Mostrando postagens com marcador frutos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador frutos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de junho de 2015

II Pedro 2

Comentário devocional:

Alguns anos atrás, eu estava reunido com um grupo de pastores cristãos. Depois da nossa reunião, um pastor idoso veio até mim e disse: "Eu gostaria que nossa denominação ainda acreditasse na Bíblia como vocês acreditam." Durante seu ministério, esse pastor havia visto sua igreja se afastar dos ensinamentos claros da Palavra de Deus .

Jesus tinha avisado que lobos devoradores se introduziriam no rebanho e falsos profetas viriam em pele de cordeiro (Mt 7:15). Pedro repete esse aviso e dá detalhes mais específicos sobre os falsos mestres que trariam heresias destruidoras. Eles não procurariam fazer discípulos para Jesus, mas para si próprios (Atos 20:30). Pedro dá este aviso: "Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram" (v. 3 NVI).

Como podemos identificar esses falsos mestres? Jesus disse: "Vocês os reconhecerão pelos seus frutos" (Mt 7:16 NVI). Temos que testar todas as coisas e conservar o que é bom.

Sou muito grato hoje pela promessa de Jesus: "Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês."(João 16:13-14 NVI).

Peça ao Espírito Santo para conduzi-lo hoje a um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus. Através de uma ligação pessoal com Jesus, a Palavra viva, e um conhecimento de Sua Palavra escrita, estamos protegidos contra as palavras enganosas dos falsos mestres.

Derek Morris, DMin
Associação Geral IASD
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2pe/2/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: II Pedro 2 

Comentário em áudio 

sábado, 30 de maio de 2015

Hebreus 6 - Comentários Selecionados

1 Base. É bom estabelecer uma boa base, mas quem não constrói sobre ela nunca terá uma estrutura acabada. O autor propõe deixar os primeiros princípios, tendo como certo que os leitores estão bem fundamentados neles. Ele não os ignora, mas os deixa no mesmo sentido em que um construtor deixa o fundamento quando prossegue com a estrutura em si. O autor enumera seis princípios fundamentais sobre os quais o cristianismo é edificado. Ele apenas os menciona e não os discute, pois sente que isso já foi bem feito. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 465.

3 Isso faremos. O autor encoraja seus leitores a ir além, (v. 1) dos presentes princípios elementares do evangelho, esperando e crendo que eles estivessem bem compreendidos. Ele quer deixar esses fundamentos assim como a criança deixa a primeira cartilha quando avança para o primeiro livro de leitura. Mas, na realidade, nenhuma criança, nem o cientista mais entendido, abandonaria o alfabeto. Todas as suas letras serão sempre necessárias. O mesmo se dá com esses princípios fundamentais, eles não são descartados, mas são a base da construção. O autor deseja avançar das verdades primárias para as mais elevadas. CBASD, vol. 7, p. 467.

4 É impossível. Os v. 4 a 6 tratam do destino dos que se afastam de Deus. A questão é acerca da possibilidade de restaurar aqueles que tiveram uma experiência cristã verdadeira, mas que se afastaram. Eles podem ser restaurados à comunhão cristã e novamente receber misericórdia? Essa passagem tem sido fonte de grande perplexidade e desânimo para muitos. Ela parece ensinar que os que se desviam da fé estão irremediavelmente perdidos. Entre os vários pontos de vista que têm sido mantidos, dois são dignos de consideração. (1) A apostasia mencionada aqui é a prática de um pecado imperdoável (Mt 12:31, 32), uma vez que essa é a única forma de apostasia para a qual não há esperança. (2) A passagem não prega a falta de esperança para quem se apostatou, mas adverte acerca de uma desesperança adicional (Hb 6:6). A maioria dos comentaristas aceita a primeira visão, embora a última possa ser defendida com base no texto grego. CBASD, vol. 7, p. 467.

8 Espinhos e abrolhos. Deus havia abençoado os cristãos judeus, e esperava que dessem fruto. Se, com todas as bênçãos que tiveram e com toda a luz que iluminava o caminho, eles ainda se recusassem a dar frutos e se afastassem, haveria apenas um fim para eles: a separação de Deus e o esquecimento. CBASD, vol. 7, p. 469.

10 Para ficar esquecido. Deus não Se esquece de qualquer ato de bondade, ainda que pequeno. Tudo é registrado e será levado em consideração no juízo. Um copo de água fria não é esquecido (Mt 10:42), a lágrima de tristeza ou simpatia é lembrada e gravada (SI 56:8). CBASD, vol. 7, p. 469.

11 Plena certeza da esperança. Os crentes a quem a carta foi dirigida tinham sido zelosos em abrigar os santos. Eles precisavam continuar seu ministério, mas deviam ser igualmente diligentes em outros assuntos relacionados com a salvação. CBASD, vol. 7, p. 470.

17 Quando quis mostrar. Não era necessário que Deus jurasse. Sua palavra é tão eficaz quanto um juramento. Por isso, foi impressionante que Ele tenha Se colocado no nível do ser humano, consentindo em jurar pela veracidade da promessa. CBASD, vol. 7, p. 470.

18 Duas coisas imutáveis. Ou seja, a promessa de Deus e Seu juramento. A palavra de Deus, em si mesma é imutável. Nenhum juramento pode acrescentar nada ao que Deus disse, nem torná-la mais segura. Contudo, Deus confirmou a promessa com juramento por nossa causa. CBASD, vol. 7, p. 470.

20 Sumo sacerdote para sempre. O autor volta, habilmente, ao tema do sumo sacerdócio, pois fez uma digressão em Hebreus 5:11 a 6:19, e discute isso em detalhes no cap. 7. CBASD, vol. 7, p. 472.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

II Timóteo 2

Comentário Devocional:

Um soldado, um atleta, e um agricultor - Paulo usa essas personalidades marcantes para representar a viagem perseverante do cristão.
   - Quem é o soldado? Aquele que segue estritamente todas as ordens de seu comandante, mesmo no meio da batalha;
   - O atleta é a próxima comparação - bem treinado, disciplinado, focado na meta de vencer, independentemente do custo ou sacrifício pessoal;
   - E, finalmente, Paulo acrescenta o retrato do agricultor trabalhador e fiel que confia em Deus para a colheita. Meu avô era um fazendeiro como a maioria dos agricultores que conheci ao longo dos anos. Ele era muito metódico, inovador, de fala mansa, e até mesmo tranquilo. Depois de todo o seu trabalho duro e longas horas de calor, frio e períodos de seca, ele esperava uma colheita no outono.

Paulo, então, nos diz em termos inequívocos, que alguns dos nossos problemas podem vir de membros da igreja ou mesmo de um pastor, ancião, diácono ou diaconisa. O diabo quer nos arrancar de Deus e nos lançar longe da igreja. Ele pode usar alguém que você admira. Lembre-se que foi a "família da igreja" que crucificou a Cristo! Não se engane, não deixe frequentar a igreja por causa de alguém ou de algo que aconteceu. Paulo assevera no verso 19: "o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: 'O Senhor conhece quem lhe pertence'” (NVI). Siga o conselho de Paulo e permaneça em alicerce seguro! Seja forte em Cristo e resista ao Diabo.

Caro cristão, 
   - seja forte como um soldado, seguindo as ordens do seu comandante: "afaste-se da iniquidade" (v. 19 NVI). Lembre-se: "Todas as Suas ordens são promessas habilitadoras" (PJ 176);
   - Mantenha os olhos fixos no prêmio, como um atleta disciplinado - para um dia poder estar perante junto ao seu irmão mais velho, Jesus;
   - E, finalmente, confie como o agricultor, que pacientemente suporta o calor escaldante, tempestades e a peste, e mantém plena fé de que Deus proverá uma colheita cheia de frutos: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" (Gl 5:22, 23, NVI).

Jim Ayer
Vice-Presidente
Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/2/

Traduzido/adaptado por JAQ/GASQ

Texto bíblico: II Timóteo 2

Comentário em áudio 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

João 15

Comentário devocional:

Não é bom não produzir frutos. Quem quer ser infrutífero? No entanto, aqui Jesus diz que alguns serão encontrados infrutíferos. Então, o Pai, como jardineiro, irá cortar fora estes ramos da videira. 

Esta parábola pode trazer um sentimento de preocupação. Afinal, como é que vamos realmente saber se somos frutíferos ou não? Dentro do Reino de Deus, muitas vezes nosso fruto não se mostra imediatamente. Muitas vezes, como diz a Bíblia: um planta, outro rega, e ainda um outro colhe! Ou um estabelece uma base enquanto outro edifica sobre ele (1Co 3:5-10). Aqui Jesus usa a analogia de uma videira e um ramo. Trabalhe um pouco em jardinagem e a preocupação começará a se dissipar. 

No meu quintal, há árvores e arbustos. Meus dois favoritos são a macieira e um arbusto especial. O arbusto me traz grande alegria, porque, naturalmente, atrai muitos tipos de borboletas. Mas ele exige um trabalho cuidadoso de poda. A macieira também requer muito cuidado. Ao longo dos anos, ao cuidar dessas duas obras de Deus, tenho notado que os ramos que não produzem frutos são os que não se desenvolveram da maneira certa. O que quero dizer? Eles não cresceram para cima, para o sol, então não produzem frutos. 

Nenhuma planta produz frutos a menos que olhe para o sol. Nenhuma pessoa dá frutos a menos que olhe para o Filho de Deus. "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim" (Jo 15:4 NVI). Você está mantendo seus olhos em Jesus? 

Jesus disse: "Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa" (vv 9-11 NVI).

Christopher Bullock, M.Div. 
Pastor, em Atlanta, Georgia. 
Estados Unidos da America.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 15 
Comentário em áudio 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Marcos 12

Comentário devocional:

Poderíamos chamar esse de o capítulo das uvas amargas. O plano de Deus era estabelecer a mais espetacular vinha do mundo na terra de Israel, no sentido espiritual de um povo amoroso e dedicado a Ele. Essa vinha seria tão incrível e produziria uma colheita tão abundante de uvas doces que pessoas de todas as nações desejariam descobrir o segredo do seu sucesso.

Mas não houve sucesso. O profeta Isaías lamentou: "A vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava. Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição" (Isaías 5:7, NVI).

Aqueles que foram deixados a cargo da vinha não aceitaram nenhuma instrução, apesar dos muitos conselheiros enviados a eles por parte do proprietário da vinha. Os profetas foram apedrejados, espancados e até mesmo serrados ao meio por oferecerem consultoria para o cultivo das uvas.

Deus havia suportado a teimosia do povo por muito tempo. Chegara a hora de entregar uma mensagem final através de Daniel: "Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e a profecia, e ungir o santíssimo" (Dan 9:24, NVI). 

Israel desperdiçou o tempo de misericórdia concedido. A qualidade dos frutos da vinha de Deus não melhorou, mas piorou. Então Deus enviou o seu próprio filho para resgatá-los. Agora que o Santo Filho de Deus estava diante deles, eles tramaram a sua morte. Mas Deus, em Seu amor, lhes fez um último apelo para que se tornassem uvas doces: "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças" (Marcos 12:30, NVI).

Você e eu também recebemos um valioso tempo de misericórdia para nos tornarmos como Jesus, a fim de representá-Lo corretamente ao mundo. Como está a sua condição perante Deus? Está você seguindo as instruções entregues por Seus mensageiros? Está você permitindo que o Criador lhe transforme de uva amarga em uva doce?

Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/12/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Marcos 10 

Comentário em áudio 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Marcos 11 - Comentários selecionados

2 ninguém montou. Para cumprir Zc 9.9 e pelo fato que o uso real ou sagrado exigia que o artigo não fosse usado (cf Nm 19.2; Dt 21.3). Bíblia Shedd.

4 do lado de fora. Muitas habitações orientais eram construídas em forma quadrangular, com um pátio aberto no centro. A partir desse pátio havia uma passagem para a rua. De acordo com o costume, o asno e o jumentinho estariam amarrados no pátio em vez de no portão da rua. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 703.

9 Hosana. Uma transliteração das palavras aramaicas"Oh! Salva-nos, SENHOR" (Sl 118.25). A multidão está gritando frases deste salmo. Bíblia de Genebra.

10 Este verso indica que os peregrinos creram que Jesus era o Messias. Bíblia Shedd.

11 no templo. Este era o centro da vida nacional e religiosa judaica, o lugar natural para o Messias-Rei ser coroado; o primeiro lugar onde Sua autoridade deveria ser reconhecida e de onde deveria sair a convocação oficial para que o povo reconhecesse a Sua soberania (ver vol. 4, p. 14-17). Os sacerdotes e anciãos de Israel deveriam ter sido os primeiros a reconhecer a autoridade do Messias. No entanto, é dito que Ele "veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam". CBASD, vol. 5, p. 703.

tendo observado tudo. Como o templo era Sua casa, Jesus andou por seus átrios, inspecionando o que era Seu por direito. Porém, aqueles a quem o templo fora confiado tinham se apropriado dele para seus próprios fins egoístas (ver Mt 21:33-39). CBASD, vol. 5, p. 703.

11 saiu para Betânia. Quando a multidão finalmente chegou a Jerusalém já era demasiado tarde e, em vão, procurou a Jesus para que pudesse coroá-Lo como rei (ver DTN, 581). Porém, assim como em ocasiões anteriores, quando Sua missão foi confrontada com uma crise, Jesus passou a noite inteira em oração. CBASD, vol. 5, p. 703.

12 No dia seguinte. Este foi "o dia seguinte", depois da entrada triunfal ..., portanto, uma manhã de segunda-feira. Seguindo uma ordem estritamente cronológica, Marcos registra a purificação do templo (v. 15-19) entre a maldição da figueira (v. 12-14) e a descoberta de que ela havia secado (v. 20-26). Mateus, que frequentemente segue uma ordem temática em vez de cronológica (ver p. 276), narra todo o episódio da figueira estéril como uma unidade, sem mencionar que se passaram umas 24 horas entre a maldição e a descoberta de que a árvore se secara. CBASD, vol. 5, p. 704.

13 com folhas. Uma figueira frondosa prometia frutos bem desenvolvidos, embora não necessariamente maduros. Por outro lado, as árvores sem folhas, como era o caso de outras do pomar, não levantavam falsas expectativas de frutos, portanto não causavam decepção.. Nesta parábola..., a figueira frondosa representava a nação judaica, e as outras árvores, as nações gentílicas. É verdade que os gentios não produziam frutos, porém nada se esperava deles, pois não tinham a pretensão de produzi-los. ... Essa figueira precoce, no entanto, tinha folhas que indicavam figos. CBASD, vol. 5, p. 704.

senão folhas. Era uma promessa sem cumprimento. De todos os defeitos, não havia um mais ofensivo do que a hipocrisia (ver com. de Mt 6:2; 23:13). Como a figueira estéril, a religião judaica estava destituída de frutos. Ela estava repleta de forma e cerimônias, mas lhe faltava a verdadeira piedade (ver com. de Mc 7:2, 3; ver col. 4, p. 17-20). CBASD, vol. 5, p. 704.

não era tempo de figos. No clima da Palestina, a primeira colheita de figos geralmente amadurece em junho, e a última, em setembro. O incidente ocorreu perto da Páscoa, provavelmente em abril, portanto, apenas algumas semanas antes da primeira colheita. Embora fosse incomum esperar figos tão prematuros, no entanto, uma árvore cheia de folhas poderia ter frutos prontos a amadurecer. CBASD, vol. 5, p. 704.

14 Nunca jamais. No texto grego, o duplo negativo torna a maldição ainda mais enfática. A esterilidade da árvore representava a improdutividade de Israel, e a maldição, o juízo que Jesus pronunciaria no dia seguinte: "Eis que a vossa casa vos ficará deserta". CBASD, vol. 5, p. 705.

Nunca jamais coma alguém fruto de ti! Jesus não está tendo um acesso de raiva a respeito da falta de figos. Em vez disso, o episódio é uma demonstração simbólica do Seu desprazer a respeito do templo e sua liderança. Esta é uma parábola encenada de julgamento sobre a estrutura social de Jerusalém. Andrews Study Bible.

15 templo. Isto é, o átrio dos gentios, o átrio mais afastado no complexo de estruturas que cercam o templo propriamente dito. Era a única área em que se permitia a presença dos gentios (cf. v. 17). Bíblia de Genebra.

vendiam e compravam. Somente animais comprados dentro da área do templo, a preços exorbitantes, diga-se de passagem, recebiam o visto de "sem defeito", que os sacrifícios exigiam. Bíblia Shedd.

16 pelo templo. Ao entrar nos recintos sagrados do templo, as pessoas deviam deixar de lado, como um sinal de reverência, qualquer carga que estivessem conduzindo. Aparentemente, os que levavam cargas estavam usando os átrios do templo como um atalho para evitar um trajeto mais longo. CBASD, vol. 5, p. 705.

17 salteadores. isto é, assaltantes organizados e não apenas ladrões. CBASD, vol. 5, p. 705.

18 A indignação dos sacerdotes é compreensível, uma vez que foram eles e seus chefes, Anás e Caifás, que embolsavam o lucro do comércio no templo. Bíblia Shedd.

20 desde a raiz. Um detalhe observado apenas por Marcos. Este é o único milagre de Jesus que se pode dizer ter causado algum dano. ... As circunstâncias em que Jesus fez secar a figueira mostram uma explicação satisfatória de Seu propósito. Nesse mesmo dia, os líderes da nação confirmariam sua decisão de rejeitar a Jesus como o Messias, que, por Sua vez, anunciaria que o Céu os havia rejeitado. CBASD, vol. 5, p. 705.

23 Ergue-te e lança-te no mar. Jesus mesmo nunca moveu montanhas literais, nem pretendia que Seus seguidores vissem qualquer necessidade de fazê-lo. Aqui as montanhas são metáforas das dificuldades. CBASD, vol. 5, p. 706.

24 tudo quanto em oração pedirdes. Esta não é uma ampla garantia de que Deus nos dará tudo que Lhe pedirmos, se tivermos fé. Jesus pediu para que não tivesse que passar pelo sofrimento da cruz, mas não era vontade de Deus remover esta dor (13:36). O contexto da declaração de Jesus sobre "tudo o que pedirdes" é o incidente da figueira e a oposição da liderança de Jerusalém (ver 11:27-33). ... o que Ele pode ter desejado assegurar aos discípulos é que mesmo sob oposição, Deus está ao lado deles e lhes concederá sucesso. Andrews Study Bible.

26 se não perdoardes. A falta de vontade de perdoar faz com que Deus não ouça e atenda as orações. CBASD, vol. 5, p. 706

28 Com que autoridade...? A "autoridades" de Jerusalém procuram expor Jesus como um arrogante, sem nenhum status oficial para agir dentro do templo. Bíblia de Genebra.

sábado, 22 de novembro de 2014

Mateus 21

Comentário devocional:

Este capítulo nos leva aos acontecimentos finais da vida de Jesus, pouco antes de Seu julgamento e crucificação. O capítulo se inicia com a entrada triunfal em Jerusalém e introduz um tema que nos leva a Mateus 22:14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (ARA). Na entrada triunfal, Jesus publicamente se identifica como o Rei messiânico de Zacarias 9:9. As pessoas se animam e há uma grande profissão pública de amor e apoio, por parte do público em geral. Em seguida, Jesus entra no templo como Rei messiânico e assume o controle. Ele expulsa os cambistas e se congratula com os cegos e coxos, a quem Ele então cura. Ele permite que as crianças gritem hosanas de louvor.

Tais ações continuariam a exaltá-Lo junto ao povo, mas os sacerdotes e escribas não gostaram do rompimento da “ordem” que tinham estabelecido, bem como se irritaram por Jesus ter expulsado os cambistas que lhes traziam altos lucros.

Em seguida, Jesus deixa o Templo a caminho de Betânia e passa por uma figueira. Suas folhas vistosas proclamam que ela deveria ter frutos, mas a árvore era estéril. Isso equivale a alguém que faz uma profissão vistosa de amor e apoio a Cristo, mas que se revela sem fruto. Exatamente igual aos que receberam triunfalmente a Jesus e, menos de uma semana depois, pediram a Sua crucificação. Deus não está à procura de vistosas demonstrações públicas de apreço, mas busca pelos tranquilos frutos de piedade na vida pessoal.

Jesus ressalta a importância do "fruto verdadeiro" em contraste com o discurso dos líderes religiosos, quando eles desafiavam a Sua autoridade em assumir o controle do Templo. Ele ilustra isso apresentando a parábola de um filho que proclama a sua vontade de realizar um trabalho ordenado por seu pai, mas que não o realiza. Como a figueira vazia, ele produz palavras, mas nenhuma ação significativa. Por contraste, o outro filho deste homem parece inicialmente rebelde, recusando-se a ir, mas depois se arrepende e produz resultados práticos. Ele não faz grandes demonstrações públicas, mas, na verdade, cumpre a vontade do pai.

A esta parábola se seguem mais duas em que palavras e ação são contrastadas. Primeiro, temos a vinha arrendada, aonde os arrendatários inicialmente professam lealdade para com o proprietário, mas depois maltratam os servos do proprietário e matam Seu filho. Este capítulo termina com a parábola do banquete de casamento. Jesus conta uma história em que pessoas comuns são convidadas a uma festa de casamento em lugar dos aristocratas que se recusaram a ir. No entanto, uma das pessoas do povo se recusa a colocar a roupa de casamento que foi concedida de graça.

A lição é clara: o elogio público vistoso a Deus não tem sentido sem uma prática que o acompanhe. Uma árvore que produz mais folhas vistosas que frutos não é uma árvore completa. Se estamos produzindo mais elegantes demonstrações públicas de culto do que frutos piedosos, isto é um sinal que nossa vida espiritual é deficiente. Somente nos ligando a Deus, a Videira verdadeira, pela Sua graça, é que produziremos frutos de justiça que agradam ao nosso Criador e pregam de Sua atuação em nossas vidas.  

Stephen Bauer, Ph.D. 
Professor de Teologia e Ética 
Universidade Adventista do Sul


Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Mateus 21 
Comentário em áudio 

Mateus 21 - Comentários selecionados

1 Betfagé. Significa "Casa do figo". Começa aqui o relatório da última semana da vida humana de Jesus. Bíblia Shedd.

Era o domingo ... antes da Páscoa, que caiu na sexta -feira em 31 d.C. ... Jesus havia chegado a Betânia, a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na sexta-feira precedente e havia descansado no sábado. Foi durante essa visita que Simão recebeu Jesus e Lázaro. ... O relato de João apresenta essa sequência de eventos (ver Jo 12:1-19). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 497.

1-11 Dos Evangelhos Sinóticos ["semelhantes", Mateus, Marcos e Lucas], só Mateus menciona a mãe do jumentinho, provavelmente para dar ênfase ao fato de que o jumento era um animal jovem e ainda não desmamado e, portanto, nunca montado (cf. Mc 11.12) e por causa da citação de Zc 9.9, que profetiza que o rei virá "montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta". Jesus faz o cumprimento da profecia ser inequívoco. A Entrada Triunfal é claramente um ato simbólico. Zc 9.9 era reconhecido pelos judeus como messiânico, e o clamor "Hosana ao Filho de Davi" (v. 9), assim como o estender dos mantos pelo caminho (cf 2Rs 9.13), indica que a multidão reconhece a reivindicação de Jesus ser o Messias. Notemos que Davi proclamou Salomão como seu herdeiro   quando o fez entrar na cidade montado na sua mula (1Rs 1.33, 38, 44). Bíblia de Genebra.

2 jumenta. Animal que simbolizava a humildade, a paz e a realeza davídica (Zc 9.9n; Lc 19.30n). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma personalidade política ou imperial do tempo de Jesus faria esta entrada não em um jumento, mas em um cavalo de guerra, demonstrando grandeza, intimidação, dominação e poder. Andrews Study Bible.

5 Eis aí te vem o teu Rei. Jesus estava seguindo o costume de uma entrada real na cidade, como se fazia no passado (ver DTN, 570). ... Jesus não estava, naquela circunstância, assumindo Seu papel como Rei do reino da glória (ver Mt 25:31), mas como Rei do reino espiritual da graça ... As memórias sagradas e as visões futuras devem ter impressionado Sua mente quando Cristo passou pelo caminho que levou ao cume do monte das Oliveiras e ao descer a encosta ... em direção a Jerusalém. O shekinah sagrado, momentos antes de deixar o primeiro templo, pouco antes da destruição por Nabucodonosor, havia pousado brevemente no alto do monte (ver DTN, 829; ver com. de Ez 11:23). A entrada triunfal foi um "pálido prenúncio" do retorno de Jesus nas nuvens do céu (ver DTN, 580). CBASD, vol. 5, p. 499.

8 estendeu seus mantos pelo caminho. Ato de homenagem régia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Hosana. Gr hõsanna, que translitera o heb hôshi ' â nã', "salva, por favor", que por fim veio a ser uma simples expressão do júbilo religioso. Bíblia Shedd.

12 Tendo Jesus entrado no templo. A primeira purificação do templo é registrada apenas em João (ver Jo 2:13-25), que, por sua vez, não relata a segunda purificação. A primeira purificação ocorreu na primavera de 18 d.C., bem como no início do ministério na Judeia. CBASD, vol. 5, p. 500.

Na manhã da segunda-feira (Mc 11.12), Jesus continuou Sua obra de moralização do templo, que havia dado início ao Seu ministério em Jerusalém, três anos antes (Jo 2.14). A profanação passou a invadir novamente o recinto sagrado. Era necessário haver certa transação financeira para se poderem vender sacrifícios e cambiar moedas do templo com os que vinham de longe. Não era, porém, correto ocupar o recinto inteiro com extorsionários que roubavam o dinheiro dos peregrinos. O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento: a venda dos animais cultualmente aceitáveis se realizava a preços bastante elevados. As moedas estrangeiras não eram aceitáveis nas urnas (caixas das ofertas), por serem cunhadas com imagens do imperador (que era tido por um deus) ou de várias divindades. Bíblia Shedd.

Isto, contudo, era utilizado como uma oportunidade de cobrar preços extremamente altos e oprimir o pobre. Andrews Study Bible.

O átrio exterior, ou pátio dos gentios, era o cenário desse negócio profano. CBASD, vol. 5, p. 501.

pombas. Ou "pombos". As pombas eram a oferta dos pobres (ver Lev 12:8; ver com. de 1:14; Lc 2:24). CBASD, vol. 5, p. 501.

13 covil de salteadores. Ou, "antro de ladrões". ... Ao fazerem dos símbolos sagrados do Cordeiro de Deus uma fonte de lucro pessoal, os líderes estavam tornando comuns as coisas sagradas e roubando a Deus Sua honra e glória. Também roubavam de todos os adoradores o conhecimento do caráter e dos requisitos de Deus e, aos adoradores gentios, roubavam a oportunidade de conhecer a Deus como Ele é. CBASD, vol. 5, p. 501.

14 cegos e coxos ... os curou. Pessoas com enfermidades não eram admitidas no templo. ... Jesus não apenas aceitou e saudou os inaceitáveis no templo, mas os curou. Andrews Study Bible.

16 Ouves [...]? A situação estava fora do controle dos "principais sacerdotes e escribas". As multidões que se reuniram na área do templo para ver Jesus, aclamavam a Ele como o Rei-Messias, e isso despertou nos líderes judeus o mesmo misto de medo e raiva que haviam sentido no final da tarde do dia anterior (ver com. de Lc 19:39). Então, fizeram um apelo frenético a Jesus, como no dia anterior, para silenciar as aclamações de louvor. CBASD, vol. 5, p. 502.

17 Betânia. Aldeia na encosta leste do monte das Oliveiras, quase 4 km de Jerusalém, e última parada na estrada de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus recusa este tipo de pergunta que não é feita com humildade e fé, mas como em um desafio, pois tinha, já, feito tudo para revelar a presença do Reino de Deus entre os homens. Uma revelação mais dramática não produziria a conversão, mas só a obediência provocada pelo terror. Jesus passa a vencer os sacerdotes com o mesmo tipo de lógica que estes praticavam. Bíblia Shedd.

24 Eu também vos farei uma pergunta. Responder uma pergunta propondo outra era um procedimento aprovado nos debates rabínicos. A segunda pergunta era supostamente designada para apontar o caminho para responder à questão original. ... Na realidade, Jesus não estava Se evadindo da questão, pois a resposta deles à Sua pergunta proveria, em princípio, parte da resposta. A sabedoria e a habilidade com a qual Jesus enfrentava os desafios era uma evidência adicional de Sua divindade. CBASD, vol. 5, p. 502.

25 Por que não acreditastes nele? A pergunta foi feita a Jesus com o intuito de provocá-Lo a declarar que era o próprio Messias (e os sacerdotes poderiam, então, prendê-lO e entregá-lO aos romanos), ou a negar que tivesse autoridade sobrenatural, passando, então a perder o apoio popular. Jesus, por Sua vez, os convocou a fazer uma declaração semelhante, acerca de João Batista, o que não ousaram fazer (27). Bíblia Shedd.

 Se eles reconhecessem as credenciais divinas de João deviam necessariamente aceitar sua mensagem, e o clímax de sua mensagem era a identificação de Jesus de Nazaré como o Messias (ver Jo 1:26, 27, 29). Desse modo, reconhecer a autoridade de João era equivalente a reconhecer a de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 503.

26 temer o povo. O temor da violência física parece ter controlado a mente dos líderes (ver Lc 20:6). Se a opinião popular se voltasse contra eles, sua influência sobre o povo se perderia. Para eles, posição e influência significavam mais do que a verdade. CBASD, vol. 5, p. 503.

21:28 - 22:14 A medida que o conflito que os líderes religiosos e Jesus se intensificava, Jesus conta uma série de parábolas que ataca sua arrogância, ganância e justiça própria. Estas parábolas de confrontação ilustram a grande inversão ao Messias: os líderes de Israel o rejeitaram; e os excluídos e rejeitados O aceitaram. Este é o grande tema da reversão e inversão que perpassa através dos Evangelhos: aqueles que se esperavam que se salvassem, se perdem, e os "pecadores" são salvos. Andrews Study Bible.

28 dois filhos. Desde a entrada do pecado, as duas classes aqui representadas estão presentes no mundo: os que obedecem e os que desobedecem. Assim será até o fim do mundo. CBASD, vol. 5, p. 503.

31 publicanos e meretrizes. Esta pe uma frase generalizadora que designa todos os párias da sociedade e da religião que, geralmente, evitavam o templo e a sinagoga porque não eram bem recebidos quando compareciam. ... O fato de que coletores de impostos e prostitutas reespondiam tão prontamente à pregação de João e de Jesus ofendia os líderes judeus ... Estes não estavam dispostos a trabalhar na mesma vinha em que coletores de impostos convertidos, como Zaqueu (ver Lc 19:1-10), e prostitutas restauradas, como Maria (ver com. de Lc 7:36, 37) eram aceitos como trabalhadores. CBASD, vol. 5, p. 503, 504.

33 uma vinha. A vinha era um dos símbolos nacionais de Israel. Bem perto do lugar onde Cristo estava, naquela ocasião, na entrada do templo, havia uma grande e magnífica videira esculpida em ouro e prata que representava Israel. CBASD, vol. 5, p. 504.

Cercou-a. A cerca representa os preceitos da lei divina e obediência àqueles princípios da verdade que protegem contra a prática do erro. CBASD, vol. 5, p. 504.

34 os frutos que lhe tocavam. Israel devia mostrar o fruto do caráter e revelar ao mundo os princípios do reino dos céus. O fruto do caráter devia se manifestar primeiramente em sua vida e, então, na vida dos povos ao redor. Do mesmo modo, Deus espera que Sua igreja hoje partilhe as grandes bênçãos que Ele tem derramado sobre ela (ver PJ, 296). CBASD, vol. 5, p. 504.

37 E, por último. Quando os judeus rejeitaram jesus como o messias, desprezaram a última oferta de misericórdia a eles como nação. Aqui, Jesus não prevê tempo algum no futuro em que os judeus deviam recuperar o favor divino, como nação (ver vol. 4, p. 19, 20). CBASD, vol. 5, p. 505.

38 Sua herança. Seria loucura que os mordomos de uma vinha pudessem imaginar que, ao assassinar o herdeiro da mesma, pudessem passar a possui-la. Loucura maior seria a dos sacerdotes que agiam como se a crucificação do Filho de Deus lhes deixaria a herança de Israel por conta deles. Bíblia Shedd.

42-44 Jesus é a pedra fundamental para os que confessam o Seu nome, e edificam suas vidas nEle, passando então a fazer parte do edifício de Cristo, pedras vivas da Igreja (cf 16,18n; At 4.11n); para quem se recusa crer em Cristo, Ele deixa de ser a pedra que alicerça esta vida. Torna-se-lhe pedra de tropeço e condenação no julgamento (Is 8.14-15; Lc 20.17n; Rm 9.32; 1Pe 2.8). Mais tarde, Pedro mostrou que Cristo era sua pedra fundamental para operar milagres, pedra de cuja aceitação depende a salvação de cada um (At 4.11-12). Bíblia Shedd.

sábado, 12 de julho de 2014

Ezequiel 15

Comentário devocional:

Nos capítulos 15-17 temos três parábolas. Uma parábola é uma verdade envolta em uma história ou figura de linguagem. Boa parte do ensino de Jesus foi feito por meio de parábolas. Muitos dos profetas do Antigo Testamento, incluindo Ezequiel, também ensinaram desta maneira.

Ezequiel 15 é uma parábola acerca de uma videira. O profeta utiliza a metáfora da videira três vezes, ao longo de  cinco capítulos (15:1-8; 17:5-10; 19:10-14). O que a videira possui que a torna mais importante que outras árvores da floresta? Nada! Outras árvores produzem madeira útil, mas a madeira da videira é macia, frágil, torta, e, geralmente, de pequeno porte. 

O único propósito da videira é dar frutos. Quando não dá fruto, é inferior a outras árvores. Então, se o povo de Deus perde o seu propósito distintivo de não dar frutos de justiça, então são mais inúteis do que as pessoas do mundo. Pela ótica da parábola, portanto, os judeus foram considerados inferiores a outras nações.

A palavra hebraica aqui para videira indica um ramo que só é útil quando está dando frutos. A madeira não é útil o suficiente para qualquer outra finalidade a não ser para alimentar o fogo. Portanto, como Israel não está produzindo frutos, o fogo do juízo de Deus é iminente. Ezequiel 15:8 diz: "Arrasarei a terra porque eles foram infiéis. Palavra do Soberano, o Senhor." Se uma videira for frutífera, é valiosa, mas se não for frutífera, é sem valor e inútil – será lançada ao fogo. Isto simboliza a forma na qual Judá havia se tornado inútil para o Senhor e agora não servia para nenhum outro propósito além de ser queimado em julgamento.

Ezequiel muda aqui o sentido da metáfora bíblica da videira. Ela é geralmente uma imagem positiva na Bíblia (cf. João 15). Quando usada de forma negativa, apenas o seu mau fruto é condenado. Mas, agora, Ezequiel critica a própria natureza da videira: a inutilidade de sua madeira, em comparação com a madeira das outras árvores. Os moradores de Jerusalém são inúteis, diz ele, pela sua própria natureza! 

Assim, o homem é capaz de produzir fruto precioso somente ao viver para Deus e para os outros; este é o propósito de sua existência. Se ele falhar neste aspecto, ele não tem qualquer utilidade e merece ser destruído. Isto se refere às pessoas que vivem no abandono total de Deus e da verdadeira religião!

Esta parábola é aplicada originariamente a Jerusalém. Porém, tomemos cuidados para que nós mesmos não vivamos de modo infrutífero. Acheguemo-nos a Cristo e busquemos permanecer nEle, praticando as Suas palavras.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/15/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 15 

Comentário em áudio