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segunda-feira, 15 de junho de 2015

I Pedro 4

Comentário devocional:

Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, a exemplo d'Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.

Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma "segunda oportunidade" de ouvir o evangelho.

Como "o fim de todas as coisas está próximo" (v. 7), Pedro aconselha os crentes a serem sóbrios (auto-controlados), vigilantes, e acima de tudo, caridosos. Ao invés de magnificar as faltas e falhas de cada um, Pedro incentiva um espírito de perdão e amor fraternal (v. 8). Seguindo este pensamento, muito provavelmente o incentivo de Pedro à hospitalidade no versículo seguinte (v.9) seja um estímulo para que os membros da igreja atinjam um doce espírito de comunhão, tanto para com os irmãos da igreja como para com os visitantes e desconhecidos! 

Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel  Criador, o "Pastor das nossas almas" (I Ped 2:25).

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/4/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: I Pedro 4 

Comentário em áudio 

terça-feira, 17 de março de 2015

I Coríntios 3

Comentário devocional:

Uma igreja dividida é uma igreja envenenada. Essas divisões são indícios de que uma igreja está sendo conduzida pela natureza humana "carnal", em vez de pelo Espírito de Deus (vs.1-4). O apóstolo Paulo reconhece que todos os membros da igreja estão em crescimento. E que uma igreja dividida precisa ser alimentada com "leite e não com alimento sólido" (v. 2). Toda estreiteza mental é o fruto da natureza humana carnal. Ellen White alertou sobre esta situação durante toda a sua vida. Um espírito de crítica, ela adverte, causa grande mal dentro da igreja. O pior é que esse tipo de pensamento extremista impede que a verdade  alcance outras pessoas

A autora também afirma: "Aquele que é culpado de erro, é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro par pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo" (O Maior Discurso de Cristo, 126).

Em última análise, a igreja pertence a Deus. Este é o ponto que o apóstolo Paulo destaca quando nos lembra que Deus "efetua o crescimento" (v 6). Toda a glória pertence a Deus, mas quando as coisas não estão funcionando, temos de assumir a responsabilidade pessoal por nós mesmos, e não tentar corrigir os demais! Ao final, "cada um será recompensado de acordo com o seu próprio trabalho" (v 8 NVI).

Concluindo, Paulo usa a metáfora de um "edifício" (vv 9-10). E nele, o que mais importa é que "ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo" (v. 11 NVI). Todas as divisões da igreja tem a mesma origem: a falta de Jesus. Jesus é o fundamento. E este é o supremo teste que será aplicado a todas as pessoas: qual o fundamento que puseram em suas vidas (vv 12-15).

Em conclusão, o pastor Paulo aconselha "Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" (v 16 NVI). Enquanto a maioria das pessoas provavelmente associe este texto com a necessidade de uma vida saudável, o seu real contexto é a centralidade de Cristo na vida do crente. Quando realmente enxergamos a Cristo e o que Ele significa, tudo o mais é apenas "loucura aos olhos de Deus" (v 19 NVI). Não temos nada de que nos vangloriarmos (v. 21). A nossa única segurança é pertencermos a Cristo.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/3/


Traduzido / adaptado por JAQ/JDS


Texto bíblico: I Coríntios 3 


Comentários em áudio 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Atos 23

Comentário devocional:

Poderíamos dizer que o apóstolo Paulo cometeu três grandes erros diante do Sinédrio, erros dos quais ele mais tarde se arrependeu. O primeiro foi se dirigir a este importante conselho utilizando o termo "irmãos", em vez da saudação habitual, "autoridades do povo e anciãos de Israel." Ao chamá-los de "irmãos", Paulo colocou-se em pé de igualdade com esses líderes. Poderíamos desculpar esta abordagem por conta do anseio de Paulo de se relacionar com eles, uma vez que ele tinha sido membro deste mesmo corpo, antes de sua conversão. Evidentemente, essa saudação não funcionou como esperado. E ele foi atingido na boca por seu discurso desrespeitoso.

O segundo erro foi quando Paulo se defendeu vigorosamente perante o Sinédrio, acusando o sumo sacerdote de ser um sepulcro caiado de branco! A implicação era clara: o sumo sacerdote parecia limpo do lado de fora, mas estava cheio de impureza no interior. Essa não era a melhor maneira de Paulo obter apoio. Em seguida, ele pediu desculpas por falar assim acerca do sumo sacerdote, mas naquele momento Paulo provavelmente descobriu que tinha perdido a boa vontade do grupo.

Por fim, o apóstolo, conhecendo plenamente as amargas divisões teológicas entre os fariseus e os saduceus que compunham o Sinédrio, fez uma declaração a fim de ganhar alguns simpatizantes. Este pode ter sido o seu terceiro erro. Ele declarou-se um fariseu e um crente da ressurreição. Os saduceus não acreditavam no céu ou na ressurreição, no que os fariseus acreditavam com muito fervor. Instantaneamente, metade da multidão tomou seu lado, enquanto a outra metade tentou silenciá-lo.

Essa foi uma jogada inteligente, mas não seguiu o que Jesus fez sob as mesmas circunstâncias. Quando Jesus enfrentou Seu próprio julgamento perante o Sinédrio anos antes, Ellen White afirma que entre os fariseus e os saduceus existia amarga animosidade e controvérsia entre eles. "Com poucas palavras poderia Cristo haver despertado os preconceitos de uns contra os outros, e teria assim desviado de Si a ira deles" (O Desejado de Todas as Nações, p. 705). Em vez disso, o Salvador do mundo se manteve em silêncio e não se aproveitou da situação para salvar a si mesmo.

Ao meditar nessa história, eu concluí que este é um bom exemplo de que Jesus deve ser o nosso único modelo. Nem mesmo o grande apóstolo Paulo pode tomar Seu lugar. É em Jesus que devemos procurar orientação a cada passo da nossa caminhada cristã, e não em nossos irmãos, por mais que eles sejam muito fiéis a Deus.

Jesus perdoou os erros cometidos por Paulo naquele dia. Naquela mesma noite, Ele assegurou a Paulo que ele iria a Roma, apesar de tudo. Oh, que maravilhosa graça, a do nosso Senhor!

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/ 

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Atos 23  

Comentário em áudio