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domingo, 14 de junho de 2015

I Pedro 3

Comentário devocional:

Continuando em uma linha prática, Pedro aconselha maridos e esposas a que sejam respeitosos e amorosos, considerando-se mutuamente  como herdeiros "do dom da graça da vida" (v. 7 NVI). Ele lembra as mulheres que o que as torna mais atraentes é ter uma conduta semelhante à de Cristo, ao invés de estratagemas externos para chamar a atenção. Por outro lado, Pedro lembra também que Deus não abençoa o marido tirânico, egoísta e dominador.

Pedro se dirige aos cristãos em geral, com uma exortação para que sejam unidos em espírito. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sugere que o termo traduzido por "unidade" no verso 8 não significa uniformidade. Pedro reconhece que as diferenças de opinião podem surgir e exorta os crentes a amar uns aos outros, mostrando cortesia e compaixão, ao invés de brigas e xingamentos.

Alguns têm sido incomodados pelos versos 18-20, supondo que Jesus ou Noé pudessem ter pregado o evangelho para as pessoas no inferno. Na realidade, o que a passagem quer dizer é que Cristo pregou através do Espírito Santo (v.19) para as pessoas que vivem na prisão do pecado (Sl. 142:7).

Um dos maiores desafios deixados por Pedro para nós, como seguidores de Jesus, ocorre no verso 15, onde ele nos exorta: "Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês". Esta advertência é impossível de cumprir sem um estudo cuidadoso da Escritura, em espírito de oração, para que entendamos a vontade de Deus.

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Pedro 3 

Comentário em áudio 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Tiago 5

Comentário devocional:

Num futuro próximo, os cidadãos do mundo que alcançaram uma boa situação financeira por meios desonestos estarão chorando por causa dos problemas que sobrevirão a todos. Se obtivemos sucesso financeiro através de meios egoístas, nosso dinheiro e todos os bens que possuirmos se tornarão inúteis. Nossas roupas caras serão destruídas por traças e nossas preciosas moedas acumuladas se enferrujarão (vs. 1-3).

Precisamos prestar atenção à forma como tratamos os outros. Alguns nem sequer pagam um salário adequado aos seus trabalhadores. Estes clamam a Deus em desespero diante da injustiça sofrida. Deus tem ouvido seus clamores. Muitos vivemos como se não houvessem conseqüências para as escolhas que estamos fazendo. A vida é tão curta, podemos estar aqui num dia e não estarmos no próximo (vs. 4-6).

Estamos nós sofrendo? Encontramos dificuldades em cada curva da jornada da vida? Precisamos levar nossos problemas ao nosso Pai celestial (v. 13a). Ele nos dará a força necessária para seguirmos em frente através das dificuldades da vida. Por outro lado, se tudo está bem conosco, alegremo-nos pelas bênçãos e favor divinos em nossa vida (v. 13b).

Lembremo-nos que devemos confessar nossos pecados somente a Deus e admitir nossos "erros" para os outros (v. 16a). Precisamos orar uns pelos outros, e se Deus em Sua grande misericórdia escolher nos curar, Ele o fará (v. 16b). As orações sinceras e consistentes dos justos têm um poder tremendo junto ao Senhor. As orações coletivas de Seu povo em prol dos necessitados tocam o coração de Deus.

Se trazemos alguém de volta para Deus, salvamos essa pessoa da morte eterna e a conduzimos a uma vida melhor neste mundo (vs. 19, 20). Seus pecados serão lançados nas profundezas do mar para nunca mais ser revelados. A pessoa receberá a vida eterna. O lado bom de tudo isso é que o Senhor nos escolheu para desempenhar um papel em trazer um "filho pródigo" para casa, para os braços amorosos de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Robin Pratt
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/5/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Tiago 5 

Comentário em áudio 

Tiago 5 - Comentários Selecionados

1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Tiago reprova aqueles que alcançaram seu objetivo material e enriqueceram. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.

3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os "ricos" no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.

5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaõ, "ter uma vida tranquila e luxuosa". As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.

6 Resistência. Do gr. antitassõ, "opor-sé", "oferecer resistência". O testemunho desses justos "condenados" e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os
opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.

9 Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.

11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.

12 Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento.  CBASD, vol. 7, p. 590.

15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.


16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.


19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.

20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptõ, "cobrir", "velar" (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados "nas profundezas do mar" (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.

terça-feira, 12 de maio de 2015

I Timóteo 2

Comentário devocional:

Paulo deixou claro a Timóteo as necessidades espirituais da igreja. Por onde Timóteo devia começar? "Antes de tudo", pela oração. (v. 1). É assim que devemos sempre começar. Vejamos o exemplo de Jesus: ao sair das águas do batismo, Ele se ajoelhou e orou. Dali, então, Ele foi levado ao deserto onde manteve comunhão com Deus pela contemplação e oração. Hoje, quando as forças do anticristo trabalham para assumir o controle do mundo, nós também precisamos orar.

Precisamos orar por nós mesmos e por aqueles em posição de autoridade para que defendam a liberdade e a justiça para todos os cidadãos, incluindo as minorias. Ao mesmo tempo devemos proceder coerentemente e não criticar as pessoas pelas quais estamos orando. Ore também para que todas as pessoas "cheguem ao conhecimento da verdade" (v. 4, NVI) sobre Deus e si mesmas e venham a se converter e salvar, que é a vontade de Deus, pelos méritos de Cristo. Cristo é o único Mediador. Ele deu a si mesmo a favor de todos. Isto inclui aqueles em posição de autoridade.

As palavras de Paulo às mulheres são ditas no contexto do culto a Diana, a deusa dos efésios (Cf. Atos 19:27-28, 35), no qual muitas mulheres, atuando como sacerdotisas-prostitutas, serviam como atração para as crenças pagãs e, assim, controlavam a espiritualidade e outros aspectos da vida dos homens . Paulo não queria que as mulheres cristãs tivessem qualquer semelhança com as mulheres que trabalhavam nos templos pagãos. Elas deveriam viver e agir como exemplos vivos do evangelho. As mulheres cristãs têm uma santa vocação como esposas, mães e trabalhadoras para Deus. Noutra parte de seus escritos, Paulo reconheceu pelo nome a Evódia e Síntique como mulheres que "trabalharam muito para espalhar o evangelho" (Filipenses 4:3, NTLH).

A competição entre os sexos é contrária ao propósito de Deus. Homens e mulheres possuem algumas habilidades diferentes e complementares. Quando se unem para servir aos semelhantes cumprem o propósito de Deus.

David Manzano
Pastor aposentado
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1ti/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto Bíblico: I Timóteo 2
Comentários em áudio

sábado, 2 de maio de 2015

Colossenses 4

Comentário devocional:

No fechamento de sua epístola aos crentes de Colossos, torna-se claro o que é mais importante para Paulo - ele deseja que Cristo seja revelado a outros. Ele pede aos Colossenses para que orem a fim de que portas sejam abertas para ele continuar a ter a oportunidade de compartilhar o mistério de Cristo (v. 3). Ele deseja falar as verdades ocultas de Cristo de uma forma compreensível para que os outros as compreendam (v. 4). Paulo também encoraja os crentes de Colossos a interagir sempre com os outros de uma forma que revele a graça de Cristo e conduzam suas vidas de uma forma que mostre a sabedoria do modo de vida cristão (v. 5-6). Cristo deve ser revelado, seja pelas palavras ou ações.

Paulo encerra sua carta partilhando algumas curtas notícias sobre cada um de seus colegas de trabalho que foram um conforto especial para ele (vs. 7-12). Um desses trabalhadores que estava com Paulo era Epafras, originário de Colossos, o qual orava fervorosamente pelos crentes colossenses. A oração contínua de Epafras era que eles se mantivessem "firmes em toda a vontade de Deus" (v. 12 NVI).

Logo antes de suas palavras finais, Paulo pede aos colossenses que leiam a carta perante toda a igreja e a compartilhem com outro grupo nas proximidades, a igreja de Laodicéia (v. 16).

Paulo encerra sua epístola pedindo aos fiéis que se lembrem das correntes que ele usava por causa de seu grande desejo de viver para o que era mais importante para ele - tornar Cristo conhecido (vs. 3, 18).

Kenneth Norton
Collegedale, TN
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/col/4/

Traduzido por: JDS/JAQ/IB

Texto bíblico: Colossenses 4 

Comentários em áudio 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Colossenses 1

Comentário devocional:


Em sua opinião, quem é a pessoa mais importante que vive em sua cidade agora? Qual a pessoa mais importante em seu estado? Em seu país? No mundo? Como você decidiu quem era mais importante? Quais as qualificações que essas pessoas têm que as tornam tão importantes? Será que é a posição, a riqueza ou algo especial que elas fizeram para a sua cidade, estado, país ou mundo? Só mais uma pergunta: Se uma dessas pessoas importantes lhe dedicasse atenção pessoal, como você se sentiria?


Em Colossenses 1, o apóstolo Paulo descreve alguém que atualmente ocupa o mais alto cargo possível no universo, tem a maior riqueza, fez algo tão significativo que os efeitos ainda são sentidos no céu e na terra, e que quer estar tão perto de você quanto possível.


Antes de delinear as qualificações de pessoa mais importante do universo e falar sobre a sua misteriosa atenção para conosco, Paulo encoraja os crentes de Colossos. Ele reconhece a fé, o amor e a esperança deles e lhes diz que está orando por eles (vs. 3-12). Ele os lembra de que, por meio do sangue de Cristo, foram libertados do poder das trevas e transferidos para o reino do Filho (vs. 13-14).


Paulo, então, dirige a sua atenção para a importância e o significado universal de Jesus. Cristo ocupa ocupa uma posição acima de toda a criação e revela-nos exatamente como é Deus, o Pai (v. 15). Jesus Cristo criou e é o proprietário de tudo que existe visível e invisível (v. 16). Ele estava lá antes de tudo ter sido criado e conserva todas as coisas em ordem e harmonia (v. 17, NTLH). Nenhum mero ser humano conduz a Sua Igreja. Ele a dirige como Alguém digno da maior preeminência (v. 18). Ele é totalmente Deus, e por causa da Sua morte na cruz, as pessoas podem fazer as pazes com Deus e ser apresentadas santas, inocentes, e sem qualquer acusação diante dEle se permanecerem fiéis em seu compromisso com Ele (vs. 19-23).


Então Paulo compartilha um mistério glorioso. Esse Deus de posição, riqueza e incessante atividade quer viver em nós (v. 27). A pessoa mais importante do universo regou-nos com sua atenção e quer estar o mais próximo possível daqueles que Ele redimiu com Seu sangue.


Agora, como você se sente com essa atenção especial?


Kenneth Norton
Estados Unidos




Traduzido por: JDS/JAQ/IB


Texto bíblico: Colossenses 1

Comentários em áudio

sexta-feira, 13 de março de 2015

Romanos 15 - Comentários Selecionados

1 Nós, que somos fortes. A palavra traduzida como "fortes" significa "poder" ou "poderoso", e descreve os espiritualmente amadurecidos. Esses crentes estão firmes e devem ajudar os outros a ficar firmes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 708.

2 Para edificação. Ou seja, para beneficiar o próximo e ajuda-lo em seu crescimento espiritual. Paulo não quer dizer que  os mais experientes devem agradar os débeis por concordar com suas opiniões e práticas, nem condescender com o que eles acham que seja bom. CBASD, vol. 6, p. 708.

3 Não Se agradou a Si mesmo. Paulo ilustra e reforça o dever de sacrificar o próprio prazer para o bem dos irmãos, referindo-se ao exemplo supremo de amor abnegado. CBASD, vol. 6, p. 708.

4 Foi escrito para o nosso ensino. Paulo enfatizou a natureza permanente do AT. Mesmo com a revelação maior em Cristo, o NT, então em processo de produção, o AT mantém seu lugar como fonte segura da moral e da fé. CBASD, vol. 6, p. 708.

8 Da circuncisão. O propósito de Paulo em Romanos 15:7 a 12, é enfatizar a universalidade da graça de Deus em Cristo, como demonstrado em relação aos judeus e gentios. Cristo Se dispôs a submeter-Se a tudo que fosse necessário a fim de resgatar as criaturas caídas, onde estivessem. CBASD, vol. 6, p. 709.

9 Como está escrito. Citação do Salmo 18:49. Os v. 9 a 12 mostram que, desde o princípio, o plano salvífico de Deus incluía judeus e gentios. CBASD, vol. 6, p. 710.

14 Aptos para vos admoestardes. Ou, "qualificados também para exortar", "competentes também para aconselhar". CBASD, vol. 6, p. 710.

16 Espirito Santo. Somente as ofertas santificadas pelo Espirito Santo são aceitáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 711.

20 Anunciado. Paulo evitava pregar em lugares em que as pessoas já tivessem sido ensinadas a crer em Cristo e invocar Seu nome em confissão publica e adoração. CBASD, vol. 6, p. 712.

21 Como esta escrito. Citação de Isaías 52:15. Paulo defende sua prática de pregar onde o nome de Cristo era desconhecido, observando que o procedimento cumpria as profecias do AT. CBASD, vol. 6, p. 712.

25 Estou de partida para Jerusalém. Apesar de seu desejo de ver os crentes de Roma, Paulo sentia ser seu dever primeiramente ir na direção oposta, a fim de levar assistência aos membros mais pobres de Jerusalém. CBASD, vol. 6, p. 713.

30 Luteis juntamente. O termo implica esforço extenuante; aqui, indica seriedade na oração. Mesmo sendo cheio dos dons de um apóstolo, Paulo ainda precisava e pedia as orações de outros crentes. CBASD, vol. 6, p. 713.

31 Seja bem aceito. Paulo havia, sem dúvida, ofendido os judaizantes na igreja de Jerusalém por causa da atitude deles em relação ao ritual judaico e á questão da admissão dos gentios. Por isso, eles poderiam achar que era impossível aceitar cordialmente uma oferta daqueles que por tanto tempo eles estavam acostumados a desprezar. CBASD, vol. 6, p. 714.

33 O Deus da paz. A bênção da paz mencionada na abertura da carta ocorre novamente perto do fim. CBASD, vol. 6, p. 714.

Compilação: Tatiana W

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Atos 22

Comentário devocional:

Quando o comandante Cláudio Lísias prendeu Paulo no templo, ele e seus soldados rapidamente o levaram pelas escadas para a Fortaleza de Antônia, salvando Paulo da turba. O comandante supôs ser Paulo um infame encrenqueiro do Egito, a quem não tinha conseguido apanhar. Para surpresa do comandante, Paulo falou com ele em grego, dizendo que era, na verdade, um judeu de Tarso (Atos 21:37-39), e não egípcio. A cidade de Tarso era um centro cultural e intelectual no Império com uma grande comunidade judaica. Paulo perguntou se ele poderia se dirigir à turba. Assim que ele começou a falar em hebraico [ou: aramaico, NVI] , a multidão se acalmou (Atos 22:1, 2). Ele se dirigiu a eles como "irmãos e pais". Paulo tinha sido ensinado pelo famoso rabino Gamaliel, e havia sido membro do Sinédrio. Ele lhes contou como era zeloso e que havia perseguido os cristãos em todos os lugares. Até que um dia encontrou Jesus no caminho de Damasco e Jesus lhe falou em hebraico (Atos 26:14,15).

Ellen White preenche as lacunas. O então Saulo começou a duvidar de suas investidas contra os cristãos, quando testemunhou o martírio de Estêvão. Sua mente se perturbou profundamente. Apesar disso, ele convenceu a si próprio que o Sinédrio devia ter alguma razão para condenar Jesus como um impostor. Ele não conseguia esquecer da fundamentação clara de Estevão, quando julgado pelo Sinédrio, de que Jesus era o Messias prometido. "Nessas ocasiões ele havia lutado noites inteiras contra esta convicção, e sempre terminara por manter a crença de que Jesus não era o Messias, e que Seus discípulos eram fanáticos iludidos" (Atos dos Apóstolos, pp. 116,117). Isto é, até que Jesus o encontrou face a face.

Há um outro fator que contribuiu para a conversão de Saulo, o perseguidor, para o apóstolo Paulo. Jesus disse a seus discípulos: "Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem" (Mt 5:44 NVI). Parece-me que isto foi exatamente o que a igreja primitiva deve ter feito. Eles oraram por Saulo, um homem com tanto ódio, e o Senhor Jesus ouviu suas orações. Então, o que Jesus fez? Ele retribuiu o perseguidor com uma visita pessoal.

Poucos dias atrás, ouvi de um missionário que fez duas visitas a cristãos que estavam sendo perseguidos e mortos por um grupo terrorista. Algumas mulheres compartilharam histórias de tanta dor que a única resposta do missionário foi o silêncio. Em seguida, uma das mulheres começou a orar pelos perseguidores. Quantos inimigos da cruz poderiam se tornar seus campeões se orássemos por eles?

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/22/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 22 
Comentário em áudio 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Atos 10

Comentário Devocional:

A instrução de Paulo para "orar sem cessar" (1 Ts. 5:17) me incomodava. Não poderia significar andar com as mãos cruzadas e os olhos fechados durante todo o dia. Atos 10 fornece uma resposta. 

Cornélio, um líder militar temente a Deus e gentio, orou sem cessar. O relato é que "ele e toda a sua família eram religiosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus" (v 2 NVI). O significado de "orava continuamente a Deus" é encontrado no versículo 7. Aqui Cornélio pediu ajuda "dentre aqueles que estavam com ele continuamente." (NKJV).  Será que cada servo doméstico e soldado ficavam em torno de Cornélio o dia todo? Isso seria impossível, porque eles também dormiam, comiam, e se banhavam. 

A ideia de um servo estar continuamente, sem cessar, com seu mestre é um estado de espírito, uma disposição contínua. O servo está sempre pronto a cumprir as ordens do mestre. Orar sem cessar é também um estado de espírito. A conexão entre Deus e nós nunca deve ser cortada. Devemos sempre estar ouvindo a voz de Deus e prontos a fazer a Sua vontade. 

Deus respondeu às orações de Cornélio não apenas porque ele orava sem cessar. Observe o que o anjo disse: "Suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus." (v. 4 NVI). Três vezes lemos que Cornélio orava e ajudava com dinheiro generosamente a outras pessoas (versos 2, 4, 31). Deus percebe nossas orações e nossos atos. 

Não podemos concluir Atos 10 sem discutir uma infeliz má interpretação. Muitos cristãos apontam para este capítulo para dizer que Deus cancelou as restrições alimentares do Antigo Testamento ao ordenar a Pedro que comesse carne imunda e repreendeu ao apóstolo quando ele se recusou a comê-la. Mas Pedro mostra claramente que a questão aqui não era sobre alimentos puros ou impuros, mas sobre a expansão do evangelho incluindo tanto judeus quanto gentios. "Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum", disse Pedro. "Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade" (Atos 10:28, 34 NVI). 

"Querido Deus, ensina-me a orar continuamente como Cornélio. Ajuda-me a manter essa conexão constante com o Senhor. E que, ao mesmo tempo, meus atos ascendam como cheiro suave diante de Ti hoje e todos os dias. Amém. " 

Andrew McChesney 
Editor de notícias da Adventist Review


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/10/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 7 
Comentários em áudio 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Atos 2 - Comentários de Bíblias de Estudo

1 Pentecostes (Grego para “quinquagésimo”) era o nome da Festa das Semanas (Lv 23:15-21), que celebrava a colheita da primavera. Acontecia 50 dias após a apresentação dos feixes das primícias na Páscoa (Lv 23:9-14; ver At 20:16). Andrews Study Bible.

O “Quinquagésimo Dia” depois do sábado da semana da Páscoa (Lv 23.4-7, 15-16). ... é também chamado de “Festa das Semanas”porque era celebrado sete semanas depois da Páscoa (Dt 16.10); de “Festa da Colheita”, porque os primeiros frutos da colheita eram então juntados (Êx 23.16); e de “o dia das primícias” (Nm 28.26). Bíblia de Genebra.

todos. Os cento e vinte (1.15). Atos não nos informa onde eles estavam quando o Espírito desceu; talvez na área do templo, oferecendo-lhes oportunidade de evangelizar uma grande multidão. Bíblia Shedd.

3 línguas. Metáfora pertinente à situação, na qual vários idiomas seriam falados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 outras línguas. As línguas eram vários idiomas falados em todas as partes da região mediterrânea oriental, de Roma à Pérsia. Bíblia de Genebra.
Estas línguas “estrangeiras” antecipam a penetração do evangelho em toda tribo, nação e língua; contraste o julgamento em Babel (Gn 11.7-9). Bíblia Shedd.

cheios do Espírito Santo. A vinda do Espírito Santo é o cumprimento da promessa de Jesus relatada em 1.5, 8 e Lc 24.49, mas isto não quer dizer que o Espírito Santo não estivesse presente e atuando com o povo de Deus no Antigo Testamento [Sl 55.11; Is 63.10-11; Jz 3.10; 1Sm 10.6s; Is 11.2]. Bíblia de Genebra.

5 Homens piedosos. Provavelmente eram gentios interessados no judaísmo sem serem verdadeiros prosélitos batizados e circuncidados. Bíblia Shedd.

7 galileus. O milagre era especialmente impressivo porque os galileus era conhecido pelo forte sotaque e de pobre capacidade de linguagem (Mt 26:73). Andrews Study Bible.

11 árabes. O reino dos árabes achava-se entre o mar Vermelho e o Eufrates, tendo Petra por capital. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 embriagados. O Gr original acrescenta “com vinho doce”, i.e., ainda em processo de fermentar. A vindima era no mês de agosto. Bíblia Shedd.

15 Estes homens não estão embriagados ... sendo esta a terceira hora (cf ARA; NVI: “Ainda são nove horas da manhã!”). Num dia de festa como o Pentecostes, nenhum judeu quebraria o jejum antes das 10 horas da manhã. Assim, era extremamente improvável que um grupo de homens ficasse embriagado tão cedo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 todo aquele que invocar. Cf v. 39; implica fé e compromisso com Deus, muito mais que o mero emprego de palavras (Mt 7.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 aprovado ... por meio de milagres, maravilhas e sinais. As obras poderosas realizadas por Jesus eram sinais de que o Messias viera. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 Pedro não tem receio em confrontar a multidão com sua iniquidade, em grande parte o mesmo povo que um pouco [de tempo] antes clamara “Hosana ... Barrabás ... crucifica-O”. Sua iniquidade foi frustrada pela ressurreição. A cruz não era a derrota, mas a chave do plano divino. Bíblia Shedd.

27 morte. Gr hades, que traduz a palavra hebraica sheol, “túmulo”. Bíblia Shedd.
É o túmulo (não um “inferno” que queima permanentemente, uma ideia não bíblica, tendo em vista que o inferno ocorrerá ao fim do tempo; 2 Pe 2:4; Ap 20:9). Andrews Study Bible.

29 Davi ... o seu túmulo está entre nós. O túmulo de Davi podia ser visto em Jerusalém. Ainda continha seus restos mortais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

34 O Senhor disse ao meu Senhor. O Senhor (Deus [Yahweh]) disse ao meu Senhor ([Adon] o filho de Davi, o Messias). De acordo com Pedro, Davi dirigiu-se ao seu descendente com respeito incomum, porque Davi, mediante a inspiração do Espírito, reconhecia quão grande e divino seria esse descendente (Mt 22.41-45). Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 Senhor e Cristo. Apresenta o mais primitivo Credo (cf Rm 10.9; 1 Co 12.3; Fp 2.11, etc.). Bíblia Shedd.

37 ficaram aflitos em seu coração. Reflete tanto a crença em Jesus quanto a dor por tê-lo rejeitado antes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38 Arrependei-vos. O arrependimento era importante na mensagem do precursor, João Batista (Mc 1.4; Lc 3.3), na pregação de Jesus (Mc 1.15; Lc 13.3) e nas instruções que este deixou imediatamente antes da ascensão (Lc 24.47). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Para perdão dos seus pecados. Marca-se o fim de cada mensagem principal apostólica com o apelo ao arrependimento para receber o perdão dos pecados (3.19, 26; 5.31; 10.43; cf 17.30; 26.20). Implica numa mudança de pensamento radical (metanoia) que surge de convicção de pecado. Bíblia Shedd.

Não que o batismo efetue o perdão. Pelo contrário, o perdão se dá por meio do que é simbolizado pelo batismo (v. Rm 6.3, 4). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O arrependimento indica que a crença vem antes do batismo, algo impossível para crianças. Comparar 16:30-33. Andrews Study Bible.

cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. Um resumo de Mt 28.18-19 (batismo em nome do Pai, Filho e Espírito Santo), mencionado aqui somente o nome de Jesus, uma vez que o sermão de Pedro tinha a ver com Jesus e Seu ministério. Bíblia de Genebra.

O dom do Espírito Santo. A regeneração se realiza somente com entrada do Espírito, não por uma espécie de magia no rito do batismo. Bíblia Shedd.

É significativo que Pedro não fale aqui sobre o recebimento do dom de línguas. Bíblia de Genebra.

39 Pedro proclama que a salvação através do Messias de Deus é prometida aos judeus, a seus filhos e a todos que ainda estão longe (isto é, os gentios, Ef 2.11-13). Aqui novamente está a mensagem de Atos – o evangelho é para judeus e gentios. Bíblia de Genebra.

42 na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Este é o resumo dos elementos essenciais necessários no discipulado cristão. Eram elementos que os apóstolos haviam aprendido de sua experiência com Jesus: seu ensinamento a respeito de sua obra (Mt 16.18-19; Lc 24.46) e sobre a responsabilidade deles como seus seguidores (Mt 5-7), a comunhão de Cristo com Seus discípulos (Jo 13), a Ceia do Senhor – o partir do pão (Mt 26.17-30) – e sua vida de oração pelos discípulos e com eles (Mt 6.5-13; Lc 11.1-13; Jo 17). Bíblia de Genebra.

ensino dos apóstolos. Incluía tudo que o próprio Jesus ensinara (Mt 28.20), sobretudo o evangelho, que se centrava na Sua morte, sepultamento e ressurreição (cf. 23, 24; 3.15; 4.10; 1Co 15.1-4). Era ensino incomparável por vir da parte de Deus e por estar revestido da autoridade outorgada aos apóstolos (2Co 13.10; 1Ts 4.2). Hoje, está à nossa disposição nos livros do NT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 Todos os que creram estavam juntos. Isto demonstra a unidade do Espírito, que Paulo mais tarde advoga (Ef 4.3). Bíblia de Genebra.

tinham tudo em comum. V. 4.34, 35. Tratava-se de compartilhar de modo voluntário, provendo para os que não tinham o essencial para viver. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 partiam pão de casa em casa. Isto se refere às refeições diárias comuns, compartilhadas nos lares. Bíblia de Genebra.

Com alegria e sinceridade de coração. A comunhão, a união e o compartilhar da igreja primitiva são frutos do Espírito. A alegria deve ser o estado de ânimo do crente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

domingo, 25 de janeiro de 2015

João 17

Comentário devocional:

Não é reconfortante saber que Jesus orou por você? Se você segue a Jesus, Ele orou demoradamente por você! Seu coração se derramou por você. Nesta que foi a mais longa oração registrada de Jesus, Ele intercedeu para que você tenha a mesma unidade íntima que Ele e Seu Pai haviam compartilhado com os primeiros discípulos. Estou tão feliz que Jesus tenha orado por mim para que eu possa experimentar uma comunhão de qualidade com os demais cristãos. Deste modo mostramos ao mundo que Deus enviou Jesus e que nos ama incrivelmente! (João 17:22, 23).

A oração é facilmente separada em três partes: Jesus orando por si mesmo, em seguida, em prol dos discípulos, e, em seguida, em prol de todos os crentes futuros. Os temas que aparecem ao longo da oração são: a glória de Deus, Sua unidade, o conhecimento experiencial da salvação, a soberania de Deus, a missão que ele nos confiou, e o amor de Deus. Temos orado sobre estes temas, como Jesus orou? O que aconteceria se nossas orações fossem mais centradas sobre estes preciosos temas vistos na oração de nosso Salvador?

Muitas vezes tenho pensado e falado: "Eu quero ser a resposta à oração de Jesus!" Você também não gostaria de ser a resposta à essa oração de Jesus? Oh, quão maravilhoso será satisfazer os desejos do coração de Jesus! Que incrível será desfrutar entre os irmãos esse tipo de unidade pela qual Ele orou e não possuirmos nenhum espírito de dissensão entre nós!

Ellen White diz: "Cristo orou para que Seus seguidores fossem um, como Ele era um com o Pai. Os que desejam ver atendida esta oração, devem tratar de desviar a mais leve tendência de desunião, e buscar manter entre os irmãos o espírito de união e amor" (Evangelismo, 212).

Não percamos tempo em coisas de menor importância. Demos ao evangelho a primazia entre nós (1 Cor. 15:1-4). Falemos e vivamos os ensinos de Jesus acerca da unidade. Isso ajudará as pessoas a saberem que Deus enviou Jesus para salvar pecadores.

Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da América


Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: João 16

Comentário em áudio

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Lucas 18

Comentário devocional:

Alguma vez você já se perguntou: "Por que eu tenho que continuar pedindo a Deus a fim de que minhas orações sejam respondidas?" Como Jacó lutando com o anjo, nós nos preocupamos: "Devo persistir até eu prevalecer?" Não é de admirar que o conselho comum: "Ore por isso" pareça tão fútil. À primeira vista, a parábola da viúva persistente, em Lucas 18, parece reforçar a ideia de que, a fim de conseguir que nossas orações sejam respondidas, temos que ser persistentes até que Deus nos responda. Jesus está dizendo que os persistentes apelos da viúva para o juiz injusto é um modelo para a nossa vida de oração?

Felizmente, Jesus fornece uma melhor interpretação: "E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto” (v 6 NVI). Jesus está nos dizendo para contrastar, em vez de comparar, o juiz injusto com Deus. Deus se preocupa conosco. Todo o plano de salvação é o plano de Deus para nos resgatar do verdadeiro juiz injusto, Satanás. Jesus conclui: "Eu lhes digo: Ele [Deus] lhes fará justiça, e depressa" (Lucas 18:8a NVI). Em face dos ataques de Satanás, Deus agirá rapidamente. Jesus está nos dizendo para perseverarmos na oração, não implorar desesperadamente tentando chamar a atenção de Deus. Nós não somos a viúva suplicante e Deus não é o juiz injusto! Jesus está nos dizendo que, como crentes, devemos perseverar em oração ao reivindicamos a promessa:

Deus fará justiça,
Ele não irá adiar meu pedido.
Ele me fará justiça,
E o fará rapidamente.

Então, persevere na oração, não porque você tem que pedir que Deus o ajude. Persevere em oração porque você acredita que Deus está ansioso para agir em seu benefício. Persevere em oração para continuar crendo em Deus, mesmo quando Satanás tenta levá-lo a duvidar.

Jesus encerra a parábola em Lucas 18:8 com o que parece à primeira vista, uma pergunta estranha: "Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?" (v 8b). Como esta pergunta de Jesus se relacionada com os pedidos da viúva?

Jesus está nos chamando a perseverar na oração a fim de que não percamos a fé na promessa de Sua Segunda Vinda. Há o perigo de que o nosso foco na sobrevivência nos transforme de crentes em céticos. Podemos ser tentados a duvidar da promessa de Sua vinda. Oração persistente e perseverante, oração que não desiste, é a única maneira de manter a nossa fé no breve retorno de Jesus.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University



Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/18/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Lucas 18 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Lucas 11

Comentário devocional:

Atendendo ao pedido de Seus discípulos para que os ensinasse a orar, assim como João ensinara aos seus próprios discípulos, Jesus lhes concede a oração modelo, que encontramos em Lucas 11:2-4 (e Mt 6:9-15). 

A "Oração do Senhor" não era uma oração a ser constantemente repetida. Isso se torna evidente a partir da história que Jesus contou a seguir de um homem que pede a seu amigo que lhe dê pão para atender a um convidado que havia chegado de surpresa. Por contraste, Jesus ensinou que Deus sabe e deseja atender ás nossas necessidades antes que o peçamos. Nós é que temos de ser transformados por nossas orações, que devem vir do fundo de nossa realidade e amor. 

A Oração do Senhor descreve o que podemos apresentar ao Senhor em nossas orações.Jesus inicia a Sua oração com: "Pai Nosso que estais nos Céus" (Lucas 11:2 NKJV). Aquele a quem dirigimos nossas orações está acima de tudo, Ele está no Céu. Ao mesmo tempo, Ele é um Deus pessoal, nosso Pai. Quando oramos, "santificado seja o Teu nome" (Lucas 11:2), estamos reconhecendo a Sua santidade e a nossa pecaminosidade. Estamos pedindo ao "Pai Nosso", a nos dar o Seu caráter santo.

Em seguida, Jesus nos ensina a pedir: "Venha o Teu reino. Sua vontade seja feita na terra como no céu "(Lucas 11:2, 3 NKJV). Este mundo ainda não está sob o controle completo de Jesus. Portanto, estamos a orar pelo momento em que o pecado será erradicado e quando Jesus será novamente Senhor de todos na terra. E estamos a rezar para que a vontade de Deus se realize em nossas vidas hoje, assim como é feita no céu. Em todos os dias encontramos “compartimentos específicos” em nossos corações, os quais devemos submeter à vontade de Deus.

Além disso, todos os dias precisamos do "nosso pão cotidiano" (Lucas 11:3 NVI) e auxílio em outras necessidades físicas. Todos os dias precisamos de perdão pelos pecados que nós cometemos, e a cada dia precisamos estender o perdão àqueles que nos ofenderam. Talvez Jesus tenha agrupado os pedidos por pão e perdão porque a comida é uma das nossas necessidades físicas mais básicas e perdão é a nossa mais importante necessidade espiritual.

Na versão de Lucas da Oração do Senhor, o pedido final de Jesus é por libertação tanto da tentação quanto do próprio Satanás: "E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal" (Lucas 11:4 NKJV). Ambas as frases transmitem a mesma ideia: "Não nos permita sermos levados a situações em que o maligno tenha a oportunidade de nos tentar".

Para dar mais vida à sua vida de oração, use os pontos principais da Oração do Senhor, adicionando seu próprio reconhecimento ao governo de Deus e seu louvor pessoal por Sua santidade. Adicione também seus pedidos para que Seu Reino venha e para que Sua vontade se realize em sua vida. Então traga a Ele suas próprias e específicas necessidades físicas e pedidos de perdão. Assim como as áreas específicas em que você quer que Deus te livre das tentações de Satanás. Então, repouse o seu coração, na certeza de que Ele ouviu e atenderá, no Seu tempo, com Sua sabedoria e poder, às suas necessidades.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/11/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Lucas 11 
Comentário em áudio 

Lucas 11 - Comentários selecionados

1 estava Jesus orando. Lucas nada registra acerca do tempo e local deste evento. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 869.

ensina-nos a orar ... como João ensinou aos seus discípulos.Reconhecidos rabinos e professores ensinavam aos seus discípulos orações que ilustravam seus pensamentos chaves. Andrews Study Bible.

ensina-nos a orar. Os discípulos ficaram impressionados ao ouvir como Jesus orava, falando com o pai celestial, como a um amigo. A oração dEle era diferente das preces dos líderes religiosos da época, na verdade, diferente de tudo o que tinham ouvido. A prece formal, expressa em frases prontas e aparentemente dirigidas a um Deus impessoal e distante, não tem a vitalidade que deveria caracterizar a oração. Eles pensavam que, se orassem como Jesus, sua eficácia como discípulos seria ampliada. Uma vez que Jesus os ensinou a orar por preceito (Mt 6:7-15) e exemplo (Lc 9:29), pode ser que, nessa ocasião, o pedido tenha sido de discípulos que não estiveram com Jesus em ocasiões semelhantes anteriormente. O termo "discípulos" não precisa ser confinado aos doze. Pode ter sido feito por alguns dos setenta. CBASD, vol. 5, p. 869.

2-4 Uma oração modelo, buscando primeiro as coisas de Deus e, depois, as necessidades diárias. Andrews Study Bible.

Esta forma da "Oração do Senhor" difere levemente da de Mt 6.9-13. Em Mateus, a oração é dada num sermão; aqui, é dada como resposta a um pedido. Bíblia de Genebra.

2 dizei. Esta oração pode ser adequadamente chamada de a Oração do Discípulo porque, de modo geral, não seria do tipo de oração que Jesus fazia. Por exemplo, Jesus não tinha necessidade de orar pelo perdão dos pecados. CBASD, vol. 5, p. 869.

Pai. Um novo nome pelo qual Jesus ensinou as pessoas a se dirigirem a Deus, a fim de fortalecer a fé e imprimir nelas a ideia do íntimo relacionamento que se pode desfrutar em companheirismo com Deus (PJ, 141, 142). CBASD, vol. 5, p. 869.

Isto corresponde a Abba em aramaico, que é a palavra comum para dirigir-se a um pai de família. Bíblia de Genebra.

No aramaico, seria Abba, "paizinho" (cf Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6), denotando, assim, uma íntima afeição, o que exclui a possibilidade de uma familiaridade superficial. Bíblia Shedd.

Uma introdução simples e não usual usada pelo próprio Jesus. Andrews Study Bible.

Santificado. Honrado como santo. Andrews Study Bible.

nome. O nome representa uma pessoa. A petição é para que as pessoas reverenciem a Deus. Bíblia de Genebra.

venha o Teu reino. Busca a breve vinda do reino eterno de Deus (ver 10:9; Dn 2:44; 7:13-14), bem como o Seu reino em nossas vidas no momento presente. Andrews Study Bible.

3 o pão nosso cotidiano. Pedido por comida simples, o necessário para cada dia. Andrews Study Bible.

4 deve. O pecado é uma dívida, porque tudo o que somos e temos pertence a Deus. A desobediência é roubo aos direitos divinos, que não podem nunca ser restituídos. Bíblia Shedd.

tentação. Reconhecimento da contínua guia de Deus. Andrews Study Bible. 

5-8 A persistência na oração alcançará objetivos que uma mera amizade não espera. Lucas é o evangelho da oração. Bíblia Shedd.

5 à meia-noite. No Oriente, muitas viagens durante o verão ocorrem à noite. Por outro lado, pode ser que este visitante (v. 60) se atrasou na viagem. CBASD, vol. 5, p. 869.

eu nada tenho. O fato de o homem não ter nada explica porque ele pediu ajuda à meia-noite. A consciência de que não podemos fazer nada de nós mesmos (Jo 15:5) deveria, de modo semelhante, levar-nos à Fonte de alimento espiritual (ver Jo 6:27-58). Às vezes, aqueles que desejam levar os amigos a Cristo sentem que lhes falta o pão celestial que desejam compartilhar. CBASD, vol. 5, p. 869.

7 Não me importunes. Deus não é como o ser humano que se irrita ao ser importunado. Ele é um Pai generoso, amoroso e solícito. (ver v. 9-13). A relutância do amigo em se levantar para suprir a necessidade do próximo de modo algum representa a Deus (ver v. 13). A lição da parábola não é de comparação, mas de contraste. CBASD, vol. 5, p. 870.

a porta já está fechada. Como se dissesse: "Está fechada e permanecerá fechada." Tornar uma porta segura, nos tempos antigos, não era uma tarefa simples. CBASD, vol. 5, p. 870.

comigo também já estão deitados. Em uma casa de um só quarto, a família inteira dormiria numa plataforma elevada, e para uma pessoa levantar-se, perturbaria todas as outras. Bíblia de Genebra.

Não posso levantar-me. Na verdade, atender ao pedido do amigo era apenas uma questão de disposição, não de capacidade. CBASD, vol. 5, p. 870.

8 o fará por causa da importunação. Várias vezes o líder do lar repeliu os chamados urgentes do visitante à meia-noite (ver PJ, 143), mas o visitante não aceitaria um "não" como resposta. ... Novamente, a parábola ensina por contraste e não por comparação (ver com. do v. 7). Deus não está indisposto a conceder o que é bom. Não é preciso que O convençamos a fazer algo que de outro modo não estaria disposto a fazer. Deus conhece nossas necessidades, é plenamente capaz de supri-las e está disposto a fazer "infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Ef 3:20). CBASD, vol. 5, p. 870.

A amizade não era suficiente para fazer com que alguém se levantasse, mas a persistência era. Bíblia de Genebra.

9 Pedi. A oração não é para persuadir Deus acerca de nossa vontade a respeito de alguma questão; ás vezes, é para descobrir a vontade dEle a respeito dessa questão. Ele conhece as necessidades antes de pedirmos; mais do que isso, ele sabe o que é melhor. Por outro lado, o ser humano tem uma consciência vaga de suas próprias necessidades. Com frequência, pensa que precisa de coisas que não são necessárias e que até podem ser prejudiciais. Às vezes, sequer está consciente de suas maiores necessidades (cf. PJ, 145). A oração pode levar a vontade e, desta forma, a vida, a estar em harmonia com a vontade de Deus (ver PJ, 143). A oração é o meio divinamente indicado para educar os desejos. Não é o verdadeiro propósito da oração operar uma mudança em Deus, mas operar uma mudança em nós, para que desejemos"tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade" (Fp 2:13). ... A lição central da parábola é a constância na oração. A parábola também define o tipo de pedidos para os quais o Senhor aconselha perseverança: orações cujo objetivo é o bem dos semelhantes e a extensão do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 870.

13 maus. Isto é, imperfeitos em pensamentos e atos. Bíblia Shedd.

16 um sinal do céu. Jesus acabara de curar um mudo. Aí estava o sinal do céu que buscavam, mas não queriam conhecê-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 dedo de Deus. os milagres que Ele realiza são evidências para aqueles que têm olhos para ver que Deus está em operação. Bíblia de Genebra.

21-22. Esta parábola ensina que o reino de Deus ... vem com poder para derrotar Satanás. Bíblia de Genebra.

21 o valente (ARA. NKJV: homem forte). Refere-se a Satanás (vv. 15, 18). Andrews Study Bible.

O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destrui-lo e resgatar a humanidade (cf. os despojos, v. 22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.14). Bíblia Shedd.

22 Um mais valente. Jesus, que venceu Satanás. Andrews Study Bible.

24 casa, donde saí. O demônio fala do lugar que ele deixou como se ainda fosse dono dele. Bíblia de Genebra.

25 varrida e ornamentada. O homem apenas limpou a sua vida e não fez mais nada. Sua vida está vazia e, portanto, aberta a qualquer influência má. Bíblia de Genebra.

26 habitam ali. Não há segurança contra Satanás a não ser que Deus reine no interior (v. 23). Andrews Study Bible.

28 Antes. Jesus não contradisse o elogio da mulher a Maria; como qualquer boa mãe ela era merecedora de honra. Em vez disso, Jesus salientou a impropriedade do conceito da mulher acerca do reino dos Céus. Ele não aprovou nem desaprovou o que ela disse. Se Jesus pretendesse que os cristãos concedessem honra especial a Maria, esta teria sido uma oportunidade ideal para tanto. Ele também não aprovou cordialmente o que foi dito, como fez com Pedro (ver com. de Mt 16:17). nas Escrituras, o reconhecimento da divindade de Jesus é essencial, enquanto a ideia de prestar honra a Maria não é sequer insinuada (ver com. de Mt 1:18, 25; 12:48, 50; Lc 1:28, 47). Jesus parece negar qualquer importância especial atribuída a Maria, por parte dos cristãos (ver Mt 12;46-50). CBASD, vol. 5, p. 871.

Jesus não nega que Maria fosse abençoada; ele está dizendo que ouvir e obedecer a palavra de Deus é mais importante. Bíblia de Genebra.

Maior que o privilégio de ser mãe de Jesus e compartilhar da Sua humanidade é atender à Sua mensagem salvadora e gozar o privilégio de participar do Seu corpo espiritual (Tg 1.22ss). Bíblia Shedd.

Aqueles que escutam e praticam a palavra de Deus entram num relacionamento com Ele mais íntimo do que o de uma família de sangue. Andrews Study Bible.

30 Exatamente como Jonas ficou três dias no ventre de um grande peixe como um sinal para o povo de Nínive, assim a ressurreição de Jesus, depois de três dias no túmulo, seria um sinal aos judeus de sua época. Bíblia de Genebra.

31 a rainha do Sul. A rainha de Sabá (c. 1Rs. 10-1-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 luz. Jesus, que foi enviado para iluminar a todos (ver 8:16). Andrews Study Bible.

34 olhos forem bons. A vontade do homem é que limita e controla a entrada da luz. Bíblia Shedd.

38 não Se lavara ... antes de comer. O ato de lavar as mãos não era por motivos higiênicos, mas por motivos cerimoniais. As mãos tinham contato com todo tipo de coisas, algumas das quais podiam ter sido ritualmente profanadoras. Os judeus escrupulosos purificavam-se, lavando suas mãos antes de comer, de forma que as mãos impuras não contaminassem seus alimentos. Bíblia de Genebra.

41 Antes, dai esmola. A generosidade e o cuidado pelos pobres é mais eficaz para a limpeza do coração do que a preocupação com minúcias do coração. CBASD, vol. 5, p. 872.

e tudo vos será limpo. O sentido aqui é: "você será puro aos olhos de Deus"; e, quando esta condição predominar, nada mais deverá causar preocupação. CBASD, vol. 5, p. 872.

42 dízimo. O dízimo era para ser uma oferta alegre e de gratidão, que expressava amor por Deus, mas os fariseus, por darem o dízimo da hortelã e de coisas semelhantes, tinham transformado o dízimo num dever incômodo. Bíblia de Genebra. 

43 saudações. Saudações elaboradas que indicavam que os que as recebiam eram pessoas importantes. Bíblia de Genebra.

44 sepulturas invisíveis.Tocar uma sepultura tornava a pessoa cerimonialmente impura. Andrews Study Bible.

Os judeus caiavam seus túmulos para que ninguém por acidente tocasse neles e assim ficasse contaminado (cf. Nm 19.16; Mt 23.27). Assim, como tocar em um túmulo resultava em impureza, associar-se aos fariseus podia levar à impureza moral. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 sobrecarregais os homens com fardos superiores ás suas forças. Ao longo dos séculos regras e regulamentos foram adicionados à lei de Deus, dada por Moisés. Andrews Study Bible.

Deus exige perfeição, o que é um fardo muito superior às nossas forças, mas Cristo carregou este fardo por nós (cf 2Co 5.21). Bíblia Shedd.

47, 48 Ai expressa não somente ira e maldição, como também tristeza e compaixão. Bíblia Shedd.

49 a sabedoria de Deus. É mais provável que Ele quisesse dizer: "Deus em Sua sabedoria". Não há conhecimento de um livro que tenha este título. CBASD, vol. 5, p. 873.

50 contas. Visa a guerra judeu-romana (66-70 d.C.), na qual os judeus sofreram atrocidades das mais desumanas (cf 21.20-24). Esta geração é mais culpada porque rejeita o Filho de Deus (20.14ss). Bíblia Shedd. 

50-51 De Abel até Zacarias. Abrange toda a história do AT, que, na ordem hebraica, começa com o Gênesis e termina com 2 Crônicas. Bíblia Shedd.

Abel foi a primeira pessoa assassinada (Gn 4.8), enquanto o assassinato de Zacarias é registrado em 2Cr 24.21-22 (ver Mr 23.35, nota). Bíblia de Genebra.

52 a chave da ciência. É a que abre a porta do conhecimento da salvação, como este contexto e o de Mateus 23:13 o indicam. CBASD, vol. 5, p. 873.

Significa a chave que abre a porta do conhecimento de Deus - a salvação. Os escribas fecharam o acesso às escrituras por interpretações falsas e por julgarem o povo comum indigno da salvação. Bíblia Shedd.

Através da sua interpretação tradicional da lei, os "intérpretes" tinham tornado impossível, às pessoas comuns, entenderem o verdadeiro sentido da lei; os fariseus e os próprios intérpretes também usavam suas tradições para fugir ás exigências da lei (cf. Mt 7.5-13). Bíblia de Genebra.