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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Apocalipse 22

Comentário devocional:

O puro rio da vida nunca cessa de fornecer bênçãos do trono de Deus (v. 1). Aonde Nancy e eu vivemos atualmente, temos uma maravilhosa água doce de poço. Eu só posso imaginar como será a água do céu, fluindo através da árvore da vida que produz doze frutos (v. 2). Sempre conversamos sobre que frutos serão esses. Tentamos definir os doze melhores frutos que mais gostamos. Eu incluiria o durian, minha esposa não. [NT: O durian é uma fruta originária da Malásia e Indonésia, de aparência que lembra um pouco a jaca, de tamanho menor, que tem um cheiro tão forte que em alguns lugares de Cingapura proíbem que seja comida em público.] Ficamos imaginando quais sabores estarão representados na Árvore da Vida.

Jesus nos lembra de Sua autoridade como o Alfa e o Ômega (v. 13), significando que Ele é eterno e o que Ele diz é fiel e verdadeiro. Ele faz questão que entendamos a nossa relação de salvação com Ele e total dependência de Sua graça em nossas vidas. Enquanto aguardamos a "bem-aventurada esperança" Ele nos adverte a não mudarmos nada em Suas mensagens.

Uma advertência urgente soa ao longo deste último capítulo da Bíblia - Jesus apela à nossos corações três vezes (vs. 7, 12, 20), nos dizendo que Ele está voltando logo - em breve! Adoremo-Lo de todo o coração, bebamos livremente da água da vida (v. 17) cheia de graça, e recebamos as bênçãos prometidas para a obediência. Aceitemos as promessas proféticas do Apocalipse.

Na última página do livro "O Grande Conflito" é nos dito de forma majestosa:  "O grande conflito terminou. Pecado a pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz a alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas a inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor."

Ao lermos palavras tão sublimes somos levados a dizer: "Vem, Senhor Jesus!" (v. 20 ARA). Levantemo-nos, brilhemos e juntos proclamemos ao mundo que "Jesus está voltando!" 
[NT: No original: “Arise! Shine!” and proclaim, “Jesus is coming!”, tema da 60ª Conferência Geral da IASD que se iniciou na quinta-feira, dia 02/07, em San Antonio, Texas].

Ted N C Wilson
Presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/22/

Traduzido por JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Apocalipse 22 

Comentários adicionais: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com.br/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Atos 26

Comentário devocional:

Paulo nunca poderia arranjar um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa. O rei Agripa estava bem informado sobre todas as questões judaicas, então Paulo poderia ter falado aberta e diretamente sobre as questões jurídicas que supostamente o trouxeram a julgamento. Mas em vez disso, Paulo contou sua história de conversão desde que era um membro do Sinédrio, enviado para caçar e destruir os cristãos, até se tornar um apóstolo de Jesus, comissionado a buscar e salvar o que estava perdido.

Paulo procurou impressionar o rei e os presentes mostrando a mudança radical de um homem que uma vez estava cheio de ódio hipócrita para alguém cujos olhos se abriram ao vasto oceano do amor de Deus. Os presentes tinham ouvido falar de Jesus e de Seus seguidores, mas nunca tinha ouvido uma história que os deixasse extasiados como esta, da mudança radical na vida de um homem. Uma luz mais brilhante que o sol? Uma Voz se dirigindo a ele pelo nome? Uma ordem para alcançar os gentios, “para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé” em Cristo? (v. 18 NVI) Que história notável!

Então, Paulo chegou ao ápice do seu discurso. "Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial" (v. 19 NVI), disse ele. Após receber a visão, Paulo começou a compartilhar Jesus imediatamente, onde quer que fosse. É por isso que os judeus queriam vê-lo morto. Mas tudo o que ele fez foi ajudar a cumprir aquilo que "o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios" (v 23 NVI). Em outras palavras, Paulo não havia inventado tudo aquilo. Séculos antes Deus já tinha planejado que a história de Cristo fosse contada ao redor do mundo, para que todas as pessoas "se arrependessem e se voltassem para Deus" (v.20 NVI).

No crescente da oratória e apelo de Paulo, Festo interrompeu, provavelmente um pouco envergonhado pelo poder deste prisioneiro de dominar a atenção de todos. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era "verdadeiro e de bom senso" (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: "Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim"(v. 27 NVI). Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes daquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes.

O rei Agripa II foi o último da dinastia dos Herodes [e aparentemente não aceitou a Cristo como seu salvador pessoal]. Nunca mais um rei judeu teve a grande chance de se arrepender.

Jesus certa vez disse: "vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês"(Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.

Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/26/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 26 
Comentário em áudio 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Atos 24

Comentário devocional:

O comandante, Cláudio Lísias, ao ouvir do pacto de 40 judeus para matar Paulo, tomou medidas para proteger seu prisioneiro, que era um cidadão romano. Ele o mandou ao governador Félix, em Cesaréia. Félix havia passado de escravo a governador com a ajuda de seu irmão, que era um dos favoritos do imperador Nero. Félix era conhecido por seu comportamento inescrupuloso e crueldade. Mas ele decidiu ouvir o caso de Paulo e convocou seus acusadores de Jerusalém. 

Os dois discursos feitos neste capítulo não poderiam ser mais contrastantes. Tértulo, o astuto advogado que representava o Sinédrio, disse uma mentira atrás da outra – algumas ousadas, outras sutis – misturadas com bajulação ao governador. Paulo, em sua defesa, apresentou a pura verdade do caso. Félix podia ver através de mentiras de Tértulo e decidiu que os judeus não estavam colaborando em trazer luz para o julgamento. Ele interrompeu o processo e disse que iria esperar por um relatório pessoal do comandante Cláudio Lísias. Os judeus foram, então, forçados a sair.

Félix, um velho estrategista e mentiroso, ficou intrigado com Paulo. Sua esposa Drusila era judia, filha de Herodes Agripa. Eles decidiram ter um encontro privado com Paulo. Félix conhecia bem os ensinamentos e estilo de vida dos judeus, mas ficou intrigado com essa "fé em Cristo Jesus" (v.24). Paulo alegremente discorreu para o poderoso casal sobre a justiça de Deus, comportamento adequado, e o julgamento final do homem diante de Deus. 

A maldade cruel de Félix era bem conhecida foi, e poucos, se houvessem, teriam ousado enfrentar o governador romano com a verdade. Mas Paulo não tinha medo de homens e viu nisso uma oportunidade para apelar para que Félix se reconciliasse com Deus. "Mostrou que esta vida é o tempo de preparo do homem para a vida futura." Então, Paulo apontou-lhes o "grande sacrifício pelo pecado" e o fato de que Cristo tinha cumprido as exigências da lei (Atos dos Apóstolos , pp. 424, 425).

Félix sentiu-se culpado. Ele estava com medo do julgamento (v.25). Ele manteve Paulo sob custódia e ao longo dos próximos dois anos, falou com Paulo várias vezes sobre estas questões, mas nunca se rendeu. Mais tarde Félix foi chamado a prestar contas em  Roma por ter matado milhares de judeus e permitir saques das casas dos ricos [em Cesaréia], e foi removido de seu posto. Ele deixou Paulo na prisão para conseguir  favorecer sua imagem com os judeus, mas nunca mais ouviu uma mensagem de advertência para que se arrependesse. Como é trágico é o fim de quem adia o arrependimento!

Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 23 
Comentário em áudio 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Lucas 13

Comentário devocional:

Os ouvintes de Jesus muitas vezes levavam perguntas ou comentários para Ele. Logo após censurar os especialistas da lei por sua hipocrisia, por não saberem interpretar corretamente os sinais espirituais daquele tempo tão especial (12:54-59), chegou a notícia de que Pilatos havia matado galileus no templo de Jerusalém enquanto estes ofereciam sacrifícios (Lucas 13:1). A multidão pensava que os galileus deviam ter sido grandes pecadores, porém "Jesus respondeu: Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão" (vv 2, 3 NVI).

Então Jesus comentou outra notícia em evidência, a respeito de dezoito pessoas que morreram quando uma torre em Siloé caiu sobre eles (v 4). Jesus deixou claro que aqueles que sofrem mortes acidentais ou violentas não são maiores pecadores do que os demais, porque todos nós somos culpados e estamos sob a pena de morte. Jesus rejeita a ideia de que quando sofremos estamos colhendo os resultados de nossos pecados.

Então Jesus conta uma parábola sobre a graça de Deus para os pecadores: "Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum" (v 6 NVI). O proprietário da vinha queria cortar a árvore, mas seu viticultor pediu mais um ano. A parábola de Jesus mostra tanto a graça de Deus quanto os limites da Sua graça. Se a árvore ainda continuasse infrutífera no próximo ano, o viticultor iria cortá-la (v 9).
A árvore da sua vida apresenta o fruto de arrependimento? Jesus nos pede para nos arrependermos e pedir-Lhe perdão e cura pelos nossos pecados.

Após a parábola da vinha, Lucas registra um dos milagres mais dramáticos de Jesus. Num Sábado, enquanto ensinava na sinagoga, Jesus notou uma mulher que por 18 anos tinha estado tão curvada que não podia erguer o seu corpo (v 11). Depois de dizer: "Mulher, você está livre da sua doença” (v. 12 NVI), Ele pôs as mãos sobre ela e "imediatamente ela se endireitou, e passou a louvar a Deus" (v 13 NVI).

O chefe da sinagoga ficou indignado porque Jesus tinha "trabalhado" no Sábado. Como pôde ele ignorar a milagrosa cura da mulher e acusar Jesus de quebrar o Sábado? Ele e outros líderes judeus não perceberam que Deus proibiu o trabalho normal no Sábado, como um símbolo de paz e libertação do pecado e como uma experiência mais profunda do amor de Deus. Ao curar a mulher de sua enfermidade, Jesus também mostrou que o Sábado é um símbolo da libertação da dominação de Satanás.

Os líderes judeus eram, na verdade, aqueles que quebravam o Sábado porque o seu "descanso" era algo que eles estavam fazendo a fim de ganhar a salvação. O real descanso do Sábado vem quando descansamos no Sábado e reconhecemos o dom gratuito da salvação de Deus para nós.  

Douglas Jacobs,
Professor de Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/13/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Lucas 13 

Comentário em áudio 

Lucas 13 - Comentários selecionados

1 Pilatos. Era notório pela sua crueldade (Josefo, Antiguidades, 17.9.3; 18.4.1ss) como também aqueles galileus eram conhecidos insurgentes que se rebelaram contra a opressão dos romanos. Bíblia Shedd.

...mandar matar pessoas enquanto ofereciam sacrifícios no templo condiz com a reputação de Pilatos. Bíblia de Estudo NVI Vida.


2 A calamidade era comumente considerada como resultado do pecado (Jo 9.1-2), porém Jesus nega que estes galileus fossem especialmente pecadores. Bíblia de Genebra.

Nos tempos antigos muitas vezes se acreditava que as grandes desgraças aconteciam somente a pessoas extremamente pecaminosas )v. Jo 9.1, 2; v tb Jó 4.7; 22.5, em que Elifaz acusa Jó injustamente). Bíblia de Estudo NVI Vida.

3, 5 não eram. Um desastre não prova a culpa uma culpa ou um estado de maior pecaminosidade das vítimas. É uma advertência contra a atitude dos auto-suficientes e "justos" que não sentem a urgência do arrependimento e do novo nascimento (cf 18.9-14). Bíblia Shedd.

3 todos igualmente perecereis. Todos são pecadores, por isso Jesus chama Seus ouvintes ao arrependimento - pois de outro modo eles perecerão. Os galileus não tiveram tempo para arrepender-se por ocasião de sua morte, e os ouvintes impenitentes de Jesus podiam também enfrentar a morte sem tempo de preparar-se. Bíblia de Genebra.

4 a torre de Siloé. Edificada dentro da seção sudeste do muro de Jerusalém [provavelmente próxima ao tanque de Siloé]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 figueira. Pode referir-se a Israel e igualmente a um indivíduo. Bíblia Shedd.

6-9 A vinha era solo fértil para uma figueira e "três anos" indica uma árvore já bem formada. ... O fato de Deus não punir os pecadores imediatamente não significa que ele aprove seus pecados. pelo contrário, Sua paciência mostra que Ele é misericordioso e os pecadores devem arrepender-se enquanto é tempo. Bíblia de Genebra.

Cedo ou tarde a lâmina do machado cairá sobre a raiz da vida inútil em que faltou o enxerto da nova vida em Cristo (cf Mt 7.16ss; Rm 11.16-24; Cf 1.6, 10). Bíblia Shedd.

7 três anos. Os séculos em que Israel gozou dos privilégios da Aliança culminam no período do ministério de Jesus. Bíblia Shedd.

10 sábado. Passagens anteriores que relatam as controvérsias acerca do sábado (exemplo 6.1-11) mostram a autoridade de Cristo sobre esse dia. Aqui se salienta o significado do dia de descanso. Desde o princípio o sábado era profético, lembrando a reconsagração da Criação a sua finalidade original, o que só se realizará por meio da derrota de Satanás (v. 16). Essa vitória final é prevista na libertação da mulher de quem foi expulso o espírito de enfermidade. Bíblia Shedd.

11 a descrição da enfermidade dessa mulher faz crer que os ossos da sua coluna eram rigidamente fundidos entre si. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 este ano. O juízo já devia ter caído sobre a nação, porque ela rejeitou seu Messias, mas Deus dará mais uma oportunidade especial e limitada entre o Pentecostes e a destruição de Jerusalém (66-70 d;C.). Bíblia Shedd.


15 Jesus chamou seus críticos "hipócritas", porque fingiam ter zelo pela lei, mas pretendiam mesmo era atacar a Jesus e à cura que fizera. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18-21 Tanto no campo e na cozinha, como nos corações e no mundo, a implantação da nova natureza do reino não pode permanecer oculta. A nova vida do Espírito se manifestará no indivíduo e na Igreja. Essa vida influenciará o mundo inteiro (cf Ap 5.9). Bíblia Shedd.


19 aves. Cf Dn 4.12, 21, onde representam nações. Podem ser os gentios que terão livre acesso ao evangelho e à igreja (cf Ef 3.6ss). Bíblia Shedd.

22 Aqui começa uma seção que continua até 16.13, com o intuito de responder à pergunta: "Quem entrará no reino de Deus?" A resposta seria: "Não aqueles que vós pensais". Bíblia Shedd.

Lucas apresenta Jesus indo sem pressa para Jerusalém, onde o clímax seria atingido. A caminho, Ele continuava servindo ao povo. Bíblia de Genebra.

23 serão poucos os salvos? Os judeus geralmente concordavam que todo Israel (exceto uns poucos especialmente pecadores) estava incluído no número dos salvos. Bíblia de Genebra.

Possivelmente quem fez a pergunta notou que, a despeito das grandes multidões que vinham ouvir a pregação de Jesus e receber a cura, havia bem poucos seguidores leais. Jesus não respondeu de modo direto, mas advertiu que muitos tentariam entrar depois de ser tarde demais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-30 A salvação exige de nós: 1) Esforço gr agonizo, "lutar", "concentrar toda a atenção e força" ...; 2) Urgência, pois a porta se fechará de repente (v. 25) - apelo a não se demorar (cf 2Co 6.2); 3) União com Cristo, senão Ele não nos reconhecerá - apelo a uma relação pessoal com Cristo (Jo 17.3); 4) Santificação, sem a qual não veremos ao Senhor (Hb), apelo à ação renovadora do Espírito (Rm 8.4). Bíblia Shedd.

24 esforçai- vos. Isto não significa que a salvação seja alcançada por meio de obras; é uma maneira enfática de dizer que o indivíduo deve ser determinado a respeito da salvação. Bíblia de Genebra.

26-27 Ter tido comunhão social com Jesus e ter ouvido o seu ensino não é suficiente. Bíblia de Genebra.

31 vai-te daqui. Jesus encontrava-se provavelmente na Pereia, que estava debaixo da jurisdição de Herodes. Os fariseus queriam assustar Jesus a ponto de ele deixar a região e ir para a Judeia. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Os fariseus preferiam vê-lo na Judeia, onde tinham mais influência. Bíblia de Genebra.

Herodes. Não gostava de perturbação nenhuma. Jesus se achava na Transjordânia [Pereia] que, juntamente com Galileia, estava sob sua jurisdição. Bíblia Shedd.

32 essa raposa. Jesus não Se abala com as ameaças de Herodes e diz que continuará Seu ministério. Há um limite para o tempo, como mostra a referência ao terceiro dia. Bíblia de Genebra.

terceiro dia. Uma referência à ressurreição; Sua obra estaria completa. Bíblia Shedd.

33 nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalém! Jesus ... morreria em Jerusalém, assim como tinham morrido numerosos profetas antes dele. Bíblia de Estudo NVI Vida.

34 Quantas vezes. Jesus deve ter estado em Jerusalém mas vezes do que os Evangelhos Sinóticos registram explicitamente. O Evangelho de João registra várias visitas. Bíblia de Genebra.

Essa lamentação por Jerusalém pode levar-nos a crer que Jesus esteve em Jerusalém muito mais vezes dos que os sinóticos relatam ... De conformidade com Mt 23.37, 38, a mesma exclamação foi feita na terça-feira  da Semana da Paixão. Jesus repetia muitos de Seus ensinos e declarações. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A condenação está ligada à profunda compaixão de Deus (cf Pe 3.9). Bíblia Shedd.

35 Bendito o que vem em nome do Senhor! Segundo algumas tradições rabínicas, este salmo foi composto especialmente para a coroação de Davi. Seria novamente proclamado pela vinda do Messias. Bíblia Shedd.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Amós 3

Comentário devocional:

Neste capítulo, Amós apela às pessoas negligentes e sem sensibilidade espiritual para que tomem conhecimento da justiça e dos juízos de Deus (vv. 1-8) dirigidos àqueles que continuam a pecar e não se arrependem. Deus é revelado como justo e santo (vv. 9-15).
Uma mensagem específica é dada a Israel e Judá - a "toda esta família que tirei do Egito" (v. 1 NVI). Deus os escolheu como uma nação e estabeleceu uma relação especial com eles. Apesar dos altos privilégios e da luz abundante que brilhavam em seu caminho, o povo escolhido pecou grandemente.

O castigo divino foi pronunciado por causa da extrema corrupção, cobiça e luxo que os levou a se esquecerem dos mais simples deveres para com os vizinhos e a exercerem uma violenta opressão sobre os pobres. Os grandes e os ricos utilizavam mal sua riqueza e influência, as quais, se bem utilizadas, resolveriam o problema da pobreza existente. Deus declara que sua relação especial com Israel não poderia continuar assim por mais tempo por se apegarem eles às suas iniquidades, semelhante a duas pessoas que não podem caminhar juntos (v.3), a menos que tenham um propósito comum em vista.

Como um leão ruge quando está prestes a saltar sobre a presa (v. 4), por meio de Seu profeta Deus avisa que irá punir os malfeitores.

Assim como o toque súbito de trombeta (v.6) provoca medo na cidade, Deus deseja que a mensagem do profeta alarme os infratores. É preciso lembrar que o castigo de Deus segue as advertências dos profetas, que são seus servos (v.7). 

Amós convoca retoricamente as nações da Filístia e Egito, a observarem e se surpreenderem com as iniquidades de Israel, com a vida perversa do chamado povo de Deus. Israel abandonou a justiça, a própria base da sociedade; eles se tornaram moralmente e espiritualmente cegos, de tal forma que eles nem fazem o bem, nem se dão conta de sua omissão. Portanto, a punição divina será completa sobre o povo, apenas um pequeno remanescente escapará (v.12).

Quando Israel, a família de Deus, recusou-se a viver de acordo com seus altos privilégios e aceitar suas responsabilidades, sua posição favorecida lhe foi retirada e concedida à igreja, a família espiritual de Deus. Quanto maior é o conhecimento da vontade de Deus, maior é a responsabilidade e maior a recompensa. 

Que possamos aprender com a experiência de Israel e que estas lições nos aproximem de Deus e uns dos outros!

Deepati Vara Prasad
Watchman Publishing House, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 3 

Comentário em áudio  

domingo, 8 de junho de 2014

Jeremias 38

Comentário devocional:

Neste capítulo, vemos os últimos apelos de Jeremias aos líderes e ao último rei de Judá, Zedequias, no 11º ano do seu governo, imediatamente antes da queda de Jerusalém perante os babilônios (Jer 39). 

Alguns príncipes (v. 1) ouviram Jeremias transmitir a mensagem do Senhor a todo o povo que o visitava no pátio da guarda: “Aquele que permanecer nesta cidade morrerá ...; mas aquele que se render aos babilônios ...viverá.” (v. 2 NVI). Sendo esta mensagem contrária aos interesses destes líderes (para que mantivessem suas posições de destaque) e céticos com relação à Palavra de Deus pregada por Jeremias, pediram ao rei que o condenasse à morte (v. 4) como se ele fosse o inimigo público número um, por enfraquecer os ânimos do povo para a guerra.

Zedequias adotou a abordagem de Pôncio Pilatos e deixou que esses líderes decidissem o destino do profeta (v. 5). Jeremias foi, então, lançado por eles no poço sem água existente no pátio da prisão para ali morrer de fome. O poço tinha muita lama no fundo e Jeremias afundou nela (v. 6).  Foi aqui, provavelmente, que nasceu Lamentações 3: "Cercou-me de muros, e não posso escapar; atou-me a pesadas correntes." (Lam 3:7).

O Senhor, entretanto, não permitiu que Seu profeta ficasse naquela situação e moveu o coração de um compassivo oficial etíope (negro), chamado Ebede-Meleque (“Escravo do rei”, em hebraico), que, junto à porta de Benjamim contou ao rei do perigo pelo qual passava o profeta (v. 7, 8. Ver Jer. 37:13). O rei, temeroso de ser responsável pela morte de um profeta de Deus, voltou atrás e ordenou que o oficial etíope levasse consigo três homens (NVI) sob seu comando e libertasse Jeremias do poço, o que foi feito cuidadosamente utilizando cordas e trapos velhos colocados debaixo dos braços do profeta.

A pedido do rei, Jeremias se encontrou com Zedequias na terceira entrada do templo (provavelmente uma entrada particular do palácio para o templo). O rei, então, lhe perguntou se havia alguma palavra do Senhor para ele (v. 14) e secretamente jurou que não o mataria qualquer que fosse a mensagem (v. 15, 16). O rei demonstra aqui a sua fraqueza: apesar de acreditar que Jeremias tinha realmente a Palavra de Deus, teve medo de enfrentar abertamente a vontade e influência dos príncipes. Ele, os líderes e toda Jerusalém sofreram terrivelmente por esta hesitação.

Jeremias, então, repetiu a mesma mensagem que pregara ao povo e aos príncipes: resistir significaria condenação. Esta foi a última pregação de Jeremias a Zedequias. O rei temeu mais aos homens, líderes e desertores, que a Deus e Deus o entregou e ao povo ao único amargo remédio a que sua rebeldia os levara: o cativeiro babilônico.  

O rei tomou providências para que Jeremias ficasse fora do alcance das mãos dos que queriam matá-lo, desde que mantivesse silêncio quanto a suas últimas advertências (v. 24, 25). O profeta ficou no pátio da casa da guarda, até o dia em que Jerusalém foi capturada (v. 28).

Que triste destino de um rei e de um povo que não deram crédito às solenes advertências de Deus! Estamos nós, hoje, atentos à voz da Palavra de Deus, através do Espírito Santo, corrigindo nosso caminho e cultivando a comunhão com Deus?

"Querido Deus, quando a Sua Palavra causar um impacto em nós, ajuda-nos a agir de acordo com Suas exigências e não tentarmos modificar ou negar o papel contemporâneo da Sua Palavra para nossas vidas. Amém."

Koot van Wyk
Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/38/

Traduzido por JDS/JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jeremias 38 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Jeremias 25

Comentário devocional:

Que capítulo intenso! Deus envia aqui Sua Palavra a toda a nação de Judá e, também, ao mundo todo, em todas as épocas, através de seu servo Jeremias.

A mensagem de Deus é simples e clara. Observe Seu "Plano de três pontos" para a sobrevivência espiritual: 
1. Arrependei-vos dos vossos maus caminhos e maldades; 
2. Não vá atrás de outros deuses para os servir e adorar; 
3. Não Me obrigue a agir por causa das más obras das tuas mãos.

A Escritura registra a triste verdade que eles se recusaram a ouvir. Recusaram não apenas poucas vezes, mas de forma permanente.

A leitura deste capítulo me faz imaginar Jeremias tentando conseguir a atenção das pessoas no portão da cidade. Mas o povo não deu ouvidos às palavras de Deus. Estas palavras os teriam salvo se tivessem levado o profeta a sério.

Jeremias detalha os resultados devastadores de desprezar as repreensões divinas. Os babilônios se tornaram instrumento divino de juízo. Os sons da vida foram silenciados e as luzes se apagaram.

Mas existe uma esperança: encontramos neste capítulo a profecia de Jeremias de que os cativos ficariam na Babilônia por 70 anos e depois retornariam. 

Veja que interessante: como registrado em Daniel 9, esta é a mesma profecia que Daniel estava estudando perto do fim do cativeiro! Preste atenção: vemos aqui um profeta – Daniel - estudando as palavras de outro profeta – Jeremias – que tentava entender o que Deus dizia! Quão importantes são as palavras de Deus!

No restante do capítulo observamos Jeremias ser levado em visão para além dos 70 anos de cativeiro, após a punição de Babilônia por seus pecados, até o desfecho do conflito entre o bem e o mal no fim dos tempos. 

Estas questões que trouxeram os juízos divinos ao povo de Deus agora se aplicam a todo o mundo. Deus diz: "Pegue de minha mão este cálice com o vinho da minha ira e faça com que bebam dele todas as nações a quem eu o envio." (v. 15 NVI).

Os estudantes da Bíblia reconhecem aqui uma forte semelhança com as palavras de Apocalipse [em especial, Apoc 14], descrevendo o conflito final dos tempos. Deus tem um acerto de contas a fazer, não só com o Seu povo, mas com todas as nações. A devastação do pecado e do mal não perdurará para sempre.

No final deste capítulo é feita referência aos líderes e pastores no Dia do Juízo. Não é uma imagem bonita. Parece mais um momento de terror. Eu não gostaria de ser responsabilizado por ter levado um dos filhos de Deus a se extraviar!

A boa notícia é de que haverá um fim para a loucura de rejeitar as palavras de Deus. Façamos a nossa parte em aceitar as mensagens de Deus para nós e as colocarmos em prática. Assim seremos aprovados no juízo final.

“Senhor, que cada membro da família mundial "Reavivados por Sua Palavra" ouça atentamente as Suas palavras e as pratique”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/25/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Jeremias 25 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Isaías 51

Comentário devocional:

Existe muita profundidade de sentimento neste capítulo. Três personagens estão em constante conversação. Isaías fala aos justos deixados em Judá (v. 1-3), Deus fala com ternura ao Seu povo (v. 4-8) e Judá fala de volta a Deus (v. 9-10). Então Isaías repete a promessa do retorno dos exilados (v. 11), Deus fala a Judá novamente (v. 12-16), especificamente, a Jerusalém (v. 17-20) e, finalmente, Isaías fala aos aflitos e desencorajados (v. 21-23).

Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como "Marta, Marta ..." (Lucas 10:41), ou "Simão, Simão" (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados" (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: "Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém" (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a "ruína e destruição, fome e espada" (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade.

Deus encerra, então, esta descrição dolorosa com uma nota de esperança. É o próprio Senhor "que defende o seu povo" (v. 22) e retribuirá ao inimigos o sofrimento causado ao Seu povo (v. 22 e 23). O capítulo salienta aqui dois atributos maravilhosos de Deus: Sua justiça e Sua salvação (v. 5-6).

Que Deus extraordinário nós servimos! Ele estaria em seu direito se nos deixasse colher as conseqüências de nossas ações, sem dar nenhuma explicação. No entanto, ele se inclina até nós para nos ajudar a entender a causa de nossa doença e as razões de Suas ações. Ele deixa claro que preferiria evitar ministrar a nós remédio tão amargo, pois Ele é um Pai terno que se condói com o sofrimento de seus filhos. Mas Ele está mais interessado em que saremos da doença –  não importa o custo ou a dor – a continuarmos no pecado e, assim, acabarmos perdidos para sempre.

Ao vermos o imenso interesse de Deus para que abandonemos tudo aquilo que nos prejudica, tomemos a firme decisão de seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé (v.2). Ele saiu da Babilônia, respondendo ao chamado de Deus para se dedicar a Ele. Nós também, pela graça de Deus, precisamos sair da nossa Babilônia de pecado, dúvida, indolência, entretenimento e auto-indulgência e seguir este maravilhoso Deus até o fim. Amém.

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/51/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 51