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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lucas 17 - Comentários selecionados

1 escândalos. "Pedras de tropeço". Aquilo que afasta, do Senhor (cf 17.23; 21.8; Mc 9.43ss; Rm 14.13ss), a um crente menos maduro na fé. Bíblia Shedd.

A palavra grega originalmente designava o alimento colocado na haste de uma armadilha; veio a significar, depois, qualquer coisa que faz tropeçar e cair numa armadilha. Bíblia de Genebra.

10 servos inúteis. Cf iCo 9.16. Deus não é nosso devedor, mesmo quando fazemos tudo quanto Ele pede. O escravo não tem direitos. Bíblia Shedd.

11 pelo meio. Melhor, "entre", isto é, na divisa da Galileia e Samaria, indo para a Pereia, ou Transjordânia. Bíblia Shedd.

12 A lei exigia que os leprosos ficassem longe das pessoas sadias (Lv 13.46); estes leprosos chegaram tão perto quanto possível e gritaram com estardalhaço. Bíblia de Genebra.

18 estrangeiro. Os nove ingratos leprosos representam a maioria do povo judaico diante da missão e a mensagem de Cristo. O samaritano é como uma amostra do acontecimento da antecipada aceitação do evangelho pelos não-judeus. Bíblia Shedd.

O fato de ser ele um samaritano torna tudo mais interessante, pois não se esperaria que ele mostrasse gratidão a um judeu que o curou. Bíblia de Genebra.

19 a tua fé te salvou. "Salvar" tem um duplo significado, de curar e redimir. Fé não é obra meritória mas graça recebida, e portanto motivo de gratidão. Bíblia Shedd.

20-37 Jesus ensina sobre Sua Segunda Vinda. Bíblia de Genebra. 

21 o reino de Deus está dentro de vós. Através do ministério de Jesus, o reino de Deus já está presente nos corações de Seus seguidores. Andrews Study Bible.

Isto é, o reino está presente como uma realidade interior, uma coisa escondida no coração das pessoas (cf. Rm 14.17). Bíblia de Genebra.

23-25 Ainda que alguns procurem falsos messias (21.8-9), a vinda final de Cristo será tão pública que todos saberão. Bíblia de Genebra.

24 como o relâmpago. De forma diferente aos falsos messias que tem aparecido desde os tempos de Jesus, a Volta de Jesus será súbita e amplamente visível (21.27; Ap 1:7). Andrews Study Bible. 

Sua vinda será repentina, inesperada e pública (cf 12.40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

27-29 comiam... A ênfase deste trecho não recai sobre a pecaminosidade, mas sobre a indiferença relativa às coisas espirituais e ao juízo. Bíblia Shedd.

As pessoas nos dias de Noé e de Ló levavam uma vida normal neste mundo (Jesus não fala de seus pecados) e negligenciaram sua espiritualidade. Bíblia de Genebra.

30 Filho do Homem for revelado. Na segunda vinda, Jesus estrá claramente visível a todos (1Co 1.7; 2Ts 1.7; 1Pe 1.7, 13; 4.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

32 A esposa de Ló esteve bem perto do livramento, porém, ao olhar para trás, perdeu-se. Bíblia de Genebra.

33 Quem quiser preservar a sua vida perde-la-á. Jesus repete o ensino de 9.24 de que a vida egoísta e de auto-afirmação significa morte espiritual. Bíblia de Genebra.

34-35 Uma estreita proximidade com algumas pessoas salvas não ajudará no dia da vinda de Cristo. Bíblia de Genebra.

A escolha de estar pronto para a Volta de Cristo é uma decisão que deve ser tomada por cada um, individualmente. Os versos 34-36 não estão falando de um arrebatamento secreto porque, de acordo com o v. 24, a Vinda de Jesus será um evento público. Será então que os anjos reunirão Seu povo dos quatro cantos da terra (Mt 24.31). Andrews Study Bible.

37 Onde, Senhor? (NKJV). Os discípulos queriam saber em qual lugar o Filho do Homem viria (ver v. 24). O provérbio sugere que ele será tão óbvio quanto o ajuntamento de abutres em volta de um animal morto. Andrews Study Bible.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Marcos 11

Comentário devocional:

O capítulo 11 significa uma mudança de pensamento e de direção - foi o ponto de virada não só para o livro de Marcos, mas para toda a humanidade. Todo o céu estava atento a esta semana final, em que Jesus caminhou para a cruz do Calvário. Os acontecimentos fluíram definitivamente em direção ao confronto cataclísmico entre o bem e o mal como as águas caudalosas do rio Amazonas em direção à sua foz.

Cristo pôs de lado Suas vestes reais e tornou-se o Servo dos homens (Fp 2). O Filho de Deus caminhou entre a humanidade curando, libertando das amarras do mal, chamando a um relacionamento com Ele, secando lágrimas e atraindo pessoas para Seu lado, em amor e compaixão. Mas agora havia chegado o momento de Se concentrar no sacrifício - a definitiva e eterna dádiva de amor.

O Criador do Universo navegou pelo mar da Galileia em um barco emprestado, comeu a Páscoa em uma casa emprestada e seria sepultado em um sepulcro emprestado. E neste dia ele entrou em Jerusalém montado em um jumento emprestado. Ele nunca havia montado em um animal em todo o Seu ministério - pelo que saibamos - mas agora optou por entrar em Jerusalém sobre um jumentinho - o verdadeiro emblema da realeza! 

O clamor do povo era para coroá-lo rei! Eles estavam cegos à Sua verdadeira missão. O diabo tentou fazer Cristo se concentrar na coroa, mas não pode haver coroa antes da cruz! O amor de Cristo pela humanidade caída foi tão grande que nada iria impedi-lo de aceitar a cruz para nos salvar!  Este foi Seu percurso pré-estabelecido na eternidade.

A alegre procissão parou em um ponto alto, onde Cristo, olhando através do vale de Cedrom, em direção ao templo de mármore brilhando de Jerusalém, começou a chorar. Embora eles estivessem prontos a coroá-lo como rei da terra, não estavam dispostos a coroá-Lo rei em seus corações. Como resultado, Jesus não poderia protegê-los das consequências dos seus pecados.

Eu oro para que as escolhas que fazemos na vida sejam motivadas pelo desejo de agradar a Deus em todas as coisas. Jesus se entregou por amor. Sigamos o Seu exemplo vivendo para servir. 

Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Marcos 11 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Marcos 9 - Comentários selecionados

1 alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte. A ligação entre  as duas seções da narrativa [a cruz e a transfiguração] parece excluir a possibilidade de que Jesus aqui tenha se referido a qualquer coisa, a não ser a transfiguração, que foi uma demonstração em miniatura do reino da glória. Sem dúvida, Pedro entendeu assim (ver 2Pe 1:16-18). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 159.

Cf Mt 16.28n; Lc 9.27n. É possível que Marcos estivesse ligando esta profecia, a respeito da vinda do reino, com o acontecimento da transfiguração. Bíblia Shedd.

É mais provável que a referência seja ao texto que segue que descreve a transfiguração. Andrews Study Bible.

2 transfigurado. Uma transformação de Jesus em uma figura divina, fora deste mundo. Andrews Study Bible.

3 sobremodo brancas. Roupas brancas denotam status celestial (Mc 6.5) ou pureza e dignidade (Ap 3:4, 18). Andrews Study Bible

5 tabernáculos (NKJV). No gr. "tendas". Pedro poderia estar pensando na Festa dos Tabernáculos, quando os judeus habitavam uma vez por ano em barracas por uma semana (Lv 23:39-43). Mas ele podia estar se referindo a Êx 29:42, que fala de Deus se encontrando e se comunicando com Seu povo através do tabernáculo (ver tb Êx  40:34-35). Andrews Study Bible.

Seja como for, parecia muito desejoso de ver naquele instante o cumprimento da glória prometida, antes dos sofrimentos que Jesus declarara necessários. Bíblia de Estudo NVI Vida.

7 a Ele ouvi. Baseado no significado forte de Dt 18.15, deve-se entender como"ouvi e obedecei". Bíblia Shedd.

10 perguntando o que significaria "ressuscitar dos mortos" (NVI). Como judeus, conheciam bem a doutrina da ressurreição; o que os deixava perplexos era a ressurreição do Filho do Homem, porque a teologia deles não comportava um Messias que sofresse e morresse. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não entenderam como Jesus ia ressurgir antes da ressurreição geral dos justos. Bíblia Shedd.

... os discípulos ficaram impressionados com a declaração de Cristo de que ressuscitaria dos mortos. No entanto, eles não podiam compreender a ideia de um Messias sofredor. Ainda estavam cegos pelo conceito popular do Messias como poderoso conquistador (ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol. 5, p. 691.

A teologia judaica não previa um Messias sofredor, muito menos um que iria morrer. Não havia lugar para um Filho do Homem ressuscitado. Andrews Study Bible.

12 restaurará. A obra de restauração do culto a Deus foi realizada por Elias principalmente no monte Carmelo. João Batista, como Elias, veio reiniciar uma total restauração, obra essa que Jesus veio consumar. Bíblia Shedd.

14 os escribas discutiam com eles. Ou seja, eles os interrogavam, como o contexto deixa claro. A atitude dos escribas era hostil. ... Nesta ocasião, eles procuravam expor Jesus e os discípulos como impostores, explorando o fato de que ali estava um demônio diante do qual os discípulos era impotentes (cf. DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.

15 toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa. A razão da surpresa com a aproximação de Jesus, possivelmente, seja melhor explicada como a reação da multidão diante dos traços de glória que sem dúvida permaneceram na face dos que testemunharam a transfiguração (cf. Êx 34:29-35; DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.

16 Ele interpelou os escribas. Os escribas podem ter ficado em silêncio ao Jesus se aproximar. Sem dúvida, o clima tendo que prevalecia e que era derivado da própria presença dos escribas tornou evidente que eles estiveram ridicularizando os nove discípulos. ... Uma vez que eles foram silenciados e contrariados por Jesus quando se esforçaram por desacreditá-Lo anteriormente, os escribas se retiraram do debate. CBASD, vol. 5, p. 691.

19 Ó geração incrédula. Isto é, "sem fé" ou "descrente. ... Não é provável que Jesus Se referisse ao pai do menino possuído pelo demônio quando disse estas palavras, pois a fé do pai não era o único obstáculo no caminho da cura de seu filho. Uma vez que os próprios discípulos, principalmente , estavam em falta (ver com. de Mc 9:29), pode ser que o Salvador os tivesse em mente. Mas Ele não desejava censurá-los em público, portanto, não faria deles o objeto imediato de Suas observações. No entanto, se os discípulos estavam "descrentes", quanto mais a multidão? CBASD, vol. 5, p. 692.

29 Esta casta. Os escribas tinham atribuído o desamparo dos nove discípulos a um suposto poder superior daquele demônio, afirmando que a autoridade de Jesus estava limitada a demônios menos poderosos (cf. DTN, 427). O verdadeiro problema, porém, não estava no poder do demônio, mas na impotência espiritual dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 693.

senão por meio de oração. Cristo não se referia á oração feita em relação à expulsão de demônios. Ele não estava falando da oração momentânea, mas de uma vida impulsionada pela oração. Durante a transfiguração, os nove discípulos [que ficaram] haviam dado lugar a desânimos e queixas pessoais, com espírito de ciúmes devido ao favor mostrado a seus companheiros ausentes (Pedro, Tiago e João; ver DTN, 431). A condição mental e espiritual deles tornou impossível que Deus operasse por seu intermédio. CBASD, vol. 5, p. 693.

e jejum. A evidência textual favorece a omissão ... desta palavra, entre colchetes na ARA. CBASD, vol. 5, p. 693.

32 Eles, contudo, não compreendiam. Apesar de tudo que Jesus tinha dito, em linguagem simples ..., os discípulos ainda não compreendiam... A principal razão pela qual não conseguiam entender é que eles não queriam aceitar ser necessário que o Messias sofresse e morresse... Essa ideia era um desafio às suas opiniões preconcebidas sobre o Messias... Eles esperavam que, afinal, Cristo reinaria como um príncipe temporal e não estavam dispostos a abandonar as expectativas entusiásticas da honra que eles esperavam compartilhar com Ele quando o tempo chegasse. CBASD, vol. 5, p. 694.

temiam interrogá-Lo. Cientes de que compartilhavam do ponto de vista havia pouco apresentado por Pedro e de que, se falassem naquele momento, seria apenas para expressar os mesmos pensamentos ..., permaneceram em silêncio. De acordo com Mateus 17:23, eles estavam "muito tristes" (NTLH), isto é, "muito angustiados". CBASD, vol. 5, p. 694.

35 Se alguém quer ser o primeiro. Aqui, Jesus chega ao centro do problema, cada um dos doze desejava ser o "primeiro" no reino. Todos esperavam que o Senhor assumisse o poder ... Esqueceram-se de que a verdadeira grandeza consiste na renúncia ao poder como um objetivo de vida. ... O reino dos céus é essencialmente uma questão de prestar serviço a Deus e aos semelhantes, não de receber isso deles. ... O maior é aquele que ama mais a Deus e aos semelhantes e que melhor os serve. CBASD, vol. 5, p. 694.

38 vimos um homem. O fato de o incidente aqui referido envolver apenas João e Tiago sugere a possibilidade de que tenha ocorrido durante a terceira viagem pela Galileia, quando os dois irmãos haviam saído juntos. CBASD, vol. 5, p. 694.

o qual não nos segue. Não se tratava de um dos discípulos regulares, reconhecidos por Jesus. CBASD, vol. 5, p. 694.

não era um dos nossos (NVI). Parece que o homem tinha fé em Cristo sem, porém, fazer parte do grupo exclusivo dos Doze. Mesmo assim, agia em nome de Jesus e conseguira fazer o que os discípulos, pelo menos numa ocasião, não haviam conseguido (cf. v. 14-18, 28). Bíblia de Estudo NVI Vida.

e nós lhe proibimos. Ou, "nós o impedimos". ... Na ocasião aqui relatada, eles justificaram sua conduta com base na preocupação deles com a honra de seu Mestre; na realidade, a preocupação com sua própria honra havia motivado a ação (ver DTN, 437). Eles repreenderam o homem por fazer o que eles julgavam ter o direito exclusivo de fazer. ... Eles eram zelosos no cumprimento das ordens que lhes foram dadas, mas não tinham o direito de dar ordens aos outros. É a maldade que leva líderes religiosos a pensar que é seu dever coagir outros ao padrão de conduta e crença que eles entendem como o correto. CBASD, vol. 5, p. 695.

39 não lho proibais. Isto é, deixem de impedi-lo. Não temos o direito de forçar a s pessoas a estar de acordo com as nossas ideias e opiniões, ou a seguir os nossos métodos de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 695.

A visão de discipulado de Jesus era mais ampla e inclusiva do que a estreita e sectária de Seus discípulos. Porque o outro exorcista não fazia parte do círculo mais íntimo dos discípulos de Jesus não significava que ele não era apoiador e discípulo. O discipulado inclui todos que com professam a Jesus com fé. Andrews Study Bible.

40 não é contra nós. Se o homem que Tiago e João repreenderam fora encontrado fazendo o mesmo trabalho que Jesus fazia, e realizava isso em nome de Jesus, era porque Deus trabalhava com e por meio dele. CBASD, vol. 5, p. 695.

41 porque sois de Cristo. ... dar um copo de água em nome de Cristo é dá-lo "porque sois de Cristo". ... O caráter da ação é determinado pelo motivo que a determina. CBASD, vol. 5, p. 398, 695.

43 corte-a (NVI). Como no exemplo da pedra de moinho, Jesus não está sendo literal aqui. Andrews Study Bible.

44, 46 Não lhes morre o verme. A evidência textual apoia ... a omissão dos vs. 44 e 46, como tendo sido inseridos em repetição ao v. 48. CBASD, vol. 5, p. 695.

Estes vv não constam nos melhores manuscritos. Bíblia Shedd.

48 verme. Do gr. skolex, "larva" ou "verme". A ilustração de "o verme não morrer não é uma indicação de uma alma que não pode ser aniquilada, mas é símbolo da corrupção que não pode ser removida" (H. D. A. Major, T. W. Manson, e C. J. Wright, The Mission ant the Message of Jesus, p. 123). No v. 43, "vida" é mostrada em contraste com "o fogo que nunca se apaga". Em muitas passagens das Escrituras, "vida eterna" se contrasta com a "morte" (ver Rm 6:23). em João 3:16, o contraste é entre "vida eterna" e "perecer". É óbvio que Jesus pretendia, aqui, o mesmo contraste. "O fogo que nunca se apaga" (ARC) está paralelo a "seu verme não morre" (NVI), sendo uma expressão equivalente. Contudo, parece incoerente que as larvas continuassem seu trabalho na presença do fogo. Mas não há nada na palavra skolex, "verme", que, mesmo remotamente, justifique a explicação que compara o "verme" à "alma" (ver com. de Is 66.24), abordagem defendida por muitos comentaristas, ao refletir sua própria compreensão sobre o estado da morte. CBASD, vol. 5, p. 695, 696.

50 sal. Utilizado tanto para preservar alimentos quanto para dar sabor. ... Ter o "sal" ou o sabor do evangelho é um chamado a viver em paz (e aceitar todos os demais discípulos, como ilustrado nos vv. 39-42). Andrews Study Bible.

O sal é agente de preservação... O fogo pode ser considerado como agente purificador ou como símbolo do juízo final (ver com. de Mt 3:10). ... Ser "salgado com fogo", provavelmente, signifique que "cada um" passará pelo fogo da aflição e da purificação nesta vida (ver com. de Jó 23:10) ou pelo fogo do último dia. O fogo removerá as impurezas da vida presente ou destruirá a própria vida no último dia. O sal preservará o que é bom (ver com. de Mt 9:50). CBASD, vol. 5, p. 696.

Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal (NTLH. ARC: cada sacrifício). No ritual do antigo santuário, o sal era adicionado a todos os sacrifício (ver com. de Lv 2:13). Seu uso significava que somente a justiça de Cristo pode tornar a oferta aceitável a Deus (cf. DTN, 439). CBASD, vol. 5, p. 696. 

50 Tende sal em vós mesmos. Se os discípulos tivessem o "sal da aliança" (Lv 2:13), este reprimiria as tendências impróprias que os levaram a discutir sobre quem seria o maior no reino dos Cpeus. CBASD, vol. 5, p. 696.

paz. Um clímax apropriado para o discurso, uma admoestação para reprimir outro argumento sobre o assunto e uma advertência contra a inveja e o espírito de rivalidade. CBASD, vol. 5, p. 691.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Marcos 4

Comentário devocional

Em Marcos 4 encontramos quatro parábolas. Elas ilustram um importante princípio do reino de Deus, que é o crescimento. 

Na parábola do semeador a semente que caiu em boa terra "deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um" (versículo 8, ARA), mostrando que mesmo bons corações reagem de modo diferente à Palavra de Deus, produzindo menor ou maior fruto. 

A parábola da lâmpada inclui a seguinte observações: "Pois ao que tem se lhe dará..." (Verso 25). Esta é uma bênção à semente que se transforma em um semeador. 

Nas parábolas restantes, da semente e da semente de mostarda, o foco também está no crescimento. A semente que é espalhada cresce em estágios até que esteja madura. O reino de Deus é como uma pequena semente de mostarda que "uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra" (versículo 32). O amadurecimento da Palavra no coração do crente o transforma, cada vez mais, à semelhança do Eterno, para benefício daqueles que estão ao seu redor. 

Estes pensamentos se completam com o reconhecimento da grande necessidade de que aqueles que receberam a Palavra de Deus passem a ser também "trabalhadores para a Sua seara", pois "a colheita é grande" (Mt 9:37-38). Há vários anos, eu perguntei ao líder da obra adventista no Peru o que a igreja estava fazendo com os novos convertidos. Eu sabia que não havia suficientes prédios de igrejas ou ministros para servi-los. "É simples", disse ele. "Quando alguém é batizado, lhe pedimos para ir e encontrar outras vinte pessoas que precisam saber acerca do evangelho". Isto é exatamente o que Jesus nos pediu para fazer. Ele afirmou "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo" (Mateus 24:14), e nos comissionou "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19). 

Decidamos ajudar o reino de Deus a crescer utilizando todas as oportunidades de compartilhar o evangelho com os outros. 

David Smith 
Pastor da Igreja da University Collegedale, 
Tennessee, EUA 


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/4/

Traduzido por JDS/JAQ 

Texto bíblico: Marcos 4 

 Comentário em áudio

Marcos 4 - Comentários selecionados

1 entrou num barco. Afastando-se da multidão, Jesus podia, do palco do barquinho, ser ouvido por muito mais gente. Bíblia Shedd.

2 parábolas. Em geral continham continham uma verdade central, e não precisava haver significado em cada detalhe. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Outra ... caiu em boa terra ... e cresceu, produzindo. Quando interpretando parábolas narrativas, o que é dito por último é usualmente a chave para entender a parábola. É a chamada "tensão final". A parábola quer dizer que o reino de Deus triunfará extraordinariamente, a despeito de tentativas para deter o seu sucesso. Isto fica claro a partir do contexto do capítulo anterior: primeiro, os oponentes de Jesus estavam observando se Ele iria curar no sábado para que eles O acusassem; depois, eles O acusaram não só de ser insano, mas de estar operando em nome de Satanás; terceiro, mesmo Sua mãe e irmãos tiveram dúvidas. Mas a parábola ensina que o reino de Jesus terá sucesso extraordinário. Uma boa colheita na Palestina seria aquela que rendesse dez vezes mais. Trinta, sessenta e cem vezes seria realmente extraordinário. Andrews Study Bible.

9 Quem tem ouvidos. Esta frase é uma chamada para ficar atento. Bíblia de Genebra.

11 mistério. Significa "fechado" ou "escondido" no grego. Popularmente o termo dava nome ao tipo de ritos religiosos místicos. No NT trata da verdade de Deus, outrora oculta, mas agora revelada. Bíblia Shedd.

14-20 O "mistério" da parábola não é o seu ensino moral a respeito da dureza dos corações humanos. O "mistério" está no paradoxo que a vinda do reino de Deus deve ser comparada com uma frágil semente. Bíblia de Genebra.

19 ambições. Do gr. epithumia, "desejo ardente", "anelo", "anseio". Foi "com desejo [gr epithumia]" que Jesus desejou celebrar a última Páscoa com os doze (Lc 22:15). O desejo é errado apenas quando é dirigido às coisas más. Aqui se trata de interesses mundanos, tais como o desejo de riquezas, que torna o "desejo" um mal. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 654, 655.

21 candeia. Neste caso, é uma ilustração da verdade revelada nos próprios ensinos de Jesus, especialmente mediante o uso de parábolas. Em Lucas 11:33 a 36 ela ilustra a forma em que os indivíduos percebem e recebem a verdade. CBASD, vol. 5, p. 654.

alqueire. Do gr modios. Uma medida de capacidade para secos, de aproximadamente 9 litros ... A "candeia", o "alqueire" e a "cama" eram peças do mobiliário encontradas em cada casa, tornando assim a ilustração mais vívida. CBASD, vol. 5, p. 654.

velador. Literalmente "suporte de lâmpada". CBASD, vol. 5, p. 654.

22 nada está oculto ... senão para ser revelado. Durante o ministério terreno de Cristo, coisas estão encobertas; mas virá o dia, da ressurreição em diante, quando tudo será revelado (Mt 10.26-27; Lc 12.2-3). Bíblia de Genebra.

24 no que ouvis. Há certas coisas que é melhor o cristão não ver ou ouvir; há outras que é sábio "ouvir". CBASD, vol. 5, p. 654.

25 ao que tem se lhe dará. Este princípio é ilustrado nas parábolas dos talentos (Mt 25.14-30) e das minas (Lc 19.11-27). Bíblia de Genebra.

26-29 Somente Marcos registra esta parábola [da Semente]. Enquanto a parábola do semeador ressalta a importância do solo apropriado para o crescimento da semente e o sucesso da colheita, aqui se ressalta o poder misterioso da própria semente. A mensagem do evangelho tem em si mesma o seu poder. Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 dormisse e se levantasse. Tendo plantado a semente, o agricultor se preocupará de outros afazeres. Porém, o processo de crescimento prossegue independentemente de sua presença ou ausência, quer ele durma ou fique acordado. Ele pode cultivar e irrigar a semente enquanto ela cresce até ficar madura, mas não pode fazê-la crescer. CBASD, vol. 5, p. 654.

28 a terra. A planta cresce da terra e a terra contribui para o seu crescimento, mas é a própria planta que produz fruto. CBASD, vol. 5, p. 654.

por si mesma. Do gr authomate, "movida por seu próprio impulso"; de onde se deriva a nossa palavra "automático". CBASD, vol. 5, p. 654.

29 passa [a foice] (NVI). Do gr. apostello, "enviar", de onde se origina a palavra "apóstolo", que significa "enviado" (ver com. de Mc 3:14). Em outra passagem, a obra dos apóstolos é comparada à dos ceifeiros. (Jo 4:35-38). CBASD, vol. 5, p. 654.

30 com que parábola ... ? Cristo consulta os Seus ouvintes, por assim dizer,. Sua audiência foi convidada a participar na busca da verdade. CBASD, vol. 5, p. 654.

31-32 semente de mostarda. Assim como a parábola do semeador, esta parábola enfatiza a comparação entre o começo humilde do reino de Jesus e seu extraordinário final. O que faz isto extraordinário não é só o seu crescimento desproporcionalmente grande comparado a início, mas que é suficientemente expansivo para trazer a si não-judeus para fazerem parte do movimento. Andrews Study Bible.

33 muitas parábolas semelhantes. Marcos provavelmente se refere apenas às parábolas pronunciadas nessa ocasião, embora o mesmo também fosse verdade sobre todas as parábolas de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 654, 655.

Marcos faz apenas uma pequena coletânea, selecionada de todo o ensino parabólico de Jesus. O tema principal dessas parábolas é o crescimento da semente, apontando para a tarefa principal de evangelização na igreja. Bíblia Shedd.

segundo o que podiam compreender (ARC). Cristo não falava por parábolas para ocultar a verdade, mas para revelá-la CBASD, vol. 5, p. 655.

34 Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola (NVI). Jesus usava parábolas para ilustrar verdades, estimular pensamentos e despertar a percepção espiritual. O povo em geral não estava pronto para perceber a plena verdade do evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 para o outro lado (NVI). Jesus partiu do território da Galileia a fim de ir até a região dos gadarenos (5.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

outra margem (ARA). Seria a margem leste do mar da Galileia. Bíblia Shedd.

36 outros barcos. Estes estavam lotados de pessoas que ainda seguiam ansiosamente a Jesus (cf. DTN, 334). CBASD, vol. 5, p. 655.

37 grande temporal. O mar da Galileia fica a cerca de 213 m abaixo do nível do mar, tem cerca de 21 km de comprimento por cerca de 13 km de largura. Na sua extremidade meridional [sul], há um vale profundo cercado por rochas escarpadas. O vento, afunilando-se através de colinas que o cercam e através deste vale, pode açoitar o lago, provocando repentinas e violentas tempestades. Bíblia de Genebra.

O ar mais frio do Mediterrâneo desce pelos desfiladeiros estreitos entre as montanhas e é lançado fortemente contra o ar quente e úmido existente por cima do lago. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38 dormindo. Jesus não era imune ao cansaço. Bíblia Shedd.

não Te importa [...]? A súplica deles reflete uma impaciência que chegava ao limite do desespero. CBASD, vol. 5, p. 655.

com a cabeça sobre o travesseiro (NVI). O retrato de Jesus exausto e dormindo sobre o travesseiro normalmente guardado embaixo do assento do timoneiro é típico do toque humano que Marcos oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.

39 Acalma-te, emudece! As mesmas palavras pronunciadas por Jesus em 1.25 contra os demônios. Um dia, todo o mal espiritual e material ainda será afastado dos fiéis em Cristo (cf Ap 21.3, 4). Bíblia Shedd.

O ato de acalmar a tempestade parece-se com o seu poder de exorcizar: há a expressão demoníaca de violência (1.26; 5.4, 13), a ordem para a natureza aquietar-se (1.25, nota) e a calma resultante (5.15). Jesus amarra "o valente" (3.23-27) e corrige com Seu poder a criação física. Bíblia de Genebra.

41 Quem é este ...? Tendo em vista o que Jesus acabara de fazer, a única resposta a essa pergunta era: Ele é o próprio Filho de Deus! Foi demonstrada a presença de Deus, e não somente o Seu poder (v. Sl 65.7; 107.25-30; Pv 30.4). Marcos dá a sua resposta na primeira linha do seu evangelho (1.1). Por meio de semelhantes milagres, Jesus procurava procurava firmar e aumentar a fé que os discípulos tinham na Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mateus 20

Comentário devocional:

No capítulo anterior, Jesus começa a expor as características dos cidadãos do reino dos céus: inocência e submissão como às das crianças, o amor pelo próximo e a Deus, acima mesmo das riquezas e relacionamentos humanos. Neste capítulo Jesus complementa este tema, apresentando a parábola dos trabalhadores da vinha (v. 1-16). Nela, alguns trabalharam o dia todo e outros trabalharam apenas uma hora, mas todos receberam a mesma recompensa. Na verdade, aqueles que se comprometem com o serviço de Deus e dos outros, mesmo nas últimas horas da vida, recebem o mesmo dom da vida eterna.

Aqui, o Mestre deixa claro o conceito da salvação pela graça: a recompensa eterna é concedida não aos que trabalham a vida toda por Deus ou ao menos 51% dela; é concedida àquele que aceita o convite de maneira completa, sem restrições e decide seguir ao Senhor, não importa em que momento da vida esta decisão é tomada.

Você já foi tentado a adiar a decisão de seguir ao Senhor? Por que não desfrutar os prazeres do pecado por mais alguns temporadas e, em seguida, colocar-se ao lado de Jesus? Não é muito melhor ganhar a mesma recompensa, depois de trabalhar apenas na última hora, em vez de todo o dia?

O grande perigo de adiar essa escolha vital é não conseguir fazê-la mais tarde. Ninguém sabe por quanto tempo estará vivo. Além disso, os hábitos formados ao longo dos anos podem ser muito difíceis de quebrar. Depois de uma vida inteira dizendo "não" à liderança do Espírito Santo será que a pessoa conseguirá dizer "sim", na última hora? Só Deus sabe o que vai no coração, mas algumas decisões no "leito de morte", podem ser mais frutos de egoísmo ou do medo do que do amor a Deus. Agora é o dia de aceitarmos a salvação (2 Cor. 6: 2).

Na próximos versos, 17 a 19, Mateus registra a última viagem de Jesus a Jerusalém (v. 17-19) para enfrentar a sua própria execução cruel nas mãos de agentes de Satanás. Pior ainda, ele sentiria o peso esmagador dos pecados de todos os que seriam salvos e o sofrimento intenso de separação de Deus por causa do pecado. O Criador do universo tinha plena consciência do ódio e da dor que o aguardavam. Mas sabia, também, que este  era o único caminho para provisionar a salvação àqueles que decidissem aceitá-la.

Cabe a nós, hoje, escolher nos unirmos a este Deus maravilhoso que fez e continua fazendo de tudo para nos salvar. Aqueles que aceitarem o seu amor e passarem a viver para servir aos outros (v. 20-24) um dia receberão a recompensa da vida eterna e se alegrarão em Sua presença.

Leo Van Dolson, Jr.,
Califórnia, E.U.A.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/20/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Mateus 20 

Comentário em áudio

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mateus 5

Comentário devocional:

Quando foi a última vez que você experimentou alegria real? O que lhe traz a verdadeira felicidade?

Jesus começa o Sermão do Monte com uma lista de como obter a felicidade. Tente ler estes versos substituindo a palavra "bem-aventurado" pela palavra "feliz".

Agora, como alguém pode ser feliz, se está chorando? Se é pobre? Não parece fazer sentido.

O Sermão do Monte de Jesus foi verdadeiramente radical. Quando Jesus pronunciou estas palavras, Ele virou de cabeça para baixo os conceitos do mundo político e social do Império Romano e da elite religiosa judaica. Este sermão, que ocupa os capítulos cinco, seis e sete no Evangelho de Mateus, bem poderia ser chamado de “Manifesto do Reino de Jesus”, as intenções de Seu governo. Em outras palavras, Jesus está dizendo: "Estas são as bases do Reino dos céus que veio a este mundo".

Em Suas declarações sobre o reino Jesus apresenta conceitos que parecem contradizer a natureza humana. Mas é exatamente por isso que este sermão é tão poderoso e tão transformador. Ele toca os cantos mais profundos de nossas vidas.

Em Jesus até mesmo nossas dores, tristezas e maus tratos podem ser transformados pela alegria de tê-Lo conosco. Talvez os melhores exemplos disso são as vidas dos Seus seguidores. Quando Paulo e Silas foram severamente espancados e jogados na prisão, eles cantaram, oraram e louvaram a Deus (Atos 16:23-25). A única explicação para a alegria deles era Jesus em seus corações. Eles entenderam o verdadeiro significado do Reino de Deus, que pode ser experimentado mesmo aqui na terra. É uma alegria que nasce da total dependência dEle e da plena fé nEle.

Hoje, o Sermão da Monte é considerado a mais bela declaração do cristianismo, mas é muito difícil de se colocar em prática. Não é de admirar que Gandhi em sua famosa palestra no Ceilão em 1927 tenha dito: "Muito do que é apresentado como cristianismo na verdade é uma negação do Sermão da Monte." Em outras palavras, é uma negação do que Jesus disse a respeito do modo como devemos viver.

Leia Mateus 5 novamente e pense em como você pode viver esse sermão em sua vida hoje.

Oleg Kostyuk
Hope Channel




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 5 

Comentário em áudio 

domingo, 5 de outubro de 2014

Naum 2

Comentário devocional:

Como os orgulhosos governantes de Nínive Senaqueribe  e Assurbanipal, um grande número de líderes arrogantes afirmaram que seus reinos durariam para sempre. Nabucodonosor, a "cabeça de ouro" (Dan 2:38), fez para si mesmo uma estátua inteiramente coberta de ouro (Dan 3:1), proclamando que seu reino não teria fim. Hitler declarou que seu Terceiro Reich duraria mil anos, mas este durou apenas mil dias, e trouxe enorme sofrimento e inúmeras morte para o mundo. Khrushchev prometeu "enterrar o Cristianismo", mas em vez disso foi enterrado em uma cova bastante comum.

As profecias de Naum sobre a destruição de Nínive e do poder assírio tem também uma aplicação secundária, descrevendo o fim de todos os reinos da terra, cidades e riqueza. Eles vão ficar devastados, destruídos, desolados (Naum 2:10) durante o período de mil anos  após a Segunda Vinda de Cristo. 

É surpreendente como os homens confiam em alianças, poder militar e riqueza para a segurança! No entanto, em tudo isso, eles exibem uma sensação de insegurança e erguem torres de Babel para se protegerem, ignorando Aquele que lhes deu a inteligência e a força para realizar grandes coisas (Deut 8:11-20). 

Quando os homens confiam em conquistas, falsos deuses, governos, força militar, riquezas ou tecnologia a fim de alcançarem "paz e segurança", ao invés de buscarem ao Senhor, para eles vem a advertência: "...a destruição virá sobre eles de repente, ... ; e de modo nenhum escaparão" (I Tess 5: 3 NVI).

A paz e a segurança originam-se no Senhor e vem de conhecer e confiar no Criador. Seu maior interesse é pelo nosso bem estar. Lancemos todos os nossos cuidados sobre Ele, porque Ele cuida de nós (I Pedro 5: 7).

Gary Councell
Capelão aposentado do Exército dos EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/nah/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 2 

Comentário em áudio  

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ezequiel 31

Comentário Devocional:

A mensagem de aviso de Deus, através de Ezequiel, para o Egito é: Não acredite que a mesma desgraça não possa acontecer com você! Pense na Assíria, uma grande árvore, mais maravilhosa do que qualquer outra no jardim de Deus. No entanto, ela caiu e isso afetou toda a floresta!

Que bênção uma árvore pode ser! Frutas, sombra, moradia para os pássaros e madeira. As Escrituras não se opõem aos governos humanos. Deus simplesmente pede para que eles ocupem o seu verdadeiro lugar na floresta e evitem o orgulho.

Esta história é familiar para outros reinos. Nabucodonosor também foi cortado como uma árvore. Ferro e bronze foram amarrados ao redor do toco restante para preservar a sua vida. Após sete anos de insanidade, ele foi restaurado ao trono (Dan 4).

Não aconteceu diferente com a casa de Davi. Os reis de Israel e Judá foram depostos e mortos. Contudo, a partir do tronco de Jessé brotará nova vida (Is 11:1). Isto se aplica ao verdadeiro filho de Davi, Jesus de Nazaré, o Messias. Seu reino jamais terá fim.

Jesus também falou de reinos e plantas. Lembre-se que Ele comparou Seu reino à mostarda: “O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se uma das maiores plantas, e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos.” (Mat 13:31,32 NVI).

O quê? Uma frágil semente de mostarda pode se tornar a mais importante vegetação da floresta, mais ainda que os poderosos cedros? Na verdade, pode. Segundo as palavras de Jesus em Mateus 13, o reino de Deus vem sem demonstração de força humana ou exibição de qualquer tipo. No entanto, traz bênçãos sem medida.

Quando os cedros nos atrairem, que a nossa fé permaneça em Jesus Cristo, o verdadeiro filho de Jessé.

Ross Cole
Avondale College, Australia


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/31/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 31 

Comentáriuo em áudio   

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ezequiel 17

Comentário devocional:

Este é o terceiro capítulo seguido que nos apresenta uma parábola. Na maioria das vezes as parábolas bíblicas são muito óbvias em seu significado. Muito poucas têm significados ocultos. Quando Jesus falava em parábolas, a maioria delas tinham significado claro. Mas em algumas outras os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Senhor, diga-nos, o que é que essa parábola quer dizer?"

A mesma coisa é verdade a respeito das parábolas do Antigo Testamento. Na maioria das vezes no AT uma parábola é muito óbvia em seu significado. 

As parábolas de Ezequiel 15 e 16 são fáceis de entender. Porém a do capítulo 17 não. É por isso que o versículo 2 diz: "Filho do homem, propõe um enigma e usa de uma parábola para com a casa de Israel" (ARA). É uma parábola, no sentido que ela tem significados espirituais, mas é um enigma no sentido de que precisa ser explicada.

Na ilustração de Ezequiel uma águia gigante quebrou o topo de um jovem cedro e o levou para uma terra diferente. De fato, em 597 aC Babilônia capturou Joaquim, rei de Judá, juntamente com o melhor do povo de Jerusalém, e levou-os para a Babilônia.

Retornando à terra do cedro, a águia plantou uma semente nativa que cresceu e se transformou em uma videira. Ela não cresceu muito, mas se manteve obediente à águia. Ou seja, retornando a Jerusalém, Babilônia nomeou outro membro da família real de Judá, Zedequias, como rei em lugar de Joaquim. Zedequias recebeu uma limitada independência após ter jurado submissão a Babilônia.

Em seguida, outra águia gigante, tão impressionante quanto a primeira, aparece em cena, e a videira de baixa estatura transfere sua lealdade (suas raízes) a esta nova águia. De fato, Zedequias se rebelou contra a Babilônia através da celebração de um tratado militar anti-Babilônia com o Egito. A primeira águia (Babilônia), portanto, arrancou a videira com suas raízes e cortou seus frutos e galhos, deixando-a murchar e morrer. Babilônia destruiria Jerusalém e levaria Zedequias ao exílio humilhante onde ele morreria.

A interpretação de Ezequiel da ilustração dá ênfase especial à traição de Zedequias ao quebrar o tratado com a Babilônia (v. 18, 19). Zedequias tinha feito um juramento de fidelidade a Nabucodonosor, em nome do Senhor Jeová, mas quebrou esse juramento ao buscar ajuda do Egito. Como castigo ele foi levado cativo para a Babilônia. 

Por último, Ezequiel, mostra que Deus, não uma águia, vai retirar o topo de um cedro (v. 22). Ele vai plantá-lo no topo de uma montanha, onde se transformará em uma árvore enorme e magnífica, trazendo benefícios para aves e animais de todos os tipos.

A partir da linha davídica de reis, Deus tomará um rei, o Messias, e por meio dele estabelecerá um reino que trará bênçãos a todo o mundo. Árvores altas e verdes secarão, mas a árvore de Deus florescerá. Nações como a Babilônia e o Egito perecerão, mas o reino de Deus será exaltado. 

Ao empreendermos as nossas atividades hoje lembremos de colocar o Messias em primeiro lugar em nossas vidas. Aqueles que estão unidos a Ele hoje participarão de Seu reino para sempre.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 17 

Comentário em áudio