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sábado, 28 de março de 2015

I Coríntios 14

Comentário devocional:

Paulo volta a falar sobre "os dons espirituais, principalmente o dom de profecia" (v 1 NVI). "Quem profetiza o faz para edificação, encorajamento e consolação dos homens." (v 3 NVI). Assim, o dom de profecia "edifica a igreja." Este dom é tão significativo que Paulo reconhece a sua prioridade entre os demais dons. 

Como adventistas do sétimo dia, acreditamos na continuidade de todos os dons espirituais, incluindo o dom da profecia. Acreditamos que, em dezembro 1844, Deus designou outro mensageiro profético, assim como Deus operou em muitos outros pontos críticos ao longo da história da salvação. Deus revelou a Ellen Harmon (mais tarde White) uma mensagem de encorajamento através de uma revelação divina. Os crentes estavam desencorajados após o não retorno de Jesus em 22 de outubro de 1844. Assim, Deus usou uma jovem mulher para incentivar e "edificar" o povo de Deus. O tema de sua primeira visão acabou se tornando o tema principal de todo o seu ministério profético: o caminho de Deus é um caminho estreito, que conduz a Jesus. Mais uma vez o dom profético contribuiu para edificar e ajudar a igreja de Deus. Para aqueles que acreditam na importância de todos os dons espirituais, não deveria ser surpresa a escolha divina de um mensageiro profético para ajudar o povo de Deus do tempo do fim a se concentrar em Jesus.

Em seguida, Paulo discorre sobre o falar em "línguas" (idiomas) e a necessidade de serem interpretadas (vv 6-25). Ele destaca, mais uma vez, que todos os dons espirituais, incluindo o dom de "línguas", devem levar à "edificação da igreja" (v 12). O dom de línguas vem junto com o dom de interpretação e compreensão (vv 13, 15). Na verdade, a palavra-chave deste capítulo, estreitamente associada com "línguas" é "entendimento". Tal entendimento conduz à maturidade cristã (v 20).

Ao comparar e contrastar estes dois dons espirituais (profecia e línguas), Paulo observa que o dom de falar em línguas diferentes é "um sinal para os descrentes" mas o dom de profetizar "é para os que crêem" (v 22 NVI). Independentemente do dom, a ordem na igreja deve ser mantida para que os incrédulos não acusem os crentes de estarem "loucos" (v 23 NVI). Todos os dons espirituais devem levar à "edificação" (v 26) e cada orador deve ter a sua vez de falar para que haja ordem na reunião (vv 27-28).

Paulo conclui afirmando que as revelações trazidas pelo dom de profecia devem estar em harmonia com as orientações proféticas prévias (vv 32-33). Ou seja, devemos julgar toda nova revelação pelas verdades encontradas na Palavra de Deus. Para nós, isto significa que a Escritura é a nossa autoridade final.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/14/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: I Coríntios 14 


Comentários em áudio


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Daniel 7

Comentário devocional:

Neste capítulo, Daniel muda de história para profecia. Os últimos sete capítulos de Daniel contêm vários sonhos e visões vindos de Deus.

Em Daniel 7, retorna-se para antes dos eventos de Daniel 5, ao tempo em que Belsazar ainda era o regente. Nestes dias, Daniel viu um sonho que repetiu o padrão do sonho da estátua do cap. 2, porém com detalhes adicionais.

Neste sonho, Daniel viu vários animais saindo sucessivamente de um grande mar [os povos da Terra] agitado por ventos [agitações populares, guerras] que vinham de todas as direções (vv. 1-3). Os animais se assemelhavam com um leão alado, um urso, um leopardo, e um animal com dez chifres, de aparência terrível, que não se parecia com nenhum outro animal conhecido (vv. 4-7). Enquanto Daniel estava ainda espantado com a aparência do quarto animal terrível com seus chifres, um pequeno chifre "surgiu entre eles" e três chifres foram arrancados (v. 8).

Após os quatro animais subirem do mar, Daniel viu muitos tronos serem colocados e num deles, envolto por fogo, se assentou um "Ancião", o próprio Deus (v. 9). Milhões serviam o Ancião em uma atividade de julgamento, enquanto cada animal recebia um tempo de vida (v. 10, 12). Daniel reconheceu ali que Deus é Quem levanta e derruba impérios. Ele permite que alguns continuem por determinado tempo e faz com que outros desapareçam. A autoridade dos reinos é concedida ou retirada no céu.

A sucessão dos reinos nos ensina que o leão alado era Babilônia, personificada por Nabucodonosor. O urso era o império combinado dos medos e persas, que se levantou sobre o lado mais forte, os persas. O leopardo simbolizava, em sua rapidez, o império grecomacedônico de Alexandre.

O quarto animal com dez chifres era tão estranho e temível que chamou sobremodo a atenção de Daniel. Após o surgimento e crescimento do chifre que falava arrogantemente blasfêmias contra Deus, este animal foi julgado, morto e destruído no fogo. Este animal representava o império romano, incluindo o Sacro Império Romano, que o sucedeu.
Recebeu Daniel, ainda, a informação que os dez reis eram dez reinos, que o poder representado pelo chifre pequeno falaria contra o Altíssimo, mudaria os tempos e as leis e oprimiria os santos por “um tempo, tempos e metade de um tempo”, frase que foi preservada num dos pergaminhos com o livro de Daniel, que faziam parte dos manuscritos do mar Morto, nas cavernas de Qumram. 

Como a palavra traduzida por “tempo” também podia significar “ano”, temos “ano, “anos” e “meio ano”, ou seja, três anos e meio. Se considerarmos, ainda, que o ano judeu tinha aproximadamente 360 dias, chegamos à cifra de 1260 dias (360 dias x 3,5 anos).

Se aplicarmos o princípio de interpretação profética de que um dia profético significa um ano literal (Nm 14:33, 34; Ez 4:4-7 ) chegamos ao período de 1260 anos da perseguição movida por Roma, contra os cristãos em geral, que começou em 538 dC, sob o imperador romano Justiniano e contra os cristãos que não se submeteram às doutrinas humanas impostas por Roma eclesiástica, que se seguiu. O período dos 1260 anos mostrado ao profeta Daniel é o mesmo que foi mostrado a João em Apocalipse 12:6.

Agitado e aterrorizado com tudo que vira: a sucessão de reinos, o chifre blasfemo, justos sendo mortos, juízo investigativo divino e juízo executivo, Daniel pergunta o significado de tudo que vira (v. 16) e recebe a informação:  os reinos passariam, mas os justos, que sofreram de modo destacado sob o poder do quarto animal/reino, ao final “receberão o reino e o possuirão para sempre” (v. 18 NVI). 

Esta visão dada a Daniel fornece segurança e esperança a todos nós que seguimos a Deus. Nosso Senhor tem a história em suas mãos e determinou que o reino eterno será dado aos santos do Altíssimo (v. 27).

Querido Deus,
Conforta-nos saber que controlas e conduzes não só as nações, mas também as nossas vidas. Conduz-nos ao destino que reservas aos que Te amam: uma vida plena e abençoada aqui neste mundo e uma vida eterna conTigo. 

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 7 

Palestra Daniel 7

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ezequiel 42

Comentário devocional:

Ezequiel continua a descrever detalhes acerca do templo, seus edifícios e serviços. 

O capítulo 42 trata especificamente de duas questões. Em primeiro lugar, fala acerca dos aposentos para os sacerdotes, (versos 1 a 14) e, em seguida, indica as dimensões dos muros exteriores (versos 15-20). Os sacerdotes eram essenciais para os serviços do templo e em Levítico foram dadas normas rígidas sobre a maneira como eles deveriam exercer suas funções e manter a santidade. Santidade significa separação das coisas comuns - tanto no comportamento quanto no vestuário.

Em Ezequiel, é repetido o convite para que os sacerdotes sejam santos. É interessante que o principal exemplo dado por Ezequiel diz respeito às vestes do sacerdote. Após deixarem o lugar santo e se dirigirem para a área comum os sacerdotes deveriam retirar suas vestes sacerdotais e colocar suas roupas de uso diário. Embora os detalhes do comportamento sacerdotal não devam necessariamente ser seguidos hoje, podemos concluir tirar disso que o respeito, a reverência e o senso do sagrado não devem ser perdidos. 

Deus é muito especial e deseja ser honrado em tudo que fazemos, mesmo através das roupas que usamos. Os crentes em Cristo são todos sacerdotes e também precisam ser santos (I Pedro 2:5,9).

As dimensões das paredes exteriores, que formam um quadrado com 500 côvados ou aprox. 250 metros de cada lado, nos levam a refletir sobre tamanho, simetria e equilíbrio. O templo com seu grande complexo é impressionante em sua aparência. É um projeto que incentiva os adoradores a refletirem sobre a grandeza e a santidade do Deus do universo, que está prestes a manifestar a Sua presença ali.

A descrição do futuro templo nos dá uma pequena idéia do quanto o nosso Deus valoriza a ordem e a atenção aos detalhes. Tudo o que Deus faz, Ele faz bem. Que exemplo para nós!

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/42/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 42 

Comentário em áudio



Comentários selecionados:

1 átrio exterior. Os v. 1 a 14 descrevem as câmaras para os sacerdotes, ao norte e ao sul do templo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 796.

2 cem côvados. Cerca de 50 metros. Segundo a LXX, esta é a medida do comprimento do edifício [das câmaras]. O comprimento é igual ao do edifício do templo (Ez 41:13). Aparentemente as câmaras estavam diretamente ao norte e ao sul do templo, e entre elas e o templo havia a área separada. CBASD, vol. 4, p. 796.

13 As câmaras destes dois lados tem seu uso definido; nunca mais as pessoas consagradas, nem as coisas dedicadas, teriam a possibilidade de se confundir com as coisas do mundo. Bíblia Shedd.

14 porão ali as vestiduras. As câmaras santas serviam como vestiários para os sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 797.

15 Acabando ele de medir o templo interior. O termo [templo interior] aqui se refere à área do templo, presumivelmente a tudo o que tinha sido medido até então. Ezequiel volta à porta leste exterior, onde a inspeção havia começado (Ez 40:6). CBASD, vol. 4, p. 797.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ezequiel 41

Comentário devocional:

No capítulo 41, temos o início de uma descrição detalhada do templo e da cidade em torno dele, que se estende por vários capítulos. O capítulo 40 falou sobre os quatro portais que dão acesso ao pátio e diversas construções adjacentes, enquanto que neste capítulo Ezequiel fornece os planos e dimensões do próprio edifício do santuário.

Neste ponto, duas grandes questões parecem apropriadas: 1. Porque toda essa atenção aos detalhes da estrutura e suas dimensões? 2. Por que é tão importante para Ezequiel relatar todos esses detalhes ao longo de nove capítulos (40-48)? Será que os israelitas se interessariam por isso?

Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a descrição detalhada faz da promessa de restauração algo concreto, tangível e real. As pessoas poderiam ver que Deus tinha em mente algo muito especial. Os detalhes deixam claro que a restauração que Deus está trazendo é maior e melhor do que a estrutura que eles tinham antes. O templo com a presença da glória de Deus - o Shekinah - era o centro das atividades de Deus para Israel e cada detalhe era significativo para o povo.

A segunda pergunta é mais difícil de responder. Tendo em vista que a descrição dada aqui não parece ter sido literalmente cumprida, como devemos interpretar esses capítulos? Muitas respostas diferentes foram dadas. A que eu prefiro tem duas partes. Em primeiro lugar, Deus restaurou Israel na esperança de que isso levasse a renovação, renascimento espiritual e fidelidade a Deus. Mas Israel não respondeu como Deus desejava e esta visão baseada nesta esperança não se cumpriu literalmente.

Em segundo lugar, mesmo que Israel tenha falhado, estão incorporados nesta visão princípios e detalhes que fazem parte da restauração final do povo de Deus. Essa é a razão por que encontramos no livro de Apocalipse tantas citações e referências ao livro de Ezequiel. 

Isso é importante para nós, porque Deus executará Seu plano de estabelecer novos céus e uma nova terra com uma Nova Jerusalém, independentemente de quantos homens e mulheres respondam. Estejamos entre aqueles que respondem positivamente ao Seu grande amor por nós.

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/41/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 41 

Comentário em áudio 



Comentários selecionados:

1. ao templo. O termo designa aqui o lugar santo (ver 1Rs 6:17; 7:50). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 794.

pilares. Ficavam nos dois lados da entrada e tinham seis côvados (três metros) de espessura, como os muros (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 794.

3 penetrou. Quer dizer “entrou além” para o Santo dos Santos (4). O profeta não foi levado junto, compare v. 1. As medidas da entrada referem-se à entrada deste lugar sagrado. Bíblia Shedd.
O anjo entra sozinho no lugar santíssimo. CBASD, vol. 4, p. 794.

4 Santo dos Santos. Um quadrado perfeito de 20 côvados, da mesma medida que o do templo de Salomão (1Rs 6:20). CBASD, vol. 4, p. 794.
Os lugares Santo e Santo dos Santos tinham as mesmas dimensões internas do que a do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

5 paredes do templo. A espessura aqui dada (três metros) é a mesma que a do muro do átrio exterior (Ez 40:5). Essa espessura está de acordo com as grandes proporções da antiga arquitetura oriental. CBASD, vol. 4, p. 794.

8 pavimento elevado ao redor do templo. Isto é, o alicerce mais alto sobre o qual repousava o templo. Ao que parece, esta plataforma se estendia 2,5 m para além da parede externa das câmaras (v. 9, 11), formando um passeio do lado das câmaras. CBASD, vol. 4, p. 794, 795.

22 altar ... de madeira. Tanto o altar de incenso (ver 23:41) quanto a mesa para o Pão da Proposição (ver Êx 25:23, 30; Lev 24:6). O fato de que os outros itens da mobília não serem mencionados não é uma indicação de que estavam ausentes; a visão destaca coisas que, de certa maneira, são diferentes do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

25 palmeiras. Estas árvores sobrepujam as demais em longevidade, utilidade, altura, retidão, beleza, primando pelo seu poder de tirar alimento do deserto árido, e de alimentar em seu turno os viajantes e esgotados. É por isso que os dois enfeites tolerados no templo eram estes: os querubins que são a revelação da glória divina e as palmeiras que simbolizam o ser humano religioso, crescendo na luz da glória divina (2 Co 3.18), com raízes alimentadas pela Palavra de Deus (Sl 1.2-3), produzindo seu fruto pela comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Jo 15.1-11). Bíblia Shedd.

26 janelas de fasquias [NVI: janelas estreitas]. Ou, janelas com treliças fixas. CBASD, vol. 4, p. 795.

sábado, 28 de junho de 2014

Ezequiel 1

Comentário devocional:

O livro de Ezequiel nos traz novamente ao tempo de Judá (c. 593-571 aC), antes e depois da destruição de Jerusalém pelo exército babilônico sob o Rei Nabucodonosor. Assim como os profetas haviam predito, Deus permitiu que Judá fosse conquistado por causa de sua repetida idolatria. 

Era prática dos babilônicos, em suas incursões militares, levarem prisioneiros para a sua terra. Os jovens mais brilhantes eram levados para o exílio a fim de serem educados na ciência, filosofia e religião de seus conquistadores, para, em seguida, serem colocados em posições de liderança. 

O profeta Ezequiel encontra-se em território inimigo, na Babilônia. Ele fora levado para lá assim como Daniel e seus três amigos. Na Babilônia, Deus se revela a Ezequiel por meio de uma visão. 

A descrição da visão nos versículos 4-18 é incrível. É difícil imaginar a cena vista por Ezequiel. Os cineastas de hoje, mesmo com todos os modernos efeitos especiais cinematográficos disponíveis, teriam dificuldade para reproduzir o fogo, os querubins com múltiplas asas, e o trono de Deus com o próprio Senhor, assentado, em toda a Sua glória. 

Um fato merece ser destacado. Apesar de Judá ter sido conquistado e estar sendo oprimido, apesar de Ezequiel ser um cativo e residir em terra estrangeira, com outros exilados, Deus sabe exatamente onde ele está. Deus conhece exatamente as circunstâncias que Ezequiel está atravessando e aparece e fala com Ele! 

Você já se sentiu como residindo em território estrangeiro, onde a cultura que o envolve é contrária a sua caminhada com Cristo? Alguma vez você já sentiu como se estivesse vivendo em "território inimigo", perdido, sozinho ou esquecido? 

Quer você esteja sentindo-se isolado e sozinho, devido a circunstâncias alheias a sua vontade ou como resultado de suas próprias más escolhas, saiba de uma coisa: Você é filho de Deus e Ele não se esqueceu de você. Ele sabe exatamente onde você está e através de Sua Palavra e do Seu Espírito, Ele virá até você e falará ao seu coração e o manterá aquecido. Esta é uma notícia maravilhosa! Amém. 

Eric Bates 
Pastor na Conferência dos Estados do Golfo*
EUA


* Reúne os estados de Alabama, Mississipi e noroeste da Flórida


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/1/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 1 

Comentário em áudio 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Jeremias 27

Comentário devocional:

Os profetas não só deviam entregar suas mensagens verbalmente, mas, às vezes, eram desafiados a dramatizar suas mensagens. Jeremias 27 é uma profecia encenada que teve como propósito alertar as pessoas sobre o próximo período de cativeiro sob os babilônios.

Em nossos dias houve uma época em que a pregação chamava a atenção de todos em uma cidade. Hoje, isto já não acontece mais. Enquanto a pregação continua sendo o método principal, alguns encontraram formas criativas de apresentar a mensagem para chamar a atenção das pessoas.

Jeremias foi instruído por Deus : "Faça para você um jugo com cordas e madeira e ponha-o sobre o pescoço" (v. 2 NVI). Jeremias 27 está entre as passagens que apresentam Deus como Criador e Soberano Senhor sobre todas as nações. Deus está no comando. E agora Ele usa Babilônia para punir Judá. Esta não foi uma experiência agradável para Judá. Mas Babilônia, por sua vez, também seria julgada por Deus e dominada pelos medos e persas.

As nações do mundo atual pensam que controlam seus próprios destinos, mas Deus está no comando. Às vezes, Deus envia um alerta para que reconheçamos Sua soberania. O pecado tem causado a deterioração de nosso planeta. Às vezes, Deus tolera que as calamidades aconteçam para trazer as nações do mundo aos Seus joelhos. Em última análise, cada nação e cada indivíduo que vive neste planeta irá reconhecer que Deus está no comando.

A mensagem de Jeremias era que submeter-se ao julgamento de Deus reduziria o nível de sofrimento. E que a rebelião contra o juízo de Deus aumentaria o sofrimento. No verso 12 o rei Zedequias é admoestado: "Coloquem o pescoço sob o jugo do rei da Babilônia, sujeitem-se a ele e ao seu povo, e vocês viverão" (NVI). Através desta disciplina redentora Deus busca restaurar o Seu povo de volta a um relacionamento de aliança saudável com ele.

Há momentos em que temos que nos submeter, individual ou coletivamente, ao julgamento redentor de Deus. Isto pode acontecer através de uma pessoa ou igreja que Deus envia para nos confrontar. Precisamos nos submeter à disciplina de Deus para que assim possamos retornar a um relacionamento saudável com ele.

Os falsos profetas davam a falsa impressão de que estavam defendendo a causa de Deus dizendo, enganosamente, que os recipientes tirados da casa de Deus pelos babilônios seriam devolvidos em breve. Deus havia permitido que os babilônios retirassem esses itens do templo, mas isso não indicava que, ao permitir isso, Ele estava se submetendo a seus deuses. Deus ainda estava no comando, pois Ele diz: "Serão levados para a Babilônia e ali ficarão até o dia em que eu os quiser buscar”, declara o Senhor. “Então os trarei de volta e os restabelecerei neste lugar” (Jer 27:22 NVI).

"Senhor , ajuda-nos a ter fé em Seu plano para nossas vidas e acreditar que a restauração virá exatamente como prometeste. Amém". 

Michael Sokupa
Heidelberg College , África do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/27/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jeremias 27 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Jeremias 25

Comentário devocional:

Que capítulo intenso! Deus envia aqui Sua Palavra a toda a nação de Judá e, também, ao mundo todo, em todas as épocas, através de seu servo Jeremias.

A mensagem de Deus é simples e clara. Observe Seu "Plano de três pontos" para a sobrevivência espiritual: 
1. Arrependei-vos dos vossos maus caminhos e maldades; 
2. Não vá atrás de outros deuses para os servir e adorar; 
3. Não Me obrigue a agir por causa das más obras das tuas mãos.

A Escritura registra a triste verdade que eles se recusaram a ouvir. Recusaram não apenas poucas vezes, mas de forma permanente.

A leitura deste capítulo me faz imaginar Jeremias tentando conseguir a atenção das pessoas no portão da cidade. Mas o povo não deu ouvidos às palavras de Deus. Estas palavras os teriam salvo se tivessem levado o profeta a sério.

Jeremias detalha os resultados devastadores de desprezar as repreensões divinas. Os babilônios se tornaram instrumento divino de juízo. Os sons da vida foram silenciados e as luzes se apagaram.

Mas existe uma esperança: encontramos neste capítulo a profecia de Jeremias de que os cativos ficariam na Babilônia por 70 anos e depois retornariam. 

Veja que interessante: como registrado em Daniel 9, esta é a mesma profecia que Daniel estava estudando perto do fim do cativeiro! Preste atenção: vemos aqui um profeta – Daniel - estudando as palavras de outro profeta – Jeremias – que tentava entender o que Deus dizia! Quão importantes são as palavras de Deus!

No restante do capítulo observamos Jeremias ser levado em visão para além dos 70 anos de cativeiro, após a punição de Babilônia por seus pecados, até o desfecho do conflito entre o bem e o mal no fim dos tempos. 

Estas questões que trouxeram os juízos divinos ao povo de Deus agora se aplicam a todo o mundo. Deus diz: "Pegue de minha mão este cálice com o vinho da minha ira e faça com que bebam dele todas as nações a quem eu o envio." (v. 15 NVI).

Os estudantes da Bíblia reconhecem aqui uma forte semelhança com as palavras de Apocalipse [em especial, Apoc 14], descrevendo o conflito final dos tempos. Deus tem um acerto de contas a fazer, não só com o Seu povo, mas com todas as nações. A devastação do pecado e do mal não perdurará para sempre.

No final deste capítulo é feita referência aos líderes e pastores no Dia do Juízo. Não é uma imagem bonita. Parece mais um momento de terror. Eu não gostaria de ser responsabilizado por ter levado um dos filhos de Deus a se extraviar!

A boa notícia é de que haverá um fim para a loucura de rejeitar as palavras de Deus. Façamos a nossa parte em aceitar as mensagens de Deus para nós e as colocarmos em prática. Assim seremos aprovados no juízo final.

“Senhor, que cada membro da família mundial "Reavivados por Sua Palavra" ouça atentamente as Suas palavras e as pratique”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/25/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Jeremias 25 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Isaías 46

Comentário devocional:

Bel era um dos principais deuses dos babilônios. Bel, assim como Baal, significa "senhor", e era também o título aplicado ao principal deus deles, Marduk (Jer. 50:2 ), e a seu filho Nebo, o deus do conhecimento e da literatura. Os babilônios costumavam peregrinar até à cidade de Bel, no início de cada ano, levando as imagens em carroças puxadas por animais (v. 1). Mas esses deuses e todo esse esforço não conseguiriam evitar a queda de Babilônia. 

A história revela que quando o rei assírio Senaqueribe destruiu Babilônia cerca de um século antes, levou o ídolo Marduk como despojo de guerra. Deus estava dizendo através de Isaías que o mesmo que acontecera no passado aconteceria de novo com os deuses de babilônia: “eles mesmos vão para o cativeiro” (v. 2b NVI).

E o maravilhoso Deus de Israel vai ainda mais longe ao contrastar os deuses incompetentes da Babilônia consigo mesmo. Enquanto os deuses dos pagãos precisavam ser carregados de um lugar para outro por animais de carga (v. 1b), o próprio Deus carrega Seus adoradores no colo, desde o nascimento até a morte! “Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os sustentarei e eu os salvarei. " (v. 3-4 NVI).

Você já ouviu falar do Poema das Pegadas? Certamente já. "Uma noite eu sonhei que estava andando na praia com o Senhor..." Às vezes, o autor (quem quer que seja), ao olhar para trás, só podia discernir um par de pegadas na areia, e isso o incomodava, porque ele imaginava que o Senhor o tinha deixado a andar sozinho durante o período mais difícil de sua vida. Finalmente, o Senhor lhe sussurrou: "Quando você viu apenas um par de pegadas, foram os momentos em que Eu te carreguei no colo."

Como é difícil para nós lidar com o silêncio de Deus! Quão natural é para nós a ceder ao desânimo quando as coisas ao nosso redor parecem dar errado, quando a noite escura da alma parece habitar em nosso coração!

Deus, através de Seu servo Isaías, recorda-nos que fazer deuses a partir daquilo que Ele criou não é razoável nem trará a solução aos nossos problemas (v. 5-7). Apeguemo-nos Àquele que conhece o fim “desde o princípio" (v. 10 ARA), tendo a certeza de que a Sua salvação "não está distante" (v.13 NVI). 

Concentremo-nos diariamente em Deus e lembremo-nos de que Sua libertação está próxima.

Ron E M Clouzet
EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/46/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 46 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Isaías 43

Comentário devocional:

Neste capítulo e nos outros nesta seção de Isaías, Deus revela os Seus planos de esperança e sua frustração sobre Israel. O capítulo 42 se encerra com a triste declaração de que Deus teria de entregar Israel aos seus inimigos por causa de sua idolatria (42:23-25). Neste capítulo, Ele afirma que Israel era a sua testemunha, o servo que Ele tinha escolhido para revelar às nações pagãs o verdadeiro caráter e natureza de Deus: que Ele era o Senhor, e não havia nenhum salvador além Dele ! (v. 10-11). Mas, como a figueira coberta de folhas e sem fruto, Israel se achou apenas pretensiosa folhagem. Enquanto as nações esperavam obter a vida do Deus de Israel, Israel O manteve escondido do mundo por suas próprias ações e prioridades.

Apesar da infidelidade humana, Deus reafirma a sua fidelidade. "Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum" (v. 11, NVI). "Assim diz o Senhor, o seu Redentor, o Santo de Israel: ‘Por amor de vocês mandarei inimigos contra a Babilônia e farei todos os babilônios descerem como fugitivos nos navios de que se orgulhavam’ " (v. 14, NVI). Deve ter sido uma grande esperança saber, antes que houvesse o cativeiro, que Deus já predizia a fuga dos captores e a libertação de Israel!

Assim como Deus derrotou no Mar Vermelho o Egito, a maior nação da Terra na época, ele também irá cuidar dos babilônios no tempo devido. Na verdade, Ele diz: "Esqueçam o que se foi; não vivam no passado" (v.18 NVI), a próxima libertação será "uma coisa nova" (v. 19 NVI).

Deus não decide como nós decidiríamos, nem age como nós agiríamos. Mesmo sabendo da desobediência egoísta e intencional da Sua vontade, por parte do Seu povo, Ele insiste: "Eu não me lembrarei de seus pecados" (v. 25b). Ele é a bondade personificada e Seu amor dura para sempre.

"Sou Eu, Eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões" (v. 25a NVI), ele promete. E a que norma elevada Ele apela para fazer isso? Seria devido a alguma bondade inerente nossa? De modo algum. Eu faço isso, Ele diz: "por amor de mim" (v.25b ARA e NVI). O perdão é concedido com base no mais elevado dos méritos: Seus próprios méritos, os méritos de Jesus Cristo.

Louvado seja Deus, de quem todas as bênçãos fluem!

Ron E M Clouzet
Professor da Universidade Andrews, EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/43/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 43 

domingo, 6 de abril de 2014

Isaías 41

Comentário devocional:

O vasto império de Ciro, o grande, se estendia, no seu apogeu, do noroeste da Índia às margens do Mar Egeu, na atual Turquia. Porém, mais de 100 anos antes de seu nascimento Isaías já proferia a primeira profecia registrada na Bíblia sobre este importante general persa (v.2 , 3, 25; 44:28-45:1). Ele viria do leste (v.2), e do norte (v.25), a única rota possível para se chegar a Israel a partir do Crescente Fértil.

E Ciro veio. Ele uniu as várias tribos persas em uma nação. Em 550 a.C., assumiu o Império da Média. Três anos depois derrotou Creso, o poderoso rei da Lídia (Ásia Menor), que governava a partir de Sardes, uma cidade considerada inexpugnável. Em 539 a.C., ele sitiou e tomou a cidade de Babilônia. Seu título era "Rei da Pérsia, Rei de Anshan, Rei da Média, Rei da Babilônia, Rei da Suméria e Acádia, Rei dos quatro cantos do mundo." O que você acha desses títulos?

Mas Deus simplesmente pergunta: Quem fez isto? "Quem despertou o que vem do oriente ...? ... entregando-lhe nações e subjugando reis diante dele?" "Quem fez tudo isso?” (v. 2 – 4 NVI). 

A resposta é: o próprio Deus. Ele pode ter usado Ciro, um rei pagão, mas por trás e acima de tudo estavam os propósitos de Deus. Reis inimigos "ficaram apavorados" diante da inexorável marcha conquistadora de Ciro e fizeram alianças uns com os outros, dizendo: "Sejam fortes!" [tenham bom ânimo!] Também fizeram ídolos de ouro para se proteger (v. 5 -7), porém tudo foi em vão. Nada pode impedir os planos de Deus.

Neste cenário de incerteza, Deus concedeu ao Seu povo uma das maiores promessas de toda a Escritura: "Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (v.10 ARA).

Que certeza maravilhosa! O Deus de toda a terra se compromete pessoalmente a salvá-los pelo Seu poderoso braço direito, numa promessa que é estendida também a nós, hoje. Quão grande e bom é o nosso Deus!

Deus, porém, vai além. Ele oferece uma prova de que cumprirá a sua promessa de ajuda. Ele desafia os deuses de todas as nações: "Apresentem as suas provas ... Tragam os seus ídolos para nos dizerem o que vai acontecer ... revelem-nos o futuro, para que saibamos que eles são deuses" (v. 21 - 23). E prediz o que vai acontecer, provando que só Ele é Deus. E a história provou que Deus estava certo: Ciro conquistou a Babilônia e libertou Israel logo depois.

Muitos anos mais tarde, Jesus esclareceu a razão para Deus ter proclamado Suas profecias: "Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais" (João 14:29 NVI). 

As profecias dadas ao povo de Israel se cumpriram integralmente. De igual maneira podemos confiar que Deus cumprirá a Sua promessa de nos ajudar e resgatar deste mundo de pecado. 

Escolha depender dEle hoje!

Ron E M Clouzet
Professor do Seminário da Universidade Andrews - EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/41/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 41 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Provérbios 27

Comentário devocional:

É interessante observar que quando Salomão pediu sabedoria E NÃO riquezas, Deus lhe deu sabedoria E riquezas ( 2 Crônicas 1:10-12 ). 

Precisamos de muita sabedoria para lidar adequadamente com os bens materiais. O próprio Jesus diz que a riqueza sem a sabedoria é muito perigosa (Mateus 19:24). A Bíblia mostra claramente que a sabedoria divina  é o ponto de partida  para obter o conhecimento que nos permite lidar adequadamente com todas as coisas: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.” (Provérbios 1:7)

Infelizmente , o rei Salomão era um homem como nós. Ele tinha a capacidade de escolher e o poder para implementar o que ele havia escolhido. Ao analisarmos sua vida, aprendemos que apesar de seu grande começo com Deus ele tinha muitas fraquezas de caráter e e estas, por fim, o impediram de exercer a influência como lider para a qual Deus o havia chamado, por ter corrompido o seu coração casando com quem não conhecia e amava ao Senhor (1 Reis 11:1-3 ).

Salomão, na verdade, experimentou a sabedoria de dois modos: primeiro como um presente divino e, depois, obtendo-a na "escola das experiências difíceis ", a partir das conseqüências de suas decisões erradas. 

No entanto, para que não nos sintamos compelidos a apontar o dedo julgador para Salomão, lembremo-nos de que fazemos o mesmo quando agimos de modo contrário a sabedoria, a qual é uma dádiva divina. 

A partir da soma de tudo o que viu e experimentou, Salomão chega a compreender plenamente que a fraqueza humana só causa danos. Nós simplesmente não podemos confiar em nossos próprios sentidos, razão e  intuições. Como uma poderosa profecia, Provérbios 27 começa assim: "Não se gabe do dia de amanhã, pois você não sabe o que este ou aquele dia poderá trazer" (NVI).

Pai Celestial, preciso de Sua ajuda. Não quero usar o que me confiaste para ferir a outros ou para desonrar o Teu nome. Conceda-me não apenas conhecimento, mas sabedoria. Amém.

Joe Sloan
Hope Channel , EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/27/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Provérbios 27