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domingo, 13 de julho de 2014

Ezequiel 16

Comentário devocional:

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus. 

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos - eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos. 

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa "aliança eterna". Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações - arrogância, materialismo, idolatria - que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos. 

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro. 

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele, imitando aqueles que admirávamos no mundo, não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus. 

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia


* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/16/

Traduzido por JAD/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 16 

Comentário em áudio 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Provérbios 7

Comentário devocional:

Neste capítulo, Salomão aborda a questão do sexo e da imoralidade. Sexo é amplamente reconhecido por pesquisadores contemporâneos como sendo um dos mais poderosos - se não o mais poderoso - desejo humano. Ele está no topo da lista dos motivadores que nos impulsionam como seres humanos, juntamente com a alimentação e o medo. Os profissionais de marketing sabem há muito tempo que eles podem nos convencer a comprar o seu produto ou serviço através da integração de sexo, comida ou medo em sua publicidade.

Poucos argumentariam contra a noção de que a comida e o medo podem destruir vidas. Mas a ameaça potencial do sexo é muitas vezes ignorada em uma geração cujo lema é: "Se dá prazer, faça!"

Salomão mostra que a imoralidade sexual é um pecado difícil de ser superado.

Paulo viu o mesmo perigo quando escreveu: "Fuja da imoralidade sexual. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas aquele que comete pecados sexuais peca contra o próprio corpo" (1 Coríntios 6:18 NVI).

Em Provérbios 7, Salomão diz que viu um jovem entrar na casa de uma mulher tentadora e sensual. Talvez o jovem tenha pensado que seria uma visita de apenas uma noite. Talvez, após ter sido vencido pelo desejo, tenha prometido a si mesmo que isso nunca mais iria acontecer novamente. Mas ele nunca mais seria o mesmo depois da experiência proibida e do conhecimento que ele vivenciou. Salomão diz que o jovem inocentemente cometeu suicídio moral: "...como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida" (v. 23 NVI).

Sexo fora dos limites do casamento custa às pessoas suas vidas morais. É por isso que o Senhor diz: "Não cometa adultério" (Ex. 20:14 NTLH).

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia


Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/7/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Provérbios 7