Comentário devocional:
O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa "Rei Divino." No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13). Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta "cidade da alegria" (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades.
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas - individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 49
Plano mundial de Reavivamento e Reforma, pela leitura devocional de um capítulo da Bíblia por dia. De abril de 2012 a julho de 2015.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Jeremias 49
Marcadores:
advertência,
arrependimento,
idolatria,
misericórdia,
orgulho,
profecias
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Jeremias 48
Comentário devocional:
Este capítulo é uma profecia contra os moabitas, que eram os descendentes de Ló (Gên 19:37). Pedro o chama de "justo Ló" (2 Ped 2:7). Os moabitas viveram inicialmente no sudeste da Transjordânia e ocuparam a cidade de Ar, que estava no lado leste do Mar Morto (Deut 2:9).
Quando os israelitas quiseram ir para a terra de Canaã, os moabitas não lhes permitiram passar por suas terras. No entanto, Deus não permitiu que os israelitas lutassem contra os moabitas porque eles eram seus parentes (Deut 2:19).
Antes do tempo de Moisés, os moabitas adoravam o ídolo Quemos. Por causa disso Deus permitiu que os amorreus viessem e tomassem parte de suas terras (Núm 21:26). Mais tarde, no tempo de Moisés, Balaque, rei de Moabe, pediu a Balaão que amaldiçoasse Israel. Isto aconteceu quando os moabitas adoravam Baal-Peor e levaram os homens de Israel a fazer o mesmo (Núm 25:1-3).
Nos dias em que Jorão, o filho de Acabe, era o rei de Israel, Mesa, rei de Moabe se voltou contra Israel. Seu deus era Camos, e ele mesmo ofereceu seu filho a este deus em holocausto (2 Rs 3:27). Na guerra que se seguiu, Mesa, recusou-se a render-se a Israel. Então, Israel continuou a lutar contra os moabitas, e estes estavam em vias de serem exterminados. Foi quando Deus interveio, interrompendo a luta e permitindo que o remanescente dos moabitas retornasse para casa.
Aparentemente, não havia ainda chegado o momento para Deus exterminar os moabitas, mesmo sendo eles adoradores de ídolos, pois o Senhor queria que eles se arrependessem e voltassem para Ele.
No entanto, algumas cidades moabitas deveriam ser destruídas porque: (1) eles ainda adoravam o deus Camos (Jer 48:13); (2) Gabavam-se contra o Deus de Israel e escarneciam de Judá (v. 27, 29, 42); (3) diziam que o reino de Judá não era diferente de todas as outras nações, porque Judá havia sido destruída pelos babilônios (Ez 25:8), e (4) eles amaldiçoavam o povo de Judá e violavam suas fronteiras de Judá ( Sof 2:8).
A mensagem de destruição de Deus para Moabe era condicional. Ele enviou esta mensagem aos moabitas através de Jeremias para que eles se arrependessem e retornassem para o Senhor. Se os moabitas tivessem se arrependido, Deus os teria libertado da prisão espiritual da adoração de ídolos e restaurado (v. 47).
Muito antes dessa profecia por Jeremias, Rute, uma mulher moabita, creu em Deus, através da influência da vida piedosa de Noemi. Que possamos ser como Noemi e através da nossa vida piedosa influenciar os nossos vizinhos a crerem em Deus e serem fiéis a Ele como aconteceu com sua nora Rute.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 48
Este capítulo é uma profecia contra os moabitas, que eram os descendentes de Ló (Gên 19:37). Pedro o chama de "justo Ló" (2 Ped 2:7). Os moabitas viveram inicialmente no sudeste da Transjordânia e ocuparam a cidade de Ar, que estava no lado leste do Mar Morto (Deut 2:9).
Quando os israelitas quiseram ir para a terra de Canaã, os moabitas não lhes permitiram passar por suas terras. No entanto, Deus não permitiu que os israelitas lutassem contra os moabitas porque eles eram seus parentes (Deut 2:19).
Antes do tempo de Moisés, os moabitas adoravam o ídolo Quemos. Por causa disso Deus permitiu que os amorreus viessem e tomassem parte de suas terras (Núm 21:26). Mais tarde, no tempo de Moisés, Balaque, rei de Moabe, pediu a Balaão que amaldiçoasse Israel. Isto aconteceu quando os moabitas adoravam Baal-Peor e levaram os homens de Israel a fazer o mesmo (Núm 25:1-3).
Nos dias em que Jorão, o filho de Acabe, era o rei de Israel, Mesa, rei de Moabe se voltou contra Israel. Seu deus era Camos, e ele mesmo ofereceu seu filho a este deus em holocausto (2 Rs 3:27). Na guerra que se seguiu, Mesa, recusou-se a render-se a Israel. Então, Israel continuou a lutar contra os moabitas, e estes estavam em vias de serem exterminados. Foi quando Deus interveio, interrompendo a luta e permitindo que o remanescente dos moabitas retornasse para casa.
Aparentemente, não havia ainda chegado o momento para Deus exterminar os moabitas, mesmo sendo eles adoradores de ídolos, pois o Senhor queria que eles se arrependessem e voltassem para Ele.
No entanto, algumas cidades moabitas deveriam ser destruídas porque: (1) eles ainda adoravam o deus Camos (Jer 48:13); (2) Gabavam-se contra o Deus de Israel e escarneciam de Judá (v. 27, 29, 42); (3) diziam que o reino de Judá não era diferente de todas as outras nações, porque Judá havia sido destruída pelos babilônios (Ez 25:8), e (4) eles amaldiçoavam o povo de Judá e violavam suas fronteiras de Judá ( Sof 2:8).
A mensagem de destruição de Deus para Moabe era condicional. Ele enviou esta mensagem aos moabitas através de Jeremias para que eles se arrependessem e retornassem para o Senhor. Se os moabitas tivessem se arrependido, Deus os teria libertado da prisão espiritual da adoração de ídolos e restaurado (v. 47).
Muito antes dessa profecia por Jeremias, Rute, uma mulher moabita, creu em Deus, através da influência da vida piedosa de Noemi. Que possamos ser como Noemi e através da nossa vida piedosa influenciar os nossos vizinhos a crerem em Deus e serem fiéis a Ele como aconteceu com sua nora Rute.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 48
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testemunho
terça-feira, 17 de junho de 2014
Jeremias 47
Comentário devocional:
O capítulo 47 é uma profecia contra os filisteus. Originalmente, os filisteus viviam na ilha de Caftor (muito provavelmente a ilha de Creta). E alguns deles se mudaram para a costa da Palestina no Mar Mediterrâneo. Na época de Abraão e Isaque, os filisteus eram poucos em número e chegaram a conhecer o poder de Deus através de Abraão, "o profeta" de Deus (Gn 20:7). Inclusive, Abraão viveu por muitos anos em Berseba, na terra dos filisteus (Gn 21:33,34).
Depois que os israelitas saíram do Egito e se estabeleceram na terra de Canaã, os filisteus tinham crescido muito em número. Muitos dos vários povos do mar também haviam se mudado para a costa oriental do Mar Mediterrâneo. Alguns deles invadiram a Ásia Menor e destruíram o império hitita. Outro grande grupo desses povos do mar tentou invadir o Egito. No entanto, uma vez que a defesa egípcia era muito forte nesta época, desistiram e se juntaram aos filisteus que já estavam estabelecidos na Palestina.
No momento do estabelecimento dos israelitas na terra de Canaã, os filisteus já tinham estabelecido cinco cidades-estado de acordo com a modo grego de formar cidades. Essas cinco cidades tinham seus próprios governantes (Juízes 3:3). Quando a arca de Deus foi capturada pelos filisteus houve vários acontecimentos milagrosos entre eles (1Sm 5 e 6). Deus lhes deu provas suficientes para que cressem nEle como quando guiou as duas vacas que puxavam o carro com a arca para percorrerem o caminho até a cidade de Bete-Semes (1 Sam 6:12). No entanto, não há registro na Bíblia de que os filisteus tenham se arrependido e crido no Deus de Israel.
Após esta profecia o exército babilônico invadiu o território dos filisteus, vindo do norte, e o tornou uma parte do império babilônico.
Em nossa sociedade, hoje, também vemos pessoas que, à semelhança dos filisteus, recebem muitas oportunidades para acreditar em Deus mas, mesmo assim, recusam-se a acreditar nestas evidências. É difícil para nós conhecermos as razões destas descrenças. Porém se aproveitarmos as oportunidades e conhecimento que o Senhor nos concedeu nestes últimos tempos, podemos, ao demonstrar verdadeiro interesse por eles, testemunhar de nossa fé e de tudo que o Senhor tem feito por nós
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/47/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 47
O capítulo 47 é uma profecia contra os filisteus. Originalmente, os filisteus viviam na ilha de Caftor (muito provavelmente a ilha de Creta). E alguns deles se mudaram para a costa da Palestina no Mar Mediterrâneo. Na época de Abraão e Isaque, os filisteus eram poucos em número e chegaram a conhecer o poder de Deus através de Abraão, "o profeta" de Deus (Gn 20:7). Inclusive, Abraão viveu por muitos anos em Berseba, na terra dos filisteus (Gn 21:33,34).
Depois que os israelitas saíram do Egito e se estabeleceram na terra de Canaã, os filisteus tinham crescido muito em número. Muitos dos vários povos do mar também haviam se mudado para a costa oriental do Mar Mediterrâneo. Alguns deles invadiram a Ásia Menor e destruíram o império hitita. Outro grande grupo desses povos do mar tentou invadir o Egito. No entanto, uma vez que a defesa egípcia era muito forte nesta época, desistiram e se juntaram aos filisteus que já estavam estabelecidos na Palestina.
No momento do estabelecimento dos israelitas na terra de Canaã, os filisteus já tinham estabelecido cinco cidades-estado de acordo com a modo grego de formar cidades. Essas cinco cidades tinham seus próprios governantes (Juízes 3:3). Quando a arca de Deus foi capturada pelos filisteus houve vários acontecimentos milagrosos entre eles (1Sm 5 e 6). Deus lhes deu provas suficientes para que cressem nEle como quando guiou as duas vacas que puxavam o carro com a arca para percorrerem o caminho até a cidade de Bete-Semes (1 Sam 6:12). No entanto, não há registro na Bíblia de que os filisteus tenham se arrependido e crido no Deus de Israel.
Após esta profecia o exército babilônico invadiu o território dos filisteus, vindo do norte, e o tornou uma parte do império babilônico.
Em nossa sociedade, hoje, também vemos pessoas que, à semelhança dos filisteus, recebem muitas oportunidades para acreditar em Deus mas, mesmo assim, recusam-se a acreditar nestas evidências. É difícil para nós conhecermos as razões destas descrenças. Porém se aproveitarmos as oportunidades e conhecimento que o Senhor nos concedeu nestes últimos tempos, podemos, ao demonstrar verdadeiro interesse por eles, testemunhar de nossa fé e de tudo que o Senhor tem feito por nós
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/47/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 47
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oportunidades,
testemunho
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Jeremias 46
Comentário devocional:
Este capítulo dá início a uma nova seção do livro de Jeremias (capítulos 46-51), com declarações proféticas acerca de várias nações e tribos.
Jeremias 46 está dividido em três seções: (1) os versículos 3-12: a palavra profética de Deus a respeito do exército de Faraó-Neco, que foi acampar ao norte junto ao rio Eufrates perto de Carquemis; (2) os versículos 14-24: a palavra profética de Deus sobre o rei babilônico Nabucodonosor, que viria e derrotaria os egípcios; e (3) os versículos 27-28: uma palavra de encorajamento de Deus para o Seu povo Israel.
Olhemos a primeira seção. Aqui Jeremias prediz a derrota do exército egípcio por Nabucodonosor junto ao rio Eufrates. A partir destes versos descobrimos que o exército egípcio incluía tropas mercenárias de Etíopes, Líbios e Lídios (v. 9). O exército era tão numeroso que parecia a inundação do rio Nilo sobre a terra (v. 8). Então o versículo 10 afirma que o próprio Deus iria intervir e ajudaria Nabucodonosor a derrotar o exército egípcio. Haveria tristeza na terra do Egito, porque os poderosos soldados egípcios seriam derrotados e falhariam em sua campanha militar (v. 11, 12). Essa profecia cumpriu-se no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá.
Na segunda seção, temos uma mensagem de Deus para os judeus que viviam no norte do Egito em lugares como Migdol, Mênfis e Tafnes. O texto original hebraico do versículo 15 pode ser traduzido assim: "Por que o deus Ápis fugiu?" (NVI). O significado é: "Por que o deus-touro egípcio fugiu sem ajudar o exército egípcio?" A seção refere-se ao exército da Babilônia, comandado por Nabucodonosor, como sendo tão poderoso quanto as montanhas de Tabor e Carmel na terra de Israel (v. 18); e se refere ao Egito como uma bezerra que não consegue nem mesmo afugentar moscas que a picam (v. 20). Menciona ainda que o exército babilônico viria contra o Egito com machados, como cortadores de lenha (v. 22, 23).
A terceira seção é uma profecia e um encorajamento aos Judeus que viviam no Egito e aos cativos na Babilônia para que retornassem à sua pátria Israel. Deus diz: "Quanto a você, não tema, meu servo Jacó! Não fique assustado, ó Israel! Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará" (versículo 27, NVI).
Deus é verdadeiramente o Restaurador da relação de aliança que Ele tem com Seu povo. E como Ele agiu no passado, assim Ele agirá para com o povo de Deus hoje, quando o Senhor voltar e nos levar para casa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/46/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 46
Este capítulo dá início a uma nova seção do livro de Jeremias (capítulos 46-51), com declarações proféticas acerca de várias nações e tribos.
Jeremias 46 está dividido em três seções: (1) os versículos 3-12: a palavra profética de Deus a respeito do exército de Faraó-Neco, que foi acampar ao norte junto ao rio Eufrates perto de Carquemis; (2) os versículos 14-24: a palavra profética de Deus sobre o rei babilônico Nabucodonosor, que viria e derrotaria os egípcios; e (3) os versículos 27-28: uma palavra de encorajamento de Deus para o Seu povo Israel.
Olhemos a primeira seção. Aqui Jeremias prediz a derrota do exército egípcio por Nabucodonosor junto ao rio Eufrates. A partir destes versos descobrimos que o exército egípcio incluía tropas mercenárias de Etíopes, Líbios e Lídios (v. 9). O exército era tão numeroso que parecia a inundação do rio Nilo sobre a terra (v. 8). Então o versículo 10 afirma que o próprio Deus iria intervir e ajudaria Nabucodonosor a derrotar o exército egípcio. Haveria tristeza na terra do Egito, porque os poderosos soldados egípcios seriam derrotados e falhariam em sua campanha militar (v. 11, 12). Essa profecia cumpriu-se no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá.
Na segunda seção, temos uma mensagem de Deus para os judeus que viviam no norte do Egito em lugares como Migdol, Mênfis e Tafnes. O texto original hebraico do versículo 15 pode ser traduzido assim: "Por que o deus Ápis fugiu?" (NVI). O significado é: "Por que o deus-touro egípcio fugiu sem ajudar o exército egípcio?" A seção refere-se ao exército da Babilônia, comandado por Nabucodonosor, como sendo tão poderoso quanto as montanhas de Tabor e Carmel na terra de Israel (v. 18); e se refere ao Egito como uma bezerra que não consegue nem mesmo afugentar moscas que a picam (v. 20). Menciona ainda que o exército babilônico viria contra o Egito com machados, como cortadores de lenha (v. 22, 23).
A terceira seção é uma profecia e um encorajamento aos Judeus que viviam no Egito e aos cativos na Babilônia para que retornassem à sua pátria Israel. Deus diz: "Quanto a você, não tema, meu servo Jacó! Não fique assustado, ó Israel! Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará" (versículo 27, NVI).
Deus é verdadeiramente o Restaurador da relação de aliança que Ele tem com Seu povo. E como Ele agiu no passado, assim Ele agirá para com o povo de Deus hoje, quando o Senhor voltar e nos levar para casa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/46/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 46
domingo, 15 de junho de 2014
Jeremias 44:17 - A Rainha dos Céus
"Esta deusa é normalmente identificada com a Ishtar assírio-babilônica. Dado que havia cerimônias imorais ligadas a essa adoração, ela despertou calorosa indignação em Jeremias, particularmente porque isso parece ter sido uma parte preeminente da idolatria então praticada. A Ishtar assírio-babilônica, a deusa-mãe, era equivalente à divindade conhecida pelos hebreus como Astarote e pelos cananeus como Astarte, cujas estatuetas são encontradas na Palestina. Esta deusa da fertilidade, da maternidade, do amor sexual e da guerra, era adorada em ritos extremamente degradantes e imorais. Era a mesma deusa adorada com muitos nomes e, em vários aspectos, como a mãe-terra, a mãe virgem e é identificada em sentido geral com Atagartis, a "Grande Mãe" da Ásia Menor, Artemis (Diana) dos efésios, Vênus e outras. Vários nomes aplicados à deusa-mãe virgem contém um elemento que significa "senhora" ou "dona", como Nana, Innini, Irnini, Beltis. Algumas das designações eram Belti, "minha senhora" (o equivalente exato do italiano Madonna), Belit-ni, "nossa senhora" e "rainha do céu", o nome com o qual Ishtar era adorada nos telhados como estrela matutina ou vespertina, com uma oferta de bolos, vinhos e incenso. Ishtar também era conhecida como a mãe misericordiosa que intercedia junto aos deuses em favor de seus adoradores. Alguns desses nomes e atributos são aplicados hoje à virgem Maria, e acredita-se que muitos aspectos da devoção dos cultos à virgem Maria no catolicismo sejam vestígios modernos da antiga adoração a essa deusa-mãe do mundo pagão." Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 546.
Jeremias 45
Comentário devocional:
O capítulo anterior (Jer. 44) tratava de acontecimentos ocorridos dez anos após a destruição de Jerusalém pela Babilônia (586-576 a.C.). Este capítulo (Jer. 45) está fora de sequência e complementa o capítulo 36, que é um registro da mensagem de Deus que Jeremias deveria entregar ao rei Joaquim de Judá anos antes, em 604 aC. Por alguma razão, Jeremias não pôde ir, então ele pede que Baruque leia a mensagem de Deus ao rei impenitente e aos seus servos.
Jeremias 45:3 deixa claro que Baruque tinha um medo terrível de executar seu dever: "Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso." (NVI). Baruque deve ter desejado alguma palavra de Deus assegurando-lhe Sua proteção contra o ímpio rei Joaquim.
Há pelo menos quatro pontos que Deus deixa claro. Em primeiro lugar, Deus iria permitir a destruição de Jerusalém (Jer 36:29). Em segundo lugar, Deus também se sentia triste por destruir o que Ele mesmo tinha construído, e arrancar o que Ele mesmo havia plantado (Jer 45:4). Em terceiro lugar, Baruque não deveria esperar bons resultados nesta tarefa (v. 4, 5). Por fim, Deus garantia a segurança da vida de Baruque após a entrega desta mensagem (v. 5).
De fato, o rei Joaquim queimou o rolo que Baruque escreveu (Jer 36:23) e ordenou aos seus servos que prendessem Baruque e Jeremias, mas Deus os escondeu dos olhos do rei e dos seus servos (Jer 36:26). Após Joaquim queimar o livro, Deus ordenou a Baruque que reescrevesse a mesma mensagem em um novo rolo (Jer 36:28, 32).
Após este incidente, o etíope Ebede-Meleque recebeu uma mensagem divina de incentivo (Jer 39:16-18), assim como Baruque também recebeu (Jer 45:4,5).
O que podemos aprender com este capítulo? "O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas — homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção" (A Ciência do Bom Viver, 476.2)
Precisamos orar para sermos como Jeremias e Baruque, cumprindo o nosso dever independente das circunstâncias, sem esperar recompensa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/45/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 45
O capítulo anterior (Jer. 44) tratava de acontecimentos ocorridos dez anos após a destruição de Jerusalém pela Babilônia (586-576 a.C.). Este capítulo (Jer. 45) está fora de sequência e complementa o capítulo 36, que é um registro da mensagem de Deus que Jeremias deveria entregar ao rei Joaquim de Judá anos antes, em 604 aC. Por alguma razão, Jeremias não pôde ir, então ele pede que Baruque leia a mensagem de Deus ao rei impenitente e aos seus servos.
Jeremias 45:3 deixa claro que Baruque tinha um medo terrível de executar seu dever: "Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso." (NVI). Baruque deve ter desejado alguma palavra de Deus assegurando-lhe Sua proteção contra o ímpio rei Joaquim.
Há pelo menos quatro pontos que Deus deixa claro. Em primeiro lugar, Deus iria permitir a destruição de Jerusalém (Jer 36:29). Em segundo lugar, Deus também se sentia triste por destruir o que Ele mesmo tinha construído, e arrancar o que Ele mesmo havia plantado (Jer 45:4). Em terceiro lugar, Baruque não deveria esperar bons resultados nesta tarefa (v. 4, 5). Por fim, Deus garantia a segurança da vida de Baruque após a entrega desta mensagem (v. 5).
De fato, o rei Joaquim queimou o rolo que Baruque escreveu (Jer 36:23) e ordenou aos seus servos que prendessem Baruque e Jeremias, mas Deus os escondeu dos olhos do rei e dos seus servos (Jer 36:26). Após Joaquim queimar o livro, Deus ordenou a Baruque que reescrevesse a mesma mensagem em um novo rolo (Jer 36:28, 32).
Após este incidente, o etíope Ebede-Meleque recebeu uma mensagem divina de incentivo (Jer 39:16-18), assim como Baruque também recebeu (Jer 45:4,5).
O que podemos aprender com este capítulo? "O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas — homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção" (A Ciência do Bom Viver, 476.2)
Precisamos orar para sermos como Jeremias e Baruque, cumprindo o nosso dever independente das circunstâncias, sem esperar recompensa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/45/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 45
Marcadores:
confiança em Deus,
coragem,
testemunho,
verdade
sábado, 14 de junho de 2014
Jeremias 44
Comentário devocional:
Os judeus que se mudaram para o Egito se estabeleceram em quatro lugares: Migdol e Tafnes, na fronteira, Mênfis (Baixo Egito) e Patros (Alto Egito). A última mensagem profética de Jeremias para este povo deixava claro que o motivo dos problemas que enfrentavam, entre eles a fome e a destruição de Jerusalém, era a sua adoração de ídolos e por servirem a outros deuses (v. 2-10). Mesmo após a destruição de Jerusalém eles não haviam se arrependido e voltado para Deus.
A mensagem de Deus entregue ao povo de Judá, no Egito, foi uma mensagem de punição. Ali eles não viveriam ilesos como pensavam que seria (v. 11-14).
Mesmo que a mensagem de Deus possa parecer apenas uma mensagem negativa, devemos entender que toda a mensagem de punição é condicional. Por exemplo, a mensagem de Deus ao povo de Nínive era negativa (Jonas 3:4). No entanto, quando o povo se arrependeu, a cidade não foi destruída (Jonas 3:10). Também a mensagem dada a Ezequiel era negativa (Ezequiel 3:18); no entanto, se o ímpio se arrependesse, sua vida poderia ser prolongada (Ezequiel 3:21).
O povo de Judá no Egito respondeu a Jeremias e disse: "É certo que faremos tudo o que dissemos que faríamos — queimaremos incenso à Rainha dos Céus e derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazíamos, nós e nossos antepassados ... . Naquela época tínhamos fartura de comida, éramos prósperos e nada sofríamos. Mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome” (v. 17, 18 NVI)."
Jeremias lhes respondeu, dizendo que o que eles e seus antepassados tinham feito era errado e que era por causa deste mau comportamento que eles sofriam e a terra estava desolada (v. 22, 23). Disse-lhes também: “os judeus no Egito perecerão pela espada e pela fome até que sejam todos destruídos... Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá" (v. 27, 28).
O nome "Rainha do Céu" é outro nome da deusa assíria relacionada com o planeta Vênus. Em outros lugares da Bíblia ela é chamada Astarote e Anate. Os crentes desta religião adúltera haviam praticado a cerimônia de fertilidade oficiada pelas prostitutas femininas e prostitutos masculinos de seus templos.
O povo de Judá teimosamente afirmou que não iria mais servir a Deus, e violou dois dos mandamentos de Deus: a adoração de ídolos e o adultério. Que tragédia para o povo de Deus cometer tal maldade! Que lição para nós hoje!
Querido Deus, quando enviares mensagens de advertência e reprovação, mantenha o meu coração sensível a Teus apelos e minha mente disposta a fazer a Tua vontade. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/44/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 44
Os judeus que se mudaram para o Egito se estabeleceram em quatro lugares: Migdol e Tafnes, na fronteira, Mênfis (Baixo Egito) e Patros (Alto Egito). A última mensagem profética de Jeremias para este povo deixava claro que o motivo dos problemas que enfrentavam, entre eles a fome e a destruição de Jerusalém, era a sua adoração de ídolos e por servirem a outros deuses (v. 2-10). Mesmo após a destruição de Jerusalém eles não haviam se arrependido e voltado para Deus.
A mensagem de Deus entregue ao povo de Judá, no Egito, foi uma mensagem de punição. Ali eles não viveriam ilesos como pensavam que seria (v. 11-14).
Mesmo que a mensagem de Deus possa parecer apenas uma mensagem negativa, devemos entender que toda a mensagem de punição é condicional. Por exemplo, a mensagem de Deus ao povo de Nínive era negativa (Jonas 3:4). No entanto, quando o povo se arrependeu, a cidade não foi destruída (Jonas 3:10). Também a mensagem dada a Ezequiel era negativa (Ezequiel 3:18); no entanto, se o ímpio se arrependesse, sua vida poderia ser prolongada (Ezequiel 3:21).
O povo de Judá no Egito respondeu a Jeremias e disse: "É certo que faremos tudo o que dissemos que faríamos — queimaremos incenso à Rainha dos Céus e derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazíamos, nós e nossos antepassados ... . Naquela época tínhamos fartura de comida, éramos prósperos e nada sofríamos. Mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome” (v. 17, 18 NVI)."
Jeremias lhes respondeu, dizendo que o que eles e seus antepassados tinham feito era errado e que era por causa deste mau comportamento que eles sofriam e a terra estava desolada (v. 22, 23). Disse-lhes também: “os judeus no Egito perecerão pela espada e pela fome até que sejam todos destruídos... Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá" (v. 27, 28).
O nome "Rainha do Céu" é outro nome da deusa assíria relacionada com o planeta Vênus. Em outros lugares da Bíblia ela é chamada Astarote e Anate. Os crentes desta religião adúltera haviam praticado a cerimônia de fertilidade oficiada pelas prostitutas femininas e prostitutos masculinos de seus templos.
O povo de Judá teimosamente afirmou que não iria mais servir a Deus, e violou dois dos mandamentos de Deus: a adoração de ídolos e o adultério. Que tragédia para o povo de Deus cometer tal maldade! Que lição para nós hoje!
Querido Deus, quando enviares mensagens de advertência e reprovação, mantenha o meu coração sensível a Teus apelos e minha mente disposta a fazer a Tua vontade. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/44/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 44
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