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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Oséias 13

Comentário devocional:

Efraim, a mais influente das tribos que compunham Israel do norte, era a mais forte das doze tribos. Inicialmente, Efraim e todo o Israel do norte, contrariamente à vontade de Deus, O adoravam através de bezerros de ouro. Após a introdução do culto a Baal por Acabe e Jezabel, o pecado de Israel do norte aumentou ainda mais. Não só os bezerros passaram a representar Baal, mas Jezabel deu início a uma contínua perseguição contra os que não o adoravam. Na época de Elias, pelo menos 7.000 pessoas restavam que não dobravam seus joelhos a Baal (I Reis 19:18). Assim, Israel cometeu pecados cada vez maiores e morreu espiritualmente (13: 1).

No tempo do profeta Oséias o pecado da nação aumentou ainda mais, ao fazerem imagens adicionais para a adoração a Baal. Eles sacrificavam animais a esses ídolos em forma de bezerro e os beijavam (13:2, ARA). Deus, portanto, não permitiria que estes israelitas ficassem na terra, contaminando-a. Eles desapareceriam como o orvalho da manhã ou o joio levado por uma tempestade (13:3). 

Deus livrou Israel da escravidão no Egito, e eles aceitaram o Deus vivo como o seu Deus. Nenhum outro Deus poderia tê-los salvo (13:4). O Deus do céu mostrara o seu amor e cuidado para com eles no deserto e por 40 anos foram protegidos dos perigos (13:5). 
No entanto, quando Deus lhes deu prosperidade e comida suficiente, eles se afastaram dEle. Suas mentes se tornaram arrogantes e eles se esqueceram de Deus (13:6). Os sentimentos divinos se tornaram semelhantes aos de uma ursa cujos filhotes foram levados. A íntima relação entre Deus e Israel foi despedaçada e quebrada (13:7, 8). Deus queria fazer Israel conhecer a realidade da sua situação espiritual e que Ele era a única fonte de vida, prosperidade e proteção (13:10, 15). No entanto, Israel se recusou a ouvir. 

O afastamento do reino do norte de Israel se deu desde a sua fundação, quando o primeiro rei, Jeroboão I, desobedeceu a Deus e cometeu três pecados: (1) impedir que o povo do norte fosse a Jerusalém adorar, construindo bezerros de ouro como alternativa para adorar a Deus; (2) a expulsão dos levitas do país e a nomeação de não levitas para o sacerdócio; e (3) a nomeação de um novo dia festivo, sem a aprovação de Deus (1Rs 12:25-33). 

A única solução para melhorar a situação era permitir a deportação de Israel de Canaã para seu cativeiro na Assíria (13:11). A rebelião espiritual deles foi a razão de perderem o seu país em Canaã e sua capital Samaria (13:16). Era necessário que Israel sentisse dor em um país estrangeiro (13:13). Este tipo de castigo era a única maneira de fazer o reino do norte de Israel perceber sua trágica situação e trazê-los à razão e a Deus (Os 11:11). E assim, à semelhança de Judá, sob a liderança de Ezequiel e Daniel, serem, mais tarde, restaurados em Canaã. Porém, mesmo o cativeiro não trouxe seus corações de volta a Deus e eles se tornaram "as tribos perdidas de Israel".

Senhor,  
livra-nos da rebelião. Sensibiliza o nosso coração e lembra-nos, sempre, que és O nosso único Criador e Sustentador e de seguirmos felizes as Tuas instruções!

Yoshitaka Kobayashi 
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/13/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Oseias 13 

Comentário em áudio

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jeremias 21

Contexto histórico:

"Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] ... Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. ... Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)". Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21. 

Comentário devocional:

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.

Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.

Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade. 

Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!

A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia





Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 21

quarta-feira, 19 de março de 2014

Isaías 23

Comentário devocional:

Neste capítulo, Isaías se concentra em uma cidade muito popular na sua época, Tiro. Parece que “todos os caminhos levavam a...” Tiro. 

Ezequiel fala da queda de Tiro durante o reinado de Nabucodonosor (Ezequiel 26-28). O rei de Tiro tinha o espírito de rebelião de Lúcifer (Ezequiel 28:11-19). Isaías viu a queda de Tiro muito antes que esta acontecesse. Isaías está tentando dizer ao povo de sua época que a queda de qualquer cidade ou império acontece porque, como uma luva nas mãos de Lúcifer, ela está  manifestando o mesmo espírito de rebelião mostrado no Céu, não importa o quão disfarçada seja essa rebelião.


Os impérios e cidades do passado eram todos, em certo sentido, "Babilônias" porque se consideravam como sendo os “portões dos deuses” (que é, em verdade, o significado da palavra Babilônia). Cada vez que uma cidade caia, isto era atribuído a alguns pecados que teriam feito os deuses ficarem com raiva. Isaías queria mostrar que todos esses juízos vinham do Senhor. Mas esses desastres da história não podem ser comparados com o desastre global que ocorrerá durante o julgamento executivo de Deus no tempo do fim.


Tiro era como um polvo com tentáculos em todos os países (v. 1b), com navios espalhados em cada porto comercializando mercadorias de todos os lugares (v. 2b). Ela era "o mercado das nações", a Wall Street dos tempos antigos (v. 3c). Seus "pés a levaram até longe" (v. 7c). Tiro era um centro de entretenimento, artes cênicas e música, um lugar de "muitas canções" (v. 16 NVI).


Isaías adverte que, apesar de Tiro ter sido uma cidade aparentemente feliz (v. 7) isto não iria durar (v. 12). Quando o Senhor destruísse o centro econômico da cidade não haveria haverá mais nela fortaleza (v.14). O Senhor é Aquele que derruba impérios e capitais de impérios. Ele estende a mão e faz tremer os reinos (v. 11).


Esta profecia não se aplica somente a Tiro, mas também contra toda a terra de Canaã, e isto não por uma arbitrariedade divina. Canaã era tão má que Deus ordenou que suas fortalezas fossem destruídas (v. 11). Mas os israelitas não obedeceram à vontade de Deus e se estabeleceram nessas cidades, tornando-se seculares, abandonando ao Senhor. 


Essas cidades canaanitas com sua glória artificial, relacionamentos enganadores, e felicidade falsa, eram agentes de Satanás. 


Mesmo que seus habitantes fugissem para morar em outros países a fim de escapar da punição, não encontrariam lá descanso (v. 12b), diz a Palavra do Senhor.


A profecia de que Nabucodonosor viria e destruiria Tiro e que esta ficaria "despojada" (v. 13 NVI) ou "arrasada” (ARA) por 70 anos se tornou realidade. Isaías fala de Tiro como uma "prostituta esquecida" (v. 16 NVI), mas que ao final de 70 anos seria restaurada (v. 17). Apesar de continuar a existir ali a maldade e a impureza, como qualquer cidade portuária, entre os seus habitantes haveria aqueles que utilizariam sua influência e recursos financeiros para promover a adoração do Senhor.


A principal mensagem de Isaías sobre a queda de Tiro encontrará seu clímax no próximo capítulo, que tratará também da queda da Terra.


Querido Deus,

há uma Tiro em cada um de nós que apela fortemente a nossas paixões e emoções. Ajuda -nos e libertar-nos do espírito de Tiro para que ele não destrua nossa espiritualidade e relacionamento conTigo. Amém. 

Koot van Wyk
Coreia do Sul




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/23/

Traduzido por: JAQ/JDS


Texto bíblico: Isaías 23