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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Marcos 10 - Comentários selecionados

2 aproximaram-se dEle para pô-Lo à prova. A pergunta dos fariseus era hostil. João Batista denunciara Herodes Antipas e Herodias pelo divórcio ilícito (v. 6.17, 18) e, por ter feito essa repreensão, foi lançado no cárcere e depois decapitado. Jesus, agora, estava dentro da jurisdição de Herodes, e os fariseus talvez tenham esperado que a resposta de Jesus levasse o tetrarca a prendê-Lo, assim como prendera João Batista. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 O divórcio jamais contou com a aprovação de Deus, a não ser como o menor entre dois males. Bíblia Shedd.

11-12 O costume judeu dizia que somente o marido poderia dar início ao divórcio, porque o divórcio era parte das leis do direito de propriedade. Tribunais e autoridades não eram envolvidas. Contudo, somente aqui, em Marcos, encontramos uma referência a uma mulher ser capaz de dar início ao divórcio. Esta pode ser uma outra indicação de que a audiência de Marcos seja não judia, muito possivelmente romana. Na lei romana, a mulher também tinha a prerrogativa de se divorciar de seu marido. Andrews Study Bible.

15 como uma criança. O que se compara aqui são a abertura e a receptividade comuns às crianças. O Reino de Deus pode ser recebido somente como dádiva; não pode ser recebido mediante o esforço humano. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O ponto central do texto é que mesmo os pequenos podem ser discípulos de Jesus. Andrews Study Bible.

Jesus apresenta uma criança como modelo para os adultos. A confiança e a amorosa obediência de uma criança representam traços de caráter de grande valor no reino dos Céus. Jesus chama de "pequenas" as crianças que ainda não aprenderam do exemplo negativo dos adultos os pecados da dúvida e da desobediência. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 699.

17 que farei...? O rico pensava da perspectiva de acumular atos de justiça para merecer a vida eterna, mas Jesus ensinava que era uma dádiva que deve ser recebida (cf. v. 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 a todas estas coisas eu tenho guardado. Um piedoso e fiel judeu observava todas as 613 leis como listadas nos cinco primeiros livros da Escritura, o Pentateuco. O apóstolo Paulo, que era um fariseu, disse que era inculpável pela observação destes requisitos legais, até ter encontrado a Jesus; então eles se tornaram como lixo em comparação com o dom da justiça que ele recebera de Jesus (Fl 3.4-11). Andrews Study Bible.

21 uma coisa te falta. O amor desse jovem pelas riquezas (v. 22) e a recusa dele em distribuí-las e seguir a Jesus mostram que ele quebrou o maior mandamento de todos: "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" (Dt 6.5; cf Mt 22.37). Bíblia de Genebra.

Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas (cf. v. 22), e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas. ... Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 olhando ao redor. Um quadro vívido descrito por Marcos. Jesus deve ter olhado para os discípulos um após o outro para ver como reagiriam à decisão do jovem rico. CBASD, vol. 5, p. 699.

Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que tem riquezas. A dificuldade não é porque as riquezas sejam um mal em si mesmas e desqualifiquem aqueles que as possuem, mas é porque os ricos são tentados a depender de suas riquezas e podem ser incapazes de admitir que necessitam de Deus. Bíblia de Genebra.

25 camelo ... fundo de uma agulha. Um excelente exemplo da linguagem proverbial e vívida de Jesus, aqui expressando a ideia de impossibilidade (v. 27). A sugestão de que havia um pequeno portão chamado de "fundo da agulha", através do qual os camelos podiam passar sem carga, não tem apoio e minimiza a figura usada por Jesus. Bíblia de Genebra.

26 maravilhados. Os judeus olhavam para as riquezas ganhas honestamente como um sinal da aprovação de Deus. Se os ricos, que tem "todas" as vantagens que poderiam propiciar a seus corações agradarem a Deus, perecem, quem, então, poderia se salvar? Bíblia Shedd.

Os discípulos entenderam o significado do que Jesus disse. Ninguém pode ser salvo por boas obras. Bíblia de Genebra.

28 deixamos. O verbo gr está no aoristo, tipo de ação que revela uma decisão definitiva. Bíblia Shedd.

29 amor. Se a renúncia não for motivada por um grande amor  a Cristo e ao evangelho (necessário à sua divulgação) nada vale (1Co 13.1-3). Bíblia Shedd.

30 cêntuplo. A fraternidade produzida pelo evangelho tornará todos os cristãos em uma grande família (cf At 2.44-47; 4.32-35; Rm 16.13). Bíblia Shedd.

Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que Lhe deveriam vir. Os doze sabiam dos planos em andamento para tirar a vida do Mestre (ver com. de Lc 13:31; cf. Jo 11:7, 8), mas não acreditavam que, por fim, esses esforços teriam êxito (ver Lc 18:34). CBASD, vol. 5, p. 699.

37 direita ... esquerda. É notável a ironia; quem acabou ocupando estas posições, na hora do triunfo de Cristo na cruz foram dois ladrões (15.27). Bíblia Shedd.

38 beber o cálice. Um símbolo do Antigo Testamento para expressar sofrimento e ira (Sl 75.8; Is 51.17-22; Jr 25.15; Ez 23.31-34). Bíblia de Genebra.

45 o Filho do Homem veio para ... servir e dar a Sua vida em resgate por muitos. Versículo-chave de Marcos. Jesus veio a este mundo como servo ... que sofreria e morreria por nossa redenção, como Isaías predisse com clareza (Is 52.13-53.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

muitos. Ver Is 53.12. Nos escritos do Qumran (Manuscritos do Mar Morto) este é um termo para todos os membros da comunidade. Bíblia de Genebra.

46 E foram para Jericó. A cidade do Jericó do NT estava situada a mais ou menos 1,6 km ao sul das ruínas da cidade de Jericó do AT. Herodes, o Grande, havia embelezado a cidade e tinha um palácio de inverno lá. CBASD, vol. 5, p. 700.

51 Mestre. Heb Rabboni, lit. meu grande ou ilustre (senhor, mestre). Nota textual Bíblia de Genebra.

Uma forma aumentada de "Rabi", título comum para designar um mestre... Ressalta o reconhecimento e submissão à autoridade de Jesus. Bíblia de Genebra.

Este é o mesma terna expressão que Maria usou quando se dirigiu a Jesus após Sua ressurreição (Jo 20.16). Bartimeu reconheceu Jesus como mais do que um fazedor de milagres. Ele desejou um íntimo relacionamento com Ele. Andrews Study Bible.

que eu torne a ver. Literalmente "recuperar a minha visão". O texto grego deixa claro que Bartimeu não nasceu cego, mas que se tornou um. CBASD, vol. 5, p. 701.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mateus 19

Comentário devocional:

Nos versos 1 a 10, Jesus declara que o casamento deveria ser um compromisso de toda a vida. Se um casal está vivendo uma vida temente a Deus, nunca haverá a necessidade de divórcio. Todos os seus problemas interpessoais encontrarão soluções que sigam os ensinamentos de Jesus. Devido à natureza pecaminosa do homem, Deus fez uma provisão para o divórcio no contexto de adultério. Mas, mesmo nestas circunstâncias, a reconciliação é muitas vezes a melhor alternativa (Gn 1:27; 2:24; Dt. 24:1-4).

Mas não era apedrejamento o castigo para o adultério? Tecnicamente sim, mas as leis de Deus são cobertas de misericórdia e a pena de morte por apedrejamento raramente, ou nunca, ocorreu. A ameaça de apedrejamento destacava a seriedade de se cometer adultério, mas a dificuldade da execução dos procedimentos de estabelecimento da culpa tornavam quase impossível administrar a punição legalmente (Lv 20:10, Nm 5: 11-31, Dt 17: 6; 19:15; 22:13-30; Sl 51, Os 1: 2-3, Jo 8: 1-11, Hb 10:28). De acordo com a Mishnah, a pena de morte só podia ser infligida após um julgamento pelo Sinédrio, composto por 23 juízes. Além disso, as normas rigorosas para a qualificação jurídica das três testemunhas eram praticamente impossíveis de serem alcançadas. (The Jewish Religion de Louis Jacobs, p. 66, Capital Punishment).

Versos 11-12: Alguns cristãos escolhem a vida de solteiro, a fim de servir a Deus sem as distrações e as responsabilidades de uma família ou cônjuge. Para aqueles que podem aceitar este estilo de vida, não pode haver condição melhor para o serviço dedicado a outros. Para aqueles que não conseguem se manter solteiros existe o casamento (1 Cor 7: 1-7).

Versos 13-15: A inocência de crianças pequenas e bebês é tanta que eles estarão no céu, mesmo que seus pais não estejam lá. Somente quando "nascemos de novo" e nos tornamos um "filho de Deus" através da obra do Espírito Santo, é que nos será concedido o manto imaculado da justiça (Jeremias 31: 15-17, Mateus 2:18, EGW, ME2 260).

Nos versos 16-22, o jovem rico homem se ajoelha diante de Cristo (Mc 10:17-21) e faz a pergunta mais importante. Se fosse válida a crença de muitos cristãos de hoje, Jesus teria respondido: "Acredite, apenas acredite e você será salvo." Em vez disso, o Salvador olha para este jovem com compaixão e diz-lhe para guardar os mandamentos, vender tudo o que tem, dar todo o resultado da venda aos pobres, e depois segui-Lo.

Simplesmente crer em Jesus não nos salva. Nossa fé Nele deve ser tal que a nossa maior prioridade seja servir a Deus. Uma das maneiras mais importantes e vitais pela qual O servimos é usar nossos meios - o nosso tempo, talento e tesouro - para espalhar o evangelho e para ministrar às necessidades dos outros (EGW FW 47, SR 289, GC 472-473, Our Father Cares p.68).

Versos 23-30: Por causa do conforto e contentamento que os ricos encontram na Terra é muito difícil para eles desistir do que têm para seguir os ensinamentos de Jesus. As bênçãos nos são concedidas acompanhadas pela obrigação de compartilhar e doar generosamente aos outros. Tudo pertence a Deus e nós somos apenas os guardiões temporários. Como mordomos da casa do tesouro de Deus, temos a solene responsabilidade de usar tudo que possuímos, seja pouco ou muito, para servir os outros. Se usarmos o que temos para ganho pessoal e prazer, privaremos outros dos benefícios da generosidade de Deus.

Leo Van Dolson, Jr.
Califórnia, E.U.A.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/19/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Mateus 19 
Comentário em áudio 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mateus 18

Comentário devocional:

Para muitos de nós a vida é muito ocupada, uma luta diária apressada. Temos muitas prioridades a considerar e muitas vezes temos que correr para alcançar nossos objetivos. Nos versos 1 a 5, Jesus nos exorta a voltar a um estilo de vida mais simples, não afetado, de confiança, inocência, conformidade e contentamento. Ele nos lembra da importância de confiar inteiramente na Sua bondade, cumprir a Sua vontade e encontrar contentamento nas muitas bênçãos recebidas do céu. 

Se pudermos desenvolver um modo de vida mais descomplicado, infantil até, seremos muito mais capazes de nos envolver com as coisas de Deus. Isto não é um apelo à infantilidade, mas um convite à simplicidade como a de Jesus, mais facilmente observada em crianças pequenas.

Nos versos 15 a 17 somos informados de que se um irmão pecar devemos adverti-lo; e em Lucas 17: 3 nos é dito para "repreendermos" o nosso irmão por seus pecados Essa é uma palavra forte. O conceito transmitido é realmente que somos também responsáveis pelo comportamento rebelde uns dos outros. Isso inclui apontar de forma gentil, pensada e com muito cuidado o comportamento pecaminoso daquela pessoa com o objetivo de que seja salva. A forma correta de admoestar os outros deve ser feito em espírito de oração e precisa ser concebido e aplicado de forma muito cuidadosa e sensível.

A lição nos versos 21-35 é dupla. Em primeiro lugar, somos lembrados de que a capacidade de Deus para o perdão é imensa. Como consequência temos a responsabilidade e o privilégio de compartilhar uma atitude de perdão para com os outros da mesma forma que fomos perdoados tantas e tantas vezes por nosso amoroso e compassivo Deus.

Quando Jesus falou de perdoar os outros "setenta vezes sete" Ele estava falando de uma contínua disposição para perdoar. Ao levarmos em consideração o número de vezes que Deus está disposto a nos perdoar, devemos demonstrar um espírito de perdão para com todas as pessoas.

Leo Van Dolson, Jr.,
Califórnia, E.U.A.



Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/18/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Mateus 18 

Comentário em áudio 

Mateus 18 - Comentários selecionados

Nota: Observe que o Comentário Bíblico Adventista deixa muito clara a belíssima interpretação de que todo o capítulo 18 compõe a resposta de Jesus à pergunta: "Quem é o maior?". A resposta é: Aquele é capaz de perdoar de coração, como uma criança...

1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.

1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. ... A discussão entre os discípulos .. atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas ... de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. ... Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: "Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja". O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.

Quem ... é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.

3 Este não é um chamado para ser "infantil". Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser "como uma criança" - desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible

6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.

pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, "uma pedra de moinho de jumento", isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.

Isto é, pedra de moinho girada por jumento - bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual].  Andrews Study Bible.

10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.

12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de "buscar e salvar o perdido" (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.

a que se extraviou. Do gr. planao, "desviar-se", "vagar" ou "levar ao erro". Nossa palavra "planeta" vem da palavra grega relacionada planetes, que significa "errantes" (ver Jd 13). os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo, entre as estrelas aparentemente "fixas". CBASD, vol. 5, p. 472.

15 pecar. Evidentemente, o "irmão" que "erra" é o mesmo que a "ovelha" que "se extraviou". CBASD, vol. 5, p. 472.

mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. "Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação" (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.

entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que "teu irmão" possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro ... Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.

ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.

Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.

16 uma ou duas pessoas. Estas "mais uma ou duas pessoas" não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.

17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.

pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. ... Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.

19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.

20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.

A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.

21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.

O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.

22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.

23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.

24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. ... Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.

Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.

Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.

28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.

do íntimo. O problema na pergunta de Pedro ... foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de "perdão", com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: "Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O "maior" é simplesmente aquele que, "de coração", reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz "o mesmo" em relação a seus semelhantes. ... As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.