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domingo, 12 de julho de 2015

Gênesis 1

Comentário devocional:
Gênesis 1 estabelece o tom para toda a Bíblia. Este capítulo estabelece o fato de que Deus é o Criador dos céus e da Terra. Neste primeiro capítulo da Bíblia, Deus se revela como Criador trinta e uma vezes. 

Há três expressões significativas para se destacar em Gênesis 1: "Deus disse", "Deus criou" e "Deus viu que isso era bom." Estas expressões são cheias de significado para nossas vidas hoje.

Quando Deus fala, Ele cria. Aquilo que Deus diz, passa a existir, mesmo que nunca tivesse existido antes, porque quando Deus fala, passa a ser realidade. E o resultado de aceitar o que Deus diz é “bom”. Sua Palavra é uma Palavra viva e criadora. Quando cremos e confiamos no que Ele diz, essa Palavra transforma nossas vidas. Todo o poder criativo que trouxe à existência os mundos está na Palavra de Deus.

De que modo a Bíblia tem falado ao seu coração? Compartilhe esse aprendizado no blog Reavivados [em português: www.reavivadosporsuapalavra.org ou em nossa página no Facebook: facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra]. Assim você estará fortalecendo a fé de outras pessoas.

Mark Finley



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Gen/1/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gênesis 1 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

II Pedro 2

Comentário devocional:

Alguns anos atrás, eu estava reunido com um grupo de pastores cristãos. Depois da nossa reunião, um pastor idoso veio até mim e disse: "Eu gostaria que nossa denominação ainda acreditasse na Bíblia como vocês acreditam." Durante seu ministério, esse pastor havia visto sua igreja se afastar dos ensinamentos claros da Palavra de Deus .

Jesus tinha avisado que lobos devoradores se introduziriam no rebanho e falsos profetas viriam em pele de cordeiro (Mt 7:15). Pedro repete esse aviso e dá detalhes mais específicos sobre os falsos mestres que trariam heresias destruidoras. Eles não procurariam fazer discípulos para Jesus, mas para si próprios (Atos 20:30). Pedro dá este aviso: "Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram" (v. 3 NVI).

Como podemos identificar esses falsos mestres? Jesus disse: "Vocês os reconhecerão pelos seus frutos" (Mt 7:16 NVI). Temos que testar todas as coisas e conservar o que é bom.

Sou muito grato hoje pela promessa de Jesus: "Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês."(João 16:13-14 NVI).

Peça ao Espírito Santo para conduzi-lo hoje a um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus. Através de uma ligação pessoal com Jesus, a Palavra viva, e um conhecimento de Sua Palavra escrita, estamos protegidos contra as palavras enganosas dos falsos mestres.

Derek Morris, DMin
Associação Geral IASD
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2pe/2/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: II Pedro 2 

Comentário em áudio 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

II Pedro 1

Comentário devocional:

Quando eu era um jovem pastor, eu recebi uma gravação do Pastor HMS Richards, intitulada: "Se eu fosse um jovem pastor de novo." Eu escutei aqueles conselhos inúmeras vezes. Eles continham a sabedoria de toda uma vida ao lado de Deus.

A segunda carta de Pedro para aqueles que "receberam conosco uma fé igualmente valiosa" (v. 1b NVI) contém conselhos inspirados do idoso apóstolo. Aqui, no capítulo 1, ele nos lembra de que o crescimento na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o trabalho de uma vida toda. Nesta jornada, devemos sempre lembrar que foi Seu poder que "nos deu tudo de que necessitamos para a vida e à piedade" (v. 3 NVI).

Um recurso precioso em nossa jornada cristã é a Palavra de Deus. Nós não "seguimos fábulas engenhosamente inventadas" (v. 16 NVI). Pedro dá seu testemunho pessoal do tempo que ele conviveu com Jesus, a Palavra viva de Deus. Pedro foi testemunha ocular de Sua majestade. Embora não estivesse presente no batismo de Jesus (v. 17), quando o Pai declarou: "Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado" (Mt 3:17 NVI), Pedro estava presente no Monte da Transfiguração (v. 18), quando o Pai declarou: "Este é Meu Filho amado. Ouçam-nO" (Mc 9:7 NVI).

Pedro também nos aponta para a Palavra de Deus escrita. Temos uma palavra profética segura que nos alcança através do ministério do Espírito Santo. Estas não são meramente palavras humanas escritas a respeito de Deus, mas é a própria Palavra de Deus transmitida através dos profetas inspirados para a família humana (v. 19). A Palavra escrita contém "grandíssimas e preciosas promessas", que podemos reivindicar como nossas.

Faríamos muito bem em recordar algumas das preciosas promessas da Palavra de Deus, que nos abençoaram na jornada cristã. Que promessas bíblicas lhe são mais preciosas?

Derek J. Morris D. Min.
Associação Geral IASD
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2pe/1/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: II Pedro 1 

Comentário em áudio 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

II Corintios 2 - Comentarios Selecionados

1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.

2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ."deixar triste", "causar sofrimento". Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.

4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.

7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.

9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.

10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.

13 Não tive [...] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma "porta aberta". O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.

14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.

15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam "bom" e "perfume". A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a DeusCBASD, vol. 6, p. 925.

16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.

17 Mercadejando. Literalmente, "vendedores", "mascates", "mercenários", "negociantes". A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar,
adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

João 21

Comentário devocional:

Este capítulo parece um final extra deste Evangelho, tendo em vista o encerramento que João fez no último capítulo (20:31). Ele agora deixa claro o mandato missionário do Senhor ressuscitado para o mundo. 

Jesus encontra Seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, o nome romano para o Mar da Galileia. Eles então pegam 153 peixes. O pai da igreja Jerônimo sugeriu que esta é uma pesca perfeita tendo em vista que na época havia apenas 153 diferentes variedades de peixes conhecidas. Para ele, isso significava a missão mundial que Jesus dera aos Seus discípulos. Eles deveriam buscar pessoas em todas as nações.

"Vou pescar", diz Pedro, e seis outros discípulos se juntam a ele. É um retorno ao que estão familiarizados, porque Jesus já não está entre eles. Mas eles não pescam nenhum peixe. Jesus então aparece na praia e diz: "Lançai a rede do lado direito." É uma pesca milagrosa sem que a rede se rasgasse. Depois de 3 anos e meio, eles já estão acostumados a milagres. Na primeira pesca milagrosa a rede se rasgou e Pedro declarou: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!"(Lucas 5:8 NVI).

Jesus os havia chamado para serem pescadores de homens e agora Ele vem para renovar essa vocação e para restaurar o chamado de Pedro para segui-Lo. Jesus se dirige a Simão Pedro utilizando o seu nome completo, o que indica a seriedade das perguntas. "Você me ama?", três vezes Jesus pergunta a Pedro. Três vezes Pedro diz: "Sim", mas na terceira vez ele se sente envergonhado e ferido e responde simplesmente: " “Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo”. (v.17 NVI). Jesus responde: "Cuide dos meus cordeiros ... Pastoreie as minhas ovelhas ... Cuide das minhas ovelhas" (vv 17, 18 NVI).

Sim, Jesus sabe que Pedro O ama, mas será que este amor será forte o suficiente a ponto dele obedecer a missão confiada aos discípulos? Há a necessidade de pescar peixes, mas também de discipular e alimentar os cordeiros e ovelhas. Os convertidos devem ser cuidados. Os crentes devem ser discipulados. Jesus deixa claro aqui que alimentar os novos convertidos era tão importante quanto adquirir novos conversos.

Jesus, então, prediz a morte "com a qual Pedro iria glorificar a Deus", e lhe diz: "Siga-me!" (v 19 NVI). A oferta de Pedro de dar a sua vida se cumpriria (João 13:37). Pedro, impulsivo como sempre, quer saber o que vai acontecer com João. Jesus diz a ele que isso não lhe importa, que apenas O siga, e não se preocupe com os outros.

As coisas não mudaram. Nós continuamos muito propensos a olhar para a vida dos outros e corrigirmos suas vidas, até nos detalhes. Mas Jesus simplesmente nos chama: "Siga-me!"

João termina o seu evangelho; o seu testemunho chega ao final. É claro que João não registrou tudo o que Jesus fez, mas que o que ele registrou é tudo que precisamos para nos conduzir à fé e à vida em Jesus.

Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da América



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/21/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 21 
Comentário em áudio 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

João 1

Comentário Devocional:

O Evangelho de João é o meu livro favorito da Bíblia. Fico impressionado pela forma como o discípulo amado apresenta Jesus em Sua simplicidade autêntica e, ainda assim, em plena divindade. De muitas maneiras, de forma análoga às palavras iniciais de Gênesis, o Evangelho de João apresenta Deus falando, mas desta vez trazendo a salvação à existência. A Palavra de Deus toma a forma humana e entra na história, na pessoa de Jesus Cristo.

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus." (versos 1, 2 ARA). Que maravilhoso refrão! Escrito no final do primeiro século, cerca de 30 anos após a escrita do Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o livro de João tem como alvo vários grandes perigos que ameaçavam a Igreja neste tempo - a negação da divindade de Jesus é um deles.

Jesus vem trazer luz, cura e salvação para quem está disposto a aceitar Suas generosas dádivas. Ele vem como alguém que deseja nada menos que o melhor para a raça humana. Deus deseja que os homens se tornem o melhor que Ele possibilitou que eles sejam e façam o seu melhor com o que Ele lhes deu.

Em vários momentos, as histórias deste capítulo apontam para a realidade de Jesus - enquanto ainda Deus - optando por fazer parte da família humana para nosso benefício e nossa salvação. Podemos ser como João Batista e compartilhá-lo com todos que quiserem ouvir. Podemos buscá-Lo como fizeram os primeiros discípulos e proclamá-Lo como o Messias.

Recebamos novamente Jesus em nossos corações hoje e ao fazê-lo desfrutemos do poder de sermos Seus filhos e filhas para a eternidade.

Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/1/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: João 1 

Comentário em áudio 

João 1 - Comentários selecionados

1-18 Prólogo do Evangelho de João. Resume os principais temas do Evangelho. Mostra Jesus, que andou nesta terra, a partir da perspectiva da eternidade [o Verbo/a Palavra]. Andrews Study Bible.

1 No princípio. Antes da criação (cf Gn 1.1). Bíblia Shedd.

"No princípio" (uma clara referência às palavras de abertura da Bíblia), o Logos já existia, e esta é uma maneira de afirmar a eternidade que só Deus possui. Bíblia de Genebra.

Verbo. O termo "verbo" (grego logos) designa Deus, o Filho, referindo-Se à Sua divindade; "Jesus" e "Cristo" referem-se à Sua encarnação e obra salvífica. ... Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (séculos II e III), o Logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o mundo. Tais noções estão bem longe da simplicidade do Evangelho de João. Bíblia de Genebra

Os gregos usavam o termo [logos] não apenas no tocante à palavra falada, mas também em referência à palavra ainda na mente, sem ter sido proferida - a razão. Quando a aplicavam ao universo, referiam-se ao princípio racional que governa todas as coisas. Os judeus, por outro lado, usavam-na como meio de se referir a Deus. João, portanto, empregou um termo significativo tanto para judeus quanto para gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

[Termo] usado para denominar um mediador divino na filosofia grega, isto apelaria aos leitores gregos. João é o único escritor bíblico a usar explicitamente este título para Cristo (p.e., 1 Jo 1:1; Ap 19:13). Andrews Study Bible.


com Deus. A Palavra era distinta do Pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A expressão o verbo estava com Deus indica uma distinção de Pessoas, dentro da unidade da Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas eternas presentes desde "o princípio" (v. 2). A preposição "com" sugere uma relação de estreita intimidade pessoal. Bíblia de Genebra.

O Verbo era Deus. Jesus era Deus no sentido mais pleno (v. nota em Rm 9.5). O prólogo (v. 1-18) inicia-se e termina com uma afirmação altissonante da Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Como Deus, Jesus era Um igual ao Pai. A divindade de Jesus ... é especialmente enfatizada por João. Andrews Study Bible.

3 Todas as coisas foram feitas por meio dEle. Este versículo também dá ênfase à divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra só de Deus. Bíblia de Genebra.

Foram feitas. Traduz uma palavra grega usada na tradução Septuaginta (LXX) de Gn 1. Andrews Study Bible.

A atuação de Cristo na criação também se encontra em Cl 1.16 17. Bíblia Shedd.

4 vida. Um dos grandes conceitos desse evangelho. O termo acha-se 36 vezes em João, ao passo que nenhum outro livro do NT o usa mais de 17 vezes. A vida é dádiva de Cristo (10.28), e ele é, na realidade, "a vida" (14.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 luz. É identificada com a vida que Deus compartilha: é o contrário das trevas, existência sem Deus que equivale à morte eterna. A luz não pode ser vencida pelo mal, absolutamente (1 Jo 2.8). Bíblia Shedd.

e as trevas não prevaleceram contra ela. O enredo deste Evangelho pode ser visto em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença. Bíblia de Genebra.

O forte contraste entre a luz e as trevas é tema de destaque nesse evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.


9 a verdadeira luz. Cristo, e só Ele, vindo ao mundo ilumina a todo homem. Não há salvação das trevas á parte dEle (At. 4.12). Bíblia Shedd.

11 Veio para o que era seu e os seus não o receberam. "Seu", no grego, significa "sua casa"; "Seus"significa Seu povo. mesmo rejeitado pela maioria de Israel, Cristo Se oferece a todos, entre os quais alguns O recebem. Bíblia Shedd.

12 o poder ("autoridade") de serem feitos filhos de Deus (ARA). O seres humanos decaídos não são filhos de Deus por natureza; este é um privilégio só daqueles que têm fé, uma fé gerada neles pela soberana ação de Deus (v. 13). Bíblia de Genebra.

deu-lhes o direito (NVI). Ser membro da família de Deus só se dá por meio da graça - dom de Deus (v. Ef 2.8, 9). Nunca é uma realização humana, conforme frisa o v. 13; mesmo assim, a dádiva depende da aceitação do homem, como deixam claro as palavras "receberam" e "creram". Bíblia de Estudo NVI Vida.

aos que creem. O verbo aqui quer dizer: "aqueles que continuamente creem". Isto indica constante ação ao longo do tempo, e não um evento único num momento particular. Andrews Study Bible.

13 os quais não nasceram. ...o verbo "nasceram", no plural, mostra que este versículo se refere ao novo nascimento dos crentes cristãos (cf 3.3, 5, 7, 8). Bíblia de Genebra.


14 O Verbo Se fez carne. Nesta afirmação o Prólogo [vv 1-18] atinge o seu clímax. Para alguns contemporâneos de João, o espírito e o divino eram totalmente opostos á matéria e à carne. Outros pensavam que os deuses visitavam a terra disfarçados de seres humanos (At 14.11). Mas aqui um abismo é transposto: o Verbo Eterno de Deus não só parece um ser humano, mas realmente tornou-Se carne. Tomou sobre Si a plena e genuína natureza humana. Bíblia de Genebra.

carne. Palavra forte, quase grosseira, que ressalta a realidade da condição humana de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.


O eterno Filho, o Verbo de Deus, se encarnou como homem (cf Rm 8.3). Esta verdade essencial nega terminantemente a heresia gnóstica que afirmava que a encarnação não foi real (cf 1 Jo 4.2, 3). Bíblia Shedd.

e habitou entre nós. "Habitou" significa "armou sua tenda". isto não só indica a natureza temporária da existência terrena de Jesus, mas o faz de um modo que recorda o antigo tabernáculo de Israel, onde Deus podia ser encontrado (Êx 40.34-35).Bíblia de Genebra.

Lembra o santuário do AT, através do qual Deus providenciou um meio para habitar com Seu povo. Andrews Study Bible.

Habitou, gr skenoo "tabernaculou". Em Cristo vemos a realidade da glória divina, o zelo de Deus em Se aproximar dos homens mesmo sendo pecadores. Bíblia Shedd.

graça. Favor de Deus não merecido. verdade. A fidelidade de Deus. Bíblia Shedd.

graça e verdade. Ver Jo 1:14. Ideias abstratas no AT, são personificadas na pessoa de Jesus. Andrews Study Bible.

glória. Do gr. doxa, aqui equivalente ao heb. kabod, que é usado no AT para significar a "glória" da permanente presença do Senhor, o shekinah (ver com. de Gn 3:24; Êx 13:21; cf com. de 1Sm 4:22). ... Aqui João, sem dúvida, está pensando particularmente em experiências como a transfiguração, em que a divindade por um momento irradiou por meio da humanidade. Pedro, de maneira semelhante, fala sobre ser "testemunhas" da "majestade" e da "glória excelsa" de Cristo na transfiguração (2Pe 1:16-18). Essa glória, acrescenta Pedro, acompanhou a declaração: "Este é o Meu Filho amado". Em várias ocasiões, a glória do Céu iluminou o semblante de Jesus (ver com. de Lc 2:48). Em João 17:5, Jesus ora ao Pai: "Glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, coma  glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo." CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 994, 995.

como do unigênito. Essa expressão traduz uma única palavra grega [monogenes] e refere-se explicitamente à geração eterna do Filho na Trindade. É também possível traduzir a palavra por "Filho único", sem a ideia de geração, mas referindo-se à singularidade do Filho. Bíblia de Genebra.

15 exclama. O uso do tempo presente para o verbo revela que a pregação de João Batista ainda soava nos ouvidos das pessoas, embora tivesse sido morto muito antes de esse evangelho ser escrito. Bíblia de Estudo NVI Vida

18 Deus unigênito. Esta é uma declaração clara da deidade de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.

no seio. Modo hebraico de indicar proximidade de amigos (13.23, 25). Bíblia Shedd.

Em contraste com Moisés, Jesus tem relacionamento face-a-face com Deus. A mesma frase descreve o relacionamento entre o discípulo amado e Jesus (13:23). Andrews Study Bible.

19 os judeus. Usado frequententemente neste Evangelho para os líderes religiosos que se opunham a Jesus. Andrews Study Bible.

Aqui, refere-se à delegação enviada pelo Sinédrio para fiscalizar as atividades de um mestre sem autorização. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 Eu sou a voz que clama no deserto. Os homens de Qumran (comunidade que produziu os manuscritos do mar Morto...) aplicavam a si as mesmas palavras, mas se prepararam para a vinda do Senhor isolando-se do mundo para obter salvação deles próprios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 O profeta. A comissão indaga se João seria o cumprimento de Dt 18.18. Bíblia Shedd.

27 não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias. Tarefa própria de escravo. Os discípulos realizavam muitas tarefas para seus rabinos (mestres), mas desamarrar as sandálias não era uma delas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Betânia. A Betânia mencionada em outros trechos dos evangelhos situava-se a apenas 4 km de Jerusalém. A localização dessa Betânia especificamente é desconhecida - só se sabe que ficava a leste do Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 Cordeiro de Deus. Providenciado por Deus (cf Gn 22.8; Rm 8.32). Bíblia Shedd.

30 antes de mim. João declara a preexistência de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.

31 eu mesmo não O conhecia. Ainda que João Batista possa ter tido contato pessoal anterior com Jesus (cf. Lc 1.39-45), ele não sabia quem era Jesus (o Cordeiro e o Filho de Deus), até que o Espírito O identificou (v. 32). Bíblia de Genebra.


a fim de que ele fosse manifestado a Israel. A missão divina do Batista era identificar o Messias. É através do batismo que alguém é identificado como cristão. Andrews Study Bible.

A finalidade do batismo era de preparar um povo submisso ao vindouro Rei messiânico. Bíblia Shedd.

35, 37 Os dois discípulos, ... seguiram Jesus. Um era André (v. 40). O outro, segundo opinião corrente, teria sido o autor deste evangelho. Bíblia Shedd.

Tradicionalmente, os alunos de um rabino judeu andavam atrás dele. Os discípulos de Jesus O seguiram fisicamente, mas não se trata só disso. "Seguiram a Jesus" adquire níveis mais profundos de significado ao longo deste Evangelho. Bíblia de Genebra.


38 Rabi. Ao designar Jesus como "meu mestre" os discípulos se oferecem como discípulos. Bíblia Shedd.

42 Pedro. Pedro era tudo, menos pedra; era impulsivo e instável. Em Atos, passou a ser coluna da igreja primitiva. Jesus deu-lhe esse nome, não pelo que era, mas pelo que viria a ser pela graça de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

43-53 Como testemunhar: 1) Dar a maior importância à pessoa de Cristo (36); 2) apelar aos amigos (41; 45); 3) convidar outros após sentir a emoção da descoberta pessoal (45); 4) não debater apenas com argumentos mas com desafio à investigação (46); 5) não perder tempo. Bíblia Shedd.

45 Filho de José. ...uma referência que identifica Jesus por sua cidade e família. Bíblia de Genebra.

Era uma designação pública e oficial. Bíblia Shedd.

46 Nazaré. Cidade em que Jesus morou quando criança. Natanael era de Caná (21:2), uma aldeia vizinha, que parecia ter uma rivalidade local contra Nazaré. Andrews Study Bible.

48 figueira. Sua sombra era muito apreciada para o estudo e a oração em momentos de sol. Bíblia de Estudo NVI Vida.

51 vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo. Este versículo alude à visão de Jacó de uma escada, cujo topo atingia o céu e por onde os anjos subiam e desciam (Gn 28.12). Jesus Se apresenta como a realidade para a qual a escada apontava. Jacó viu num sonho a reunião do ceú e da terra e Cristo transformou-o em realidade. Bíblia de Genebra.

Filho do Homem. Jesus aplica este nome frequentemente a Si mesmo. Ele dá ênfase à Sua natureza humana, que O capacita a morrer por Seu povo. Refere-se também á figura messiânica celestial conhecida em Daniel (7.13; ver Mt 8.10, nota). Bíblia de Genebra.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Lucas 8

Comentário devocional:

Lucas 8 inicia falando das mulheres que acompanharam Jesus e seus doze discípulos em Sua turnê evangelística pela Galileia. Em gratidão por terem sido curadas "de espíritos malignos e doenças" (Lucas 8:2, NVI), elas passaram a cuidar das necessidades de seu Senhor e Mestre. O ministério de Jesus tinha atraído pessoas de todos os níveis da sociedade, incluindo Joana, mulher de Cuza, o administrador da casa de Herodes,  governador da Galileia. O trabalho dessas mulheres cuidando das necessidades físicas e financeiras de Jesus foi tão essencial como o trabalho dos doze discípulos. Que cura espiritual, mental, social ou física Jesus concedeu a você? Como você pode usar o seu tempo e bens para agradecê-Lo?

Lucas também compartilha conosco a Parábola do Semeador. Como toda parábola, esta também tinha uma verdade central, a de que os corações reagem de forma diferente à pregação do evangelho. Jesus queria enviar os seus discípulos "a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos." (Lucas 9:2). Antes porém, Jesus queria que eles entendessem que as pessoas responderiam de maneira diferente a pregação deles.

Ao ler a parábola do Semeador, peça a Deus que prepare o solo de sua mente e coração de forma que você possa ouvir e dar fruto (Lucas 8:15). Então, peça a Deus coragem e força para continuar compartilhando Sua Palavra, mesmo quando as pessoas não respondam da maneira que você gostaria. Embora os corações de muitas pessoas sejam difíceis, rochosos ou espinhosos, outros serão receptivos à Boa Nova que você está plantando.

No final da parábola Jesus exclamou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!" (Lucas 8: 8). Jesus confirmou a importância tanto de ouvir a Palavra de Deus como de obedecê-la (Lucas 8:18). Quando sua mãe e seus irmãos não conseguiam chegar até Jesus por causa da multidão, Ele voltou a ressaltar a importância de ouvir e obedecer a Palavra de Deus: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam" (Lucas 8:21).

Lucas 8 termina com histórias que mostram como os ventos e as ondas (Lucas 8:22-25), os demônios (Lucas 8:26-39), a doença (Lucas 8:43-48) e até mesmo a morte (Lucas 8:40, 41, 49-56) obedecem a palavra de Jesus. Hoje, a palavra de Jesus  ainda contém Seu poder curador. Conforme ouvimos e obedecemos à Sua Palavra, Jesus repreenderá os maus espíritos, as doenças que enfrentamos. E, se for necessário, restaurará também a nossa saúde mental.

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/8/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Lucas 8

Comentário em áudio

sábado, 7 de junho de 2014

Jeremias 37

Comentário devocional:

Jeremias neste capítulo lida com Zedequias, o último rei de Judá, no nono ano do seu reinado de 11 anos. Ele próprio havia sido nomeado como rei de Judá por Nabucodonosor (v. 1). Nesta época, porém, os babilônios cercavam Jerusalém porque Zedequias deixara de lhes pagar tributo, confiante na aliança que havia feito com o Egito. Nem ele, Zedequias, “nem seus conselheiros, nem o povo da terra deram atenção às palavras que o Senhor tinha falado por meio do profeta Jeremias" (v. 2 NVI). Quando as pessoas estão doentes e não querem usar o medicamento oferecido para a cura, muito pouco o médico pode fazer.

Nesses dias, o rei Zedequias mandou dois homens, Jeucal e Sofonias (filho de um sacerdote) pedir a Jeremias: "Ore ao Senhor, ao nosso Deus, em nosso favor" (v. 3 NVI). Faraó com o seu exército haviam saído do Egito para combater Nabucodonosor. Este, então, levantou o cerco ao redor de Jerusalém por um tempo para enfrentar a nova ameaça (v. 5) que vinha do sudoeste.

Zedequias tinha a falsa esperança de vitória sobre os babilônios, mas Deus lhe disse, através de Jeremias, que os egípcios abandonariam seu acordo de proteção pelo qual os judeus pagavam e voltariam para a sua terra (v. 7). Zedequias e seu povo ainda não tinha aprendido que não se deve colocar suas esperanças em homens, mas sim em Deus, que conhece o fim desde o começo.

O “assim diz o Senhor” para Zedequias contrariou suas expectativas: os babilônios voltariam e queimariam Jerusalém (v. 8). Nenhum homem poderia mudar esta realidade (v. 9-10).

Quando os babilônios se retiraram, Jeremias se dispôs a ir a Anatote, tomar posse da propriedade que havia adquirido lá (v. 12. Ver Jer. 32). Ao passar pela porta de Benjamim, em Jerusalém,  o capitão da guarda o acusou de estar desertando em favor dos babilônios (v. 13). Levou-o, então, aos líderes da cidade que, acreditando na acusação, “furiosos com Jeremias, espancaram-no e o pren­deram” injustamente (v. 15 NVI) por muitos dias (v. 16).

Quando o rei Zedequias mandou que trouxessem Zedequias ao palácio, perguntou-lhe em voz baixa se havia uma palavra do Senhor. Havia: "você será entregue nas mãos do rei da Babilônia.” (v. 17), disse o profeta ao rei. Jeremias então reclamou da injustiça que sofrera (v. 18). E lembrou que suas palavras haviam se cumprido e que os falsos profetas, que haviam dito que os babilônios nunca viriam, é que deviam estar sofrendo em seu lugar (v. 19).

Jeremias pede, então, ao rei para não colocá-lo de volta na prisão de onde viera, pois temia pela sua vida (v. 20). Nisto foi atendido, tendo sido deixado no pátio da guarda do rei  (v. 21).

Por um pequeno instante, o rei Zedequias pode ter pensado que se fosse benigno com um profeta do Senhor, talvez o Senhor fosse gentil para com ele. Mas seu curto período de paz iria em breve acabar pois não dera ouvidos às advertências para a vida do Senhor.

"Querido Deus, Teus apelos, através dos profetas, nos exortam diariamente a nos rendermos incondicionalmente à Tua vontade e ao Teu serviço. Para muitos, isto é pesado de se ouvir, assim como foi para Zedequias. Ajude-nos a nos render às Tuas instruções, antes que seja tarde demais. Amém".

Koot van Wyk
Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/37/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 37 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Jeremias 36

Comentário devocional:

Jeremias teve um longo ministério, de cerca de 44 anos, dos dias de Josias até os últimos dias do Rei Zedequias, que reinou 11 anos. Os últimos dias registrados de Jeremias ocorreram depois da morte de Nabucodonosor. Em seu ministério Deus lhe mostrou a condição do povo de Deus, antes e depois do exílio. Apesar de suas advertências e admoestações, as pessoas continuaram rebeldes e desobedientes, para grande frustração do profeta e de Deus.

Neste capítulo, Deus falou com Jeremias em 605 aC, pouco antes da primeira invasão de Nabucodonosor (v. 1). Este era o sétimo ano de serviço de Jeremias para o Senhor. O profeta deveria escrever em um rolo todas as profecias e as mensagens que Deus lhe havia dado até aquele dia (v. 2). A vontade de Deus era que quando o rolo fosse lido perante o rei e seus príncipes, que todos se arrependessem, para que, assim, o Senhor perdoasse "a iniqüidade e o pecado deles" (v. 3, NVI).

Deus revelou uma mensagem a Jeremias, que ditou a Baruque, seu escriba (v. 4). Baruque, então, foi enviado para ler a mensagem na casa do Senhor no dia do jejum, quando muitas pessoas de toda Judá estariam em Jerusalém (v. 6-9). 

Apesar de participarem do jejum, o coração do rei, dos líderes e de todo o povo estava endurecido. Baruque leu as palavras do Senhor à entrada da porta da casa do Senhor (v. 10). Alguns dos príncipes não estavam lá, mas Micaías, filho de Gemarias, estava e ouviu as palavras do Senhor (v. 11).

Micaías foi até a "câmara do escriba" e contou aos príncipes o que Jeremias havia dito (v. 13). Então eles mandaram o jovem Jeudi pedir que Baruque fosse até eles e lhes lesse o livro (v. 14, 15). Todos ficaram chocados com as palavras do Senhor através de Jeremias e "entreolharam-se com medo" (v. 16 NVI). Eles estavam convencidos de que Baruque e Jeremias estavam no caminho certo, e pediram que eles se escondessem (v. 19). 

Em seguida, Jeudi foi convidado pelo rei para trazer e ler o livro perante ele (v. 21). O rei estava se aquecendo diante do fogo porque era inverno (v. 22). A medida de ouvia a mensagem, o rei, com uma faca, cortava o trecho lido do rolo e jogava a Palavra de Deus no fogo (v. 23). Entretanto, "O rei e todos os seus conselheiros que ouviram todas aquelas palavras não ficaram alarmados nem rasgaram as suas roupas" (v. 24 NVI). Ninguém é tão surdo como aquele que se recusa a ouvir. 

O rei ordenou a seu próprio filho e seus amigos prenderem Jeremias e Baruque "mas o Senhor os tinha escondido" (v. 26).

Deus falou para Jeremias produzir uma outra cópia de seu texto através de Baruque, o escriba (vs. 28, 32). Deus acrescentou ao texto anterior palavras extras a respeito da punição do rei e dos seus servos, bem como dos seus descendentes. 

Nosso Deus usou homens e mulheres capazes para escrever Sua Palavra e tudo que escreveram é historicamente correto. Seus textos apelavam para o arrependimento do povo e demonstravam a paciência de um amoroso Deus. Deus tenta, de diferentes maneiras, que todos se convertam. A punição divina é consequência direta das ações dos homens. 

"Querido Deus, permita que não estejamos rasgando e queimando a Sua Palavra através do nosso desprezo e nossas más ações. Ao ouvirmos os Seus apelos que possamos nos colocar em harmonia com Seu plano divino. Salva-nos de nós mesmos, Senhor. Amém".

Koot van Wyk
Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/36/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 36 

sábado, 24 de maio de 2014

Jeremias 23

Comentário devocional:

É uma grande responsabilidade ser um líder espiritual; ser pastor é uma responsabilidade ainda maior. 

Posso entender a paixão que leva uma pessoa a ministrar em nome do nosso Deus, pois desde cedo convivi com muitos pastores. Meu pai é um pastor aposentado e tenho cinco tios que também são pastores. Adicione a esta lista de bênçãos: um irmão, um cunhado e um filho, além de muitos amigos pastores e, especialmente, meu pastor atual. 

Nos capítulos anteriores de Jeremias, o foco eram os líderes políticos da nação. Neste capítulo a mensagem é dirigida aos líderes espirituais, pastores e profetas. Deus pronuncia aqui um ai contra os pastores que dispersaram a Seu povo (v. 2).

Algo muito sério e de responsabilidade é representar a Deus perante o povo e pretender falar em Seu nome. É um pecado muito grande diante de Deus perverter Suas palavras, representá-lo mal e profetizar mentiras em Seu nome. Não devemos nunca usar o nome de Deus de maneira inconsequente e descuidada para dar credibilidade a nossos propósitos.

Num período em que os líderes espirituais estavam deixando de repreender o erro e eles mesmos cometendo os mais graves, o Espírito Santo, através de Jeremias, derrama um feixe de luz brilhante em um mundo escuro. Ele profetiza que o próprio Deus irá estabelecer novos pastores que cuidem de seu povo (v. 4) e irrompe em uma bela profecia messiânica! (v. 5-8.)

"Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa" (Jr 23:5-6, ARA). Eles precisavam desesperadamente da justiça de Deus assim como nós também precisamos.

Há um ditado que diz: "Como são os líderes assim é o povo". Ou seja, o povo segue as ações de seus líderes. E não serão melhores do que eles. É de se admirar, então, que o mal ataque vigorosamente nossos pastores e líderes? Temos o privilégio de interceder por eles em oração, principalmente nestes tempos urgentes.

Uma prática que tem se demonstrado particularmente eficaz na neutralização da Palavra de Deus é a imoralidade. Mesmo que sejamos dedicados ao Senhor, ainda assim somos vulneráveis a tais tentações. Nos tempos de Jeremias, os falsos profetas e sacerdotes estavam levando o povo a decadência espiritual pela omissão da repreensão e por seus próprios atos. Jeremias chama esta situação de "uma coisa horrível" e compara o povo de Jerusalém ao povo de Sodoma (v. 14). Isso vale também para o nosso tempo.

Este capítulo trata acima de tudo acerca da deturpação da vontade de Deus. Dizer que Deus não gosta desta situação é um eufemismo. Foi com tremor que, como pastor, li: "Por isso me esquecerei de vocês e os lançarei fora da minha presença, juntamente com a cidade que dei a vocês e aos seus antepassados" (v. 39).

Jeremias lamenta profundamente a situação. Ele diz que seu “coração está quebrantado” por causa do uso indevido de “santas palavras” de Deus (v. 9). O profeta entende as graves implicações. 

Fiquei impressionado com o conceito de que a Palavra de Deus poder ser "furtada" (v. 30). Pensei nas várias formas em podemos fazer isto, mas uma se destaca: os caminhos de um hipócrita - os que dizem uma coisa e fazem outra. Jesus alertou seus discípulos a respeito, porque os escribas e fariseus diziam uma coisa, mas suas ações não estavam em harmonia com o que diziam (ver Mateus 23:2-3).

Será que somos uma pessoa na igreja e outra na vida cotidiana? São os nossos pensamentos sujeitos à Santa Palavra de Deus? Deus está ansioso para que seu povo se desfaça da condição de Laodicéia, em que as pessoas permanecem com um pé na igreja e outro no mundo.

“Senhor, motiva-nos, constranja-nos e dá-nos a força para, como líderes espirituais, sermos fiéis à Sua Palavra em nossos corações e em nossas práticas diárias. Que assim, inspiremos outros a também Te servir, em espírito e em verdade, como Teus verdadeiros filhos e filhas. Amém.”

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA


https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/23/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 23 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Salmo 119

Introdução:
Meditação devocional sobre a Palavra de Deus. Bíblia NVI Vida.

A maneira de encarar os ensinamentos de Deus. Bíblia Shedd.

Lindo hino acróstico sobre a lei de amor de Deus, sobre a força que traz em meio à opressão e sobre a lealdade a Deus. Andrews Study Bible.

O Salmo 119 apresenta a alegria e felicidade que vem à pessoa que toma a lei de Deus como conselheira e guia. 
O salmo é acróstico e consiste em 22 seções que representam as 22 letras do alfabeto hebraico; cada seção contém oito versos [...] No hebraico, todos os versos da primeira seção começam com 'alef, a primeira letra do alfabeto hebraico; todos os versos da segunda seção começam com beth, a segunda letra do alfabeto hebraico, e assim por diante. [...] 
O primeiro verso é o texto sobre o qual o restante do salmo discursa. ["Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!" (v. 1, NVI)] Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 1005.



Comentário devocional:

Este é o capítulo mais longo da Bíblia e é dividido em 22 segmentos. Cada segmento ou estrofe é uma meditação sobre as excelências da Palavra de Deus e da importância dela em nossas vidas. 
É uma canção de amor apaixonado de Davi pela Palavra de Deus.  

Olhemos para as três grandes religiões do mundo, o islamismo, o judaísmo e o cristianismo. Observe como os seguidores das duas primeiras religiões são tão fortemente comprometidos com os seus livros sagrados. Mas, e os cristãos?
De acordo com pesquisas recentes apenas metade dos que se dizem cristãos fazem escolhas morais com base nos princípios e normas das Escrituras. Isso não deveria ser assim.
É incrível como Deus preservou a Bíblia ao longo da história. Ela é publicada em mais de 400 línguas e milhares de exemplares são distribuídos todas as semanas. Mais livros foram escritos sobre a Bíblia do que sobre qualquer outro assunto e mais escritores citaram a Bíblia do que qualquer outra fonte. Existem mais manuscritos antigos da Bíblia do que documentos de qualquer outro escrito antigo popular. Então, quando Davi canta a Palavra de Deus como uma luz que brilha na escuridão (v. 105), a evidência é esmagadora. 
Milhões de pessoas tiveram suas vidas iluminadas pela Palavra. Então deixe a luz brilhar em sua vida também!
Muitas bênçãos nos chegam a partir do estudo da Palavra de Deus, mentalmente, fisicamente , e, acima de tudo, espiritualmente. Como Davi diz: "Como são felizes os que obedecem aos Seus estatutos e de todo o coração O buscam!" e "Guardei no meu coração a Tua palavra para não pecar contra Ti" (v. 2,11 NVI). E foi isso que Jesus fez. Quando tentado no deserto pelo maligno, Ele dependeu unicamente das Escrituras (Mateus 4:1-11). Isso é o que precisamos fazer cada vez mais à medida que avançamos em direção ao fim dos tempos.

Passemos tempo com a Palavra de Deus. Não somente para aprender intelectualmente o que a Bíblia diz, mas para colocar em prática os seus ensinos em nossas vidas. Deus fala amorosamente ao nosso coração através da Bíblia. 

Do mesmo modo como Jesus dependia unicamente da Palavra, pautemos também nossos pensamentos e ações unicamente pela vontade de Deus!

Dwight Nelson
Andrews University, Estados Unidos



Traduzido por JAQ/JDS