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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Hoje começaremos a ler Hebreus!

Que maravilha podermos estudar juntos este tão importante livro da Escritura! Seu maior objetivo? Mostrar a realidade do Santuário Celestial e Jesus como nosso intercessor, a maior necessidade de nossas vidas!


domingo, 24 de maio de 2015

Hoje leremos a carta de Paulo a Filemon!


Filemon

Comentário devocional:

O livro de Filemom é transformador. Esta breve carta de 25 versos pode ser resumida no que pode ser chamado de Princípio de Filemon: "Faça as pazes com Deus e com os outros e faça-o agora".

Filemom é a mais curta das cartas de Paulo e foi escrita de dentro de uma prisão romana (cerca 60 d.C.). Ela desafia dramaticamente Filemom a perdoar seu escravo fugitivo Onésimo. O apelo de Paulo tornou-se mais complicado, pois Onésimo tinha aparentemente roubado objetos de valor quando fugiu (v. 18). Onésimo encontrou Paulo em Roma e foi convertido por ele. Onésimo se arrepende de seus erros. Então Paulo e Onésimo desenvolvem uma estratégia elegante e ética para resolver de forma correta a questão.

Onésimo decide voltar voluntariamente para Colossos com um companheiro de nome Tíquico, levando consigo a carta pessoal para Filemom (Cl 4:7-9). A intenção da carta é apelar para Filemom que se reconcilie com Onésimo, lançando, assim, as bases para o retorno dele para Paulo, presumivelmente livre. Como a carta foi concebida também para ser lida à igreja de Colossos, Paulo praticamente demonstra as relações do perdão que os cristãos devem ter uns com os outros como reflexo do perdão de Deus. Da mesma forma, na mesma carta, embora de forma implícita, Paulo fornece uma base racional para a insustentabilidade da escravidão em um contexto cristão.

Embora a palavra perdão nunca seja mencionada em Filemom, ela está claramente implícita. O livro é envolto por poderosos princípios e é um estudo de caso sobre o tema do perdão. Ele também descreve o modo como o ofensor e o ofendido devem estar relacionados com as questões da restauração e restituição. Cada um dos princípios teológicos implícitos é amparado por uma chamada à ação: o Princípio Filemom.

O Princípio Filemon resulta em mudança de vida tanto agora quanto naquela época.

Delbert W. Baker
Vice-Presidente, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/phm/1/

Texto traduzido por: JAQ/GASQ


Texto Bíblico: Filemon 


Comentário em áudio 


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Hoje começamos a ler Tito!

Que Deus nos abençoe ao estudarmos a carta de Paulo a Tito.


Tito 1

Comentário devocional:

Para Tito, seu irmão e colega de trabalho em Cristo, Paulo escreve esta pequena carta com um objetivo claro em mente: incentivar, instruir e exortar seu jovem parceiro na grande causa de Cristo.

Paulo começa e termina este capítulo com o tema comum da integridade espiritual. No verso 1 ele nos lembra que a verdade deve estar casada com a piedade na vida do seguidor de Cristo. Uma vida que abraça a verdade e se manifesta em uma vida piedosa é aquela que é vivida na esperança e certeza da vida eterna (v. 2). Uma vida vivida nesses termos é cheia de graça, misericórdia e paz (v. 4). Discípulos de  Cristo de espírito ambíguo carecem de integridade espiritual. Afirmam que conhecem e amam a Deus, mas sua vida e obra contam uma história diferente. Ao invés de obedecer e seguir a Deus por amor, eles vivem uma vida desobediente, que, como diz Paulo, os desqualifica para toda boa obra (v. 16).

No meio dessas exortações para a integridade espiritual, Paulo descreve as qualidades que os líderes da igreja devem demonstrar - principalmente uma vida em harmonia com os princípios do Céu (vs. 5-15).

Será que a sua profissão de lealdade a Cristo se harmoniza com o modo como você vive no dia a dia? Será que o nosso discurso se harmoniza com a nossa prática?

Que o seu dia seja repleto de paz ao você voluntariamente entregar tudo a Cristo, o amado de sua alma.

Bob Folkenberg Jr.
Missão chinesa



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/tit/1/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Tito 1

Comentário em áudio 

domingo, 17 de maio de 2015

II Timóteo 1

Comentário devocional:

Esta é a última epístola do apóstolo Paulo, escrita enquanto estava na conhecida Prisão Mamertina de Roma, aguardando sua execução. Como você agiria em tal situação? Paulo responde no verso 3, dizendo: "Dou graças a Deus, a quem sirvo com a consciência limpa..." (NVI).

Faço uma pausa e me pergunto: se eu estivesse na mesma situação de Paulo, poderia dizer a mesma coisa? Louvo a Deus em todas as situações pelas quais passo, mesmo através de provações? Bem, eu não posso realmente saber porque não passei ainda por todas as provações que podem cruzar meu caminho - nem você. Passaremos por dificuldades até o dia em que dormiremos no pó ou veremos Jesus vindo nas nuvens. O que eu sei é que para as provas de hoje Deus já garantiu a você e a mim: "Minha graça é suficiente para você ..." (2Co 12:9, NVI).

A graça de Deus é a chave para nos ajudar no presente e no que está por vir no futuro, independentemente das nossas circunstâncias. Alcançando-nos quando estamos no nosso ponto mais baixo, Seu poder fará o seu trabalho perfeito, transformando-nos à Sua imagem. Assim, Paulo podia dizer: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (2Co 12:10, NVI).

O evangelho não produz fraqueza espiritual: "Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio (v. 7, NVI). O rei Davi entendeu este conceito de "nada temer" quando ele escreveu Sl 27:1: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?" A resposta, claro, é: ninguém!

Deus nos chamou para sermos santos, permanecer fortes Nele. Ele nos deu todas as ferramentas e recursos que nos capacita ao poder, ao amor e a uma mente sã. Para descrever essa potência Paulo usa a palavra grega dunamis - da qual vem a palavra dinamite. Este poder explosivo deve ser unido com o amor - o amor de Deus. A combinação do poder divino e o amor devem ser guiados por uma mente - a mente de Cristo, tal como descrito em Filipenses 2.

Colocado em movimento desde os "tempos eternos" este triplo poder da graça - o poder e amor divino e a mente de Cristo -, é concedidos a nós através do Espírito Santo. É esse "pacote da graça" o responsável pela transformação de Paulo. Vejam que "não há limite para a utilidade e influência de alguém que consagre a sua vontade à vontade de Deus" (BC Vol 7 p. 331). Paulo descobriu esta verdade emocionante; Timóteo também. E nós? Descobrimos?

Jim Ayer
Vice-Presidente da Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/1/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Timóteo 1 
Comentários em áudio

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Hoje começamos a ler I Timóteo!

Que bom podermos ler juntos a Primeira carta de Paulo a Timóteo!
Que Deus nos abençoe ricamente neste estudo!


sexta-feira, 8 de maio de 2015

II Tessalonicenses 1

Comentário devocional:

Um simples telefonema poderia ter esclarecido a grande maioria dos problemas enfrentados pelas igrejas de Paulo. Mas não havia telefones no mundo antigo. Assim os crentes tinham que descobrir onde Paulo estava para enviar a ele uma carta contendo suas perguntas. O apóstolo, então, ditava uma resposta e a remetia de volta para a igreja. O processo podia levar meses. Enquanto isso falsas crenças e mal-entendidos tinham tempo para se desenvolver e se espalhar.

Isso parece ter acontecido em Tessalônica. No tempo que Paulo levou para coletar informações e escrever a resposta que conhecemos como I Tessalonicenses, novos problemas surgiram na igreja. Esses problemas até mesmo se tornaram piores devido a mal-entendidos ou má aplicação daquilo que Paulo escrevera na primeira carta. II Tessalonicenses foi a tentativa de Paulo para corrigir a situação (ver notas introdutórias para 2 Tessalonicenses na Bíblia de Estudo NVI [Thomas Nelson Publishers, 1997], p. 2031).

No primeiro capítulo de II Tessalonicenses, Paulo novamente aguarda com otimismo o resultado do seu trabalho pelos tessalonicenses. Na Segunda Vinda, os crentes serão resgatados de seus perseguidores pela intervenção espetacular de Deus em Cristo (vs. 5-10). O objetivo de Paulo nessa passagem não é se regozijar com a vingança (vs. 8-9), mas encorajar os oprimidos e vítimas de abuso (vs. 5-7).

O dia da justiça está chegando. Não precisamos fazer justiça com as próprias mãos! Um Deus justo, que administra cuidadosamente a justiça acertará as contas com os malfeitores. Este julgamento, na verdade, é a contrapartida de I Tessalonicenses 4. Lá a Segunda Vinda permite que os tessalonicenses estejam "com o Senhor." Aqui os seus perseguidores são afastados da face do Senhor, não porque Ele os odeia, mas porque o caráter deles não consegue suportar a gloriosa presença de Deus.

Peçamos a Deus que nos conceda um caráter à Sua semelhança para que possamos encontrá-lo em paz na Sua vinda.

Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2th/1/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto Bíblico: II Tessalonicenses 1 

Comentários em áudio 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

Gálatas 6

Comentário devocional

Em sua reflexão final, Paulo fala sobre o tipo de comunidade que  deveria existir na igreja chamada para ser o corpo de Cristo. Esta era a mensagem que os Gálatas desesperadamente precisavam ouvir. A comunidade dos crentes na Galácia, como muitas igrejas hoje, tinham ficado muito aquém do propósito de Deus para a igreja. Por trás da insistência de que os homens gentios convertidos se submetessem à circuncisão havia uma mentalidade crítica e julgadora que estava destruindo a vida espiritual da igreja. A situação tornou-se tão hostil que Paulo lhes advertiu: "se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente" (Gl 5:15 NVI).

Em vez de ser uma comunidade onde apenas "os mais aptos sobrevivem", Paulo diz que a igreja deve ser um lugar onde aqueles que lutam para viver a vida cristã devem encontrar incentivo, esperança, amor e restauração quando caem (v. 1). A única maneira na qual esta atitude pode ser manifestada  em relação aos outros é se reconhecermos que nós também não estamos imunes à tentação do pecado (v. 1b). Afinal, nenhum de nós é mais digno do que outra pessoa. Somos todos pecadores, completamente dependentes do perdão e da graça (v. 3) de Cristo. Como podemos, portanto, não oferecer aos outros o perdão e a graça que Cristo nos deu (cf. Gal 5: 2; Rm 3:23-26; Mt 18:23-35)? Você pode imaginar o tipo de lugar que a igreja poderia ser hoje, se fosse um lugar onde fizéssemos "o bem a todos, especialmente aos da família da fé" (v. 10)?

Paulo conclui sua carta com um apelo final aos Gálatas, para manterem-se firmes a favor do evangelho. O que mais importa, diz ele, não é a circuncisão - ou até mesmo a falta dela - mas o poder transformador do Cristo ressuscitado que muda o coração e a vida das pessoas (v. 15). Nesta esperança, a última palavra de Paulo aos Gálatas é a mesma palavra de bênção, com que ele começou a sua carta - graça (v. 18).

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/6/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 6

Comentários em áudio 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

II Coríntios 7

Comentário devocional:

No início do capítulo 7 o pastor Paulo conclui a defesa de seu ministério apostólico. Ele apela que "purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus" (v 1 NVI). Além disso, ele relembra o que são ações convenientes [para a boa convivência] (v 2b), o vínculo estreito que estabeleceu com eles (v 3) e manifesta esperança e encorajamento (v. 4).

No restante do capítulo (vs 5-16) Paulo volta a falar da razão da mudança de seus planos de viagem, razão do conflito com os membros da igreja de Corinto. Esta parte da carta torna-se profundamente pessoal ao ele analisar o impacto emocional de sua carta anterior. "Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo" (v 8 NVI). Esse confronto será a oportunidade para a mudança de corações e vidas (vs 9, 10).

O verdadeiro arrependimento está intimamente ligado ao afastamento do pecado. "A tristeza segundo Deus", lembra Paulo, "não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação." (v 10 NVI)

Paulo cita que não escreveu "por causa daquele que cometeu o erro" (v 12 NVI), mas para benefício dos crentes de Corinto. E não identifica a pessoa que cometeu o erro. Anteriormente Paulo tinha aconselhado aos crentes em Corinto a perdoarem essa pessoa (2Co 2:5-8). Ellen White nos lembra que, como cristãos, temos a responsabilidade de evitar uma atitude crítica: "É fácil falar contra as falhas e os erros dos outros e, em termos gerais condenar isso e aquilo, mas você já pensou que este é o trabalho que o inimigo está sempre fazendo? ... Quanto descanso e paz e felicidade tem você encontrado em se demorar sobre as imperfeições dos seus irmãos? ... Não foi a sua fé enfraquecida e seu discernimento obscurecido? Sua alma tornou-se mais e mais destituída da graça de Deus" (Carta 48, 1893).

O próprio Paulo dá o exemplo, tentando ser uma fonte de encorajamento (v 13). Suas boas obras haviam mostrado que a sua fé era verdadeira. "Alegro-me", observa Paulo, "por poder ter plena confiança em vocês" (v. 16).

Michael Campbell
AIIAS
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/7/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: II Coríntios 7 

Comentários em áudio 

domingo, 5 de abril de 2015

II Coríntios 6

Comentário devocional:

No capítulo 6, o apóstolo Paulo continua a defesa de seu ministério. E começa lembrando aos coríntios que o momento presente envolvia urgência: "agora é o dia da salvação!"(6:2 NVI). Ele os adverte que prestem atenção. Isto faz-me lembrar de um membro da igreja que tinha o mau hábito de falar e distrair outros na igreja. Um dia, enquanto eu estava pregando eu enviei a ele uma mensagem de texto: "Preste atenção!". Depois de um minuto ou dois, ele leu a mensagem e endireitou-se no banco. Depois, ele me perguntou: "Como é você enviou um texto enquanto pregava?" Eu disse a ele, brincando, que eu tinha o dom espiritual de enviar mensagens de texto. Se o apóstolo Paulo estivesse vivo hoje penso que ele iria usar massivamente a mídia social para lembrar as pessoas de que nossas vidas espirituais são importantes e que não devemos adiar nossa decisão a respeito de Jesus Cristo.

Paulo faz o seu apelo para a prontidão espiritual no verso 2, logo após citar Isaías 49:8, se referindo ao "dia da salvação" como tendo chegado em Jesus Cristo. Ele se coloca como modelo de ministro, "suportando com muita paciência as aflições, os sofrimentos e as dificuldades" (v 4 NTLH). No entanto, o que torna o ministério louvável não são as coisas ruins que lhe acontecem, mas sim, o serviço feito por meio do Espírito Santo, "e no amor sincero; na palavra da verdade e no poder de Deus" (vs. 6b-7 NVI).

Finalmente, o apóstolo encerra sua defesa pessoal do seu ministério. Ele os lembra do papel paterno que ele tem desempenhado em suas vidas. E como um pai ele os adverte: "não se juntem com descrentes para trabalhar com eles", "pois nós somos o templo do Deus vivo" (vs. 14, 16 NTLH). Ainda mais importante nesta consideração é a lembrança de que Deus é nosso Pai celestial (vs. 17-18).O que distinguia a visão de mundo dos judeus e cristãos primitivos de todas as outras religiões do mundo e ainda distingue hoje, é exatamente essa compreensão de um Pai celestial transcendente e pessoal.

Michael Campbell
AIIAS
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/6/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Coríntios 6 
Comentários em áudio 

terça-feira, 31 de março de 2015

II Corintios 1 - Comentários selecionados

Apóstolo. Do gr. apóstolos (ver com. de M c 3:14; At 1:2). Paulo recebeu sua missão diretamente de Jesus Cristo (At 26:16, 17; cf. Gl 1:11, 12). Ele era um embaixador de Cristo (2Co 5:20). Na maior parte de suas epístolas, Paulo se identifica como um apóstolo, sua autoridade é igual à dos doze apóstolos, todos eles viram o Senhor e foram instruídos pessoalmente por Ele (ver com. de 1Co 9:1). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 907.

Vontade de Deus. Os falsos apóstolos que perturbavam a igreja de Corinto agiam por vontade própria. Paulo se tornou apóstolo por um ato da vontade divina (cf. Rm 1:1; 1Co 1:1). E r a imperativo que os coríntios reconhecessem essa diferença e aceitassem Paulo pelo que ele era: um representante de Deus. ... A tendência na igreja era dividir os apóstolos em dois grupos, os que estiveram e os que não estiveram com Cristo. Os que estiveram com Jesus em carne eram tidos em mais estima. O último grupo foi nomeado ao apostolado pela igreja e era considerado inferior ao primeiro. Essa classificação puramente humana não era aprovada por Deus nem pelos primeiros apóstolos. Por isso, Paulo achou necessário salientar que foi chamado pessoalmente por Cristo. Ele encontrou Jesus face a face na estrada para Damasco. Foi instruído pelo Senhor Jesus Cristo (Gl 1:11, 12). Também foi comissionado por Jesus pessoalmente no templo, na primeira visita a Jerusalém depois de sua conversão (At 22:21). Uma vez que o partido da oposição em Corinto recusou suas credenciais como apóstolo, Paulo, na segunda epístola a esta igreja, afirmou sua nomeação divina ao apostolado (ver 2Co 3:1-6; 10:1-12; 11:1-12:18). Se a "vontade de Deus" era que Paulo fosse um apóstolo, que direito os judaizantes tinham de contestar sua autoridade? (ver com. de 2Co 3:1;-11:5; Gl 1:1; 2:6). CBASD, vol. 6, p. 907, 908.

O irmão Timóteo. Em nenhuma parte Timóteo é chamado de apóstolo. Ele ainda era um jovem, embora fosse companheiro de Paulo por quase 15 anos. CBASD, vol. 6, p. 908.

Igreja. Do gr. ekklêsia (ver com. de Mt 18:17). Paulo chama a igreja de Corinto de "a igreja de Deus", significando que foi estabelecida pela vontade de Deus, assim como Paulo foi ordenado apóstolo "pela vontade de Deus". A cidade de Corinto era ilustre devido a sua cultura, riqueza e perversidade (ver p. 724). Num dos lugares mais perversos no mundo romano, Deus estabeleceu Sua igreja. CBASD, vol. 6, p. 908.

Todos os santos. O termo hagioi, "santos" (ver com. de Rm 1:7), foi usado desde o início para designar fiéis cristãos (ver At 9:13) como separados do mundo, para Deus. CBASD, vol. 6, p. 908.

Acaia. Os romanos dividiram a Grécia em duas províncias senatoriais: Acaia e Macedónia (cf. At 19:21). Corinto era a capital da Acaia, que incluía as regiões da Atica e do Peloponeso. Na cidade também se encontrava a residência do procônsul romano ou governador. CBASD, vol. 6, p. 908.

2 graça e paz. Como saudação cristã, "graça" expressava o desejo de que aquele a quem era pronunciada conhecesse a plenitude da bênção e do poder divino ... "Paz", a saudação comum dos judeus, desejava ao destinatário todas as bênçãos materiais e espirituais (ver com. de
Is 26:3; Mt 5:9; Lc 1:79; 2:14; Jo 14:27). CBASD, vol. 6, p. 909.

3 Consolação. Do gr. paraklêsis (ver com. de Mt 5:4). É por meio do Espírito Santo, o Consolador (ver com. de Jo 14:16), que Deus Se aproxima do ser.humano para ministrar às suas necessidades espirituais e materiais CBASD, vol. 6, p. 909.

4 Consolar. Aqueles que têm experimentado tribulação e tristeza e encontraram o "consolo" que vem de Deus conseguem simpatizar com outros em situação semelhante e apontar-lhes o Pai celeste. CBASD, vol. 6, p. 909.

A consolação. Neste termo está embutido mais do que o simples consolo na tristeza ou tribulação. Inclui tudo o que o Pai celestial pode fazer por Seus filhos terrenos (ver com. de Mt 5:4).  ... Por si só, o sofrimento e a tribulação não têm poder de tornar os seres humanos semelhantes a Cristo. Na verdade, eles tornam as pessoas sombrias e amargas. No entanto, Deus santifica a tribulação, e aqueles que encontram nEle graça e força para suportá-la, solucionam um dos maiores problemas da vida (cf. Hb 2:10). CBASD, vol. 6, p. 910.

5 Os sofrimentos de Cristo. Como os sofrimentos de Cristo foram ocasionados por oposição, contenda, perseguição, prova e escassez, assim serão os de Seus discípulos. CBASD, vol. 6, p. 910.

6 O qual se torna eficaz. As aflições e consolos experimentados pelos líderes da igreja geralmente se mostram de grande valor ao povo que eles servem. CBASD, vol. 6, p. 910.

7 Como sois participantes. A perseverança cristã não é um estado emocional que as pessoas alcançam por si mesmas. É produto da graça e do amor divinos, operando na vida de homens e mulheres consagrados. CBASD, vol. 6, p. 910.

8 A tribulação. A angústia de Paulo por causa da situação da igreja de Corinto, especialmente desde a segunda visita, que tanto o afligiu (ver p. 9 0 3 , 904),e sua ansiedade pela recepção da carta anterior. Paulo reservou as expressões mais fortes para angústia mental e não para sofrimento físico. Também foi dada atenção ao alívio que Paulo sentiu com as notícias de mudança nos assuntos em Corinto (2Co 7:6, 7, 13). CBASD, vol. 6, p. 911.

9 Sentença. Literalmente, "resposta". Paulo cria que Deus queria que ele entregasse sua vida em breve... O tempo do verbo grego indica que a viva recordação da experiência de morte ainda parecia real enquanto Paulo escrevia. CBASD, vol. 6, p. 911.

Não confiemos em nós. Todas as pessoas têm uma forte tendência a confiar em si mesmas, tendência que é mais difícil de ser vencida. Foram necessários "a sentença de morte" e "um espinho na carne" antes que Paulo a superasse. ... Deus geralmente permite que Seu povo experimente terríveis dificuldades para perceber sua insuficiência e ser induzido a confiar e esperar na suficiência dEle. As provações são um requisito à experiência cristã (At 14:22). E fundamental para a salvação do ser humano que aprenda a depender de Cristo. A confiança em Deus é um fator essencial n a vida cristã diária. ... O senso de necessidade é pré-requisito para receber os dons celestiais (ver vol. 5, p. 205, 206; ver com. de Mc 1:44; Lc 7:41). CBASD, vol. 6, p. 911, 912.

11 Ajudando-nos. Paulo tinha em alta consideração as orações unidas do povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 912.

Por muitos. Paulo convida os membros da família da fé para se unirem em oração pelos lideres nomeados por Deus para atender suas necessidades espirituais. A posição desses líderes e em geral muito perigosa. As responsabilidades são grandes, e os problemas são muitos. A preservação física e espiritual deles é uma questão de grande preocupação para a igreja. E igualmente importante que os ministre sintam o companheirismo amoroso de seu rebanho. CBASD, vol. 6, p. 912.

12 Nossa consciência. Alguns dos coríntios o acusaram com intenções questionáveis e falsas a respeito da mudança de planos com relação a sua visita anunciada à cidade deles (ver 2Co 1:15). No entanto, sua consciência estava livre de ofensa diante de Deus, dos gentios e, em especial, diante dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 912.

Sabedoria humana."Sabedoria humana" é a sabedoria do ser humano não regenerado, "que não está sob a influência do Espírito de Deus. A sabedoria humana pode parecer profunda, mas com frequência engana. CBASD, vol. 6, p. 913.

Temos vivido. Nada como uma consciência limpa mantém firme uma pessoa que passa por diversos sofrimentos. O sofrimento é intensificado por uma consciência que afirma repetidamente que a pessoa trouxe o mal sobre si mesma, que apenas está colhendo o que plantou (ver 1Pe 2:12, 19, 20). Foi a "boa consciência" que sustentou Paulo em toda a sua provação, primeiramente em Jerusalém (At 23:1) e, depois, em Cesareia (2Co 24:16). A grandeza da estatura moral é alcançada apenas quando "o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8:16). A convicção da clara aceitação diante de Deus e a perseverança em Sua vista é a única base permanente para a alegria duradoura. CBASD, vol. 6, p. 913.

Ledes ... compreendeis. Não há sentido oculto no significado das palavras, nem ambiguidade que permita Paulo pensar em uma coisa e escrever outra. Os coríntios o acusaram de duplicidade, ao dizer uma coisa significando outra. Paulo declarou que tudo o que lhes escreveu não tem outro sentido senão o que as palavras significam. CBASD, vol. 6, p. 913.

14 Somos a vossa glória. Alguns em Corinto sentiam um orgulho sagrado em relação a Paulo e seus colaboradores. É um bom presságio para a igreja quando ministro e membros manifestam confiança mútua e motivos recíprocos para se alegrarem. CBASD, vol. 6, p. 913.

Como igualmente. No último dia, os conversos de Paulo serão sua "coroa de alegria" (ver 1Ts 2:19, 20; Fp 2:16; cf. Hb 12:2). A alegria dos ministros e dos crentes será completa naquele dia quando Cristo Se manifestar para reunir os remidos em Seu reino. Se todos mantivessem aquele dia em mente, ressentimento, hostilidade e malentendidos nunca ocorreriam. CBASD, vol. 6, p. 913.

15 Resolvi ir. A princípio, Paulo planejou viajar de Éfeso para Corinto, via marítima, e dali para a Macedônia, voltar a Corinto e ir para Jerusalém. Desta forma, ele pretendia honrá-los com duas visitas na mesma viagem, ao passo que os macedônios receberiam uma visita. Isso significava sair do caminho para passar esse tempo extra com a igreja de Corinto. Ele desistiu da visita dupla a Corinto, por causa da razão apresentada no v. 23. CBASD, vol. 6, p. 914.

Benefício. Do gr. charis, "graça" ou "favor". Evidências textuais (cf. p. xvi) apoiam a variante chara, "alegria" ou "deleite". Paulo informou os coríntios da mudança de planos (1Co 16:5- 6), e seus oponentes em Corinto aproveitaram a oportunidade para acusá-lo de hesitação e leviandade (2Co 1:17). Eles utilizaram esse pretexto frágil devido à má vontade pessoal para com Paulo e o desejo de desacreditá-lo. CBASD, vol. 6, p. 914.

16 Encaminhado. Do gr. propempõ, "enyiar", "acompanhar", "escoltar". A palavra
propempõ é traduzida de vários modos (ver At 15:3; 2 0 : 3 8 ; 21:5; Rm 15:24; 1Co 16:6, 11). Paulo esperava representantes da igreja de Corinto para acompanhá-lo, pelo menos parte do caminho, quando deixasse Corinto e fosse a Jerusalém. Seria uma manifestação adicional do amor e respeito deles por um apóstolo de Cristo e pai espiritual deles. Alguns membros da delegação de Corinto percorreriam todo o trajeto até Jerusalém, para transportar a coleta recebida daquele local (ver At 24:17; ICo 16:1-4).CBASD, vol. 6, p. 914.

17 Leviandade. Do gr. elaphria, "ligeireza [de mente]," "instabilidade", "inconstância".
Quando Paulo fez a promessa, a princípio, (v. 15) pretendia cumpri-la. A mudança de planos não era consequência de inconstância de sua parte, mas para o bem deles (ver 2Co 1:23; 2:1-4). Paulo passa a explicar sua mudança de planos contra as acusações de seus oponentes. Ao que parece, foi relatado em Corinto que ele não chegaria mais diretamente de Efeso. Além disso, ele ainda não havia se explicado pessoalmente. Os oponentes aproveitaram a situação para acusá-lo de não manter a palavra e de não ser confiável. CBASD, vol. 6, p. 914.

O sim e o não? A visita dupla projetada foi evitada, não por inconstância de sua parte, mas pela falta de fé deles e pelo desejo de Paulo de não lidar duramente com eles (ver com. de Mt 5:37; cf. Tg 5:12). CBASD, vol. 6, p. 914.

18 Como Deus é fiel. Sendo representante de Deus, como Paulo apresentaria a imutabilidade de Deus e Suas promessas e, ao mesmo tempo, falaria e agiria de modo diferente? Assim como Deus é fiel, Paulo foi fiel em lidar com eles.CBASD, vol. 6, p. 914, 915.

19 NEle houve o sim. A mensagem do evangelho é positiva e inequívoca. Não envolve incertezas.CBASD, vol. 6, p. 915.

20 Têm nEle o sim. Isto é, por meio de Cristo. Todas as promessas de Deus se encarnaram nEle, e cumpriram-se nEle. Cristo é a evidência da confiabilidade de todas as promessas divinas feitas aos antepassados (ver ,.At 3:20, 21; Rm 15:8). A fé cristã é uma certeza absoluta. CBASD, vol. 6, p. 915

Amém. Isto é, verdade, fidelidade, certeza (ver com. de Mt 5:18; J o 1:51). CBASD, vol. 6, p. 915.

121 E nos ungiu. O contexto parece indicar que se refira à unção geral dos verdadeiros crentes. A unção do Espírito Santo qualificou e habilitou aqueles que, como Paulo, foram ungidos para o cumprimento efetivo de sua obra. CBASD, vol. 6, p. 915.

22 Selou. O selo é utilizado para confirmar a autenticidade de um documento sobre o qual é colocado. O "selo" que Deus põe sobre homens e mulheres os distingue como filhos e filhas, como confirmados por Cristo e dedicados a Seu serviço (v. 21 ; ver com. de Ez 9:4; Jo 6:27; Ef 1:13; 4:30; Ap 7:2, 3; 14:1). CBASD, vol. 6, p. 915.

Penhor. Paulo utiliza a imagem do penhor para ilustrar o dom do Espírito Santo aos crentes, como primeira prestação, uma segurança da completa herança na vida futura (ver Ef 1:13, 14; cf. Rm 8:16). É privilégio do cristão receber a firme convicção da aceitação de Deus como filho adotado na conversão, e preservá-la por toda a vida (ver com. de Jo 3:1), aceitar o dom da vida eterna (ver com. de Jo 3:16) e experimentar a. transformação do caráter possibilitada pela habitação do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:1-4; 12:2; cf Jo 16:7-11). No entanto, a alegria que vem quando a vontade humana está sintonizada com a divina (ver com. de SI 40: 8), quando o coração aspira à estatura da perfeição em Cristo Jesus (ver com. de Mt 5:48; Ef 4:13, 15; 2Pe 3:18) e quando há uma caminhada diária com o Salvador, é o "penhor" de uma alegria eterna na nova Terra. ... um "penhor" é parte da obrigação em si. O "penhor do Espírito" pode ser considerado equivalente às "primícias do Espírito" (Rm 8:23), que é uma amostra do que será a colheita no fim do mundo. ... Os verdadeiros filhos de Deus, que possuem esta "primícia do Espírito", não estão em situação de incerteza quanto a se Deus os aceitou em Cristo, e se possuem, em prontidão, a herança eterna (ver com. de Jo 3:16; 1Jo 3:2; 5:11). No entanto, o pagamento integral (a admissão ao Céu) é adiado para dar tempo ao desenvolvimento do caráter, para que os filhos estejam preparados para o Céu. CBASD, vol. 6, p. 916.

23 Para vos poupar. A mudança de planos foi feita em consideração pelos sentimentos ,e pelo bem deles. Era algo pelo que tinham boa razão para ser gratos. Se Paulo tivesse mantido o plano original, teria ido a eles com uma vara (1Co 4:21). Esse adiamento possibilitou que permanecesse três meses em Corinto em paz e harmonia e sem que precisasse disciplinar, o que teria sido necessário. CBASD, vol. 6, p. 917.

24 Domínio sobre a vossa fé. Como é impressionante a humildade de Paulo, em contraste com a arrogância dos líderes posteriores da igreja que, em nome dos apóstolos, usurparam a jurisdição divina sobre a consciência e a espiritualidade das pessoas (ver Nota Adicional a Daniel 7). Ao administrar os negócios da igreja hoje, ou ao aconselhar os membros da igreja, os líderes devem sempre tomar cuidado ao se interpor entre a consciência e Deus. Cada pessoa é responsável perante Deus por sua consciência e pelas ações. CBASD, vol. 6, p. 917

Pela fé, já estais firmados. A maioria dos coríntios permaneceu firme na fé, a despeito
dos ventos de doutrina e insatisfação que sopraram sobre a igreja como uma tempestade e abalaram seus alicerces.CBASD, vol. 6, p. 917.

segunda-feira, 30 de março de 2015

I Coríntios 16

Comentário devocional:

Paulo encerra esta carta [ou epístola] com alguns planos práticos. Ele exorta os coríntios a prepararem e recolherem seus donativos no primeiro dia da semana para ajudar os crentes menos afortunados de Jerusalém (v 1-2). Enquanto alguns detalhes não são exatamente claros, como a razão da arrecadação dos donativos para Jerusalém, Paulo indica que, como cristãos, temos a responsabilidade de atendermos as necessidades uns dos outros.

Paulo planejava visitar os cristãos de Corinto. O verso 8 indica, entretanto, que ele, primeiro, passaria algum tempo em Éfeso, que foi, provavelmente, o início de sua estadia de três anos naquela cidade portuária da Ásia (ver Atos 20:31). Atos 19 registra algumas das provações e tribulações que Paulo enfrentou  enquanto trabalhava em prol dos crentes em Éfeso. 

Os versos finais da epístola (v 19-20) incluem saudações. Paulo tinha assistentes que escreviam em pergaminhos as cartas que ele ditava, mas ele considerou importante escrever a saudação pessoalmente, "de próprio punho" (v 21 NVI).

Resumindo sua epístola, no coração do último capítulo Paulo destaca o quanto ele se preocupava com cristãos de Corinto: "Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor"(v 13-14). 

Não importa quais sejam as dificuldades, o amor de Deus é a essência da vida cristã.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/16/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Coríntios 16 

Comentários em áudio

segunda-feira, 16 de março de 2015

I Coríntios 2

Comentário devocional:

A igreja em Corinto estava enfrentando alguns problemas desafiadores. O apóstolo Paulo reconhece, entretanto, que a solução era simples: "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (2:2 ARA). E ele lhes lembrou que sua pregação não veio "em linguagem persuasiva de sabedoria", mas veio através de "demonstração do Espírito e de poder para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" (v. 4, 5).

Um dos grandes desafios para os cristãos de todas as épocas é buscar soluções sob uma ótica meramente humana. Isto não irá funcionar, porque o "homem natural" não entende a vontade de Deus. Como as coisas espirituais "se discernem espiritualmente" (v. 14), necessitamos que o Espírito Santo abra os nossos olhos para o que Deus quer nos ensinar (v.10). O que Paulo escreveu "em suas cartas às igrejas de sua época são instruções para a igreja de Deus no fim dos tempos" (EGW, Carta 332, 1907).

Para o cristão, a realidade é que a cruz de Cristo muda tudo. Esta revelação é tornada possível através do poder transformador do Espírito Santo. Graças ao Espírito somos capazes de viver a vida cristã cheios de esperança. Como está escrito: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam" (v. 9).

O professor Joseph Kidder do Seminário de Andrews observa: "A cruz é o coração de toda a irmandade e é somente através da cruz que a fraternidade se aprofunda e amadurece. Mas isso requer a freqüente e dolorosa crucificação do eu em todas as suas formas: egoísmo, egocentrismo e justiça própria." (Majesty: Experiencing Authentic Worship AC, 97). 

Michael W. Campbell
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/2/
Traduzido e adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: 1 Coríntios 2 
Comentários em áudio

I Corintios 2 - Comentários Selecionados

1 Ostentação de linguagem. Paulo não tentou ganhar as pessoas por meio de retórica ou oratória. Tampouco se apoiou na "sabedoria", isto é, filosofia, para provar a verdade do evangelho. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 737. 


2 Se não a Jesus Cristo e este crucificado. Paulo pregou Cristo crucificado a respeito de que a ideia de um Salvador crucificado fosse uma ofensa tanto a judeus quanto a gregos. CBASD, vol. 6, p. 738.

4 Demonstração. Do gr. apodeixis, "prova segura", "evidência". A prova de que a mensagem que Paulo pregava era de origem divina não se estava na argumentação hábil, mas na evidência, ou "demonstração", do Espírito Santo. A obra do apóstolo em Corinto foi acompanhada, bem como em outros lugares, de milagres. CBASD, vol. 6, p. 738.

5 Vossa fé. Paulo desejava que os coríntios confiassem no poder de Deus para mudar vidas. Ele não queria levá-los a depositar a confiança em nenhuma forma de poder humano. CBASD, vol. 6, p. 738.

7 Mistério. O plano da salvação, formulado antes da criação do mundo e anunciado e posto em prática por Deus quando Adão pecou, era, um grande mistério para o universo. Os anjos não podiam compreendê-lo plenamente. Os profetas, que escreveram sobre isso, entendiam apenas em parte as mensagens que transmitiam a respeito da salvação por meio de Cristo. O ser humano não é capaz de compreender a sabedoria de Deus porque é diretamente contrária à filosofia de vida mundana. Mesmo o crente, consagrado é incapaz de entender plenamente o plano da salvação. CBASD, vol. 6, p. 739.

9 Nem olhos viram. O texto diz, literalmente: "As coisas que olho não viu e ouvido não ouviu, e não vieram sobre o coração do homem, é o que Deus preparou para aqueles que O amam." Os aspectos físicos da existência são percebidos pelos sentidos e usados para se adquirir conhecimento das coisas ao redor. O fato de o olho nem o ouvido poderem entender as coisas de Deus prova que são necessárias outras faculdades além dos sentidos físicos para se entenderem as verdades espirituais. CBASD, vol. 6, p. 739.

12 Para que conheçamos. O propósito de Deus em conceder o Espírito é que entendamos as coisas providas pela graça. O Espírito de Deus não só revela ao ser humano as bênçãos do evangelho, mas também opera nele a vontade divina. O resultado
desse recebimento do Espírito será visto na vida em harmonia com a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 740.

14 O homem natural. O homem cuja mente não está voltada para o que é espiritual, que não foi regenerado, cujos interesses estão nas coisas desta vida. Uma pessoa assim recorre à sabedoria humana para a solução de seus problemas. Vive para agradar a si mesmo e satisfazer os desejos do coração não convertido. Por isso, é incapaz de entender e apreciar o que vem de Deus. Para ele, o plano da salvação e a revelação do amor de Deus são loucura. Não consegue distinguir entre filosofia mundana e verdade espiritual porque a sabedoria de Deus é entendida apenas pelos que se permitem ser instruídos pelo Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 741.

15 Não é julgado por ninguém. As pessoas podem desejar fazê-lo, mas ninguém cuja mente esteja voltada para as coisas deste mundo pode entender os princípios, sentimentos e esperanças de alguém espiritual. O coração não regenerado não é capaz de apreciar as coisas do Espírito de Deus. CBASD, vol. 6, p. 742.

16 Mente do Senhor. A primeira parte deste versículo é uma citação de Isaías 40:13. Os não regenerados não podem entender as ações divinas. Portanto, não estão em posição de ensinar a pessoa espiritual, que está sob a direção do Espírito. Quem é espiritual têm o Espírito, que lhe ensina o que é de Deus. CBASD, vol. 6, p. 742.

Mente de Cristo. Somos unidos a Cristo pelo Espírito, pois a presença do Espírito Santo equivale à presença de Jesus. Por isso, temos o mesmo sentimento de Cristo. Pelo Espírito Santo, Jesus habita no crente e atua nele e por meio dele. CBASD, vol. 6, p. 742.

Compilação: Tatiana W