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domingo, 18 de maio de 2014

Jeremias 17

Comentário devocional:

Certo dia eu estava no Museu Britânico em Londres, olhando para uma grande pedra que faz parte da história antiga, protegida por uma caixa de vidro. Uma pedra escura, com inscrições em três línguas antigas. Era nada menos que a pedra de Rosetta, descoberta no Egito por uma expedição arqueológica em 1799. Fiquei me perguntando: porque eles tiveram tanto trabalho nesta tarefa tão delicada quanto difícil de preservar tão perfeitamente estes escritos na pedra dura? Obviamente, para eles o texto era tão importante que eles procuraram fazer um registro permanente do mesmo.

O Espírito Santo de Deus, através do profeta Jeremias (Jer 17:1) está aqui usando um poderoso contraste para transmitir uma dolorosa realidade. Os pecados da nação de Judá – o próprio povo escolhido de Deus – estavam permanentemente escritos nas pontas dos seus altares e em seus corações. 

Faz sentido imaginar inscrições nas pontas (chifres) dos altares idólatras. Mas como escrever na carne macia do coração? Aqui, o profeta está dizendo que nossa rebeldia e  maldade são permanente registradas em nossa memória afetiva – nosso coração – tão permanente quanto as inscrições feitas nos altares de pedra. 

Como isso aconteceu? Simples: “Maldito o homem (ou mulher) que confia no homem” (Jer 17:5 ARA). Qual é o resultado inevitável disto? O coração daquele que confia no homem se afasta do Senhor.

Porém, aqui, mais uma vez, nos é colocado o contraste, como esperança e saída: “Mas bendito é o homem (ou mulher) cuja confiança está no Senhor!” (Jer 17:7 NVI). Que incrível diferença! Eu preciso ter esses resultados na minha vida!

Este é o desejo de um coração que começa a conhecer a santidade e glória de Deus. Porém, somos constantemente atraídos pelos encantos e prazeres deste mundo: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”! (v. 9a ARA). O grito doloroso: "quem o conhecerá?" (v 9b) ecoa através dos tempos e em nossa própria consciência despertada.

Alguma vez você já desejou tanto alguma coisa ruim que chegou a conversar consigo mesmo sobre isto? E se arrependeu depois por isso? Eu já. Descobri, nesta ocasião, que se você disser algo a você mesmo por muito tempo (mesmo que esteja mentindo para si próprio) você vai acabar acreditando!

No final do capítulo (v. 19-27), a palavra vinda diretamente do Senhor recrimina especificamente os negociantes que, no afã do lucro das vendas na feira de domingo, transportavam suas cargas portas adentro da cidade no sábado, dia reservado pelo Senhor para que o povo O conhecesse de maneira especial. Esta admoestação do Senhor não surtiu efeito nenhum, como podemos ver nas medidas de Neemias (Neemias 13:15-22) para corrigir o mesmo problema, que também incluía a todos, incluindo os nobres (Nm 13:17). Isso mais de 60 anos depois, após o retorno do exílio babilônico!

Não importa quem somos, nós realmente não conhecemos a nós mesmos. "Só de um modo o verdadeiro conhecimento do próprio eu pode ser alcançado. Precisamos olhar a Cristo. O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa fraqueza, pobreza e defeitos, como realmente são. Ver-nos-emos perdidos e sem esperança, vestidos com o manto da justiça própria, como qualquer pecador. Veremos que se afinal formos salvos, não será por nossa própria bondade, mas pela graça infinita de Deus" Parábolas de Jesus, 79. 

Não é à toa que nos versos 13 e 14 ouvimos Jeremias proclamar sua necessidade da graça divina em uma significativa oração! E, assim, também, oramos: "Querido Pai, ’cura-me, ... e serei curado; salva-me, e serei salvo, pois Tu és aquEle a Quem eu louvo’ (v. 14 NVI). Tu és minha única esperança! Amém".

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart - http://www.hartresearch.org/
Califórnia, EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 17 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Salmo 47

Comentário devocional:

"Batam palmas", diz o salmista para a congregação, "aclamem a Deus com cânticos de alegria!" (v.1 NVI)

Nos Salmos não encontramos louvores poéticos à natureza, mas somente poemas celebrando a grandeza e a bondade do Criador do maravilhoso mundo natural. Neste Salmo, como em inúmeros outros, toda a natureza se une em louvar o nosso Criador. Como podemos ficar em silêncio? Salmo 98:8 convida os rios a baterem palmas e os montes a cantarem de alegria. Isaías 55:12 diz que “os montes e colinas irromperão em cantos” e “todas as árvores dos campos baterão palmas.” Esse tipo de gratidão é grande demais para que homens cantem. 

Alegria espontânea sai dos lábios humanos por causa do amor que a bondade de Deus gera. Embora cercado por inimigos, fomos resgatados por Cristo e Deus escolheu a nossa herança para nós. O que Ele concede para nós é nosso, mais capaz de nos fazer felizes do que qualquer coisa que possamos ter almejado. Nós O louvamos porque vemos nessa herança todo o amor do Pai derramado sobre nós em rica abundância. 

Nós não precisamos daquilo que pertence a outra pessoa. Como Rei de toda a terra, Ele oferece uma herança para toda nação, para cada indivíduo, e todos os que escolhermos fazer parte de Seu reino eterno herdaremos nosso próprio lugar para viver, nosso próprio local de trabalho e todos os recursos que precisamos para realizar o que Ele nos pede para fazer. Quando percebemos esse fato da providência divina, nós podemos cantar louvores com pleno entendimento.

Pai, se estou cantando com coração dividido, é porque ainda não compreendi o que tens feito por mim. Perdoe-me por cobiçar o que tens dado a outros. Mostre-me como posso fazer pleno uso da minha herança e trazer honra ao seu nome. Amém.

Helen Pyke
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JAQ

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/47/ 
Texto bíblico: Salmo 47