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sábado, 13 de junho de 2015

I Pedro 2

Comentário devocional:

Pedro não quer que seus leitores permaneçam estáticos em sua caminhada com Jesus. Nesse capítulo, ele exorta àqueles que experimentaram o novo nascimento (cap.1:23-25) a deixarem de lado tudo o que impede o crescimento espiritual e permanecerem em Jesus, a pedra angular. A nação judaica se escandalizou nAquele que ansiava fortalecê-los, tropeçou nAquele que deveria ser um degrau para a paz e a felicidade.

Um dos pontos altos do capítulo é o verso 9: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (ARC). Aqui Pedro escreve novamente acerca do sagrado convite dirigido àqueles escolhidos para o elevado privilégio de representar a Deus na terra. Os cristãos devem render louvor e honra a Jesus, que os chamou das trevas para a luz da verdade. 

Nas Escrituras, a luz frequentemente é utilizada para se referir à verdade (Mt. 4:16; Lc. 11:35). À medida que apontamos para a Bíblia como a fonte de luz e refletimos o amor de Jesus em nossas vidas, podemos ser agentes de restauração daqueles que vivem sem a certeza do amor de Deus por eles. 

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/2/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: I Pedro 2 

Comentário em áudio 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mateus 20 - Comentários selecionados

1-16 Esta parábola dos trabalhadores da vinha vira os valores tradicionais de cabeça para baixo. Também é um claro ensino de que a entrada no reino se dá pela boa vontade em aceitar a graça de Deus somente e não por mérito ou pela quantidade ou qualidade de obras. A parábola também ensina que é Deus quem determina quem entra no reino. Alguns que não esperamos estarão lá. Andrews Study Bible.

Esta parábola só é difícil de entender para aqueles que falham em reconhecer sua absoluta dependência da graça diante de qualquer coisa boa que vem da mão de Deus. Não há espaço para o cristão ter ciúme das boas dádivas de Deus dadas aos outros. Bíblia de Genebra.

A divisão [inapropriada] entre o fim do cap. 19 e o início do 20 obscurece a íntima relação cronológica e temática entre ambos. Foi a conversa de Jesus com o jovem rico (Mt 19:16-22) e Sua subsequente discussão com os discípulos que levou à narração da parábola dos trabalhadores da vinha. De fato, a parábola ilustra especificamente a verdade declarada em Mateus 19:30, que é repetida no final como recurso de ênfase (Mt 20:16). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 489.

4 o que for justo. Isto é, correto. Seria um pagamento proporcional às horas trabalhadas. Nesse exemplo, não houve negociação com nenhum dos últimos homens contratados. Não fizeram perguntas, mas aceitaram a oferta do empregador, confiando em sua promessa e em seu senso de justiça. CBASD, vol. 5, p. 490.

5-6 hora sexta... hora undécima, O dia, em Israel, estava dividido em quatro partes iguais, convencionalmente chamadas "terceira hora", 9 horas da manhã; "a sexta hora", meio dia; "a nona hora", 15 horas; "o pôr do Sol" [a duodécima hora], 18 horas. Cada dia não era igual no verão e no inverno, por isso era raríssimo, senão difícil, especificar precisamente as horas; daí a necessidade da expressão "undécima hora", v. 9, que, atualmente, num mundo de precisão mecânica, equivaleria a "cinco para as seis". Bíblia Shedd.

8 Ao cair da tarde (NVI). Como os lavradores eram pobres, a lei de Moisés exigia que fossem pagos no fim de cada dia (cf. Lv 19.13; Dt 24.14, 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 os primeiros. estes representam aqueles que esperam e reivindicam um tratamento preferencial, pois julgavam ter se sacrificado mais e trabalhado mais diligentemente do que seus colegas. Também representam os judeus, que haviam sido os primeiros a aceitar o chamado do Senhor para trabalhar na Sua vinha (ver PJ 400; vol. 4, p. 13-19). CBASD, vol. 5, p. 491.

15 não me é lícito [...]? O proprietário não se refere a qualquer estatuto legal, mas simplesmente pergunta: "Não é admissível que eu faça o meu desejo?". CBASD, vol. 5, p. 491.

porque eu sou bom? Eles haviam acusado o proprietário de parcialidade e, por implicação, de injustiça. O proprietário explica que não é uma questão de justiça ou injustiça, mas de generosidade. Tratou todos os diaristas com justiça e, caso quisesse, não poderia fazer melhor que isso? Jesus deixa claro que não se ganha o favor divino, como os rabis ensinavam. Os obreiros cristãos não negociam com Deus. Se Deus lidasse com os seres humanos com base na estrita justiça, ninguém se qualificaria para a infinita generosidade do Céu e da eternidade. CBASD, vol. 5, p. 492.

18 Eles O condenarão à morte. Os líderes judaicos estavam planejando assassinar Jesus desde a cura do paralítico no tanque de Betesda, dois anos antes, e haviam designado espiões para segui-Lo aonde fosse ... O sucesso da missão de Cristo na Galileia os levou a intensificar esses esforços ... Depois disso, eles se tornaram mais agressivos em seus frequentes ataques públicos ... Nos últimos meses, durante o ministério na Pereia, eles haviam feito várias tentativas de prendê-Lo e matá-Lo ... Seus planos, por fim, tomavam uma forma mais definida, particularmente depois da ressurreição de Lázaro, poucas semanas antes. CBASD, vol. 5, p. 493.

19 e O entregarão. Pela primeira vez Jesus menciona o fato de que os gentios, as autoridades romanas, serviriam de instrumento em Sua morte. CBASD, vol. 5, p. 493.

22 ser batizados (ARC). Do gr baptizo. ... Aqui é óbvio que a palavra é usada figurativamente. Assim como o cálice representa os sofrimentos de Jesus, o "batismo" representa Sua morte. CBASD, vol. 5, p. 494.

23 cálice. No Antigo Testamento, o "cálice" normalmente significa o derramamento da ira de Deus (Sl 75.8; Is 51.17, 22; Jr 25.15-16). Que os discípulos beberiam este cálice significa que eles passariam por sofrimentos, porém note-se que Jesus o chama "meu cálice". Pelo fato de Jesus ter bebido o cálice da ira de Deus sozinho, os crentes não bebem a ira que merecem. Bíblia de Genebra.

26 sirva. Do gr. diakonos, "mordomo, "servo", ou "diácono" (ver com. de Mc 9:35). CBASD, vol. 5, p. 494.

28 resgate. Do gr. lutron, "resgate", "expiação", ou "recompensa". CBASD, vol. 5, p. 494.

Este termo se refere ao preço pago para livrar alguém da escravidão ou da prisão. O preço para a libertação do pecado e da condenação é a vida de Jesus, oferecida por nós. Bíblia de Genebra.

sábado, 8 de março de 2014

Isaías 12

Comentário devocional:

Isaías 12 começa dizendo: "Naquele dia ..."

Que dia? O dia seguinte após o Senhor ter resgatado o "remanescente do Seu povo " (Isaías 11:16). Em Daniel 12:1-3, temos: "Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. ... Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. Multidões que dormem no pó da terra acordarão ... reluzirão como o fulgor do céu ... serão como as estrelas, para todo o sempre” (NVI).

É esta nota de triunfo e júbilo que Isaías destaca neste capítulo. Diversos paralelos podem ser vistos entre Isaías 12 e o Salmo 46. Aqui o autor fala: “o Senhor [Jesus] é a minha força e o meu cântico” (v. 2b NVI). De modo similar, no Salmo 46, o Senhor é descrito como um “castelo forte”.

Isaías canta aqui a canção do Cordeiro "A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro”. (Apoc. 7:10 NVI). Isaías viu os santos tirando “água das fontes da salvação” (v. 3a NVI)". Eles próprios serão “como árvore plantada à beira de águas correntes” ( Salmo 1:3).  O Senhor "os guiará às fontes de água viva" (Apoc. 7:17). "Naquele dia” [dia da Segunda Vinda do Senhor] louvaremos ao Senhor (v. 4a) expressando as palavras de Apoc. 7:12: "ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre" (NVI). As profecias indicam que toda língua confessará que Cristo é o Senhor (Rom. 14:11).

O Senhor é digno de ser louvado através de cânticos “pois ele tem feito coisas gloriosas” (v. 5a), como a criação, a salvação, a recriação, que devem ser "conhecidas em todo o mundo” (v. 5b).

Esta cena de Isaías não está ligada ao Israel físico em nenhum momento de sua história passada, presente ou futura. Ela acontece na eternidade, após o fim da História: “Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel." (v. 6 NVI).

Sião é a Sião celestial, a Nova Jerusalém Celestial, onde os santos serão protegidos pela presença de Deus que será para eles um “Castelo Forte”. O Messias Guerreiro sairá desta Sião para lutar contra o mal na batalha para sua erradicação definitiva, no Dia do Senhor.

O Salmo 46 expressa o júbilo com o qual os santos exaltarão ao Messias Guerreiro quando este tiver obtido a vitória contra Satanás. Expressões como "o Senhor dos Exércitos está conosco", (encontrado no relato paralelo do Salmo 46:11a) e "grande é o Santo de Israel" (12:6b) farão parte das exclamações dos redimidos.

Querido Deus,
Permita-nos participar das festividades de exaltação a Jesus. Queremos vê-Lo entrar pelas portas de Sião, como o Messias Guerreiro, e cantar a plenos pulmões: "Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre" (Salmo 46:7,9). Amém.

Koot van Wyk
Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 12 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Salmo 49

Comentário devocional:

Este Salmo parece pertencer ao livro de Eclesiastes ou Provérbios. De fato, o verso 4 diz: "Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma. (NVI).

A vida é realmente um enigma e requer sabedoria inspirada para entender o que está acontecendo. Se somos surdos à sabedoria, seremos apanhados pela publicidade e propaganda superficial , tais como: a beleza está em um pote de cosmético, a felicidade se mede pelo dinheiro que você tem ou a segurança está uma boa conta financeira [no original: “beauty in a bottle; happiness in your pocket; security of your finances”]. 

Este é o evangelho dos deuses deste mundo, deuses de ouro, ferro e madeira. Os sistemas de valores da nossa sociedade nos levam a definir sucesso em termos materialistas.

Somos lembrados neste Salmo que o rico vai perecer. Sua riqueza não comprará favores ou acomodações para além desta vida. "Não se aborreça quando alguém se enriquece e aumenta o luxo de sua casa; pois nada levará consigo quando morrer; não descerá [à sepultura] com ele o seu esplendor" (v. 16,17 NVI). Nos tempos antigos, as pessoas abasteciam seu túmulos com bens terrenos para tornar a pós-vida mais confortável. Mas os únicos que se beneficiaram disso foram os ladrões de túmulos.

Em relação à vida futura, os versos 7-9 nos dizem: "Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição" (NVI).

Um resgate é muitas vezes exigido por um sequestrador para a libertação da vítima. Que valor atribuímos à vida de um ser humano, especialmente alguém a quem amamos? São milhões de dólares demais ou muito pouco? O versículo 8 declara que o resgate de uma vida é caro, nenhum pagamento é suficiente. E quando se trata da vida eterna, como poderíamos dar a Deus um pagamento adequado para o nosso resgate? Só por um ato de Deus uma vida humana pode ser resgatada. "Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura, e me levará para Si" (v.15 NVI).

Será que algum dia compreenderemos o quanto custa nos redimir da sepultura? "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6:23). Qual foi o preço de etiqueta deste presente? O que custou a Deus para que Seu Filho se tornasse um ser humano, se vinculasse para sempre a esta raça humana, e ao final, se submetesse a abuso degradante e uma morte horrível? Poderíamos penetrar as nuvens escuras que envolveram o Calvário e compreender a imensidão daquela hora? Acima de tudo, como Deus poderia suportar a agonia infinita de ver Seu Filho receber o impacto final do nosso pecado e rebelião?

O próprio Deus pagou pela nossa redenção. Qualquer coisa que ofereçamos como pagamento não poderia contribuir em nada para a nossa redenção.

A expressão "Deus amou o mundo de tal maneira" abre uma dimensão totalmente nova de existência para nós. A poderosa atração da sepultura é interceptada por Sua promessa de que “todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Garth Bainbridge
Pastor Ministerial
Sydney, Austrália


Traduzido por JAQ/JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/49 

Texto bíblico: Salmo 49