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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Apocalipse 2

Comentário devocional:

Assim como a visão de João acerca de Cristo em Apocalipse 1 descreve Jesus com imagens  altamente simbólicas, cada carta às igrejas em Apocalipse 2 e 3 começa com alguns desses símbolos e, em seguida, passa a descrever também a Igreja de Cristo em termos simbólicos. Essa é uma das muitas pistas de que as sete igrejas da Ásia representam simbolicamente a Igreja ao longo da história. Outra dica é que essas não são cartas comuns. São muito importantes, pois vêm do próprio Jesus!

Na maioria das cartas (mas não em todas) Jesus encontra algo a elogiar naquela Igreja e é assim que Ele começa. Mas, como um médico fiel, Ele também diagnostica os males da Igreja em cada época e lhes dá uma receita que, se aceita, permitirá a cada membro da igreja não só recuperar a saúde espiritual, mas vencer o pecado e a morte.

O quadro geral apresentado em Apocalipse 2 é o de uma igreja sob ataque, de dentro e de fora. E o quadro piora antes de melhorar. A igreja de Éfeso, representando a era apostólica, é uma igreja fiel e ativa. Eles erradicam a apostasia e não se cansam de fazer o bem. A primeira igreja teve um sucesso evangelístico tão grande que Paulo pode dizer que o evangelho tinha sido "pregado a toda criatura debaixo do céu" (Col. 1:23). Mas, com o tempo, eles perderam o primeiro amor (Ap. 2:4). "Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo dos crentes, bem assim seu amor a Deus e de uns para com os outros" (White, Atos dos Apóstolos, 324).

Mesmo em nossa melhor fase, podemos estar tão preocupados com a obra do Senhor, que perdemos de vista o Senhor da obra. Esquecemo-nos de que o verdadeiro sucesso, na estimativa divina, só é possível quando olhamos para Jesus. Todos os dias precisamos de uma nova visão acerca de Cristo; precisamos ter o nosso amor por Ele renovado; precisamos da garantia de que começamos o dia em Sua força e com o senso de Sua presença. Então, nos lembraremos de que o nosso trabalho é na verdade o Seu trabalho e nossas vidas beneficiarão aqueles que nos rodeiam com a fragrância do Seu amor e graça.

Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/2/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Apocalipse 2 

Comentário em áudio 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Hoje leremos II João!

Hoje teremos o privilégio de ler mais uma carta do discípulo do amor.
Desfrutemos com calma e meditação esta bênção que Deus nos concede!



terça-feira, 23 de junho de 2015

I João 4

Comentário devocional:

1 João 4 retorna ao tema dos mentirosos "sem pecado" que agem com ódio e desdém para com os seus colegas membros da igreja, ao mesmo tempo que afirmam amar a Deus. João não faz rodeios. "Se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus, mas odiar seu irmão, é mentiroso... . Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão" (vs. 20, 21 NVI). Uma mensagem direta para aqueles que pensam que podem separar os dois grandes mandamentos de Mateus 22:36-40.

Depois de ler 1 João (e seu evangelho) não temos nenhuma dúvida sobre o núcleo central do problema dos mentirosos "sem pecado": eles não têm "comunhão" com muitos de seus companheiros crentes (1:9) e tem atitudes e ações odiosas (2:9). Como resultado, apesar de pretenderem estar  "sem pecado" eles não "têm a vida eterna em si mesmo" (3:15) ou Cristo (3:24).

Essas pessoas podem ter sido membros da congregação de João, mas estavam totalmente equivocadas quanto ao que se refere à salvação e à prática da vida cristã. Falhando em perceber que "Deus é amor" (v. 8), eles tinham, aparentemente, construído um deus à sua própria imagem.

O coração pastoral de João sangra ao suplicar que eles mudem seu comportamento. "Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós" (v.12 NVI). O apóstolo não poderia ter escrito de forma mais clara.

Ellen White captou esta mensagem de João. Ela escreveu: "Cristo aguarda com forte desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus" (Parábolas de Jesus, 69). O núcleo do caráter divino é o amor. Deus quer que sejamos semelhantes a Ele quando Jesus voltar. Assim, o testemunho dos última geração a viver na Terra é uma revelação do amoroso caráter de Deus. 

George Knight
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/4/

Traduzido/adaptado por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: I João 4 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

I João 3

Comentário devocional:

João ainda não terminou de falar a respeito dos imperfeitos "santos", que acham que não tem pecado, mas no verso 2 ele trata de outro problema. Aqui encontramos um verso que muitos membros da igreja interpretam mal: "Amados, ... ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele" (NVI).

Alguns vêem nesse texto uma referência a um perfeccionismo sem pecado no tempo do fim. Essas pessoas utilizam como argumento o verso 4, que diz: "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (NVI).

Aqui encontramos o que na superfície parece ser um problema. Afinal, 1 João 1:8, 10 afirma claramente que aqueles que proclamam estar sem pecado são mentirosos. Já em 1 João 3:9 o apóstolo alega que é impossível para um cristão pecar. Mas João não se confundiu. Nos capítulos 1 e 2 ele está falando de "atos de pecado" (como o aoristo grego salienta no capítulo 2:1), enquanto no capítulo 3, ele usa o tempo presente para nos dizer que é impossível para um cristão nascido de novo de viver em um estado permanente de ilegalidade ou rebelião contra Deus.
A palavra grega para Lei (nomos) não é encontrada nem uma vez em 1 João. A palavra grega traduzida por lei no verso 4 significa "ilegalidade, iniquidade", "rebelião". Assim, a melhor tradução de 1Jo 3:4 é: "Qualquer que pratica o pecado também pratica iniquidade, porque o pecado é iniquidade" [ou rebeldia], conforme visto na versão Almeida Revista e Corrigida. Ou seja, o pecado da disposição mental de rebeldia, opor-se deliberadamente à influência do Espírito Santo. Significa viver como se não houvesse nenhuma lei. E isso, João nos diz nos versos 6 e 9, é uma impossibilidade para os cristãos. "Qualquer que permanece nele não vive pecando; qualquer que vive pecando não o viu nem o conheceu" e "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus" (v. 6, 9 ARC).

Evidentemente, se os indivíduos cometem um ato de pecado eles podem confessá-lo (1 Jo 1:9.) e serem perdoados. Esse é um "pecado que não leva à morte" (1 Jo 5:17 NVI). Por outro lado, viver em um estado contínuo de rebeldia, como se não houvesse nenhuma lei ou autoridade divina por trás dela, é um "pecado que leva à morte" (1 Jo 5:16 NVI) porque não conduz à confissão e ao perdão (cf. Mt 12:30).

Como Deus quer que vivamos para que sejamos "semelhantes a Ele", "quando Ele se manifestar" (v. 2)? A resposta é encontrada no contexto. Aqueles que permanecem nEle (2:28) passaram da morte para a vida porque amam seus irmãos (1 Jo 3:14). O mandamento central para João é sempre: "que nos amemos uns aos outros" (3:23 NVI). E isso faz sentido, já que "Deus é amor" (1Jo 4:8).

George Knight
Estados Unidos


Traduzido por JAQ/JDS/IB


domingo, 21 de junho de 2015

I João 2

Comentário devocional:

O segundo capítulo de 1 João apresenta mais algumas reivindicações dos mentirosos do capítulo 1 que se julgavam "sem pecado", causando problemas na igreja.

Mas antes dele apresentar essas reivindicações João nos concede um pouco mais de evangelho puro; algumas das melhores porções do Novo Testamento. "Meus  filhinhos", ele pastoralmente observa: "escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo"(vs. 1, 2 NVI). As declarações dos evangelhos não conseguem ser muito melhores do que isso.

Mas João precisa voltar a falar a respeito dos mentirosos "sem pecado". O capítulo 2 denuncia mais duas mentiras aos problemas dos "santos". Em primeiro lugar, eles afirmam estar na luz, mas não estão realmente andando nos mandamentos de Deus. Aqui o apóstolo está lidando com algo mais grave do que quebrar os Dez Mandamentos. Ele coloca o dedo no problema central nos versos 7-17. No versículo 9, João chega ao coração do problema: "Quem afirma estar na luz, mas odeia seu irmão, continua nas trevas" (NVI). Um dos fatos tristes da história da igreja é que há muitos que pensam que podem amar a Deus sem amar aos seus semelhantes.

A segunda metade de João 2 lida com uma mentira ligada à Trindade. Eles negavam que Jesus era o Cristo divino e, portanto, estavam também negando o Pai (vs. 22, 23).

Estes eram membros da igreja que davam trabalho. Mas mais uma vez o apóstolo tem uma solução ao estilo do evangelho: "Filhinhos, agora permaneçam nEle para que, quando Ele se manifestar, tenhamos confiança" (v. 28 NVI). João encerra o capítulo com o pensamento de que todo aquele que é verdadeiramente justo fará tudo "nEle" (vs. 28, 29).

Aquele que permanecer no divino Cristo não só encontrará perdão (1Jo 1:9), mas também andará na luz dos mandamentos de Deus (vs. 3-6), especialmente o mandamento de amar os irmãos e irmãs (v. 9). De fato,  permanecer nEle irá transformar nossas vidas em todos os sentidos.

George R. Knight
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/2/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: I João 2 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Tiago 2

Comentário devocional:

Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)?

Vivamos de acordo com Escrituras: "Ame o seu próximo como a si mesmo" (v. 8). Se fazemos isso, podemos estar confiantes de que estamos vivendo a lei do amor, como Jesus vivia. Se tratamos os outros como inferiores, com parcialidade ou preconceito simplesmente por causa de sua história ou status, é evidente que estamos vivendo em oposição à lei do amor. É tolice pensar que podemos quebrar um pequeno mandamento e mesmo assim estar em harmonia com a lei. Se você rasgar ou manchar uma parte de uma peça de vestuário, todo o vestuário fica arruinado. Assim é com os mandamentos.

Palavras somente - quando ações são necessárias - mostram que nós não conhecemos verdadeiramente a Cristo (vs. 15, 16). Por exemplo, quando ocorre um desastre e os necessitados vem a você e à sua comunidade suplicando por auxílio e tudo o que você diz é: "Não se preocupe, vou orar por você, vá em paz", de que valeram suas palavras? Que benefício elas trouxeram?

Deus é compassivo. Seu amor é uma realidade viva, ativa, que se traduz em ações que valorizam o Seu relacionamento conosco. Assim também devemos proceder. Nossa fé deve ser viva, demonstrando que somos imitadores de Deus. 

Nós cristãos somos chamados a ser as mãos e os pés de Deus para o mundo. Jesus praticava aquilo que pregava. Que essa também seja a nossa prática.

Robin Pratt
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Tiago 2 

Comentário em áudio 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

I Timóteo 1

Comentário devocional:

"A Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus" (v. 2, NVI). Esta não era apenas a maneira formal de Paulo começar suas cartas. É a sua declaração de que é somente pela obra da graça de Cristo que podemos viver e realizar o que Deus nos pede.

No verso 3, Paulo lembra a Timóteo por qual razão pediu-lhe para ficar em Éfeso. Éfeso era uma importante cidade comercial. A cultura grega e o culto à deusa "Diana" com sua imoralidade formavam a cultura de Éfeso. Alguns crentes judeus insistiam em ensinar as exigências legalistas da lei que haviam aprendido na infância. Talvez alguns destes crentes judeus podiam traçar sua genealogia até Davi ou o sumo sacerdote Josué e afirmavam que isso lhes dava autoridade para ensinar. Disputas, falsas doutrinas e conversa fiada estavam causando dano à igreja. Timóteo devia ensinar a palavra e treinar outros a fazer o mesmo.

O propósito do mandamento é amar com um coração puro. Os comportamentos mencionados nos versos 9 e 10 são condenados pela lei e são também condenados pelo "glorioso evangelho" (v. 11). A mentira, o assassinato, a rebeldia, o tráfico de escravos e outras transgressões da lei são mencionadas pelo apóstolo como exemplos do que o evangelho também rejeita.

"Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior" (v. 15, NVI). Com estas palavras  Paulo expressa a sua permanente surpresa por sua salvação. Seus pensamentos podiam ser traduzidos assim: "Como Jesus Cristo é longânimo! Eu queria matar aqueles que acreditavam nEle, mas Ele trabalhou pela minha salvação. Eu precisava de misericórdia. Alcancei misericórdia. Com tudo isso, você ainda acha que Deus não quer você em Seu reino? Ele quer, Ele certamente quer. Minha experiência prova o quanto Ele quer você no Seu reino".

A conversão de Paulo, seu ministério incansável, seus escritos, não foram registrados para trazer honra para ele mesmo. "Ao Rei eterno, o Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém" (v. 17, NVI). 

O exemplo de Paulo é um convite para que nós também louvemos a Deus por Sua Graça em nossa vida e, como fruto de nossa gratidão, nos dediquemos a Seu serviço onde quer que Ele precise de nós!

David Manzano 
Pastor aposentado
Collegedale, Tennessee, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1ti/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto Bíblico: I Timoteo 1 

Comentários em áudio 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Efesios 4 - Comentários Selecionados

1 Rogo-vos, pois. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola, embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prática como aspectos separados da fé. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apresentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. Porém, nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos, devido à graça recebida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. A ênfase aqui é colocada mais nos efeitos do que nas causas da vida espiritual. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1132.

2 Suportando-vos. Do gr. apechõ, "sustentar". CBASD, vol. 6, p. 1133.

Em amor. A paciência somente se manifesta em um coração que ama. CBASD, vol. 6, p. 1133.

9 Regiões inferiores da terra. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra, no qual "Terra" está ligada a "regiões inferiores", ou a "inferno", para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao sepultamento de Cristo. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação. Por meio dessa experiência, Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz, familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana, inclusive com a morte. CBASD, vol. 6, p. 1134.

14 Agitados de um lado para outro. Literalmente, "atirados pelas ondas". A falta de firmeza, muitas vezes associada à juventude, não deve ser a característica do crente, mas a paciência, a resistência e a estabilidade. Os que sempre buscam algo novo e são atraídos por ideias sensacionalistas, colocam uma base frágil para a vida da igreja. Da mesma forma, a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Vento de doutrina. Paulo não menospreza a doutrina ou a teologia, como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus, mas adverte contra a indecisão, incerteza e imprecisão que, com frequência, acompanham a reflexão teológica. Sem dúvida, ele também se refere à especulação ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Artimanha. Literalmente, "jogo de dados". Os "ventos de doutrina" são projetados para enganar, como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro. Não é apenas uma questão de acaso, pois os dados estão viciados; o que parece ser ensino de Cristo, em realidade não o é. CBASD, vol. 6, p. 1136.

17 Vaidade. Do gr. mataiotes. A ideia não é de presunção, mas de objetivos frívolos e vazios. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo, sem esperança, e descuidadamente. CBASD, vol. 6, p. 1137.

22 O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos; inclui a própria mente e a natureza humana, de onde se originam os atos. O velho eu morre (Rm 6:6) e não deve reviver. CBASD, vol. 6, p. 1139.

25 Membros uns dos outros. A mentira tende a destruir a unidade da irmandade; o engano opõe um membro ao outro (ICo 12:15). Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser na base da absoluta confiança (Zc 8:16). CBASD, vol. 6, p. 1140.

26 Não pequeis. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal, vingança e perda de domínio próprio. Alguém comentou que "às vezes, fazemos bem em demonstrar ira, mas temos confundido essas vezes". CBASD, vol. 6, p. 1140.

Não se ponha o sol. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso da indignação. Embora deva sempre haver indignação contra o pecado, o ressentimento acalentado é destrutivo. CBASD, vol. 6, p. 1140.

29 A que for boa. Não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem obscena. Suas palavras devem cumprir um propósito útil. Jesus advertiu contra o uso de palavras ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). CBASD, vol. 6, p. 1141.

32 Perdoando. A bondade e a ternura são de pouco proveito, a menos que se expressem no espírito de perdão. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou polidez, se não estiver disposta a dar o passo do perdão. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude, é uma decidida atitude do coração e da mente. O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Mt 6:12; Lc 6:36). O perdão foi comprado a um preço infinito, porém, não custa nada ao pecador, exceto o sacrifício do orgulho pessoal de perdoar os outros. CBASD, vol. 6, p. 1142.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Gálatas 5

Comentário devocional:

O fato de nossa salvação estar enraizada em Cristo significa que podemos nos comportar de qualquer maneira? Certamente não! Nosso modo de vida como cristãos é tão importante que o apóstolo Paulo fala sobre isso em todas as suas epístolas. Essa discussão, no entanto, sempre se segue às considerações de Paulo sobre o que Deus fez por nós em Cristo. Este padrão em suas cartas demonstra que nossas ações devem ser uma resposta à salvação que já temos em Cristo, em vez de serem um meio de obter a salvação. Em sua epístola aos Gálatas, Paulo aborda o modo como a vida de fé deve ser vivida (ver 5:13 - 6:10).

No início, Paulo nos lembra de que, embora tenhamos sido libertados da condenação da lei, nossa liberdade não deve se tornar uma desculpa para cedermos aos nossos desejos egocêntricos (ver vv 19-21). A graça deve libertar-nos do poder dominante do pecado que procura manter-nos cativos. Então, ao invés de viver para agradar a nós mesmos, o evangelho nos liberta para servirmos uns aos outros por amor (cf. Gl 5:13; Lev 19:18).

Paulo afirma que o amor que deve caracterizar a vida cristã, na verdade, cumpre toda a lei (v. 14). Isto não significa que o amor pode substituir a obediência, como se elas fossem excludentes. Não! Ao dizer que o amor cumpre a lei, Paulo está se referindo a um nível mais profundo de obediência que vai muito além de meras ações externas, como a circuncisão. É uma obediência que faz muito mais do que apenas o mínimo exigido pela letra da lei. É a maneira através da qual a verdadeira intenção e significado da lei podem ser experimentados (cf. Mt 22:36-40; Rm 13:8-10; 1Jo 2:3-6).

Como você pode imaginar, este tipo de obediência está além do que somos capazes de alcançar. É uma obra da graça divina que só o Espírito pode produzir em nós. Minha oração é que cada um de nós permita que o Espírito produza esse fruto em nossas vidas hoje.

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/5/ 

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 5

Comentários em áudio 

domingo, 5 de abril de 2015

II Coríntios 6 - Comentários selecionados

1 Cooperadores com Ele. O princípio da cooperação é vital ao desempenho espiritual pessoal e ao sucesso no serviço cristão. Deus não dispensa o auxílio humano (DTN , 535). A capacidade humana para o bem depende da medida de sua cooperação com o divino (cf. Jo 5:19, 30; DTN, 297). Os ministros cristãos e os colaboradores não devem tentar trabalhar por sua própria força ou sabedoria, e Deus não os deixa entregues a si mesmos, à sua própria sorte, ou a seus próprios recursos. Essa cooperação entre Cristo e Seu s embaixadores deve ser íntima e contínua para que sejam "habilitados a realizar os feitos da Onipotência"(DTN , 827). Cristo é mais que um observador; é um companheiro ativo em tudo o que eles fizerem (Fp 2:12, 13; cf. Hb 1:14). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 960.

Recebais. Do gr. dechomai, neste versículo, "receber favoravelmente", "aprovar", "aceitar". É possível concordar mentalmente com a graça de Deus e não ser beneficiado por ela. Cristo ilustrou essa verdade com as sementes que caíram em solo rochoso e entre espinhos (ver com. de Mt 13:5-7). Embora os coríntios tenham respondido às primeiras exortações de Paulo e tenham se reconciliado com Deus, isso não bastava. A obra da salvação deles, individualmente, ainda não estava completa. A vida cristã apenas se inicia quando os seres humanos são reconciliados com Deus e entram num novo relacionamento com Ele. É verdade que, no momento da reconciliação, eles estão numa situação segura. Permanecem justificados pela graça de Deus. No entanto, o evangelho de Cristo inclui muito mais que o perdão dos pecados passados; prevê também a transformação do caráter, cuja meta é uma vida em que o pecado não mais tome parte (ver com. de Rm 6:5-16; 2Co 1:22; 3:18). O recebimento inicial da graça de Deus, que justifica, deve ser seguido de um contínuo recebimento de graça, que produz santificação. CBASD, vol. 6, p. 960.

Em vão. Isto é, sem ter servido a qualquer propósito útil (cf. Is 55:10, 11). O importante é a maneira como o ser humano recebe a graça, e como continua a recebê-la (ver com. de Mt 13:23; At 2:41). A graça de Deus é recebida em vão: 1. Quando é negligenciada. ... 2. Quando é pervertida ao usá-la como uma capa para o pecado (Rm 6:1, 15). ... 3. Quando é adulterada com ideias e métodos humanos. ... ; 4. Quando é recebida apenas pelo intelecto e não é levada para a vida. ... CBASD, vol. 6, p. 960, 961.

2 Dia da salvação. Isto é, o tempo durante o qual se prolonga a luz da graça (ver Jo 12:35). CBASD, vol. 6, p. 961.

3 Escândalo. Literalmente, "uma ocasião para tropeço". Paulo aspira a conduzir seu ministério (cf. v. 1) de modo que ninguém tenha desculpas para rejeitar a graça de Deus. CBASD, vol. 6, p. 961.

Ministério. Paulo ... sofre, trabalha, estuda e ministra a palavra para não dar qualquer motivo para.escândalo (lCo 8:13; 10:32, 33; Fp 2:15; lTs 2:10; 5:22; cf. Mt 10:16). Ainda assim, houve vários em Corinto que se escandalizaram. Seria, talvez, impossível pregar e agir de modo que ninguém se escandalizasse. Para alguns, até mesmo a verdade e a santidade escandalizavam. As pessoas que ouviam Jesus se escandalizavam dEle (Jo 6:60 , 61, 66). Para outros, qualquer advertência contra o pecado ou o erro escandalizava. No entanto, para os verdadeiros cristãos, o embaixador do evangelho não escandalizará ao repreendê-los por manifestações de orgulho, irreverência, indiferença, hábitos ou práticas questionáveis, grosseria ou vulgaridade.  ... Tanto quanto possível, o ministro do evangelho deve ter "paz com todos os homens" (Rm 12:18), contudo, Jesus e Paulo despertaram inimizade por onde passaram. ... Nenhum cristão teve mais inimigos que Cristo, e Seus discípulos foram acusados de ter "transtornado o mundo" (At 17:6). CBASD, vol. 6, p. 962

6 No Espírito Santo. O Espírito é o agente no cultivo de todas essas virtudes (Gl 5:22, 23). É possível exibir esses traços em certo grau, superficialmente, independente do Espírito Santo, mas nunca em sua plenitude. CBASD, vol. 6, p. 963.

Amor. Do gr. agape (ver com. de Mt 5:43 , 44). A característica culminante do ministro do evangelho é este principal fruto do Espírito (ver com. de lCo 13; sobre a expressão "amor não fingido", ver com. de Rm 12:9). Sem essa qualidade, o embaixador de Cristo se torna rígido, autocomplacente e censurador. Pureza e poder são inalcançáveis sem amor. CBASD, vol. 6, p. 963.

11 Ó coríntios. Apenas neste versículo, nas duas cartas, Paulo se dirige aos coríntios especificamente. Paulo apela que retribuam seu amor e o tratem como ele os trata. CBASD, vol. 6, p. 965.

13 Como justa retribuição. Paulo considera os crentes coríntios como filhos espirituais (1Co 4:14, 15) e, como pai espiritual, ele derramou sobre eles a plenitude do amor paternal. Em contrapartida, o apóstolo anseia o amor dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 966.

14 Jugo desigual.A diferença em ideais e conduta entre cristãos e não cristãos é tão: grande que, ao entrar em qualquer relacionamento (casamento, negócios, etc), os cristãos são confrontados com situações em que têm de abandonar princípios ou enfrentar dificuldades. Entrar em tal união é desobedecer a Deus e negociar com o diabo. A separação do pecado e dos pecadores é apresentada em todas as Escrituras (Lv 20:24; Nm 6:3; Hb 7:26; etc). Nenhum outro princípio tem sido mais rigorosamente ordenado por Deus. Por toda a história do povo de Deus, a violação desse princípio tem, inevitavelmente, resultado em desastre espiritual. CBASD, vol. 6, p. 966.

Com os incrédulos. Para os que não aceitam Cristo como salvador, nem Seus ensinos, como padrão de crença e conduta, os ideais, princípios e a prática do cristianismo são loucura (1Co 1:18). Em razão de sua perspectiva da vida, os descrentes normalmente acham difícil tolerar um padrão de conduta que tende a restringir seu modo de viver, ou que indique que seus conceitos e práticas são maus ou inferiores. Paulo não proíbe toda a associação com descrentes, mas apenas a associação que teria a tendência de diminuir o amor do cristão por Deus, adulterar a pureza de sua perspectiva de vida ou levá-lo a se desviar de seu padrão de conduta. Os cristãos não devem se esquivar de seus parentes e amigos, mas se associar com eles como exemplos vivos do cristianismo posto em prática e, assim, ganhá-los para Cristo (1Co 5:9, 10; 7:12; 10:27). ... Quando se trata de um relacionamento de vinculação como o casamento, o cristão que verdadeiramente ama o Senhor de modo algum se unirá a um descrente, mesmo na piedosa ou louvável esperança de conquistá-lo para Cristo. Quase sem exceção, o desapontamento é o resultado de uma ação contrária ao sábio conselho apresentado pelo apóstolo neste versículo. Aqueles que escolherem prestar atenção a esse conselho poderão esperar, de modo especial, desfrutar o favor divino e descobrirão que Deus tem algo reservado para eles, que ultrapassa, em muito, quaisquer planos humanos. CBASD, vol. 6, p. 966, 967.

Que sociedade. Toda união em que o caráter, as crenças e os interesses do cristão perdem algo de sua distinção e integridade, é proibida. O cristão não pode se dar ao luxo de entrar em uma ligação que exija concessões. CBASD, vol. 6, p. 967.

15 Maligno. Neste versículo, a palavra é uma personificação para Satanás, representando a inutilidade e o vazio das coisas por meio das quais ele tenta atrair e seduzir as pessoas ao pecado. ... Por trás de tudo o que é mau e desprezível estão as forças sobrenaturais das trevas, conduzidas por Satanás. Todo o mundo está alinhado atrás de um ou outro líder (1Pe 5:8-9; Ap 12:11). CBASD, vol. 6, p. 967.

16 Ligação. Ou "concordar", "consentir" (Lc 23:51). Não pode haver aliança entre Cristo e Satanás, entre o verdadeiro Deus e os falsos deuses, entre o cristianismo e o paganismo. Paulo declara que uma aliança entre crentes e descrentes é igualmente inconcebível. CBASD, vol. 6, p. 967.

17 Por isso, retirai-vos. A referência histórica é a retirada dos israelitas cativos da antiga Babilônia, que Paulo menciona neste versículo como uma ilustração da separação do povo de Deus do mundo e da Babilônia espiritual (ver com. de Ap 18:4). Após retornarem do cativeiro, os judeus foram encarregados de não levar qualquer coisa que tivesse relação com a idolatria pagã. De modo semelhante, o Israel espiritual é ordenado a "não tocar na s coisas impuras" (ver com. de Is 52:11, 12). CBASD, vol. 6, p. 968.

18 Filhos e filhas.Em consequência da fé dos crentes em Cristo, a operação sobrenatural do Espírito de Deus gera nova vida espiritual, que torna o ser humano um filho de Deus. Esse relacionamento Pai-filho é tão real e vital como o relacionamento humano utilizado para ilustrá-lo. Na vida de Jesus como o Filho de Deus, temos um perfeito exemplo do relacionamento que é nosso privilégio ter como filhos do Pai celestial (ver com. de Lc 2:49; Jo 1:14; 4:34; 8:29). A chave para esse relacionamento é o amor, e seu resultado é confiança e obediência. CBASD, vol. 6, p. 968.

segunda-feira, 30 de março de 2015

I Coríntios 16

Comentário devocional:

Paulo encerra esta carta [ou epístola] com alguns planos práticos. Ele exorta os coríntios a prepararem e recolherem seus donativos no primeiro dia da semana para ajudar os crentes menos afortunados de Jerusalém (v 1-2). Enquanto alguns detalhes não são exatamente claros, como a razão da arrecadação dos donativos para Jerusalém, Paulo indica que, como cristãos, temos a responsabilidade de atendermos as necessidades uns dos outros.

Paulo planejava visitar os cristãos de Corinto. O verso 8 indica, entretanto, que ele, primeiro, passaria algum tempo em Éfeso, que foi, provavelmente, o início de sua estadia de três anos naquela cidade portuária da Ásia (ver Atos 20:31). Atos 19 registra algumas das provações e tribulações que Paulo enfrentou  enquanto trabalhava em prol dos crentes em Éfeso. 

Os versos finais da epístola (v 19-20) incluem saudações. Paulo tinha assistentes que escreviam em pergaminhos as cartas que ele ditava, mas ele considerou importante escrever a saudação pessoalmente, "de próprio punho" (v 21 NVI).

Resumindo sua epístola, no coração do último capítulo Paulo destaca o quanto ele se preocupava com cristãos de Corinto: "Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor"(v 13-14). 

Não importa quais sejam as dificuldades, o amor de Deus é a essência da vida cristã.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/16/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Coríntios 16 

Comentários em áudio

I Corintios 16 - Comentários Selecionados

1 Como ordenei. Os crentes de Corinto deviam aceitar esse dever assim como tinham feito os gálatas. A obra de ajudar os pobres é dada à igreja em todas as épocas a fim de que seus membros desenvolvam simpatia e amor e revelem a outros o poder do evangelho de Cristo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 896.

9 Uma porta [...] se me abriu. Paulo se referia a oportunidades incomuns em Éfeso para a pregação do evangelho como o motivo pelo qual desejava permanecer ali por algum tempo em vez de seguir de vez para a Macedônia e Corinto. Éfeso era um centro importante de adoração pagã na província romana da Ásia. A deusa Diana (ou Ártemis) era a mais popular (At 19:24). Nessa cidade, quase completamente entregue a idolatria, superstição e vícios, Deus manifestou Seu poder por meio de Paulo para a conversão de pecadores e para confundir os adversários. CBASD, vol. 6, p. 897.

Adversários. Quando a oposição se levantou em Éfeso, Paulo não deixou a cidade, mas trabalhou ainda mais para o avanço do reino de Deus. A oposição pode em geral ser considerada como evidência de que Satanás está alarmado com a ameaça de seu domínio sobre os seres humanos e como indício de que o Espírito de Deus está operando. CBASD, vol. 6, p. 897.

10 Timóteo. Um dos conversos de Paulo e seu auxiliar na obra de Deus. Ele foi enviado à igreja de Corinto para ajudar os irmãos com seus problemas (I Co 4:17). Paulo buscou preparar o caminho para ele, solicitando a hospitalidade e cordialidade dos coríntios

em seu favor. CBASD, vol. 6, p. 897.

13 Portai-vos varonilmente. Do gr. andrizõ, "agir como homem". Ser cristão requer coragem, intrepidez, perseverança e ânimo. Não há lugar para covardia, timidez ou medo. Apenas os que se colocam sem reservas sob a liderança do Salvador desenvolverão caráter nobre (Ef 6:10). CBASD, vol. 6, p. 898.

17 A vinda de. Os três mensageiros nomeados deviam ser de Corinto. Fortunato e Acaico não são mencionados em nenhuma outra passagem. É provável que os três homens fossem portadores da carta dos coríntios a Paulo (I Co 7:1), bem como da carta de Paulo a eles, conhecida como 1 Coríntios. CBASD, vol. 6, p. 899.

18 Refrigério. A presença e as palavras desses mensageiros de Corinto levaram encorajamento e consolo a Paulo. Tudo indica que informaram ao apóstolo sobre a igreja de Corinto, o que o ajudou a compreender a situação (Pv 15:30). CBASD, vol. 6, p. 899.

20 Osculo. Forma comum de saudação no Oriente. O beijo santo era uma prova da afeição

cristã. CBASD, vol. 6, p. 899.

22 Anátema. Uma transliteração do gr. anathema, que significa "amaldiçoado" ou "devotado à destruição". Aqueles que não acreditam nem amam o Senhor Jesus Cristo não podem ter a esperança da salvação. Pelo ato de rejeitar o único meio de salvação, escolhem a ruína eterna. CBASD, vol. 6, p. 899.

Maranata. Uma transliteração do gr. maran atha, que, por sua vez, é uma transliteração do aramaico maran 'athah. Esse é o único texto da Bíblia em que ocorre a palavra. A expressão em aramaico pode ser traduzida como "nosso Senhor vem" ou "vem, nosso Senhor". CBASD, vol. 6, p. 899.

24. Amor. Que bênção mais bela poderia seguir a repreensão dirigida àqueles que rejeitam o amor de Deus? Esta epístola, que lida de forma franca com determinados abusos na igreja, é encerrada com uma expressão de amor e de interesse pelo bem estar eterno dos destinatários. CBASD, vol. 6, p. 900.

sexta-feira, 27 de março de 2015

I Coríntios 13

Comentário devocional:

O amor é o maior dos dons espirituais. É ainda mais importante do que toda a variedade de dons espirituais mencionados no capítulo anterior (e como eles são importantes!). Acima de todas as tolas divisões e controvérsias, Paulo levanta a voz para lembrar os fiéis do que realmente importa. O amor!

No mundo greco-romano havia muitas palavras diferentes que hoje são traduzidas como amor. O apóstolo Paulo usa uma palavra muito distinta, agape, para nos lembrar do amor altruísta de Deus. Isso está em contraste com os conceitos de amor que hoje nos chegam através da mídia e suas propagandas. O amor de Deus é diferente. É puro, elevado, altruísta. Não importa quão eloquente eu seja ou quais dons espirituais possa ter (v 1, 2), "se não tiver amor, nada serei" (v. 2 NVI). Podemos alimentar os pobres ou nos tornar mártires, mas isto pode ser feito pelo motivo errado e, então, não fará muita diferença perante Deus! (v. 3).

Em seguida, Paulo descreve este tipo especial de amor agape (vs. 4-8). Esta é uma passagem que muitos pastores, inclusive eu, usam para casamentos, e faríamos bem em utilizá-la também para verificar se continuamos a crescer em nossa experiência cristã. Temos que nos perguntar: em tudo que fazemos agimos com delicadeza e amor? O mais importante teste da verdadeira fé e prática cristã é o desejo de demonstrar na prática o amor de Deus.

Quanto mais nos aproximamos de Jesus, mais vemos nossa necessidade dEle. É por isso que Paulo nos lembra a respeito da maturidade cristã: "Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino." (v. 11). Ou, para usar outro exemplo: "Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face" (v. 12). Em ambos os casos, somos lembrados de que nenhum de nós tem todo o amor que deveríamos ter, mas à medida que crescemos diariamente, nos aproximando de Jesus, nos tornamos mais semelhantes a Ele.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados.


Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 13 
Comentários em áudio 

1 Corintios 13 - Comentários Selecionados

1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (ICo 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de "a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo". Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (ICo 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.

Amor. Do gr. ágape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.


2 Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.



3 Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo s e referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.



4 Não se ufana. Do gr. perpereuomai, "vangloriar-se", "jactar-se". O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.



5 Não se ira facilmente. O advérbio "facilmente" foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra "facilmente" seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.


11 Menino. Do gr. nêpios, literalmente, "alguém que não fala", um "infante". O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.


12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.



13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.