Comentário devocional:
Em 1 João 5 o apóstolo retoma muitos de seus temas favoritos ao apresentar seus argumentos finais contra os perturbadores mentirosos "sem pecado". A primeira metade do capítulo levanta a questão da Trindade novamente tendo em vista a negação de que Jesus é o Cristo divino. As pessoas que negam a Jesus não têm a vida eterna, porque "essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida" (5:11, 12). Uma das grandes tentações ao longo da história da igreja tem sido a de fazer de Jesus ou totalmente humano ou totalmente divino ao invés de aceitá-Lo como a pessoa absolutamente única que Ele é. É o fato de que Ele é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino que lhe possibilita ser o Salvador do mundo (ver Heb. 1, 2).
Um segundo tema levantado na primeira metade do capítulo 5 é uma visão adicional sobre a relação entre o amor e os mandamentos de Deus. Aqui encontramos uma das mais importantes contribuições de João à compreensão cristã a respeito de como viver responsavelmente. Diariamente devemos refletir sobre esse tema à medida que procuramos determinar o que significa ser um cristão, o que significa desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo.
A segunda metade do capítulo destaca novamente o problema com o qual o livro começou: o pecado e suas implicações. Mas aqui o apóstolo enfatiza a diferença entre "pecado que leva à morte" e "pecado que não leva à morte" (5:17 NVI). "Toda injustiça é pecado", ele afirma, "mas há pecado que não leva à morte" (5:17 NVI). E que pecados são esses que não levam à morte? Os que são confessados (1:9). Deus ouve nossas penitentes orações e as responde (5:14, 15). Tais pessoas não vivem vidas em rebelião, porque são nascidos de Deus (5:18; cf. 3:6, 9, à luz de 3:4).
E o que 1 João significa para a minha vida? Que eu devo ser honesto comigo e com Deus sobre mim mesmo e minhas faltas; que eu tenha por certo que Jesus é o Cristo plenamente divino; que eu deixe Deus aperfeiçoar Seu caráter de amor em mim enquanto me relaciono com meus companheiros membros da igreja e com o mundo ao meu redor. Isso é o que João chama de "vida eterna" (1:2; 2:25; 3:15; 5:11, 13, 20).
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/5/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 5
Comentário em áudio
Plano mundial de Reavivamento e Reforma, pela leitura devocional de um capítulo da Bíblia por dia. De abril de 2012 a julho de 2015.
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
I João 5
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perdão,
relacionamento,
relacionamento espiritual,
vida eterna
segunda-feira, 22 de junho de 2015
I João 3
Comentário devocional:
João ainda não terminou de falar a respeito dos imperfeitos "santos", que acham que não tem pecado, mas no verso 2 ele trata de outro problema. Aqui encontramos um verso que muitos membros da igreja interpretam mal: "Amados, ... ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele" (NVI).
Alguns vêem nesse texto uma referência a um perfeccionismo sem pecado no tempo do fim. Essas pessoas utilizam como argumento o verso 4, que diz: "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (NVI).
Aqui encontramos o que na superfície parece ser um problema. Afinal, 1 João 1:8, 10 afirma claramente que aqueles que proclamam estar sem pecado são mentirosos. Já em 1 João 3:9 o apóstolo alega que é impossível para um cristão pecar. Mas João não se confundiu. Nos capítulos 1 e 2 ele está falando de "atos de pecado" (como o aoristo grego salienta no capítulo 2:1), enquanto no capítulo 3, ele usa o tempo presente para nos dizer que é impossível para um cristão nascido de novo de viver em um estado permanente de ilegalidade ou rebelião contra Deus.
A palavra grega para Lei (nomos) não é encontrada nem uma vez em 1 João. A palavra grega traduzida por lei no verso 4 significa "ilegalidade, iniquidade", "rebelião". Assim, a melhor tradução de 1Jo 3:4 é: "Qualquer que pratica o pecado também pratica iniquidade, porque o pecado é iniquidade" [ou rebeldia], conforme visto na versão Almeida Revista e Corrigida. Ou seja, o pecado da disposição mental de rebeldia, opor-se deliberadamente à influência do Espírito Santo. Significa viver como se não houvesse nenhuma lei. E isso, João nos diz nos versos 6 e 9, é uma impossibilidade para os cristãos. "Qualquer que permanece nele não vive pecando; qualquer que vive pecando não o viu nem o conheceu" e "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus" (v. 6, 9 ARC).
Evidentemente, se os indivíduos cometem um ato de pecado eles podem confessá-lo (1 Jo 1:9.) e serem perdoados. Esse é um "pecado que não leva à morte" (1 Jo 5:17 NVI). Por outro lado, viver em um estado contínuo de rebeldia, como se não houvesse nenhuma lei ou autoridade divina por trás dela, é um "pecado que leva à morte" (1 Jo 5:16 NVI) porque não conduz à confissão e ao perdão (cf. Mt 12:30).
Como Deus quer que vivamos para que sejamos "semelhantes a Ele", "quando Ele se manifestar" (v. 2)? A resposta é encontrada no contexto. Aqueles que permanecem nEle (2:28) passaram da morte para a vida porque amam seus irmãos (1 Jo 3:14). O mandamento central para João é sempre: "que nos amemos uns aos outros" (3:23 NVI). E isso faz sentido, já que "Deus é amor" (1Jo 4:8).
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/3/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 3 http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-joao/1jo-capitulo-3/
Comentário em áudio http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados22-06-2015.mp3
domingo, 21 de junho de 2015
I João 2
Comentário devocional:
O segundo capítulo de 1 João apresenta mais algumas reivindicações dos mentirosos do capítulo 1 que se julgavam "sem pecado", causando problemas na igreja.
Mas antes dele apresentar essas reivindicações João nos concede um pouco mais de evangelho puro; algumas das melhores porções do Novo Testamento. "Meus filhinhos", ele pastoralmente observa: "escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo"(vs. 1, 2 NVI). As declarações dos evangelhos não conseguem ser muito melhores do que isso.
Mas João precisa voltar a falar a respeito dos mentirosos "sem pecado". O capítulo 2 denuncia mais duas mentiras aos problemas dos "santos". Em primeiro lugar, eles afirmam estar na luz, mas não estão realmente andando nos mandamentos de Deus. Aqui o apóstolo está lidando com algo mais grave do que quebrar os Dez Mandamentos. Ele coloca o dedo no problema central nos versos 7-17. No versículo 9, João chega ao coração do problema: "Quem afirma estar na luz, mas odeia seu irmão, continua nas trevas" (NVI). Um dos fatos tristes da história da igreja é que há muitos que pensam que podem amar a Deus sem amar aos seus semelhantes.
A segunda metade de João 2 lida com uma mentira ligada à Trindade. Eles negavam que Jesus era o Cristo divino e, portanto, estavam também negando o Pai (vs. 22, 23).
Estes eram membros da igreja que davam trabalho. Mas mais uma vez o apóstolo tem uma solução ao estilo do evangelho: "Filhinhos, agora permaneçam nEle para que, quando Ele se manifestar, tenhamos confiança" (v. 28 NVI). João encerra o capítulo com o pensamento de que todo aquele que é verdadeiramente justo fará tudo "nEle" (vs. 28, 29).
Aquele que permanecer no divino Cristo não só encontrará perdão (1Jo 1:9), mas também andará na luz dos mandamentos de Deus (vs. 3-6), especialmente o mandamento de amar os irmãos e irmãs (v. 9). De fato, permanecer nEle irá transformar nossas vidas em todos os sentidos.
George R. Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 2
Comentário em áudio
O segundo capítulo de 1 João apresenta mais algumas reivindicações dos mentirosos do capítulo 1 que se julgavam "sem pecado", causando problemas na igreja.
Mas antes dele apresentar essas reivindicações João nos concede um pouco mais de evangelho puro; algumas das melhores porções do Novo Testamento. "Meus filhinhos", ele pastoralmente observa: "escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo"(vs. 1, 2 NVI). As declarações dos evangelhos não conseguem ser muito melhores do que isso.
Mas João precisa voltar a falar a respeito dos mentirosos "sem pecado". O capítulo 2 denuncia mais duas mentiras aos problemas dos "santos". Em primeiro lugar, eles afirmam estar na luz, mas não estão realmente andando nos mandamentos de Deus. Aqui o apóstolo está lidando com algo mais grave do que quebrar os Dez Mandamentos. Ele coloca o dedo no problema central nos versos 7-17. No versículo 9, João chega ao coração do problema: "Quem afirma estar na luz, mas odeia seu irmão, continua nas trevas" (NVI). Um dos fatos tristes da história da igreja é que há muitos que pensam que podem amar a Deus sem amar aos seus semelhantes.
A segunda metade de João 2 lida com uma mentira ligada à Trindade. Eles negavam que Jesus era o Cristo divino e, portanto, estavam também negando o Pai (vs. 22, 23).
Estes eram membros da igreja que davam trabalho. Mas mais uma vez o apóstolo tem uma solução ao estilo do evangelho: "Filhinhos, agora permaneçam nEle para que, quando Ele se manifestar, tenhamos confiança" (v. 28 NVI). João encerra o capítulo com o pensamento de que todo aquele que é verdadeiramente justo fará tudo "nEle" (vs. 28, 29).
Aquele que permanecer no divino Cristo não só encontrará perdão (1Jo 1:9), mas também andará na luz dos mandamentos de Deus (vs. 3-6), especialmente o mandamento de amar os irmãos e irmãs (v. 9). De fato, permanecer nEle irá transformar nossas vidas em todos os sentidos.
George R. Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 2
Comentário em áudio
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Trindade
sábado, 20 de junho de 2015
I João 1 - Comentários Selecionados
1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como "o que'', é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.
Com respeito ao Verbo. Ou, "sobre a Palavra". O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da "palavra" (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.
2 A vida eterna. A associação de "vida" com "eterna" se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.
E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.
4 Completa. Ou, "plena". Jesus tinha expressado a mesma razão para falar "estas coisas'' aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.
5 Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como "luz eterna" (Is 60:19, 20) e "que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver" (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.
6 Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.
8 A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.
9 Purificar. Ou "limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.
10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada
de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697
I João 1
Comentário devocional:
Cada membro da igreja é diferente, alguns são simplesmente problemáticos.
Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos. Houve alguns membros em sua congregação que afirmavam serem membros da igreja em situação regular, embora andando "nas trevas". Eles estavam - o apóstolo afirma - vivendo uma mentira (v. 6).
O problema deles parece ter múltiplas facetas, porém temos um vislumbre do problema principal no verso 7, que indica que eles não estavam vivendo em harmonia com o resto da congregação. Descobrimos, no próximo versículo, que eles estariam reivindicando viver sem pecado.
João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele simplesmente os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que "todos pecaram" (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.
A boa notícia em relação à reivindicação dos "sem pecado" é que ela deu a João uma oportunidade para expor o evangelho do perdão. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (verso 9 NVI).
Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações muito ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 1
Comentário em áudio
Cada membro da igreja é diferente, alguns são simplesmente problemáticos.
Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos. Houve alguns membros em sua congregação que afirmavam serem membros da igreja em situação regular, embora andando "nas trevas". Eles estavam - o apóstolo afirma - vivendo uma mentira (v. 6).
O problema deles parece ter múltiplas facetas, porém temos um vislumbre do problema principal no verso 7, que indica que eles não estavam vivendo em harmonia com o resto da congregação. Descobrimos, no próximo versículo, que eles estariam reivindicando viver sem pecado.
João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele simplesmente os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que "todos pecaram" (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.
A boa notícia em relação à reivindicação dos "sem pecado" é que ela deu a João uma oportunidade para expor o evangelho do perdão. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (verso 9 NVI).
Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações muito ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.
George Knight
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 1
Comentário em áudio
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Hebreus 3
Comentário devocional:
Ao lermos Hebreus 3 e pensarmos na enorme oportunidade desperdiçada pela geração israelita do deserto de entrar na terra prometida, podemos ser tentados a pensar que teríamos feito diferente caso estivéssemos na mesma situação.
O autor de Hebreus diz, entretanto, que "hoje" temos exatamente a mesma oportunidade. Se quisermos, podemos entrar no descanso de Deus.
O convite vem no contexto de dois exemplos contrastantes. Os versos 1-6 falam sobre o sumo sacerdote Jesus que é fiel sobre a casa de Deus. Estas palavras de Hebreus nos fazem lembrar da profecia que o "homem de Deus" comunicou ao sumo sacerdote Eli no tempo dos juízes (1Sm 2:35). Nessa profecia Deus diz: "suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente". A mensagem profética de reprovação dizia ainda que Eli desonrara a Deus por não reprovar e disciplinar seus filhos por causa de seus erros. Por isso, Deus iria "cortar" seus descendentes do serviço sacerdotal e estabeleceria um sacerdote fiel que ministraria perante seu ungido para sempre. Isto se cumpriu quando Salomão demitiu Abiatar do ministério e instalou Zadoque em seu lugar (1Rs 2:26-27). No entanto, Zadoque e Salomão somente prenunciavam a vinda de Jesus como o verdadeiro sumo sacerdote sobre a casa de Deus.
O outro exemplo contrastante é a geração israelita do deserto. Eles viram Deus erguer Seu braço e abater a arrogância do Egito com as pragas. Eles caminharam através do Mar Vermelho e comeram maná do céu e água da rocha durante 40 anos. No entanto, eles endureceram o coração.
Por que Israel falhou? Isso tem a ver com o "engano do pecado" (Hb 3:13 ARA). O pecado sugere que a única coisa que importa é "o hoje". Quando a nossa segurança do "hoje" está ameaçada, tendemos a esquecer do cuidado de Deus no passado e suas promessas para o futuro, porque as exigências do presente sequestram nossa atenção.
Deus, no entanto, nas palavras do Salmo 95, convida-nos a fazer o oposto: não nos esquecermos do que Ele tem feito por nós desde a criação e, assim, não endurecermos nosso coração ao ouvirmos Sua voz (Sl 95:7b,8).
Em Hebreus 3 somos convidados a romper o domínio da urgência, a escravidão do presente, e "hoje" nos lembrarmos tanto do cuidado que Deus tem demonstrado no passado quanto de Suas promessas para o futuro. Então, e somente então, entramos em Seu descanso.
Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/3/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 3
Comentário em áudio
Ao lermos Hebreus 3 e pensarmos na enorme oportunidade desperdiçada pela geração israelita do deserto de entrar na terra prometida, podemos ser tentados a pensar que teríamos feito diferente caso estivéssemos na mesma situação.
O autor de Hebreus diz, entretanto, que "hoje" temos exatamente a mesma oportunidade. Se quisermos, podemos entrar no descanso de Deus.
O convite vem no contexto de dois exemplos contrastantes. Os versos 1-6 falam sobre o sumo sacerdote Jesus que é fiel sobre a casa de Deus. Estas palavras de Hebreus nos fazem lembrar da profecia que o "homem de Deus" comunicou ao sumo sacerdote Eli no tempo dos juízes (1Sm 2:35). Nessa profecia Deus diz: "suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente". A mensagem profética de reprovação dizia ainda que Eli desonrara a Deus por não reprovar e disciplinar seus filhos por causa de seus erros. Por isso, Deus iria "cortar" seus descendentes do serviço sacerdotal e estabeleceria um sacerdote fiel que ministraria perante seu ungido para sempre. Isto se cumpriu quando Salomão demitiu Abiatar do ministério e instalou Zadoque em seu lugar (1Rs 2:26-27). No entanto, Zadoque e Salomão somente prenunciavam a vinda de Jesus como o verdadeiro sumo sacerdote sobre a casa de Deus.
O outro exemplo contrastante é a geração israelita do deserto. Eles viram Deus erguer Seu braço e abater a arrogância do Egito com as pragas. Eles caminharam através do Mar Vermelho e comeram maná do céu e água da rocha durante 40 anos. No entanto, eles endureceram o coração.
Por que Israel falhou? Isso tem a ver com o "engano do pecado" (Hb 3:13 ARA). O pecado sugere que a única coisa que importa é "o hoje". Quando a nossa segurança do "hoje" está ameaçada, tendemos a esquecer do cuidado de Deus no passado e suas promessas para o futuro, porque as exigências do presente sequestram nossa atenção.
Deus, no entanto, nas palavras do Salmo 95, convida-nos a fazer o oposto: não nos esquecermos do que Ele tem feito por nós desde a criação e, assim, não endurecermos nosso coração ao ouvirmos Sua voz (Sl 95:7b,8).
Em Hebreus 3 somos convidados a romper o domínio da urgência, a escravidão do presente, e "hoje" nos lembrarmos tanto do cuidado que Deus tem demonstrado no passado quanto de Suas promessas para o futuro. Então, e somente então, entramos em Seu descanso.
Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/3/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 3
Comentário em áudio
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quinta-feira, 5 de março de 2015
Romanos 7
Comentário devocional:
Este capítulo é uma continuação das declarações anteriores de Paulo, onde ele concluiu que nós somos ou escravos do pecado ou escravos da justiça. Suas intenções neste capítulo são muitas vezes mal compreendidas e mal aplicadas por causa de sua descrição do que é ser um escravo do pecado.
Paulo usa a lei do casamento para explicar a nossa união espiritual com Cristo. Sem Cristo, somos casados com o velho homem do pecado, que é o senhor de nossa escravidão. A fim de entrarmos em uma união espiritual com Cristo, o velho homem do pecado deve ser crucificado (vv 1-4). Porém Cristo não cometerá adultério espiritual. Muitos cristãos não conseguem entrar em uma verdadeira união espiritual com Cristo, porque o velho homem do pecado está parcialmente vivo, mas eles pensam que estão espiritualmente unidos com o Senhor. Ele não irá nos forçar. Mas se nos submetemos a Ele através da entrega completa, Ele vai entrar em uma união espiritual de total transformação de vida conosco.
A chave para a compreensão deste capítulo é encontrado no verso 14. Paulo diz: "Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado" (NVI). O restante de Romanos 7 descreve o que é ser um escravo do pecado e sob a condenação da lei. A vida de Paulo é uma ilustração disso: "Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio"(v. 15 NVI). A natureza pecaminosa de Paulo ainda está casada com o pecado. Ele quer observar corretamente a lei, mas sua natureza pecaminosa o domina, de forma que ele faz coisas que ele não quer fazer, e ele não consegue fazer as coisas que ele quer fazer (justiça). Quando ele diz: "Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim" (v 17 NVI), ele está dizendo que o velho homem do pecado continua sendo parte de sua vida, mesmo que ele não queira.
Nos versículos seguintes, ele descreve a luta de saber o que é certo e ainda assim permanecer cativo às seduções do pecado (vs. 19-23). Então Paulo faz seu grito desesperado: "Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?"(vs. 24 NVI). A palavra “miserável” é a palavra grega talaiporos e só é encontrada em outro lugar no Novo Testamento em Ap 3:17, na mensagem à igreja de Laodicéia. Nós somos a igreja de Laodicéia em que muitos estão cegamente seguindo ao pecado. Cristo quer nos libertar desta escravidão, e veremos como ele faz isso no próximo capítulo. Graças a Deus pela libertação do pecado que Cristo quer e pode fazer por nós (v. 25)!
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/7/
Traduzido/adaptado por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 7
Comentário em áudio
Este capítulo é uma continuação das declarações anteriores de Paulo, onde ele concluiu que nós somos ou escravos do pecado ou escravos da justiça. Suas intenções neste capítulo são muitas vezes mal compreendidas e mal aplicadas por causa de sua descrição do que é ser um escravo do pecado.
Paulo usa a lei do casamento para explicar a nossa união espiritual com Cristo. Sem Cristo, somos casados com o velho homem do pecado, que é o senhor de nossa escravidão. A fim de entrarmos em uma união espiritual com Cristo, o velho homem do pecado deve ser crucificado (vv 1-4). Porém Cristo não cometerá adultério espiritual. Muitos cristãos não conseguem entrar em uma verdadeira união espiritual com Cristo, porque o velho homem do pecado está parcialmente vivo, mas eles pensam que estão espiritualmente unidos com o Senhor. Ele não irá nos forçar. Mas se nos submetemos a Ele através da entrega completa, Ele vai entrar em uma união espiritual de total transformação de vida conosco.
A chave para a compreensão deste capítulo é encontrado no verso 14. Paulo diz: "Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado" (NVI). O restante de Romanos 7 descreve o que é ser um escravo do pecado e sob a condenação da lei. A vida de Paulo é uma ilustração disso: "Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio"(v. 15 NVI). A natureza pecaminosa de Paulo ainda está casada com o pecado. Ele quer observar corretamente a lei, mas sua natureza pecaminosa o domina, de forma que ele faz coisas que ele não quer fazer, e ele não consegue fazer as coisas que ele quer fazer (justiça). Quando ele diz: "Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim" (v 17 NVI), ele está dizendo que o velho homem do pecado continua sendo parte de sua vida, mesmo que ele não queira.
Nos versículos seguintes, ele descreve a luta de saber o que é certo e ainda assim permanecer cativo às seduções do pecado (vs. 19-23). Então Paulo faz seu grito desesperado: "Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?"(vs. 24 NVI). A palavra “miserável” é a palavra grega talaiporos e só é encontrada em outro lugar no Novo Testamento em Ap 3:17, na mensagem à igreja de Laodicéia. Nós somos a igreja de Laodicéia em que muitos estão cegamente seguindo ao pecado. Cristo quer nos libertar desta escravidão, e veremos como ele faz isso no próximo capítulo. Graças a Deus pela libertação do pecado que Cristo quer e pode fazer por nós (v. 25)!
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/7/
Traduzido/adaptado por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 7
Comentário em áudio
Romanos 7 - Comentários selecionados
1-6 Em 7.1-6, a liberdade da lei é ilustrada em termos da relação entre a esposa e seu marido. A comparação é simples: assim como a morte dissolve o vínculo entre o marido e esposa, a morte do crente com Cristo rompe o jugo da lei. ele está livre para unir-se com Cristo. Bíblia Shedd.
Nós agora servimos não pela obediência a um conjunto de regras, mas a partir de corações renovados e mentes que transbordam com o amor de Deus. Life Application Study Bible.
2,3 A morte altera decisivamente o relacionamento que a pessoa tem com a lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 corpo de Cristo. A referência aqui é à morte física de Jesus Cristo. Bíblia de Genebra.
5 A tendência do homem é desejar o proibido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 "Espírito" refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
em novidade de espírito. Algumas pessoas tentam ganhar acesso a Deus pela observância de um conjunto de regras (obedecer aos Dez Mandamentos, servir à igreja fielmente, fazendo boas obras), mas tudo o que conseguem com seus esforços é frustração e desânimo. Contudo, por causa do sacrifício de Cristo, o acesso a Deus já está aberto e podemos nos tornar Seus filhos simplesmente como colocarmos nEle a nossa fé. Não mais tentando alcançar a Deus através da observância de regras, nós nos tornamos mais e mais semelhantes a Jesus à medida que vivermos com Ele, dia após dia. Permita que o Espírito Santo mova a sua atenção de sua performance para Jesus. Ele te libertará para que você possa servi-Lo com amor e gratidão. Isto é o que significa viver "em novidade de espírito". Life Application Study Bible.
não na caducidade da letra. Literalmente, na velhice da letra". Isso descreve a obediência legalista dos que tentam assegura r a salvação pelas obras da lei. Era assim o serviço dos fariseus, que tinham o cuidado de "dar o dízimo da hortelã , do endro e do cominho", mas, ao mesmo tempo, omitiam as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé" (ver com. de Mt 23:23). Essas "coisas mais importantes" eram os assuntos do coração e do espírito. O serviço "na caducidade da letra" só pode conduzir ao pecado e à morte (Rm 7:5). Mas o evangelho traz o oferecimento de Deus para capacitar as pessoas a prestar serviço espiritual de coração. O novo nascimento do Espírito Santo significa a criação de um coração puro e a renovação de um espírito reto (ver SI 51:10), de modo que, a partir de então, o crente não mais serve a Deus por um sentimento de escravidão legal e por medo, mas em um novo espírito de liberdade e amor (cf. Jo 4:23; 6:63; 2Co 3:6). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 5, p. 602.
7-25 É melhor tomar esta passagem como uma autobiografia, ainda que seja a biografia de todo homem. Ainda que Paulo pudesse afirmar que era "irrepreensível quanto à justiça que há na lei" (Fp 3.6) na sua vida antes de conhecer o Senhor, sem dúvida ele se refere aos atos externos e não á cobiça. ... Pior ainda, a própria proibição do mandamento aumentou o desejo (vv 8-11). Bíblia Shedd.
estava morto. Permanecia escondido, como uma serpente adormecida. Andrews Study Bible.
9 reviveu o pecado. Na verdade, o pecado tinha estado sem oposição no controle de sua vida (v. 5). Mas a vinda do "mandamento" desafiou a presença do pecado e de seu direito de controlar a vida. Então, o pecado se ergueu para manter sua autoridade contestada. Em toda a sua malignidade e força, ele surgiu em seu verdadeiro caráter, como um enganador, inimigo e assassino. CBASD, vol 5, p. 605.
morri. Paulo veio a reconhecer que estava condenado à morte, porque a lei revela o pecado, e o salário do pecado é a morte (6.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
11, 12 o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. O pecado nos parece atraente exatamente porque Deus nos falou para não o fazermos. Em vez de prestarmos atenção às Suas advertências, nós as usamos como uma lista "a fazer". Quando formos tentados a sermos rebeldes, devemos olhar para a lei de uma perspectiva mais ampla - à luz da graça e da misericórdia de Deus. S focarmos o Seu grande amor por nós, entenderemos que Ele apenas nos restringe de ações e atitudes que, na verdade, nos trariam dano. Life Application Study Bible.
12 a Lei é santa. A despeito do uso desprezível que o pecado fazia da lei, a lei não era culpada disso. A lei é de Deus e, por isso mesmo, é santa, justa e boa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 acaso o bom se me tornou em morte? A resposta de Paulo à sua própria pergunta é um "não". O pecado em mim foi que se tornou a causa de minha morte espiritual, impelindo-me a quebrar a boa lei de Deus. O pecado, pois, é visto como "sobremaneira iníquo". Bíblia de Genebra.
O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não foi a lei que causou o pecado e sim ao pecado. Andrews Study Bible.
14 a lei é espiritual em sua origem, pois foi dada por Deus, e "Deus é espírito" (Jo 4:24). É de natureza espiritual, no sentido de que é "santa, e justa e boa", e na medida em que exige obediência que pode ser prestada apenas por aqueles que são espirituais e têm o fruto do Espírito (Mt 22:37-39; Jo 15:2; Rm 13:8, 10; Gl 5:22, 23 ; Ef 3:9). CBASD, vol 5, p. 609.
fui vendido como escravo ao pecado. Forma vívida de mostrar o fracasso dos próprios cristãos diante das exigências éticas e morais do evangelho. Até mesmo ressalta a natureza persistente do pecado.13 O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Não entendo. A luta no íntimo cria tensão, ambivalência e confusão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é mais do que o grito de um homem desesperado - descreve a experiência de todo cristão a lutar contra o pecado ou tentando agradar a Deus observando regras e leis seu o auxílio do Espírito. Nunca devemos subestimar o poder do pecado. Nunca devemos tentar lutar com nossas próprias forças. Temos um inimigo diligente e, por outro lado, temos uma surpreendente capacidade de apresentar desculpas.Em vez de tentar vencer o pecado com o poder humano, devemos nos apropriar do tremendo poder de Cristo que está disponível a nós. Esta é a provisão de Deus para a vitória sobre o pecado: Ele envia o Espírito Santo para morar em nós e nos dar poder. E quando caímos, Ele se achega amorosamente e nos ajuda a levantar. Life Application Study Bible.
16 admito que a Lei é boa. Mesmo quando Paulo é rebelde e desobediente, o Espírito Santo lhe revela a essencial bondade da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 não sou mais eu quem o faz. Não uma tentativa de escapar da responsabilidade moral, mas uma declaração do forte controle que o pecado pode manter sobre a vida do cristão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo, na verdade estava descrevendo um profundo conflito que todo crente encontra inerente em sua vida em Cristo. Cristo habita nele (Gl 2.20) e, no entanto, o pecado também habita nele (vs. 17, 20). Uma perfeita conformidade com a vontade de Deus, no presente, estava fora de seu alcance. Bíblia de Genebra.
em minha carne. Nos meus membros infectados com o pecado. Andrews Study Bible.
20 O cristão vive em dois mundo ao mesmo tempo. Esta é a razão por que a carne "milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si" (Gl 5.17). A vitória contra este inimigo (o pecado que reside em nós) não vem sem luta ou num minuto. Graças a deus a vitória virá por Cristo! Bíblia Shedd.
23-35 A luta interna contra o pecado era tão real para Paulo o quanto é para nós. De Paulo aprendemos como tratar disto. Sempre que paulo se sentia perdido, ele retornava ao início de sua vida espiritual, lembrando que ele já havia sido liberto por Jesus Cristo. Quando você se sentir confuso e esmagado pela sedução do pecado, siga o exemplo de Paulo: agradeça a Deus pela liberdade através de Jesus Cristo. Deixe a realidade do poder de Cristo levar você à real vitória sobre o pecado. Life Application Study Bible.
24 Quem me livrará. Esse não é um grito de desespero, porquanto Paulo sabe a resposta e a fornece no versículo seguinte. Bíblia de Genebra.
do corpo sujeito a esta morte? Expressão figurada do corpo do pecado (6.6), que pesava sobre ele como um cadáver e do qual não conseguia libertar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. O livramento vem, não esforço legalístico, mas mediante Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O que a lei, a consciência e a força humana desajudada não podem fazer, pode ser feito pelo plano do evangelho. A libertação completa está disponível por meio de Jesus Cristo e por meio dEle apenas (comparar com "graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo " [1Co 15:57]). Este é o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo neste capítulo. Não é suficiente ser convencido da excelência da lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de suas reivindicações. Não é suficiente consentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros, até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. Então, a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma lei. E visto que é um a submissão a uma Pessoa muito amada, ela é percebida com o perfeita liberdade (ver CC, 19; CBV, 131; DTN, 466). CBASD, vol. 6, p. 613.
Nós agora servimos não pela obediência a um conjunto de regras, mas a partir de corações renovados e mentes que transbordam com o amor de Deus. Life Application Study Bible.
2,3 A morte altera decisivamente o relacionamento que a pessoa tem com a lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 corpo de Cristo. A referência aqui é à morte física de Jesus Cristo. Bíblia de Genebra.
5 A tendência do homem é desejar o proibido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 "Espírito" refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
em novidade de espírito. Algumas pessoas tentam ganhar acesso a Deus pela observância de um conjunto de regras (obedecer aos Dez Mandamentos, servir à igreja fielmente, fazendo boas obras), mas tudo o que conseguem com seus esforços é frustração e desânimo. Contudo, por causa do sacrifício de Cristo, o acesso a Deus já está aberto e podemos nos tornar Seus filhos simplesmente como colocarmos nEle a nossa fé. Não mais tentando alcançar a Deus através da observância de regras, nós nos tornamos mais e mais semelhantes a Jesus à medida que vivermos com Ele, dia após dia. Permita que o Espírito Santo mova a sua atenção de sua performance para Jesus. Ele te libertará para que você possa servi-Lo com amor e gratidão. Isto é o que significa viver "em novidade de espírito". Life Application Study Bible.
não na caducidade da letra. Literalmente, na velhice da letra". Isso descreve a obediência legalista dos que tentam assegura r a salvação pelas obras da lei. Era assim o serviço dos fariseus, que tinham o cuidado de "dar o dízimo da hortelã , do endro e do cominho", mas, ao mesmo tempo, omitiam as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé" (ver com. de Mt 23:23). Essas "coisas mais importantes" eram os assuntos do coração e do espírito. O serviço "na caducidade da letra" só pode conduzir ao pecado e à morte (Rm 7:5). Mas o evangelho traz o oferecimento de Deus para capacitar as pessoas a prestar serviço espiritual de coração. O novo nascimento do Espírito Santo significa a criação de um coração puro e a renovação de um espírito reto (ver SI 51:10), de modo que, a partir de então, o crente não mais serve a Deus por um sentimento de escravidão legal e por medo, mas em um novo espírito de liberdade e amor (cf. Jo 4:23; 6:63; 2Co 3:6). CBASD - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 5, p. 602.
Observar as regras, leis e costumes do cristianismo não nos salva. Mesmo que conseguíssemos tornar puras as nossas ações, ainda estaríamos sob maldição porque em nossos corações e mentes somos perversos e rebeldes. Life Application Study Bible.
estava morto. Permanecia escondido, como uma serpente adormecida. Andrews Study Bible.
9 reviveu o pecado. Na verdade, o pecado tinha estado sem oposição no controle de sua vida (v. 5). Mas a vinda do "mandamento" desafiou a presença do pecado e de seu direito de controlar a vida. Então, o pecado se ergueu para manter sua autoridade contestada. Em toda a sua malignidade e força, ele surgiu em seu verdadeiro caráter, como um enganador, inimigo e assassino. CBASD, vol 5, p. 605.
11, 12 o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. O pecado nos parece atraente exatamente porque Deus nos falou para não o fazermos. Em vez de prestarmos atenção às Suas advertências, nós as usamos como uma lista "a fazer". Quando formos tentados a sermos rebeldes, devemos olhar para a lei de uma perspectiva mais ampla - à luz da graça e da misericórdia de Deus. S focarmos o Seu grande amor por nós, entenderemos que Ele apenas nos restringe de ações e atitudes que, na verdade, nos trariam dano. Life Application Study Bible.
12 a Lei é santa. A despeito do uso desprezível que o pecado fazia da lei, a lei não era culpada disso. A lei é de Deus e, por isso mesmo, é santa, justa e boa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 acaso o bom se me tornou em morte? A resposta de Paulo à sua própria pergunta é um "não". O pecado em mim foi que se tornou a causa de minha morte espiritual, impelindo-me a quebrar a boa lei de Deus. O pecado, pois, é visto como "sobremaneira iníquo". Bíblia de Genebra.
O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não foi a lei que causou o pecado e sim ao pecado. Andrews Study Bible.
14 a lei é espiritual em sua origem, pois foi dada por Deus, e "Deus é espírito" (Jo 4:24). É de natureza espiritual, no sentido de que é "santa, e justa e boa", e na medida em que exige obediência que pode ser prestada apenas por aqueles que são espirituais e têm o fruto do Espírito (Mt 22:37-39; Jo 15:2; Rm 13:8, 10; Gl 5:22, 23 ; Ef 3:9). CBASD, vol 5, p. 609.
fui vendido como escravo ao pecado. Forma vívida de mostrar o fracasso dos próprios cristãos diante das exigências éticas e morais do evangelho. Até mesmo ressalta a natureza persistente do pecado.13 O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Não entendo. A luta no íntimo cria tensão, ambivalência e confusão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é mais do que o grito de um homem desesperado - descreve a experiência de todo cristão a lutar contra o pecado ou tentando agradar a Deus observando regras e leis seu o auxílio do Espírito. Nunca devemos subestimar o poder do pecado. Nunca devemos tentar lutar com nossas próprias forças. Temos um inimigo diligente e, por outro lado, temos uma surpreendente capacidade de apresentar desculpas.Em vez de tentar vencer o pecado com o poder humano, devemos nos apropriar do tremendo poder de Cristo que está disponível a nós. Esta é a provisão de Deus para a vitória sobre o pecado: Ele envia o Espírito Santo para morar em nós e nos dar poder. E quando caímos, Ele se achega amorosamente e nos ajuda a levantar. Life Application Study Bible.
16 admito que a Lei é boa. Mesmo quando Paulo é rebelde e desobediente, o Espírito Santo lhe revela a essencial bondade da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 não sou mais eu quem o faz. Não uma tentativa de escapar da responsabilidade moral, mas uma declaração do forte controle que o pecado pode manter sobre a vida do cristão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo, na verdade estava descrevendo um profundo conflito que todo crente encontra inerente em sua vida em Cristo. Cristo habita nele (Gl 2.20) e, no entanto, o pecado também habita nele (vs. 17, 20). Uma perfeita conformidade com a vontade de Deus, no presente, estava fora de seu alcance. Bíblia de Genebra.
em minha carne. Nos meus membros infectados com o pecado. Andrews Study Bible.
20 O cristão vive em dois mundo ao mesmo tempo. Esta é a razão por que a carne "milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si" (Gl 5.17). A vitória contra este inimigo (o pecado que reside em nós) não vem sem luta ou num minuto. Graças a deus a vitória virá por Cristo! Bíblia Shedd.
23-35 A luta interna contra o pecado era tão real para Paulo o quanto é para nós. De Paulo aprendemos como tratar disto. Sempre que paulo se sentia perdido, ele retornava ao início de sua vida espiritual, lembrando que ele já havia sido liberto por Jesus Cristo. Quando você se sentir confuso e esmagado pela sedução do pecado, siga o exemplo de Paulo: agradeça a Deus pela liberdade através de Jesus Cristo. Deixe a realidade do poder de Cristo levar você à real vitória sobre o pecado. Life Application Study Bible.
24 Quem me livrará. Esse não é um grito de desespero, porquanto Paulo sabe a resposta e a fornece no versículo seguinte. Bíblia de Genebra.
do corpo sujeito a esta morte? Expressão figurada do corpo do pecado (6.6), que pesava sobre ele como um cadáver e do qual não conseguia libertar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. O livramento vem, não esforço legalístico, mas mediante Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O que a lei, a consciência e a força humana desajudada não podem fazer, pode ser feito pelo plano do evangelho. A libertação completa está disponível por meio de Jesus Cristo e por meio dEle apenas (comparar com "graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo " [1Co 15:57]). Este é o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo neste capítulo. Não é suficiente ser convencido da excelência da lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de suas reivindicações. Não é suficiente consentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros, até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. Então, a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma lei. E visto que é um a submissão a uma Pessoa muito amada, ela é percebida com o perfeita liberdade (ver CC, 19; CBV, 131; DTN, 466). CBASD, vol. 6, p. 613.
terça-feira, 3 de março de 2015
Romanos 5
Comentário devocional:
Paulo inicia assim: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." (Rm 5:1, 2 NVI). Que bênção estar em paz com Deus! Que bênção sermos justificados pela fé! Que bênção estarmos inteiramente convictos das promessas de Deus! Quando temos essa fé, temos confiança em nosso relacionamento com Deus, com base no que Jesus fez por nós. Ao experimentarmos essa fé, Deus a purifica através da tribulação, experiência e esperança (1Pe 1:7). Deus nos permite passar por este processo para fortalecer a nossa fé (vv 3-5).
Em seguida, Paulo descreve a morte de Cristo na cruz como a expiação pelos nossos pecados (vv 6-11). Esta é a segunda vez em Romanos que a morte e a redenção de Cristo pelo Seu sangue é explicitamente mencionada (ver Rm 3:24, 25). Por incrível que pareça, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós! Nós temos sido justificados pelo seu sangue e salvos da ira por meio dele. Não só fomos justificados e reconciliados por sua morte, mas Paulo também mostra que somos salvos pela Sua vida (v. 10). Em um capítulo posterior, Paulo vai nos dar uma compreensão mais profunda desta declaração. Sim, Jesus morreu para nos salvar do registro passado de nossos pecados, e também para nos dar o poder de viver a vida que Ele viveu na carne nesta terra.
Em seguida, Paulo descreve o efeito que Adão e Cristo tiveram sobre a humanidade. O primeiro Adão afetou negativamente toda a humanidade, condenando-a, mas o Segundo Adão o fez positivamente, redimindo-a (vv 12-21). Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Assim, a morte passou a todos os homens, porque todos escolheram o mesmo caminho do pecado. Adão era uma figura daquele que haveria de vir (o segundo Adão). Quando Adão escolheu pecar fez com que todos nós tivéssemos uma natureza pecaminosa. O Segundo Adão também fez uma escolha que poderia afetar toda a humanidade se todos nós escolhêssemos aceitar a Sua morte na cruz.
Por causa do pecado de Adão, todos os seus descendentes receberam a condenação da morte e condenação eterna, porque escolheram pecar por causa da fraqueza da carne (veja Rm 8:3). No entanto, a morte de Cristo tornou possível a cada um de nós escolher o rico dom gratuito da justificação, para que possa ser verdadeiro a declaração: "onde aumentou o pecado, a graça aumentou muito mais." (v 20 Clear Word).
Embora o pecado de Adão tenha exercido um efeito terrível sobre toda a humanidade, legando a cada um de nós uma natureza pecaminosa, a morte de Cristo tem o poder de libertar todo ser humano que escolher aceitar o Seu dom gratuito da graça. Que Salvador nós temos!
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/5/
Traduzido/adaptado por: JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Romanos 5
Paulo inicia assim: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." (Rm 5:1, 2 NVI). Que bênção estar em paz com Deus! Que bênção sermos justificados pela fé! Que bênção estarmos inteiramente convictos das promessas de Deus! Quando temos essa fé, temos confiança em nosso relacionamento com Deus, com base no que Jesus fez por nós. Ao experimentarmos essa fé, Deus a purifica através da tribulação, experiência e esperança (1Pe 1:7). Deus nos permite passar por este processo para fortalecer a nossa fé (vv 3-5).
Em seguida, Paulo descreve a morte de Cristo na cruz como a expiação pelos nossos pecados (vv 6-11). Esta é a segunda vez em Romanos que a morte e a redenção de Cristo pelo Seu sangue é explicitamente mencionada (ver Rm 3:24, 25). Por incrível que pareça, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós! Nós temos sido justificados pelo seu sangue e salvos da ira por meio dele. Não só fomos justificados e reconciliados por sua morte, mas Paulo também mostra que somos salvos pela Sua vida (v. 10). Em um capítulo posterior, Paulo vai nos dar uma compreensão mais profunda desta declaração. Sim, Jesus morreu para nos salvar do registro passado de nossos pecados, e também para nos dar o poder de viver a vida que Ele viveu na carne nesta terra.
Em seguida, Paulo descreve o efeito que Adão e Cristo tiveram sobre a humanidade. O primeiro Adão afetou negativamente toda a humanidade, condenando-a, mas o Segundo Adão o fez positivamente, redimindo-a (vv 12-21). Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Assim, a morte passou a todos os homens, porque todos escolheram o mesmo caminho do pecado. Adão era uma figura daquele que haveria de vir (o segundo Adão). Quando Adão escolheu pecar fez com que todos nós tivéssemos uma natureza pecaminosa. O Segundo Adão também fez uma escolha que poderia afetar toda a humanidade se todos nós escolhêssemos aceitar a Sua morte na cruz.
Por causa do pecado de Adão, todos os seus descendentes receberam a condenação da morte e condenação eterna, porque escolheram pecar por causa da fraqueza da carne (veja Rm 8:3). No entanto, a morte de Cristo tornou possível a cada um de nós escolher o rico dom gratuito da justificação, para que possa ser verdadeiro a declaração: "onde aumentou o pecado, a graça aumentou muito mais." (v 20 Clear Word).
Embora o pecado de Adão tenha exercido um efeito terrível sobre toda a humanidade, legando a cada um de nós uma natureza pecaminosa, a morte de Cristo tem o poder de libertar todo ser humano que escolher aceitar o Seu dom gratuito da graça. Que Salvador nós temos!
Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/5/
Traduzido/adaptado por: JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Romanos 5
Comentários em áudio
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Sofonias 1
Comentário devocional:
A profecia de Sofonias coloca um desafio perante nós enquanto esperamos pelo DIA DO SENHOR. Ele fala sobre o escuro dia do Senhor.
É interessante observar que Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, após o reinado de 55 anos do mau Manassés, e do reinado de Amon que durou dois anos. Alguns podem ter se perguntado por que Deus enviaria um outro profeta para anunciar o severo juízo do Senhor, sendo que o processo de reavivamento e reforma havia iniciado sob o reinado de Josias. Na verdade, é uma mensagem difícil anunciar que Deus irá varrer tudo sobre a face da terra. No versículo 4 Sofonias está pensando em Judá e nos habitantes de Jerusalém. Apesar de que o reavivamento e a reforma haviam começado, ainda havia pessoas que adoravam a Baal, entre o povo de Deus e, infelizmente, entre os sacerdotes. Sofonias acusa o povo de unir diferentes formas de religião e até mesmo de deixarem de seguir ao Senhor.
Talvez seja hora de refletir sobre o estado do nosso próprio reavivamento e reforma. Será que começamos bem, mas de alguma forma retornamos aos velhos hábitos ou não abandonamos hábitos ou comportamentos que sabemos que não estão de acordo com a vontade de Deus? Por isso, Deus nos convida a buscar o Senhor e a perguntar-lhe como avalia a nossa religiosidade.
Sofonias chama as pessoas a ficar em silêncio diante do Senhor Deus, mas este silêncio não é o tipo de silêncio que indica uma abertura do coração e da mente à voz de Deus, mas é por causa da expectativa acerca do DIA DO SENHOR.
Nos dias de Sofonias a liderança da nação estava preocupada com a exibição exterior e o povo estava concentrado com o lucro em seus negócios. Deus, então, através do profeta anuncia que Ele já chamou os babilônios para virem como Seus instrumentos de punição.Podemos imaginar como esta situação entristeceu o coração de Deus que havia dedicado tanta energia e esforço em prol do seu povo.
O profeta tenta abrir os olhos de seu povo para a proximidade do dia do Senhor. Mas parece que ninguém quer ouvir. As respostas das pessoas podem parecer familiares a nós: "O Senhor não fará nada bom ou mau". O pensamento de que Deus deixou esta terra à sua própria sorte, incentiva a mentalidade de que não há necessidade de mudar. O que mais poderia Deus fazer para levar seu povo a se arrepender?
Que linguagem Deus precisa usar, a fim de chamar a nossa atenção? Talvez precisemos refletir hoje sobre a nossa reforma e reavivamento pessoal. Peçamos ao Espírito de Deus para nos mostrar as áreas da nossa vida em que precisamos de uma mudança, e O convidemos a fazer essas mudanças em nós!
Norbert Zens
Tesoureiro da Divisão Europeia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zep/1/
Traduzido por JDS
Texto bíblico: Sofonias 1
Comentário em áudio
sábado, 27 de setembro de 2014
Miqueias 1
Comentário devocional:
Uma vez eu vi um adesivo em um carro que dizia: "Só para constar: Deus está anotando tudo." O fato de haver um registro de nossas vidas deixa você nervoso? Você gostaria de ver uma lista publicada de todos os sites da internet que você já visitou, uma compilação de todos os pensamentos que você teve, ou a gravação de todas as palavras que você já falou?
Nesta época de "politicamente correto", é altamente indesejável ser rotulado como alguém que julga os outros. Muitas pessoas na sociedade de hoje parecem ter adotado uma atitude: "Viva e deixe viver", e nunca julgar o comportamento de outra pessoa, porque "isso não é da sua conta!"
O título de um livro faz a pergunta importante; "O que aconteceu com o pecado?" (Karl Menninger, Hawthorn Books, 1973). Boa pergunta! Já ouvi falar de pastores que lutaram com situações em que membros da igreja estavam praticando abertamente o pecado sem nenhum intenção de mudança ou arrependimento, mas a liderança da igreja não queria sequer considerar em removê-los da qualidade de membros. A atitude generalizada era: "Eu não sou o guarda do meu irmão e o que eles fazem não é da minha conta." A opinião geral parece ser que, enquanto não causar mal a ninguém, não faça nada a respeito.
No entanto, existem situações em que o pecado deve ser chamado pelo nome, não é mesmo? Como Ellen White diz: " A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus." Educação, p. 57 (1903).
Falar com aqueles que estão desonrando o nome de Deus é a coisa certa para os líderes fazerem. O aviso de Miqueias a respeito do julgamento pode não tê-lo feito muito popular, mas o juízo final é uma mensagem clara da Bíblia e precisamos viver nossas vidas com o pensamento de que um dia teremos que prestar contas de todos os nossos atos e intenções.
Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Miquéias 1
Comentário em áudio
Uma vez eu vi um adesivo em um carro que dizia: "Só para constar: Deus está anotando tudo." O fato de haver um registro de nossas vidas deixa você nervoso? Você gostaria de ver uma lista publicada de todos os sites da internet que você já visitou, uma compilação de todos os pensamentos que você teve, ou a gravação de todas as palavras que você já falou?
Nesta época de "politicamente correto", é altamente indesejável ser rotulado como alguém que julga os outros. Muitas pessoas na sociedade de hoje parecem ter adotado uma atitude: "Viva e deixe viver", e nunca julgar o comportamento de outra pessoa, porque "isso não é da sua conta!"
O título de um livro faz a pergunta importante; "O que aconteceu com o pecado?" (Karl Menninger, Hawthorn Books, 1973). Boa pergunta! Já ouvi falar de pastores que lutaram com situações em que membros da igreja estavam praticando abertamente o pecado sem nenhum intenção de mudança ou arrependimento, mas a liderança da igreja não queria sequer considerar em removê-los da qualidade de membros. A atitude generalizada era: "Eu não sou o guarda do meu irmão e o que eles fazem não é da minha conta." A opinião geral parece ser que, enquanto não causar mal a ninguém, não faça nada a respeito.
No entanto, existem situações em que o pecado deve ser chamado pelo nome, não é mesmo? Como Ellen White diz: " A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus." Educação, p. 57 (1903).
Falar com aqueles que estão desonrando o nome de Deus é a coisa certa para os líderes fazerem. O aviso de Miqueias a respeito do julgamento pode não tê-lo feito muito popular, mas o juízo final é uma mensagem clara da Bíblia e precisamos viver nossas vidas com o pensamento de que um dia teremos que prestar contas de todos os nossos atos e intenções.
Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Miquéias 1
Comentário em áudio
Marcadores:
chamado ao arrependimento,
juízo,
Miqueias,
pecado
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Amanhã começaremos a ler Miquéias!
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domingo, 31 de agosto de 2014
Oséias 5
Comentário devocional:
A mensagem profética contra os pecados dos sacerdotes do Israel do norte começa em Oséias 4:4. Neste quinto capítulo, começando com o versículo 1, esta mensagem de julgamento não é dirigida apenas aos sacerdotes, mas também ao rei e os altos oficiais do reino de Israel. Era um anúncio do juízo vindouro.
Eles tinham feito locais de adoração de ídolos em Mispa e na encosta do Monte Tabor (5:1). Aqueles que inventaram a adoração do bezerro de ouro e o rei que introduziu a adoração de Baal em Israel não hesitaram em abater os verdadeiros adoradores de Deus (5:2). A causa desta maldade e degradação era a adoração de ídolos e o espírito de devassidão sexual. Sua desobediência intencional contra Deus em fazer o bezerro de ouro e a introdução em Israel do culto ao Baal de Sidom eram uma rejeição direta das instruções de Deus e Sua lei. E eles ainda queriam que Deus os escutasse! Tais adoradores não tinham capacidade de estabelecer uma verdadeira relação de amor com Deus (5:4).
O final do versículo 7 [Agora suas festas de lua nova os devorarão, NVI] pode ser lido: "Um mês os devorará e à sua herança." Um mês judaico tinha 30 dias e estes 30 dias poderiam ser interpretados profeticamente como 30 anos, cada dia por um ano. De fato, do final do reinado de Jeroboão II (753 aC) até a destruição de Samaria (722 aC) e cidades circunvizinhas se passaram cerca de 30 anos. Oséias 5:8-9 ressalta a certeza da vinda da Assíria para destruir o reino do norte de Israel (5:13).
Por outro lado, Judá, o reino do sul, também se tornara uma nação de adoradores de ídolos como Israel (5:10, 12, 14). Para eles, Deus seria como uma traça que se alimenta de roupas, e tornar-se-ia a causa da podridão que faria a comida intragável. Ele também seria como um leão forte, que ataca pessoas e gado, e ninguém seria capaz de salvá-los deste Leão.
Enquanto eles não reconhecessem seus pecados e buscassem o perdão de Deus, Ele não poderia abençoá-los, nem poderia restaurar um bom relacionamento com eles como seu Criador e Redentor (5:15).
Deus está sempre disposto a Se relacionar conosco. Precisamos reconhecer que santidade como um povo significa nossa dedicação total a ele.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 5
Comentário em audio
A mensagem profética contra os pecados dos sacerdotes do Israel do norte começa em Oséias 4:4. Neste quinto capítulo, começando com o versículo 1, esta mensagem de julgamento não é dirigida apenas aos sacerdotes, mas também ao rei e os altos oficiais do reino de Israel. Era um anúncio do juízo vindouro.
Eles tinham feito locais de adoração de ídolos em Mispa e na encosta do Monte Tabor (5:1). Aqueles que inventaram a adoração do bezerro de ouro e o rei que introduziu a adoração de Baal em Israel não hesitaram em abater os verdadeiros adoradores de Deus (5:2). A causa desta maldade e degradação era a adoração de ídolos e o espírito de devassidão sexual. Sua desobediência intencional contra Deus em fazer o bezerro de ouro e a introdução em Israel do culto ao Baal de Sidom eram uma rejeição direta das instruções de Deus e Sua lei. E eles ainda queriam que Deus os escutasse! Tais adoradores não tinham capacidade de estabelecer uma verdadeira relação de amor com Deus (5:4).
O final do versículo 7 [Agora suas festas de lua nova os devorarão, NVI] pode ser lido: "Um mês os devorará e à sua herança." Um mês judaico tinha 30 dias e estes 30 dias poderiam ser interpretados profeticamente como 30 anos, cada dia por um ano. De fato, do final do reinado de Jeroboão II (753 aC) até a destruição de Samaria (722 aC) e cidades circunvizinhas se passaram cerca de 30 anos. Oséias 5:8-9 ressalta a certeza da vinda da Assíria para destruir o reino do norte de Israel (5:13).
Por outro lado, Judá, o reino do sul, também se tornara uma nação de adoradores de ídolos como Israel (5:10, 12, 14). Para eles, Deus seria como uma traça que se alimenta de roupas, e tornar-se-ia a causa da podridão que faria a comida intragável. Ele também seria como um leão forte, que ataca pessoas e gado, e ninguém seria capaz de salvá-los deste Leão.
Enquanto eles não reconhecessem seus pecados e buscassem o perdão de Deus, Ele não poderia abençoá-los, nem poderia restaurar um bom relacionamento com eles como seu Criador e Redentor (5:15).
Deus está sempre disposto a Se relacionar conosco. Precisamos reconhecer que santidade como um povo significa nossa dedicação total a ele.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 5
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sábado, 9 de agosto de 2014
Ezequiel 43
Comentário devocional:
A primeira seção de Ezequiel 43 (versículos 1-12), que descreve o retorno da glória de Deus ao Templo, é realmente o clímax do livro.
Em Ezequiel, o juízo de Deus sobre um Israel pecaminoso é vividamente retratado na dramática partida passo a passo da glória da presença de Deus do Templo. Isto é descrito em Ezequiel 10 e 11. Essa partida é invertida no capítulo 43 quando a glória retorna ao Templo restaurado, através do portão leste, o caminho pelo qual ela havia saído.
O templo reconstruído, descrito por Ezequiel nos capítulos 40-42, só se torna funcional quando Deus está presente, o que acontece em Ezequiel 43. Isto também estabelece a base para o restante do livro, onde são descritos os rituais do Templo, a cidade nova e a nova terra. O clímax de tudo isso é visto no nome da cidade: "O Senhor está aqui" (Ez. 48:35, NVI).
Esta mensagem é tão importante que o próprio Deus diz para Ezequiel declarar tudo isso para Israel. Então, no verso 10 é dada a razão para toda a descrição do templo: o templo restaurado tem como finalidade ajudar Israel a se envergonhar de seus pecados passados e arrepender-se e, então, seguir os estatutos e as leis dadas por Deus.
Estas belas considerações nos fazem refletir sobre algumas questões importantes para nós, hoje: quão importante para nós é a presença de Deus? Temos hoje edifícios e igrejas agradáveis, mas está Deus presente nelas? Permitimos que a graça restauradora de Deus, a presença amorosa de Deus, toque nossos corações e nos leve a ter vergonha de nossos pecados e a verdadeiramente adorá-Lo?
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/43/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 43
Comentário em áudio
A primeira seção de Ezequiel 43 (versículos 1-12), que descreve o retorno da glória de Deus ao Templo, é realmente o clímax do livro.
Em Ezequiel, o juízo de Deus sobre um Israel pecaminoso é vividamente retratado na dramática partida passo a passo da glória da presença de Deus do Templo. Isto é descrito em Ezequiel 10 e 11. Essa partida é invertida no capítulo 43 quando a glória retorna ao Templo restaurado, através do portão leste, o caminho pelo qual ela havia saído.
O templo reconstruído, descrito por Ezequiel nos capítulos 40-42, só se torna funcional quando Deus está presente, o que acontece em Ezequiel 43. Isto também estabelece a base para o restante do livro, onde são descritos os rituais do Templo, a cidade nova e a nova terra. O clímax de tudo isso é visto no nome da cidade: "O Senhor está aqui" (Ez. 48:35, NVI).
Esta mensagem é tão importante que o próprio Deus diz para Ezequiel declarar tudo isso para Israel. Então, no verso 10 é dada a razão para toda a descrição do templo: o templo restaurado tem como finalidade ajudar Israel a se envergonhar de seus pecados passados e arrepender-se e, então, seguir os estatutos e as leis dadas por Deus.
Estas belas considerações nos fazem refletir sobre algumas questões importantes para nós, hoje: quão importante para nós é a presença de Deus? Temos hoje edifícios e igrejas agradáveis, mas está Deus presente nelas? Permitimos que a graça restauradora de Deus, a presença amorosa de Deus, toque nossos corações e nos leve a ter vergonha de nossos pecados e a verdadeiramente adorá-Lo?
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/43/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 43
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Ezequiel 28 comentado
Comentário devocional:
Aqui Ezequiel anuncia a desgraça do príncipe de Tiro. A maior parte deste lamento faz sentido se aplicado ao real governante humano de Tiro. Entretanto, alguns detalhes não fazem sentido. Esteve o governante terreno, alguma vez, no Éden, enfeitado com jóias como um querubim cobridor? Na verdade não, mas na adoração que ocorria no templo de Tiro o príncipe terreno talvez assumisse esse papel. Esteve ele, alguma vez, no santo monte de Deus? Não literalmente. Mas os pagãos consideravam seus santuários como montanhas divinas. O príncipe humano de Tiro tinha sido perfeito no dia de sua criação? Certamente não, mas essa pode ter sido a sua pretensão, abrindo espaço para Ezequiel empregar tais declarações de ironia.
Uma coisa é certa, o fato do príncipe ter assumido o papel de uma divindade no culto da cidade indica que este governante representa muito mais do que somente a si mesmo. Vemos aqui representado em escala humana algo de dimensões cósmicas. Nós não queremos basear a doutrina da queda dos anjos celestes apenas neste capítulo, mas o que é dito aqui ilumina o assunto que é abordado em outros lugares da Bíblia.
A própria essência da queda no pecado é o fato da criatura pretender possuir as prerrogativas do Criador, seja essa criatura angelical ou humana. Nenhum de nós consegue escapar dessa tentação, por mais ridícula que essa pretensão seja.
No entanto, aquele que é Deus não procurou a exaltação própria. Em vez disso, Ele "esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!"(Filipenses 2:7, 8. NVI).
Ele é a nossa salvação e nosso modelo de ser.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/28/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 28
Comentário em áudio
Comentários selecionados:
2 príncipe. Do heb nagid, “um chefe”, “um líder”. Segundo Josefo, o rei tírio na época do cerco de Nabucodonosor era Etbaal (Contra Apion, i.21). Contudo, o profeta, sem dúvida, está censurando a insolência e o orgulho desmesurado dos líderes de Tiro em geral. CBASD, vol. 4, p. 741.
eu sou Deus. Etbaal de Tiro é uma representação de orgulho sem limites do seu povo, por dominar os mares a partir de uma fortaleza considerada inexpugnável. Bíblia Shedd.
3 mais sábio que Daniel. Isto é uma ironia. ... O rei de Tiro é comparado a ele, provavelmente, por causa de sua satisfação própria e de seu senso de superioridade. CBASD, vol. 4, p. 741.
10 Da morte de incircuncisos morrerás. Segundo Heródoto (ii.104), os fenícios praticavam a circuncisão. Como os judeus, eles considerariam os incircuncisos um desdém. CBASD, vol. 4, p. 741.
12-19 rei de Tiro. Os v. 11 a 19, embora apresentados como um hino fúnebre ao rei de Tiro, dificilmente podem ter sua aplicação limitada a esse príncipe. As figuras usadas vão além da referência local; ... Ao considerar o caráter e as atividades do rei literal de Tiro em visão, Ezequiel viu mais longe, por revelação divina, e enxergou o ser invisível mais poderoso a quem o rei de Tiro servia. Da mesma forma, foi permitido que Isaías enxergasse além do rei literal de Babilônia (Is 14:4) e visse Satanás, cujo caráter e política era reproduzidos por aquele rei (v. 12-16). ... Foi o Espírito Santo quem planejou e unificou as Escrituras, e foi Ele que providenciou que fossem dadas informações suficientes sobre todos os assuntos essenciais, inclusive a história de Satanás. Além disso, foi Ele quem determinou quando, como e por meio de quem devia ser dada a revelação. A ocasião envolvida na passagem em questão era especialmente apropriada, uma vez que o príncipe de Tiro havia imitado de maneira tão notável o exemplo de seu verdadeiro líder, o diabo. À luz do grande conflito, a nação de Tiro, juntamente com todas as nações pagãs, era controlada pelos princípios desse grande líder rebelde, e a influência dele na história dessas nações precisava ser devidamente exposta (para mais informações sobre a origem e o destino de Satanás, ver PP, 33-43; GC, 492-504). CBASD, vol. 4, p. 742.
A linguagem desta seção não é mais aplicável a um governante terreno. O foco muda para o reino cósmico, enfatizando o ser sobrenatural por trás das cenas, o mentor angélico do seu representante humano no trono terrestre. Esta passagem descreve a origem cósmica do pecado e da rebelião contra Deus (vv. 15-17); é paralela a Is 14:12-14, onde o ser sobrenatural responsável pelo mal é chamado Lucifer, e a Apoc. 12:4,7-9, onde este ser após a sua queda é chamado Satanás ou o diabo. Esta seção central e culminante do livro de Ezequiel é arranjada num padrão simétrico (quiástico):
A. Condição antes da expulsão (vv. 12b-13)
B. “Querubim da guarda ungidor” (v. 14)
C. “Te estabeleci” (v. 14)
D. “No monte santo de Deus” (v. 14)
E. “No brilho das pedras andava” (v. 14)
F. “Perfeito eras nos teus caminhos” (v. 15)
F’. ”Se achou iniquidade em você” ... “pecaste” (v. 15)
E’. “Em meio ao brilho das pedras” (v. 16)
D’. “Fora do monte de Deus” (v. 16)
C’. “Te farei perecer” (v. 16)
B’. “Querubim da guarda” (v. 16)
A’. “Condição após a expulsão” (vv. 17-19). Andrews Study Bible.
Sinete da perfeição. A ACF traduz a frase como: “Tu eras o selo da medida.” A palavra traduzida como “perfeição” ocorre somente aqui e em Ezequiel 443:10, em que é traduzida como “modelo”. O significado geral é claro. Lúcifer foi revestido de sabedoria, glória e beleza, acima de todos os outros anjos CBASD, vol. 4, p. 742.
13 Éden. Não o Éden terreno, mas o “jardim de Deus” celestial, no santo monte (v. 14). Andrews Study Bible.
O lugar da habitação de Deus (ver PP, 35). CBASD, vol. 4, p. 742.
Todas as pedras preciosas. As pedras mencionadas aqui se encontram também na lista de pedras preciosas que se encontravam no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.17-20; 39:8-14). ... A enumeração dessas várias joias enfatiza a exaltada posição do anjo mais honrado no Céu. CBASD, vol. 4, p. 742.
Foste criado. Por se tratar de um ser criado, Lúcifer era distintamente inferior ao Pai e ao Filho, em quem havia vida original, não emprestada, não derivada. Contudo, foi com o Filho que Lúcifer reivindicou igualdade. Quando Deus disse ao Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem”, Satanás teve ciúmes de Jesus (ver PE, 145). Desejava ser consultado na formação do homem. Ao aspirar assim, ao poder que era prerrogativa apenas do criador exercer, caiu de sua exaltada posição e se tornou o diabo. É incorreto dizer que Deus criou o diabo. Deus criou um belo anjo, santo e imaculado, mas esse anjo fez de si mesmo um diabo. CBASD, vol. 4, p. 742, 743.
14 querubim da guarda ungido. Um ser não humano, mas sobrenatural, um anjo que guardava o trono (no Lugar Santíssimo do Santuário). Andrews Study Bible.
A posição original de Satanás é ilustrada pelos querubins que cobriam o propiciatório no templo hebraico. Lúcifer, o querubim cobridor, estava à luz da presença divina. Era o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao universo os desígnios divinos (ver DTN, 758). CBASD, vol. 4, p. 743.
Na sua soberba, o rei de Tiro é semelhante àquele anjo que era revestido de glória, mas caiu até as profundezas por causa da sua soberba; descreve bem a origem e a natureza de Satanás. Os ornamentos são a glória sacerdotal. Bíblia Shedd.
Monte santo. O termo representa aqui a sede do governo de Deus, o próprio Céu, que é figurativamente representado como um monte (ver com de Sl 48:2). CBASD, vol. 4, p. 743.
15 até que se achou iniquidade. Literalmente, “injustiça”. Aparentemente este querubim abrigou em seu coração a falsa crença de que Deus era injusto. Andrews Study Bible.
16 comércio. No contexto cósmico, o sentido “difamação” se ajusta melhor: o querubim da guarda difamou a Deus ao acusá-Lo de injustiça. Andrews Study Bible.
A imagem é extraída do comércio de Tiro, mas a figura do rei de Tiro não se perde. A obra de Lúcifer em disseminar a rebelião no Céu é comparada ao comércio ganancioso d, muitas vezes, desonesto de Tiro. CBASD, vol. 4, p. 743.
Violência. A difamação cresceu ao ponto de se tornar violenta rebelião (como descrito em Apoc 12:7-8) Andrews Study Bible.
Te farei perecer. Literalmente, “[tratar como] profano”, no sentido de “expulsar, expelir”(Apoc 12:9). Andrews Study Bible.
17 elevou-se o teu coração. O querubim se tornou orgulhoso de sua beleza e sabedoria (ver Is 14:13-14). Andrews Study Bible.
corrompeste a tua sabedoria. O poder, a riqueza e a sabedoria perdem seu valor quando se misturam com a soberba; é como uma tomada elétrica desligada da força. Até mesmo um arcanjo que se desligue do contato amoroso de Deus nada mais faz com seus poderes sobrenaturais senão arruinar os homens e decretar sua própria e eterna destruição (AP. 20.10). Bíblia Shedd.
18 comércio. Após sua expulsão para a terra, ele continua sua difamação (comércio de palavras difamatórias). Andrews Study Bible.
Teus santuários. Muitos manuscritos hebraicos e algumas versões dizem “Teu santuário”. A óbvia referência é ao próprio lugar santo do Céu, que foi contaminado pela entrada do pecado. CBASD, vol. 4, p. 743.
E te reduzi a cinzas. A destruição de Satanás é ilustrada com a figura da eliminação de Tiro e de seu rei pelo fogo. Na verdade, a aniquilação do instigador do mal será pelo fogo que, no último dia, removerá todo o vestígio de pecado e purificará a Terra para futura habitação dos justos (Ap 20:14, 15; 21:1). CBASD, vol. 4, p. 743.
19 espantados. Precisa-se considerar que isto é uma figura. Satanás vai sofrer por longo tempo no lago de fogo depois de todos os outros pecadores já terem morrido (ver PE, 294, 295). Os justos, dentro da cidade, irão testemunhar a ação do fogo renovador. CBASD, vol. 4, p. 743.
Jamais subsistirás [NVI: você não mais existirá]. Esta declaração proporciona a certeza de que o pecado, uma vez erradicado, nunca mais maculará o universo de Deus (ver Na 1:9). Ao permitir que a rebelião amadurecesse plenamente, Deus garantiu o futuro. Os habitantes do vasto universo de Deus terão desenvolvido uma imunidade contra o mal que os tornará seguros contra qualquer transgressão futura. Os resultados da apostasia contra o governo de Deus já serão plenamente conhecidos. Todos estarão convencidos da justiça, benevolência e sabedoria do caráter de Deus. Nunca o pecado perturbará a perfeita harmonia que vai permear a Terra recriada por Deus. CBASD, vol. 4, p. 743.
21 Sidom. Uma cidade fenícia situada cerca de 40 km ao norte de Tiro. Andrews Study Bible.
Normalmente mencionada juntamente com Tiro; era uma cidade gêmea de Tiro, e lhe era súdita, naquela época. Bíblia Shedd.
22. glorificado. Isto é, vindicado. Andrews Study Bible.
23 pela espada. Depois do cerco de Nabucodonosor e da vitória parcial sobre Tiro, Sidom se tornou a principal cidade-estado fenícia. Mais tarde, Cambises colocou a cidade sob domínio persa (c. 526 a.C.). Uma revolta em 351 a.C. levou à destruição da cidade. Mais tarde, Sidom se rendeu a Alexandre e, posteriormente foi dominada por Roma. CBASD, vol. 4, p. 743, 744.
24 espinho que a pique. Uma figura provavelmente tomada de Números 33:55, aplicada alia aos cananeus em geral. CBASD, vol. 4, p. 744.
Sidom não era um espinho no sentido de ser uma ameaça bélica no lado do território dos israelitas, mas sim por ser um centro do paganismo organizado, cujos pensamentos nunca cessaram de influenciar os israelitas. Nisto se descobre porque Deus tinha ordenado aos israelitas extirpar qualquer sinal de paganismo, logo ao entrar em Canaã. (Dt 7.1-5). Bíblia Shedd.
A destruição de Sidom eliminou o último dos vizinhos inimigos de Israel, chamados “espinhos que piquem” e “abrolhos dolorosos” (Num 33.55) portando consistindo-se em uma mensagem implícita para Israel. Andrews Study Bible.
26 edificarão casas. Ver Is 65:9, 10; Jr 30:18; 32:41. Isto ilustra a condição ideal que Deus planejou para o Israel restaurado. Se tivesse cumprido os planos divinos, o povo de Deus teria habitado em segurança nas casas que eles próprios construiriam e teria comido livremente das vinhas que eles próprios plantariam. Contudo, nem mesmo a severa disciplina do cativeiro conseguiu efetuar a regeneração espiritual necessária para garantir o cumprimento da promessa divina. CBASD, vol. 4, p. 744.
Para mais informações a respeito da origem do mal, ver: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 9 (Tratado de Teologia), cap. 7, Pecado, e cap. 28, O Grande Conflito.
Aqui Ezequiel anuncia a desgraça do príncipe de Tiro. A maior parte deste lamento faz sentido se aplicado ao real governante humano de Tiro. Entretanto, alguns detalhes não fazem sentido. Esteve o governante terreno, alguma vez, no Éden, enfeitado com jóias como um querubim cobridor? Na verdade não, mas na adoração que ocorria no templo de Tiro o príncipe terreno talvez assumisse esse papel. Esteve ele, alguma vez, no santo monte de Deus? Não literalmente. Mas os pagãos consideravam seus santuários como montanhas divinas. O príncipe humano de Tiro tinha sido perfeito no dia de sua criação? Certamente não, mas essa pode ter sido a sua pretensão, abrindo espaço para Ezequiel empregar tais declarações de ironia.
Uma coisa é certa, o fato do príncipe ter assumido o papel de uma divindade no culto da cidade indica que este governante representa muito mais do que somente a si mesmo. Vemos aqui representado em escala humana algo de dimensões cósmicas. Nós não queremos basear a doutrina da queda dos anjos celestes apenas neste capítulo, mas o que é dito aqui ilumina o assunto que é abordado em outros lugares da Bíblia.
A própria essência da queda no pecado é o fato da criatura pretender possuir as prerrogativas do Criador, seja essa criatura angelical ou humana. Nenhum de nós consegue escapar dessa tentação, por mais ridícula que essa pretensão seja.
No entanto, aquele que é Deus não procurou a exaltação própria. Em vez disso, Ele "esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!"(Filipenses 2:7, 8. NVI).
Ele é a nossa salvação e nosso modelo de ser.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/28/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 28
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2 príncipe. Do heb nagid, “um chefe”, “um líder”. Segundo Josefo, o rei tírio na época do cerco de Nabucodonosor era Etbaal (Contra Apion, i.21). Contudo, o profeta, sem dúvida, está censurando a insolência e o orgulho desmesurado dos líderes de Tiro em geral. CBASD, vol. 4, p. 741.
eu sou Deus. Etbaal de Tiro é uma representação de orgulho sem limites do seu povo, por dominar os mares a partir de uma fortaleza considerada inexpugnável. Bíblia Shedd.
3 mais sábio que Daniel. Isto é uma ironia. ... O rei de Tiro é comparado a ele, provavelmente, por causa de sua satisfação própria e de seu senso de superioridade. CBASD, vol. 4, p. 741.
10 Da morte de incircuncisos morrerás. Segundo Heródoto (ii.104), os fenícios praticavam a circuncisão. Como os judeus, eles considerariam os incircuncisos um desdém. CBASD, vol. 4, p. 741.
12-19 rei de Tiro. Os v. 11 a 19, embora apresentados como um hino fúnebre ao rei de Tiro, dificilmente podem ter sua aplicação limitada a esse príncipe. As figuras usadas vão além da referência local; ... Ao considerar o caráter e as atividades do rei literal de Tiro em visão, Ezequiel viu mais longe, por revelação divina, e enxergou o ser invisível mais poderoso a quem o rei de Tiro servia. Da mesma forma, foi permitido que Isaías enxergasse além do rei literal de Babilônia (Is 14:4) e visse Satanás, cujo caráter e política era reproduzidos por aquele rei (v. 12-16). ... Foi o Espírito Santo quem planejou e unificou as Escrituras, e foi Ele que providenciou que fossem dadas informações suficientes sobre todos os assuntos essenciais, inclusive a história de Satanás. Além disso, foi Ele quem determinou quando, como e por meio de quem devia ser dada a revelação. A ocasião envolvida na passagem em questão era especialmente apropriada, uma vez que o príncipe de Tiro havia imitado de maneira tão notável o exemplo de seu verdadeiro líder, o diabo. À luz do grande conflito, a nação de Tiro, juntamente com todas as nações pagãs, era controlada pelos princípios desse grande líder rebelde, e a influência dele na história dessas nações precisava ser devidamente exposta (para mais informações sobre a origem e o destino de Satanás, ver PP, 33-43; GC, 492-504). CBASD, vol. 4, p. 742.
A linguagem desta seção não é mais aplicável a um governante terreno. O foco muda para o reino cósmico, enfatizando o ser sobrenatural por trás das cenas, o mentor angélico do seu representante humano no trono terrestre. Esta passagem descreve a origem cósmica do pecado e da rebelião contra Deus (vv. 15-17); é paralela a Is 14:12-14, onde o ser sobrenatural responsável pelo mal é chamado Lucifer, e a Apoc. 12:4,7-9, onde este ser após a sua queda é chamado Satanás ou o diabo. Esta seção central e culminante do livro de Ezequiel é arranjada num padrão simétrico (quiástico):
A. Condição antes da expulsão (vv. 12b-13)
B. “Querubim da guarda ungidor” (v. 14)
C. “Te estabeleci” (v. 14)
D. “No monte santo de Deus” (v. 14)
E. “No brilho das pedras andava” (v. 14)
F. “Perfeito eras nos teus caminhos” (v. 15)
F’. ”Se achou iniquidade em você” ... “pecaste” (v. 15)
E’. “Em meio ao brilho das pedras” (v. 16)
D’. “Fora do monte de Deus” (v. 16)
C’. “Te farei perecer” (v. 16)
B’. “Querubim da guarda” (v. 16)
A’. “Condição após a expulsão” (vv. 17-19). Andrews Study Bible.
Sinete da perfeição. A ACF traduz a frase como: “Tu eras o selo da medida.” A palavra traduzida como “perfeição” ocorre somente aqui e em Ezequiel 443:10, em que é traduzida como “modelo”. O significado geral é claro. Lúcifer foi revestido de sabedoria, glória e beleza, acima de todos os outros anjos CBASD, vol. 4, p. 742.
13 Éden. Não o Éden terreno, mas o “jardim de Deus” celestial, no santo monte (v. 14). Andrews Study Bible.
O lugar da habitação de Deus (ver PP, 35). CBASD, vol. 4, p. 742.
Todas as pedras preciosas. As pedras mencionadas aqui se encontram também na lista de pedras preciosas que se encontravam no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.17-20; 39:8-14). ... A enumeração dessas várias joias enfatiza a exaltada posição do anjo mais honrado no Céu. CBASD, vol. 4, p. 742.
Foste criado. Por se tratar de um ser criado, Lúcifer era distintamente inferior ao Pai e ao Filho, em quem havia vida original, não emprestada, não derivada. Contudo, foi com o Filho que Lúcifer reivindicou igualdade. Quando Deus disse ao Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem”, Satanás teve ciúmes de Jesus (ver PE, 145). Desejava ser consultado na formação do homem. Ao aspirar assim, ao poder que era prerrogativa apenas do criador exercer, caiu de sua exaltada posição e se tornou o diabo. É incorreto dizer que Deus criou o diabo. Deus criou um belo anjo, santo e imaculado, mas esse anjo fez de si mesmo um diabo. CBASD, vol. 4, p. 742, 743.
14 querubim da guarda ungido. Um ser não humano, mas sobrenatural, um anjo que guardava o trono (no Lugar Santíssimo do Santuário). Andrews Study Bible.
A posição original de Satanás é ilustrada pelos querubins que cobriam o propiciatório no templo hebraico. Lúcifer, o querubim cobridor, estava à luz da presença divina. Era o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao universo os desígnios divinos (ver DTN, 758). CBASD, vol. 4, p. 743.
Na sua soberba, o rei de Tiro é semelhante àquele anjo que era revestido de glória, mas caiu até as profundezas por causa da sua soberba; descreve bem a origem e a natureza de Satanás. Os ornamentos são a glória sacerdotal. Bíblia Shedd.
Monte santo. O termo representa aqui a sede do governo de Deus, o próprio Céu, que é figurativamente representado como um monte (ver com de Sl 48:2). CBASD, vol. 4, p. 743.
15 até que se achou iniquidade. Literalmente, “injustiça”. Aparentemente este querubim abrigou em seu coração a falsa crença de que Deus era injusto. Andrews Study Bible.
16 comércio. No contexto cósmico, o sentido “difamação” se ajusta melhor: o querubim da guarda difamou a Deus ao acusá-Lo de injustiça. Andrews Study Bible.
A imagem é extraída do comércio de Tiro, mas a figura do rei de Tiro não se perde. A obra de Lúcifer em disseminar a rebelião no Céu é comparada ao comércio ganancioso d, muitas vezes, desonesto de Tiro. CBASD, vol. 4, p. 743.
Violência. A difamação cresceu ao ponto de se tornar violenta rebelião (como descrito em Apoc 12:7-8) Andrews Study Bible.
Te farei perecer. Literalmente, “[tratar como] profano”, no sentido de “expulsar, expelir”(Apoc 12:9). Andrews Study Bible.
17 elevou-se o teu coração. O querubim se tornou orgulhoso de sua beleza e sabedoria (ver Is 14:13-14). Andrews Study Bible.
corrompeste a tua sabedoria. O poder, a riqueza e a sabedoria perdem seu valor quando se misturam com a soberba; é como uma tomada elétrica desligada da força. Até mesmo um arcanjo que se desligue do contato amoroso de Deus nada mais faz com seus poderes sobrenaturais senão arruinar os homens e decretar sua própria e eterna destruição (AP. 20.10). Bíblia Shedd.
18 comércio. Após sua expulsão para a terra, ele continua sua difamação (comércio de palavras difamatórias). Andrews Study Bible.
Teus santuários. Muitos manuscritos hebraicos e algumas versões dizem “Teu santuário”. A óbvia referência é ao próprio lugar santo do Céu, que foi contaminado pela entrada do pecado. CBASD, vol. 4, p. 743.
E te reduzi a cinzas. A destruição de Satanás é ilustrada com a figura da eliminação de Tiro e de seu rei pelo fogo. Na verdade, a aniquilação do instigador do mal será pelo fogo que, no último dia, removerá todo o vestígio de pecado e purificará a Terra para futura habitação dos justos (Ap 20:14, 15; 21:1). CBASD, vol. 4, p. 743.
19 espantados. Precisa-se considerar que isto é uma figura. Satanás vai sofrer por longo tempo no lago de fogo depois de todos os outros pecadores já terem morrido (ver PE, 294, 295). Os justos, dentro da cidade, irão testemunhar a ação do fogo renovador. CBASD, vol. 4, p. 743.
Jamais subsistirás [NVI: você não mais existirá]. Esta declaração proporciona a certeza de que o pecado, uma vez erradicado, nunca mais maculará o universo de Deus (ver Na 1:9). Ao permitir que a rebelião amadurecesse plenamente, Deus garantiu o futuro. Os habitantes do vasto universo de Deus terão desenvolvido uma imunidade contra o mal que os tornará seguros contra qualquer transgressão futura. Os resultados da apostasia contra o governo de Deus já serão plenamente conhecidos. Todos estarão convencidos da justiça, benevolência e sabedoria do caráter de Deus. Nunca o pecado perturbará a perfeita harmonia que vai permear a Terra recriada por Deus. CBASD, vol. 4, p. 743.
21 Sidom. Uma cidade fenícia situada cerca de 40 km ao norte de Tiro. Andrews Study Bible.
Normalmente mencionada juntamente com Tiro; era uma cidade gêmea de Tiro, e lhe era súdita, naquela época. Bíblia Shedd.
22. glorificado. Isto é, vindicado. Andrews Study Bible.
23 pela espada. Depois do cerco de Nabucodonosor e da vitória parcial sobre Tiro, Sidom se tornou a principal cidade-estado fenícia. Mais tarde, Cambises colocou a cidade sob domínio persa (c. 526 a.C.). Uma revolta em 351 a.C. levou à destruição da cidade. Mais tarde, Sidom se rendeu a Alexandre e, posteriormente foi dominada por Roma. CBASD, vol. 4, p. 743, 744.
24 espinho que a pique. Uma figura provavelmente tomada de Números 33:55, aplicada alia aos cananeus em geral. CBASD, vol. 4, p. 744.
Sidom não era um espinho no sentido de ser uma ameaça bélica no lado do território dos israelitas, mas sim por ser um centro do paganismo organizado, cujos pensamentos nunca cessaram de influenciar os israelitas. Nisto se descobre porque Deus tinha ordenado aos israelitas extirpar qualquer sinal de paganismo, logo ao entrar em Canaã. (Dt 7.1-5). Bíblia Shedd.
A destruição de Sidom eliminou o último dos vizinhos inimigos de Israel, chamados “espinhos que piquem” e “abrolhos dolorosos” (Num 33.55) portando consistindo-se em uma mensagem implícita para Israel. Andrews Study Bible.
26 edificarão casas. Ver Is 65:9, 10; Jr 30:18; 32:41. Isto ilustra a condição ideal que Deus planejou para o Israel restaurado. Se tivesse cumprido os planos divinos, o povo de Deus teria habitado em segurança nas casas que eles próprios construiriam e teria comido livremente das vinhas que eles próprios plantariam. Contudo, nem mesmo a severa disciplina do cativeiro conseguiu efetuar a regeneração espiritual necessária para garantir o cumprimento da promessa divina. CBASD, vol. 4, p. 744.
Para mais informações a respeito da origem do mal, ver: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 9 (Tratado de Teologia), cap. 7, Pecado, e cap. 28, O Grande Conflito.
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