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domingo, 17 de maio de 2015

II Timóteo 1

Comentário devocional:

Esta é a última epístola do apóstolo Paulo, escrita enquanto estava na conhecida Prisão Mamertina de Roma, aguardando sua execução. Como você agiria em tal situação? Paulo responde no verso 3, dizendo: "Dou graças a Deus, a quem sirvo com a consciência limpa..." (NVI).

Faço uma pausa e me pergunto: se eu estivesse na mesma situação de Paulo, poderia dizer a mesma coisa? Louvo a Deus em todas as situações pelas quais passo, mesmo através de provações? Bem, eu não posso realmente saber porque não passei ainda por todas as provações que podem cruzar meu caminho - nem você. Passaremos por dificuldades até o dia em que dormiremos no pó ou veremos Jesus vindo nas nuvens. O que eu sei é que para as provas de hoje Deus já garantiu a você e a mim: "Minha graça é suficiente para você ..." (2Co 12:9, NVI).

A graça de Deus é a chave para nos ajudar no presente e no que está por vir no futuro, independentemente das nossas circunstâncias. Alcançando-nos quando estamos no nosso ponto mais baixo, Seu poder fará o seu trabalho perfeito, transformando-nos à Sua imagem. Assim, Paulo podia dizer: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (2Co 12:10, NVI).

O evangelho não produz fraqueza espiritual: "Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio (v. 7, NVI). O rei Davi entendeu este conceito de "nada temer" quando ele escreveu Sl 27:1: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?" A resposta, claro, é: ninguém!

Deus nos chamou para sermos santos, permanecer fortes Nele. Ele nos deu todas as ferramentas e recursos que nos capacita ao poder, ao amor e a uma mente sã. Para descrever essa potência Paulo usa a palavra grega dunamis - da qual vem a palavra dinamite. Este poder explosivo deve ser unido com o amor - o amor de Deus. A combinação do poder divino e o amor devem ser guiados por uma mente - a mente de Cristo, tal como descrito em Filipenses 2.

Colocado em movimento desde os "tempos eternos" este triplo poder da graça - o poder e amor divino e a mente de Cristo -, é concedidos a nós através do Espírito Santo. É esse "pacote da graça" o responsável pela transformação de Paulo. Vejam que "não há limite para a utilidade e influência de alguém que consagre a sua vontade à vontade de Deus" (BC Vol 7 p. 331). Paulo descobriu esta verdade emocionante; Timóteo também. E nós? Descobrimos?

Jim Ayer
Vice-Presidente da Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/1/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Timóteo 1 
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Colossenses 1

Comentário devocional:


Em sua opinião, quem é a pessoa mais importante que vive em sua cidade agora? Qual a pessoa mais importante em seu estado? Em seu país? No mundo? Como você decidiu quem era mais importante? Quais as qualificações que essas pessoas têm que as tornam tão importantes? Será que é a posição, a riqueza ou algo especial que elas fizeram para a sua cidade, estado, país ou mundo? Só mais uma pergunta: Se uma dessas pessoas importantes lhe dedicasse atenção pessoal, como você se sentiria?


Em Colossenses 1, o apóstolo Paulo descreve alguém que atualmente ocupa o mais alto cargo possível no universo, tem a maior riqueza, fez algo tão significativo que os efeitos ainda são sentidos no céu e na terra, e que quer estar tão perto de você quanto possível.


Antes de delinear as qualificações de pessoa mais importante do universo e falar sobre a sua misteriosa atenção para conosco, Paulo encoraja os crentes de Colossos. Ele reconhece a fé, o amor e a esperança deles e lhes diz que está orando por eles (vs. 3-12). Ele os lembra de que, por meio do sangue de Cristo, foram libertados do poder das trevas e transferidos para o reino do Filho (vs. 13-14).


Paulo, então, dirige a sua atenção para a importância e o significado universal de Jesus. Cristo ocupa ocupa uma posição acima de toda a criação e revela-nos exatamente como é Deus, o Pai (v. 15). Jesus Cristo criou e é o proprietário de tudo que existe visível e invisível (v. 16). Ele estava lá antes de tudo ter sido criado e conserva todas as coisas em ordem e harmonia (v. 17, NTLH). Nenhum mero ser humano conduz a Sua Igreja. Ele a dirige como Alguém digno da maior preeminência (v. 18). Ele é totalmente Deus, e por causa da Sua morte na cruz, as pessoas podem fazer as pazes com Deus e ser apresentadas santas, inocentes, e sem qualquer acusação diante dEle se permanecerem fiéis em seu compromisso com Ele (vs. 19-23).


Então Paulo compartilha um mistério glorioso. Esse Deus de posição, riqueza e incessante atividade quer viver em nós (v. 27). A pessoa mais importante do universo regou-nos com sua atenção e quer estar o mais próximo possível daqueles que Ele redimiu com Seu sangue.


Agora, como você se sente com essa atenção especial?


Kenneth Norton
Estados Unidos




Traduzido por: JDS/JAQ/IB


Texto bíblico: Colossenses 1

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Efésios 5

Comentário devocional:

Se você ler Efésios 5 isoladamente, perderá todo o poder de um tema que se move como um fio de ouro. Então comece de novo e leia com atenção Ef 4:32 a 5:2. Como crentes, somos chamados a estabelecer nosso comportamento para com os outros no modelo do perdão e da graça de Deus para conosco. Devemos imitar a Deus! (Cf. Mt 5:43-48).

Paulo contrasta este amor que imita o amor de Deus com o estilo de vida usual, pagão. Em vez de valorizar os outros como irmãos e irmãs na família de Deus, os seres humanos, muitas vezes, usam os outros para seu próprio prazer sexual e depois ainda se gabam disso (vs. 3-4). O apóstolo adverte que essa atitude não tem lugar no novo mundo planejado por Deus (vs. 5-7).

Em vez disso, os crentes devem abandonar a escuridão do seu passado e andar "como filhos da luz" (vs. 8-10), imitando o amor do Pai. Novamente Paulo recomenda que fiquemos longe de "obras das trevas" feitas "em segredo" (vs. 11-12). Em contraste, devemos viver na luz de Cristo (vs. 13-14). Ao invés de desperdiçarmos nossas vidas em tola embriaguez, passemos a "remir o tempo" dando graças a Deus por seu amor para conosco (vs. 15-21).

Paulo passa, então, a aplicar o tema da imitação do amor de Deus no aconselhamento aos maridos e esposas cristãs. O abnegado amor de Cristo pela igreja torna-se o modelo para os maridos cristãos (vs. 25-33), enquanto que a fidelidade da igreja a Cristo torna-se o modelo para as esposas cristãs (vs. 22-24). Ao invés de usar o dom da sexualidade de uma forma egoísta, um marido e uma esposa cristã devem focar em valorizar uns aos outros para que eles se tornem "uma só carne" (vs. 28-33).

"Sejam imitadores de Deus, como filhos amados" (v. 1 NVI). Pela graça de Deus, você é chamado hoje a viver essa exortação de Paulo em suas relações com os outros.

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/5/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Efésios 5 

Comentários em áudio 

segunda-feira, 30 de março de 2015

I Coríntios 16

Comentário devocional:

Paulo encerra esta carta [ou epístola] com alguns planos práticos. Ele exorta os coríntios a prepararem e recolherem seus donativos no primeiro dia da semana para ajudar os crentes menos afortunados de Jerusalém (v 1-2). Enquanto alguns detalhes não são exatamente claros, como a razão da arrecadação dos donativos para Jerusalém, Paulo indica que, como cristãos, temos a responsabilidade de atendermos as necessidades uns dos outros.

Paulo planejava visitar os cristãos de Corinto. O verso 8 indica, entretanto, que ele, primeiro, passaria algum tempo em Éfeso, que foi, provavelmente, o início de sua estadia de três anos naquela cidade portuária da Ásia (ver Atos 20:31). Atos 19 registra algumas das provações e tribulações que Paulo enfrentou  enquanto trabalhava em prol dos crentes em Éfeso. 

Os versos finais da epístola (v 19-20) incluem saudações. Paulo tinha assistentes que escreviam em pergaminhos as cartas que ele ditava, mas ele considerou importante escrever a saudação pessoalmente, "de próprio punho" (v 21 NVI).

Resumindo sua epístola, no coração do último capítulo Paulo destaca o quanto ele se preocupava com cristãos de Corinto: "Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor"(v 13-14). 

Não importa quais sejam as dificuldades, o amor de Deus é a essência da vida cristã.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/16/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Coríntios 16 

Comentários em áudio

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

João 15

Comentário devocional:

Não é bom não produzir frutos. Quem quer ser infrutífero? No entanto, aqui Jesus diz que alguns serão encontrados infrutíferos. Então, o Pai, como jardineiro, irá cortar fora estes ramos da videira. 

Esta parábola pode trazer um sentimento de preocupação. Afinal, como é que vamos realmente saber se somos frutíferos ou não? Dentro do Reino de Deus, muitas vezes nosso fruto não se mostra imediatamente. Muitas vezes, como diz a Bíblia: um planta, outro rega, e ainda um outro colhe! Ou um estabelece uma base enquanto outro edifica sobre ele (1Co 3:5-10). Aqui Jesus usa a analogia de uma videira e um ramo. Trabalhe um pouco em jardinagem e a preocupação começará a se dissipar. 

No meu quintal, há árvores e arbustos. Meus dois favoritos são a macieira e um arbusto especial. O arbusto me traz grande alegria, porque, naturalmente, atrai muitos tipos de borboletas. Mas ele exige um trabalho cuidadoso de poda. A macieira também requer muito cuidado. Ao longo dos anos, ao cuidar dessas duas obras de Deus, tenho notado que os ramos que não produzem frutos são os que não se desenvolveram da maneira certa. O que quero dizer? Eles não cresceram para cima, para o sol, então não produzem frutos. 

Nenhuma planta produz frutos a menos que olhe para o sol. Nenhuma pessoa dá frutos a menos que olhe para o Filho de Deus. "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim" (Jo 15:4 NVI). Você está mantendo seus olhos em Jesus? 

Jesus disse: "Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa" (vv 9-11 NVI).

Christopher Bullock, M.Div. 
Pastor, em Atlanta, Georgia. 
Estados Unidos da America.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 15 
Comentário em áudio 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

João 13 - Comentários selecionados

13.1 - 17.26 O relato dos acontecimentos no cenáculo registrado em João é muito maior que o constante em todos os demais evangelhos... ...devemos a João a maior parte das informações sobre o que o Senhor disse a Seus discípulos naquela noite. Uma característica do relato é a ênfase que Jesus dá ao amor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Este amor é ilustrado na comovente cena do lava-pés, na qual o Filho de Deus não desdenha realizar o mais humilde trabalho de um servo (Fp 2.7-8). Bíblia de Genebra.

amou-os até ao fim. A expressão ainda pode ser traduzida como "ao extremo", significado que pode ser aplicado aqui, embora a tradução literal, "até ao fim", também seja apropriada ao contexto. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1142.

2-5 Um contraste vivo entre Judas que serve a si mesmo e Jesus, que Se dá a Si mesmo. Bíblia de Genebra.

3 sabendo. Este que o Pai tudo confiara às Suas mãos. A humilde conduta de Jesus não foi porque ele tivesse esquecido a sua condição de Filho encarnado de Deus. Seu ato demonstra que condição superior e privilégio não são razão para a arrogância, porém são altas credenciais para o serviço. Bíblia de Genebra.

viera de Deus.Isto é mencionado para ressaltar que, enquanto lavava os pés empoeirados dos discípulos, Jesus estava plenamente consciente de Sua divindade. O ato foi, assim, uma suprema demonstração de humildade. CBASD, vol. 5, p. 1142.

5 lavar os pés aos discípulos. O lava-pés era um elemento comum de hospitalidade num país poeirento, onde as pessoas usavam sandálias (cf. Lc 7.44). Esta tarefa era geralmente realizada pelo membro mais humilde da casa. Bíblia de Genebra.

10 Que já se banhou. A lavagem completa do discípulo simboliza-se no batismo; nesse ato o crente se identifica pela fé com o batismo de Cristo na cruz (cf 3.3, 5; At 2.38; Rm 6.1-11; Tt 3.5; Hb 10.22; 1 Pe 3.18ss). Bíblia Shedd.

não necessita senão lavar os pés. Representa a necessidade da confissão diária dos pecados para manter a comunhão com Cristo. Bíblia Shedd.

11 Ele sabia quem era o traidor. A ação de Judas foi de sua própria decisão, livre e responsável, contudo foi levada a efeito de acordo com o plano de Deus. Bíblia de Genebra.

15 Eu vos dei o exemplo. A humildade de Cristo é um padrão para seus discípulos. Ao invés de aspirar a dominar, eles devem estar ávidos a servir (Mt 20.26-28; Fp 2.5-8; 1Pe 2.21). Bíblia de Genebra.

A ordenança [do lava-pés] tem um triplo significado: (1) Simboliza a purificação do pecado. O batismo simboliza a primeira purificação experimentada pelo crente. A purificação das contaminações que se acumulam posteriormente é simbolizada pelo lava-pés. Como no caso do batismo, o rito não tem nenhum significado a menos que o participante, pelo arrependimento e pela conversão, tenha renunciado ao pecado em sua vida. Não há nenhum mérito em si no lava-pés. Só quando há um adequado preparo preliminar é que a cerimônia passa a ter significado. (2) Simboliza uma renovada consagração ao serviço. O que participa e se inclina para lavar os pés de seus irmãos indica, desta forma, que está disposto a se empenhar no serviço do Mestre, não importa quão humilde seja esse serviço. (3) Tipifica o espírito de companheirismo cristão. A ordenança é, assim, um serviço preparatório adequado para a participação na Ceia do Senhor (ver DTN, 642-651). CBASD, vol. 5, p. 1144.

17 se as praticardes. ...nossas obras ... são a evidência da verdadeira fé. Confiança e obediência são inseparáveis. Bíblia de Genebra.

18 que se cumpra. A profecia não havia decretado que Judas devia trair o Senhor. A presciência divina previra o que aconteceria (ver com de Jo 12:39). CBASD, vol. 5, p. 1145.

19 antes que aconteça. Se Jesus não tivesse dito de antemão aos discípulos que Judas desertaria, eles poderiam ter concluído que Ele cometera um erro de julgamento ao permitir que Judas fosse um dos doze. A escolha de Judas tinha sido uma ideia, não de Jesus, mas dos próprios discípulos (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 1145.

A veracidade de uma predição anterior era a marca de um verdadeiro profeta, e a falsa predição era o caminho seguro para discernir o falso profeta (Dt 18.18-22). Bíblia de Genebra.

22 sem saber a quem ele se referia. Judas tinha ocultado seu propósito traidor tão cuidadosamente que os outros discípulos nada perceberam. Cada discípulo começou a temer que ele pudesse ser o elo fraco (Mt 26.22). Bíblia de Genebra.

26 É aquele a quem Eu der o pedaço de pão molhado. No médio oriente, ainda hoje, receber primeiro um bocado da mão do hospedeiro significa uma grande honra. Judas continuou como o alvo da graça de Cristo até que "saiu" (30). Bíblia Shedd.

27 Tão logo Judas comeu o pão. Se dar o pão a Judas era sinal de honra, parece também ter sido um último apelo - ao qual Judas não aceitou. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A recusa de Judas em responder ao apelo de Jesus abriu o seu coração para o controle de Satanás. Bíblia de Genebra.

30 Judas saiu. E era noite. Considerando o realce que João atribuía ao conflito entre a luz e as trevas, essa anotação pode ser mais que uma referência ao horário - também uma referência às trevas na alma de Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31-32 glorificado. O verbo é repetido cinco vezes. Podia-se esperar a palavra oposta ("humilhado"), porque, na linguagem de Paulo, Jesus desceu ao último degrau de Sua profunda "humilhação", sendo pendurado na cruz sob a maldição divina (Gl 3.13). Porém, João faz o foco incidir sobre a glória de Deus através de Cristo, para mostrar a glória de Deus revelada especialmente na cruz. Bíblia de Genebra.

Aqui, a ideia da glória compreende uma referência à morte sacrifical de Jesus na cruz e à salvação dela resultante. Bíblia de Estudo NVI Vida.

34 Um novo mandamento. Em certo sentido, era antigo (v. Lv 19.18), mas para os discípulos de Cristo era novo, por ser sinal da fraternidade gerada entre eles pelo grande amor de Cristo por eles (cf. Mt 22.37-39; 12.30, 31; Lc 10.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O novo elemento é a mudança de "próximo" para "uns aos outros" e a mudança de "a si mesmo" para "como Eu vos amei". O amor cristão tem o amor sacrifical de Cristo como seu modelo e a comunidade de crentes como o primeiro lugar (ainda que certamente não exclusivo) onde esse amor se expressa (cf. Mt 25.40; Gl 6.10; Ef 5.25). Bíblia de Genebra. 

36 mais tarde, porém, me seguirás. Esta é uma profecia a respeito do martírio de Pedro (21.18-19). Bíblia de Genebra.

domingo, 11 de janeiro de 2015

João 3 - Comentários selecionados

3 mas nascer de novo. Ou "nascer de cima". Nota Textual NVI.

Do gr. anothen, que em outras passagens de João significa "do alto", "de cima" (3:31; 19:11; etc.). A palavra pode ser usada corretamente nos dois sentidos. Está claro que Nicodemos compreendeu no sentido de "de novo" (v. 4), mas Jesus certamente quis dizer "do alto", como anothen é usada um pouco adiante (3:31). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1025.

A tradução "mas nascer de cima" concorda bem com o debate das coisas "da terra" e "do céu". Bíblia de Genebra.

Segundo a teologia judaica, nascer como filho de Abraão era quase uma garantia de admissão no reino do Céu (Jo 8:33). ... a ideia de que ele, um judeu respeitável, estivesse fora do círculo da salvação era nova e perturbadora. CBASD, vol. 5, p. 1025.

5 nascer da água e do Espírito. A referência à "água" era uma clara alusão ao batismo na água, ministrado aos prosélitos judeus [dos gentios] e praticado pelos essênios. ... os fariseus, que pretendiam ter um grau superior de justiça, recusavam o batismo (Lc 7:30) porque João o tornou um símbolo do arrependimento. CBASD, vol. 5, p. 1026.

6 nascido da carne. Isto é, pelo nascimento natural (ver Jo 1:13). O princípio do mundo natural, de que todas as coisas vivas se reproduzem "segundo as suas espécies" (Gn 1:21), é igualmente verdadeiro no mundo espiritual. No NT, "carne" e "Espírito" são antagônicos e representam duas formas de vida opostas e mutuamente exclusivas (cf. Rm 6:12-18), CBASD, vol. 5, p. 1026.

14 importa que o Filho do Homem seja levantado. Em João, a expressão "levantado" sempre se refere à crucifixão (ver Jo 8:28; 12:34; etc.). CBASD, vol. 5, p. 1027.

16 Deus amou. O amor é o atributo supremo do Criador em relação a Suas criaturas. É a força controladora no governo divino. "Deus é amor" (1Jo 4:8). João refere-se a si mesmo como "aquele a quem Jesus amava" (Jo 21:7; cf. 13:23; 19:26; 20:2; 21:20), isto é, amava mais. A razão para isso era simplesmente que João, mais do que seus companheiros, se submeteu à influência da vida perfeita de Jesus e, por isso, entendeu e refletiu essa perfeição mais plenamente (ver p. 983, 984). Assim, João estava mais qualificado do que os outros a apreciar a magnitude do amor divino e a explicá-la. ... Em 1 João 1:31, ele exclama novamente: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai." Faltam palavras para expressar a profundidade desse amor eterno e imutável, e João simplesmente faz a todos o convite para que o contemplem. CBASD, vol. 5, p. 1027, 1028.

mundo. O amor de Deus alcança toda a humanidade, mas beneficia diretamente apenas os que respondem a ele. ... O amor requer reciprocidade para ser eficaz. ... Afirmar que Deus predestinou certas pessoas para se perderem, não importando a própria escolha deles, é dizer que Ele as odeia; é estigmatizá-Lo como injusto e colocar sobre Ele a culpa pelo destino delas (ver Rm 5:8; 2Co 5:19; ver com. de Jo 3:17-20). CBASD, vol. 5, p. 1028.

pereça. Do gr apollumi, "destruir completamente", "apagar da existência", "desvanecer-se no nada". ... O oposto de "vida eterna" não é a miséria eterna, mas aniquilação eterna, morte eterna. CBASD, vol. 5, p. 1028. 

17-21 O propósito primário do ministério de Jesus era a salvação. Mas aqueles que rejeitam aquela salvação julgam ou condenam a si mesmos. Andrews Study Bible.

17 Deus enviou. O "envio" de Jesus não implica a superioridade do que envia nem a inferioridade do que é enviado. Ao longo de toda a eternidade passada, Cristo era "igual a Deus" (Ev, 614). CBASD, vol. 5, p. 1028.

18 crê ...  não crê. João não está se referindo a crenças e dúvidas momentâneas, mas a atitudes contínuas e firmes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

já está julgado. Da mesma forma que os que creem em Cristo são justificados em virtude de sua fé, os que não creem são condenados por sua falta de fé. ... Deus predestinou que os que creem sejam salvos e que os descrentes se percam, mas deixou a critério de cada pessoa escolher crer ou não. Nesse sentido, o destino de crentes e descrentes foi, em perspectiva, decidido quando o plano da salvação foi formulado; mas é dada ao indivíduo a possibilidade de escolha. Esta é a predestinação bíblica. CBASD, vol. 5, p. 1029

22 para a terra da Judeia. A partir de Jerusalém, Jesus então passa a estender Seu ministério às cidades e aldeias da Judeia, onde trabalhou por um período de aproximadamente oito meses, de abril a dezembro do ano 28 d.C. ... Com exceção do breve relato de João 3:22 a 36, a narrativa evangélica silencia sobre os detalhes desse período do ministério do Senhor. Jesus reservou a fase inicial de Seu ministério público a Jerusalém e à Judeia, com o objetivo específico de dar aos líderes a oportunidade de verem as evidências de Sua missão divina, de O aceitarem como o Messias e de levar a nação a cumprir a tarefa que Lhe fora designada por Deus (DTN, 231; ver vol. 4, p. 13-17). Mas, apesar do aparente sucesso da fase inicial, o ministério na Judéia foi de poucos resultados práticos (ver DTN, 194, 245). CBASD, vol. 5, p. 1030.

23 muitas águas. Este comentário sugere o batismo por imarsão, a única forma do rito em que seriam indispensáveis "muitas águas" (ver com. de Mt 3:6; Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 1031.

24 encarcerado. João ficou na prisão cerca de um ano, mais ou menos da época da Páscoa em 29 d.C. até a mesma época do ano seguinte. CBASD, vol. 5, p. 1031

25 disputa entre alguns dos discípulos de João e os judeus sobre purificação.Ver 2:6. Se refere, aqui, ao batismo. Andrews Study Bible.

31 fala da terra. João era "da terra" e falava como homem. Jesus veio "das alturas" e falava com a sabedoria do alto. Por isso, as pessoas volviam de João para Jesus, do menor para o maior. CBASD, vol. 5, p. 1032.

36 quem crê. Literalmente, "quem continua crendo". Estar "na graça" apenas uma vez não é suficiente; a pessoa precisa permanecer "na graça" se quiser entrar no reino. CBASD, vol. 5, p. 1033.

se mantém rebelde (gr apeithon). Esta palavra está colocada em oposição a "crê" indicando que fé em Cristo inclui obediência. Bíblia Shedd.

...o termo se refere a uma condição mental e volitiva de rebeldia e não a atos de desobediência.  ... A condição mental determina o rumo da vida (cf Jo 3:18). CBASD, vol. 5, p. 1033

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Lucas 15 - Comentários selecionados

1-32 Três parábolas que mostram a alegria no Céu quando pecadores se arrependem. Andrews Study Bible.

1 os coletores de impostos e pecadores. Somente estes excluídos respondem ao chamado que Jesus havia feito (14;35). Andrews Study Bible.

os fariseus mais rígidos também consideravam "pecadores" as pessoas comuns, os amme ha'ares (literalmente, "o povo da terra"), que não tinham o privilégio da educação rabínica e, por isso, não eram dignos de respeito. O próprio nome "fariseu" (ver p. 39) indicava os membros desse partido como superiores ao povo comum e, supostamente, mais justos do que as pessoas em geral. ... os líderes religiosos se irritavam ao ver que Jesus tratava de maneira amistosa os excluídos e rejeitados da sociedade ... e que estes, por sua vez, Lhe correspondiam (ver PJ, 186). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 898.

2 murmuravam. É um paradoxo as pessoas que se consideravam modelos de perfeição se sentirem tão desconfortáveis na presença de Jesus, enquanto os que não se consideravam justos se sentirem atraídos ao Salvador (PJ, 186). Certamente, era a hipocrisia dos primeiros e a falta de pretensão dos últimos que fazia a diferença (ver Lc 18:9-14). Uma classe não sentia necessidade das bênçãos que Jesus oferecia, ao passo que a outra reconhecia suas carências e não se esforçava para escondê-las ... Uma estava satisfeita com sua justiça própria; a outra sabia que não tinha justiça própria a oferecer. Fazemos bem em nos perguntar como nos sentimos na presença de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 898.

recebe pecadores. Os escribas e fariseus rejeitavam as pessoas que consideravam pecadoras, mas Jesus as recebia. Cristo respondera a esta acusação declarando que não viera chamar justos, mas, sim, pecadores ao arrependimento. ... Cristo odiava o pecado, mas amava o pecador, ao passo que os fariseus e escribas acariciavam pecados, mas odiavam o pecador. CBASD, vol. 5, p. 898.

come com eles. Mais do que a simples associação, comer junto com alguém revelava aceitação e reconhecimento (cf At 11.3; 1Co 5:11; Gl 2.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

esta parábola. As parábolas de Lucas 15 enfatizam o interesse de Deus por aqueles que muitos costumam desprezar, os esforços divinos para conquistar a confiança deles e a alegria do Céu quando as pessoas se convertem. É importante notar que as três parábolas apresentam diferentes aspectos do problema do pecado e da salvação, e nenhuma é completa por si só. Em cada caso, o que estava perdido é encontrado e restaurado. CBASD, vol. 5, p. 898, 899.


4 da ovelha perdida (NVI). O tema do pastor era bem conhecido por causa de Sl 23, de Is 40.11 e de Ez 34.11-16. Bíblia de Estudo NVI Vida.

cem ovelhas. Nos dias de Jesus, isto era considerado um grande rebanho. CBASD, vol. 5, p. 899.

perdendo uma delas ... vai em busca da que se perdeu. Deus toma a iniciativa de buscar e encontrar, mesmo que apenas uma. Andrews Study Bible.

Na parábola, fica evidente que a ovelha se perdeu por sua própria ignorância e insensatez. Mas, uma vez perdida, parecia completamente impossibilitada de encontrar o caminho de volta. Ela percebia estar perdida, mas não sabia o que fazer. A ovelha perdida representa tanto o pecador individual quanto o mundo que se perdeu (PJ, 190). Esta parábola ensina que Jesus teria morrido mesmo que houvesse apenas um pecador (ver com. de Jo 3:!6), e Ele de fato morreu por um único mundo que pecou. CBASD, vol. 5, p. 899.

Segundo a parábola, a menos que o pastor fosse em busca da ovelha, ela permaneceria perdida. ... A eficácia da salvação não consiste em nossa busca por Deus, mas, sim, na busca que Ele faz por nós. Se deixados sozinhos, poderíamos procurá-Lo por toda a eternidade sem sucesso. Qualquer conceito que considere o cristianismo uma mera tentativa humana de encontrar a Deus erra o alvo, ao não perceber que é Deus quem busca o ser humano (ver com. de Jo 3:16; cf Mt 1:21; 2Cr 16:9). CBASD, vol. 5, p. 899.

deserto. Do gr eremos, "deserto" ou "sertão; como adjetivo, o termo significa "ermo", "desolado" ou "solitário". A ênfase da palavra é sobre uma região não habitada ... uma ruína. CBASD, vol. 5, p. 899.

6 alegrai-vos comigo. A alegria do pastor era maior que a ada ovelha, por mais agradecida que a pobre criatura estivesse. CBASD, vol. 5, p. 900.

8 dracma. Salário de um dia de trabalho. Andrews Study Bible.

7 júbilo ... por um pecador. Em contraste com os críticos de Jesus, que rejeitavam aqueles que eles viam como pecadores. Andrews Study Bible.

Os judeus haviam criado uma interpretação falsa da natureza do amor divino. ... Os rabinos ensinavam que o pecador deveria se arrepender para que Deus Se dispusesse a amá-lo ou a prestar atenção sobre ele. ... Concebiam o Senhor como aquele que derrama afeto e bênçãos sobre quem Lhe obedece e retém as dádivas a que não o faz. Na parábola do filho pródigo (v. 11-32), Jesus procura revelar a verdadeira natureza do caráter de Deus. CBASD, vol. 5, p. 901, 900.

8 Ou qual é a mulher. A parábola anterior parecia direcionada aos homens ali reunidos. É possível que esta se direcionasse, de maneira especial, às mulheres ouvintes. Com frequência, Jesus usava ilustrações que chamavam a atenção das mulheres em particular (cf. Mt 13:33; Lc 17:35). ... Esta parábola enfatiza o valor intrínseco de uma pessoa bem como o fato de que um pecador perdido tem tanto valor aos olhos de Deus que Ele o "procura diligentemente", a fim de tê-lo de  volta. CBASD, vol. 5, p. 900.

perder uma. A moeda não sabia que estava perdida. CBASD, vol. 5, p. 901.

9 Alegrai-vos comigo. A alegria partilhada com os outros é intensificada no coração de quem a reparte. Todo aquele que já teve a experiência de encontrar algo de valor que temia ter perdido para sempre consegue entender o júbilo dessa mulher (cf. Rm 12:15). Mas de todas as alegrias que a vida tem para oferecer, nenhuma se compara à de encontrar um pecador perdido e levá-lo a Jesus. CBASD, vol. 5, p. 901.

11 Certo homem. As parábolas da ovelha e da dracma perdida destacam a parte divina na obra da redenção; já a parábola do filho pródigo ressalta o papel humano em aceitar o amor de Deus e agir em harmonia com isso. ... Na parábola, o filho mais novo representa os publicanos e pecadores; o mais velho, os escribas e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 901.

12 a parte dos bens que me cabe. O mais jovem dos dois filhos herdaria um terço da propriedade; contudo, era um insulto pedir isso enquanto o pai ainda estava vivo. Andrews Study Bible.

... a exigência do jovem foi extremamente inadequada. Fica evidente que o pedido significava falta de confiança do filho no pai e uma rejeição completa e definitiva da autoridade paterna. CBASD, vol. 5, p. 902.

13 reuniu tudo o que tinha. Quer ficar livre das restrições impostas pelo pai, gastando da maneira que bem entende sua porção das riquezas da família. Bíblia de Estudo NVI Vida.

De fato, o pródigo não entendia a si mesmo nem ao pai.O pior é que ele não compreendia nem valorizava o fato de que o pai o amava e de que todas as decisões e exigências se baseavam, no fim das contas, naquilo que era melhor para os filhos. A narrativa deixa claro que o pai era sábio e compreensivo, ao mesmo tempo, justo, misericordioso e, acima de tudo, razoável. Em contrapartida, o jovem inexperiente parecia considerar como direito inquestionável o tirar plena vantagem de todos os privilégios filiais, sem assumir nenhuma responsabilidade. CBASD, vol. 5, p. 901.

uma terra distante. O jovem não se contentou em ficar perto de casa, onde se lembraria, de tempos em tempos, do pai e de seus conselhos. Procurou se livrar de todos os vínculos com seu lar. Portanto. a "terra distante" representa um distanciamento, o esquecimento de Deus. CBASD, vol. 5, p. 902.

dissipou todos os seus bens. Parece que sua consciência estava adormecida e, na "terra distante" do esquecimento dos conselhos e da orientação paterna, nada havia para impedi-lo de fazer tudo o que desejava. Segundo seu conceito de vida, ele estava aproveitando ao máximo. CBASD, vol. 5, p. 902.

vivendo dissolutamente. O gr asotos, "prodigamente", "dissolutamente" ou "libertinamente", é um advérbio derivado de a, prefixo negativo e soo ou sozo, "economizar". CBASD, vol. 5, p. 902. 

15 alimentar porcos (NKJV). Trabalhar para um gentio alimentando animais imundos (Lv 11:7) era um dos mais degradantes trabalhos imagináveis para um judeu. Andrews Study Bible.

18 pequei. Um exemplo do arrependimento que Deus deseja (vv 7, 10, 13:2-5). Andrews Study Bible.

contra o Céu. A instrução religiosa que o pródigo recebera na casa do Pai não fora esquecida por completo. CBASD, vol. 5, p. 904.

20 levantando-se, foi. O pródigo agiu sem hesitar. Assim que tomou a decisão, partiu. Na parábola, é o filho quem toma a iniciativa de voltar. Parece ser escolha dele, não o amor do pai, que realiza a reconciliação. ... No entanto, ... a iniciativa da reconciliação e da salvação é de Deus. CBASD, vol. 5, p. 904.

correndo. Pessoas de respeito não corriam. Aqui, o pai abandona sua dignidade para mostrar seu profundo amor e perdão, mesmo antes que o seu filho fale. Andrews Study Bible.

sandálias. O pai não só atendeu às necessidades do filho, como também o honrou. Ao fazê-lo, deu evidências do amor e da alegria que enchiam seu coração. Por meio dessa parábola, Jesus justificou a aceitação dos pecadores que O rodeavam ... e reprovou a atitude crítica dos escribas e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 905.

22 O manto, o anel e as sandálias representam o seu retorno ao status elevado e autoridade - acima dos escravos e outros  servos. Andrews Study Bible.

23 novilho cevado. Especialmente cuidado e alimentado com grãos em antecipação de uma futura celebração. Andrews Study Bible.

25 o filho mais velho. Até aqui, Jesus justificou sua atitude amistosa em relação aos"publicanos e pecadores". ... O restante da parábola (v. 25-32) trata da atitude dos fariseus e escribas para com os "pecadores" ..., representada pela atitude do irmão mais velho em relação ao mais novo. Essa parte da história deveria servir de repreensão aos hipócritas, cheios de justiça própria, que "murmuravam" sobre a forma de Cristo tratar os excluídos da sociedade (v. 2). CBASD, vol. 5, p. 905.

28 o pai procurava. O pai sentia compaixão também pelo seu filho mais velho, a despeito de sua atitude de ressentimento. Andrews Study Bible.

29 te sirvo. Sua ira evidencia que sua obediência não provinha de amor, mas apenas pelo propósito de obter uma boa recompensa. Andrews Study Bible.

nem um cabrito. Alimento menos caro que um novilho gordo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 esse seu filho. O irmão mais velho recusou-se mesmo a reconhecê-lo como irmão, tão intenso era o ódio que sentia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Se o irmão mais velho se arrependeu e recebeu o irmão perdido é deixado para aqueles "irmãos mais velhos", que escutavam a Jesus, decidirem. Andrews Study Bible.

31 filho. Do gr teknon, "criança" ou "filho". Neste versículo, o pai não usa a palavra costumeira para "filho", huios, mas se dirige ao primogênito como o termo mais afetivo teknon. É como se ele dissesse: "meu querido garoto". CBASD, vol. 5, p. 906.
32 era preciso. A festa não foi dada com base nos méritos; tratava-se apenas de uma expressão da alegria do pai e, desta alegria, também "era preciso" que o irmão mais velho participasse. Esta, diz Jesus, deveria ser a atitude dos escribas e fariseus em relação aos pecadores. ... Não se diz que o primogênito tenha mudado sua forma de pensar, nem que o mais novo passara a ter uma conduta honrosa dali em diante. Nada disso era relevante na parábola. Na verdade, ela continuava a ocorrer na vida real e o resultado dependia dos ouvintes (ver PJ, 209). CBASD, vol. 5, p. 907

sábado, 13 de dezembro de 2014

Marcos 14

Comentário devocional:
Marcos 14 está cheio de lições espirituais. Somente sob a orientação do Espírito Santo poderia Marcos ter reunido material tão relevante em tão poucos versos. Um livro inteiro poderia ser escrito com base no conteúdo desse capítulo!
Entretanto, de tão rico material, o que poderíamos retirar desse capítulo para nosso benefício espiritual hoje? O que poderia nos ajudar em nossa caminhada para a eternidade? Ao olhar para este capítulo, senti que Deus me chamou a atenção para algumas coisas: primeiro, os fariseus e outros líderes da igreja estavam planejando matar o Filho de Deus; depois, a maioria das pessoas não compreendia – ou não queria compreender - o que Jesus estava dizendo, incluindo Pedro. Outros compreendiam, como Maria - e Jesus amou a todos.


Mas o mais importante para mim foi perceber que o Grande Conflito, que se revelou durante toda a história humana, chegou a seu ponto decisivo a partir do verso 32, ao Jesus se dirigir para o Getsêmani.
Jesus estava com pouco mais de 30 anos, era um jovem. E qual jovem em perfeita razão deseja morrer? Nenhum! Mas Jesus estava se encaminhando, com terror de alma, a realizar a missão para a qual viera à Terra: morrer por todos nós — você e eu!
Quando olhamos para o Getsêmani, aquele terrível momento no tempo, vemos o quase insuportável peso do pecado da humanidade, colocado todo sobre Jesus. Tão pesado que Ele não conseguia enxergar vida além da morte no Calvário. Que pensamentos terríveis devem ter passado por Sua mente! Como: "O pecado é tão ofensivo a meu Pai a ponto de Nos separar para sempre?" Sua alma estremece diante de tal pensamento. Nunca, desde os tempos eternos, a Divindade havia experimentado um momento de separação entre Eles, até este instante.
Pai, "Afasta de mim este cálice" (v. 36); Pai, "Afasta de mim este cálice" (v. 39). Qual cálice? O cálice da separação do Pai. Você consegue, em sua imaginação, ouvir as palavras que saem de Sua trêmula boca? "Pai, por favor, eu estou com medo. Mas eu amo a humanidade, minha família terrena, de tal maneira que estou disposto a desistir de ser Deus, se necessário, a fim de salvá-los. Eu escolhi correr o risco da morte eterna a perder um só ser humano. Pai, "Que a Tua vontade seja feita!"
Maria sabia o quanto Jesus a amava e Pedro finalmente descobriu. E você? Já descobriu o quão incrivelmente especial você é para Deus? Pense nisso e sinta profundamente esse amor maravilhoso!
Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 14
Comentário em áudio

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Marcos 11

Comentário devocional:

O capítulo 11 significa uma mudança de pensamento e de direção - foi o ponto de virada não só para o livro de Marcos, mas para toda a humanidade. Todo o céu estava atento a esta semana final, em que Jesus caminhou para a cruz do Calvário. Os acontecimentos fluíram definitivamente em direção ao confronto cataclísmico entre o bem e o mal como as águas caudalosas do rio Amazonas em direção à sua foz.

Cristo pôs de lado Suas vestes reais e tornou-se o Servo dos homens (Fp 2). O Filho de Deus caminhou entre a humanidade curando, libertando das amarras do mal, chamando a um relacionamento com Ele, secando lágrimas e atraindo pessoas para Seu lado, em amor e compaixão. Mas agora havia chegado o momento de Se concentrar no sacrifício - a definitiva e eterna dádiva de amor.

O Criador do Universo navegou pelo mar da Galileia em um barco emprestado, comeu a Páscoa em uma casa emprestada e seria sepultado em um sepulcro emprestado. E neste dia ele entrou em Jerusalém montado em um jumento emprestado. Ele nunca havia montado em um animal em todo o Seu ministério - pelo que saibamos - mas agora optou por entrar em Jerusalém sobre um jumentinho - o verdadeiro emblema da realeza! 

O clamor do povo era para coroá-lo rei! Eles estavam cegos à Sua verdadeira missão. O diabo tentou fazer Cristo se concentrar na coroa, mas não pode haver coroa antes da cruz! O amor de Cristo pela humanidade caída foi tão grande que nada iria impedi-lo de aceitar a cruz para nos salvar!  Este foi Seu percurso pré-estabelecido na eternidade.

A alegre procissão parou em um ponto alto, onde Cristo, olhando através do vale de Cedrom, em direção ao templo de mármore brilhando de Jerusalém, começou a chorar. Embora eles estivessem prontos a coroá-lo como rei da terra, não estavam dispostos a coroá-Lo rei em seus corações. Como resultado, Jesus não poderia protegê-los das consequências dos seus pecados.

Eu oro para que as escolhas que fazemos na vida sejam motivadas pelo desejo de agradar a Deus em todas as coisas. Jesus se entregou por amor. Sigamos o Seu exemplo vivendo para servir. 

Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Marcos 11 

Comentário em áudio 

domingo, 16 de novembro de 2014

Mateus 15 - Comentários selecionados

1 Escribas e fariseus chegaram de Jerusalém para reforçar o rol dos inimigos de Jesus, que já estavam se consolidando, como foi o caso dos fariseus com os herodianos (Mc 3.6). Mais tarde, até os saduceus, tradicionais rivais dos fariseus, seriam acrescentados. Bíblia Shedd.

 2 tradição dos anciãos. Após o exílio babilônico, os judeus, numa tentativa de observar perfeitamente a Torah (para que a experiência do exílio não se repetisse), começaram a desenvolver meticulosas regras e regulamentos que eram expansões das 613 leis encontradas nos livros de Moisés. Foram transmitidos oralmente de geração em geração até aproximadamente  ano 200 d.C., quando foram escritas em um livro chamado mishnahAndrews Study Bible.

não lavam as mãos. Esta não era uma questão sobre higiene pessoal, mas sobre pureza ritual e cerimonial. O propósito de lavar as mãos era remover a contaminação trazida aos piedosos judeus pelo contato com pessoas ou coisas cerimonialmente impuras. Os criadores destas tradições se baseavam em Êx 30:17-21, onde Deus ordenava que os sacerdotes lavassem suas mãos e pés antes de entrarem no tabernáculo. Isto foi expandido para a vida do dia-a-dia. Andrews Study Bible.

4-6 Se alguém queria livrar-se da responsabilidade de cuidar de seus pais em idade avançada, era só fazer a falsa declaração de que seus bens pertenciam ao templo, de que era korban (que significa "oferenda"). Seus bens seriam registrados em nome do templo até a morte de seus pais, quando então se passaria a "combinar" algo com os escribas, no intuito de reavê-los. Parece que para o gozo de tais benefícios legais não era necessário grande oferta. Talvez alguns dos que assim faziam estivessem presentes na hora. Bíblia Shedd.

6 invalidastes a Palavra de Deus. Devemos estar sempre atentos para os métodos que se usam para invalidar a Palavra: 1) Esquecimento; 2) Reinterpretação; 3) Racionalização; 4) Ignorância; e 5) Simples desobediência. Bíblia Shedd.

11 contamina. Ao dizer que não é o que entra em uma pessoa que a contamina, Jesus não está tornando todas as comidas permissíveis ou saudáveis. ... Jesus inverteu o foco dos mestres da lei: eles estavam obcecados com o exterior, enquanto Jesus enfatizava as ações morais e internas.Para Ele, o pecado estava enraizado dentro do ser - o coração. Andrews Study Bible.

21 Partindo Jesus dali. O incidente seguinte provavelmente aconteceu no fim da primavera de 30 d.C., possivelmente no mês de maio. Com a alimentação dos 5 mil e o sermão sobre o Pão da Vida, na sinagoga de Cafarnaum (ver com. de Jo 6:1, 25), o ministério de Jesus atingiu seu clímax. A maré da popularidade começou a se voltar contra Jesus, como havia acontecido no ano anterior na Judeia (DTN, 393), e a maioria dos que se consideravam Seus seguidores O rejeitaram (ver com. de Jo 6:60-66). Isso ocorreu poucos dias antes da Páscoa desse ano, da qual Jesus não participou (ver com. de Mc 7:1). A terceira jornada pela Galileia alarmou muito os líderes judeus ... Após a Páscoa, uma delegação de Jerusalém confrontou Jesus com a acusação de que Ele estava transgredindo as exigências religiosas (Mc 7:1-23). Mas Ele os silenciou revelando sua hipocrisia, e eles foram embora encolerizados ... A atitude e as ameaças deles deixaram claro que Sua vida estava em perigo... Assim, em harmonia com o conselho que já havia dado aos discípulos, Ele Se retirou da Galileia por um tempo ..., como havia feito na Judeia no ano anterior, quando foi rejeotado pelos líderes de lá. Essa retirada para o norte marca o início de um novo período no ministério de Cristo e o fim de Seu ministério na Galileia, ao qual ele dedicou cerca de um ano, aproximadamente da Páscoa de 29 d.C. à de 30 d.C. Isso foi menos de um ano antes de Sua morte. ... Claramente, no entanto, essa visita não foi uma viagem missionária no sentido que tiveram as três jornadas pela Galileia, pois, ali chegando, Jesus procurou Se manter incógnito (Mc 7:24). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 440.

22 uma mulher cananeia. Os fenícios pertenciam a una antiga etnia cananeia. CBASD, vol. 5, p. 441.

26 cachorrinhos. Gr kunarion, um diminutivo afetuoso, empregado para os cachorrinhos de estimação, "de colo". ... Devia ter sido, para Jesus, um grande alívio testemunhar uma fé tão grande, e ao mesmo tempo singela e humilde, em pleno funcionamento, depois de tantas lutas com fariseus que, a despeito de sua fidelidade à letra da Lei, pouco ou nada sabiam da verdadeira comunhão com Deus em espírito e em verdade. Bíblia Shedd.

O contexto indica que estão em vista os animais de estimação, e não os de rua. A expressão não é equivalente ao insulto comum "cão gentio". Bíblia de Genebra.

Jesus queria ressaltar que o evangelho devia ser primeiro oferecido aos judeus. A mulher compreendeu o que Jesus dera a entender e se dispôs a aceitar "migalhas". Jesus recompensou-lhe a fé. Bíblia Shedd.

27 Sim, Senhor. Por trás da aparente indiferença de Jesus ao apelo sincero da mulher ..., ela aparentemente detectou a terna compaixão de Seu grande coração de amor. CBASD, vol. 5, p. 442.

30 Esta lista de doentes pende para o lado das grandes incapacidades físicas, as quais oferecem base para não apoiar a teoria das "curas psicológicas". Bíblia Shedd.

32 três dias. As pessoas tinham levado comida para pelo menos um dia, até dois, pois Jesus não teve preocupação até o terceiro dia. CBASD, vol. 5, p. 443.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Zacarias 2

Comentário devocional:


"Que quadro maravilhoso do plano de Deus para o Seu povo!" Na visão de Zacarias 2, o Senhor deu a garantia de que seu plano para Jerusalém de ser o grande centro de Sua obra redentora para o mundo ainda era possível. As 70 semanas de anos proféticos dadas para os Judeus cumprirem os propósitos de Deus (ver Daniel 9:24.) tinha apenas começado. Zacarias proclamou o convite divino ao seu povo que havia sido espalhado para que saíssem de Babilônia e retornassem a Jerusalém.


Diversas denominações ensinam que essa visão e outras que Zacarias teve devem ser cumpridas pelos Judeus na Palestina. Eles ignoram as palavras pronunciadas por Cristo quando chorou sobre Jerusalém, "Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos". Ignoram também as declarações de julgamento de Cristo, quando disse: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta" "Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos" (ver Lucas 19:42; Mateus 23:37, 38, ARA; 21:43, ARA).


"Os propósitos do Senhor para o seu povo tem sido sempre os mesmos. Ele deseja conceder aos filhos dos homens as riquezas de uma herança eterna. O seu reino é um reino eterno. Quando aqueles que optam por tornarem-se súditos obedientes do Altíssimo forem finalmente salvos no reino da glória, o propósito de Deus para a humanidade terá sido cumprido" (Ellen White, Bible Commentary, vol. 4, p. 1.177).


Este capítulo contem profecias belíssimas. "Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o SENHOR. Naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao SENHOR e serão o meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou a ti" (Zac. 2:10, 11, ARA). Estes versos se cumpriram quando Jesus viveu em meio a humanidade. O ajuntamento de muitas nações ao redor do Senhor se deu quando os discípulos levaram o conhecimento de Cristo aos gentios e estes aceitaram o evangelho. Contudo, essas profecias gloriosas encontrarão realização completa na Nova Jerusalém de Deus, quando pessoas de muitas nações habitarão na presença de Jesus.


Alegremo-nos pelo amor que o Senhor tem por nós e pelos planos gloriosos que Ele tem para todos os que o aceitam como Senhor de suas vidas. Tomemos a firme decisão de pertencermos ao reino de Cristo e de cumprirmos a missão de pregar o evangelho que o Senhor nos deixou. Amém.


David Manzano
Pastor aposentado
Estados Unidos




Traduzido por JDS


Texto bíblico: Zacarias 2

Comentário em áudio

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Jonas 4

Comentário devocional:

Não é interessante o fato do grande evangelista Jonas desejar o mal das pessoas que ele havia chamado ao arrependimento? Ele não somente se retirou para as colinas, mas ele  ficou argumentando com Deus de que Ele deveria ser mais implacável. Jonas realmente ficou muito indignado por causa das misericórdias do Senhor! É interessante notar no verso 2 que a causa da fuga de Jonas em direção a Társis não tinha sido o medo da crueldade dos ninivitas, mas o medo de que Deus se compadecesse deles e não os destruísse!

Jonas estava muito irritado. Ele tinha suas próprias ideias preconcebidas de como Deus deveria agir! Em seguida, ele quis morrer porque as coisas não estavam acontecendo de acordo com o seu plano pessoal.

Quantos de nós agem desta mesma maneira? "Deus, eu preferiria morrer do que submeter-me à Tua vontade!" E note: nós não estamos falando de um homem em seu leito de morte e cheio de dor;  estamos olhando para a vida de um irritadiço e insensível profeta, que estava emburrado porque Deus não destruiu os ninivitas como ele queria! Ele queria moldar Deus à sua própria imagem e semelhança!

Mas vejamos o lado bom. Através de todos os quatro capítulos, Jonas continua a falar com Deus. O profeta discute com Deus, fica irritado com Deus, e o livro termina com Deus ainda falando com ele - apesar da raiva, maldade e falta de compaixão de Jonas para com as cento e vinte mil pessoas na cidade.

Que grande lição para você e para mim: mantenhamos sempre abertas as linhas de comunicação com Deus e Ele as manterá abertas conosco! Quando você ficar desapontado ou com raiva de Deus, Ele prefere que você fale isso para Ele e não que fique calado. Cortar a comunicação é a ferramenta número um da estratégia do Diabo.

O desfecho do livro de Jonas pode parecer estranho a menos que o olhemos do ponto de vista do incrível amor, da graça e longanimidade de Deus para com Suas criaturas.

Que Deus amoroso é este a quem servimos! Devemos acordar todas as manhãs e agradecê-Lo por Sua graça para conosco.

Mantenha sempre a comunicação e os louvores fluindo em direção a Deus. Afinal, Ele tem planos de salvar muitas pessoas através de sua vida de dedicação e serviço ao próximo.

Jim Ayer
Rádio Mundial Adventista



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jon/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jonas 4 

Comentário em áudio