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terça-feira, 14 de abril de 2015

Gálatas 2

Comentário devocional:

Ninguém em seu perfeito juízo tentaria tratar um paciente que sofre de doença cardíaca dizendo que ele simplesmente deveria melhorar sua higiene pessoal. No entanto, isso é similar ao que fazemos muitas vezes na igreja ao abordar a questão da doença espiritual do coração - o pecado. Essa é a questão que Paulo aborda de uma forma magistral em Gálatas 2, ao continuar a defesa da sua vocação apostólica e a mensagem do evangelho que ele proclamava.

Como vimos ontem, algumas pessoas na igreja primitiva insistiam que todos os homens gentios convertidos deveriam submeter-se à circuncisão se quisessem se tornar cristãos (Atos 15:1). Do ponto de vista destas pessoas, elas não estavam pedindo muito desses novos convertidos. Claro, isso envolveria uma inconveniência momentânea, mas realmente era uma solicitação pequena. Entretanto esse era exatamente o problema. Ao insistir sobre a circuncisão como um requisito para a salvação, eles haviam minimizado a extensão do problema do pecado a um pequeno procedimento cirúrgico, nada mais!

Paulo lembra aos Gálatas que o nosso problema requer uma intervenção muito maior. Ao invés de apenas alguns pequenos ajustes, precisamos de toda uma nova identidade, algo que nunca podemos fazer por nós mesmos. É, no entanto, exatamente o que Deus nos oferece em Cristo. Paulo chama esta solução radical de justificação pela fé - o ato divino onde Deus considera a vida perfeita de Cristo como se fosse a nossa (cf. Gl 2:16; Rm 3:21-30). Se houvesse algo que pudéssemos fazer para ganhar ou contribuir para a nossa salvação, então, como diz Paulo, Cristo não precisaria ter morrido (v. 21).

Que possamos reconhecer hoje essa gloriosa verdade do que Deus fez por nós em Cristo, e proclamar com o apóstolo Paulo: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gal 2:20, NVI).

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/2/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 2

Comentários em áudio 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Romanos 6 - Comentários de Bíblias de Estudo

6.1 - 8.39 Em 3.21 - 5.21 Paulo explica como Deus tem provido a nossa redenção e justificação. E em seguida, explica a doutrina da santificação - o processo mediante o qual os crentes crescem e chegam à maturidade em Cristo. Trata do assunto em três partes: 1) libertação em relação à tirania (cap. 6), 2) libertação quanto á condenação da lei (cap. 7) e 3) vida no poder do Espírito Santo (cap. 8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

1, 2 Se Deus ama perdoar, por que não lhe dar mais para perdoar? Se o perdão é garantido, temos a liberdade de pecar o quanto quisermos? A enérgica resposta de Paulo é: "De modo nenhum!" Tal atitude - decidir pecar no futuro para tirar vantagem da benignidade de Deus - mostra uma pessoa que não entende a seriedade do pecado. O perdão divino não diminui a seriedade do pecado; a morte de Seu Filho pelo pecado mostra-nos a terrível seriedade do pecado. Jesus pagou com Sua vida para que pudéssemos ser perdoados. A disponibilidade da graça de Deus não deve se tornar um desculpa para um viver descuidado e frouxidão moral. Life Application Study Bible.

1 Continuaremos pecando para que a graça aumente? A pergunta surgiu do que Paulo acabara de dizer em 5.20: "Onde aumentou o pecado, transbordou a graça". Tal pergunta expressa um conceito antinômico (contrário à lei). Bíblia de Estudo NVI Vida.

1-4 Na igreja dos dias de Paulo [assim como na igreja adventista, hoje], a forma usual de batismo era por imersão - isto é, os novos cristãos eram completamente "enterrados" na água. Esta forma de batismo simbolizava a morte e sepultamento do velho modo de vida. Sair da água simbolizava a ressurreição para uma nova vida em Cristo. Se pensarmos em nossa vida de pecado como morta e enterrada, teremos um motivo poderoso para resistir ao pecado. Podemos conscientemente escolher tratar os desejos e tentações da velha natureza como se elas estivessem mortos. Então podemos continuar a desfrutar nossa maravilhosa nova vida com Jesus (ver Gl 3:27 e Cl 2:12 e 3:1-4 para mais a respeito deste conceito). Life Application Study Bible.

5ss Podemos desfrutar nossa nova vida em Cristo porque somos unidos com Ele em Sua morte e ressurreição. Life Application Study Bible.

3-4 Através do batismo o crente se identifica com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus (Cl 2:12-13) e se torna membro do Seu corpo (1Co 12:13). Como o sepultamento, o batismo marca o fim de um antigo modo de vida. Andrews Study Bible.

4 mediante a glória do Pai. pelo poder de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 o nosso velho homem. Nosso eu não regenerado; o que éramos antigamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

corpo do pecado. O eu no seu estado pré cristão, dominado pelo pecado. Trata-se de uma expressão figurada em que nosso velho eu é personificado. É um "corpo" que pode ser morto. Para o crente, esse velho eu tem sido "deixado sem poder" ... de modo que já não possa nos escravizar ao pecado - embora talvez queira ainda fazer valer alguns restos de vitalidade ao agonizar. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus não nos retira deste mundo ou nos torna robôs - nós ainda sentiremos desejo de pecar e algumas vezes pecaremos. A diferença é que antes de sermos salvos nós éramos escravos de nossa natureza pecaminosa, mas agora escolhemos viver por Cristo (ver Gl 2:20). Life Application Study Bible.

7 morreu. O crente morreu com Cristo para o poder dominante do pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Assim como a ressurreição seguia a morte na experiência de Cristo, assim também o crente que morrer em Cristo é ressuscitado a uma nova qualidade de vida moral aqui e agora. A ressurreição no sentido de um novo nascimento já é um fato e se faz valer cada vez mais na vida do crente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Por conta da morte e ressurreição de Cristo, seus seguidores não precisam jamais temer a morte. Esta certeza nos permite desfrutar comunhão com outros e fazer a Sua vontade. isto afetará todas as nossas atividades - trabalho e adoração, diversão, estudo da Bíblia, tempo de descanso e em cuidado de outros. Quando você sabe que não tem mais que temer a morte, você experimentará um novo vigor na vida. Life Application Study Bible.

14 não estais debaixo da lei. Não debaixo da lei como meio de salvação. A lei revela o pecado (3:20), mas não perdoa ou ajuda a superá-lo. O sistema do santuário revelado na lei (Torah) não possuía poder para libertar pessoas do pecado. Ver Hb 9:1-10. Andrews Study Bible.

15-23 Este trecho faz uma comparação entre a redenção e o mercado de escravos tão vulgar nos tempos do NT. O escravo está sob a obrigação de servir o seu mestre até a morte. Uma vez morto, o dono não consegue mandar mais nele. É igual com o cristão.
O seu velho dono, o pecado, não tem mais direito sobre ele uma vez que já morreu com Cristo (vv 3, 4). Bíblia Shedd.

15 Quando estávamos sob a lei, o pecado era nosso mestre - a lei não nos justificava ou nos ajudava a vencer o pecado. Mas agora que estamos ligados a Cristo, Ele é o nosso mestre e Ele nos dá poder para fazer o bem ao invés do mal. Life Application Study Bible.

16 O contraste entre o pecado e a obediência leva a supor que o pecado, pela própria natureza, significa desobediência para com Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 obedecer de coração. A obediência cristã não é forçada nem legalista, mas de boa vontade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A "forma de doutrina" entregue a eles são as Boas Novas que Jesus morreu por seus pecados e ressuscitou para lhes dar vida. Life Application Study Bible.

19-22 É impossível ser neutro. Toda pessoa tem um mestre - ou Deus ou o pecado. Um cristão não é alguém que não pode pecar, mas alguém que não é mais um escravo do pecado. Ele pertence a Deus. Life Application Study Bible.

19 santidade. Ser servo de Deus produz a santidade, e o fim do processo é a vida eterna... Não existe vida eterna sem santidade (ver Hb 12.14). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 fruto para a santificação. É o tema dos cap. 6-8. Se um homem não está sendo santificado, não há razão para se pensar que tenha sido justificado. Bíblia Shedd.

23 Aqui dois tipos de servidão são contrapostos. Um deles traz a morte com o salário; o outro resulta na vida eterna, não como salário imerecido por trabalho, mas como dádiva de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Você é livre para escolher entre dois mestres, mas você não é livre para alterar as consequências de sua escolha. Qualquer um dos dois mestres pagará do seu modo. A moeda do pecado é a morte. Isto é o que você pode esperar da vida sem Deus. A moeda de Cristo é a vida eterna - nova vida com Deus que começa na terra e continua para sempre com Deus. Qual a sua escolha? Life Application Study Bible.

A vida eterna é um presente [dom] gratuito de Deus. Se é um presente, então não é algo que se possa comprar, nem algo para o qual tenhamos que dar uma retribuição. Considere a tolice de alguém que recebe um presente e então se oferece para pagá-lo. Um presente não pode ser comprado por quem o recebeu.. Uma resposta mais apropriada a um amado que oferece um presente é a aceitação agradecida. Nossa salvação é um presente de Deus, não algo que possamos produzir (Ef 2:8, 9). Ele nos salvou por causa de Sua misericórdia, não por causa de algo bom que tenhamos feito (Tt 3:5). Com quanto maior gratidão deveríamos aceitar o presente que Deus nos tem dá gratuitamente. Life Application Study Bible.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Zacarias 13

Comentário devocional

"Naquele dia uma fonte jorrará para os descendentes de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para purificá-los do pecado e da impureza." (v. 1 NVI). Que visão cheia de graça e encorajamento! 

O capítulo 13 é uma continuação do capítulo anterior. Lá, em 12:10, encontramos a profecia sobre o Messias ser perfurado por arma [heb. daqar, ou traspassado, que é uma expressão do NT]. Portanto, neste capítulo a expressão "Naquele dia" em 13:1 refere-se ao dia em que o Messias seria crucificado, não o "dia" do fim dos tempos. Quando o Messias morre como sacrifício de Deus e as pessoas lamentam e choram pela Sua morte, a fonte que purifica do pecado é aberta. 

Nos versos 2 a 4 o Senhor dos Exércitos promete que os ídolos e os falsos profetas, assim como o espírito imundo que a tantos tem extraviado, serão, por fim, cortados da terra. Sim, Senhor, temos aguardado muito por esse dia!

Os versos 5-6 falam da vinda do Redentor. Ele é mencionando como um agricultor servo desde a Sua juventude e, em seguida, descreve o Seu sofrimento. Ele será ferido entre Seus braços, ou seja, em Suas costas. Nos Evangelhos (Mt 27:26; Mc 14:65; 15:15; Lc 22:63; Jo 19:1,18), nos é dito como Ele foi açoitado, ridicularizado e estapeado. O versículo 6 foi citado por Ellen G. White, juntamente com alguns versos de Isaías 53, para descrever a morte de Cristo como o Servo de Deus (Atos dos Apóstolos, 226 [126], cap. 22, §17º). 

Tudo isso aconteceu quando Ele visitava a casa de Seus amigos, a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém, que representam a raça humana. Como previsto no verso 7 e anunciado pelo próprio Jesus ao citar esta passagem em Mt 26:31, quando Jesus, o pastor, foi ferido, todo o rebanho de Seus discípulos se dispersou e fugiu.

Ele veio para fazer jorrar a fonte purificadora para o pecado e a rebelião da humanidade. Mas seus ouvintes estavam tão cegos por causa de sua maldade e cobiça, que o puseram à morte. Aqueles que eram encarregados pelo serviço do Templo e que por direito de nascimento eram os líderes do sistema religioso da época agiram como inimigos de Seu Senhor. 

Cuidemos para não usar os privilégios que temos para nossa própria autopromoção. Tudo o que temos deve ser consagrado para exaltar o Senhor que nos criou e salvou. 

É incrível ver que a maior parte das Escrituras foi escrita mais para nós, que vivemos no tempo do fim, do que para qualquer outra pessoa na história, até mais do que a audiência pública direta dos profetas. A última parte deste capítulo evidencia isso (v. 8, 9). O Senhor permitirá que o remanescente sofra provações e dificuldades, o suficiente para que desistam de seu mundanismo pecaminoso e desejo de auto-exaltação. Então eles invocarão o nome de Cristo e ansiarão pelo poder purificador de Seu sacrifício. Neste momento passaremos a ser o Seu povo e Ele será o nosso Deus. Quando isso acontecer, nós alegremente diremos: "O Senhor é o meu Deus!" (v. 9 NVI).

Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook 
Coréia do Sul



http://reavivadosporsuapalavra.org/

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/13/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Zacarias 13 

Comentário em áudio 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Jeremias 13

Comentário devocional:

Quando eu tinha cerca de 9 anos de idade, decidi um dia confrontar o pecado. Eu estava cansado de ser apanhado fazendo alguma coisa errada. Eu não gostava de ser disciplinado e me sentia mal por ter que pedir perdão. Então resolvi não pecar por 24 horas.

O dia começou muito bem. Pela primeira vez eu não demonstrei irritação quando meu pai me acordou para o desjejum. Eu comi sem reclamar o meu mingau de aveia. Mas a irmã mais nova não me ajudou no processo quando começou a me provocar à mesa. Mas eu rapidamente a coloquei no seu lugar,  dizendo: "Não importa o que você faça, sua intenção não vai funcionar. Eu não vou pecar hoje."

Dois minutos depois, minha irmã, com lágrimas escorrendo pelo rosto, correu até mamãe: "Mamãe, mamãe! Andy me bateu!" Aconteceu que, logo que eu revelei o meu plano de não pecar para minha irmã, um brilho apareceu nos seus olhos e ela passou a me provocar mais intensamente. Eu permaneci forte e controlado até o momento em que ela caminhou ao redor da mesa e gentilmente me cutucou com seu dedo irritante. O contato físico disparou uma reação que me fez bater nela com meu pequeno punho.

Uma surra inevitavelmente se seguiu. Mas a dor física doeu menos do que a decepção comigo mesmo quando eu e minha mãe nos ajoelhamos para pedir a Deus que me perdoasse. Eu não tinha conseguido ficar sem pecar nem mesmo até o desjejum terminar. Por quê?

Jeremias nos dá a resposta: "Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês, que estão acostumados a praticar o mal" (Jer 13:23, NVI).

Nascidos com uma inclinação natural para o pecado, para nós é tão impossível fazer o bem quanto o é para um etíope mudar a cor de sua pele ou o leopardo perder as suas manchas. Mas o mesmo Deus que criou o etíope e o leopardo também me fez e Ele pode mudar o meu coração pecaminoso. "Existe alguma coisa impossível para o Senhor?", O Senhor perguntou a Abraão em Gênesis 18:14 (NVI). Claro que não! "Nada é impossível para Deus" (Lucas 1:37 NVI).

Oração: "Querido Deus, eu reconheço que possuo uma inclinação natural que me leva a pecar. É por isso que eu preciso tanto, hoje, de Ti. Mude o meu coração para que ele seja como o Teu e alinha a minha vontade à Tua. Eu quero pensar e fazer somente o bem. Amém".

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/13/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 13

domingo, 4 de maio de 2014

Jeremias 3

Comentário devocional:

Como alguém consegue parar de pecar? Essa é uma pergunta que as pessoas tem feito há séculos. Passou a ser também a minha dúvida, levando-me quase ao desespero, logo depois que eu comecei a buscar sinceramente a vontade de Deus para a minha vida. Nesta busca comecei a escrever um diário de oração.

A história de George Mueller, um evangelista do século 19 que escrevia regularmente um diário de oração, atraiu minha atenção. Ele escrevia em um caderno a data em que fazia um pedido em oração e então anotava a data em que a sua oração era respondida. Este sistema simples permitiu-lhe documentar centenas de respostas à oração.

No começo eu me senti desconfortável em escrever à mão as minhas súplicas. Minha primeira oração foi muito  simples: "Querido Deus, obrigado por este dia. Obrigado pela vida. Por favor, perdoe meus pecados. Por favor, salve meus pais, minha irmã e meus outros parentes. Ajuda-me a honrar-Te hoje. Amém".

No dia seguinte, e nos próximos, eu me assentei para escrever a minha oração e escrevi exatamente as mesmas palavras. No quarto dia, eu comecei a pensar que aquela situação estava ficando ridícula. Eu estava pedindo pelas mesmas coisas todos os dias! Eu estava ficando entediado e me perguntava se Deus não estava sentindo o mesmo por conta de minhas repetições. 

Então eu transformei o diário de oração em um diário onde eu compartilhava meus pensamentos mais profundos e também os meus pecados com Deus. Foi então que a angústia tomou conta de mim.

Uma década de vida egoísta tinha me deixado com uma mente espiritual mal disciplinada que oferecia fácil acesso à tentação. Ao longo das semanas, notei um padrão no meu diário de oração: Se eu tivesse cometido um pecado particular, ainda que pequeno, eu me arrependia de tê-lo cometido e pedia a ajuda de Deus para não cometê-lo novamente; mas eu acabava escrevendo que eu tinha cometido o mesmo pecado novamente! Minhas preces foram se tornando novamente repetitivas, e o mais triste para mim é que eu estava repetindo os mesmos pecados.

Finalmente, interrompi o meu diário de oração. Eu não podia suportar a dor de escrever sobre minha infidelidade vez após vez. Mas eu estava errado - nenhum de nós deve nunca desistir de lutar contra o pecado. Deus nos assegura que não precisamos ficar repetindo os mesmos pecados egoístas. Ele diz: “Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei da sua rebeldia” (v. 22 NVI). Esse não é somente um convite, é uma promessa!

"Querido Deus, por vezes, parece que eu não consigo sair da terrível situação de cometer o mesmo pecado vez após vez. Mas hoje eu me volto para Ti e me agarro à Tua promessa de me curar da minha apostasia. Voltarei a estudar a Bíblia e orar diariamente. Não vou desistir. Cura-me. Amém."

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia



http://reavivadosporsuapalavra.org/

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 3 

domingo, 2 de março de 2014

Isaías 6

Comentário devocional:

O rei Uzias tornou-se orgulhoso de suas realizações e confiante de que não precisava prestar contas a ninguém. Um dia ele entrou presunçosamente no Templo e realizou o ministério atribuído exclusivamente aos sacerdotes. Quando repreendido pelos sacerdotes, o rei ficou furioso. Imediatamente foi atingido com lepra (II Cr. 26:16-21).

Em contraste com o rei Uzias, vemos o profeta Isaías em pé, à sombra do pórtico do Templo, sentindo-se indigno de entrar. Como ele poderia ter certeza de que Deus o estava chamando para reprender os líderes orgulhosos, obstinados e presunçosos como o rei? Tal ousadia era perigosa. Enquanto esses pensamentos giravam em sua cabeça, Isaías é levado em visão e lhe parece que as paredes do templo são levantadas. Mas, o que ele vê é mais do que o lugar Santíssimo do templo terrestre. Ele contempla a sala do trono do céu, onde o Rei dos reis está rodeado por coros de seres celestiais que cantam "Santo, Santo, Santo!" (v.3 ARA e NVI).

Condenado por sua própria indignidade e pela iniquidade de seu povo, Isaías grita "Ai de mim! Estou perdido!" Ele se pergunta como poderia sobreviver depois de ver o Rei do universo, o "Senhor dos Exércitos" (v.5 NVI). Então um anjo traz uma brasa do altar e Isaías recebe a certeza de que seu pecado é perdoado. Ele ouve então a pergunta: "Quem irá?" E a sua resposta é: "Eis-me aqui, envia-me!" (v.8 NVI).

Durante os 60 anos de ministério de Isaías, sempre quando enfrentava oposição, provações e perseguições, tudo que ele precisava se lembrar era desta visão. Ele tinha visto o Rei celestial!

Nós também um dia O veremos face a face; mas agora O vemos somente pela fé.

Com certeza houve momentos em que você, assim como Isaías, também já se sentiu indigno. Você já se sentiu um fracasso tentando ganhar almas ou na criação dos filhos, em aconselhamento matrimonial e mediador de conflitos...? Então, através de milhões de maneiras que só Deus tem, a Bíblia promete uma palavra de encorajamento ou, quem sabe algum ato de bondade foi feito a você encorajando-o a dizer: "Eis-me aqui, envia-me!"? 

Perdoa e reaviva-nos, Senhor, para que os outros nos vejam como incentivadores, graciosamente pacientes, amantes de Jesus, que agradecidamente guardam os Teus mandamentos. Somente Tu és digno. Pela fé, nossos olhos estão fixos em Ti, nosso Rei que breve retornará. Amém.

Pr. Lloyd e Sheila Schomburg
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/6/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Isaías 6 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Salmo 51

Comentário devocional:

Ao contrário do dez salmos anteriores, os salmos 51 a 63 são todos atribuídos a Davi. Além disso, eles são muito pessoais, referem-se a eventos específicos da vida de Davi. O salmo 51 é uma oração de confissão sobre seus pecados no caso de Bate-Seba. Seu lamento, brotado do fundo do coração, é tão atemporal e universal quanto a nossa condição humana; cada palavra reflete nossa busca pelo perdão e restauração plenos. 

O sistema sacrifical do Velho Testamento fazia provisão de expiação para todos os pecados, exceto dois: estupro (ou incesto) e assassinato. Ambos os crimes roubam a vida de uma pessoa, de uma forma ou de outra. Então para estes crimes nenhum sacrifício de animal era aceito. A pessoa deveria ser morta.

Deus havia estabelecido uma legislação que apontava o caminho para o perdão e a restauração. Entretanto, ao pecar contra Bate-Seba e seu marido Urias, Davi colocou-se numa situação para a qual esta legislação não oferecia uma solução. Assim, ele se lança sobre a misericórdia, graça e bondade de Deus. Na oração de Davi não se vê nenhuma pitada de auto- justificação, ele apenas suplica pela graça de Deus: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade, de acordo com Teu amor infalível; de acordo com tua grande compaixão apaga minhas transgressões." Ele não minimiza seu pecado, mas exalta seu Salvador.

O amor infalível de Deus – Seu hesed - é o amor da Aliança, o amor que nunca cessa e nunca desiste de nós, seus filhos. "Pode uma mãe esquecer o bebê em seu peito e não ter compaixão do filho que gerou? Ainda que ela se esquecesse, eu não te esquecerei!" (Is 49:15).

Algumas palavras significativas marcam o processo de arrependimento e cura: Do lado do resgate do processo: "apagar..., lavar..., limpar". E do lado da recuperação:  "criar..., renovar..., restaurar..., sustentar." Davi suplica por perdão e renovação, para ser definido como justo tanto perante Deus quanto perante si mesmo.

Davi não tem nada a trazer para Deus a não ser seu coração quebrado, o qual ele acredita que o Senhor não desprezará. Deus não quer que pensemos que podemos comprar Seu favor com algum tipo de oferta de paz; tudo o que Ele quer é que levemos nosso quebrantamento a Ele para cura e renovação. Então teremos uma história a contar que converterá pecadores a Ele e elevará louvores ao misericordioso  Senhor.

Garth Bainbridge
Austrália
Traduzido por JAQ/JDS


Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/51/
Texto bíblico: Salmo 51