Comentário devocional:
Em 1 João 5 o apóstolo retoma muitos de seus temas favoritos ao apresentar seus argumentos finais contra os perturbadores mentirosos "sem pecado". A primeira metade do capítulo levanta a questão da Trindade novamente tendo em vista a negação de que Jesus é o Cristo divino. As pessoas que negam a Jesus não têm a vida eterna, porque "essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida" (5:11, 12). Uma das grandes tentações ao longo da história da igreja tem sido a de fazer de Jesus ou totalmente humano ou totalmente divino ao invés de aceitá-Lo como a pessoa absolutamente única que Ele é. É o fato de que Ele é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino que lhe possibilita ser o Salvador do mundo (ver Heb. 1, 2).
Um segundo tema levantado na primeira metade do capítulo 5 é uma visão adicional sobre a relação entre o amor e os mandamentos de Deus. Aqui encontramos uma das mais importantes contribuições de João à compreensão cristã a respeito de como viver responsavelmente. Diariamente devemos refletir sobre esse tema à medida que procuramos determinar o que significa ser um cristão, o que significa desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo.
A segunda metade do capítulo destaca novamente o problema com o qual o livro começou: o pecado e suas implicações. Mas aqui o apóstolo enfatiza a diferença entre "pecado que leva à morte" e "pecado que não leva à morte" (5:17 NVI). "Toda injustiça é pecado", ele afirma, "mas há pecado que não leva à morte" (5:17 NVI). E que pecados são esses que não levam à morte? Os que são confessados (1:9). Deus ouve nossas penitentes orações e as responde (5:14, 15). Tais pessoas não vivem vidas em rebelião, porque são nascidos de Deus (5:18; cf. 3:6, 9, à luz de 3:4).
E o que 1 João significa para a minha vida? Que eu devo ser honesto comigo e com Deus sobre mim mesmo e minhas faltas; que eu tenha por certo que Jesus é o Cristo plenamente divino; que eu deixe Deus aperfeiçoar Seu caráter de amor em mim enquanto me relaciono com meus companheiros membros da igreja e com o mundo ao meu redor. Isso é o que João chama de "vida eterna" (1:2; 2:25; 3:15; 5:11, 13, 20).
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/5/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 5
Comentário em áudio
Plano mundial de Reavivamento e Reforma, pela leitura devocional de um capítulo da Bíblia por dia. De abril de 2012 a julho de 2015.
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
I João 5
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sábado, 20 de junho de 2015
I João 1 - Comentários Selecionados
1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como "o que'', é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.
Com respeito ao Verbo. Ou, "sobre a Palavra". O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da "palavra" (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.
2 A vida eterna. A associação de "vida" com "eterna" se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.
E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.
4 Completa. Ou, "plena". Jesus tinha expressado a mesma razão para falar "estas coisas'' aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.
5 Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como "luz eterna" (Is 60:19, 20) e "que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver" (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.
6 Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.
8 A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.
9 Purificar. Ou "limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.
10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada
de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697
I João 1
Comentário devocional:
Cada membro da igreja é diferente, alguns são simplesmente problemáticos.
Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos. Houve alguns membros em sua congregação que afirmavam serem membros da igreja em situação regular, embora andando "nas trevas". Eles estavam - o apóstolo afirma - vivendo uma mentira (v. 6).
O problema deles parece ter múltiplas facetas, porém temos um vislumbre do problema principal no verso 7, que indica que eles não estavam vivendo em harmonia com o resto da congregação. Descobrimos, no próximo versículo, que eles estariam reivindicando viver sem pecado.
João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele simplesmente os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que "todos pecaram" (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.
A boa notícia em relação à reivindicação dos "sem pecado" é que ela deu a João uma oportunidade para expor o evangelho do perdão. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (verso 9 NVI).
Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações muito ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 1
Comentário em áudio
Cada membro da igreja é diferente, alguns são simplesmente problemáticos.
Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos. Houve alguns membros em sua congregação que afirmavam serem membros da igreja em situação regular, embora andando "nas trevas". Eles estavam - o apóstolo afirma - vivendo uma mentira (v. 6).
O problema deles parece ter múltiplas facetas, porém temos um vislumbre do problema principal no verso 7, que indica que eles não estavam vivendo em harmonia com o resto da congregação. Descobrimos, no próximo versículo, que eles estariam reivindicando viver sem pecado.
João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele simplesmente os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que "todos pecaram" (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.
A boa notícia em relação à reivindicação dos "sem pecado" é que ela deu a João uma oportunidade para expor o evangelho do perdão. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (verso 9 NVI).
Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações muito ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 1
Comentário em áudio
segunda-feira, 15 de junho de 2015
I Pedro 4
Comentário devocional:
Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, a exemplo d'Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.
Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma "segunda oportunidade" de ouvir o evangelho.
Como "o fim de todas as coisas está próximo" (v. 7), Pedro aconselha os crentes a serem sóbrios (auto-controlados), vigilantes, e acima de tudo, caridosos. Ao invés de magnificar as faltas e falhas de cada um, Pedro incentiva um espírito de perdão e amor fraternal (v. 8). Seguindo este pensamento, muito provavelmente o incentivo de Pedro à hospitalidade no versículo seguinte (v.9) seja um estímulo para que os membros da igreja atinjam um doce espírito de comunhão, tanto para com os irmãos da igreja como para com os visitantes e desconhecidos!
Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel Criador, o "Pastor das nossas almas" (I Ped 2:25).
Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 4
Comentário em áudio
Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, a exemplo d'Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.
Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma "segunda oportunidade" de ouvir o evangelho.
Como "o fim de todas as coisas está próximo" (v. 7), Pedro aconselha os crentes a serem sóbrios (auto-controlados), vigilantes, e acima de tudo, caridosos. Ao invés de magnificar as faltas e falhas de cada um, Pedro incentiva um espírito de perdão e amor fraternal (v. 8). Seguindo este pensamento, muito provavelmente o incentivo de Pedro à hospitalidade no versículo seguinte (v.9) seja um estímulo para que os membros da igreja atinjam um doce espírito de comunhão, tanto para com os irmãos da igreja como para com os visitantes e desconhecidos!
Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel Criador, o "Pastor das nossas almas" (I Ped 2:25).
Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 4
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sábado, 30 de maio de 2015
Hebreus 6
Comentário devocional:
De todos os capítulos de Hebreus, esse é o que provavelmente mais tem causado consternação entre os cristãos. É realmente possível que uma pessoa possa ir além da graça de Deus? Existem pessoas que Deus realmente não pode perdoar? Sim, este capítulo diz que é possível.
Nos versos 1-3 o apóstolo diz que seus leitores precisam avançar em seu conhecimento do evangelho. Eles precisam comer o alimento espiritual dos adultos. Sua recusa em fazê-lo não só interrompe o crescimento, mas também pode levar à morte de sua relação com Cristo. Os versos 4-6 argumentam que o problema não é a possibilidade de haver um pecado grande demais para ser perdoado (pois o sangue de Jesus pode cobrir qualquer pecado, I João 1:7), mas que uma vez que o dom de Deus tenha sido apreciado e, em seguida, rejeitado, a pessoa assim neutraliza os meios que Deus usa para sua salvação. Na verdade, nesse caso possuir dons do Espírito pode causar mais distanciamento de Deus (vs. 7-8).
Felizmente, esse não é o caso da audiência da carta. Eles estão no caminho para a salvação. Eles precisam, no entanto, fazer duas coisas: (1) manter sua esperança até o fim e (2) ter paciência e perseverança (vv 9-12).
No resto do capítulo, o autor explica como realizar essas duas coisas. Os versos 13-15 descrevem Abraão como um exemplo de perseverança a imitar e os vs. 16-20 apresentam Jesus como a âncora firme da esperança do crente. Deus jurou a Abraão que através de sua descendência iria abençoar todas as famílias da terra (isto é, você e eu). Ao entronizar Jesus à Sua mão direita, Deus começou a cumprir Sua promessa a Abraão. É impossível que Ele esqueça do Seu juramento.
Jesus é a âncora de nossa alma!
Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/6/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 6
Comentário em áudio
De todos os capítulos de Hebreus, esse é o que provavelmente mais tem causado consternação entre os cristãos. É realmente possível que uma pessoa possa ir além da graça de Deus? Existem pessoas que Deus realmente não pode perdoar? Sim, este capítulo diz que é possível.
Nos versos 1-3 o apóstolo diz que seus leitores precisam avançar em seu conhecimento do evangelho. Eles precisam comer o alimento espiritual dos adultos. Sua recusa em fazê-lo não só interrompe o crescimento, mas também pode levar à morte de sua relação com Cristo. Os versos 4-6 argumentam que o problema não é a possibilidade de haver um pecado grande demais para ser perdoado (pois o sangue de Jesus pode cobrir qualquer pecado, I João 1:7), mas que uma vez que o dom de Deus tenha sido apreciado e, em seguida, rejeitado, a pessoa assim neutraliza os meios que Deus usa para sua salvação. Na verdade, nesse caso possuir dons do Espírito pode causar mais distanciamento de Deus (vs. 7-8).
Felizmente, esse não é o caso da audiência da carta. Eles estão no caminho para a salvação. Eles precisam, no entanto, fazer duas coisas: (1) manter sua esperança até o fim e (2) ter paciência e perseverança (vv 9-12).
No resto do capítulo, o autor explica como realizar essas duas coisas. Os versos 13-15 descrevem Abraão como um exemplo de perseverança a imitar e os vs. 16-20 apresentam Jesus como a âncora firme da esperança do crente. Deus jurou a Abraão que através de sua descendência iria abençoar todas as famílias da terra (isto é, você e eu). Ao entronizar Jesus à Sua mão direita, Deus começou a cumprir Sua promessa a Abraão. É impossível que Ele esqueça do Seu juramento.
Jesus é a âncora de nossa alma!
Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/6/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 6
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domingo, 24 de maio de 2015
Filemon
Comentário devocional:
O livro de Filemom é transformador. Esta breve carta de 25 versos pode ser resumida no que pode ser chamado de Princípio de Filemon: "Faça as pazes com Deus e com os outros e faça-o agora".
Filemom é a mais curta das cartas de Paulo e foi escrita de dentro de uma prisão romana (cerca 60 d.C.). Ela desafia dramaticamente Filemom a perdoar seu escravo fugitivo Onésimo. O apelo de Paulo tornou-se mais complicado, pois Onésimo tinha aparentemente roubado objetos de valor quando fugiu (v. 18). Onésimo encontrou Paulo em Roma e foi convertido por ele. Onésimo se arrepende de seus erros. Então Paulo e Onésimo desenvolvem uma estratégia elegante e ética para resolver de forma correta a questão.
Onésimo decide voltar voluntariamente para Colossos com um companheiro de nome Tíquico, levando consigo a carta pessoal para Filemom (Cl 4:7-9). A intenção da carta é apelar para Filemom que se reconcilie com Onésimo, lançando, assim, as bases para o retorno dele para Paulo, presumivelmente livre. Como a carta foi concebida também para ser lida à igreja de Colossos, Paulo praticamente demonstra as relações do perdão que os cristãos devem ter uns com os outros como reflexo do perdão de Deus. Da mesma forma, na mesma carta, embora de forma implícita, Paulo fornece uma base racional para a insustentabilidade da escravidão em um contexto cristão.
Embora a palavra perdão nunca seja mencionada em Filemom, ela está claramente implícita. O livro é envolto por poderosos princípios e é um estudo de caso sobre o tema do perdão. Ele também descreve o modo como o ofensor e o ofendido devem estar relacionados com as questões da restauração e restituição. Cada um dos princípios teológicos implícitos é amparado por uma chamada à ação: o Princípio Filemom.
O Princípio Filemon resulta em mudança de vida tanto agora quanto naquela época.
Delbert W. Baker
Vice-Presidente, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/phm/1/
Texto traduzido por: JAQ/GASQ
Texto Bíblico: Filemon
Comentário em áudio
O livro de Filemom é transformador. Esta breve carta de 25 versos pode ser resumida no que pode ser chamado de Princípio de Filemon: "Faça as pazes com Deus e com os outros e faça-o agora".
Filemom é a mais curta das cartas de Paulo e foi escrita de dentro de uma prisão romana (cerca 60 d.C.). Ela desafia dramaticamente Filemom a perdoar seu escravo fugitivo Onésimo. O apelo de Paulo tornou-se mais complicado, pois Onésimo tinha aparentemente roubado objetos de valor quando fugiu (v. 18). Onésimo encontrou Paulo em Roma e foi convertido por ele. Onésimo se arrepende de seus erros. Então Paulo e Onésimo desenvolvem uma estratégia elegante e ética para resolver de forma correta a questão.
Onésimo decide voltar voluntariamente para Colossos com um companheiro de nome Tíquico, levando consigo a carta pessoal para Filemom (Cl 4:7-9). A intenção da carta é apelar para Filemom que se reconcilie com Onésimo, lançando, assim, as bases para o retorno dele para Paulo, presumivelmente livre. Como a carta foi concebida também para ser lida à igreja de Colossos, Paulo praticamente demonstra as relações do perdão que os cristãos devem ter uns com os outros como reflexo do perdão de Deus. Da mesma forma, na mesma carta, embora de forma implícita, Paulo fornece uma base racional para a insustentabilidade da escravidão em um contexto cristão.
Embora a palavra perdão nunca seja mencionada em Filemom, ela está claramente implícita. O livro é envolto por poderosos princípios e é um estudo de caso sobre o tema do perdão. Ele também descreve o modo como o ofensor e o ofendido devem estar relacionados com as questões da restauração e restituição. Cada um dos princípios teológicos implícitos é amparado por uma chamada à ação: o Princípio Filemom.
O Princípio Filemon resulta em mudança de vida tanto agora quanto naquela época.
Delbert W. Baker
Vice-Presidente, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/phm/1/
Texto traduzido por: JAQ/GASQ
Texto Bíblico: Filemon
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sexta-feira, 1 de maio de 2015
Colossenses 3 - Comentários Selecionados
1 Buscai. Isto é, formar o hábito de buscar, como indica o grego (Mt 6:33). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia,
vol. 7, p. 205.
4 Cristo, que é nossa vida. Jesus não é apenas o autor da vida cristã e o objetivo final dos esforços humanos; Ele também é a fonte diária de força e orientação para os filhos e filhas de Deus e a garantia da vida futura imortal. A vida do cristão é inseparável de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 206.
10 Que se refaz. Melhor, "que está sendo renovado", a forma grega da palavra indica um processo contínuo. A palavra traduzida como "renovada" enfatiza novidade em qualidade. A imagem se refere ao desenvolvimento gradual no pleno conhecimento de Deus. O crescimento é o produto e a evidência na vida natural e na espiritual. O poder do Doador da vida é o único meio de se manter o crescimento. CBASD, vol. 7, p. 207.
13 Perdoai-vos mutuamente. No relacionamento entre cristãos não deve ser habitual apenas a longanimidade ou domínio próprio em palavras ou ações, mas também deve ser normal desconsiderar interiormente as faltas, os erros ou a fraqueza dos outros. Isso é perdão verdadeiro. CBASD, vol. 7, p. 208.
15 Sede agradecidos. Ser agradecido é um dever cristão. A gratidão a Deus pode ser assemelhada ao solo em que floresce a tenra planta da paz. CBASD, vol. 7, p. 209.
17 Dando por Ele graças. O louvor deve acompanhar tudo o que o cristão pensa e faz. CBASD, vol. 7, p. 210.
22 Temendo ao Senhor. Ele é o mestre principal. Seus princípios impelem os cristãos por onde quer que andem a agir reconhecendo que o Senhor é o único a quem devem prestar contas. CBASD, vol. 7, p. 211.
25 Receberá. Paulo se refere ao juízo final, quando o mestre opressor e o escravo infiel receberão a recompensa pela conduta injusta. CBASD, vol. 7, p. 206.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Colossenses 2
Comentário devocional:
Quando me ajoelhei ao lado de José, senti grande simpatia por aquele jovem torturado. Ele estava sofrendo por mais de uma hora, conforme o espírito maligno que o possuía praguejava e ameaçava aqueles de nós que estavam orando. Agora José estava deitado no chão, imóvel, como se estivesse morto. Sua postura física refletia a sua condição espiritual.
"José", disse eu com a minha Bíblia aberta no chão à frente. "Colossenses capítulo 2 versículo 13 diz que mesmo que você esteja morto em seus pecados, Jesus lhe perdoará. No versículo 15 diz que Jesus desarmou os principados e potestades e triunfou sobre eles na cruz. Somente Jesus pode libertá-lo. Você acredita nisso, José?" Um instante depois a voz escura que estivera nos amaldiçoando gritou: "Eu sei disso há dois mil anos!"
José encontrou a liberdade naquele dia. Sua liberdade foi garantida dois mil anos atrás, quando Aquele que é a cabeça de todos os principados e potestades veio a esta terra em forma corpórea cheio de toda a plenitude da divindade (vs. 9-10). Ele veio para nos tornar vivos espiritualmente e para nos perdoar de todos os nossos pecados (v. 13). Por meio de Sua morte na cruz, Ele desarmou e venceu os poderes das trevas (v. 15). Não precisamos mais olhar para as sombras dos tipos e cerimônias do Antigo Testamento que apontavam para o Messias. Podemos agora olhar para a realidade que é o próprio Jesus Cristo (vs. 16-17).
Em Colossenses 2, o apóstolo Paulo deixa claro que todos tem o privilégio de crescer no conhecimento de Cristo. (vs.18-19). O único modo de encontrarmos a plenitude é através de um relacionamento com Jesus (v. 10). José acreditou nessas verdades poderosas e isso mudou o curso da vida dele. Essas verdades já mudaram o curso da sua vida?
Kenneth Norton
Estados Unidos
Texto bíblico: Colossenses 2
Comentários em áudio
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Efésios 4
Comentário devocional:
O apelo de Paulo é que façamos "todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz" (v. 3, NVI). Uma maneira de contribuirmos para isso é nos tornarmos partes ativas do corpo de Cristo (vs. 7-16). Cada membro é uma parte do corpo e deve contribuir para sua saúde (vs. 7, 16). E todos devem beneficiar-se do trabalho dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (v. 11). Estes, como ligamentos e tendões do corpo, têm uma função unificadora, ajudando-nos a crescer à semelhança de Cristo, que é a cabeça do corpo (vs. 13, 15).
Ao encaminhar-se para o apelo final para que os efésios "sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente" (v. 32, NVI), Paulo tem alguns pedidos bem específicos. Ele pede aos crentes que evitem a dureza de coração de quando ainda não eram cristãos (vs. 17-24) e que, em lugar da raiva e da linguagem grosseira, utilizem palavras que edifiquem as pessoas e comuniquem graça (vs. 25-31).
Este capítulo sobre a unidade é bastante fácil de se ler quando as coisas estão tranquilas. Porém é muito mais desafiador lê-lo quando estamos envolvidos em algum conflito. Mais importante ainda do que ler é praticar estes conselhos. Você está contribuindo para a unidade do corpo de Cristo?
John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/4/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Efésios 4
Comentários em áudio
O apelo de Paulo é que façamos "todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz" (v. 3, NVI). Uma maneira de contribuirmos para isso é nos tornarmos partes ativas do corpo de Cristo (vs. 7-16). Cada membro é uma parte do corpo e deve contribuir para sua saúde (vs. 7, 16). E todos devem beneficiar-se do trabalho dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (v. 11). Estes, como ligamentos e tendões do corpo, têm uma função unificadora, ajudando-nos a crescer à semelhança de Cristo, que é a cabeça do corpo (vs. 13, 15).
Ao encaminhar-se para o apelo final para que os efésios "sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente" (v. 32, NVI), Paulo tem alguns pedidos bem específicos. Ele pede aos crentes que evitem a dureza de coração de quando ainda não eram cristãos (vs. 17-24) e que, em lugar da raiva e da linguagem grosseira, utilizem palavras que edifiquem as pessoas e comuniquem graça (vs. 25-31).
Este capítulo sobre a unidade é bastante fácil de se ler quando as coisas estão tranquilas. Porém é muito mais desafiador lê-lo quando estamos envolvidos em algum conflito. Mais importante ainda do que ler é praticar estes conselhos. Você está contribuindo para a unidade do corpo de Cristo?
John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/4/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Efésios 4
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unidade
Efesios 4 - Comentários Selecionados
1 Rogo-vos, pois. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola, embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prática como aspectos separados da fé. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apresentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. Porém, nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos, devido à graça recebida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. A ênfase aqui é colocada mais nos efeitos do que nas causas da vida espiritual. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia,
vol. 6, p. 1132.
2 Suportando-vos. Do gr. apechõ, "sustentar". CBASD, vol. 6, p. 1133.
Em amor. A paciência somente se manifesta em um coração que ama. CBASD, vol. 6, p. 1133.
9 Regiões inferiores da terra. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra, no qual "Terra" está ligada a "regiões inferiores", ou a "inferno", para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao sepultamento de Cristo. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação. Por meio dessa experiência, Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz, familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana, inclusive com a morte. CBASD, vol. 6, p. 1134.
14 Agitados de um lado para outro. Literalmente, "atirados pelas ondas". A falta de firmeza, muitas vezes associada à juventude, não deve ser a característica do crente, mas a paciência, a resistência e a estabilidade. Os que sempre buscam algo novo e são atraídos por ideias sensacionalistas, colocam uma base frágil para a vida da igreja. Da mesma forma, a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. CBASD, vol. 6, p. 1136.
Vento de doutrina. Paulo não menospreza a doutrina ou a teologia, como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus, mas adverte contra a indecisão, incerteza e imprecisão que, com frequência, acompanham a reflexão teológica. Sem dúvida, ele também se refere à especulação ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. CBASD, vol. 6, p. 1136.
Artimanha. Literalmente, "jogo de dados". Os "ventos de doutrina" são projetados para enganar, como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro. Não é apenas uma questão de acaso, pois os dados estão viciados; o que parece ser ensino de Cristo, em realidade não o é. CBASD, vol. 6, p. 1136.
17 Vaidade. Do gr. mataiotes. A ideia não é de presunção, mas de objetivos frívolos e vazios. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo, sem esperança, e descuidadamente. CBASD, vol. 6, p. 1137.
22 O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos; inclui a própria mente e a natureza humana, de onde se originam os atos. O velho eu morre (Rm 6:6) e não deve reviver. CBASD, vol. 6, p. 1139.
25 Membros uns dos outros. A mentira tende a destruir a unidade da irmandade; o engano opõe um membro ao outro (ICo 12:15). Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser na base da absoluta confiança (Zc 8:16). CBASD, vol. 6, p. 1140.
26 Não pequeis. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal, vingança e perda de domínio próprio. Alguém comentou que "às vezes, fazemos bem em demonstrar ira, mas temos confundido essas vezes". CBASD, vol. 6, p. 1140.
Não se ponha o sol. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso da indignação. Embora deva sempre haver indignação contra o pecado, o ressentimento acalentado é destrutivo. CBASD, vol. 6, p. 1140.
29 A que for boa. Não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem obscena. Suas palavras devem cumprir um propósito útil. Jesus advertiu contra o uso de palavras ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). CBASD, vol. 6, p. 1141.
32 Perdoando. A bondade e a ternura são de pouco proveito, a menos que se expressem no espírito de perdão. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou polidez, se não estiver disposta a dar o passo do perdão. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude, é uma decidida atitude do coração e da mente. O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Mt 6:12; Lc 6:36). O perdão foi comprado a um preço infinito, porém, não custa nada ao pecador, exceto o sacrifício do orgulho pessoal de perdoar os outros. CBASD, vol. 6, p. 1142.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
II Corintios 2 - Comentarios Selecionados
1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia,
vol. 6, p. 918.
2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, ."deixar triste", "causar sofrimento". Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.
4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.
7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.
9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.
10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.
13 Não tive [...] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma "porta aberta". O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.
14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.
15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam "bom" e "perfume". A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.
16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.
17 Mercadejando. Literalmente, "vendedores", "mascates", "mercenários", "negociantes". A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar,
adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Atos 23
Comentário devocional:
Poderíamos dizer que o apóstolo Paulo cometeu três grandes erros diante do Sinédrio, erros dos quais ele mais tarde se arrependeu. O primeiro foi se dirigir a este importante conselho utilizando o termo "irmãos", em vez da saudação habitual, "autoridades do povo e anciãos de Israel." Ao chamá-los de "irmãos", Paulo colocou-se em pé de igualdade com esses líderes. Poderíamos desculpar esta abordagem por conta do anseio de Paulo de se relacionar com eles, uma vez que ele tinha sido membro deste mesmo corpo, antes de sua conversão. Evidentemente, essa saudação não funcionou como esperado. E ele foi atingido na boca por seu discurso desrespeitoso.
O segundo erro foi quando Paulo se defendeu vigorosamente perante o Sinédrio, acusando o sumo sacerdote de ser um sepulcro caiado de branco! A implicação era clara: o sumo sacerdote parecia limpo do lado de fora, mas estava cheio de impureza no interior. Essa não era a melhor maneira de Paulo obter apoio. Em seguida, ele pediu desculpas por falar assim acerca do sumo sacerdote, mas naquele momento Paulo provavelmente descobriu que tinha perdido a boa vontade do grupo.
Por fim, o apóstolo, conhecendo plenamente as amargas divisões teológicas entre os fariseus e os saduceus que compunham o Sinédrio, fez uma declaração a fim de ganhar alguns simpatizantes. Este pode ter sido o seu terceiro erro. Ele declarou-se um fariseu e um crente da ressurreição. Os saduceus não acreditavam no céu ou na ressurreição, no que os fariseus acreditavam com muito fervor. Instantaneamente, metade da multidão tomou seu lado, enquanto a outra metade tentou silenciá-lo.
Essa foi uma jogada inteligente, mas não seguiu o que Jesus fez sob as mesmas circunstâncias. Quando Jesus enfrentou Seu próprio julgamento perante o Sinédrio anos antes, Ellen White afirma que entre os fariseus e os saduceus existia amarga animosidade e controvérsia entre eles. "Com poucas palavras poderia Cristo haver despertado os preconceitos de uns contra os outros, e teria assim desviado de Si a ira deles" (O Desejado de Todas as Nações, p. 705). Em vez disso, o Salvador do mundo se manteve em silêncio e não se aproveitou da situação para salvar a si mesmo.
Ao meditar nessa história, eu concluí que este é um bom exemplo de que Jesus deve ser o nosso único modelo. Nem mesmo o grande apóstolo Paulo pode tomar Seu lugar. É em Jesus que devemos procurar orientação a cada passo da nossa caminhada cristã, e não em nossos irmãos, por mais que eles sejam muito fiéis a Deus.
Jesus perdoou os erros cometidos por Paulo naquele dia. Naquela mesma noite, Ele assegurou a Paulo que ele iria a Roma, apesar de tudo. Oh, que maravilhosa graça, a do nosso Senhor!
Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Atos 23
Comentário em áudio
Poderíamos dizer que o apóstolo Paulo cometeu três grandes erros diante do Sinédrio, erros dos quais ele mais tarde se arrependeu. O primeiro foi se dirigir a este importante conselho utilizando o termo "irmãos", em vez da saudação habitual, "autoridades do povo e anciãos de Israel." Ao chamá-los de "irmãos", Paulo colocou-se em pé de igualdade com esses líderes. Poderíamos desculpar esta abordagem por conta do anseio de Paulo de se relacionar com eles, uma vez que ele tinha sido membro deste mesmo corpo, antes de sua conversão. Evidentemente, essa saudação não funcionou como esperado. E ele foi atingido na boca por seu discurso desrespeitoso.
O segundo erro foi quando Paulo se defendeu vigorosamente perante o Sinédrio, acusando o sumo sacerdote de ser um sepulcro caiado de branco! A implicação era clara: o sumo sacerdote parecia limpo do lado de fora, mas estava cheio de impureza no interior. Essa não era a melhor maneira de Paulo obter apoio. Em seguida, ele pediu desculpas por falar assim acerca do sumo sacerdote, mas naquele momento Paulo provavelmente descobriu que tinha perdido a boa vontade do grupo.
Por fim, o apóstolo, conhecendo plenamente as amargas divisões teológicas entre os fariseus e os saduceus que compunham o Sinédrio, fez uma declaração a fim de ganhar alguns simpatizantes. Este pode ter sido o seu terceiro erro. Ele declarou-se um fariseu e um crente da ressurreição. Os saduceus não acreditavam no céu ou na ressurreição, no que os fariseus acreditavam com muito fervor. Instantaneamente, metade da multidão tomou seu lado, enquanto a outra metade tentou silenciá-lo.
Essa foi uma jogada inteligente, mas não seguiu o que Jesus fez sob as mesmas circunstâncias. Quando Jesus enfrentou Seu próprio julgamento perante o Sinédrio anos antes, Ellen White afirma que entre os fariseus e os saduceus existia amarga animosidade e controvérsia entre eles. "Com poucas palavras poderia Cristo haver despertado os preconceitos de uns contra os outros, e teria assim desviado de Si a ira deles" (O Desejado de Todas as Nações, p. 705). Em vez disso, o Salvador do mundo se manteve em silêncio e não se aproveitou da situação para salvar a si mesmo.
Ao meditar nessa história, eu concluí que este é um bom exemplo de que Jesus deve ser o nosso único modelo. Nem mesmo o grande apóstolo Paulo pode tomar Seu lugar. É em Jesus que devemos procurar orientação a cada passo da nossa caminhada cristã, e não em nossos irmãos, por mais que eles sejam muito fiéis a Deus.
Jesus perdoou os erros cometidos por Paulo naquele dia. Naquela mesma noite, Ele assegurou a Paulo que ele iria a Roma, apesar de tudo. Oh, que maravilhosa graça, a do nosso Senhor!
Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Atos 23
Comentário em áudio
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Atos 7 - Comentários Selecionados
1 Porventura, é isto assim? A pergunta do sumo sacerdote serviu para interromper a perplexidade dos observadores ao contemplarem a face de Estevão, mas era a forma padrão de dar inicio a um julgamento formal. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 192.
2 Estevão respondeu. A resposta de Estevão foi uma declaração de fé. Era também uma denúncia aos acusadores. CBASD, vol. 6, p. 192.
3 Sai. Estevão cita Gênesis 12:1. CBASD, vol. 6, p. 192.
9 Invejosos. O registro diz que seus irmãos "odiaram-no" (Gn 37:4, 5) e "lhe tinham ciúmes". Este é o primeiro passo no argumento de Estevão de que os mensageiros de Deus sempre sofreram oposição daqueles que eram representantes da nação hebraica em cada época. CBASD, vol. 6, p. 193.
25 Cuidava. Ou, "estava supondo". Ele tinha certeza de que os hebreus entenderiam seu ato e seus motivos. Logo se desiludiu. O vislumbre do que se passou na mente de Moisés não é extraído do AT, mas pode ter sido revelado a Estevão pelo Espírito Santo. O orador também podia estar sugerindo uma comparação entre Moisés e Jesus, uma vez que ambos foram rejeitados pelo povo que queriam ajudar. CBASD, vol. 6, p. 196.
Não compreenderam. Expressão sucinta, mas eficaz, em destacar a estupidez do povo. Com frequência, o povo de Deus não entende, nem está preparado para os atos divinos de livramento (a atitude dos judeus em relação a Cristo, Jo 1:11). CBASD, vol. 6, p. 196.
37 Um profeta. Estevão, como Pedro (At 3:22), se refere à profecia de Deuteronômio 18:15 a 18. Assim como Pedro, ele entende que ela se cumpriu em Jesus. Ele pretendia confrontar o Sinédrio com este Profeta na pessoa de Jesus, a quem eles crucificaram. CBASD, vol. 6, p. 197.
49 O céu é o Meu trono. Isaías afirma que o Altíssimo não pode se confinar a limitações humanas, mas habita com aquele que é "aflito e abatido de espírito". Estas palavras eram uma repreensão aos judeus que as ouviram. O apelo velado de Estevão era para que aceitassem o Ser Divino que andara entre eles com tanta humildade e lhes demonstrara o caráter amoroso do Pai celestial. CBASD, vol. 6, p. 200.
51 Homens de dura cerviz. Sem dúvida, a mudança súbita no discurso de Estevão se deveu à agitação crescente do Sinédrio e ao ressentimento que suas palavras despertaram. Ao que tudo indica, ele percebeu que seu fim estava próximo e que nada mais que ele dissesse mudaria a questão. CBASD, vol. 6, p. 200.
52 Traidores e assassinos. Ao ler no rosto de seus acusadores o destino que logo lhe sobreviria, Estevão os lembrou de suas ações passadas contra Cristo. CBASD, vol. 6, p. 201.
53 Não aguardastes. Estas palavras são proferidas em contraste com a expressão "recebestes a lei", e devem ter sido um golpe a quem as ouviu. Eles não guardavam a letra da lei nem sua intenção. A lei, entregue por intermédio de anjos, poderia ter sido a glória deles, mas a perversão dela gerou vergonha e destruição. CBASD, vol. 6, p. 201.
55 No céu. Estêvão viu "os céus abertos". Nenhum dos observadores viu aquela glória do Céu, e a declaração de Estêvão parecia agravar sua culpa. Mas somente os profetas seriam capazes de dizer se o que viram foi com a percepção espiritual ou por meio da visão física. CBASD, vol. 6, p. 201.
58 E [•••] o apedrejaram. Literalmente, "o estavam apedrejando", como se a execução continuasse à medida que o mártir orava. O apedrejamento era a pena para a blasfêmia segundo a lei mosaica. Todavia, por mais que o Sinédrio estivesse seguindo de perto essa lei, eles não tinham direito de tirar a vida de alguém sob o domínio romano. CBASD, vol. 6, p. 202.
59 Invocava. A oração mostra Estevão invocando ao Senhor Jesus, a quem ele acabara de ver em pé, à direita de Deus. CBASD, vol. 6, p. 202.
60 Não lhes imputes este pecado! Estevão não podia fazer muito pelos pecados anteriores daqueles que o perseguiram, mas podia pedir perdão pela transgressão presente. Ao rogar por eles, revelou que adquirira por completo o espírito de perdão que havia caracterizado seu Mestre. CBASD, vol. 6, p. 203.
Adormeceu. Ao encerrar o relato do ministério do mártir, Lucas preserva a atmosfera santa em sua palavra final: "adormeceu". A batalha terminou e a vitoria foi conquistada. O fiel guerreiro de Deus deixa o tumulto e adormece tranquilamente até o dia da ressurreição. Os capítulos seguintes revelam que sua morte não foi em vão. CBASD, vol. 6, p. 203.
Compilação: Tatiana W
2 Estevão respondeu. A resposta de Estevão foi uma declaração de fé. Era também uma denúncia aos acusadores. CBASD, vol. 6, p. 192.
3 Sai. Estevão cita Gênesis 12:1. CBASD, vol. 6, p. 192.
9 Invejosos. O registro diz que seus irmãos "odiaram-no" (Gn 37:4, 5) e "lhe tinham ciúmes". Este é o primeiro passo no argumento de Estevão de que os mensageiros de Deus sempre sofreram oposição daqueles que eram representantes da nação hebraica em cada época. CBASD, vol. 6, p. 193.
25 Cuidava. Ou, "estava supondo". Ele tinha certeza de que os hebreus entenderiam seu ato e seus motivos. Logo se desiludiu. O vislumbre do que se passou na mente de Moisés não é extraído do AT, mas pode ter sido revelado a Estevão pelo Espírito Santo. O orador também podia estar sugerindo uma comparação entre Moisés e Jesus, uma vez que ambos foram rejeitados pelo povo que queriam ajudar. CBASD, vol. 6, p. 196.
Não compreenderam. Expressão sucinta, mas eficaz, em destacar a estupidez do povo. Com frequência, o povo de Deus não entende, nem está preparado para os atos divinos de livramento (a atitude dos judeus em relação a Cristo, Jo 1:11). CBASD, vol. 6, p. 196.
37 Um profeta. Estevão, como Pedro (At 3:22), se refere à profecia de Deuteronômio 18:15 a 18. Assim como Pedro, ele entende que ela se cumpriu em Jesus. Ele pretendia confrontar o Sinédrio com este Profeta na pessoa de Jesus, a quem eles crucificaram. CBASD, vol. 6, p. 197.
49 O céu é o Meu trono. Isaías afirma que o Altíssimo não pode se confinar a limitações humanas, mas habita com aquele que é "aflito e abatido de espírito". Estas palavras eram uma repreensão aos judeus que as ouviram. O apelo velado de Estevão era para que aceitassem o Ser Divino que andara entre eles com tanta humildade e lhes demonstrara o caráter amoroso do Pai celestial. CBASD, vol. 6, p. 200.
51 Homens de dura cerviz. Sem dúvida, a mudança súbita no discurso de Estevão se deveu à agitação crescente do Sinédrio e ao ressentimento que suas palavras despertaram. Ao que tudo indica, ele percebeu que seu fim estava próximo e que nada mais que ele dissesse mudaria a questão. CBASD, vol. 6, p. 200.
52 Traidores e assassinos. Ao ler no rosto de seus acusadores o destino que logo lhe sobreviria, Estevão os lembrou de suas ações passadas contra Cristo. CBASD, vol. 6, p. 201.
53 Não aguardastes. Estas palavras são proferidas em contraste com a expressão "recebestes a lei", e devem ter sido um golpe a quem as ouviu. Eles não guardavam a letra da lei nem sua intenção. A lei, entregue por intermédio de anjos, poderia ter sido a glória deles, mas a perversão dela gerou vergonha e destruição. CBASD, vol. 6, p. 201.
55 No céu. Estêvão viu "os céus abertos". Nenhum dos observadores viu aquela glória do Céu, e a declaração de Estêvão parecia agravar sua culpa. Mas somente os profetas seriam capazes de dizer se o que viram foi com a percepção espiritual ou por meio da visão física. CBASD, vol. 6, p. 201.
58 E [•••] o apedrejaram. Literalmente, "o estavam apedrejando", como se a execução continuasse à medida que o mártir orava. O apedrejamento era a pena para a blasfêmia segundo a lei mosaica. Todavia, por mais que o Sinédrio estivesse seguindo de perto essa lei, eles não tinham direito de tirar a vida de alguém sob o domínio romano. CBASD, vol. 6, p. 202.
59 Invocava. A oração mostra Estevão invocando ao Senhor Jesus, a quem ele acabara de ver em pé, à direita de Deus. CBASD, vol. 6, p. 202.
60 Não lhes imputes este pecado! Estevão não podia fazer muito pelos pecados anteriores daqueles que o perseguiram, mas podia pedir perdão pela transgressão presente. Ao rogar por eles, revelou que adquirira por completo o espírito de perdão que havia caracterizado seu Mestre. CBASD, vol. 6, p. 203.
Adormeceu. Ao encerrar o relato do ministério do mártir, Lucas preserva a atmosfera santa em sua palavra final: "adormeceu". A batalha terminou e a vitoria foi conquistada. O fiel guerreiro de Deus deixa o tumulto e adormece tranquilamente até o dia da ressurreição. Os capítulos seguintes revelam que sua morte não foi em vão. CBASD, vol. 6, p. 203.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
João 5
Comentário devocional:
Nossa leitura de hoje nos leva a Jerusalém, junto à piscina da Porta das Ovelhas, chamada em hebraico Betesda, que significa "casa de misericórdia". Dezenas de pessoas doentes, motivadas por uma crença comum no poder sobrenatural encontrado em determinados momentos na água, se reuniam por uma chance de ser curado de suas enfermidades.
Os outros Evangelhos não apresentam esta história, limitando-se principalmente nos milagres que aconteceram na Galileia, enquanto João se foca mais nos acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Jesus está envolvido aqui exatamente no que Ele anunciou na sinagoga de Nazaré, ao ler o livro do profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lc 4:18-19 NVI).
Sendo um inválido por 38 anos de vida sob o jugo de uma doença debilitante, o paralítico captura a atenção e simpatia de Jesus. Ele está no centro de Sua missão de ajudar as pessoas. Podemos ter a certeza, então, de que não há nenhuma doença que soframos, nenhuma questão que aflija o nosso coração, não há pecado que nos mantenha em cativeiro, que Jesus não esteja ciente e que Ele não deseja mudar para nós.
Sobre o paralítico que parecia rejeitado e deprimido, "Jesus não pediu a esse sofredor que tivesse fé nEle. Diz simplesmente: "Levanta-te, toma a tua cama, e anda." João 5:8. A fé do homem, todavia, apodera-se daquelas palavras... Pondo-se repentinamente de pé, sente-se um homem no gozo de suas atividades" (O Desejado de Todas as Nações, p. 202-203).
O poder de Jesus vai muito além da capacidade de curar males físicos. Ele deseja perdoar nossos pecados e nos libertar de tudo que nos aflige para estarmos pronto para Sua breve volta. Aceitemos os dons da graça de Deus hoje e nos alegremos na Sua salvação.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/5/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 5
Comentário em áudio
Nossa leitura de hoje nos leva a Jerusalém, junto à piscina da Porta das Ovelhas, chamada em hebraico Betesda, que significa "casa de misericórdia". Dezenas de pessoas doentes, motivadas por uma crença comum no poder sobrenatural encontrado em determinados momentos na água, se reuniam por uma chance de ser curado de suas enfermidades.
Os outros Evangelhos não apresentam esta história, limitando-se principalmente nos milagres que aconteceram na Galileia, enquanto João se foca mais nos acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Jesus está envolvido aqui exatamente no que Ele anunciou na sinagoga de Nazaré, ao ler o livro do profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lc 4:18-19 NVI).
Sendo um inválido por 38 anos de vida sob o jugo de uma doença debilitante, o paralítico captura a atenção e simpatia de Jesus. Ele está no centro de Sua missão de ajudar as pessoas. Podemos ter a certeza, então, de que não há nenhuma doença que soframos, nenhuma questão que aflija o nosso coração, não há pecado que nos mantenha em cativeiro, que Jesus não esteja ciente e que Ele não deseja mudar para nós.
Sobre o paralítico que parecia rejeitado e deprimido, "Jesus não pediu a esse sofredor que tivesse fé nEle. Diz simplesmente: "Levanta-te, toma a tua cama, e anda." João 5:8. A fé do homem, todavia, apodera-se daquelas palavras... Pondo-se repentinamente de pé, sente-se um homem no gozo de suas atividades" (O Desejado de Todas as Nações, p. 202-203).
O poder de Jesus vai muito além da capacidade de curar males físicos. Ele deseja perdoar nossos pecados e nos libertar de tudo que nos aflige para estarmos pronto para Sua breve volta. Aceitemos os dons da graça de Deus hoje e nos alegremos na Sua salvação.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/5/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 5
Comentário em áudio
Marcadores:
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poder de Deus,
salvação
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Lucas 17
Comentário devocional:
Poucas passagens na Bíblia são mais visuais do que a advertência de Jesus aos seus discípulos em Lucas 17:1, 2: "É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar" (NVI). Jesus também nos mostra como tratar aqueles cujo pecado nos ofende: "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe." (v 3 NVI).
Esse é o Evangelho, a boa notícia: porque Jesus morreu por nossos pecados, podemos ser perdoados e ter a vida eterna. Quando perdoamos, até mesmo àqueles que pecaram ou tentaram outros ao pecado, estamos agindo como Jesus. Jesus sugere que deveríamos ter mais medo de levar alguém a pecar, do que se nós mesmos pecássemos. A diferença entre as duas perspectivas pode ser sutil, mas é substancial. É possível que nossos esforços em não pecar possam ser egoístas quando nos concentramos somente em nós mesmos? Jesus continua dizendo que, mesmo que alguém pecasse sete vezes contra nós em um dia e se arrependesse sete vezes, ainda assim teríamos que perdoá-lo (v 4).
Perdoar alguém sete vezes em um dia para o mesmo pecado não é fácil, mas isso depende de nossa natureza, nossa atitude para com os outros. Colocar quaisquer limites sobre o perdão pode ser uma posição que tomamos por alguma conveniência pessoal. Se julgarmos ao invés de perdoar, não estamos agindo como Jesus. Satanás é o "acusador de nossos irmãos (cf. Zc 3:1, Ap 12:10). Só o perdão fornece uma maneira de curar e restaurar alguém.
E sobre a ordem de Jesus para repreender um pecador antes de perdoá-lo? Como podemos repreender sem provocar essa pessoa à ira? Em primeiro lugar, devemos lembrar que o propósito de uma repreensão é produzir arrependimento; o objetivo não é pronunciar julgamento. Além disso, a nossa repreensão deve ser motivada por nosso desejo de perdoar e restaurar um relacionamento.
Ao ler Lucas 17, pergunte a si mesmo como uma repreensão motivada por um espírito de perdão será diferente de uma repreensão efetuada em um espírito de justiça. Como você pode se tornar um embaixador do perdão e restauração aos pecadores mais ofensivos?
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor de Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/17/
Traduzido por JAQ/GASQ
Poucas passagens na Bíblia são mais visuais do que a advertência de Jesus aos seus discípulos em Lucas 17:1, 2: "É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar" (NVI). Jesus também nos mostra como tratar aqueles cujo pecado nos ofende: "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe." (v 3 NVI).
Esse é o Evangelho, a boa notícia: porque Jesus morreu por nossos pecados, podemos ser perdoados e ter a vida eterna. Quando perdoamos, até mesmo àqueles que pecaram ou tentaram outros ao pecado, estamos agindo como Jesus. Jesus sugere que deveríamos ter mais medo de levar alguém a pecar, do que se nós mesmos pecássemos. A diferença entre as duas perspectivas pode ser sutil, mas é substancial. É possível que nossos esforços em não pecar possam ser egoístas quando nos concentramos somente em nós mesmos? Jesus continua dizendo que, mesmo que alguém pecasse sete vezes contra nós em um dia e se arrependesse sete vezes, ainda assim teríamos que perdoá-lo (v 4).
Perdoar alguém sete vezes em um dia para o mesmo pecado não é fácil, mas isso depende de nossa natureza, nossa atitude para com os outros. Colocar quaisquer limites sobre o perdão pode ser uma posição que tomamos por alguma conveniência pessoal. Se julgarmos ao invés de perdoar, não estamos agindo como Jesus. Satanás é o "acusador de nossos irmãos (cf. Zc 3:1, Ap 12:10). Só o perdão fornece uma maneira de curar e restaurar alguém.
E sobre a ordem de Jesus para repreender um pecador antes de perdoá-lo? Como podemos repreender sem provocar essa pessoa à ira? Em primeiro lugar, devemos lembrar que o propósito de uma repreensão é produzir arrependimento; o objetivo não é pronunciar julgamento. Além disso, a nossa repreensão deve ser motivada por nosso desejo de perdoar e restaurar um relacionamento.
Ao ler Lucas 17, pergunte a si mesmo como uma repreensão motivada por um espírito de perdão será diferente de uma repreensão efetuada em um espírito de justiça. Como você pode se tornar um embaixador do perdão e restauração aos pecadores mais ofensivos?
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor de Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/17/
Traduzido por JAQ/GASQ
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