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segunda-feira, 6 de abril de 2015

II Coríntios 7

Comentário devocional:

No início do capítulo 7 o pastor Paulo conclui a defesa de seu ministério apostólico. Ele apela que "purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus" (v 1 NVI). Além disso, ele relembra o que são ações convenientes [para a boa convivência] (v 2b), o vínculo estreito que estabeleceu com eles (v 3) e manifesta esperança e encorajamento (v. 4).

No restante do capítulo (vs 5-16) Paulo volta a falar da razão da mudança de seus planos de viagem, razão do conflito com os membros da igreja de Corinto. Esta parte da carta torna-se profundamente pessoal ao ele analisar o impacto emocional de sua carta anterior. "Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo" (v 8 NVI). Esse confronto será a oportunidade para a mudança de corações e vidas (vs 9, 10).

O verdadeiro arrependimento está intimamente ligado ao afastamento do pecado. "A tristeza segundo Deus", lembra Paulo, "não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação." (v 10 NVI)

Paulo cita que não escreveu "por causa daquele que cometeu o erro" (v 12 NVI), mas para benefício dos crentes de Corinto. E não identifica a pessoa que cometeu o erro. Anteriormente Paulo tinha aconselhado aos crentes em Corinto a perdoarem essa pessoa (2Co 2:5-8). Ellen White nos lembra que, como cristãos, temos a responsabilidade de evitar uma atitude crítica: "É fácil falar contra as falhas e os erros dos outros e, em termos gerais condenar isso e aquilo, mas você já pensou que este é o trabalho que o inimigo está sempre fazendo? ... Quanto descanso e paz e felicidade tem você encontrado em se demorar sobre as imperfeições dos seus irmãos? ... Não foi a sua fé enfraquecida e seu discernimento obscurecido? Sua alma tornou-se mais e mais destituída da graça de Deus" (Carta 48, 1893).

O próprio Paulo dá o exemplo, tentando ser uma fonte de encorajamento (v 13). Suas boas obras haviam mostrado que a sua fé era verdadeira. "Alegro-me", observa Paulo, "por poder ter plena confiança em vocês" (v. 16).

Michael Campbell
AIIAS
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/7/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: II Coríntios 7 

Comentários em áudio 

II Corintios 7 - Comentários Selecionados

1 Purifiquemo-nos. As pessoas são incapazes de se purificar, pois não há poder inerente ao ser humano para eliminar o pecado (Rm 7:22-24). O crente pode ser santificado apenas ao permitir que Deus trabalhe nele e por meio dele (Fp 2:12 e 13). O cristão deve utilizar os
meios apontados por Deus para a purificação. Deus desperta a vontade para que as pessoas a exerçam. A armadura de Cristo está disponível para todos os cristãos, no entanto, eles têm a responsabilidade de vesti-la. O poder e a graça de Deus são ineficazes em alguém que tem vontade e mente passiva. Deus está com aquele que combate "o bom combate da fé", e lhe concederá vitóriaComentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 970.

2 Exploramos. Talvez os oponentes tenham acusado Paulo de negligência em relação à grande coleta que solicitou em favor dos pobres em todas as igrejas de Jerusalém. A recusa de alguns dos coríntios em abrir o coração a Paulo e aceitá-lo estava em evidente contraste com a livre associação deles com os falsos apóstolos. Se eles sentiam afeto por pessoas que praticavam o erro, a corrupção e a fraude, por que não deveriam sentir afeto por alguém que não havia feito nenhuma dessas coisas? CBASD, vol. 6, p. 972.

5 Fomos atribulados. Paulo retoma a narrativa da qual ele se desviou desde 2 Coríntios 2:13. Nenhuma igreja fundada por Paulo deu-lhe tantos motivos para aflição e sofrimento como a de Corinto. Muito desse sofrimento foi devido aos falsos apóstolos, que tinham seguido Paulo até Corinto e deliberadamente começaram a destruir sua obra, desacreditar seu apostolado e ridicularizar seu evangelho e sua pessoa. Eles criticavam seu caráter e o acusavam de mau uso do dinheiro, de covardia e falsidade e de usurpaçao de autoridade. Também tentaram impor certas exigências rituais aos conversos gentios, em contradição à posição da igreja. CBASD, vol. 6, p. 973.

Temores por dentro. Isto é, incerteza quanto a resolução das crises. Isso não significa que Paulo estivesse abatido pelo temorCBASD, vol. 6, p. 973.

10 Tristeza segundo Deus. Isto é, do modo prescrito por Deus ou aceitável a Deus. Não é a tristeza por ser descoberto ou a antecipação de ser punido. É a genuína tristeza, arrependimento, separação do pecado e determinação para resistir, a partir dali, pela graça de Deus, à tentação que conduziu ao pecado. CBASD, vol. 6, p. 974.

12 Não foi por causa. Ao redigir a carta anterior, Paulo demonstrou grande preocupação pelo bom nome da igreja. Ele temia que os pagãos vissem o cristianismo com desprezo e que os judaizantes chamassem a atenção desse desavergonhado caso de incesto como resultado de seu ministério. Mas a igreja lidara com firmeza com o transgressor e ele se arrependera. Assim, o bom nome da igreja fora protegido, e a preocupação de Paulo se voltou para o bem-estar espiritual das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 976.

16 Confiarem vós. Ou, "coragem acerca de vós". Este versículo é considerado por muitas autoridades como uma transição ou elo entre o que Paulo escreveu nos capítulos anteriores e o que vem a seguir. Essas palavras descartam todos os erros e mal-entendidos do passado e expressam verdadeira reconciliação. Ao mesmo tempo, oferecem uma introdução adequada ao assunto da grande coleta para os cristãos pobres da Judeia, que Paulo promove entre as igrejas gentílicas. CBASD, vol. 6, p. 977.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Lucas 20

Comentário devocional:

Neste capítulo, homens de alta posição e conhecimento vêm até Jesus (vv 1, 27). Eles O observam, fazem-Lhe perguntas e ouvem o que Ele tem a dizer (vv 20-22, 27-33). Mas o seu objetivo não é aprender com Ele; eles querem enredá-lo em Suas respostas na frente de uma grande multidão. E não se envergonham de fazer isso.

Contudo, no final do dia, quais são os resultados? Eles são abençoados? Seus corações são tocados e transformados pelo incomparável amor do Salvador e por Suas respostas sábias e atenciosas? Não! Jesus disse: "Esses homens serão punidos com maior rigor!" (v 47 NVI).

Por quê? Porque sua motivação estava equivocada. Eles se aproximaram de Jesus, para encontrar alguma falha nEle, para condená-Lo. A motivação deles era a morte de Jesus! Ele representava uma ameaça ao seu estilo de vida; por isso Ele tinha que morrer.

Qual é o seu estilo de vida? Você pode continuar vivendo nele na presença de Jesus? 

Qual é a nossa motivação ao irmos até Ele, hoje, ler a Sua Palavra e fazer-lhe perguntas? É a Jesus quem desejamos mudar e corrigir? Ou com corações humildes desejamos ser mudados e clamamos: "Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!"? (Lc 18:13 NVI).

Ele irá reviver o coração humilde e abençoará e transformará o espírito contrito. (Is 57:15).
Que esta seja a nossa experiência de hoje!

Lynn Carpenter
Enfermeira Missionária aposentada




Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/18/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Lucas 18 

Comentário em áudio 

sábado, 3 de janeiro de 2015

Lucas 19

Comentário devocional:

Zaqueu era um homem pequeno. Ele não só era baixo fisicamente, mas também agia com outras pessoas aquém do esperado, tomando delas mais do que deveriam em impostos. Como chefe da coleta de impostos da cidade de Jericó, ele recolhia as taxas aduaneiras de todos que cruzavam o rio Jordão. E, neste trabalho, ele era realmente pequeno na honestidade. Seus companheiros judeus odiavam até seu nome, que significava "Puro". Que paradoxo alguém cuja riqueza veio da injustiça ser chamado de "puro"!

Contudo, Zaqueu não era totalmente pequeno em termos de pureza. Ele tinha ouvido falar de Jesus, o rabino que gostava de cobradores de impostos. Quando lhe disseram que Jesus estava chegando a Jericó, Zaqueu decidiu vê-Lo. Mas ele era muito baixo para ver por cima das cabeças das pessoas. "Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali." (Lucas 19:4 NVI).

Dali a poucos momentos Jesus passou debaixo daquela árvore, parou e olhou para cima. Uma risada se espalhou pela multidão quando perceberam o que Jesus tinha encontrado sentado na árvore. Mas Zaqueu ouviu apenas as palavras de Jesus: "Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje." (v. 5 NVI). Zaqueu, então, desceu rapidamente da árvore, abriu o caminho para a sua casa e acolheu Jesus com alegria. A multidão, entretanto, se queixava de Jesus, dizendo: "Ele Se hospedou na casa de um pecador” (v. 7 NVI). Sem dúvida, muitos na multidão haviam tido seu suado dinheiro roubado por Zaqueu. Eles o consideravam um ladrão.

Antes de condenarmos a multidão, pensem no murmúrio que se espalha através de uma igreja – da qual fazemos parte - quando certos pecadores entram por seus corredores. Quanto à multidão que condenava Zaqueu, esta se silenciou quando Zaqueu se levantou e fez uma promessa surpreendente: Ele restituiria em quatro vezes tudo o que tinha tomado de forma desonesta e daria metade de seus bens aos pobres. Quem poderia duvidar da veracidade de tal arrependimento?

Quando você vem para Jesus, você também deve corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer, ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Sua reputação ou os seus bens podem se perder, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe maiores riquezas espirituais, bem mais do que você recebeu até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão." (Lucas 19: 9).

A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vêm na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: "Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido." (v 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle de sua vida e o que você tem.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University




Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/19/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Lucas 19 

Comentário em áudio 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lucas 17

Comentário devocional:

Poucas passagens na Bíblia são mais visuais do que a advertência de Jesus aos seus discípulos em Lucas 17:1, 2: "É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar" (NVI). Jesus também nos mostra como tratar aqueles cujo pecado nos ofende: "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe." (v 3 NVI). 

Esse é o Evangelho, a boa notícia: porque Jesus morreu por nossos pecados, podemos ser perdoados e ter a vida eterna. Quando perdoamos, até mesmo àqueles que pecaram ou tentaram outros ao pecado, estamos agindo como Jesus. Jesus sugere que deveríamos ter mais medo de levar alguém a pecar, do que se nós mesmos pecássemos. A diferença entre as duas perspectivas pode ser sutil, mas é substancial. É possível que nossos esforços em não pecar possam ser egoístas quando nos concentramos somente em nós mesmos? Jesus continua dizendo que, mesmo que alguém pecasse sete vezes contra nós em um dia e se arrependesse sete vezes, ainda assim teríamos que perdoá-lo (v 4). 

Perdoar alguém sete vezes em um dia para o mesmo pecado não é fácil, mas isso depende de nossa natureza, nossa atitude para com os outros. Colocar quaisquer limites sobre o perdão pode ser uma posição que tomamos por alguma conveniência pessoal. Se julgarmos ao invés de perdoar, não estamos agindo como Jesus. Satanás é o "acusador de nossos irmãos (cf. Zc 3:1, Ap 12:10). Só o perdão fornece uma maneira de curar e restaurar alguém.

  E sobre a ordem de Jesus para repreender um pecador antes de perdoá-lo? Como podemos repreender sem provocar essa pessoa à ira? Em primeiro lugar, devemos lembrar que o propósito de uma repreensão é produzir arrependimento; o objetivo não é pronunciar julgamento. Além disso, a nossa repreensão deve ser motivada por nosso desejo de perdoar e restaurar um relacionamento.

 Ao ler Lucas 17, pergunte a si mesmo como uma repreensão motivada por um espírito de perdão será diferente de uma repreensão efetuada em um espírito de justiça. Como você pode se tornar um embaixador do perdão e restauração aos pecadores mais ofensivos?

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor de Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University  



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/17/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Lucas 17 

Comentário em áudio 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Lucas 13 - Comentários selecionados

1 Pilatos. Era notório pela sua crueldade (Josefo, Antiguidades, 17.9.3; 18.4.1ss) como também aqueles galileus eram conhecidos insurgentes que se rebelaram contra a opressão dos romanos. Bíblia Shedd.

...mandar matar pessoas enquanto ofereciam sacrifícios no templo condiz com a reputação de Pilatos. Bíblia de Estudo NVI Vida.


2 A calamidade era comumente considerada como resultado do pecado (Jo 9.1-2), porém Jesus nega que estes galileus fossem especialmente pecadores. Bíblia de Genebra.

Nos tempos antigos muitas vezes se acreditava que as grandes desgraças aconteciam somente a pessoas extremamente pecaminosas )v. Jo 9.1, 2; v tb Jó 4.7; 22.5, em que Elifaz acusa Jó injustamente). Bíblia de Estudo NVI Vida.

3, 5 não eram. Um desastre não prova a culpa uma culpa ou um estado de maior pecaminosidade das vítimas. É uma advertência contra a atitude dos auto-suficientes e "justos" que não sentem a urgência do arrependimento e do novo nascimento (cf 18.9-14). Bíblia Shedd.

3 todos igualmente perecereis. Todos são pecadores, por isso Jesus chama Seus ouvintes ao arrependimento - pois de outro modo eles perecerão. Os galileus não tiveram tempo para arrepender-se por ocasião de sua morte, e os ouvintes impenitentes de Jesus podiam também enfrentar a morte sem tempo de preparar-se. Bíblia de Genebra.

4 a torre de Siloé. Edificada dentro da seção sudeste do muro de Jerusalém [provavelmente próxima ao tanque de Siloé]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 figueira. Pode referir-se a Israel e igualmente a um indivíduo. Bíblia Shedd.

6-9 A vinha era solo fértil para uma figueira e "três anos" indica uma árvore já bem formada. ... O fato de Deus não punir os pecadores imediatamente não significa que ele aprove seus pecados. pelo contrário, Sua paciência mostra que Ele é misericordioso e os pecadores devem arrepender-se enquanto é tempo. Bíblia de Genebra.

Cedo ou tarde a lâmina do machado cairá sobre a raiz da vida inútil em que faltou o enxerto da nova vida em Cristo (cf Mt 7.16ss; Rm 11.16-24; Cf 1.6, 10). Bíblia Shedd.

7 três anos. Os séculos em que Israel gozou dos privilégios da Aliança culminam no período do ministério de Jesus. Bíblia Shedd.

10 sábado. Passagens anteriores que relatam as controvérsias acerca do sábado (exemplo 6.1-11) mostram a autoridade de Cristo sobre esse dia. Aqui se salienta o significado do dia de descanso. Desde o princípio o sábado era profético, lembrando a reconsagração da Criação a sua finalidade original, o que só se realizará por meio da derrota de Satanás (v. 16). Essa vitória final é prevista na libertação da mulher de quem foi expulso o espírito de enfermidade. Bíblia Shedd.

11 a descrição da enfermidade dessa mulher faz crer que os ossos da sua coluna eram rigidamente fundidos entre si. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 este ano. O juízo já devia ter caído sobre a nação, porque ela rejeitou seu Messias, mas Deus dará mais uma oportunidade especial e limitada entre o Pentecostes e a destruição de Jerusalém (66-70 d;C.). Bíblia Shedd.


15 Jesus chamou seus críticos "hipócritas", porque fingiam ter zelo pela lei, mas pretendiam mesmo era atacar a Jesus e à cura que fizera. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18-21 Tanto no campo e na cozinha, como nos corações e no mundo, a implantação da nova natureza do reino não pode permanecer oculta. A nova vida do Espírito se manifestará no indivíduo e na Igreja. Essa vida influenciará o mundo inteiro (cf Ap 5.9). Bíblia Shedd.


19 aves. Cf Dn 4.12, 21, onde representam nações. Podem ser os gentios que terão livre acesso ao evangelho e à igreja (cf Ef 3.6ss). Bíblia Shedd.

22 Aqui começa uma seção que continua até 16.13, com o intuito de responder à pergunta: "Quem entrará no reino de Deus?" A resposta seria: "Não aqueles que vós pensais". Bíblia Shedd.

Lucas apresenta Jesus indo sem pressa para Jerusalém, onde o clímax seria atingido. A caminho, Ele continuava servindo ao povo. Bíblia de Genebra.

23 serão poucos os salvos? Os judeus geralmente concordavam que todo Israel (exceto uns poucos especialmente pecadores) estava incluído no número dos salvos. Bíblia de Genebra.

Possivelmente quem fez a pergunta notou que, a despeito das grandes multidões que vinham ouvir a pregação de Jesus e receber a cura, havia bem poucos seguidores leais. Jesus não respondeu de modo direto, mas advertiu que muitos tentariam entrar depois de ser tarde demais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-30 A salvação exige de nós: 1) Esforço gr agonizo, "lutar", "concentrar toda a atenção e força" ...; 2) Urgência, pois a porta se fechará de repente (v. 25) - apelo a não se demorar (cf 2Co 6.2); 3) União com Cristo, senão Ele não nos reconhecerá - apelo a uma relação pessoal com Cristo (Jo 17.3); 4) Santificação, sem a qual não veremos ao Senhor (Hb), apelo à ação renovadora do Espírito (Rm 8.4). Bíblia Shedd.

24 esforçai- vos. Isto não significa que a salvação seja alcançada por meio de obras; é uma maneira enfática de dizer que o indivíduo deve ser determinado a respeito da salvação. Bíblia de Genebra.

26-27 Ter tido comunhão social com Jesus e ter ouvido o seu ensino não é suficiente. Bíblia de Genebra.

31 vai-te daqui. Jesus encontrava-se provavelmente na Pereia, que estava debaixo da jurisdição de Herodes. Os fariseus queriam assustar Jesus a ponto de ele deixar a região e ir para a Judeia. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Os fariseus preferiam vê-lo na Judeia, onde tinham mais influência. Bíblia de Genebra.

Herodes. Não gostava de perturbação nenhuma. Jesus se achava na Transjordânia [Pereia] que, juntamente com Galileia, estava sob sua jurisdição. Bíblia Shedd.

32 essa raposa. Jesus não Se abala com as ameaças de Herodes e diz que continuará Seu ministério. Há um limite para o tempo, como mostra a referência ao terceiro dia. Bíblia de Genebra.

terceiro dia. Uma referência à ressurreição; Sua obra estaria completa. Bíblia Shedd.

33 nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalém! Jesus ... morreria em Jerusalém, assim como tinham morrido numerosos profetas antes dele. Bíblia de Estudo NVI Vida.

34 Quantas vezes. Jesus deve ter estado em Jerusalém mas vezes do que os Evangelhos Sinóticos registram explicitamente. O Evangelho de João registra várias visitas. Bíblia de Genebra.

Essa lamentação por Jerusalém pode levar-nos a crer que Jesus esteve em Jerusalém muito mais vezes dos que os sinóticos relatam ... De conformidade com Mt 23.37, 38, a mesma exclamação foi feita na terça-feira  da Semana da Paixão. Jesus repetia muitos de Seus ensinos e declarações. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A condenação está ligada à profunda compaixão de Deus (cf Pe 3.9). Bíblia Shedd.

35 Bendito o que vem em nome do Senhor! Segundo algumas tradições rabínicas, este salmo foi composto especialmente para a coroação de Davi. Seria novamente proclamado pela vinda do Messias. Bíblia Shedd.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mateus 3

Comentário devocional:

Todos os quatro Evangelhos dedicam uma atenção especial a uma pessoa específica, além de Jesus. Uma das pessoas mais mal compreendidas no Novo Testamento, mas que teve uma profunda influência sobre Jesus e o Cristianismo. Seu nome era João Batista.

Toda a história de Jesus e do cristianismo começa a partir do momento em que João batiza Jesus. Josefo, historiador judeu do 1º século, descreve João Batista como uma figura profética tão significativa que adquiriu muitos e animados seguidores. Na verdade, ele se tornou tão influente que representava uma ameaça séria para os líderes políticos da época.

O próprio Jesus disse em Mateus 11:11: "Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista" (NVI). Mas, entre os cristãos, há uma tendência a subestimar João como não mais que um mensageiro do Messias.

O  que João Batista tinha de tão significante que levou tantas pessoas a se tornarem suas seguidoras? A resposta a esta questão reside na mensagem de João Batista: "“Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (v. 2).

Esta mensagem era dirigida àqueles que pensavam que seria salvos somente por pertencerem à nação judaica. O conceito de batizar judeus era absolutamente radical. Em suas mentes, eram os gentios que precisavam ser batizados, não os judeus. Então, por que os judeus vinham para serem batizados?

A resposta é que muitos sentiam que seus rituais e observâncias externas não lhes traziam a paz de um coração purificado pelos céus. Assim, o batismo para eles era um ato simbólico e eficaz de lavar as suas impurezas.

Deste modo, o ministério de João é um exemplo para todos os cristãos. Afinal, o próprio Jesus foi batizado, não porque Ele precisava, mas como um exemplo para nós. O batismo é mais do que um ritual simbólico; é uma confissão pública de fé e compromisso com Cristo e Sua igreja. Ele simboliza uma verdadeira mudança de vida.

Se ainda não fomos batizados, façamos planos de demonstrar publicamente nossa fé e devoção a Jesus através dessa cerimônia. E quer sejamos novos ou antigos cristãos, aceitemos a mensagem de João Batista e vivamos uma vida que evidencie o verdadeiro arrependimento.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 3 

Comentário em áudio 

domingo, 26 de outubro de 2014

Zacarias 12

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores, a ira de Deus se pronunciou pela punição de Seu povo e seus líderes por sua iniquidade. Neste capítulo, Ele promete julgar as nações que sitiam Jerusalém e destroem a casa de Judá. Jerusalém será como uma pedra pesada para eles (v. 3). 

Quando se tenta carregar uma pedra pesada em cima dos ombros, as mãos e ombros sofrem. Do mesmo modo, as nações que ferissem Israel também sofreriam por isso.

Vemos aqui o nosso Deus como alguém que cuida de Seu próprio povo apesar de sua rebelião persistente, mesmo quando Ele tem de puni-los para que cheguem ao arrependimento.

Nos versos 4-9 é prometida a restauração de Jerusalém. Deus é apresentado como o Deus Criador, que criou os céus, criou a terra, e dá vida aos seres humanos (vs. 1). Jerusalém será restaurada porque o Senhor dos Exércitos, o Criador, prometeu. Ele é o Todo-Poderoso, para Quem todas as coisas são possíveis. E uma vez que Ele deu a Sua palavra de que a restauração ocorreria, isto se tornará realidade, apesar de todas as evidências em contrário.

De fato, já no tempo de Esdras, Neemias e Zorobabel, quando o povo de Israel voltou do cativeiro, Jerusalém foi reconstruída, numa sucessão de eventos que refletiam um milagre após outro, fato que deveria ter levado o povo a uma séria reflexão. Esta profecia, no entanto, aponta para o milagre maior, quando a Jerusalém celestial, que será habitada pelo remanescente fiel, descerá do Céu para a Terra, a sua morada eterna. "Naquele dia o Senhor protegerá os que vivem em Jerusalém, e assim o mais fraco dentre eles será como Davi."(v. 8 NVI).

O versículo 10 apresenta um quadro solene. "Olharão para mim, aquele a quem traspassaram" (NVI). Esse versículo foi citado por João 19:37, na ocasião em que Jesus foi ferido por uma lança pelo soldado romano enquanto pendurava na cruz.  Além disso, Apocalipse 1:7 afirma que aqueles que traspassaram a Jesus O verão voltar, em referência à ressurreição especial na segunda vinda de Jesus. Na verdade, Jesus não foi traspassado – morto – somente pelo poder romano, por incitação dos líderes judeus, a referência primária das citações de João. Fomos nós que causamos a morte de Jesus com nossos pecados.

Todos se lamentarão pela morte de Jesus. Mas haverá dois distintos grupos. O primeiro é aquele que lamentou a morte de Jesus e chorou por seus pecados com corações arrependidos, com profundo pesar e contrição enquanto Jesus ainda estava intercedendo por eles no santuário celeste, no Santo e Lugar Santíssimo. Assim, seus pecados foram apagados e eles participarão da vinda do Reino como habitantes de Nova Jerusalém. O verdadeiro arrependimento é que fará toda a diferença.

O outro grupo de pessoas que se lamentarão o farão por causa de seus pecados não confessados e abandonados por ocasião da volta de Jesus (Mateus 24:30; cf. Apocalipse 6:15-17). Ao perceber que não estão salvos eles chorarão amargamente.

De acordo com Zc 12:12-14, todos irão chorar pelos seus pecados. Mas é nossa escolha se iremos lamentar e clamar ao Senhor pelos nossos pecados ANTES de Sua vinda, enquanto Jesus ainda está intercedendo por nós, o que levará à salvação eterna, ou vamos chorar NA sua vinda por causa da destruição condenatória.

Senhor, ajuda-nos a fazer parte do primeiro grupo! Concede-nos o verdadeiro arrependimento e reforma. Que possamos reconhecer a Ti como Criador e Redentor de nossas vidas enquanto ainda temos oportunidade. Amém.

Sook-Young Kim
Kyungpook Universidade Nacional
Sangju, Coreia do Sul




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/12/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Zacarias 12 


Comentário em áudio 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Oséias 14

Comentário devocional:

Deus está pronto a aceitar o verdadeiro arrependimento de Israel e seu retorno a Ele. Portanto, através do profeta Oséias, Ele diz: "Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído" (14:1 ARA). 

Deus quer ouvi-los dizer: "Por favor, retira a nossa iniquidade, e aceita-nos de volta. Então Lhe ofereceremos o fruto de nossos lábios" (14:2, Septuaginta; Is 57:19). O fruto dos lábios significa confissões do pecado aceitáveis a Deus, o oposto de "lábios incircuncisos" (Êxodo 6:12 ACF,NKJV). 

"Nós não confiaremos mais na Assíria. Nem confiaremos novamente nos cavalos e carros do Egito. Cessaremos de adorar ídolos. Então, receberemos a misericórdia de Deus quando não dependermos da Assíria, Egito, e ídolos "(Oséias 14:3, versão do autor). Este é o momento em que o Senhor curará e abençoará Israel e com alegria amará o retorno de seu povo pródigo (14:4). 

O Senhor utiliza então uma série de exemplos muito próprios a um país agrícola para demonstrar seu crescimento, segurança e prosperidade. Se Israel fosse uma planta, Deus lhe daria a umidade através do orvalho. Israel floresceria como o lírio, e espalharia as suas raízes como o cedro do Líbano (14:5). Os seus ramos se espalhariam, e sua beleza seria como uma oliveira (14:6). Israel seria cuidado como se fosse um valioso campo de grãos ou uma vinha especial (14:7). 

Se Efraim (Israel) reconhecesse que não tinha mais nada a ver com os ídolos, Deus, então, responderia às suas confissões e eles dariam o seu fruto por estarem ligado ao Senhor, imponente e frondosa árvore" (14:14). Então o profeta Oséias faz um apelo final aos seus leitores e ouvintes: "Quem é sábio, que entenda estas coisas; Quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão." (14:9 ARA). 

Confiemos em Deus e não decepcionemos Aquele que anseia fortemente pelo o retorno de Seus filhos!

Yoshitaka Kobayashi, PhD
Japão



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/14/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oséias 14 

Comentário em áudio 

domingo, 7 de setembro de 2014

Oséias 12

Comentário Devocional

Aos olhos de Deus o Israel do norte estava se alimentando com o vento, perseguindo o vento leste prejudicial e escaldante, buscando alianças estrangeiras. Israel não percebeu com era vão o acordo com estes poderes, tentando ganhar seu favor. Em vez de se arrepender e voltar para Deus, Israel aumentou suas mentiras, roubo e pilhagem (12:1). Deus tinha também uma queixa contra Judá. Ele julgaria Judá, segundo os seus caminhos e obras (12:2). 

Nos próximos dois versos (vv. 3,4), Deus aconselha Israel a voltar à condição espiritual de Jacó, quando ele se arrependeu de enganar seu irmão mais velho Esaú. Por conselho de seus pais, Jacó saira de casa para a casa de seu tio Labão. No caminho, ele teve um sonho e quando acordou fez um juramento em Betel de ser fiel a Deus (Gn 28:16-22). Anos mais tarde, quando Jacó retornou, seu irmão foi ao seu encontro com quatrocentos homens de guerra. Foi quando Jacó implorou fortemente a Deus por proteção (Gn 32:9-11). Ele perseverou e o anjo o abençoou e mudou seu nome de "Jacó" para "Israel". Seu novo nome "Israel" significa "Deus suplica e luta" com o homem, assim como Jacó suplicou e lutou com Deus. Através de nossas próprias experiências "Betel" nas quais ao passarmos por crises prometemos ser fiéis a Deus, Ele também fala conosco e nos abençoa. 

Oséias explica a relação de Israel com Deus. Jeová ("Ele existe") é o Deus dos Exércitos. Ellen White identifica a palavra "exércitos" com os hebreus de tal forma que "o Deus dos Exércitos" significa "o Deus das doze tribos", incluindo as tribos do norte de Israel (12:5). Porque o Deus dos exércitos é amoroso e perseverante, Ele continua insistindo com Israel: "Volte para o seu Deus, pratique a misericórdia e a justiça, e espere em seu Deus continuamente" (12:6). 

Israel foi abençoado e tornou-se rico (2 Reis 14:23-27). Por causa disso, Israel poderia ter dito: "Uma vez que a riqueza é a evidência da bênção de Deus e da Sua aprovação, ninguém encontraria em mim a iniquidade do pecado" (Oséias 12:8). No entanto, Deus disse: "Eu sou o Senhor que trouxe seus antepassados da terra do Egito. Como os tirei do Egito, vou de novo retirá-los de seus atuais caminhos de pecado "(12:9). 

Deus deu a Israel a mensagem de arrependimento através de seus profetas. Israel deveria adorar em um só lugar, que estava em Jerusalém (I Reis 8:29). Foi contra a vontade de Deus a construção de templos para Deus em vários lugares. Se Israel continuasse a pecar contra Deus, seria levado para a Assíria e experimentaria dificuldades como Jacó enfrentou, na terra de Padã Arã (12:12). 

Yoshitaka Kobayashi 
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/12/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Oseias 12 

Comentário em áudio

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oséias 10

Comentário devocional:

Israel era uma videira que produzia frutos apenas para si mesma. À medida que sua prosperidade aumentava, também aumentavam os altares a Baal, assim como o adorno das suas colunas de fertilidade (10:1). Eles eram culpados aos olhos de Deus e estes altares e pilares seriam destruídos pelos assírios (10:2).

Por causa da maldade de Israel o juízo de Deus viria logo como uma planta amarga e venenosa nascendo nos sulcos arados dos campos (10:4). O povo de Samaria e os sacerdotes que se orgulhavam do bezerro de ouro em Betel em breve chorariam porque seriam levados para a Assíria (10:5). O bezerro de ouro também seria levado.

Num período de trinta anos, desde que o rei Jeroboão II morreu, em 753 aC, até o fim do reino de Israel (722 aC), seis reis reinaram um após o outro. Ao tempo da invasão assíria contra Israel, o último rei morreria, e a cidade de Betel seria destruída, tornando-se um lugar onde somente os espinhos e ervas daninhas cresceriam. 

Oséias profetizou que na época da invasão o povo desejaria ser sepultado pelos montes e colinas, o que de fato aconteceu durante o cerco de três anos que sofreram (10:7, 8).

Quando a cidade benjamita de Gibeá cometeu seu pecado, outras tribos israelitas a castigaram. Agora, as dez tribos de Israel seriam castigadas por causa de seu pecado por intermédio da invasão da Assíria e outras nações (10:9, 10).

Israel era amado por Deus e foi por Ele colocado na terra prometida, como uma jovem novilha colocada em uma boa pastagem. No entanto, por causa de seus pecados, Israel iria experimentar as agruras da invasão. Soldados assírios submeteriam Israel ao seu jugo como a um boi atrelado ao arado (10:11).

Porém, se Israel se voltasse para Deus, praticando justiça, veria o amor fiel de Deus. Esta era a última chance para que eles buscassem a Deus. Se eles mudassem sua forma de pensar e voltassem para Deus em arrependimento, receberiam dEle a salvação de forma abundante, como a chuva (10:12).

Que Deus misericordioso nós servimos. Será que existe algum pecado que nos está separando dEle? Se existe, voltemo-nos para Ele a fim de sermos perdoados e curados! 

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 10 

Comentário em áudio 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Oséias 7

Comentário devocional:

A cura e prosperidade que Deus concedera a Israel [Efraim] fizeram esta nação cometer ainda mais maldades. Deus diz: "Quando eu tento curar Israel, o mal [escondido] de Efraim fica exposto" (NVI). 

Ladrões agiam dentro da cidade de Samaria e hordas de salteadores saqueavam fora da cidade (Oséias 7:1). Isto corresponde ao tempo do profeta Jonas. Quando Deus curou a nação de Israel, salvando-os de todos os tipos de problemas, eles interpretaram mal, como se isso fosse Sua aprovação pelo seu mau comportamento (Oséias 7:2).

Oséias 7:3-7 descreve as maldades praticadas naquela época. Injustiças eram praticadas com o consentimento do rei (Jeroboão II) e de seus oficiais. Todos eles eram adoradores de ídolos. Uma vez que Deus curou a nação de Israel, os malfeitores se tornaram ainda mais corruptos e se encheram do mal, como a massa torna-se maior depois de misturada com fermento (7:4).

Jeroboão I convocou uma festa, que foi celebrada após a confecção de bezerros de ouro, no dia 15 do oitavo mês (I Reis 12:28-32). Os sacrifícios dessa festa seriam supostamente "ofertas pacíficas" ao Senhor (Êxodo 32:6), assim como Aarão fizera na festa de adoração ao bezerro de ouro na base do monte Sinai. Tanto à época de Aarão, como de Jeroboão, o povo comeu e bebeu e fizeram uma festa (Êxodo 32:5-7; Oséias 7:5).

O rei estendeu a sua mão aos malfeitores e, juntos, eles se tornam inflamados com vinho e seus corações se incendiaram (Oséias 7: 5-6). Os malfeitores destruiriam reis e juízes, assim como um forno queima todas as coisas com o fogo. Mas nenhum dos reis e juízes clamaram a Deus por ajuda (7:7). O norte de Israel perderia seu poder nacional e as nações estrangeiras a devorariam. No entanto eles não retornariam para o seu Deus (7:8-10).

Israel, como uma pomba insensata buscou o Egito e a Assíria para obter socorro (7:11). Deus, porém, não queria que eles procurassem nações estrangeiras a fim de obter ajuda (7:12). Ele desejava redimi-los, mas eles fugiram dEle. Então, o Senhor os entregou ao destino que eles mesmos escolheram: a morte! (7:13). Esta lhes veio através da carestia de alimentos e pela espada de seus inimigos.

Eles então choraram em suas camas pela falta de grãos e bebida, mas não se arrependeram de coração (7:14). Deus desejava fortalecer Israel, mas eles haviam se tornado como um arco defeituoso, de cordas frouxas, incapaz de levar a flecha ao alvo. O que mais Deus poderia fazer por eles?

O que mais Deus precisa fazer por nós para que o busquemos de todo o coração?

Yoshitaka Kobayashi
Japão.


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/7/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Oséias 7 

Comentário em audio

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Oséias 6

Comentário devocional:

Oséias 6:1-3 é uma continuação de 5:15. Deus quer que Israel se arrependa e volte para ele. Somente após o castigo de Deus eles poderiam esperar a cura de seu país (6:1). Mesmo que  estivessem mortos, no terceiro dia Deus os ressuscitaria e lhes daria poder para viver para Ele (6:2). Se eles conhecessem a Deus intimamente e orassem a Ele, o Senhor certamente apareceria diante deles, e os abençoaria com boas chuvas e colheitas (6:3).

Efraim (v. 4a) representa o Norte de Israel. Deus disse tanto a Israel ao norte quanto a Judá, no sul: "Que posso fazer com você ...?" A fidelidade e o amor deles a Deus era como a neblina da manhã, que logo desaparece ou o orvalho que logo evapora (6:4b). É por isso que as mensagens dos profetas de Deus traziam palavras de destruição (6: 5-7). Eles traziam a Deus os seus sacrifícios de animais e ofertas, mas Deus desejava a misericórdia que brota do amor (6:6). Eles agiam contra a expectativa de Deus. Como Adão havia transgredido e pecado contra Deus no Éden, eles também tinham pisado e quebrado sua aliança com Deus (6:7).

Gileade era a região mais importante da Transjordânia. Algumas vezes, esta região era  representada pelo nome “Gileade”. Samaria, a oeste do rio Jordão cometera pecado; Gileade, a leste do Jordão também cometera o mal (6:8). Deus apontou o mal dos sacerdotes em Gileade (6:9). Eles deviam ser instrutores de assuntos religiosos e Deus esperava que tivessem um padrão moral elevado. Todavia os sacerdotes agiam como um bando de ladrões à espera de um homem para emboscar e matar no caminho para a cidade refúgio de Siquém, como faziam os ladrões (v. 9).

Deus viu coisas horríveis no reino do norte de Israel (6:10). Aos olhos de Deus a sua adoração de ídolos era como prostituição. Eles contaminaram a si mesmos por sua adoração de ídolos e lascívia, quebrando seu relacionamento com Deus.

Que possamos responder positivamente ao amor imutável de Deus por nós e que possamos ter e desfrutar de um relacionamento verdadeiro com Ele.

Yoshitaka Kobayashi
Japão.


Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Oséias 6
Comentário em áudio

sábado, 30 de agosto de 2014

Oséias 4

Comentário devocional:

Sem amor, conhecimento de Deus e veracidade, o povo de Israel só cresceu na prática da mentira, assassinato, roubo, falar palavrões e adultério (4:1, 2). Deus viu que a prosperidade sem piedade e justiça  não trazia benefício algum  para as pessoas (4:3). A idolatria foi progressiva: inicialmente o primeiro rei de Israel do Norte fez bezerros de ouro para supostamente adorar o Deus de Israel. Depois, o rei Acabe e sua esposa Jezabel introduziram a adoração de Baal em Israel. Na época de Jeroboão II iniciou-se a adoração ao bezerro de ouro e a Baal dos sidônios.

Os falsos sacerdotes deveriam conhecer a vontade de Deus mais do que o povo de Israel. Mas esses sacerdotes não se preocupavam com Deus. Eles não eram levitas, tinham sido escolhidos de qualquer tribo e de entre todo o povo por Jeroboão I, o primeiro rei (1 Reis 12:31).

Deus permitiu a prosperidade do reino. Mas à medida que prosperaram também aumentou o pecado contra Deus (4:7). Oséias 4:10-14 destaca o mal do culto a Baal. A prostituição religiosa era realizada durante esses cultos na esperança de estimular Baal a abençoá-los e aumentar o seu gado e a produção agrícola. No entanto, Deus iria interromper sua prosperidade crescente, na esperança de que se arrependessem dos seus pecados e parassem o que eles estavam fazendo (4:10).

Deus se preocupava também com a outra parte do seu povo, isto é, o reino do sul. Ele queria manter Judá à distância do culto ao bezerro de ouro e da adoração de Baal e de ser influenciado por sua nação fraterna, Israel (4:15). Gilgal, Betel e Dã eram centros de culto religioso no norte de Israel. Qualquer um desses templos era nada mais do que um "templo de problemas", como era Betel (ou Bete-Aven, como era chamado), que significa "Templo de problemas" ou "Casa de impiedade."

Deus não suportava chamar essas pessoas idólatras e adúlteros de Seus. Eles prosperaram sem arrependimento. Eles amavam os cultos de prostituição de fertilidade. Viria sobre eles o julgamento divino representado pela palavra "redemoinho" (4:19 NVI).

Deus é paciente, mas também é justiça. Disponhamo-nos a amá-Lo e obedecê-lo sabendo que isto será para o nosso próprio bem!

Yoshitaka Kobayashi
Japão


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oséias 4

Comentário em áudio 

domingo, 3 de agosto de 2014

Ezequiel 37

Comentário devocional:

O remanescente de Israel estava cativo na Babilônia quando recebeu a mensagem divina de restauração (Ez 36). A desilusão e o choque pelo cativeiro e a recente queda de Jerusalém fizeram nascer a dúvida no coração do povo: Deus realmente retirará a nação do cativeiro? Será que essa renovação de Israel realmente vai acontecer? Deus responde a essas perguntas com uma mensagem cheia de efeitos visuais e sonoros.

A cena de abertura é um vale de ossos muito secos. Deus testa a fé do profeta, perguntando se esses ossos secos podem viver. Ezequiel diz que só o Senhor sabe a resposta. E esta resposta do Senhor vem sob a forma de uma ordem para que Ezequiel profetize aos ossos secos para que vivam. Deus diz que irá colocar carne sobre os ossos e respiração e vida nesses novos corpos.

Ezequiel obedece e, em meio a um grande barulho dos ossos batendo uns nos outros, estes revivem e passam a ser um exército vivo (verso 10).

O significado é claro. A nação de Israel que estava morta seria trazida de volta à vida pelas ações de Deus e seria recolocada em sua própria terra. Através da mensagem dos ossos secos todos saberão que o Senhor é Deus.

Mais do que isso, na segunda cena, dois pedaços de madeira separados um do outro seriam unidos novamente. Eles representam o reino do Sul (Judá) e o reino do Norte (Israel), que seriam reunidos sob o reinado de um novo Davi. As duas nações, antes separadas, seriam novamente tornadas uma só.

Em nosso mundo imperfeito, é fácil reparar no pecado que nos rodeia e, talvez, até mesmo na aridez espiritual existente entre o povo de Deus. Ficamos indagando se esses ossos secos espirituais podem ser trazidos de volta à vida. Assim como perguntou a Ezequiel,Deus pergunta a você e a mim: "você acredita que esses ossos podem viver?" Eu acho que Deus aguarda ansiosamente que acreditemos que Ele pode fazer com que os ossos secos espirituais do século 21 possam ressuscitar pelo Seu poder!

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/37/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 37 

Comentário em áudio



Comentários selecionados:

Uma das principais visões de Ezequiel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O cap.37 consiste de duas partes: a visão os ossos secos (v.1-14) e um ato simbólico que prediz a futura união de Israel e Judá. ... O simbolismo, em sua totalidade, pretendia descrever como os eventos teriam se desenrolado, tanto nesse período como posteriormente, caso os judeus tivessem cooperado com Deus e cumprido Seu plano para eles. No entanto, a incredulidade e a desobediência frustraram o propósito divino. CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 770.

ossos. O v. 11 interpreta-os como símbolo da condição de Israel no exílio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 enorme número de ossos. Simbolizam a comunidade inteira dos exilados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sequíssimos. Isso indica que fazia muito tempo que já não tinham vida e enfatiza a impossibilidade de que revivessem. CBASD , vol. 4. p. 771.

5 espírito. Do heb ruach, que representa a energia divina que anima os seres vivos. Quando Deus soprou nas narinas do ser humano o fôlego de vida (Gn 2:7), não proporciona simplesmente o oxigênio que encheu os pulmões de Adão, mas comunicou vida,.  CBASD , vol. 4. p. 771.

9 profetiza. O objetivo do ato de profetizar é, invariavelmente, fazer alguém escutar a palavra de Deus. ... A palavra traduzida por "pregação" é "ouvir", no original. Bíblia Shedd. 

11 toda a casa de Israel. Aqui vem a aplicação imediata da mensagem: os prisioneiros israelitas, sem nenhuma força política, haveriam de formar uma nação; sem nenhuma força moral, iam vencer a idolatria e formar uma religião pura. Isto se faria não por força, nem por poder, porém pelo Espírito do próprio Deus (Zc 4.6). Bíblia Shedd.

O Espírito Santo interpreta então a visão simbólica. A intenção primária era, sem dúvida, ilustrar a restauração da nação, ou da "casa de Israel", cujas condições na época era apropriadamente simbolizadas por esses ossos secos. ... O plano divino original de uma restauração que culminaria na ressurreição não foi alcançado pelo Israel literal. Aquilo que Deus teria efetuado pela nação de Israel será então cumprido por meio do novo Israel. Sendo que as circunstâncias se alteraram, certos aspectos da profecia mudaram. Os escritores do NT informam como essas profecias, que deviam ter-se cumprido antes, serão finalmente aplicadas (ver p. 21-25 [desta referência]) Esses escritores descrevem claramente o tempo e as circunstâncias da ressurreição final (Jo 5:28, 29; 1Ts 4:16, 17; Ap 20:1-5; etc.). CBASD , vol. 4. p. 771.

12 ó povo Meu. Este grupo é o povo do cativeiro, nada tendo a ver com os rebeldes que viviam tramando idolatria e política internacional, nos anos anteriores à queda de Jerusalém, e que já agora não mais existiam; a estes, Deus nunca chamou de "povo meu". ... Antes da queda de Jerusalém,Deus manda Ezequiel falar "ao teu povo", porque Deus não o reconhecia mais como povo particular Seu [nota de Ez 34.17]. Bíblia Shedd.

16 José. Era um dos filhos naturais de Israel [Jacó], mas visto que Levi era pai dos sacerdotes e levitas, e não contava como uma tribo, ambos os filhos de José, Efraim e Manassés, deram seu nome a uma tribo. Efraim passou a ser a maior tribo das que se separaram e por isso o seu nome, muitas vezes, já representava o reino destas dez. Bíblia Shedd.

21 e os congregarei. O primeiro passo no cumprimento das promessas divinas seria a restauração de Israel do cativeiro entre os pagãos. Este remanescente devia consistir daqueles que aproveitaram a disciplina do exílio e se tornaram espiritualmente renovados. Uma vez que o reavivamento, que era um pré-requisito, nunca foialcançado, nem antes nem depois do retorno liderado por Zorobabel, o cumprimento destas promessas foi postergado. Deus fez por Israel tudo o que a desobediência do povo Lhe permitiu fazer, mas eles permaneceram rebeldes. Portanto, Ele acabou rejeitando-o como um povo. O desenrolar da promessa divina aqui e nos versículos seguintes aplica-se ao que teria ocorrido se os propósitos de Deus tivessem se cumprido. CBASD , vol. 4. p. 771.

24 Meu servo Davi. Assim como em 34.23 o governante messiânico vindouro é chamado Davi, porque seria um descendente de Davi e faria a favor de Israel o que Davi fizera - só que mais plenamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 para sempre. "Tivesse Israel permanecido leal a Deus e este glorioso edifício [o templo de Salomão] teria permanecido para sempre, como perpétuo sinal de especial favor de Deus a Seu povo escolhido" (PR, 46). "Houvesse Israel, como nação, preservado a aliança com o Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como eleita de Deus" (GC, 19). Citados em  CBASD , vol. 4. p. 772.

26 paz. [Heb shalom] Mais do que uma existência livre de conflitos; é um tranquilo bem estar da pessoa, nação ou país. Andrews Study Bible.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ezequiel 18

Comentário devocional:

Ezequiel 18 começa com um provérbio que era popular entre os exilados na Babilônia: "Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam?" (v. 2 NVI). Os exilados acreditavam que o juízo que lhes havia acontecido era devido aos pecados de seus antepassados e não deles. E que não havia nada que pudessem fazer sobre isso. Eles falharam em reconhecer sua própria maldade e o papel que haviam desempenhado em trazer julgamento sobre si mesmos. Assim, acabaram acusando Deus de ser injusto. 

Este conceito errôneo originou-se da má interpretação de passagens bíblicas tais como Ex. 20:5; 34:7 e Deut. 5:9-10 que falam que Deus castiga a iniquidade de uma geração até a terceira e quarta geração de seus descendentes.

O restante do capítulo refuta esse falso provérbio, demonstrando o princípio bíblico básico que "Aquele que pecar é que morrerá" (v. 4 NVI). Embora seja verdade que gerações seguintes, muitas vezes, sofrem as conseqüências dos pecados da geração passada, a culpa de seus antepassados não é transferível para eles. Cada um é responsável por seus próprios pecados ou erros cometidos e, assim, seus próprios atos serão a base da punição.

Para tornar claro que cada um é responsável por suas próprias escolhas e que ninguém é punido pelos pecados de outros, Ezequiel usa uma ilustração de três gerações.

Em primeiro lugar, um pai "justo que faz o que é certo e direito" (v. 5NVI). Deus diz dele: "Ele age segundo os meus decretos e obedece fielmente às minhas leis. Esse homem é justo; com certeza ele viverá" (V. 9 NVI). Em segundo lugar, seu filho ímpio "ladrão, derramador de sangue”. Este "não viverá” “o seu sangue será sobre ele"(v. 10-13 ARA). Em terceiro lugar, o neto justo  "que vê todos os pecados que seu pai comete e, embora os veja, não os comete". "Ele não morrerá por causa da iniquidade do seu pai; certamente viverá" (v. 14, 17, NVI). 
  
Deus é acusado de ser injusto pelos exilados (v. 25, 29), mas a Sua justiça é evidente em julgar cada pessoa de acordo com as escolhas que fez. Se um homem perverso se converter do seu mau caminho e fizer o que é certo, viverá; mas se um homem justo voluntariamente se afasta de justiça e faz o que é mal, ele morrerá (v. 21-28).

À luz de tudo isto, Deus pede a Seu povo que reconheça seus caminhos injustos e se afaste deles, porque Ele não tem prazer na morte do perverso, mas deseja o seu arrependimento para que ele viva (v. 23, 32). O urgente é para o arrependimento. Àqueles que atenderem é prometido "um coração novo e um espírito novo" (v. 31 NVI). E isto se chama GRAÇA!

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer, Índia


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/18/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 18 

Comentário em áudio