacto no reino de Nabucodonosor e muitos oficiais devem ter se convertido ao Deus verdadeiro naquele dia. O registro do milagre, em aramaico, passou a fazer parte dos registros oficiais do palácio, como testemunho irrefutável. Apesar de ainda manifestar crueldade em seu decreto (v. 29), a conversão do rei estava a caminho.

Querido Deus,
Somos, a todo tempo, submetidos a influências para desviar de Ti toda a nossa adoração. Que nossa adoração seja verdadeira, conduzida pela suave voz do Teu Espírito, nos mantendo serenamente fiéis à Tua vontade expressa em Tua Palavra. Amém

Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/3/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Daniel 3 


Palestra sobre Daniel 3

domingo, 20 de julho de 2014

Ezequiel 23

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha - e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha - você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio 

domingo, 13 de julho de 2014

Ezequiel 16

Comentário devocional:

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus. 

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos - eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos. 

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa "aliança eterna". Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações - arrogância, materialismo, idolatria - que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos. 

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro. 

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele, imitando aqueles que admirávamos no mundo, não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus. 

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia


* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/16/

Traduzido por JAD/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 16 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ezequiel 14

Comentário devocional:

Este capítulo lida com dois aspectos importantes da vida espiritual: o ouvir a palavra de Deus e a oração. A mensagem neste capítulo é dirigida aos anciãos e à nação de Israel, que tentavam usar desses dois caminhos para agradar a Deus. Mas tanto os anciãos quanto a nação de Israel estavam longe da experiência de comunicarem-se com Ele através da Sua Palavra e da oração. 

Os anciãos vêm a Ezequiel com o aparente propósito de ouvir a palavra do Senhor, mas seus corações estavam cheios de ídolos. A idolatria impede as pessoas de escutarem a Deus. A manifestação externa do desejo de ouvi-Lo não é suficiente - só estaremos prontos para receber a palavra de Deus depois que o coração estiver limpo de qualquer pecado conhecido. Deus apresenta o remédio para essa condição: arrepender-se e abandonar o pecado (v. 6).  A garantia de Deus é que, se Israel se arrepender e voltar-se para Ele, passará a ser novamente o Seu povo e Ele o seu Deus (v. 11). 

Deus adverte os falsos profetas de que receberão severa punição por conduzirem seu povo para longe dEle. Por causa de seus pecados, a nação de Israel trouxe punição e desolação sobre si mesma. Contudo, eles pensavam que as orações de alguns profetas justos poderiam ajudar a evitar o castigo de Deus. Em vez de abandonar o seu pecado e arrepender-se, Israel tentou encontrar a sua própria maneira de se reconciliar com Deus. 

No entanto, ninguém pode se livrar da punição pelos seus pecados pela justiça de outra pessoa - cada um precisa se arrepender individualmente dos seus pecados. Somente então Deus poderá ouvir as orações e abençoar aqueles que o buscam. E o arrependimento verdadeiro é aquele que envolve uma mudança interior e um completo abandono do pecado.

Que possamos ser testemunhas vivas do cuidado e fidelidade de Deus ao demonstrarmos em nossas vidas o genuíno fruto do verdadeiro arrependimento, nascido de uma verdadeira entrega e submissão a Deus.

Roy Jemison Injety
Spicer College, Índia


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/14/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 14 

Comentário em áudio 

sábado, 5 de julho de 2014

Ezequiel 8

Comentário devocional:

Neste capítulo, Ezequiel, que se encontrava exilado na Babilônia, vê abominações sendo cometidas em Jerusalém, cada uma pior que a anterior. Na primeira visão (v. 1-6), Ezequiel viu um ídolo sendo adorado publicamente no portão norte de Jerusalém. O norte era a direção típica de onde os inimigos de Judá se aproximavam. Em vez de colocar a sua esperança e confiança em Deus, eles confiavam nesse ídolo para sua proteção.

A situação piora. Na segunda visão (v. 7-13), Ezequiel é levado para um local mais privado, a entrada para o pátio do Templo. Ali Ezequiel vê 70 líderes adorando ídolos semelhantes aos ídolos egípcios, desenhados em uma parede. Você pode imaginar Ezequiel vendo os líderes de Judá adorando ídolos egípcios e declarando que o Senhor não os vê e os abandonou (v. 12)? Isso é terrível, mas tamanha perversidade fica ainda pior na próxima visão.

Ezequiel vê mulheres que praticam um ritual babilônico, chorando para o deus Tamuz. O ritual tinha como objetivo apressar a ressurreição dentre os mortos do deus Dumuzu (o nome babilônico para Tamuz). Esse ritual marcava o fim do inverno e simbolizava fertilidade e vida nova. Essas mulheres estão de luto pelo deus do inverno que estava morto, em vez de adorarem ao Deus vivo.

A visão final do capítulo oito é a mais abominável. Esta visão tem lugar no próprio Templo. Ezequiel vê 25 homens de costas para o templo, olhando para o oriente, adorando o sol. Eles dão as costas para o Criador e adoram a Sua criação.

Estas visões não deixam ninguém de fora. As visões de idolatria incluíam a todos - homens e mulheres, povo e líderes, ídolos e deuses de todas as regiões. A idolatria se espalhara por toda a Jerusalém e até mesmo para o interior do Templo.

É importante notar que nessas visões da idolatria de Judá, esses adoradores de ídolos nunca diziam que Deus não existia. Na verdade, o povo de Judá e seus líderes reconheciam a sua existência, mas negavam sua relevância em suas vidas.

O mesmo pode ser dito de nós, às vezes. Professamos, nominalmente, nossa fé e raramente questionamos a existência de Deus ou Seu cuidado por nós. No entanto, quando enfrentamos problemas - uma doença grave, dificuldades financeiras devido a cortes nas horas de trabalho, desemprego ou problemas em nossos relacionamentos -, nosso comportamento, muitas vezes, nega o que professamos. Agimos como aqueles que não esperam no Senhor.

Mas aqui estão as boas notícias: Deus quer nos ajudar e tem todo o poder no céu e na terra para fazer isso! Você e eu podemos confiar nele acima de tudo. Amém.

Pr Eric Bates
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 8 

Comentário em áudio 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ezequiel 6

Comentário devocional:

Aqueles que vivem em locais onde ídolos de ouro, pedra e madeira não são comuns não se sentem muito afetados por passagens bíblicas que falam sobre a idolatria de Israel. Mas, independentemente da nossa cultura, todos estamos familiarizados com a idolatria de um tipo ou outro. 

Nossos ídolos não são encontrados mais em torno de postes ídolos sagrados ou em lugares altos. Nossos ídolos, hoje, giram em torno de dinheiro, relacionamentos, entretenimento ou o nosso próprio conforto pessoal.

Podemos dar mais valor ao que as pessoas pensam de nós do que o que Deus pensa de nós. O nosso valor pessoal pode vir de nosso sucesso no local de trabalho ou do desempenho dos nossos filhos, em vez do resgate pago por Cristo em nosso lugar.

Podemos buscar conforto em alimentos, medicamentos, programas de televisão ou em um smartphone ou tablet, em vez de ao pé da cruz.

Enquanto nossas vidas aparentemente vão bem, como um motor bem regulado, estamos contentes. Mas quando as coisas começam a ir mal, nos voltamos para nossos ídolos para nos sentirmos melhor. Se formos realmente honestos conosco mesmos, não há muita diferença entre o Israel daquela época e nós, hoje.

Assim, quando lemos sobre o juízo de Deus contra Israel por um pecado similar ao que frequentemente cometemos, podemos facilmente nos desanimar ou ficar com medo. Deus é fiel à Sua promessa de disciplinar e julgar aqueles que se afastam Dele e adoram ídolos. Esta é uma maneira de Deus nos alertar, porque não quer que venhamos a nos perder.

Este lembretes de Deus em Ezequiel podem nos encher de culpa e vergonha, mas a questão mais importante é: O que nós, você e eu, faremos com a nossa culpa e vergonha? Você pode resistir a Deus e continuar em seu pecado ou você pode se arrepender e se afastar de seus pecados e ser impelido pelo Espírito Santo de volta à reconciliação com Deus.
Deus diz a Israel: "Mas pouparei alguns; alguns de vocês escaparão da espada quando forem espalhados entre as terras e nações. Ali, nas nações para onde vocês tiverem sido levados cativos, aqueles que escaparem se lembrarão de mim" (Ezequiel 6:8-9).

Assim como Deus é fiel para trazer disciplina e julgamento, Ele é fiel também para estabelecer um povo convertido, um remanescente restaurado. Este remanescente é composto de pessoas que estão conscientes do seu pecado, mas em vez de evitar a sua culpa, em vez de se esconder de Deus, ou buscar a paz através de outros meios, buscam a Jesus, a Água da Vida. Você vai buscá-lo hoje?

Deus é fiel. Sim, Ele é fiel para trazer um fim a toda a maldade, e Ele é fiel para trazer libertação real a Seu remanescente. Isso é uma ótima notícia! Amém.

Pr. Eric Bates
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 6 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Jeremias 50

Comentário devocional:

Os capítulos 50 e 51 de Jeremias são uma profecia contra o Império Caldeu Babilônico. Os caldeus eram os descendentes de Quésede, filho de Naor (irmão de Abraão) e Milca (Gênesis 22:22). Eles viviam inicialmente em Ur dos Caldeus e mais tarde de mudaram para o sul, conquistaram a cidade de Babilônia e fizeram dela sua capital. 

Curiosamente, tanto os babilônios como os israelitas eram descendentes de Eber (Gênesis 10:25) e eram também chamados de "Ibri", "hebreus" (Eber, terminando com i). O Deus da Bíblia é "o Deus dos hebreus" (Gn 14:13; Êxodo 3:18).

A palavra "caldeus" veio do grego chaldaioi. Eles falavam o aramaico que Daniel teve que aprender durante o cativeiro e que Esdras e Neemias falaram quando voltaram para casa na Palestina. 

Na época de Abraão, havia poucos crentes no Deus dos hebreus. Algumas gerações mais tarde, no tempo de Jó, os caldeus saquearam os bens de Jó (Jó 1:17). Eles conquistaram a terra da Mesopotâmia, e fizeram da antiga cidade de Babilônia a sua capital. Eles adotaram a religião da Babilônia e adoraram ao deus "Marduque" (Jeremias 50:2, NVI).

Há uma história interessante sobre o nome da cidade de Babilônia. Quando os sumérios construíram torres e cidades, eles deram a uma cidade que tinha uma torre feita de tijolos o nome de Ka-dingirra que significa "porta de Deus". Mais tarde, os acádios que conquistaram esta cidade a chamaram de Bab-ili, que também significa "porta de deus". Após a confusão da linguagem, esta cidade foi chamada de Babel "porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra" (Gênesis 11:9, NVI). 

O retorno de Israel do exílio babilônico (v. 4) foi profetizado para acontecer após o Império Babilônico cair, conquistado pelos medos e persas. 

Na Bíblia Jeremias usa o nome "Babilônia" mais do que qualquer outra pessoa. Ele fala em nome do Senhor: "Preparei uma armadilha para você, ó Babilônia, e você foi apanhada antes de percebê-lo; você foi achada e capturada porque se opôs ao Senhor" (Jer. 50:24, NVI).

"Babilônia foi conquistada” (v. 2 NVI). Isaías também profetizou a respeito: "Caiu! A Babilônia caiu!" (Isaías 21:9 NVI).  As razões para a queda da antiga Babilônia foi a sua adoração de ídolos (v. 2) e o orgulho acerca do seu poder. A cidade cairia “porque ela desafiou o Senhor, o Santo de Israel” (v. 29 NVI). A profecia de sua queda é repetida no Novo Testamento: "Caiu! Caiu a grande Babilônia!" (Apocalipse 18:2, NVI). A grande Babilônia também caiu pelos mesmos motivos: falsa adoração e orgulho.

Querido Deus, afasta de mim qualquer resquício de orgulho e apego a falsos deuses. Que a minha confiança e a minha alegria estejam somente em Ti. Amém

Yoshitaka Kobayashi
Japão


http://reavivadosporsuapalavra.org/

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/50/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Jeremias 50 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Jeremias 49

Comentário devocional:

O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.

A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa "Rei Divino." No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13).  Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.

A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).

A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta "cidade da alegria" (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.

A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades. 

A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.

Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas - individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 49 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Jeremias 48

Comentário devocional:

Este capítulo é uma profecia contra os moabitas, que eram os descendentes de Ló (Gên 19:37). Pedro o chama de "justo Ló" (2 Ped 2:7). Os moabitas viveram inicialmente no sudeste da Transjordânia e ocuparam a cidade de Ar, que estava no lado leste do Mar Morto (Deut 2:9).

Quando os israelitas quiseram ir para a terra de Canaã, os moabitas não lhes permitiram passar por suas terras. No entanto, Deus não permitiu que os israelitas lutassem contra os moabitas porque eles eram seus parentes (Deut 2:19).

Antes do tempo de Moisés, os moabitas adoravam o ídolo Quemos. Por causa disso Deus permitiu que os amorreus viessem e tomassem parte de suas terras (Núm 21:26). Mais tarde, no tempo de Moisés, Balaque, rei de Moabe, pediu a Balaão que amaldiçoasse Israel. Isto aconteceu quando os moabitas adoravam Baal-Peor e levaram os homens de Israel a fazer o mesmo (Núm 25:1-3).

Nos dias em que Jorão, o filho de Acabe, era o rei de Israel, Mesa, rei de Moabe se voltou contra Israel. Seu deus era Camos, e ele mesmo ofereceu seu filho a este deus em holocausto (2 Rs 3:27). Na guerra que se seguiu, Mesa, recusou-se a render-se a Israel. Então, Israel continuou a lutar contra os moabitas, e estes estavam em vias de serem exterminados. Foi quando Deus interveio, interrompendo a luta e permitindo que o remanescente dos moabitas retornasse para casa. 

Aparentemente, não havia ainda chegado o momento para Deus exterminar os moabitas, mesmo sendo eles adoradores de ídolos, pois o Senhor queria que eles se arrependessem e voltassem para Ele.

No entanto, algumas cidades moabitas deveriam ser destruídas porque: (1) eles ainda adoravam o deus Camos (Jer 48:13); (2) Gabavam-se contra o Deus de Israel e escarneciam de Judá (v. 27, 29, 42); (3) diziam que o reino de Judá não era diferente de todas as outras nações, porque Judá havia sido destruída pelos babilônios (Ez 25:8), e (4) eles amaldiçoavam o povo de Judá e violavam suas fronteiras de Judá ( Sof 2:8).

A mensagem de destruição de Deus para Moabe era condicional. Ele enviou esta mensagem aos moabitas através de Jeremias para que eles se arrependessem e retornassem para o Senhor. Se os moabitas tivessem se arrependido, Deus os teria libertado da prisão espiritual da adoração de ídolos e restaurado (v. 47).

Muito antes dessa profecia por Jeremias, Rute, uma mulher moabita, creu em Deus, através da influência da vida piedosa de Noemi. Que possamos ser como Noemi e através da nossa vida piedosa influenciar os nossos vizinhos a crerem em Deus e serem fiéis a Ele como aconteceu com sua nora Rute. 

Yoshitaka Kobayashi
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/48/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 48