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terça-feira, 9 de junho de 2015

Tiago 3 - Comentários Selecionados

1 Havemos. O apóstolo se inclui, como mestre e alguém propenso a correr os perigos e a cometer os erros próprios desse ofício honroso. Desse modo revela o espírito de humildade genuína, que também busca estimular em seus irmãos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 573.

Maior juízo. Isto é, um juízo mais severo. Existem níveis de responsabilidade na obra do Senhor, e aqueles que se jactam em ensinar serão cobrados por sua conduta pessoal e influência sobre os demais (Mt 23:14). Espera-se que o mestre conheça mais da vontade de Deus do que outros, e sua conduta deve ser exemplar. CBASD, vol. 7, p. 573.

2 Refrear. Ver Tg 1:26. As palavras de uma pessoa revelam o teor geral de seus pensamentos. Se ela controla seus pensamentos ao ponto de suas palavras serem sempre semelhantes às de Cristo, "todo o corpo" estará sob controle (Mt 12:34-37). CBASD, vol. 7, p. 573.

5 Assim, também. Tiago compara a relativa pequenez do leme à pequenez da língua e destaca as potencialidades da língua para o bem e para o mal. CBASD, vol. 7, p. 574.

6 Fogo. Tudo o que se pode dizer sobre o poder destrutivo de uma pequena chama pode também ser aplicado ao poder em potencial da língua. Irmãos de fé não devem só evitar o falar destrutivo, mas também as fagulhas destrutivas que se dispersam das palavras alheias. CBASD, vol. 7, p. 574.

Veneno mortífero. Isto é, atua sobre a felicidade individual e a paz da sociedade, como o veneno sobre o corpo humano. A perda da confiança, paz e amizade é o resultado inevitável de uma língua precipitada e imprudente (SI 140:3; Rm 3:13). CBASD, vol. 7, p. 575.

Amaldiçoamos. Damos evidência de que somos cristãos genuínos quando bendizemos
nossos inimigos (Mt 5:44 e 45). O próprio Cristo não proferiu "juízo infamatório" contra Satanás (Jd 9). A maldição nasce da ira e exibe o espírito de Satanás, "o acusador de nossos irmãos" (Ap 12:10). Tiago mostra que a pessoa pode ter "língua dobre", bem como "ânimo dobre" (Tg 1:8). CBASD, vol. 7, p. 575.

13 Mostre. A sabedoria genuína será demonstrada nas obras. O caráter de uma pessoa é demonstrado pelo fruto que produz, como enfatizado no v. 12. CBASD, vol. 7, p. 576.

14 Coração. A inveja e o sentimento faccioso podem ser ocultados, mas são como água amarga de uma fonte (v. 11), um dia jorrarão em palavras ou atos. Tiago indica que sempre devemos fazer um atento exame de coração. CBASD, vol. 7, p. 576.

Nem vos glorieis. Os cristãos não devem se gloriar de realizações nem de habilidades pessoais. Quem possui espírito faccioso normalmente busca atrair apoio por meio de autoafirmação. Essa jactância revela falta de sabedoria. O espírito de serviço é a única base legítima para a popularidade. CBASD, vol. 7, p. 577.

18 É em paz. Um caráter justo se desenvolve apenas pelo pacificador. Tiago obviamente compara os resultados da inveja e da contenda, que produzem apenas frutos inúteis (v. 16), com a recompensa de objetivos e métodos pacíficos. CBASD, vol. 7, p. 578.

Promovem a paz. Cristãos genuínos são os conciliadores de diferenças no lar e na igreja (Mt 5:9). Quem semeia paz desfruta paz, em parte nesta vida e, plenamente, na vida porvir no reino do "Deus da paz" (lTs 5:23). CBASD, vol. 7, p. 578.

domingo, 31 de maio de 2015

Hebreus 7

Comentário devocional:

Hebreus 6 termina com a ideia de que Jesus é a "âncora firme e segura da alma " (6:19). Hebreus 7 explica o porquê.

O capítulo está dividido em duas grandes seções. Os versos 1-10 descrevem três principais características de Melquisedeque que prefiguravam o sacerdócio de Jesus. Os versos 11-28 explicam como essas características, cumpridas em Jesus, nos fornecem total segurança.

O nome Melquisedeque significa que ele é um rei de justiça (v. 2). Isto prefigurava Jesus, que é "santo, inculpável, puro, separado dos pecadores ... perfeito para sempre" (Hebreus 7:26-28). Não há pecados que possam separá-lo do Pai. Ele está perfeitamente qualificado a se aproximar de Deus em nosso favor, sem impedimento.

Melquisedeque era rei de Salém, o que significa rei de paz (v. 2). O autor diz que enquanto a lei da ordem sacerdotal de Levi não poderia aperfeiçoar os adoradores, o ministério de Jesus traz a perfeição (vs. 11, 18-19). Perfeição está relacionada com a palavra hebraica "paz" (שלום - shalom), que significa também "inteiro, completo". Jesus traz a perfeição no sentido de que ele pode realmente proporcionar a remissão dos pecados (10:1-4) e também nos fornece acesso a Deus (10:19-23).

Melquisedeque não tem genealogia (v. 3a). Ele não era um sacerdote, porque ele pertencia a uma família de sacerdotes - como era o caso de Aarão. Na verdade, ele foi feito sacerdote através de um juramento, que não pode ser quebrado (7:20-22). O autor sugere que a Escritura não registra a genealogia de Melquisedeque para que ele pudesse "se parecer" com o Filho de Deus, que realmente não tinha "nem princípio de dias nem fim de vida" (v. 3b). 

Assim, o sacerdócio de Jesus fornece uma certeza que o sacerdócio levítico não podia oferecer. Ele é um sacerdote perfeito que tem acesso irrestrito a Deus. Ele proporciona limpeza completa. Ele também vive para sempre para interceder por nós. Que maravilhoso amor tem Deus a ponto de ter designado Jesus para ser o nosso sumo sacerdote. 

Precisamos nos apegar a Ele como a âncora de nossa alma, segura e firme!

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos



Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Hebreus 7
Comentário em áudio 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Efésios 6

Comentário devocional:

Em Efésios Paulo descreve a igreja como o corpo de Cristo (1:22-23; 4:11-16), como o templo de Deus (2:19-22), e como a noiva/esposa de Cristo (5:21-33). Em Efésios 6:10-20, Paulo retrata a igreja como o exército de Deus e oferece um vigoroso convite às armas. É uma passagem que oferece muitos benefícios e corre o risco de ser mal interpretada.

Poderíamos interpretar mal as palavras de Paulo como se fossem uma convocação para utilizar armas militares contra nossos inimigos ou para sermos combativos em nossas relações com os outros. Mas Paulo vem enfatizando a unidade, palavras edificantes e ternura (ver especialmente 4:25-5:2). E ele descreve as boas novas de Deus como "o evangelho da paz" (v. 15). Através desta vívida metáfora militar, a igreja não é chamada à guerra no sentido tradicional. Pelo contrário, somos chamados a lutar pela paz na batalha espiritual contra o mal. Paulo está pensando no campo de batalha do grande conflito e nos chama para nos alistarmos no exército de Deus.

Devemos fazê-lo com uma avaliação realista do inimigo, nunca subestimando as forças dispostas contra nós. Nós não apenas enfrentamos inimigos humanos, mas "as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (v. 12, NVI), liderados por um general astuto, o diabo (v. 11). No entanto, não precisamos ser intimidados por nossos inimigos, pois Deus está presente conosco na batalha (v. 10) e forneceu-nos a melhor das armas, a Sua própria armadura, a "armadura de Deus" (v 11; cf. Is. 59:15b-17). Ele colocou à nossa disposição a verdade, a justiça, a paz, a fé, a salvação e o Espírito (vs. 13-17). Deus vai adiante de nós e equipados da cabeça aos pés com a armadura que Ele forneceu, não podemos falhar. A vitória está garantida.

Que Deus abençoe a você, membro do Seu exército, que luta pela paz no poder do Seu nome!

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/6/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Efésios 6 
Comentários em áudio 

domingo, 12 de abril de 2015

II Coríntios 13 - Comentários selecionados

1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.

Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.

E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.

Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.

3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é "aperfeiçoada" na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.

Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo "pelo poder de Deus", não apenas com um Paulo "fraco", como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Nós ... somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. ... Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.

Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.

Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, "reprovar em teste". Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.

9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Aperfeiçoamento. Ou, "solidez", "completude". Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024. 

10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.

11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a "unidade do Espírito no vínculo da paz" (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Vivei em paz. Ou, "vivei em harmonia". A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em "paz com todos os homens" (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.

12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). ... Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.

13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

João 14

Comentário devocional:

Pessoalmente, este capítulo significa muito para mim. Deus usou o verso 1 para revelar Jesus para mim, e usou o verso 27 para confirmar o meu chamado para o ministério. 

Eu fui ateu por cerca de 5 anos e então comecei a acreditar em um "Poder Superior". Então, eu me matriculei na Southern Adventist University [Universidade Adventista do Sul], e uma das matérias que escolhi fazer era Doutrinas Cristãs. Eu estava interessado em saber mais sobre a religião cristã, uma vez que eu já conhecia outras religiões do mundo. O primeiro tema em sala de aula foi a importância da Palavra de Deus. A segunda lição foi sobre Deus Pai. Não tive nenhum problema com as duas primeiras aulas, mas a terceira, que focou em Deus, o Filho, realmente me incomodou! Por que tanta ênfase em Jesus?

"Quem é esse Jesus? E o que é que isso tem a ver comigo?", eu me questionava. Um dia eu fui passear no bosque da escola, parei junto à maior árvore, e fiquei perguntando a Deus estas duas questões vez após vez. Então ouvi uma voz: "Tome sua Bíblia, Eu quero lhe dizer uma coisa". Eu peguei a minha Bíblia, orei, e com os meus olhos ainda fechados, a abri com o dedo sobre João 14:1. Este verso respondeu às minhas duas perguntas!  "Credes em Deus, crede também em mim" (ARA). Naquele momento eu recebi Jesus em meu coração e coloquei a minha fé nEle como meu Deus e Salvador.

O verso 27 também é um dos meus favoritos. Eu sempre estivera à procura de paz na minha vida, mas nunca conseguia encontrá-la. Como Deus estava me chamando para o ministério pastoral, tarde da noite eu Lhe contei todos os medos quanto a esse chamado. Mais uma vez Ele falou comigo: "Abra a sua Bíblia para que eu possa lhe dizer algo." Orei, e com os olhos ainda fechados, coloquei meu dedo sobre João14:27. Através daquele verso Deus me disse: "Chris, você tem a minha paz (o Espírito de Jesus), portanto não tenha medo. Então eu disse "SIM!" ao chamado para me tornar um pastor. Alguns anos mais tarde, o mesmo Professor que me ensinara sobre Jesus, ordenou-me ao Ministério do Evangelho.

Em João 14: 6, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Jesus é a instrução de Deus para a humanidade: acerca de Seu amor, Seu modo de agir, verdade e vida.

Senhor, quero aprender a obedecer as Tuas instruções diárias. Através do Espírito Santo, ajuda-me a dizer SIM para todas as orientações de Jesus.

Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia.
Estados Unidos da América.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/14/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 14 
Comentário em áudio 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lucas 2

Comentário devocional:

Anos antes de acontecer o primeiro vôo do ônibus espacial americano, visitei a sala de lançamentos no Centro Espacial Kennedy. Lá, um calendário de planejamento para a missão do ônibus espacial cobria uma parede inteira de uma grande sala de controle. Sob cada data listada na linha do tempo do calendário havia tarefas a serem completadas até aquela data. Uma fita vermelha pendurada mostrava onde estávamos na contagem regressiva para o lançamento do primeiro ônibus espacial.

Imagine um calendário de planejamento celestial pendurado diante do trono de Deus, listando todos os eventos que tinham que ocorrer por ocasião do nascimento de Jesus. Um item deve ter sido, "O imperador César Augusto deve proclamar um decreto ordenando que todos sejam registrados" (Lucas 2: 1). Deus cronometrou cada detalhe do censo promulgado por César para que José e Maria chegassem à Belém, a cidade de seus ancestrais, bem a tempo para o nascimento de Jesus: "Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito" (Lucas 1: 6,7, ARA).

Como um bom contador de histórias, Lucas não nos diz diretamente o significado do nascimento de Jesus, ele permite que um anjo do Senhor dê a um grupo de pastores a boa notícia: "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." (Lucas 2:10, 11). De repente, como se eles não conseguissem ficar em silêncio por mais tempo, uma multidão de anjos aparece, dizendo: "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem!" (Lucas 2:14).

Cada passagem da Bíblia contém alguma verdade sobre Deus, que é uma boa notícia para você e para mim. Esse é o significado mais básico da palavra Evangelho. O Evangelho é uma boa notícia sobre o que Deus fez, está fazendo ou vai fazer por nós. O relato de Lucas 2 é uma boa notícia para você e para mim hoje. O bebê nascido em Belém é o nosso Salvador, Cristo, o Senhor!

O nosso mundo do século 21 parece estar fora de controle. Mas Deus tem um calendário de planejamento para o "Segundo Advento" de Jesus que está sendo cumprido de forma tão precisa como aconteceu com o cronograma para o primeiro Advento.

Cada promessa bíblica é uma boa notícia, pois nos fala sobre o que Deus vai realizar. O propósito do nascimento de Jesus, segundo a multidão de anjos, foi nos trazer a paz. Para experimentar a paz de Jesus, você precisa aceitar as palavras do anjo aos pastores como um convite pessoal para aceitar a Jesus como seu Salvador. Você já o aceitou como o seu salvador pessoal? Aproveite este momento para renovar a sua decisão de amá-lo e servi-lo!

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul



Traduzido por JDS/JAQ
Comentário em áudio http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados17-12-2014.mp3

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mateus 11

Comentário devocional:

Quando leio a Bíblia, procuro descobrir o que ela está a me dizer. Eu sinto que cada capítulo tem algo que se aplica a mim como esposa e mãe. Este não é apenas um livro antigo de histórias. É muito mais. Todos os dias eu busco nela por paciência e paz da parte de meu Pai celestial para me fortalecer.

Em Mateus 11, João Batista está à procura de mais discernimento espiritual a respeito de Jesus. Ele está na prisão e ainda assim seu coração ainda está repleto de amor para com o Salvador do Mundo. Ele havia seguido diligentemente o caminho que Deus havia planejado para ele e, então, foi preso. Jesus continuou o Seu ministério e quando os seguidores de João O encontraram, Jesus elogia João pelo trabalho que ele tinha feito em preparar o caminho para Ele. João era diferente do que as pessoas esperavam. Ele não usava roupas finas nem se alimentava das melhores comidas. Mas o que ele fez não foi sem importância para Deus. Não devemos nunca pensar que o que fazemos para Deus não é importante. 

Enquanto Paulo refletia sobre suas limitações, o Senhor lhe disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Cor. 12:9, NVI). A mensagem também para nós é: apesar de nossas debilidades somos valiosos para Deus.

Costumo cantar em escolas, igrejas e retiros de mulheres e dar o meu testemunho pessoal. Desde muito jovem tenho cantado em louvor a Jesus. Sentir-se inadequada é uma sensação que está sempre presente: "Quem estaria interessado em meu testemunho?" Então lembro a mim mesma que isto é o que Deus quer que eu faça. Todos nós somos chamados a apresentar a história de como Jesus tem trabalhado em nossas vidas. O que realmente importa é como interagimos com os outros e como representamos a Jesus em nosso lares e na comunidade em que vivemos.  

Quando leio Mateus 11, duas mensagens me vem a mente: 1. Jesus quer que mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida busquemos saber mais sobre Ele, porque Ele é quem verdadeiramente nos ama. 2. Jesus promete dar-nos paz e descanso quando colocamos a nossa confiança nEle. 

Mantenhamos firmes a nossa confiança, pois nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus! (Romanos 8:39).

Joey Norwood Tolbert
Cantora e compositora cristã



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 11 

Comentário em áudio 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mateus 10 - comentários

2 apóstolos. Esta é a única vez que Mateus chama os discípulos de "apóstolos". A palavra significa "enviados" e, portanto, se ajusta ao contexto deste discurso. Andrews Study Bible.

4 Zelote. O fato de Jesus ter chamado um zelote (que apoiavam a violência que Jesus condenou no Sermão do Monte) e Mateus, o cobrador de impostos (a nêmesis [objeto de ira e vingança] dos zelotes), demonstra a graça e abertura de Jesus e Seu desejo de construir a comunidade cristã unificada. Andrews Study Bible.

5 rumo aos gentios. Ou, "o caminho dos gentios", isto é, qualquer estrada que conduzisse a uma comunidade na qual predominassem gentios. Por exemplo, os doze não poderiam visitar nenhuma das cidades de Decápolis, onde a maior parte da população era gentílica. É provável que o motivo dessa restrição fosse que Jesus não quisesse fazer nada que suscitasse desnecessariamente o preconceito contra Ele enquanto houvesse oportunidade de trabalhar pelos judeus. Além disso, os próprios discípulos não estavam preparados para trabalhar pelos vizinhos gentios e o preconceito que compartilhavam com todos os judeus contra os gentios, sem dúvida, teria efetivamente frustrado seus esforços, ainda que de maneira involuntária. Essa proibição não foi feita aos setenta quando foram enviados cerca de um ano depois; pelo contrário, eles começaram sua obra entre os samaritanos (ver DTN, 488). Naquele tempo, a situação tinha mudado. O próprio Jesus, que fora rejeitado na Galiléia, trabalhou em favor dos samaritanos e gentios; além disso, instruiu os discípulos a fazerem o mesmo (ver Mt 28:19, 20; At 1:8). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 391.

samaritanos. Raça de sangue misto, resultante dos casamentos mistos entre os israelitas deixados para trás, quando o povo do Reino do Norte foi exilado, e os gentios trazidos para o país pelos assírios (2Rs 17.24). Havia acrimoniosa hostilidade entre os judeus e os samaritanos nos dias de Jesus (v. Jo 4.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

9-11 Estes versículos ensinam o servo de Cristo a tomar uma atitude de fé com a obra missionária, aceitando as condições de vida que Cristo e a comunidade dos fiéis lhe ofereceram. Bíblia Shedd.

12 saúdam-na. A saudação dos judeus era shalom, "paz". Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 sacudi o pó. Os judeus, sob o domínio romano, desenvolveram um costume de afastar, de maneira mais dramática e completa, qualquer contato com os não-judeus, considerando o próprio pó de seus pés imundo como a putrefação da morte. Bíblia Shedd.

... como ato ato simbólico quando saíssem daquele lugar ritualmente impuro. Aqui Jesus instrui Seus discípulos a fazerem o mesmo com as cidades e povoados judeus que recusassem recebê-los ou ouvir a sua mensagem. Andrews Study Bible.

16 prudentes como as serpentes. Devem ser capazes de enxergar através das astúcias dos ímpios, sem praticar eles mesmos esses ardis. Porém, há certos traços característicos da serpente que não devem imitar, assim como algumas características da ovelha. CBASD, vol. 5, p. 393.

19 não se preocupem quanto ao que dizer. Não deve ser usado por pregadores como desculpa para a falta de preparo dos sermões! V. Lc 21.14, 15. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 fugi. Jesus deixa claro neste verso que o martírio não deve ser buscado. Fuja da perseguição! Andrews Study Bible.

Não há virtude em sofrer perseguição como um meio de se obter mérito nos livros do Céu. CBASD, vol. 5, p. 394.

28 alma. Aqui Jesus está usando o termo "alma" significando "vida eterna": Não tema aquele que pode lhe tirar da vida presente (corpo), mas tema Aquele que lhe pode tirar a vida eterna (alma). Andrews Study Bible.

32-36 O capítulo inteiro, e este trecho especialmente, projeta uma nota de urgência na mensagem de Cristo, mostrando que é exclusiva na sua situação e no seu propósito, e que é dogmática quanto ao caráter único e insubstituível da pessoa de Cristo. O cristianismo moderno, como tem sido superficial, está longe de arcar com as exigências desta mensagem. Bíblia Shedd.

34 não penseis. Jesus desfaz a opinião errônea que alguns dos discípulos aparentemente tinham de que a mensagem que levariam seria somente de paz. Eles não deviam se surpreender, no seu trabalho de casa em casa ..., se surgissem diferenças como resultado de seu ministério. CBASD, vol. 5, p. 396.

não vim trazer paz. "Paz" no sentido de comodismo, ócio e ausência de lutas, Jesus não trará, enquanto o mundo não estiver em comunhão com Deus. Bíblia Shedd.

O evangelho às vezes provoca conflito por causa das profundas diferenças e desavenças que surgem entre aqueles que o aceitam e aqueles que não o aceitam. Andrews Study Bible.

38 toma a sua cruz. O criminoso romano carregava a sua cruz para o lugar de execução. O crente salvo por Cristo carrega consigo a mesma cruz: a renúncia de si mesmo para servir unicamente a Cristo, mesmo até à morte (Gl 2:20). Bíblia Shedd.

Tomar a cruz de Cristo e seguir após Ele significa sofrer sem reclamação ou arrependimento a censura de amigos e parentes e suportar a reprovação das pessoas com paciência e humildade. CBASD, vol. 5, p. 397.

42 der a beber. Talvez usado como ilustração do menor serviço que se pode fazer a alguém. Com certeza, era mínimo, mas muitas vezes, o mais importante e necessário nas terras bíblicas, onde a água sempre foi escassa. CBASD, vol. 5, p. 397.

domingo, 5 de outubro de 2014

Naum 2

Comentário devocional:

Como os orgulhosos governantes de Nínive Senaqueribe  e Assurbanipal, um grande número de líderes arrogantes afirmaram que seus reinos durariam para sempre. Nabucodonosor, a "cabeça de ouro" (Dan 2:38), fez para si mesmo uma estátua inteiramente coberta de ouro (Dan 3:1), proclamando que seu reino não teria fim. Hitler declarou que seu Terceiro Reich duraria mil anos, mas este durou apenas mil dias, e trouxe enorme sofrimento e inúmeras morte para o mundo. Khrushchev prometeu "enterrar o Cristianismo", mas em vez disso foi enterrado em uma cova bastante comum.

As profecias de Naum sobre a destruição de Nínive e do poder assírio tem também uma aplicação secundária, descrevendo o fim de todos os reinos da terra, cidades e riqueza. Eles vão ficar devastados, destruídos, desolados (Naum 2:10) durante o período de mil anos  após a Segunda Vinda de Cristo. 

É surpreendente como os homens confiam em alianças, poder militar e riqueza para a segurança! No entanto, em tudo isso, eles exibem uma sensação de insegurança e erguem torres de Babel para se protegerem, ignorando Aquele que lhes deu a inteligência e a força para realizar grandes coisas (Deut 8:11-20). 

Quando os homens confiam em conquistas, falsos deuses, governos, força militar, riquezas ou tecnologia a fim de alcançarem "paz e segurança", ao invés de buscarem ao Senhor, para eles vem a advertência: "...a destruição virá sobre eles de repente, ... ; e de modo nenhum escaparão" (I Tess 5: 3 NVI).

A paz e a segurança originam-se no Senhor e vem de conhecer e confiar no Criador. Seu maior interesse é pelo nosso bem estar. Lancemos todos os nossos cuidados sobre Ele, porque Ele cuida de nós (I Pedro 5: 7).

Gary Councell
Capelão aposentado do Exército dos EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/nah/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 2 

Comentário em áudio  

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ezequiel 27

Comentário Devocional:

Observe o seguinte texto, retirado de uma página do Facebook: “O seu Volkswagen é alemão. Sua vodka é russa. Sua pizza é italiana. O kebab é turco. Sua democracia é grega. Seu café é brasileiro. Seus filmes são americanos. Seu chá é tamil. Sua camisa é indiana. Sua gasolina é da Arábia Saudita. Seus aparelhos eletrônicos são chineses. Seus números árabes, suas letras latinas. E você ainda se queixa de que seu vizinho é um imigrante? Controle-se! (postado na página “The True Activist”  em 13 de junho de 2014).

Nem todos podem pagar por um carro alemão. A maioria abrirá mão da vodka. Alguns preferem não beber o café. Outros não vivem em democracias. Mas todos compreendemos o significado da afirmação acima.

Pensamos no mundo de hoje como uma aldeia global. No entanto, nenhum lugar hoje é mais cosmopolita do que a antiga Tiro. Mas isto iria acabar. No dia da ruína de Tiro todos os reis e mercadores que a amavam se manteriam à parte, com medo de serem envolvidos no meio da destruição provocada pela Babilônia. 

Eles lamentariam a queda de Tiro, raspando seus cabelos como Jó, vestindo peles de cabra, chorando e lamentando amargamente. Impressionante, de fato. No entanto, não é por Tiro que eles lamentam. É pela riqueza que esta cidade os ajudou a adquirir e pelo sonho de sua própria segurança que eles estão perdendo. 

A globalização de hoje pode nos fazer sentir que estamos seguros. Porque se alguém ataca um lugar, todos os outros lugares sofrem. Esperamos que o interesse próprio de todos vá prevalecer e a paz seja restaurada. Pois qualquer violência, em menor ou maior escala, nos faz sentirmos vulneráveis. No entanto, João, o Revelador toma emprestado a linguagem de Ezequiel para falar do colapso final de Babilônia, quando os comerciantes e reis voltarão a lamentar, um lamento egoísta e desesperado (Apoc 18:9-24). 

A queda de Tiro nos ensina que embora as pessoas do mundo estejam acostumadas com a troca de favores e com o comércio que beneficia aos poderosos, a paz e a segurança não podem ser encontradas na prosperidade material.

Há apenas um caminho para a paz verdadeira, apenas um verdadeiro Príncipe da paz. Que o brilho do mundo nunca nos leve a crer o contrário.

Ross Cole
Avondale College, Austrália



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/27/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 27 

Comentário em áudio  

sábado, 19 de abril de 2014

Isaías 54

Comentário devocional:

O resultado do ministério salvador de Jesus mencionado em Isaías 53 é visto neste capítulo e no próximo. Neste capítulo, Deus fala àqueles que o conhecem; no próximo, àqueles que não o conhecem.

A linguagem em Isaías 54 é simplesmente linda. Deus é o nosso Criador, Redentor, Marido, e Professor. Mas a linguagem predominante é de Deus como nosso amoroso marido. Veja a riqueza do versículo 5, por exemplo: "Pois o seu Criador é o seu marido". Ele não é qualquer um, Ele é o Criador do universo! Ele é aquele que lhe formou e lhe criou. Este é o seu marido! Seu nome é "o Senhor dos Exércitos". Em algumas culturas, quando uma mulher se casa ela passa a ter o sobrenome do marido. Você gostaria de ter o sobrenome "de Deus" no seu nome?

Há mais verdades lindas nesse capítulo. Deus não nos convidou para sermos sua esposa por causa da nossa beleza, talento ou inteligência. Quando Ele nos encontrou eramos como "uma mulher abandonada e aflita de espírito", ou ainda, como "uma mulher que se casou nova apenas para ser rejeitada" (v. 6, NVI). E depois que Ele nos tomou como esposa, ​​não desempenhamos o papel mais importante que se esperava de uma mulher na época. "Ó estéril… você que nunca esteve em trabalho de parto " (v.1, NVI). Nos tempos bíblicos, não havia maior desgraça para uma mulher do que não ser capaz de gerar filhos para seu marido. E, no entanto, diz Isaías, o Senhor ainda nos amou. Nós não somos como uma mulher desamparada! Somos amados por nosso Deus!

É por isso que o profeta diz: "Cante, ó estéril… irrompa em canto, grite de alegria" (v. 1, NVI) . Cante alegremente, porque você, que não podia engravidar, vai ter mais filhos do que aquela que teve muitos. Você terá que ampliar a sua tenda para ter espaço para eles (v. 2), e "seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas" (v. 3, NVI) . "Você esquecerá a vergonha de sua juventude" (a experiência de Israel no deserto) "e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez" (seu exílio para a Babilônia) (v. 4, NVI).

Quando Deus disse: "Por um breve instante eu a abandonei" Ele se referia ao cativeiro Babilonico. Entretanto, contrabalançando qualquer dor que Ele tenha permitido para o bem de seu povo, a promessa de Deus é clara: "com profunda compaixão eu a trarei de volta… com bondade eterna terei compaixão de você" (vv. 7-8, NVI). As montanhas podem desaparecer, mas "a minha fidelidade para com você não será abalada, nem será removida a minha aliança de paz" (v. 10, NVI).

Deus assegura a Israel, sua esposa, que em vez de guerra, pedras preciosas irão rodeá-la, e os seus filhos serão ensinados diretamente por Ele, o Senhor (vv.12-13). "Nenhuma arma forjada contra você prevalecerá", pois "esta é a herança dos servos do Senhor"  (v. 17, NVI).

Deus tinha grandes planos para o Israel pós-exílico, mas depois do cativeiro babilônico eles tornaram-se hipócritas e teimosos e assim impediram que os planos de Deus se cumprissem para eles como nação.

As promessas desse capítulo também nos pertencem. Promessas de prosperidade, proteção, paz e alegria. Permaneçamos fiéis ao nosso Marido, Jesus e recebamos tudo o que Ele tem planejado para nós nesta vida e na eternidade! 

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/54/

Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Isaías 54

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eclesiastes 1

Comentário devocional:

Salomão, cheio de sabedoria, inicia este capítulo com questionamentos e preocupações, mas deixa-nos algumas verdades a ponderar.

Primeira verdade: a vida diária tem suas rotinas. O sol vai e vem, as gerações nascem e desaparecem. O perigo da rotina constante é que corremos o risco de perder a motivação para aquilo que é santo e eterno. Devemos olhar para o Senhor diariamente como se hoje fosse o nosso único dia de existência .

Segunda verdade: adquirir conhecimento de todas as coisas debaixo do sol não é tão importante assim. Para a nossa vida espiritual, o mais importante é o estudo das coisas eternas.

Terceira verdade: o conhecimento do mundo nem sempre soluciona os problemas da alma. Somente a sabedoria celestial, derivada de um relacionamento íntimo com Deus, irá trazer a paz completa ao coração do homem.

Querido Senhor, dá-me a verdadeira sabedoria que resulta em paz conTigo. 

Pr. André Dantas
Brasil



https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/ecc/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Eclesiastes 1  

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Salmo 128

Comentário devocional:


Você deve conhecer pelo menos uma família que aparentemente tenha todas as qualidades descritas nesse Salmo. E quando digo isso, não me refiro a coisas materiais. Na verdade, o tipo de família que tenho em mente pode ter muito pouco em termos de bens materiais, mas são espiritualmente completos em Cristo. Eles têm paz. Eles irradiam alegria. Eles espalham contentamento. Eles são as pessoas ideais para terem muitos filhos, porque a mãe e o pai parecem ter sido presenteados com uma dose extra de sabedoria divina para exercerem a paternidade e a maternidade.


Este é um Salmo que exalta a família. Será que existe uma família como a que descrevi? Sim, mas uma família como esta não pode existir a menos que o líder espiritual dessa família caminhe sob a autoridade de Deus.


Vivemos em uma cultura saturada com o "evangelho da prosperidade", onde erroneamente interpretamos nosso aumento financeiro como sendo evidência da bênção de Deus. Nesse contexto, considero apropriado ser lembrado pelo salmista que o verdadeiro significado da bênção e da prosperidade é uma família temer ao Senhor e seguir os Seus caminhos. Uma família unida, vivendo à altura do seu chamado em Cristo, eis um grupo de pessoas verdadeiramente abençoadas.


Cindy Nash
Estados Unidos




Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Salmo 128

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salmo 104

Comentário devocional:

O Salmo 104 apresenta a compreensão do povo de Israel acerca da natureza. O autor não escreve a partir de uma perspectiva científica ou apenas com base em seus sentimentos - ele escreve como um crente. O poeta rejeita os conceitos do ateísmo e do panteísmo. Por meio de Sua palavra, Deus criou e sustenta o mundo. O paralelo entre este Salmo e a história da criação em Gênesis 1 é notável. No momento em que este Salmo foi escrito, a história da criação era conhecida e aceita. Deus é louvado por renovar a terra (v. 30) e realizar o milagre da fertilidade e do crescimento.

Será que nós, homens modernos, em tempos de êxodo rural e uso de fertilizantes artificiais, percebemos e reconhecemos a Deus como o Criador? Já no tempo de Israel, as pessoas criaram Baal, o deus cananeu da chuva e da fertilidade (Nm 25:3 ). Mas o óleo, o vinho e os cereais não vinham de Baal - mas da parte do Senhor (Oséias 2:9). Assim, o Salmo 104 é uma adequada defesa contra qualquer mistura de conceitos religiosos e uma clara declaração de lealdade para com o criador (v. 3). Acreditar no Criador tornou-se uma mensagem renovada para Israel e países vizinhos. Toda a realidade criada traz a marca do seu Originador, apontando para uma mão divina além de si.

Jesus repetiu uma lição valiosa a partir da observação do Salmista. Ele disse que os pássaros “não semeiam nem colhem ... contudo, o Pai celestial as alimenta” (Mateus 6:26 NVI). Não podemos fazer nada para “acrescentar uma hora que seja” (v. 27 NVI) à nossa vida. É Deus quem cuida de nós, então por que nos preocuparmos?

Vamos hoje louvar e adorar a Deus, porque só Ele cria e cuida!

      * Quem honra a Deus e medita em sua beleza verá muito mais dessa beleza em sua própria vida e à sua volta.
      * Quem reflete sobre a bondade e a beleza de Deus, confiará mais em seu poder.
      * Quem acredita em Deus, o criador, vê a si mesmo e o que acontece ao seu redor no contexto bíblico correto. A terra é dEle e tudo está sob o Seu controle.
A atuação de Deus, ao criar e cuidar, confere paz à minha vida diária.
Christoph Berger
Áustria


Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Salmo 104

domingo, 22 de setembro de 2013

Salmo 46

Comentário devocional:

Ao longo da história, em todo o mundo, as grandes cidades têm crescido às margens de grandes rios. As cidades precisam de muita água para prosperar. Embora Jerusalém tivesse apenas um pequeno riacho para seu abastecimento de água, Ezequiel viu a cidade recebia as águas de um poderoso rio que corria a partir do templo de Deus (Ez 47:1-12). 

"Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo" (Sl 46:4, NVI), canta o salmista. Jesus proclamou, no dia da festa dos Tabernáculos, que ele próprio era aquele Rio, capaz de satisfazer a sede de todos (João 7:37-38).

Ao nosso redor as pessoas podem ficar aterrorizadas com furacões, inundações, terremotos e maremotos. Deus está conosco, mesmo em meio a estas convulsões naturais. O noticiário internacional está saturado de ameaças iminentes de convulsões políticas e de guerras que destroem nações ao redor do globo. Deus ainda está no controle e acima de todo o tumulto. Ele afirma sua autoridade sobre as nações que guerreiam entre si.

Em meio às difíceis circunstâncias que nos cercam a mensagem do Eterno é: "Aquiete-se e saiba que eu sou Deus" (v. 10, NIV). Não há outro refúgio. Ele é suficiente.

Pai, em meio ao caos e a insegurança, dá-me paz. Em um mundo preocupado com catástrofes naturais, guerras e terroristas, a minha alma pode se sentir segura em Ti. Deixe-me ouvir o eco da voz de Jesus quando Ele falou à tempestade na Galiléia: "Aquiete-se”. Amém.

Helen Pyke
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JDS/JAQ


Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/46/ 


Texto bíblico: Salmo 46 



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Salmo 16

Comentário devocional:

Estamos acostumados com tanta dor e sofrimento que, às vezes, podemos nos sentir culpados por aquilo que está indo bem em nossas vidas. Este salmo é um lembrete de que é sempre bom louvar a Deus pela alegria e o prazer existentes em nossa vida.

Davi agradeceu a Deus pela beleza física que herdou de seus pais: "as divisas caíram para mim em lugares agradáveis: Tenho uma bela herança!" (v. 6, NVI). Alguns recebem dotes físicos, outros intelectuais, outros ainda habilidades nas mais diversas áreas. Podemos e devemos agradecer a Deus pelo que Ele tem feito por nós.

Este salmo parece incluir também promessas de júbilo na Terra renovada. Ele indica que as alegrias que temos agora são indícios do regozijo que teremos quando nossos corpos não irão mais desgastar-se e para todo o sempre teremos "prazeres à mão direita de Deus" (v. 6, NVI).

Então, embora saibamos que este mundo está cheio de tristeza e dor por causa do pecado, também sabemos que teremos tempos de "transcendência", vislumbres do futuro Reino a ser estabelecido. Nessa vida, com certeza, teremos momentos de alegria, paz e prazer. Podemos vê-los como uma antecipação da promessa do Novo Céu e da Nova Terra.

Lisa Clark Diller
Diretora do Departamento de História e Ciências Políticas
Southern Adventist University
Estados Unidos

Traduzido por JDS
Texto bíblico: Salmo 16