quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Salmo 36

Comentário devocional: Neste salmo, Davi contrasta a maldade humana com a bondade de Deus. Os versos 1-4 são uma descrição geral da maldade humana. O homem perverso rejeita a Deus e "não há temor de Deus diante de seus olhos." A palavra hebraica para "temor", utilizada aqui é pachad, que significa medo. O homem ímpio é tão depravado que ele não tem medo do Deus que pode punir suas más obras. Ele engana a si mesmo com a idéia de que não será descoberto. Sua fala é má e cheia de mentiras e não faz o que é bom e sábio. Ele faz planos malignos quando está na cama. Nada do que ímpio faz é bom, pois ele nunca rejeita o que é mau. Os versos 5-9, num forte contraste com a maldade do homem, descrevem o caráter de Deus. Sua misericórdia chega aos céus e Sua fidelidade alcança as nuvens. Enquanto a Sua justiça é tão alta como as montanhas, seus atos de justiça são tão insondáveis como as profundezas do mar. Por causa de sua excelente benignidade, os filhos dos homens encontram refúgio "à sombra das Suas asas". Esta frase é comum nos Salmos e sugere uma mamãe pássaro protegendo seus filhotes. Os seres humanos se banqueteiam no abundante alimento provido por Deus e bebem do rio da Sua bondade. Deus é a fonte da vida e é pela luz que vem de Deus que o ser humano enxerga a luz. Em outras palavras, fora de Deus, todo o nosso entendimento é apenas trevas. Finalmente, o salmista ora que o favor de Deus se perpetue para aqueles que O conhecem e que eles não sejam pisados pelo pecador orgulhoso, nem expulsos do lugar em que foram plantados por Deus. O último verso mostra o fim de um malfeitor impenitente: ele está caído, derrubado e não consegue se levantar. Pai, por favor, reaviva-nos e reforma-nos para que possamos refletir o Seu lindo caráter. Em nome de Jesus. Amém! Onaolapo Ajibade Secretário Executivo da IASD Divisão Centro-Ocidental da África

Traduzido por JDS/JAQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/36/
Texto bíblico: Salmo 36

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Salmo 35

Comentário devocional:

Este é mais um salmo de Davi. É o seu grito de angústia quando estava sendo perseguido por pessoas que tinham sido seus amigos mas agora retribuíam o amor com ódio.

O salmo tem três seções principais. Na primeira, nos versos 1 a 10, Davi pede a Deus que lute contra os que lutam contra ele. Davi deseja que eles sejam derrotados e envergonhados. Ele quer que a destruição venha inesperadamente sobre seus inimigos ao caírem eles em suas próprias armadilhas preparadas para ele.

A segunda seção está nos versos 11-18, onde Davi descreve seus inimigos. Eles são testemunhas falsas, acusando-o do que ele não fez . Eles o recompensam com mal o bem que Davi tem feito a eles. Quando estavam doentes, ele jejuou e orou por eles, pensando que eles eram verdadeiros amigos. Davi se sente traído quando, na sua adversidade, esses "amigos" se alegraram e se uniram contra ele, sem o seu conhecimento.

A última divisão é versos 19-28. Davi apela a Deus para intervir em seu nome. Ele ora para que Deus não permita que seus inimigos se alegrem sobre ele. Ele pede que Deus o defenda de modo que aqueles que verdadeiramente o amam alegrem-se e louvem a Deus .

Pai, não é natural a amar os nossos inimigos. Mas Você prometeu que nós podemos fazer todas as coisas em Cristo, que nos fortalece. Dá-nos a graça de sempre escolher amar e fazer o bem aos nossos inimigos. Sabemos que podes suprir o poder para fazê-lo. Em nome de Jesus. Amém !


Onaolapo Ajibade
Secretário Executivo da IASD
Divisão Centro-Ocidental da África
Traduzido por JAQ/Revisado por JDS

www.reavivadosporsuapalavra.org 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/35/ 
Texto bíblico: Salmo 35

Leitura do dia 11/09/2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Salmo 34

Comentário devocional:

Os dez primeiros versículos deste salmo, escrito por Davi, combinam gratidão pessoal com ações de graças. Pode ser visto aqui o paralelismo hebraico sinônimo, um estilo literário em que o pensamento é repetido duas vezes em uma determinada estrofe. Por exemplo, a primeira parte do versículo 1 diz : "Bendirei o Senhor o tempo todo" (NVI). a segunda parte repete o mesmo pensamento, mas com palavras diferentes: "Os meus lábios sempre o louvarão". E se você quer saber como engrandecer ao Senhor, a segunda metade do versículo 3 mostra como fazer isso: "exaltemos o seu nome".

As razões para Davi estar louvando ao Senhor são declaradas: ele procurou a Deus e Ele o ouviu, ele confiou nEle e não foi desapontado, Deus o salvou de todos os seus problemas, pois Ele comissionou Seus anjos para cuidar de todos os que o temem. 

A despeito de sua força, um leão torna-se faminto por falta de alimento , mas para aqueles que estão do lado de Deus nada essencialmente bom lhes falta (v. 10). 

Estes são grandes motivos para louvar, servir e adorar ao Senhor. Mas enquanto eles não são experimentados pessoalmente, eles são mera teoria. Assim Davi convida-nos a vivermos esta experiência juntamente com ele : "Provem e vejam como o Senhor é bom" (v. 8, NVI).

Os versos onze a quatorze contêm instruções muito úteis sobre como ter uma vida longa e feliz: refreie a sua língua do mal , afaste-se do mal e faça o bem. Em outras palavras, deseje a paz e trabalhe em prol dela. Para o cristão, a paz não significa necessariamente ausência de problemas, mas a presença de Deus conosco em nossos problemas. Na verdade, o justo pode ter muitas aflições, mas "o SENHOR o livra de todas elas" (v. 17). 

O que dizer então acerca de bons cristãos que morrem prematuramente por causa de doenças quando Deus tem o poder de curá-los? Podemos não ter todas as respostas para as perplexidades dessa vida, mas esta citação de Ellen G. White é bastante esclarecedora: "Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que a nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis. Ao reconhecermos o terno cuidado dAquele que faz todas as coisas contribuírem para o nosso bem, regozijar-nos-emos com júbilo inexprimível e repleto de glória" Testemunhos, vol . 9, página 249.

Pai celeste, ajude-nos a fazer uma entrega total de nossas vidas a você, para que possamos ser testemunhas da Sua bondade. Em nome de Jesus. Amém!

Onaolapo Ajibade
Secretário Executivo da IASD
Divisão Centro-Ocidental da África
Traduzido por JDS


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Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/34/ 
Texto bíblico: Salmo 34

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Salmo 33 - comentários - Razões para louvar

O Salmo 33 é um hino de celebração, que louva Yahweh como criador, supremo soberano e provedor fiel daqueles que O temem.

1 fica bem. Do heb. na'wah, 'apropriado", "conveniente". O dom da gratidão é próprio dos justos.

2 harpa. Do heb. kinnor, literal "lira" [raiz da palavra Kinnereth, outro nome do mar ou lago da Galiléia, que tem a forma aproximada de uma lira].

3 novo cântico. Novas bênçãos requerem novo agradecimento e novos hinos de louvor (vel Sal 40:3; 96:1). Não se deve limitar a usar sempre o que tem sido usado. Circunstâncias diferentes requerem uma expressão adequada e oportuna em palavras de adoração e louvor.

4 a palavra do SENHOR é reta. Os v. 4 a 21 expõem as razões para louvar a Yahweh. Dentre elas está o fato de que Yahweh é justo e misericordioso (v. 4, 5, 18; ver Sl 25:10; 26:3; 36:5,6).

6 por Sua palavra. A segunda razão para louvar é que Yahweh é o criador de tudo o que existe. Jesus é o "Verbo" (Jo 1:1) que fez "todas as coisas" (Jo 1:3).

o exército deles. Os corpos celestes, conforme indica a estrutura paralela do versículo.

9 Ele falou, e tudo se fez. Ou, simplesmente "Ele falou, e era", suprimindo a palavra "fez"; ou ainda "Ele falou, e passou a ser". [...] Deus é apresentado como criador, em contraste com qualquer deus que [se] pretenda ser capaz de criar. A excelência da linguagem usada para descrever os atos criativos de Deus não tem paralelo na literatura (ver Gn 1:3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26).

10 o Senhor frustra. A soberania de Yahweh (v. 10, 11) é a terceira razão para o louvor.

12 feliz. Este trecho antecipa os v. 18 a 20, introduzindo a ideia da relação especial entre Deus e Israel.

13 olha dos céus. A quarta razão para louvar é a onipresença e a onisciência de Yahweh.

16 não há rei que se salve. A quinta razão para louvar é a onipotência de Yahweh. Ao se referir à relativa importência de governantes, homens fortes e cavalaria, o salmista deixa subentendido que somente Yahweh é onipotente. Esse é um recurso poético extraordinário, cujo significado subjacente é percebido apelas pelo leitor mais atento.

18 os olhos do Senhor. A sexta razão para louvar é que se pode confiar em Yahweh para proteger o povo escolhdo.

Fonte: CBASD - Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 798, 799.

Salmo 33

Comentário devocional:

Este Salmo se inicia lembrando como é adequado louvar ao Senhor com cânticos e música, porque tudo que Ele faz é bom e certo. Pela palavra do Senhor os céus e a terra foram feitos porque Ele falou e tudo foi feito. Ele ordenou e logo tudo apareceu.

O primeiro capítulo de Gênesis é a narrativa majestosa do Criador e da criação de seus novos filhos. Cada dia termina com a modelo verbal hebraico: "Passaram-se a tarde e a manhã” (NVI), perfazendo um período de 24 horas de tempo. A sequência dos seis dias da criação começou com a criação de luz, então a atmosfera, solos e vegetação, o sol e o sistema solar, os peixes para as águas e os pássaros para o ar e, em seguida, os animais terrestres. Culminando a semana, cria uma nova ordem de seres, homem e mulher, cuja combinação é a própria imagem do próprio Criador. Na verdade, tudo era "muito bom".

Deus poderia ter terminado ali, uma semana de seis dias. Por que não? Em um jardim perfeito e com corpos perfeitos ninguém fica cansado. Mas o Criador escolheu encerrar a semana de seis dias acrescentando mais um dia, um dia de descanso chamado o Sábado, como um dia de presente divino. Por quê? Pense nisso: qual é o presente mais perfeito que qualquer pai amoroso pode dar a seu filho ou filha? É um tempo ininterrupto, sem pressa, para estarem juntos.

Meu pai era um pastor e enquanto vivíamos como missionários no Japão, ele estava implantando uma igreja em uma cidade grande, que tinha pouquíssimos cristãos. Isso significava que ele estava ocupado dia e noite. Uma noite, ele chegou em casa e compartilhou conosco o que estava pensando. Ele decidiu folgar toda terça-feira para poder passar tempo com a família. Uma vez que estávamos sendo educados em casa, não havia nenhum problema em tirar um dia de folga. Poderíamos fazer piqueniques, passar um tempo na praia ou escalar montanhas. Que dia glorioso!

Agora que meu pai está morto, eu olho para trás ao longo dos anos e percebo que ele nos deu o melhor presente de todos. Não dinheiro, pois não tinha muito, mas o presente do tempo ininterrupto, sem pressa, com ele. O mesmo presente nosso Pai Criador deu a você e a mim a cada sete dias.
Por que alguém iria querer se livrar do sábado do sétimo dia ?

Nota: Extraído de "O Escolhido", de Dwight Nelson, pp 104, 105.

Dwight Nelson
Pastor Sênior, Pioneer Memorial Church
Universidade Andrews
Traduzido por JAQ



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Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/33/ 

Texto bíblico: Salmo 33

domingo, 8 de setembro de 2013

Salmo 32 - comentários

O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo.

O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o "Salmo da justificação pela fé".

1 iniquidade...pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé.

iniquidade. Ho heb. pesha', que indica "rebelião", afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário.

pecado. Do heb chata'ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever.

coberto. A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida.

Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado.

"A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado" (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado.

2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, "não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto" (GCB, 420; ME2 32-33).

inquidade. Do heb 'awon, "distorção moral", "perversidade", "culpa".

dolo. Do heb. remiyyah, "engano", ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5).

3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9).

4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência.

5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão.

6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é "compassivo, clemente e longânimo" (Êx 34:6) e "rico em perdoar" (Is 55:7)? [...] Muitos sentem que podem continuar pecado, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. [...] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: "Se vivermos deliberadamente em pecado [...] já não resta sacrifício pelos pecados."

muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes.

8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são [...] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança.

A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propões a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.

Salmo 32

Comentário devocional:

O perdão sempre tem um custo! O custo é o arrependimento e a confissão, mas poucos de nós estamos dispostos a pagar esse preço. A maioria de nós, prefere pagar as suas dívidas espirituais por outros meios. O problema é que a dívida que temos é simplesmente grande demais para ser paga.

Muitos se sentem oprimidos pela culpa devido a seus pecados. Alguns dos pensamentos que os atormentam são: Se uma pessoa souber das coisas que eu fiz, conseguirá me amar? Existe alguma chance de alguém me perdoar? Já fui longe demais para receber misericórdia? É simplesmente muito tarde para mim.

O salmista estava muito consciente do seu pecado e da culpa resultante. Ele não era nenhum santo. Era culpado de homicídio e adultério, mas Deus foi misericordioso para com ele e não o abandonou. 

Davi reconheceu seus pecados, confessou-os a Deus e arrependeu-se do que havia feito. Ele descobriu a calma alegria que vem após as tempestades furiosas da culpa passarem. Ele experimentou a sequidão que vem de tentar esconder os pecados com mentiras e enganos, e a refrescante paz que vem de saber que você está perdoado.

Não há maior alegria do que saber que Deus já lhe perdoou a dívida daquele pecado que você nunca poderia pagar. Não há nada mais doce do que saber que, enquanto outros podem julgá-lo como culpado, você foi posto em liberdade pelo próprio juiz.

Nossa oração de hoje é para que o Senhor nos conceda a coragem para confessarmos os nossos pecados e a força para nos afastarmos deles. Ajuda-nos, Senhor, a experimentarmos a alegria do perdão, para que possamos ser felizes em Seu amor e cantemos alegremente a respeito de quão gracioso e amável você tem sido para nós.

Richard McNeil
Graduado em Teologia pela Universidade Adventista do Sul
Estudante na Universidade de Andrews
Traduzido por JDS


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Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/32/ 
Texto bíblico: Salmo 32