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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Atos 4

Comentário devocional:

Infelizmente, quando milagres estão acontecendo, o diabo trabalha procurando parar as bênçãos. Por essa razão não demorou muito até Pedro e João serem presos pelos líderes religiosos da época e rudemente questionados, "Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?" (v. 7, NVI). Eles poderiam ter ficado com medo e respondido de forma a contornar a questão ou tirar o foco de Jesus. Afinal de contas, eles sabiam o que havia acontecido com Jesus. Ele fora crucificado! Mas eles não tentaram encobrir a verdade. Em vez disso, Pedro, com ousadia, respondeu: "saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores" (v. 10).

Se tivéssemos estado no lugar de Pedro, o que teríamos feito? Creio que a resposta a essa pergunta está na forma como lidamos com as pequenas provas hoje. Quando alguém questiona nossas crenças, nosso estilo de vida, ou nossa fé, tentamos esconder o fato de que somos cristãos adventistas do sétimo dia, ou aproveitamos a oportunidade para compartilhar com ousadia a respeito do nosso Senhor e Salvador e as verdades de Sua Palavra?

Está chegando a hora em que todos os cristãos fiéis serão levado aos tribunais por causa de sua fé. Na verdade, muitos de nossos irmãos ao redor do mundo já estão experimentando este tipo de provação. Mas a Bíblia nos diz: "Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria" (1 Pedro 4:12, 13, NVI).

Em Mateus 10:32 somos lembrados das palavras de Jesus: "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus" 

O objetivo da nossa vida deve ser esse: obter a aprovação de Deus e não dos homens. Portanto, não importa o que aconteça, seja fiel a Deus hoje!

Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME





Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/4/

Traduzido por JDS/JAQ


Texto bíblico: Atos 4


Comentário em áudio

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Zacarias 8

Comentário devocional:


A frase "o Senhor dos exércitos" aparece 18 vezes nesse capítulo. "Exércitos" representam miríades de anjos, e a frase quer dizer que o Senhor é poderoso para governar sobre todo o universo. Podemos ter confiança nEle e em Sua Palavra!


Este capítulo foi escrito enquanto eles estavam reconstruindo o templo depois do exílio (v. 9). Zacarias está descrevendo como será a condição após o povo de Israel retornar a Jerusalém. Eles irão desfrutar de segurança e abundância. Como resultado do Seu profundo anseio pelo bem estar do seu povo, Deus diz que Jerusalém será chamada a cidade da fidelidade (v. 3). Eles não haviam sido fiéis no passado, mas o desejo de Deus é de que agora eles sejam fiéis. A paz e a alegria que o Senhor queria lhes conceder é algo fabuloso.


O profeta sugere algumas condições para isso. O Senhor instrui gentilmente as pessoas a respeito de como elas devem agir para desfrutar de Suas bênçãos na terra restaurada: devem falar a verdade ao próximo, realizar julgamentos justos nas cortes e não maquinarem o mal contra seus companheiros (v. 16 e 17).


Fortaleçam as mãos para reconstruírem a cidade e o Templo. Não tenha medo (v. 13 e 15). Eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo. Coisas que parecem impossíveis aos olhos dos seres humanos, poderão ser feitas pelo poder do Senhor dos exércitos.


Apesar de todas essas promessas animadoras, de alguma forma, o povo que retornou para a terra de Israel não cumpriu as condições estipuladas pelo Senhor, e os olhos do profeta agora se movem do período de construção do segundo templo para o povo remanescente do tempo do fim.


Zacarias vê as pessoas buscando os mensageiros do tempo do fim. Muitas pessoas virão ao Senhor de diferentes cidades e países, buscando a Sua graça e salvação. Aquilo que o antigo Israel não cumpriu, nós seremos capazes de realizar, pelo poder do Seu Espírito. Estas pessoas vêm para ouvir sobre a "verdade presente", que está sendo pregada pelo remanescente fiel. Dez pessoas de diferentes nações irão nos procurar e expressarão o desejo de seguir com a gente, porque ouviram dizer que Deus está conosco.


Tal visão brilhante está esperando a nossa fidelidade para alcançar o seu cumprimento. Queremos fazer parte da visão que Zacarias teve. Queremos ser fiéis ao nosso Senhor. Amém.


Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Coréia do Sul




Traduzido por JDS


Texto bíblico: Zacarias 8

Comentário em áudio

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Miqueias 6

Comentário devocional:

Se Miqueias estivesse escrevendo para nós, hoje, ele poderia perguntar: "Você acha que o Senhor ficaria satisfeito somente com a sua presença em todos os cultos, com o fato de você trabalhar como diácono ou como um ancião ou mesmo por dar uma oferta de alta porcentagem de sua renda?"

"Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus"(Mq 6:8).

É muito mais fácil fazer coisas que são facilmente mensuráveis (como ofertar boa parte de sua renda ou trabalhar pela igreja) do que agir com justiça. É mais fácil discutir sobre a idade da Terra ou outros pontos controversos da doutrina do que ser misericordioso para com todos. A prática de certas ações exteriores podem nos fazer sentir especiais e espiritualmente satisfeitos.

"Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputarem sobre qualquer ponto de somenos importância. Procura assim desviar a atenção do verdadeiro assunto. Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina?" (O Desejado de Todas as Nações, p. 396). 

Não são as grandes obras, mas, sim, aquelas feitas pela fé, com espírito justo, fiel e humilde que mais agradam a Deus. Quando as fazemos pela fé, é Ele Quem as faz por nós. Que, ao trabalharmos por Deus, foquemos menos nos detalhes e mais na salvação e o bem estar de nosso próximo. Que Deus nos conceda esta experiência hoje!

Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Miqueias 6 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Oséias 3

Comentário devocional:

Neste capítulo o Senhor diz a Oséias: “Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera" (Os. 3:1a, NVI). Assim como Gomer havia abandonado a Oséias, assim também Israel havia abandonado a Deus. A ação de Oséias é uma ilustração viva da disposição divina de ir atrás de Israel e Seu povo de volta apesar de sua infidelidade.

Segundo os escritos de Moisés, um marido podia se separar de sua esposa, caso ela se envolvesse em fornicação ou adultério (Deut. 24:1; Mateus 19:9). No entanto, mesmo em caso de adultério e fornicação, o marido que ainda amava a sua esposa, podia trazê-la de volta e restaurar seu relacionamento com ela. Os israelitas haviam abandonado a Deus, mas o marido celestial ainda amava a Israel e queria restaurar o relacionamento com sua esposa.

Deus quer curar a infidelidade de Seu povo. Quando uma pessoa, seja marido ou mulher, demonstra-se incapaz de ser fiel a um relacionamento, o resultado é uma vida de sofrimentos e dificuldades. Todos corremos o risco de sermos infiéis a Deus, de darmos a Ele o segundo lugar em nossas vidas e aos outros "deuses" o primeiro lugar. Ao percebermos em nós esta situação, lembremos que o nosso Senhor é também nosso médico e pode devolver ao nosso coração a capacidade de amá-Lo como Ele merece ser amado.

Quão gratos podemos ser por termos um Deus amoroso e paciente em Seu trato conosco! Apesar de nossas falhas Ele vem atrás de nós e nos propõe um novo começo. Basta aceitarmos!

Yoshitaka Kobayashi
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 3

Comentário em áudio

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Oséias 2

Comentário devocional:

Oséias 2:1 é uma continuação da bênção de Deus e da prometida prosperidade de Israel mencionadas em 1:10. Judá e Israel seriam novamente um só povo. O profeta Oséias poderia dizer a qualquer homem israelita: "meu irmão", e a qualquer mulher israelita: "minha irmã", pois eles se sentiriam como integrantes de uma família.

Esse era o desejo de Deus para eles, mas estas promessas eram condicionais, dependiam da cooperação deles para com os planos de Deus.

Oséias 2:2-13 descreve o comportamento vergonhoso do povo israelita (vv. 5, 10) e sua ignorância acerca do seu Deus (v. 8). A nação israelita não confiava no Deus com quem estava casada, e decidiu depender de nações que considerava mais fortes (Jeremias 2:25). 

As maneiras de Deus para trazer sua esposa Israel de volta para Si mesmo eram: 1º)  impedi-la de alcançar relacionamentos significativos com outras nações (vv. 6, 7), para que ela dissesse: "Irei e tornarei para o meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora"(v. 7). 2º) privar o povo de seus prazeres, de modo que eles se lembrassem que o verdadeiro doador era o seu Deus, não seus amantes. Se não retornassem a Deus, eles perderiam o seu pão, água, lã, linho, bebidas (v. 5), grãos, vinho, azeite, prata, ouro (v. 8), uvas e figos (v. 12). Eles não teriam mais suas celebrações e festas (vv. 11, 13).

Oséias 2:14-23 retrata o modo de Deus levar Israel ao arrependimento e a uma condição de esperança. No começo Deus levaria Israel a um estado carente e problemático, de modo que escutasse a Deus. Uma atitude de ouvir a Deus é uma "porta de esperança" (v. 15 ARA e NVI). O forte desejo de Deus para restaurar a condição espiritual e o bom relacionamento com ele é demonstrado pelo uso de palavras tais como, vou atrai-la”, “falarei ao coração (ARA) / falarei com carinho (NVI)”, que também tem sentido de “sedução” (2:14). Deus queria trazer Israel de volta à mesma condição e estado de espírito que tinham quando saíram do Egito, cantando de alegria (v. 15).

Até o tempo de Oséias Deus permitiu que Israel o chamasse pela palavra comum Baal, que tinha o significado de "Mestre". Entretanto, Deus queria que Israel entendesse sua relação com Ele como "marido e mulher" em vez de uma relação "mestre-servo" (vv. 16, 17). Deus queria estabelecer uma aliança matrimonial eterna com Seu povo, baseada na fidelidade, justiça, equidade, misericórdia e compaixão (vv. 19, 20).

Se Israel mantivesse um relacionamento correto com Deus, os céus e a terra responderiam e a terra forneceria comida para eles (vv. 21, 22). Que Deus misericordioso nós temos!

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 2

Comentário em áudio


Comentário selecionados:

16 já não me chamará: Meu Baal (ARA) [NVI: meu senhor; NKJV: meu mestre; The Clear Word: feitor]. Ba'al, em heb. quer dizer  "senhor", "dono" e "marido". Tinha havido tanta adoração aos baalins, que agora Deus nem queria que existisse a palavra Ba'al no sentido inocente de marido, que doravante passaria a ser designado pela palavra 'ish, "homem", "marido". Bíblia Shedd.

16, 17 marido ... senhor ... baalins. Jogo  de palavras. Das duas palavras hebraicas usadas em referência ao "marido", uma ("senhor") é idêntica ao nome do deus Baal. Haverá reação tão vigorosa contra a adoração a Baal, que essa palavra traduzida por "senhor" já não será aplicada ao Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Daniel 6

Comentário devocional:

O general de Ciro, Gubaru (ou Gobryas), que tomou Babilônia, também foi o seu primeiro governante, sob o nome de Dario, o Medo (v. 1).
Daniel foi colocado como um dos três supervisores dos 120 sátrapas ou governadores escolhidos pelo rei e, com a ajuda de Deus, distinguiu-se como um bom estadista muito acima dos outros dois altos oficiais do rei. Estes, invejosos de Daniel, tentaram, em vão, encontrar alguma acusação contra ele (v. 4). Daniel não se corrompia e era extremamente trabalhador e confiável. Legalmente não podiam fazer nada contra ele; então eles foram buscar algo contra ele em sua religião (v. 5). 

Dissimulando honrar ao rei, eles o persuadiram a emitir um decreto que não poderia ser revogado: no período de 30 dias ninguém poderia fazer petição a qualquer deus ou pessoa, a não ser para Dario, sob pena de ser lançado na cova dos leões (v. 7).

Quando Daniel ouviu falar acerca do decreto, abriu as janelas de sua casa e continuou orando a Deus três vezes por dia, como sempre fizera. Nada mudara para ele (v. 10). Daniel sabia que a adoração contínua e a oração eram a chave para o sucesso espiritual de sua vida. Ao testemunharem isto, os inimigos de Daniel o acusaram de desobediência ao decreto do rei.

O rei só neste momento entendeu a armadilha em que caíra e ficou consternado com a noticia, porque gostava muito de Daniel (v. 14). Dario buscou de todas as maneiras salvá-lo porém, sem sucesso (v. 15) – a lei dos medos e persas estava acima dele. A muito contragosto, Dario ordenou que se baixasse o ancião, que teria 83/84 anos na época, através de cordas na cova dos leões, expressando a ele o sincero desejo de que seu Deus o salvasse (v. 16). Em seguida, a cova foi fechada com uma pedra e selada com o selo do rei e os selos dos nobres (v. 17). 

Nesta noite não houve para Dario sono, comida ou entretenimento (v. 18). Imediatamente aos primeiros raios do sol correu para a cova para ver o que acontecera (v. 19). Com aperto no coração, já esperando pelo pior, chamou Daniel para ver se ainda estava vivo (v. 20). Para grande alegria de Dario, Daniel, de dentro da cova, louvou a Deus por ter sido salvo dos leões, sem qualquer ferida sequer (vv. 21, 23). Então, os papéis se inverteram e os acusadores de Daniel foram jogados, junto com suas mulheres e filhos na cova dos leões, onde foram imediatamente devorados (v. 24).

Este episódio claramente inspirado pelo inimigo de Deus teve como resultado exaltá-Lo ainda mais, pois em todo o reino se fez conhecido, por decreto real, que “Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (vv. 25-26). Este decreto foi colocado nos arquivos do reino para que os futuros governantes dos medos e persas tivessem dele conhecimento. Através dele, Dario testemunhou que Deus resgata e salva, opera sinais e maravilhas no céu como na terra (v. 27) para livrar os seus. Dario estava aqui não só relatando o passado, mas também profetizando e descrevendo a obra de salvação de Deus em Jesus.

Naquele ano e no próximo Daniel prosperou, tanto no reinado de Dario quanto no de Ciro, que o sucedeu no trono. A última data que temos notícias de Daniel foi o ano de 536 aC, no terceiro ano de Ciro, quando ele teve a longa visão dos capítulos 10 a 11, sobre os reinos que se sucedem até a ressurreição dos justos, no fim dos tempos.

Querido Deus,
Diariamente teu povo remanescente é alvo de críticas, falsas acusações e perseguições. O objetivo é diminuir a sua influência para o bem. Resgata e protege, Senhor, o Teu povo, não só das acusações, quanto de estar entre os acusadores. Em Teu Santo Nome oramos. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 6 

Comentário em áudio

Palestra sobre Daniel 6



Comentário pastor Heber Toth Armí sobre Daniel 6

Se vivêssemos a religião bíblica como deve ser; se não rendêssemos à cultura do mundo, mas aos princípios do Céu; se o amor por Deus determinasse nosso comportamento e nossas decisões, certamente não veríamos sermõezinhos pragmáticos, megaigrejas aguadas e os efeitos pós-modernos numa sociedade capenga.

Daniel não é crente camaleão, que muda conforme dita a sociedade, a moda, a política ou, se outros crentes não são como ele: resoluto na Palavra de Deus. Além disso, a vida de quem vive pela fé – não pelo medo ou conveniência, é eletrizante, emocionante: Daniel foi jogado vivo para ser comido pelos leões, e saiu vivo – ele tem histórias para partilhar!

Note: Ser convencido é uma coisa, ser convicto é outra; assim como ter fé é uma coisa e, viver pela fé é outra. A atitude de Daniel em orar com a janela aberta confronta a irrevogável lei medo-persa, porém sua atitude não é de rebeldia e arrogância, mas de submissão ao Deus que os infiéis arrogantemente desprezam e ignoram.

Diante da arrogância em prol do erro, da pressão e ameaça para com os fieis, os verdadeiros filhos de Deus, mesmo em face a leões, perseguições e morte, têm honrado, primariamente, a Deus. Por que não ser corajoso contra os homens perversos, quando estes são tão corajosos em desafiar a Deus?

Daniel permaneceu uma noite entre leões, os que o acusaram sentiram na pele o que significa isso; o resultado, porém, revelou que é muitíssimo melhor servir a Deus do que acusar os servos de Deus.

Ainda, neste capítulo aprendemos que,
1. É melhor obedecer a Deus que aos homens, ainda que o homem seja o rei do maior império mundial. 
2. É melhor cumprir a lei de Deus quando as leis dos homens confrontam essa lei.
3. É melhor honrar a Deus do que lutar para preservar a vida, pois Deus é Quem dá e preserva a vida.
4. É melhor viver os princípios divinos, custe o que custar, antes que os caprichos da vontade humana.
5. É mais prudente agradar a Deus do que a qualquer ser humano, por mais importante que ele seja.
Em nossa geração, carecemos de gente de convicção. “Reaviva, Senhor, nossa paixão por Ti”.
Viva hoje o ideal de Deus!

domingo, 17 de agosto de 2014

Daniel 3

Comentário devocional:

Daniel 3 poderia ser resumido pela frase: “Ouse fazer a diferença”. Quando tivermos este direcionamento, Deus nos sustentará e nos ajudará, mesmo que um milagre seja necessário. 

Nabucodonosor erigiu uma imensa estátua de ouro (ao menos inteiramente folheada de ouro) em desafio à estátua de quatro materiais que vira no sonho, anos atrás, significando os reinos que se sucederiam. A ideia de poder total e eterno sempre seduziu os ditadores. O maior pesadelo deles, por outro lado, era serem eles vítimas de conspirações ou de envenenamento. A maioria tinha provadores de comida e chegavam a dormir cada noite em uma cama diferente para evitar o assassinato. Possivelmente Nabucodonosor temia que houvesse alguma rebelião em curso e uma adoração apoteótica de todos os seus liderados serviria para afirmar seu poder. O castigo para a não demonstração de sujeição seria a morte na fornalha.

A falsa adoração geralmente anda de mãos dadas com música alta e envolvente de forma a utilizar as emoções para envolvimento total dos adoradores. Assim aconteceu na planície de Dura. Todos os instrumentos conhecidos foram trazidos para que a adoração ao rei fosse total.

Os três amigos de Daniel perceberam que estavam sendo impelidos para uma zona de adoração que pertence somente ao verdadeiro Deus e decidiram firmemente não se curvar a outro deus. Seus inimigos, provavelmente invejosos pelos destaque deles na administração do reino, aproveitaram imediatamente a oportunidade para acusá-los perante o rei.

O fato de Nabucodonosor, apesar de irado, dar uma nova chance aos três hebreus indica que ele os conhecia e os respeitava. Porém seu ego falou mais forte ao ser novamente contrariado em público e ordenou que fossem jogados na fornalha, extremamente aquecida.

Da plataforma onde estava, o rei contemplou assustado que os três hebreus não morreram, mas estavam passeando dentro do fogo, acompanhado por um quarto ser de aparência celestial (v. 23). A compreensão de estar diante de uma manifestação divina fez com que Nabucodonosor caísse em si e percebesse que não era nada diante do poder e majestade de Deus (v. 24). Então o rei aproximou-se da abertura da fornalha, a uma distância segura, e chamou os hebreus para fora: "Servos de Deus Altíssimo, saiam!" (v. 26 NVI).

A fidelidade dos três hebreus mesmo correndo o risco de serem mortos teve forte impacto no reino de Nabucodonosor e muitos oficiais devem ter se convertido ao Deus verdadeiro naquele dia. O registro do milagre, em aramaico, passou a fazer parte dos registros oficiais do palácio, como testemunho irrefutável. Apesar de ainda manifestar crueldade em seu decreto (v. 29), a conversão do rei estava a caminho.

Querido Deus,
Somos, a todo tempo, submetidos a influências para desviar de Ti toda a nossa adoração. Que nossa adoração seja verdadeira, conduzida pela suave voz do Teu Espírito, nos mantendo serenamente fiéis à Tua vontade expressa em Tua Palavra. Amém

Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/3/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Daniel 3 


Palestra sobre Daniel 3

sábado, 16 de agosto de 2014

Daniel 2

Comentário devocional

 Neste capítulo Daniel relata um acontecimento que marcou definitivamente a sua vida. Ele escreveu em aramaico, a língua falada pela população em geral, para que a veracidade do relato pudesse ser confirmada pelos oficiais da corte que falavam essa língua. É interessante notar que os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran trazem exatamente o mesmo texto hebraico a partir do qual nossas atuais traduções da Bíblia são feitas. 

No segundo ano de Nabucodonosor, Deus deu ao rei um sonho que o perturbou muito (v. 1). Ditadores muitas vezes são inseguros e não confiam em ninguém ao seu redor. Naqueles dias, um ditador buscava ansiosamente o conselho dos adivinhos sobre o que deveria ou não fazer. Neste caso, entretanto, eles simplesmente não sabiam o que dizer a Nabucodonosor a partir de suas tábuas astrológicas. 

 O rei disse que estava ansioso para saber o sonho (v. 3) e ameaçou todos os sábios da corte com a morte caso não conseguissem revelar o mistério. "Esta é a minha decisão: se vocês não me disserem qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços e que as suas casas se tornem montes de entulho" (v. 5, NVI). 

Os adivinhos perceberam então que tinham um grande problema. Eles conheciam a extrema brutalidade dos ditadores assírios e babilônios, como a demonstrada na captura de Laquis, registrada na parede do palácio de Senaqueribe, em Nínive. Muito provavelmente eles seriam cortados em pedaços ainda vivos. 

 Tendo ciência da crise que também o envolvia, Daniel se aproximou e pediu para falar com o rei (v. 15) e pediu a seus amigos para orarem com ele a respeito do assunto (v. 17-18). Deus respondeu a oração deles e deu a Daniel o sonho e a sua interpretação (v. 19). No sonho o rei havia visto uma enorme estátua, de diversos materiais, que foi destruída por uma rocha não cortada por mão humanas. O conceito fundamental do sonho é que Deus está no controle da história deste mundo e de seus sucessivos impérios. Este mesmo conceito já havia sido exposto por Moisés em Gênesis 31, Êxodo 3 e Jó 12. 

 A interpretação do sonho dada por Deus a Daniel e transmitida ao rei foi a seguinte: A cabeça de ouro da imagem representava a Babilônia (v. 37a). Outros reinos se sucederiam, como confirmado pela História. Depois da Babilônia veio a Medo-Pérsia (v. 39a) representada pela prata, e depois de sua queda, veio o Império Grego representado pelo bronze (v. 39b). 

Depois da queda da Grécia dominou o "império de ferro" de Roma. Mais tarde, na Idade Média, Roma assumiu uma orientação religiosa através da Igreja Católica Romana, quando passou a ser conhecido como o Sacro Império Romano (v. 40). O aspecto religioso de Roma se revela logo em 538 dC, quando o imperador Justiniano ordenou que nas moedas a serem cunhadas naquele ano ele não deveria ser retratado, como no passado, como um guerreiro ou um soldado com uma lança em um cavalo, mas como um teólogo segurando em suas mãos uma cruz. 

 O último reino que aparece no sonho composto de "argila e ferro" (vs. 41-43), também teria fim, como todos os demais. Então uma pedra vinda do próprio Deus destruiria a imagem que Nabucodonosor vira em seu sonho e o Deus do céu estabeleceria um reino que jamais seria destruído (v. 44). 

 Quando Nabucodonosor ouviu tudo isso, colocou o rosto em terra perante Daniel (v. 45-47). Apesar de ser ainda um calouro, Daniel foi promovido a chefe de todos os sábios da Babilônia. Daniel foi trazido para a corte do rei e seus amigos se tornaram encarregados da administração da província de Babilônia, a seu pedido (v. 49). A inteligência e a sabedoria de Daniel e seus companheiros lhes foram dados por Deus. 

Querido Deus, 
Vivemos no tempo do fim e sabemos que o Seu filho, a Rocha dos Séculos, virá em breve como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores para encher a terra com a Sua glória. Que possamos, desde agora, nos abrigar nEle. Amém. 

Koot van Wyk
Universidade Nacional de Kyungpook, Coreia do Sul



Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Daniel 2
 Palestra sobre Daniel 2

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Daniel 1

Comentário devocional:

Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.

Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).

Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.

O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.

O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico "Deus é meu juiz" foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico "Bel". O nome Ananias, que significa "Javé é amável", o comandante mudou para Sadraque. Misael significava "Quem é de Deus", e foi mudado para Mesaque. Azarias significa "Javé está ajudando", e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.

Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer "carne de porco", "carne de boi" e "peixe". Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).

Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança. 

Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: "Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você ... não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas" (Prov 23:1 e 3 NVI); "Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas" (Prov 23: 31-33, NVI).

Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu "sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência" (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).

Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira. 

Querido Deus,
A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 1 

Comentário em áudio 

Palestra sobre Daniel 1

Palestra sobre o livro de Daniel



Material para estudo adicional


Tema e estrutura do livro de Daniel:

 O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):

A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)
   B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)
      C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)
         D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina; 
              Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);
      C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)
   B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)
A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)

Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico ... Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.

As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). ... João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse.  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.




Comentários selecionados:

1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.

A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.

2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.

Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.

O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.

3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.

8 resolveu Daniel ... não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.

Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.
 
12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.

dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.

legumes ... e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.

17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.

19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.

20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.

Do que todos os mágicos e encantadoresPor meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.

Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. ... É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. ... como na Idade Média. ...  Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. ... Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.

21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.

Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

domingo, 20 de julho de 2014

Ezequiel 23

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha - e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha - você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ezequiel 17

Comentário devocional:

Este é o terceiro capítulo seguido que nos apresenta uma parábola. Na maioria das vezes as parábolas bíblicas são muito óbvias em seu significado. Muito poucas têm significados ocultos. Quando Jesus falava em parábolas, a maioria delas tinham significado claro. Mas em algumas outras os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Senhor, diga-nos, o que é que essa parábola quer dizer?"

A mesma coisa é verdade a respeito das parábolas do Antigo Testamento. Na maioria das vezes no AT uma parábola é muito óbvia em seu significado. 

As parábolas de Ezequiel 15 e 16 são fáceis de entender. Porém a do capítulo 17 não. É por isso que o versículo 2 diz: "Filho do homem, propõe um enigma e usa de uma parábola para com a casa de Israel" (ARA). É uma parábola, no sentido que ela tem significados espirituais, mas é um enigma no sentido de que precisa ser explicada.

Na ilustração de Ezequiel uma águia gigante quebrou o topo de um jovem cedro e o levou para uma terra diferente. De fato, em 597 aC Babilônia capturou Joaquim, rei de Judá, juntamente com o melhor do povo de Jerusalém, e levou-os para a Babilônia.

Retornando à terra do cedro, a águia plantou uma semente nativa que cresceu e se transformou em uma videira. Ela não cresceu muito, mas se manteve obediente à águia. Ou seja, retornando a Jerusalém, Babilônia nomeou outro membro da família real de Judá, Zedequias, como rei em lugar de Joaquim. Zedequias recebeu uma limitada independência após ter jurado submissão a Babilônia.

Em seguida, outra águia gigante, tão impressionante quanto a primeira, aparece em cena, e a videira de baixa estatura transfere sua lealdade (suas raízes) a esta nova águia. De fato, Zedequias se rebelou contra a Babilônia através da celebração de um tratado militar anti-Babilônia com o Egito. A primeira águia (Babilônia), portanto, arrancou a videira com suas raízes e cortou seus frutos e galhos, deixando-a murchar e morrer. Babilônia destruiria Jerusalém e levaria Zedequias ao exílio humilhante onde ele morreria.

A interpretação de Ezequiel da ilustração dá ênfase especial à traição de Zedequias ao quebrar o tratado com a Babilônia (v. 18, 19). Zedequias tinha feito um juramento de fidelidade a Nabucodonosor, em nome do Senhor Jeová, mas quebrou esse juramento ao buscar ajuda do Egito. Como castigo ele foi levado cativo para a Babilônia. 

Por último, Ezequiel, mostra que Deus, não uma águia, vai retirar o topo de um cedro (v. 22). Ele vai plantá-lo no topo de uma montanha, onde se transformará em uma árvore enorme e magnífica, trazendo benefícios para aves e animais de todos os tipos.

A partir da linha davídica de reis, Deus tomará um rei, o Messias, e por meio dele estabelecerá um reino que trará bênçãos a todo o mundo. Árvores altas e verdes secarão, mas a árvore de Deus florescerá. Nações como a Babilônia e o Egito perecerão, mas o reino de Deus será exaltado. 

Ao empreendermos as nossas atividades hoje lembremos de colocar o Messias em primeiro lugar em nossas vidas. Aqueles que estão unidos a Ele hoje participarão de Seu reino para sempre.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 17 

Comentário em áudio 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Jeremias 40

Comentário devocional:

Nebuzaradã, o capitão da guarda babilônica levou Jeremias preso em correntes até Ramá, provavelmente em Naftali, após a destruição de Jerusalém. Jeremias 40:1-6 é uma explicação do resumo em Jeremias 39:11-14.

O rei Nabucodonosor mandou Nebuzaradã não fazer mal a Jeremias, mas que cuidasse bem dele e que concedesse qualquer pedido seu. Nebuzaradã, então, deu a Jeremias liberdade para ir a qualquer lugar que quisesse. Jeremias decidiu viver perto de Gedalias, em Mispa de Benjamim, a quem Nabucodonosor nomeou como governador de Judá. Deus concedeu ao novo governador ajuda através da presença do profeta Jeremias com ele. Jeremias poderia consultar a vontade do Senhor sempre que o governador pedisse.

Gedalias foi um bom governador do ponto de vista humano. Ele procurou a bondade e a felicidade do povo de Judá (Ver Jeremias 40:9-10).

Havia capitães do exército de Judá, do lado de fora de Jerusalém, que não foram capturados pelos babilônios. Eles foram a Gedalias e lhe disseram que havia um plano para matá-lo através de Ismael, a mando de Baalis, o rei dos amonitas. Gedalias não acreditou no relatório de Joanã e dos capitães do exército da Judéia. Mas Joanã estava preocupado e propôs um plano para matar Ismael antes que ele matasse o governador. Joanã sabia que o pequeno povo remanescente de Judá se dispersaria caso o governador Gedalias fosse assassinado por esses assassinos pró-egípcios. No entanto, o governador foi complacente para com os assassinos ao não acreditar no relatório. Ele ordenou a Joanã, "Não faça uma coisa dessas. O que você está dizendo sobre Ismael não é verdade. Você não deve matar Ismael. Porque você fala falsamente a respeito de Ismael" (v. 16 NVI).

Faltava algo para Gedalias, aliás, a coisa mais importante na vida de qualquer ser humano. Antes de sua decisão final ordenada a Joanã, Gedalias deveria ter consultado o profeta Jeremias, que estava com ele, se este rumor de assassinato era verdadeiro. Se o profeta dissesse: "É verdade", ele então poderia perguntar a Jeremias o que deveria fazer.

Gedalias era um homem de boa vontade, que amava as pessoas, mas neste momento importante de decisão, ele não fez a coisa mais importante: consultar a Deus através do profeta Jeremias. Deus quer ser consultado.

Senhor, ajuda-nos a evitar o terrível erro de Gedalias. Nos momentos decisivos de nossa vida, ajuda-nos a consultar a Ti ao invés de confiarmos em nosso julgamento.

Yoshitaka Kobayashi
Japão




 Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/40/

 Traduzido por JAQ/JDS

 Texto bíblico: Jeremias 40 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Jeremias 39

Comentário devocional:

Os primeiros versos deste capítulo mencionam a invasão de Jerusalém por Nabucodonosor e o que ele fez a Zedequias e ao povo de Judá. O rei Zedequias defendeu sua cidade por mais de dois anos, mas no décimo primeiro ano do seu reinado uma parte do muro foi derrubada. Depois de ver os chefes babilônicos entrarem na cidade, Zedequias e seus soldados fugiram de Jerusalém secretamente no meio da noite. Eles queriam fugir pela campina do Jordão, mas foram capturados perto de Jericó. Então, foram levados ao rei Nabucodonosor em Ribla, na terra de Hamate, na Síria.

Nabucodonosor matou os filhos de Zedequias e os nobres de Judá, cegou os olhos de Zedequias, prendeu-o com cadeias de bronze e o levou cativo para Babilônia. Nesse meio tempo os caldeus queimaram o palácio do rei e as casas dos judeus e derrubaram os muros de Jerusalém. Então Nebuzaradã, o capitão babilônico da guarda, deportou o resto do povo de Judá, para a Babilônia, exceto os agricultores pobres da Judéia.

Enquanto Jeremias ainda estava encarcerado no pátio da guarda, veio a ele a mensagem de Deus para que dissesse a Ebede-Meleque, que havia anteriormente salvo Jeremias de sua prisão no poço de lama, de que não morreria na invasão da cidade. Deus garantiu a sua vida.

Este capítulo contrasta três tipos de pessoas. Em primeiro lugar, os oficiais do rei que confiavam no Egito e odiavam Jeremias. Eles eram maus e se opuseram a Deus. Em contraste, Ebede-Meleque salvou a vida de Jeremias e, pelas informações que dispomos, era um homem de caráter, que confiava em Deus.

O rei Zedequias, no entanto, não pertence a nenhum desses dois grupos. Ele foi sensível o suficiente para salvar Jeremias das mãos dos príncipes, mas não aceitou a sugestão de Jeremias de se render ao rei de Babilônia, porque confiava na força do exército egípcio contra os babilônios. O resultado de sua descrença em Deus foi a destruição de Jerusalém e o fim do reino de Judá. 

Jeremias 39:1-8 descreve o miserável fim da vida de Zedequias. Ele poderia ter evitado tal desgraça se tivesse acreditado plenamente e obedecido a mensagem de Deus através de Jeremias.

Como podemos evitar ser como o rei Zedequias e os seus oficiais? Ouvindo e obedecendo de boa vontade a voz de Deus através de Seus mensageiros ao invés de julgar cada situação de acordo com os padrões do mundo.

Yoshitaka Kobayashi, 
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/39/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS


Texto bíblico: Jeremias 39 


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Jeremias 35

Contexto histórico:

"Nos capítulos 35-36 regressamos ao reinado de Jeoaquim. Cronologicamente, seguem-se ao capítulo 26." Bíblia Shedd


Comentário devocional:

O Senhor elogiou os recabitas e os utilizou como exemplo por manterem as promessas feitas aos seus antepassados. Estas pessoas de palavra me lembram outro personagem da Bíblia cuja vida de integridade sempre me inspirou.

José prometeu servir lealmente a Potifar, porém, acima disso, ele prometeu ser fiel e leal a Deus. Quando foi tentado a quebrar sua promessa, José respondeu: "Como poderia eu ... cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?" (Gn 39:9 NVI). O Senhor abençoou a José por causa de sua fidelidade. Um estudo cuidadoso da história de José confirma que Potifar também confiava nele. Se Potifar tivesse realmente acreditado nas acusações maliciosas de sua esposa, José certamente teria sido executado naquele mesmo dia.

Eu desafio você hoje a ser uma pessoa de palavra. Não faça promessas descuidadamente – faça-as com cuidado e oração. Mas, quando você fizer uma promessa, especialmente a Deus, seja fiel a ela. Em um mundo onde ninguém honra a suas promessas, que a sua vida seja um testemunho de alguém que honra as suas.

"Senhor, obrigado porque Tu és fiel a todas as Tuas promessas. Ajude-me, hoje, com a presença capacitadora do Teu Espírito Santo a sempre cumprir
minhas promessas. Amém".

Derek J. Morris
EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/35/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 35 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Jeremias 26

Comentário devocional:

Os profetas sempre tiveram uma tarefa desafiadora: compartilhar com as pessoas as mensagens que Deus lhes dera. Muitas vezes, porém, não eram mensagens agradáveis.

Imagine o que seria servir como um profeta hoje. Muitas pessoas se sentem perturbadas com a Palavra de Deus, porque querem seguir o seu próprio caminho e fazer suas próprias coisas.

Jeremias recebeu a difícil tarefa de chamar o povo de Judá ao arrependimento. E fielmente entregou a mensagem de julgamento ao povo. O resultado foi que eles o agarraram e avisaram: "Você certamente morrerá!" (v. 8 NVI). Isso tudo aconteceu na casa do Senhor. Os líderes estavam pregando a paz e aqui vem Jeremias pregando a desgraça!

É interessante notar que Jeremias foi especificamente instruído por Deus: "Não omita uma só palavra" (v. 2c NVI). Ele recebeu uma mensagem que tinha que entregar sem nenhum abrandamento nem alteração em qualquer aspecto, mesmo que sua vida corresse perigo. 

De que modo as pessoas procurarão silenciar os mensageiros de Deus hoje? Os levarão aos tribunais por invadirem o seu espaço pessoal e privacidade, acusando-os por difamação de caráter? Serão deixados de lado, sem amigos? As reações hoje em dia serão diferentes daquelas da época de Jeremias?

O povo de Judá queria Jeremias morto, porque ele havia profetizado a desgraça para a cidade de Judá (v. 11). A defesa de Jeremias foi: "O Senhor enviou-me para profetizar contra este templo e contra esta cidade tudo o que vocês ouviram" (v. 12 NVI).

Este plano de leitura da Bíblia “Reavivado por Sua Palavra” me ajudou a não ler seletivamente, mas verificar a mensagem das Escrituras sistematicamente como um todo. A mensagem de julgamento não faz parte das passagens preferidas de muitos, mas é de suprema importância para todos os tempos, especialmente hoje, quando ela faz parte da nossa Verdade Presente (Apoc. 14:9-12).

Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua cidade hoje? Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua igreja hoje? E eu deveria acrescentar: que mensagem de julgamento Deus teria para você hoje?

Estamos preparados, como Jeremias, para sermos portadores das mensagens de Deus? A representar o Senhor, quando as pessoas atacam a Sua Palavra?

Felizmente, a situação mudou e a vida de Jeremias foi poupada, mas ele nunca deixou de falar a verdade por nada, mesmo com risco da própria vida.

"Senhor , ajuda-me a nunca trair a verdade e a sempre defender a Tua Palavra para honra e glória do Teu nome. Amém".

Michael Sokupa
Heidelberg College, África do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/26/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 26